[align=center]COMO NÃO ENTRO POR AQUI TODOS OS DIAS, QUANDO FIZER UMA PERGUNTA NESSE TÓPICO, POR FAVOR, ME AVISE DA EXISTÊNCIA DESSA PERGUNTA POR AQUI.
ISSO VAI FAZER COM QUE A PERGUNTA SEJA RESPONDIDA MAIS RAPIDAMENTE
[align=justify]Bom gente, leio aqui vários relatos de viagens, mas nunca contribui com um, seja pelo fato de ter entrado para o site depois da maior parte das viagens e não gostar de relatar mesmo minhas viagens. Então, vou começar não de uma viagem propriamente, mas de um bate-volta que fiz recentemente.
Semana passada, li uma reportagem em um jornal que comentava sobre Paquetá e suas praias, pois, devido ao programa de despoluição da Baía de Guanabara estariam liberadas aos banhistas.
Depois de ler essa reportagem e, ver algumas ótimas fotos da ilha, me animei a fazer o programa.
No dia anterior a minha visita, entrei no site das Barcas (as barcas fazem o trajeto Rio-Paquetá) para ver os horários, me decidi a pegar a das 9:30. É, mas quem disse que no dia seguinte consegui acordar as 7:30 ? Acordei as 11:00, tomei café, sai de casa, peguei uma van até o centro do Rio. Peguei a barca de 13:30.
Pensei que chegaria na ilha 13:45. Para mim Paquetá era uma ilha um pouco antes da ponte Rio Niterói. Que engano...
Demora praticamente 1 hora para se chegar a Paquetá. Depois que tive essa notícia, fui comer um biscoito Globo (foi meu almoço) e tirar umas fotos para distrair.
Chegando a ilha, a primeira impressão que tive foi que o tempo passou e esqueceram de avisar ao pessoal. Parecia cidade do interior, boa parte da vida do município gira em torno da praça principal e a igreja. Os meios de transporte dos moradores eram bicicletas. Carros só mesmo o dos prestadores de serviços públicos, como Light e Conlurb.
Depois disso, olhei os horários de volta das barcas, escolhi o de 17:30, ou seja, tinha 3 horas para percorrer a ilha e tirar as fotos que queria.
Pensei comigo, já que aqui é local é turístico, dever haver um guichê da prefeitura para informações ou entrega de mapas. Me enganei e novo...
Fui informado que isso não havia por ali. Dei uma olhada pelo local e vi que na praça havia um quiosque que vendia mapa da ilha. Comprei o tal mapa.
Notei que a ilha era relativamente grande e teria que correr para ver o básico. Havia um passeio feito de trenzinho e outro feito por charrete para conhecer a ilha. Nada me animou. Dessa forma, entrei pela rua da praça (Furquim Wernecl) e encontrei o que queria. Aluguel de bicicletas. Aluguei a magrela, quer dizer, a “gordinha”, já que a bike era bem antiga e pesada, mas não desconfortável.
Partindo do pressuposto que a rua que entrei, meio que divide a ilha, pensei em pegar todo o litoral e dar uma volta completa na ilha. Comecei pelo lado direito da ilha. Começo de qualquer programa é sempre fácil e tranqüilo. Depois é que surgem os contratempos.
Pedalei até pedra da Moreninha (pra quem não sabe, Paquetá é onde se passa o famoso romance A Moreninha). Deixei a bike de lado e fui subir na pedra para tirar algumas fotos. A visão é bem bonita de lá de cima, mas infelizmente o tempo não estava ajudando muito. Depois de contemplar o local, voltei para a bike e percebi que a estrada tinha acabado. Daí perguntei ao bombeiro local se era tranqüilo dar a volta pela praia, e ele respondeu que eu não teria problemas, e ainda disse que pelo horário, a maré estaria baixa, o que facilitaria ainda mais minha vida. Após isso, montei na bike e fui pedalando. Para minha sorte, a areia da praia era bastante grossa, o que me possibilitou a pedalada.
[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20090909013018.JPG 400 350 casa]Após uns 10 minutos pedalando, notei que a maré não estava baixa, como o bombeiro havia me informado. Um pouco mais para frente vi que dois banhistas que para fugir da maré alta, pularam uma cerca e entraram na varanda de uma casa que beirava a praia. Pensei comigo, deve ser costume local fazer isso, e se essa for à única casa na beira da praia, saio dela e pego uma estrada. Nesse sentido, passei a “gordinha” pela cerca e depois entrei também. Percorrendo um pouco o jardim daquela casa (ainda em que não tinha cachorros), vi que para chegar a estrada ou coisa do tipo, teria que passar por, pelo menos, mais umas 5 casas. Percebi que era mais sensato voltar e pegar uma outra estrada a ter que pular mais alguns muros e com a possibilidade de uma velhinha morrer do coração achando que eu era marginal e tinha invadido sua casa.[/picturethis]
[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20090909012543.JPG 300 400 passaro]Fazendo o percurso de volta, xinguei todas as gerações da família daquele bombeiro, que deveria estar querendo tirar uma onda com a minha cara. Voltando a Praia da Moreninha, peguei uma estrada que ligava essa, a Praia de São Roque. Depois de pedalar por mais e tirar boas fotos (tentei insistentemente e não consegui tirar uma boa foto de um pássaro preto e branco, que nunca sei o nome, e é típico aqui do Rio), cheguei novamente a rua da praça.
Desci da bike e fui comprar uma água para reabastecer as energias. Depois de descansar um pouco, voltei para a bicicleta e fui até o fim da rua e peguei o caminho oposto ao que tinha feito horas antes. Depois de pedalar por uns 15 minutos, cheguei ao Parque Darque de Mattos. Deixei a bike na entrada (ela não podia entrar. Fiquei feliz de não estar na cidade poder deixar a bike sem corrente na entrada do parque) e fui dar uma volta por ali. Achei o parque pouco conservado. Andei mais um pouco e subi no Mirante do Morro da Cruz. O mirante possui uma vista bem bonita (claro, dá pra ver o Rio) e o local é agradável.[/picturethis]
[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20090909013346.JPG 400 350 barco]Depois de tirar algumas fotos ruins (o tempo estava muito nublado e minha máquina não é das melhores), voltei para a bike para continuar a volta pela ilha. Nesse momento, comecei a sentir o cansaço. A garrafa de 1,5L de água, já pesava 10 kilos na minha mão. A gordinha tinha ganhado vários kilos pelo caminho. Dessa forma, reduzi a pedalada e após uns 30 minutos, cheguei ao partida do meu programa.
Já era 17:15, então só tive tempo de comer um misto quente e entregar a bicicleta para o tio bem simpático que a tinha me alugado, pois a barca já estava saindo.[/picturethis]
[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20090909013645.JPG 300 400 por do sol]No fim, fiquei bem feliz em ter feito o programa. Entendi que não precisava ter alertado a ninguém sobre a passagem do tempo. Esse era o estilo de vida escolhido pelos moradores e que dá certo charme a ilha. Então, se algum dia, você for a Paquetá, e for perguntado sobre a passagem dos anos, desconverse.[/picturethis]
[align=center]COMO NÃO ENTRO POR AQUI TODOS OS DIAS, QUANDO FIZER UMA PERGUNTA NESSE TÓPICO, POR FAVOR, ME AVISE DA EXISTÊNCIA DESSA PERGUNTA POR AQUI.
ISSO VAI FAZER COM QUE A PERGUNTA SEJA RESPONDIDA MAIS RAPIDAMENTE
member/Junior%20Faria/#comment[/align]
[align=justify]Bom gente, leio aqui vários relatos de viagens, mas nunca contribui com um, seja pelo fato de ter entrado para o site depois da maior parte das viagens e não gostar de relatar mesmo minhas viagens. Então, vou começar não de uma viagem propriamente, mas de um bate-volta que fiz recentemente.
Semana passada, li uma reportagem em um jornal que comentava sobre Paquetá e suas praias, pois, devido ao programa de despoluição da Baía de Guanabara estariam liberadas aos banhistas.
Depois de ler essa reportagem e, ver algumas ótimas fotos da ilha, me animei a fazer o programa.
No dia anterior a minha visita, entrei no site das Barcas (as barcas fazem o trajeto Rio-Paquetá) para ver os horários, me decidi a pegar a das 9:30. É, mas quem disse que no dia seguinte consegui acordar as 7:30 ? Acordei as 11:00, tomei café, sai de casa, peguei uma van até o centro do Rio. Peguei a barca de 13:30.
Pensei que chegaria na ilha 13:45. Para mim Paquetá era uma ilha um pouco antes da ponte Rio Niterói. Que engano...
Demora praticamente 1 hora para se chegar a Paquetá. Depois que tive essa notícia, fui comer um biscoito Globo (foi meu almoço) e tirar umas fotos para distrair.
Chegando a ilha, a primeira impressão que tive foi que o tempo passou e esqueceram de avisar ao pessoal. Parecia cidade do interior, boa parte da vida do município gira em torno da praça principal e a igreja. Os meios de transporte dos moradores eram bicicletas. Carros só mesmo o dos prestadores de serviços públicos, como Light e Conlurb.
Depois disso, olhei os horários de volta das barcas, escolhi o de 17:30, ou seja, tinha 3 horas para percorrer a ilha e tirar as fotos que queria.
Pensei comigo, já que aqui é local é turístico, dever haver um guichê da prefeitura para informações ou entrega de mapas. Me enganei e novo...
Fui informado que isso não havia por ali. Dei uma olhada pelo local e vi que na praça havia um quiosque que vendia mapa da ilha. Comprei o tal mapa.
Notei que a ilha era relativamente grande e teria que correr para ver o básico. Havia um passeio feito de trenzinho e outro feito por charrete para conhecer a ilha. Nada me animou. Dessa forma, entrei pela rua da praça (Furquim Wernecl) e encontrei o que queria. Aluguel de bicicletas. Aluguei a magrela, quer dizer, a “gordinha”, já que a bike era bem antiga e pesada, mas não desconfortável.
Partindo do pressuposto que a rua que entrei, meio que divide a ilha, pensei em pegar todo o litoral e dar uma volta completa na ilha. Comecei pelo lado direito da ilha. Começo de qualquer programa é sempre fácil e tranqüilo. Depois é que surgem os contratempos.
Pedalei até pedra da Moreninha (pra quem não sabe, Paquetá é onde se passa o famoso romance A Moreninha). Deixei a bike de lado e fui subir na pedra para tirar algumas fotos. A visão é bem bonita de lá de cima, mas infelizmente o tempo não estava ajudando muito. Depois de contemplar o local, voltei para a bike e percebi que a estrada tinha acabado. Daí perguntei ao bombeiro local se era tranqüilo dar a volta pela praia, e ele respondeu que eu não teria problemas, e ainda disse que pelo horário, a maré estaria baixa, o que facilitaria ainda mais minha vida. Após isso, montei na bike e fui pedalando. Para minha sorte, a areia da praia era bastante grossa, o que me possibilitou a pedalada.
[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20090909013018.JPG 400 350 casa]Após uns 10 minutos pedalando, notei que a maré não estava baixa, como o bombeiro havia me informado. Um pouco mais para frente vi que dois banhistas que para fugir da maré alta, pularam uma cerca e entraram na varanda de uma casa que beirava a praia. Pensei comigo, deve ser costume local fazer isso, e se essa for à única casa na beira da praia, saio dela e pego uma estrada. Nesse sentido, passei a “gordinha” pela cerca e depois entrei também. Percorrendo um pouco o jardim daquela casa (ainda em que não tinha cachorros), vi que para chegar a estrada ou coisa do tipo, teria que passar por, pelo menos, mais umas 5 casas. Percebi que era mais sensato voltar e pegar uma outra estrada a ter que pular mais alguns muros e com a possibilidade de uma velhinha morrer do coração achando que eu era marginal e tinha invadido sua casa.[/picturethis]
[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20090909012543.JPG 300 400 passaro]Fazendo o percurso de volta, xinguei todas as gerações da família daquele bombeiro, que deveria estar querendo tirar uma onda com a minha cara. Voltando a Praia da Moreninha, peguei uma estrada que ligava essa, a Praia de São Roque. Depois de pedalar por mais e tirar boas fotos (tentei insistentemente e não consegui tirar uma boa foto de um pássaro preto e branco, que nunca sei o nome, e é típico aqui do Rio), cheguei novamente a rua da praça.
Desci da bike e fui comprar uma água para reabastecer as energias. Depois de descansar um pouco, voltei para a bicicleta e fui até o fim da rua e peguei o caminho oposto ao que tinha feito horas antes. Depois de pedalar por uns 15 minutos, cheguei ao Parque Darque de Mattos. Deixei a bike na entrada (ela não podia entrar. Fiquei feliz de não estar na cidade poder deixar a bike sem corrente na entrada do parque) e fui dar uma volta por ali. Achei o parque pouco conservado. Andei mais um pouco e subi no Mirante do Morro da Cruz. O mirante possui uma vista bem bonita (claro, dá pra ver o Rio) e o local é agradável.[/picturethis]
[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20090909013346.JPG 400 350 barco]Depois de tirar algumas fotos ruins (o tempo estava muito nublado e minha máquina não é das melhores), voltei para a bike para continuar a volta pela ilha. Nesse momento, comecei a sentir o cansaço. A garrafa de 1,5L de água, já pesava 10 kilos na minha mão. A gordinha tinha ganhado vários kilos pelo caminho. Dessa forma, reduzi a pedalada e após uns 30 minutos, cheguei ao partida do meu programa.
Já era 17:15, então só tive tempo de comer um misto quente e entregar a bicicleta para o tio bem simpático que a tinha me alugado, pois a barca já estava saindo.[/picturethis]
[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20090909013645.JPG 300 400 por do sol]No fim, fiquei bem feliz em ter feito o programa. Entendi que não precisava ter alertado a ninguém sobre a passagem do tempo. Esse era o estilo de vida escolhido pelos moradores e que dá certo charme a ilha. Então, se algum dia, você for a Paquetá, e for perguntado sobre a passagem dos anos, desconverse.[/picturethis]
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