O que fazer em Buenos Aires: 30 super dicas para sua viagem


Com algumas nuances de Europa, mas tipicamente latina, Buenos Aires é conhecida por sua arquitetura art-nouveau, sua intensa cena cultural, por sua rica gastronomia e pela personalidade dos Portenhos. A capital argentina tem tudo para agradar todos os gostos. De bairros com arquitetura moderna e restaurantes hype como Puerto Madero, às turísticas e coloridas ruas de La Boca,  passando pela boêmia San telmo, até as ruas badaladas e “cools” de Palermo.  Seja onde for, viajantes brasileiros são muito bem recebidos na cidade e provavelmente você repetirá a dose!
Sem mais delongas, neste post apresentamos 30 sugestões de o que fazer em Buenos Aires.

“Reconhecimento de área”

Para nós a melhor maneira de se conhecer um lugar é caminhando, pulando de estação em estação do metrô ou até mesmo pedalando, mas algumas cidades como é o caso de Buenos Aires oferecem passeios em ônibus turísticos os quais podem facilitar a vida de quem não está com muito tempo. Dá para fazer aquela espécie de “reconhecimento de área”: simpatizou com algum lugar em especial? Você pode escolher ali para explorar mais ou de repente se hospedar.

Ônibus turístico de Buenos Aires | Foto: Divulgação.
Ônibus turístico de Buenos Aires | Foto: Divulgação.

O ônibus turístico de Buenos Aires circula das 9h às 17h e com o seu ticket (pode ser comprado aqui antecipadamente, ou no próprio ônibus pagando em dinheiro ou na bilheteria que fica na Avenida Roque Sáenz Peña, 728 – no bairro de San Nicolás) você pode descer e subir quantas vezes quiser. O ônibus conta com dois circuitos: zona sul e parte histórica e o que percorre a zona norte. São 33 paradas (algumas com conexão para unir os dois circuitos) entre os bairros Monserrat, San Telmo, La Boca, Puerto Madero, Retiro, Recoleta, Belgrano e Palermo.

O que fazer em Buenos Aires

1. Fazer um roteiro de bicicleta

Ou um “Bici tour” como eles chamam por lá. Você pode conseguir emprestada uma bicicleta e explorar os bairros por conta própria ou fazer um tour guiado. O ba.tours oferece esse tipo de tour guiado pelos bairros da Recoleta, Palermo, La Boca, entre outros a partir de 125 pesos argentinos.
Para informações sobre o empréstimo de bicicletas para turistas acesse o site do EcoBici.

Passear pela cidade com as bicicletas das estações do 'EcoBici' é uma das opções do que fazer em Buenos Aires
Estações do ‘EcoBici’ estão espalhadas pela cidade | Foto: Divulgação.

2. Conhecer uma das mais importantes livrarias do mundo, El Ateneo Grand Splendid

Instalada no antigo Cine Teatro Grand Splendid no Bairro da Recoleta é dos prédios mais belos da capital argentina e foi considerada pelo jornal britânico The Guardian, a segunda livraria mais importante do mundo.  Fica na Avenida Santa Fé, 1860.

Uma vista à maior livraria da América do Sul é uma das opções do que fazer em Buenos Aires
Interior da livraria Ateneo | Foto: Jeison Higuita/Unsplash

3. Visitar a Galeria Bond Street

Uma espécie de Galeria do Rock (para quem conhece a paulistana, na Avenida São João) fica a duas quadras do Ateneo. Vá se você se interessa por arte de rua, cultura pop, underground e tattoo – aliás, se quiser fazer uma estando em Buenos Aires, lá é o lugar! Fica na Avenida Santa Fé, 1670.

Visitar a Galeria Bond Street é uma das opções do que fazer em Buenos Aires
Foto: Reprodução Google Imagens

4. Conhecer o Cemitério La Recoleta

Esta é a atração mais visitada de Buenos Aires e talvez seja o cemitério mais visitado da América do Sul. Seu mausoléu mais visitado é o da líder política e ex-primeira dama argentina, Eva Perón (Evita).  Suas construções e esculturas são impressionantes e as mais de 90 abóbadas dali foram declaradas Monumento Histórico Nacional.

O cemitério tem visitas guiadas gratuitas (em espanhol), de terça a sexta, das 11h às 14h e aos sábados, domingos e feriados das 11h às 15h.
O turismo oficial de Buenos Aires também oferece tour guiado (pago) pelo cemitério e bairro. Fica na Avenida Junin, 1760. Mais informações aqui.

Visitar o cemitério de La Recoleta é uma das opções do que fazer em Buenos Aires
Cemitério La Recoleta – Foto: Jorge Láscar / Wikimedia Commons

5. Contemplar a Floralis Generica

Um das mais originais obras de arte expostas a céu aberto em Buenos Aires é a Floralis Generica.
A escultura metálica de 18 toneladas se abre e se fecha conforme a luz do sol. Fica na Plaza de las Naciones Unidas, entre a Avenidas Figueroa Alcorta e Austria, também na Recoleta.
O autor da obra é o arquiteto argentino, Eduardo Catalano.

Floralis Generica é uma das opções do que fazer em Buenos Aires
Floralis Generica | Foto: Matt Hintsa/Flickr Creative Commons.

6. Passear pelo Caminito

Ir à Buenos Aires e não conhecer o Caminito é como não ter ido à Buenos Aires.  Na emblemática ‘rua-museu à céu aberto’ do bairro La Boca, as cores saltam aos olhos e não raro você encontrará artistas tocando e dançando, e verá os trabalhos de artistas contemporâneos expostos na “Feria de Artistas Plásticos de Caminito”, que funciona diariamente.

Atenção: por lá, evite aceitar cortesias, pois na sequência elas poderão lhe ser cobradas.

Caminito é o nome de um Tango que ficou conhecido em 1926, composição de Juan de Dios Filiberto e Gabino Coria Peñaloza, a partir de um poema de Peñaloza, escrito em 1903 em homenagem a uma trilha na localidade de Olta, na província de La Rioja.

Em La Boca, bairro onde está o Caminito há ainda museus e galerias de arte e o famoso estádio La Bombonera ou o estádio do Boca Juniors, onde está instalado o ‘Museo de la Pasión Boquense’, com um pouco da história do clube (Para apaixonados por futebol, vale a visita)

Conhecer os edifícios coloridos do Caminito é uma das opções do que fazer em Buenos Aires
Os edifícios coloridos do Caminito | Foto: Luis Argerich/Creative Commons.

7. Ter uma experiência com o Tango

Sim, e por falar em Tango não se esqueça que você estará na fonte! Seguramente você vai esbarrar com bailarinos pelas ruas da capital argentina, mas também terá a opção de ir ao melhor show de Tango da sua vida e até de se arriscar a fazer uma aula. Você irá aprender algo? Dificilmente, já que uma aula para turista costuma ter uma hora de duração (e na minha opinião de leigo, o Tango é uma das mais complexas danças) mas certamente é uma forma de você se aproximar um pouquinho mais da cultura local e ter momentos inesquecíveis, senão de emoção, de boas risadas.
Se você se interessa pelo tema também poderá visitar o Museo Casa Carlos Gardel e conhecer a casa onde viveu o cantor (ícone de Argentina) Carlos Gardel e um pouco da vida dele.
O museu fica na Jean Jaures, 735 no bairro Abasto. Mais informações no site do museu.
No Cementerio de la Chacarita (Av Guzmán, 680) está o mausoléu de Gardel e de outros compositores e instrumentistas de Tango e personalidades da cultura argentina.

Dançarinos de Tango em apresentação | Foto: Estrella Herrera/GCBA.
Dançarinos de Tango em apresentação | Foto: Estrella Herrera/GCBA.

8. Fazer um passeio de bondinho e conhecer o bairro Caballito

Os chamados tranvía foram o transporte urbano em Buenos Aires por quase 100 anos. Implementados em 1863 se destacaram como a mais extensa rede do mundo com cerca de 830Km. O serviço teve o auge na década de 30 e foi interrompido abruptamente em 1963.
A Associación Amigos del Tranvía e Biblioteca Popular Federico Lacroze promovem viagens guiadas gratuitas pelas ruas do bairro Caballito nos bondinhos. Mais informações sobre locais de partida, horários etc, aqui. Um bom passeio também para se fazer em Buenos Aires com crianças.
Caballito é um dos bairros pouco visitados por turistas na cidade e uma boa oportunidade para conferir de perto como vivem os porteños.

Alguns modelos deste verdadeiro museu ambulante | Foto: Asociación Amigos del Tranvía y Biblioteca Popular Federico Lacroze
Alguns modelos deste verdadeiro museu ambulante | Foto: Asociación Amigos del Tranvía y Biblioteca Popular Federico Lacroze

9. Conhecer o bairro de Palermo

Este é um dos bairros mais ‘cools’ do mundo.De acordo com o site Olá Argentina, a revista de guias turísticos britânica Time Out fez um ranking destes lugares e o boemio bairro de Palermo Soho apareceu na lista. Destaque para a Plaza Cortázar (ex Serrano) onde nos finais de semana há uma grande feira de artesanato e novos designers.

A ruas do bairro são verdadeiras galerias de arte a céu aberto, com ruas cheias de murais.

Palermo é tão ‘cool’ que tem até uma Villa Freud e áreas conhecidas como Palermo Soho e Palermo Hollywood. Algumas publicações afirmam que a Argentina é o país com o maior número de psicólogos per capita do mundo e em Buenos Aires muitos estão na Villa Freud. Além do grande número de consultórios, se destacam as livrarias com farto material sobre psicologia e psicanálise e assuntos relacionados. A Villa Freud fica próxima a Plaza Güemes (ou Guadalupe), dentro do bairro de Palermo, que é o maior da cidade.
Em Palermo também estão o Planetário de Buenos Aires, o famoso Jardin Japones e o Jardin Botánico.

Mural em rua de Palermo Viejo | Foto: Estrella Herrera/GCBA

 

10. Conhecer o Mercado de Pulgas

Os Mercados de Pulgas mundo afora geralmente fazem parte dos roteiros de viagem e no mercado de pulgas porteño, próximo a área conhecida como Palermo Hollywood, você pode encontrar todo tipo de coisas. Se você quer comprar alguma coisa em Buenos Aires este é um dos points.
Fica na Avenida Alvarez Thomas com Avenida Dorrego.

Entrada do Mercado de Pulgas na área conhecida como Palermo Hollywood | Foto: Divulgação/GCBA
Entrada do Mercado de Pulgas na área conhecida como Palermo Hollywood | Foto: Divulgação/GCBA

11. Conhecer o Bairro Chinês

O Barrio Chino de Buenos Aires fica no bairro de Belgrano e nasceu graças a uma onda migratória durante a década de 80. Ali está um dos primeiros templos budistas da cidade, o Templo Chong Kuan e claro, numerosos restaurantes de cozinha asiática.
Se você estiver na cidade entre o começo de fevereiro/final de janeiro pode participar da tradicional celebração do Ano Novo Chinês.

Foto: Tarik Haiga/Unsplash
Foto: Tarik Haiga/Unsplash

12. Visitar o Parque de La Memoria

Este importante espaço público lembra as vítimas do terrorismo do Estado. Localizado em frente o Rio de la Prata, no norte da cidade, o parque foi inaugurado em 2007 e conta com um monumento às vítimas do último governo militar argentino (1976 e 1983), centro de informações sobre os desaparecidos, entre outros. Chama atenção também as esculturas no local que fica a 300 metros do Aeroporto Jorge Newbery, de onde partiram vários dos chamados ‘voos da morte’, que transportavam as muitas vítimas que eram jogadas no Prata.

Foto: Photoplasmakid/Creative commons
Foto: Photoplasmakid/Creative commons

 

13. Conhecer o bairro de San Telmo

Este é um dos bairros mais antigos da cidade e lá está a Plaza Dorrego, onde todos os domingos acontece a famosa ‘Feira de San Telmo’. Cafés, antiquários e as Tanguerias (casas de Tango onde geralmente há shows, jantares incluídos e algumas, pistas de dança) e Milongas (espécies de salão de baile para bailar Tango – podem ser lugares fechados ou até mesmo na rua) são destaques no bairro. Grosso modo, a gente poderia comparar os shows de Tango aos shows de Samba organizados para gringos aqui no Brasil, as Milongas já se aproximariam ao que seriam nossas Rodas de Samba.
Se você é ligado em arquitetura achará interessante a ‘Casa Mínima’, a mais estreita casa de Buenos Aires, com menos de 3 metros de largura. É pequena mas dificilmente passará despercebida quando de sua passagem pela San Lorenzo, 380, em San Telmo. A casa teria sido cedida pelo ex-dono (que passou a ser patrão) a um escravo alforriado.
Não deixe de dar uma conferida também na loja ‘Bicicletas Mila’. Com aquele jeitão de cenário de filme o negócio foi fundado há 55 anos pelo pai de Sandra e Silvia, duas simpáticas argentinas que atendem por ali. Fica na esquina de Caseros com Brasil.
Outro destaque no bairro é o Mercado de San Telmo. Inaugurado em 1897 é ponto de encontro de moradores e turistas. Em 2000 foi declarado Monumento Histórico Nacional pela Secretaria de Cultura do Governo da Cidade de Buenos Aires. Fica na Carlos Calvo y Defensa.

Fachada da igreja de San Pedro González Telmo | Foto: Eugenio Hansen, OFS/Creative Commons.
Fachada da igreja de San Pedro González Telmo | Foto: Eugenio Hansen, OFS/Creative Commons.

14. Conhecer a Plaza de Mayo e arredores

A praça mais importante de Buenos Aires é parte da história da cidade desde sempre e segue sendo o principal palco de celebrações e protestos na capital.
Ali está um dos edifícios símbolo da Argentina, a Casa Rosada, sede do governo. (Para saber sobre o Museu da Casa Rosada, clique aqui)
A praça fica no bairro Monteserrat, onde estão também a Catedral Metropolitana, El Cabildo (prédio da administrativo da época da colônia), a prefeitura, os prédios das antiga e atual sedes do Congresso Nacional, o Palácio Barolo (gêmeo do Palacio Salvo, de Montevidéu no Uruguai o destaque fica por conta da vista e da arquitetura e referências à Divina Comédia, de Dante Alighieri) entre outros como a sugestão a seguir.
Avenida de Mayo, 1370.

Casa Rosada | Foto: Divulgação/GCBA
Casa Rosada | Foto: Divulgação/GCBA

15. Conhecer o Café Tortoni e a Farmacia de la Estrella

Estando no bairro de Monteserrat, onde você poderá conhecer a Plaza de Mayo e prédios ícones você pode seguir rumo ao Café Tortoni, o primeiro bar da cidade, inaugurado em 1858.  A arquitetura e decoração de época são espetaculares. Estando lá tente provar uma espécie de sorvete de leite chamado ‘leche merengada’.  Ao lado do Café estão a Academia Nacional de Tango e o Museo Mundial del Tango.  Avenida de Mayo, 825.

Seguindo a mesma “linha” do Tortoni no quesito preservação e beleza arquitetônica está a Farmacia la Estrella que foi a primeira da cidade. Ainda mais antiga que o Tortoni foi fundada em 1834 e ainda está em funcionamento. Dá até gosto de ir comprar aquele Dorflex – risos.   Nos arredores, belos prédios como o do Museo de la Ciudad e a Basílica de San Francisco.  Fica na Calle Defensa, 201 esquina com Alsina.

Detalhe do prédio da Farmacia Estrella | Foto: Divulgação/GCBA
Detalhe do prédio da Farmacia Estrella | Foto: Divulgação/GCBA

16. Explorar la Manzana de las Luces

A duas quadras da Plaza de Mayo (Av Peru, 272) está um dos principais complexos históricos da cidade, o Manzana de las Luces. O local abriga construções jesuíticas, como a Igreja de San Ignacio Loyola e uma rede de túneis construídos na época colonial envolta em mistérios, haja vista a escassez de registros ou menções a ela.

Foto: Divulgação/GCBA
Foto: Divulgação/GCBA

17. Conhecer o cartão-postal da cidade, a Praça do Obelisco

O Obelisco de Buenos Aires fica na Praça da República, no cruzamento das Avenidas Corrientes e 9 de julio. Foi construído para lembrar o quarto centenário da fundação da cidade.
Além do monumento, impressiona a largura da avenida 9 de julio, uma das mais amplas do mundo.
Na mesma avenida, instalados no prédio do Ministério de Obras Públicas há dois grandes murais de Eva Perón. Feitos em aço são obra do escultor Alejandro Marmo com desenho do artista plástico Daniel Santoro. É outro dos pontos turísticos mais fotografados de Buenos Aires.
Ali por perto também está o pomposo Teatro Colón, considerado um dos 5 melhores do mundo em acústica. É daqueles lugares que fazem a gente pensar como é possível criar tanta beleza.

A larga avenida com o Obelisco ao fundo | Foto: Matias Wong/Unsplash
A larga avenida com o Obelisco ao fundo | Foto: Matias Wong/Unsplash

18. Visitar o prédio das Galerías Pacífico

Se sua praia não é shopping vá pela arquitetura. Se sua praia é shopping, una o útil ao agradável.  O prédio das Galerías Pacífico é um dos principais centros comerciais de Buenos Aires e sua cúpula decorada com murais de renomados artistas argentinos é de encher os olhos.

Inicialmente o prédio abrigou o Museo Nacional de Bellas Artes. Em 1944 teve mudanças na arquitetura e depois sofreu por muitos anos com o abandono. Em 1990 foi reformado e ganhou o projeto de centro comercial. Fica no bairro de San Nicolás, na Avenida Florida, 753.

Foto: Divulgação/GCBA

19. Tirar uma foto com a Mafalda e conhecer mais sobre as Histórias em Quadrinhos argentinas

Se você é fã da Mafalda (protagonista das tirinhas de Quino) pode fazer uma foto com uma escultura dela na Avenida Chile, 371 – você já deve ter visto várias fotos de viajantes neste ponto
de Buenos Aires.
As tirinhas e a personagem são conhecidas mundo afora e claro, também muito populares entre os argentinos. Mafalda e outros personagens, bem como os artistas que os criaram são homenageados em circuito chamado ‘Paseo de la historieta’ (fica entre San Telmo e Monteserrat)

Susanita, Mafalda e Manolito, personagens de Quino | Foto: Juandedeboca/Creative Commons.
Susanita, Mafalda e Manolito, personagens de Quino | Foto: Juandedeboca/Creative Commons.

20. Visitar a Feria de Mataderos

A cerca de meia hora do centro de Buenos Aires está o bairro Mataderos, local da cidade no qual você mais conseguirá sentir de perto as raízes argentinas.
Aos domingos, de março a dezembro acontece por lá a tradicional Feria de Mataderos ou a “Feria de las artesanías y tradiciones populares argentinas”. Por lá você estará mais próximo do folclore argentino e encontrará riquezas gastronômicas além das mais conhecidas por nós brasileiros, como as empanadas e assados.
Avenida Lisandro de La Torre y De los corrales.

Foto: Carlos Adampol Galindo/Creative Commons.
Foto: Carlos Adampol Galindo/Creative Commons.

21. Visitar o Patio de los lecheros

Buenos Aires é cheia de ótimas opções gastronômicas, mas no Patio de los lecheros você encontrará algo da comida argentina, mas também de outros países, incluindo brasileira.
O local tem vários foodtrucks, horta urbana e um minimercado de frutas e sucos orgânicos. O atual pátio gastronômico foi durante anos a estação de trem onde chegava a produção leiteira do interior do país onde ela era comprada e vendida. Em 1961 a venda do produto sem pasteurização foi proibida e o local ficou abandonado. Em 2016 foi reaberto como uma grande praça de alimentação. Avenida Tte. Gral Donato Alvarez e Bacacay.

Foto: Reprodução Google Imagens
Foto: Reprodução Google Imagens

O que comer em Buenos Aires

A identidade de um país passa por inúmeros bens e dentre suas riquezas está sua comida.
Estando em Buenos Aires não deixe de …

22. Comer um choripan

O sanduíche de pão (crocante) com linguiça é uma marca das comidas de rua argentina.

23.  Comer um Bondiola

Bondiola é um dos cortes (argentinos) do porco, mais precisamente o ombro. O lanche de pão leva o porco com temperos como alho, cebola roxa, limão e até mel.

24. Comer uma Fugazzeta

Se você é louco por pizza deve provar a Fugazzeta. Recheada com mussarela e cebola, a delícia tem versões com legumes salteados (Fugazzeta de verdura), com jamon (presunto) etc.

25. Comer Empanadas

Apesar de encontrarmos buenísimas versiones aqui mesmo no Brasil, você não pode ir à Argentina e ficar sem comer uma empanada e se possível no restaurante El Sanjuanino, a melhor empanada de Buenos Aires. O restaurante tem um blog que mostra a diferença entre os vários tipos de empanadas da Argentina.

Se estiver fazendo uma viagem por todo o país e passar pela região de Tucumán experimente uma local. Dizem que são especiais e bem diferentes das oferecidas na capital.

Empanadas Cuyanas – Foto: El Sanjuanino

26.  Fainá

No formato de um pão sírio é feito com farinha de grão de bico, pimenta preta e ervas frescas.  Estranhamente o fainá acompanha também pizzas por lá, formando uma espécie de sanduíche chamado pizza a caballo (pizza a cavalo).

27. Revuelto de Gramajo

Ovos mexidos, presunto fatiado e batatas fritas compõem o tradicional Revuelto de Gramajo, prato servido geralmente no café-da-manhã (já fiz isso em casa, para o almoço, sem saber que era um prato típico argentino!).
As receitas podem variar com acréscimo de ingredientes como frango, cebola e ou ervilhas.

28. Comer um Asado de tira (Asado. Qualquer asado – risos)

Claro que você vai à Argentina e irá comer um asado. O país é conhecido pela excelente carne e variados cortes. Comer um asado de tira (costelas) ou um bife de Chorizo (Entrecote)  é quase uma obrigação, se você não for vegano/vegetariano.

Asado: uma instituição no país | Foto: Estrella Herrera/GCBA
Asado: uma instituição no país | Foto: Estrella Herrera/GCBA

29. Alfajor

A delícia de origem andaluz pode ser encontrada em vários países da América do Sul, mas os
alfajores argentinos e uruguaios têm boa fama. Em Buenos Aires você encontrará vários
quiosques e armazéns vendendo.

30. Se esbaldar de Dulce de leche

Já que calorias de viagem não contam, lá vai mais um docinho para alegrar o seu dia na capital porteña. Nós temos deliciosos doces de leite no Brasil (ah, os mineiros!), mas estando na Argentina, você não pode deixar de provar o deles.
Dica: depois retorne ao início do post e faça todos os roteiros à pé – risos.

Sugestões de onde comer em Buenos Aires podem ser conferidas no nosso fórum, bem como o que fazer a noite em Buenos Aires.

Onde se hospedar em Buenos Aires

A rede hoteleira da cidade é bastante farta. Clicando aqui você encontra boas opções a partir de R$ 23 por pessoa/noite e no fórum há comentários de viajantes falando sobre hostels em Buenos Aires.

Para montar seu roteiro por Buenos Aires

Observe em que bairros estão localizados os atrativos aqui sugeridos que mais lhe despertaram interesse e monte seu roteiro baseado no que você pode fazer em Buenos Aires em 7 dias, 5, 4 o tanto que você tenha disponível. Utilize o Google Mapas para visualizar um ponto e outro (utilize as opções de informações de trajeto à pé, de bicicleta, transporte público e ou carro) para ter uma ideia das distâncias e claro, seja flexível dentro deste roteiro que você mesmo traçou – surpreender-se faz parte e é uma das maravilhas das viagens.

Sobre os tours em Buenos Aires

Além dos tours guiados oferecidos por empresas e pelo órgão de turismo local (com preços variados) há também alguns tours gratuitos realizados pelo Free Walks Buenos Aires. Confira as opções, horários e locais de saída no site https://www.buenosairesfreewalks.com/spanish/

Sobre a moeda argentina

A moeda argentina é o peso. Você pode conferir quanto ela está valendo aqui.
Assim como em outros destinos turísticos, sobretudo nos centros, você encontrará pessoas oferecendo trocar seus reais ou dólares (você pode levar qualquer uma das duas moedas) por pesos, na rua mesmo. Nós já fizemos esse tipo de câmbio em cidades de fronteira e nunca tivemos problema, mas é altamente recomendável que você procure uma casa de câmbio ou bancos. São muitos comuns os relatos de golpes envolvendo notas falsas em Buenos Aires, incluindo as devolvidas como troco – fique atento.

Sobre quanto levar e quanto se gasta em Buenos Aires

Bem, como comentado acima você pode levar reais ou dólares para lá ou ainda, sacar dinheiro de sua conta corrente em um banco na cidade. Vale lembrar que é altamente recomendável você deixar avisado seu gerente de que irá viajar e que precisará efetuar saques em outro país. Pergunte se sua conta e cartão tem essa modalidade e quais são as taxas cobradas para ver se compensa para você. Também procure saber se o banco onde você sacará também lhe cobrará taxas.
O Backpacker Index, do site americano Price of Travel calcula um gasto diário de 32,35 dólares em Buenos Aires. Este cálculo considera que você irá se hospedar em um dormitório em um hostel bom e barato; consumirá 3 refeições simples; pagará uma atração cultural (exemplo: entrada em museu); comprará 2 passagens em transporte público e consumirá 3 cervejas baratas (o que eles chamam de “fundo de entretenimento”). Claro que este é somente um cálculo base e o valor será maior ou menor dependendo do seu comportamento e gosto pessoal.

O que vale a pena comprar em Buenos Aires e onde comprar?

Bem, o foco deste post não é em compras mas a gente não poderia deixar de responder à dúvida daqueles que, estando com o orçamento um pouco mais folgado, queiram fazer uma comprinha em Buenos Aires.
A cidade é famosa pela oferta de artigos em couro e o point para comprar estes produtos é na Calle Murillo, na Villa Crespo. Além disso, este mesmo bairro tem vários outlets de marcas famosas; algumas delas estão na Calle Aguirre, uma das ruas para bater perna por lá.

Transporte em Buenos Aires

O sistema de transporte público porteño conta com metrô e mais de 180 linhas de ônibus e para utilizá-las é preciso ter um cartão chamado SUBE. Ele é gratuito nos ‘Centros de Atención al Turista’ (confira a localização aqui) mas você precisa carregá-los (como acontece com bilhetes de metrô e ônibus de algumas cidades do Brasil).
Taxistas – dentro da comunidade viajante, os taxistas porteños não têm muito boa fama. Há relatos de devolução de troco em moeda falsa, mudança de trajeto para prolongar a corrida, cobranças a mais e até roubo, entre outros. Os taxistas porteños honestos devem sofrer com a má fama da categoria. Se você precisar tomar um de qualquer jeito, consulte sobre uma cooperativa séria junto ao local onde você está hospedado. Na dúvida o négocio é chamar o Uber.
O app ‘Como llego’ pode ajudar a escolher as melhores alternativas de locomoção pela cidade.

Foto: Dan Gold/Unsplash
Foto: Dan Gold/Unsplash

Cuidados referentes a segurança

Bem, além de estar atento aos lugares onde trocará o seu dinheiro por peso, não aceitar cortesias sem certificar-se que elas REALMENTE são cortesias em áreas muito turísticas como na Feira de San Telmo ou no Caminito e evitar os táxis, vale lembrar que você está em uma das grandes capitais da América do Sul. Em Buenos Aires, como em outros lugares, há batedores de carteira e os ‘motochorros’ (ladrões de bolsas que utilizam motos para o crime) nada que alguém que viva numa capital brasileira desconheça, então é não ostentar os pertences e ficar atento em todos os lugares!
Esperamos que você não precise, mas o telefone da Defensoría del turista é o 4302-7816 e o site o http://www.defensoriaturista.org.ar/
Os telefones da Comisaría del turista são o 5050 3293 e 5050-9260 e o e-mail [email protected] . A defensoría seria mais para casos nos quais você possa se sentir lesado enquanto consumidor/turista ou se sofreu algum tipo de preconceito, por exemplo. Já a comisaría para casos envolvendo a segurança (roubos, furtos etc)

Sobre o consumo de bebida alcoólica

Bebidas alcoólicas só podem ser compradas em mercados e armazéns de Buenos Aires até às 22h. Nos restaurantes e bares a venda é permitida até às 5h. Assim como no Brasil, não é permitida a venda para menores de 18 anos.

Ingresso e permanência no país

Brasileiros e outros cidadãos de países do Mercosul não precisam de visto, tampouco passaporte para entrar na Argentina para estadias que não passem os 90 dias. Você só precisa ter o seu RG em bom estado de conservação e com foto atual (caso o documento gere dúvidas, pode lhe ser solicitado outro tipo de identificação, também com foto).
O Consulado-Geral do Brasil em Buenos Aires recomenda “especial atenção dos turistas que ingressam na Argentina com RG ao comprovante de ingresso fornecido pela “Dirección Nacional de Migraciones” no momento de sua admissão ao país. O comprovante deve ser guardado em local seguro pois deverá ser apresentado no momento da saída do país para comprovar a data de seu ingresso.”
O consulado fica na Carlos Pellegrini 1363 5º piso – C1011AAA – Ciudad de Buenos Aires.

Com informações de Redação, comunidade Mochileiros.com, Buenos Aires Ciudad e Taste Atlas.


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