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Quem são e como conhecer os Himbas? – O povo que é a cara da Namíbia.


Vamos lá… quero relatar aqui um pouco da cultura dos Himbas, um dos povos mais intrigantes da África, que apesar de ameaçados continuam resistindo a sua cultura.

Esse texto é parte do post do Blog Quero Mochilar, onde as informações estão mais completas.

Otjikandera Himba Village

Horário de funcionamento: Aberta diariamente sem horários pré-estabelecidos. Você chega na “portaria”, chama alguém e negocia.

Valor: N$ 250 (R$ 67,50 ) por pessoa.

OBS: Mesmo que o guia esteja incluso no valor da entrada é de bom grado dar gorjeta.

Foto: Sinalização na beira da rodovia indicando a entrada do povoado.

Um pouco sobre esta tribo…

Esta “nova” tribo que pude visitar, surgiu devido um médico europeu, Jaco, que que se apaixonou por uma jovem Himba, Mukajo. O médico, logo após se apaixonar, descobriu que a mesma padecia de leucemia. Devido as condições de saúde da amada os dois nunca tiveram filhos, e para compensar esta vontade começaram a acolher crianças órfãs, especialmente vítimas de malária e mulheres Himba, abandonadas pelas famílias e maridos, quem acabavam os ajudando com as crianças. Assim uma comunidade Himba começou a surgir.

Mesmo após a morte de Mukajo e a tristeza de Jaco, a comunidade recém formada conseguiu se manter, e com um propósito: cuidar de crianças, e com as mulheres a cultura Himba começou a ser estabelecida. Logo vieram alguns homens, e hoje são uma aldeia normal com as tradições e costumes presente em cada uma das gerações.

Atualmente a comunidade conta com 80 pessoas, sendo a maioria criança e há apensas 6 homens. Para inclusão destas crianças há uma escola na aldeia, para educação formal, mas a verdadeira educação, a tradição Himba, ainda é passada pela comunidade a estas crianças, e assim se mantém viva práticas culturais ancestrais e tradições milenares.

Conhecer os Himbas é ter a oportunidade de entrar em um profundo contato com as origens da África, sendo de grande valia aprender sobre seus costumes e tradições, mesmo que muitos nos espante. Tradições que ainda são passados de pais para filhos e se mantém resistindo a vida moderna e suas comodidades.

A tribo original ainda fica próximo a fronteira da Angola, no noroeste do país, sendo de difícil visitação, e esta pequena tribo, que está aberta a visitação, vive quase que exclusivamente do turismo. São poucas as tribos que aceitam turistas, e aquelas que os recebem são criadas para perpetuar as tradições.

Logo chegamos haviam poucos turistas, dava pra contar nos dedos. Logo pagamos a taxa e um homem que falava inglês foi nos acompanhar na visita e apresentar a Tribo. Esse guia esta incluso na entrada.

Foto: Recepção.

Nem perdemos tempo e fomos direto para a tribo, logo já começamos a ver suas casinhas, as crianças, os animais que criam e eu já fotografando tudo…

Foto: Entrando na vila.

Foto: Logo elas aparecem – super exóticas ao nossos olhos.

Fomos primeiro conhecer duas mulheres que estavam sentadas e olhando algumas crianças. O guia então começou sua aula com coisas interessantíssimas, enquanto as crianças só queriam saber de me puxar e pegar a minha GoPro. Pena que eu não tinha um chocolate ou bala comigo. Ia adorar ter dado algo a elas.

Foto: As mulheres Himbas com sua pele vermelha e cabelos únicos.

Foto: Prazer Himbas…

Foto: Se divertiram comigo…

Aqui com elas, já aprendemos o mais curioso de todos seus costumes: Seus cabelos e pintura.

As mulheres de protegem sua pele e cabelo com argila. O costume diz que as mais velhas são as responsáveis por buscar este argila vermelha no lugar correto e trazer para as mais jovens.

Com esta argila elas preparam uma uma pasta de manteiga, gordura e ocre vermelho que depois usa para cobrir seu cabelo  e corpo, nessa “pasta” vai também gordura e manteiga, o ocre (otjize), este último, um produto perfumado com resinas das plantas locais. Uma curiosidade é que muitos consideram que este foi o primeiro cosmético do mundo.  Isso tudo é símbolo de beleza.

Foto: Um bate papo com tradutor…rs.

Elas passam estes produtos duas vezes ao dia no corpo. Lembrando que isso só as mulheres que fazem.

O interessenate é que neste mistura e cor há um significado simbólico, onde o vermelho significa a terra e o sangue, que são símbolos da vida.

E para arrematar o visual, sabe aquela enorme quantidade de cabelos nas pontas?? São crina de animais. Sério… muito exótico, não.

Foto: Uma cabeleira vista de perto.

Ainda em relação aos penteados, as crianças usam a cabeça rapada, e à medida que os anos vão passando, no topo, deixam um tufo de cabelo crescer para fazerem uma trança, pois quando forem rapazes esta se estenderá para a parte traseira da cabeça. Essa permanece a idade adulta enquanto são solteiros.

Foto: Olha o começo das trancinhas ali…

Depois de aprender um pouco mais sobre a tribo a melhor aula esta por vir. Fomos conhecer suas casas.

As casas dos Himba são arredondadas e construídas com barro e esterco de vaca. Uma mistura que ameniza a temperatura dos dias mais quentes, e mantém o calor para as noites frias.

Foto: Olha que pequenininha.

No interior, o couro dos animais servem como camas., além de cobrirem as paredes e servirem de vestuário em celebrações especiais.

Entramos em uma das cabanas, e então fomos aprender ainda mais, e ver uma Himba tomar banho. Isso mesmo!!

Foto: No Interior, aguardando o banho.

Nesta hora me senti até mal, parece um zoológico humano, na verdade é um zoológico humano este passeio, mas também é a fonte de renda deles, e de onde eles podem tirar dinheiro, portanto, penso ser válido.

Curiosidade sobre o Banho

Durante toda a vida, só os homens tomam banho comum com água. As mulheres se limpam somente com fumaça e cinzas. Um dos motivos que levou a esta cultura foi a escassez de água na região, sendo que usá-la para banho, um desperdício inaceitável.

Foto: Momento do banho… rs.

Esta fumaça é feita com uma resina aromática, que além de tirar o odor, serve como repelente de insetos. Apesar de não tomarem banho, seu cheiro não é forte se é isso que esta pensando, e acabam cheirando mesmo terra, devido a argila e manteiga que passam no cabelo e corpo.

Foto: Esta é a argila que eles buscam para fazer a cor vermelha no corpo.

Outras curiosidades que aprendemos aqui foi sobre a circuncisão masculina, os casamentos arranjados e a poligamia que continuam a fazer parte da cultura até hoje.

Tanto os meninos como as meninas são circuncidados antes de atingir a puberdade. Durante a circuncisão os meninos devem ficar em silêncio, enquanto as meninas podem gritar. Assim que uma menina nasce, já é escolhido seu marido e o casamento acontece entre seus 13 e 17 anos.

Foto: Mais um costume que nos espanta: As mulheres retiram os quatro dentes da frente (parte inferior), quando entram na vida adulta e estão prontas para casar. Crueldade ou não… é a cultura, temos que respeitar.

Observamos no dia que só haviam mulheres e crianças, e depois descobrimos que os homens ficam o dia todo fora trabalhando com roça e animais e retornam só no fim do dia.

Terminada a visita vamos para um terreirão bem aberto, onde ficam todas as mulheres com produtos para serem vendidos. Pensei inicialmente que este produtos eram feitos por elas, o que seriam interessante, mas não, elas apenas compram e revendem.

Foto: Aguardando para vender algo no fim do tour.

Foto: Os himbas são demais…

Foto: O guia que nos acompanhou – Fala inglês super bem.

Este passeio durou um pouco mais de uma hora, e foi muito intenso. Daqui sai direto para o Etosha, o mais famoso parque nacional do país, onde eu dormiria e passaria o próximo dia.

Este texto é parte do post do Blog Quero Mochilar, acesse e o site e tenha mais informações de como chegar, valores e etc… e ainda outros roteiros na Namíbia e África do Sul.

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