Voltei dia 21 de janeiro dessa viagem fantástica, que foi planejada aqui no fórum com a ajuda do Leo:'>
Bom, inicialmente a idéia era fazer o trajeto todo de ônibus, passando por Campo Grande, Puerto Quijarro, etc. Mas infelizmente (ou felizmente se for olhar a questão do conforto ) não deu, os dias de viagem estavam contados, e esse trajeto terrestre me tomaria quase uns 8 dias, contando ida e volta... Fui e voltei de avião, pela Taca. Paguei um preço um pouco salgado (R$1800) por comprar em última hora, mas tudo bem...
La Paz
Cheguei e voltei por La Paz, no aeroporto El Alto, que fica a uns 30 min. da capital Boliviana e meros 4100 metros de altitude
A sensação é única, de respirar e sentir que não entrou ar suficiente. Mas como não vai passar muito tempo lá, não precisa se preocupar, logo a situação melhora, um pouco, ao descer para La Paz, que fica a 3600 metros .
Algumas dicas:
- Se for chegar muito tarde ao aeroporto, reserve com antecedência seu transporte até o hotel/hostal e o próprio hotel, por alguns motivos:
Não há muita disponibilidade de taxis no aeroporto (pelo menos na hora que eu cheguei, 01:00, só havia um)
A cidade de La Paz não é nada amigável de madrugada para sair andando com mochila nas costas procurando hostal. É muito frio e assusta um pouco pela sujeira e por algumas pessoas estranhas andando nas ruas. Quando cheguei parecia que tinha tido uma guerra civil. Muito lixo e polícia nas ruas, achei estranho...
Leve sua água para passar a primeira noite em La Paz. Quando cheguei lá de madrugada, não havia nenhum lugar para comprar água, e o hostal que eu fiquei também não tinha. Resultado: como estava morrendo de sede, tive que pegar água da torneira e colocar uma pastilha de cloro (Clor-in). Esse foi o único momento durante toda a viagem que passei por dificuldades com relação à água.
No dia seguinte saí para conhecer a cidade. Confesso a todos: não gostei muito. É muita sujeira e pobreza nas ruas. Um dia para conhecer a cidade e comprar prata (lá é muito barato) é mais do que suficiente.
No outro dia fui ao Chacaltaya. É um passeio legal, você sofre um pouco com a altitude (o ponto mais alto fica a 5800m.), mas vale a experiência. Passei o resto do dia com dor de cabeça, e só. Nada de enjôos ou qualquer outra coisa. Aliás, esse foi o único dia de toda a viagem que senti os efeitos da altitude. Depois do chacaltaya passei por um lugar chamado Valle de La Luna, é interessante, mas nada de demais...
Não fiz o passeio às ruínas de Tiwanaku, por isso não posso falar nada sobre ele.
Fiquei hospedado no Hostal Copacabana, foi 77 bolivianos o quarto duplo com café da manhã.
Embaixo do hostal tinha uma agência de turismo, Combitours, onde comprei o transporte até Copacabana. Saiu por 55 bolivianos.
Copacabana e Isla Del Sol
A viagem até Copacabana é um pouco demorada, mas nada cansativa, a paisagem é muito bonita. Em certo trecho é necessário parar e descer do ônibus para fazer a travessia de uma parte do Lago Titicaca. As pessoas vão em barcos, e o ônibus em uma balsa.
De volta ao ônibus, mais uns 30min e chega a Copacabana.
A cidadezinha é pequena, simples, mas muito bonita. Há muitas opções de restaurantes, pizzarias, hotéis, hostals, etc. Passei um dia lá, recomendo subir o Cerro Calvário, a vista lá de cima é muito bonita, da para ver toda a Ilha do Sol.
No dia seguinte peguei um barco para a Ilha (parte Sul). Não tem disso de só ter barcos determinada hora do dia. A todo momento saem barqueiros que fazem o trajeto. Ao chegar à ilha prepare-se para subir muitas escadarias debaixo de sol forte.
As hospedagens na ilha, assim como alimentação, são simples e caras. Lá foi um lugar que gastei uma quantidade de dinheiro relativamente alta para os padrões da Bolívia. Passei duas noites na Ilha, fiz a travessia (ida e volta) à pé até o norte, valeu muito a pena, foi uma das paisagens mais bonitas de toda a viagem.
Depois, de volta à Copacabana, passei mais uma noite, a do réveillon. Não há muita coisa para se fazer na cidade, os restaurantes ficam abertos, mas sem nada especial. Estava tão cansado que, pela primeira vez, passei o ano dormindo
No dia seguinte comprei passagem de ônibus para Puno, primeiro destino no Peru. Comprei pela empresa Tour Peru, muito boa, com ônibus muito confortáveis.
Puno
Ao chegar a Puno, algumas coisas desagradáveis aconteceram:
Foi muito difícil achar empresas de ônibus semi-cama para ir até Cusco. Até que um sujeito, que parecia muito gentil, chegou oferecendo passagens de ônibus para Cusco, em ônibus semi-cama, pela empresa San Luís (guardem bem esse nome). Ele falou que eram 35 soles, achamos caro, mas como não havia mais opções, compramos, pensando que pelo menos valeria pagar pelo conforto. Logo depois ele já ofereceu um passeio para as Islas Flotantes de Uros, por 25 soles. Compramos...
O passeio é muito interessante, vale a pena fazer e conhecer a técnica de construção das ilhas. Durante o passeio, fomos descobrir que o preço que a maioria dos outros turistas pagaram foi em torno de 15 soles. Ou seja, fomos roubados...
Como se não bastasse, ao voltar do passeio para a rodoviária de Puno, ficamos sabendo que nossa empresa de ônibus havia mudado, não seria mais San Luís, e sim uma tal de Libertad (também guardem esse nome). O vendedor da San Luís nos garantiu que o ônibus era igual, semi-cama. Porém, quando fomos ver era executivo. Voltei para reclamar, e ainda tive que engolir as grosserias do cara, falando para eu ir logo para o ônibus e parar de reclamar. É mole?
Para piorar a situação, o tal ônibus da Libertad estava imundo, e o cheiro do banheiro sujo se espalhava por todos os cantos, de uma maneira insuportável. Fomos nas duas primeiras cadeiras, perto da cabine do motorista, que para ajudar mais a situação foi as 7 horas inteiras de viagem escutando uma música boliviana na maior altura. Depois ficamos sabendo que o preço normal da passagem era de 20 a 25 soles...
Conclusão:
- Não aceite nada de pessoas que chegam te oferecendo passagens, transportes, passeios, etc.
- Compre todo o trajeto Copacabana - Puno - Cusco em Copacabana mesmo, de preferência com a Tour Peru.
Cusco
A cidade de Cusco é fascinante. Muito bonita e limpa, com uma ótima infra-estrutura para atender aos turistas. Gostei tanto que passei 5 dias pela cidade. Cusco, devido às construções antigas e ruas de pedras lembra um pouco as cidades históricas de Minas Gerais, como Ouro Preto e Mariana.
Fiquei hospedado no Hostal Kuntur Wasi (rua Tandapata - 352-A). A dona é uma senhora muito simpática, educada e atenciosa, que diz ser Ecologista. Os quartos e os banheiros são muito bons, e limpos (segundo a dona, são sempre desinfetados após troca de hóspedes pois em Cusco há um comércio sexual muito grande, e com isso o risco de transmissão de doenças é alto). Nas noites mais frias ela acendia a lareira que tinha no saguão do hostal, sentava e ficava conversando com os hóspedes. Paguei 20 dólares por um quarto duplo com banheiro privativo. Não inclui café da manhã, mas tem uma cozinha para os hóspedes usarem...
Para fazer o passeio à Machu Picchu, fui pela agência de turismo Pumas Trek, paguei 140 dólares. Não recomendo devido à falta de organização. Quando chegamos a Aguas Calientes não encontramos a guia contratada pela agência, o hostal Pumas Inn que tínhamos reservado (também pela agência) não nos aceitou, alegando que estava cheio e não tinha reserva em nosso nome. Quando conseguimos resolver todos esses problemas, fomos comer (ou pelo menos tentar) no restaurante Shaski, também pago pela agência. Para nossa surpresa o restaurante exigia um voucher (que a agência não havia dado) para comprovar que a agência realmente iria pagá-los pela nossa refeição. Para piorar ainda mais esse passeio, o dia da visita à Machu Picchu choveu o tempo todo, estava com muita neblina (não dava para ver a paisagem e as fotos ficaram ruins).
Voltando a Cusco, comprei passagens para Arequipa, pela empresa San Martin, que recomendo muito. O ônibus que comprei realmente existia e era Semi - cama.
Arequipa
A cidade é bonita, porém bem menos turística que Cusco. Fiquei poucos dias lá. Recomendo fazer o passeio ao Cañon Del Colca. Fiz um de 2 dias, com um ótimo banho termal em Chivay e um show folclórico muito legal durante o jantar. O Cânion é muito bonito, alguns condores apareceram e pude tirar muitas fotos.
De volta a Arequipa, comprei passagem de ônibus para Tacna (divisa com Arica - Chile). Em Tacna peguei um taxi lotação para Arica.
Arica
Arica é uma cidade chilena muito bonita, banhada pelo oceano Pacífico. Não vá pensando que as praias de lá são bonitas ou ao menos próximas das praias brasileiras. Lá fiquei hospedado no Hostal Raissa (rua San Martin - 281). Os quartos tinham banheiro privativo, com TV à cabo (coisa que eu estava sentindo muita falta já ) e o café da manhã era incluído.
Ainda em Arica, comprei passagens de ônibus para San Pedro de Atacama, pela empresa TurBus, que recomendo bastante.
San Pedro de Atacama
Após 11 horas e meia de viagem chegamos em San Pedro de Atacama. A viagem à noite foi muito tranqüila e bonita, a lua cheia iluminando as paisagens do Deserto do Atacama foi maravilhoso.
San Pedro é um vilarejo altamente turístico, com ruas de terra, tudo muito simples. Mas não vá pensando que por isso deve ser barato... De toda viagem foi o lugar onde gastei mais dinheiro, tudo lá é muito caro (alimentação, hospedagem e passeios). Mas para compensar o preço alto, o Deserto do Atacama me impressionou com as paisagens. Foi, sem dúvida, o lugar onde fiz os melhores passeios e vi as mais bonitas paisagens de toda a viagem.
Comprei o seguinte pacote pela empresa Atacama Connection:
- Lagunas Altiplânicas
- Geysers Del ta tio + Lagunas Cejas + Ojos de Salar
- Salar de Tara (praticamente um rally pelo deserto a bordo uma caminhonete L200 novinha, com as paisagens mais bonitas de todas)
Esses passeios todos saíram por 160 dólares. Recomendo muito. A agência foi ótima também.
No último dia aluguei uma bicicleta e pedalei uns 10 km até um lugar chamado Guela del Diablo.
Em San Pedro fiquei hospedado no Hostal Cruz de Atacama, por 36 dólares o quarto duplo com banheiro privado, sem café. É caro, mas posso garantir que é um dos mais baratos (com banheiro privado) que têm por lá.
Saindo de San Pedro, comecei o trajeto de volta para La Paz, onde peguei o avião de volta para o Brasil.
Gastei nessa viagem, fora as passagens aéreas, U$1200. Lembrando que todas as hospedagens que fiquei foram com banheiro privativo. Quem não se importar com isso pode optar pelo compartilhado e economizar um pouco.
Selecionei algumas das poucas (2336 ) fotos que tirei, e coloquei na internet pra compartilhar com vocês:
E aí galera, tudo bom?
Voltei dia 21 de janeiro dessa viagem fantástica, que foi planejada aqui no fórum com a ajuda do Leo
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Bom, inicialmente a idéia era fazer o trajeto todo de ônibus, passando por Campo Grande, Puerto Quijarro, etc. Mas infelizmente (ou felizmente se for olhar a questão do conforto
) não deu, os dias de viagem estavam contados, e esse trajeto terrestre me tomaria quase uns 8 dias, contando ida e volta... Fui e voltei de avião, pela Taca. Paguei um preço um pouco salgado (R$1800) por comprar em última hora, mas tudo bem...
La Paz
Cheguei e voltei por La Paz, no aeroporto El Alto, que fica a uns 30 min. da capital Boliviana e meros 4100 metros de altitude
A sensação é única, de respirar e sentir que não entrou ar suficiente. Mas como não vai passar muito tempo lá, não precisa se preocupar, logo a situação melhora, um pouco, ao descer para La Paz, que fica a 3600 metros
.
Algumas dicas:
- Se for chegar muito tarde ao aeroporto, reserve com antecedência seu transporte até o hotel/hostal e o próprio hotel, por alguns motivos:
Não há muita disponibilidade de taxis no aeroporto (pelo menos na hora que eu cheguei, 01:00, só havia um)
A cidade de La Paz não é nada amigável de madrugada para sair andando com mochila nas costas procurando hostal. É muito frio e assusta um pouco pela sujeira e por algumas pessoas estranhas andando nas ruas. Quando cheguei parecia que tinha tido uma guerra civil. Muito lixo e polícia nas ruas, achei estranho...
Leve sua água para passar a primeira noite em La Paz. Quando cheguei lá de madrugada, não havia nenhum lugar para comprar água, e o hostal que eu fiquei também não tinha. Resultado: como estava morrendo de sede, tive que pegar água da torneira e colocar uma pastilha de cloro (Clor-in). Esse foi o único momento durante toda a viagem que passei por dificuldades com relação à água.
No dia seguinte saí para conhecer a cidade. Confesso a todos: não gostei muito. É muita sujeira e pobreza nas ruas. Um dia para conhecer a cidade e comprar prata (lá é muito barato) é mais do que suficiente.
No outro dia fui ao Chacaltaya. É um passeio legal, você sofre um pouco com a altitude (o ponto mais alto fica a 5800m.), mas vale a experiência. Passei o resto do dia com dor de cabeça, e só. Nada de enjôos ou qualquer outra coisa. Aliás, esse foi o único dia de toda a viagem que senti os efeitos da altitude. Depois do chacaltaya passei por um lugar chamado Valle de La Luna, é interessante, mas nada de demais...
Não fiz o passeio às ruínas de Tiwanaku, por isso não posso falar nada sobre ele.
Fiquei hospedado no Hostal Copacabana, foi 77 bolivianos o quarto duplo com café da manhã.
Embaixo do hostal tinha uma agência de turismo, Combitours, onde comprei o transporte até Copacabana. Saiu por 55 bolivianos.
Copacabana e Isla Del Sol
A viagem até Copacabana é um pouco demorada, mas nada cansativa, a paisagem é muito bonita. Em certo trecho é necessário parar e descer do ônibus para fazer a travessia de uma parte do Lago Titicaca. As pessoas vão em barcos, e o ônibus em uma balsa.
De volta ao ônibus, mais uns 30min e chega a Copacabana.
A cidadezinha é pequena, simples, mas muito bonita. Há muitas opções de restaurantes, pizzarias, hotéis, hostals, etc. Passei um dia lá, recomendo subir o Cerro Calvário, a vista lá de cima é muito bonita, da para ver toda a Ilha do Sol.
No dia seguinte peguei um barco para a Ilha (parte Sul). Não tem disso de só ter barcos determinada hora do dia. A todo momento saem barqueiros que fazem o trajeto. Ao chegar à ilha prepare-se para subir muitas escadarias debaixo de sol forte.
As hospedagens na ilha, assim como alimentação, são simples e caras. Lá foi um lugar que gastei uma quantidade de dinheiro relativamente alta para os padrões da Bolívia. Passei duas noites na Ilha, fiz a travessia (ida e volta) à pé até o norte, valeu muito a pena, foi uma das paisagens mais bonitas de toda a viagem.
Depois, de volta à Copacabana, passei mais uma noite, a do réveillon. Não há muita coisa para se fazer na cidade, os restaurantes ficam abertos, mas sem nada especial. Estava tão cansado que, pela primeira vez, passei o ano dormindo
No dia seguinte comprei passagem de ônibus para Puno, primeiro destino no Peru. Comprei pela empresa Tour Peru, muito boa, com ônibus muito confortáveis.
Puno
Ao chegar a Puno, algumas coisas desagradáveis aconteceram:
Foi muito difícil achar empresas de ônibus semi-cama para ir até Cusco. Até que um sujeito, que parecia muito gentil, chegou oferecendo passagens de ônibus para Cusco, em ônibus semi-cama, pela empresa San Luís (guardem bem esse nome). Ele falou que eram 35 soles, achamos caro, mas como não havia mais opções, compramos, pensando que pelo menos valeria pagar pelo conforto. Logo depois ele já ofereceu um passeio para as Islas Flotantes de Uros, por 25 soles. Compramos...
O passeio é muito interessante, vale a pena fazer e conhecer a técnica de construção das ilhas. Durante o passeio, fomos descobrir que o preço que a maioria dos outros turistas pagaram foi em torno de 15 soles. Ou seja, fomos roubados...
Como se não bastasse, ao voltar do passeio para a rodoviária de Puno, ficamos sabendo que nossa empresa de ônibus havia mudado, não seria mais San Luís, e sim uma tal de Libertad (também guardem esse nome). O vendedor da San Luís nos garantiu que o ônibus era igual, semi-cama. Porém, quando fomos ver era executivo. Voltei para reclamar, e ainda tive que engolir as grosserias do cara, falando para eu ir logo para o ônibus e parar de reclamar. É mole?
Para piorar a situação, o tal ônibus da Libertad estava imundo, e o cheiro do banheiro sujo se espalhava por todos os cantos, de uma maneira insuportável. Fomos nas duas primeiras cadeiras, perto da cabine do motorista, que para ajudar mais a situação foi as 7 horas inteiras de viagem escutando uma música boliviana na maior altura. Depois ficamos sabendo que o preço normal da passagem era de 20 a 25 soles...
Conclusão:
- Não aceite nada de pessoas que chegam te oferecendo passagens, transportes, passeios, etc.
- Compre todo o trajeto Copacabana - Puno - Cusco em Copacabana mesmo, de preferência com a Tour Peru.
Cusco
A cidade de Cusco é fascinante. Muito bonita e limpa, com uma ótima infra-estrutura para atender aos turistas. Gostei tanto que passei 5 dias pela cidade. Cusco, devido às construções antigas e ruas de pedras lembra um pouco as cidades históricas de Minas Gerais, como Ouro Preto e Mariana.
Fiquei hospedado no Hostal Kuntur Wasi (rua Tandapata - 352-A). A dona é uma senhora muito simpática, educada e atenciosa, que diz ser Ecologista. Os quartos e os banheiros são muito bons, e limpos (segundo a dona, são sempre desinfetados após troca de hóspedes pois em Cusco há um comércio sexual muito grande, e com isso o risco de transmissão de doenças é alto). Nas noites mais frias ela acendia a lareira que tinha no saguão do hostal, sentava e ficava conversando com os hóspedes. Paguei 20 dólares por um quarto duplo com banheiro privativo. Não inclui café da manhã, mas tem uma cozinha para os hóspedes usarem...
Para fazer o passeio à Machu Picchu, fui pela agência de turismo Pumas Trek, paguei 140 dólares. Não recomendo devido à falta de organização. Quando chegamos a Aguas Calientes não encontramos a guia contratada pela agência, o hostal Pumas Inn que tínhamos reservado (também pela agência) não nos aceitou, alegando que estava cheio e não tinha reserva em nosso nome. Quando conseguimos resolver todos esses problemas, fomos comer (ou pelo menos tentar) no restaurante Shaski, também pago pela agência. Para nossa surpresa o restaurante exigia um voucher (que a agência não havia dado) para comprovar que a agência realmente iria pagá-los pela nossa refeição. Para piorar ainda mais esse passeio, o dia da visita à Machu Picchu choveu o tempo todo, estava com muita neblina (não dava para ver a paisagem e as fotos ficaram ruins).
Voltando a Cusco, comprei passagens para Arequipa, pela empresa San Martin, que recomendo muito. O ônibus que comprei realmente existia e era Semi - cama.
Arequipa
A cidade é bonita, porém bem menos turística que Cusco. Fiquei poucos dias lá. Recomendo fazer o passeio ao Cañon Del Colca. Fiz um de 2 dias, com um ótimo banho termal em Chivay e um show folclórico muito legal durante o jantar. O Cânion é muito bonito, alguns condores apareceram e pude tirar muitas fotos.
De volta a Arequipa, comprei passagem de ônibus para Tacna (divisa com Arica - Chile). Em Tacna peguei um taxi lotação para Arica.
Arica
Arica é uma cidade chilena muito bonita, banhada pelo oceano Pacífico. Não vá pensando que as praias de lá são bonitas ou ao menos próximas das praias brasileiras. Lá fiquei hospedado no Hostal Raissa (rua San Martin - 281). Os quartos tinham banheiro privativo, com TV à cabo (coisa que eu estava sentindo muita falta já
) e o café da manhã era incluído.
Ainda em Arica, comprei passagens de ônibus para San Pedro de Atacama, pela empresa TurBus, que recomendo bastante.
San Pedro de Atacama
Após 11 horas e meia de viagem chegamos em San Pedro de Atacama. A viagem à noite foi muito tranqüila e bonita, a lua cheia iluminando as paisagens do Deserto do Atacama foi maravilhoso.
San Pedro é um vilarejo altamente turístico, com ruas de terra, tudo muito simples. Mas não vá pensando que por isso deve ser barato... De toda viagem foi o lugar onde gastei mais dinheiro, tudo lá é muito caro (alimentação, hospedagem e passeios). Mas para compensar o preço alto, o Deserto do Atacama me impressionou com as paisagens. Foi, sem dúvida, o lugar onde fiz os melhores passeios e vi as mais bonitas paisagens de toda a viagem.
Comprei o seguinte pacote pela empresa Atacama Connection:
- Lagunas Altiplânicas
- Geysers Del ta tio + Lagunas Cejas + Ojos de Salar
- Salar de Tara (praticamente um rally pelo deserto a bordo uma caminhonete L200 novinha, com as paisagens mais bonitas de todas)
Esses passeios todos saíram por 160 dólares. Recomendo muito. A agência foi ótima também.
No último dia aluguei uma bicicleta e pedalei uns 10 km até um lugar chamado Guela del Diablo.
Em San Pedro fiquei hospedado no Hostal Cruz de Atacama, por 36 dólares o quarto duplo com banheiro privado, sem café. É caro, mas posso garantir que é um dos mais baratos (com banheiro privado) que têm por lá.
Saindo de San Pedro, comecei o trajeto de volta para La Paz, onde peguei o avião de volta para o Brasil.
Gastei nessa viagem, fora as passagens aéreas, U$1200. Lembrando que todas as hospedagens que fiquei foram com banheiro privativo. Quem não se importar com isso pode optar pelo compartilhado e economizar um pouco.
Selecionei algumas das poucas (2336
) fotos que tirei, e coloquei na internet pra compartilhar com vocês:
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