[align=]Do dia 8 ao dia 11 de Dezembro, eu e um grupo de mais 4 amigos passeamos por Presidente Figueiredo (km 106, BR-174), passando por diferentes corredeiras e cachoeiras, acampando e nos aventurando para conhecer belezas remotas por trilhas e ramais.
Dia 1
O passeio começou na quinta, com saída de Manaus às 11 horas, chegando a Presidente Figueiredo (PF) às 13 horas, a primeira parada foi no CAT (Centro de Atendimento ao Turista), onde informam as possibilidades de visitação das diversas atrações da região e viabilizam contato com guias, agências de turismo e de esportes radicais.
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De antemão possuíamos um pré-planejamento, portanto, já saímos do CAT acertado com um guia para no dia seguinte nos levar à cachoeira do Nevoeiro, e com o contato da Acqua Ventura - agência que exerce atividades radicais como boiacross, caiaque, voos em paramotor e afins.
Às 14 horas partimos do CAT em direção a Lagoa Azul - uma peculiar Lagoa, que possui a coloração azul esverdeado alterando de tom de acordo com sazonalidade climática, situada no km 120 da BR-174, dentro de uma comunidade que agora não recordo o nome, mas de fácil acessibilidade -, quando entramos na comunidade, percorremos 8 kms de ramal até chegar no intencionado sítio, porém ao descermos do carro recebemos a infortuna notícia de que a lagoa azul estava seca por esse período, recomendaram visitá-la a partir do fim de Janeiro. Como a lagoa fica dentro de um sítio, o dono cobra o valor de 5 reais por pessoa.
O tempo passou e como já eram umas 15 horas, resolvemos ficar pelas redondezas e conhecer o paredão das Lajes, área próxima da corredeira da Lajes, km 113 da BR-174, onde acamparíamos a primeira noite. O paredão é bastante visitado para prática de rapel.
O camping custou 15 reais por pessoa, particularmente não recomendo o lugar, ainda mais se comparando com outras áreas de camping em PF, o lugar possui pouca área para banho e o campo de montagem da barraca e rede era bem restrito, e, mesmo acampando somente o nosso grupo, ficamos num lugar que era rota de migração noturna dos morcegos e do lado de uma árvore atolada de lagartas de fogo hahahaha.
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Dia 2
O segundo dia, todos acordamos às 6hrs para nos preparar e encontrar o guia às 8hrs na frente do CAT. A partir de lá, o guia seguiu de moto até o sítio, no qual inicia a trilha, e nós o seguimos atrás de carro.
A entrada da trilha do Nevoeiro inicia num sítio no km 51 da AM-240, a estrada da AM começa no km 103 da BR-174. São 8 kms de trilha selva adentro, levamos 1 hora e 50 minutos para fazer o trajeto numa caminhada contínua e moderada. A trilha é bem conservada, tem momentos largos e estreitos, e, no caminho, ainda vislumbramos sapos-folhas e macaco-aranha.
E sim, após todo o trajeto, que pode ser árduo e cansativo, é uma experiência ímpar de poder sentir a atmosfera da floresta - no fim do arco-íris chegamos ao pote de ouro.
Observações: a entrada cobrada é de 5 reais por pessoa, e o custo do guia foi 100 reais para o nosso grupo de 5 pessoas.
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A cachoeira do Nevoeiro é a mais alta da região, com seus grandiosos 35 metros, e também a mais longa das trilhas de PF.
Repousamos por umas 2 horas e depois retornamos mais uma vez para a longa caminhada, finalizamos próximo das 15 horas, todos já bem exaustos, e seguimos para o nosso próximo acampamento: a corredeira dos Pássaros no km 13 da AM-240. Para o dia seguinte já acordamos, com agência Acqua Venture, um passeio de caiaque - uma dica: aproveitem para fazer a ligação quando estiverem próximos do centro da cidade, porque nas regiões afastadas não há sinal de celular.
A cachoeira dos pássaros é um lugar muito bonito, bem infraestrutura, e ainda com bastante verde, mantendo a região próxima à corredeira bosqueada. Tivemos um atendimento bem atencioso. O valor cobrado para camping é de 15 reais por pessoa, a área é ótima para se banhar, nadar, sentar próximo da cachoeira... possui também tirolesa por 5 pila e restaurante, não é dos mais baratos, mas acessível.
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Dia 3
No sábado, como havíamos combinados com o pessoal da acqua venture às 12 horas, estendemos nossa estadia no Pássaros a manhã inteira, e quando saímos fomos direto para PF encontrá-los na agência, num corredor da cidade que antecede a corredeira de Urubuí.
Nessa parte tivemos um mal entendido com os caras, achávamos que o valor referente ao caiaque seria 100 reais para o grupo, porém quando chegamos lá, nos fora esclarecido que o valor era individual para um passeio de 2 a 3 horas, contudo o preço do boiacross era de 20 reais por pessoa. Então, optamos pelo boiacross - a única possível para os nossos bolsos naquele momento Mas aí, como eles já tinha armado o passeio e também queriam fazê-lo, os caras resolveram nos ofertar um promocional do caiaque para o grupo inteiro por 100 reais - para conhecermos a primeira vez e divulgarmos a aventura - entretanto, esse valor é realmente inviável para os caras, as despesas de logística são bem custosas.
Os instrutores são o Herman e o Camarão, ambos atenderam nosso grupo com bastante atenção e boa vontade, com certeza os recomendo.
E para andarmos de caiaque íamos, mais uma vez, nos aventurar para uma região remota e pouco visitada, o passeio é introduzido na cachoeira do Natal, um belíssimo cenário e uma das cachoeiras mais largas de PF. O deslocamento até esse ponto de partida é de 10 km de ramal - que inicia na própria cidade e um tanto dificultosa para um carro popular comum, com vários trajetos empoçados de lama e desnivelados. Fora as batidas no carro - que no caso promocional, tive que usar o meu - foi bem divertido por remeter a sensação de rally, esse percurso de 10 km pelas obstruções levou mais de meia hora.
Chegamos já na cachoeira de Natal por volta das 14h30, lá colaboramos para a arrumação de todo material: os caiaques, material de segurança (capacete e colete), remos e afins; depois de descermos tudo do ponto em que estacionamos até a corredeira, fomos orientados sobre como controlar o caiaque e também os procedimentos caso alguém caia.
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Descemos a corredeira por duas horas e, nesse meio, conhecemos a cachoeira do rio branquinho, que tem duas quebras de um metro e meio, e foi possível descê-la de caiaque. A sensação de andar de caiaque é muito legal e animador, isso sem contar as dezenas de visões lindas que tivemos a oportunidade de contemplar fluindo com a corredeira. Em relação ao perigo, acho um tanto atenuado pela facilidade de retornar ao caiaque caso ele seja inflável e pelos materiais como o colete que lhe força a boiar.
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A aventura finda numa prainha que fica num sítio, lá tem um cara na espera, que vai levar os motoristas até o ponto onde eles deixaram o carro, e depois os motoristas buscam o restante do pessoal no sítio para voltar à cidade. Devido alguns incidentes, que atardaram nossa saída, só chegamos em PF por volta das 20 horas, todos já exaustos e em êxtase pela experiência. De lá, todos rumo a última pernoite no camping da cachoeira da Porteira, km 13 da AM-240.
Dia 4
O último dia foi mais sossegado e um tanto relaxante, em tom de despedida de PF, a porteira indubitavelmente é um dos lugares mais bonitos da região, possui uma infraestrutura inferior a dos pássaros, porém conta com uma vasta área para acampar e montar rede, é um lugar bem tranquilo. A porteira possui duas regiões de queda d’água e várias partes para banhar e refrescar, mais uma elevada pedra de uns 5 metros, que possibilita um grande salto numa parte bem profunda da corredeira. Finalizamos a viagem saindo da Porteira meio dia e retornando para Manaus. O preço para acampar assim como as demais é de 15 reais por pessoa, as fotos seguem abaixo.
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Observações
Presidente Figueiredo conta com dezenas e dezenas de atrações (cachoeiras, corredeiras, grutas, esportes radicais), desde as mais conhecidas e fácil acesso até as afastadas que necessitam de experiência e levam alguns km de trilha. O CAT dispõe de valiosas informações que podem ser usadas para planejamento do que pretenderem fazer. A disponibilidade do guia e a prática de esportes como caiaque, boiacross, rapel são viáveis e de preços acessíveis; muitos desses esportes são exercidos em lugares belíssimos e variados, podendo ser acordado entre você e o instrutor.
O custo da nossa aventura foi moderado, resultando em torno de 200 reais por pessoa, englobando gastos com alimentação, combustível, bebidas, gelo, camping, guia e o passeio do caiaque. Tentamos fazer algo econômico com as nossas possibilidades e e ainda mantendo um nível de conforto legal.
Qualquer questionamento pode ser feito aqui pelo fórum mesmo, que respondo o que souber, e espero que o relato ajude mais e mais pessoas a conhecerem a região incrível de Presidente Figueiredo no Amazonas.
[align=]Do dia 8 ao dia 11 de Dezembro, eu e um grupo de mais 4 amigos passeamos por Presidente Figueiredo (km 106, BR-174), passando por diferentes corredeiras e cachoeiras, acampando e nos aventurando para conhecer belezas remotas por trilhas e ramais.
Dia 1
O passeio começou na quinta, com saída de Manaus às 11 horas, chegando a Presidente Figueiredo (PF) às 13 horas, a primeira parada foi no CAT (Centro de Atendimento ao Turista), onde informam as possibilidades de visitação das diversas atrações da região e viabilizam contato com guias, agências de turismo e de esportes radicais.
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De antemão possuíamos um pré-planejamento, portanto, já saímos do CAT acertado com um guia para no dia seguinte nos levar à cachoeira do Nevoeiro, e com o contato da Acqua Ventura - agência que exerce atividades radicais como boiacross, caiaque, voos em paramotor e afins.
Às 14 horas partimos do CAT em direção a Lagoa Azul - uma peculiar Lagoa, que possui a coloração azul esverdeado alterando de tom de acordo com sazonalidade climática, situada no km 120 da BR-174, dentro de uma comunidade que agora não recordo o nome, mas de fácil acessibilidade -, quando entramos na comunidade, percorremos 8 kms de ramal até chegar no intencionado sítio, porém ao descermos do carro recebemos a infortuna notícia de que a lagoa azul estava seca por esse período, recomendaram visitá-la a partir do fim de Janeiro. Como a lagoa fica dentro de um sítio, o dono cobra o valor de 5 reais por pessoa.
O tempo passou e como já eram umas 15 horas, resolvemos ficar pelas redondezas e conhecer o paredão das Lajes, área próxima da corredeira da Lajes, km 113 da BR-174, onde acamparíamos a primeira noite. O paredão é bastante visitado para prática de rapel.
O camping custou 15 reais por pessoa, particularmente não recomendo o lugar, ainda mais se comparando com outras áreas de camping em PF, o lugar possui pouca área para banho e o campo de montagem da barraca e rede era bem restrito, e, mesmo acampando somente o nosso grupo, ficamos num lugar que era rota de migração noturna dos morcegos e do lado de uma árvore atolada de lagartas de fogo
hahahaha.
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Dia 2
O segundo dia, todos acordamos às 6hrs para nos preparar e encontrar o guia às 8hrs na frente do CAT. A partir de lá, o guia seguiu de moto até o sítio, no qual inicia a trilha, e nós o seguimos atrás de carro.
A entrada da trilha do Nevoeiro inicia num sítio no km 51 da AM-240, a estrada da AM começa no km 103 da BR-174. São 8 kms de trilha selva adentro, levamos 1 hora e 50 minutos para fazer o trajeto numa caminhada contínua e moderada. A trilha é bem conservada, tem momentos largos e estreitos, e, no caminho, ainda vislumbramos sapos-folhas e macaco-aranha.
E sim, após todo o trajeto, que pode ser árduo e cansativo, é uma experiência ímpar de poder sentir a atmosfera da floresta - no fim do arco-íris chegamos ao pote de ouro.
Observações: a entrada cobrada é de 5 reais por pessoa, e o custo do guia foi 100 reais para o nosso grupo de 5 pessoas.
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A cachoeira do Nevoeiro é a mais alta da região, com seus grandiosos 35 metros, e também a mais longa das trilhas de PF.
Repousamos por umas 2 horas e depois retornamos mais uma vez para a longa caminhada, finalizamos próximo das 15 horas, todos já bem exaustos, e seguimos para o nosso próximo acampamento: a corredeira dos Pássaros no km 13 da AM-240. Para o dia seguinte já acordamos, com agência Acqua Venture, um passeio de caiaque - uma dica: aproveitem para fazer a ligação quando estiverem próximos do centro da cidade, porque nas regiões afastadas não há sinal de celular.
A cachoeira dos pássaros é um lugar muito bonito, bem infraestrutura, e ainda com bastante verde, mantendo a região próxima à corredeira bosqueada. Tivemos um atendimento bem atencioso. O valor cobrado para camping é de 15 reais por pessoa, a área é ótima para se banhar, nadar, sentar próximo da cachoeira... possui também tirolesa por 5 pila e restaurante, não é dos mais baratos, mas acessível.
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No sábado, como havíamos combinados com o pessoal da acqua venture às 12 horas, estendemos nossa estadia no Pássaros a manhã inteira, e quando saímos fomos direto para PF encontrá-los na agência, num corredor da cidade que antecede a corredeira de Urubuí.
Nessa parte tivemos um mal entendido com os caras, achávamos que o valor referente ao caiaque seria 100 reais para o grupo, porém quando chegamos lá, nos fora esclarecido que o valor era individual para um passeio de 2 a 3 horas, contudo o preço do boiacross era de 20 reais por pessoa. Então, optamos pelo boiacross - a única possível para os nossos bolsos naquele momento
Mas aí, como eles já tinha armado o passeio e também queriam fazê-lo, os caras resolveram nos ofertar um promocional do caiaque para o grupo inteiro por 100 reais
- para conhecermos a primeira vez e divulgarmos a aventura - entretanto, esse valor é realmente inviável para os caras, as despesas de logística são bem custosas.
Os instrutores são o Herman e o Camarão, ambos atenderam nosso grupo com bastante atenção e boa vontade, com certeza os recomendo.
E para andarmos de caiaque íamos, mais uma vez, nos aventurar para uma região remota e pouco visitada, o passeio é introduzido na cachoeira do Natal, um belíssimo cenário e uma das cachoeiras mais largas de PF. O deslocamento até esse ponto de partida é de 10 km de ramal - que inicia na própria cidade e um tanto dificultosa para um carro popular comum, com vários trajetos empoçados de lama e desnivelados. Fora as batidas no carro - que no caso promocional, tive que usar o meu - foi bem divertido por remeter a sensação de rally, esse percurso de 10 km pelas obstruções levou mais de meia hora.
Chegamos já na cachoeira de Natal por volta das 14h30, lá colaboramos para a arrumação de todo material: os caiaques, material de segurança (capacete e colete), remos e afins; depois de descermos tudo do ponto em que estacionamos até a corredeira, fomos orientados sobre como controlar o caiaque e também os procedimentos caso alguém caia.
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Descemos a corredeira por duas horas e, nesse meio, conhecemos a cachoeira do rio branquinho, que tem duas quebras de um metro e meio, e foi possível descê-la de caiaque. A sensação de andar de caiaque é muito legal e animador, isso sem contar as dezenas de visões lindas que tivemos a oportunidade de contemplar fluindo com a corredeira. Em relação ao perigo, acho um tanto atenuado pela facilidade de retornar ao caiaque caso ele seja inflável e pelos materiais como o colete que lhe força a boiar.
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A aventura finda numa prainha que fica num sítio, lá tem um cara na espera, que vai levar os motoristas até o ponto onde eles deixaram o carro, e depois os motoristas buscam o restante do pessoal no sítio para voltar à cidade. Devido alguns incidentes, que atardaram nossa saída, só chegamos em PF por volta das 20 horas, todos já exaustos e em êxtase pela experiência. De lá, todos rumo a última pernoite no camping da cachoeira da Porteira, km 13 da AM-240.
Dia 4
O último dia foi mais sossegado e um tanto relaxante, em tom de despedida de PF, a porteira indubitavelmente é um dos lugares mais bonitos da região, possui uma infraestrutura inferior a dos pássaros, porém conta com uma vasta área para acampar e montar rede, é um lugar bem tranquilo. A porteira possui duas regiões de queda d’água e várias partes para banhar e refrescar, mais uma elevada pedra de uns 5 metros, que possibilita um grande salto numa parte bem profunda da corredeira. Finalizamos a viagem saindo da Porteira meio dia e retornando para Manaus. O preço para acampar assim como as demais é de 15 reais por pessoa, as fotos seguem abaixo.
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Observações
Presidente Figueiredo conta com dezenas e dezenas de atrações (cachoeiras, corredeiras, grutas, esportes radicais), desde as mais conhecidas e fácil acesso até as afastadas que necessitam de experiência e levam alguns km de trilha. O CAT dispõe de valiosas informações que podem ser usadas para planejamento do que pretenderem fazer. A disponibilidade do guia e a prática de esportes como caiaque, boiacross, rapel são viáveis e de preços acessíveis; muitos desses esportes são exercidos em lugares belíssimos e variados, podendo ser acordado entre você e o instrutor.
O custo da nossa aventura foi moderado, resultando em torno de 200 reais por pessoa, englobando gastos com alimentação, combustível, bebidas, gelo, camping, guia e o passeio do caiaque. Tentamos fazer algo econômico com as nossas possibilidades e e ainda mantendo um nível de conforto legal.
Qualquer questionamento pode ser feito aqui pelo fórum mesmo, que respondo o que souber, e espero que o relato ajude mais e mais pessoas a conhecerem a região incrível de Presidente Figueiredo no Amazonas.
abraços!
Editado por Visitante