Pessaol, atualizei meu site com viagens a Itália. Muitas fotos e até vídeos lá.
abraços.
Cláudio
Diário da Viagem pela Itália
Em Dezembro de 2004 viajei durante uma semana pela Itália. Iria passar 3 a 4 dias em Roma e depois talvez iria a Florença, a Veneza, ou ao sul da Itália, quem sabe finalmente Pompéia. Passei 4 dias em Roma como planejado, mas como o tempo estava bem chuvoso, optei por ir a Florença. Em Florença também foram 4 dias. Vi quase tudo em Florença, e deixei de ver muitas coisas em Roma. Ou vice-versa. Inconscientemente sempre deixo de fazer certas coisas e de visitar certas atrações (atracções) nos lugares que vou, assim sempre tenho motivo para voltar.
Bem...sempre disse que Roma era um enciclopédia em forma de cidade. Enganei-me. Roma é a história em forma de cidade. Por isso que a chamam de cidade Eterna. Roma parece o princípio de tudo, embora saibamos que não é (não esqueçam que muito foi copiado dos gregos) . E parece uma cidade que está sempre em desenvolvimento, tanto para o futuro quanto para o passado. Não podemos simplesmente passear por Roma. Roma exige atenção a cada detalhe, a cada ruína descoberta, exposta e desvendada, a cada templo erguido ou reerguido, a cada tesouro antigo que ali teve origem ou veio de muito longe, a água que jorra e tem sua história, às ruas que atravessamos e nos envolvem com a sua história, aos prédios que foram usados durante mais de dois mil anos de todas as formas que um prédio pode ser usado. São corpos que ocupam o mesmo lugar.
Roma descobre-se.
Descobri o Mercado de Trajano, uma obra arquitetônica (arquitectónica) colossal que tem se mantido de pé desde a Roma antiga. São corredores, escadas, salas, todas originais. Prova que os shopping centers não são uma invenção da modernidade.
O Coliseu, que por mais desfalcado que ele tenha sido pelo tempo e pelos próprios romanos, que o usaram como pedreira para outras edificações mais modernas, ainda impressiona pela sua grandeza, história e seus vários mecanismos. Podemos entrar nele. Tocá-lo. Caminhar por seus túneis e corredores. Ter a mesma perspectiva que tiveram os romanos quando o Coliseu estava em pleno funcionamento. Podemos, e devemos, perder horas lá dentro.
O Pantheon, centro magnético da cidade e sua máquina do tempo. Templo projetado (projectado) pelo imperador Adriano e está exatamente (exactamente) como foi há dois mil anos atrás. A sua beleza está na sua conservação. Dizem que até as portas são originais, mas será que é verdade?
O Forum Romano. Infelizmente reduzido a ruínas, mas enorme em dimensão. Daria tudo para vê-lo da forma que foi um dia. São templos, prédios públicos e políticos, palácios, e história que não tem fim.
Falar das praças é impossível. Todas são históricas, todas são importantes e magníficas. Mas nenhuma encanta mais que a Piazza Navona. Como quase tudo em Roma, foi construída pensando na estética e harmonia. É arte ao ar livre.
Campo di Fiori, praça que reconhecemos como medieval logo que pisamos nela.
O Vaticano, obra de fé e ambição que emociona e faz-nos questionar o porquê de tanta riqueza. Os olhos gostam, o espírito agradece, mas a razão contesta. Tem um dos maiores museus do mundo, e no final da primeira metade deste grande museu está a Capela Sistina, com seus afrescos pintados por Michelangelo.
Tantos outros templos e tempos, pedras, buracos e histórias, que é difícil exprimir. É mais fácil sentir, absorver, do que explicar.
Gastronomicamente, não preciso explicar nada. Boa comida Italiana. Estamos conversados.
As pessoas são bonitas, bem vestidas e orgulhosas pela sua cidade berço.
E daqui passo a Florença, cidade que esgotei mas que não me esgotou.
Passei quatro dias inteiros em Florença. Andei por tudo, entrei em tudo e mesmo assim ainda a vejo como um filme romântico, um poema, um lugar imaginário de tão perfeita cidade que é.
Não é a toa que todos os grandes artistas italianos (e não só) por lá passaram e viveram. E deixaram marcas por tudo. Por isso temos de entrar em tudo.
Se pudéssemos, íamos de prédio em prédio a procura de obras de arte que estarão lá escondidas. Infelizmente não são todos que são abertos ao público. Mas sabemos que todos têm algum tesouro. E eles também são espertos, pois onde é permitido entrar também é bem cobrado. Pagamos 8,5 euros só para ver o David, de Michelangelo.
Pagamos para entrar nas igrejas (3 euros) , nos museus (6 euros) e nos palácios (6 euros). Não há escapatória. Estamos lá, temos a obrigação de visitar estes lugares.
Tem-se de entrar na Uffizi. Neste museu estão concentradas obras famosas de Botticelli, Da Vinci, Michelangelo, Raphael, Tintoretto, Filippo Lippi, Caravaggio, Rembrandt, entre tantos outros. Poder ver o "Nascimento de Vênus" e a "Primavera" de Botticelli, ou a "Sagrada Família", de Michelangelo, é um deleite.
Outra visita obrigatória é o Convento de São Marco. Lá está a "Anunciação", de Filippo Lippi. A simplicidade e beleza da pintura são hipnotizantes. E nas celas do Convento há vários frescos dele.
O Palazzo Pitti expõe os tesouros das coleções (colecções) dos Médici. Seus jardins, Jardins Boboli, são belíssimos. O museu dá para o gasto. A vista que se tem de Florença da Piazzale Michelangelo é a melhor que há. E lá está a igreja mais bem guardada de Florença, a Basílica de San Miniato Al Monte, e também uma das mais belas igrejas românicas da Itália. A volta dela há um cemitério que vale uma visita.
Também já visitei Torino, Milão, Veneza e Trento, mas essas são outras viagens.
Pessaol, atualizei meu site com viagens a Itália. Muitas fotos e até vídeos lá.
abraços.
Cláudio
Diário da Viagem pela Itália
Em Dezembro de 2004 viajei durante uma semana pela Itália. Iria passar 3 a 4 dias em Roma e depois talvez iria a Florença, a Veneza, ou ao sul da Itália, quem sabe finalmente Pompéia. Passei 4 dias em Roma como planejado, mas como o tempo estava bem chuvoso, optei por ir a Florença. Em Florença também foram 4 dias. Vi quase tudo em Florença, e deixei de ver muitas coisas em Roma. Ou vice-versa. Inconscientemente sempre deixo de fazer certas coisas e de visitar certas atrações (atracções) nos lugares que vou, assim sempre tenho motivo para voltar.
Bem...sempre disse que Roma era um enciclopédia em forma de cidade. Enganei-me. Roma é a história em forma de cidade. Por isso que a chamam de cidade Eterna. Roma parece o princípio de tudo, embora saibamos que não é (não esqueçam que muito foi copiado dos gregos) . E parece uma cidade que está sempre em desenvolvimento, tanto para o futuro quanto para o passado. Não podemos simplesmente passear por Roma. Roma exige atenção a cada detalhe, a cada ruína descoberta, exposta e desvendada, a cada templo erguido ou reerguido, a cada tesouro antigo que ali teve origem ou veio de muito longe, a água que jorra e tem sua história, às ruas que atravessamos e nos envolvem com a sua história, aos prédios que foram usados durante mais de dois mil anos de todas as formas que um prédio pode ser usado. São corpos que ocupam o mesmo lugar.
Roma descobre-se.
Descobri o Mercado de Trajano, uma obra arquitetônica (arquitectónica) colossal que tem se mantido de pé desde a Roma antiga. São corredores, escadas, salas, todas originais. Prova que os shopping centers não são uma invenção da modernidade.
O Coliseu, que por mais desfalcado que ele tenha sido pelo tempo e pelos próprios romanos, que o usaram como pedreira para outras edificações mais modernas, ainda impressiona pela sua grandeza, história e seus vários mecanismos. Podemos entrar nele. Tocá-lo. Caminhar por seus túneis e corredores. Ter a mesma perspectiva que tiveram os romanos quando o Coliseu estava em pleno funcionamento. Podemos, e devemos, perder horas lá dentro.
O Pantheon, centro magnético da cidade e sua máquina do tempo. Templo projetado (projectado) pelo imperador Adriano e está exatamente (exactamente) como foi há dois mil anos atrás. A sua beleza está na sua conservação. Dizem que até as portas são originais, mas será que é verdade?
O Forum Romano. Infelizmente reduzido a ruínas, mas enorme em dimensão. Daria tudo para vê-lo da forma que foi um dia. São templos, prédios públicos e políticos, palácios, e história que não tem fim.
Falar das praças é impossível. Todas são históricas, todas são importantes e magníficas. Mas nenhuma encanta mais que a Piazza Navona. Como quase tudo em Roma, foi construída pensando na estética e harmonia. É arte ao ar livre.
Campo di Fiori, praça que reconhecemos como medieval logo que pisamos nela.
O Vaticano, obra de fé e ambição que emociona e faz-nos questionar o porquê de tanta riqueza. Os olhos gostam, o espírito agradece, mas a razão contesta. Tem um dos maiores museus do mundo, e no final da primeira metade deste grande museu está a Capela Sistina, com seus afrescos pintados por Michelangelo.
Tantos outros templos e tempos, pedras, buracos e histórias, que é difícil exprimir. É mais fácil sentir, absorver, do que explicar.
Gastronomicamente, não preciso explicar nada. Boa comida Italiana. Estamos conversados.
As pessoas são bonitas, bem vestidas e orgulhosas pela sua cidade berço.
E daqui passo a Florença, cidade que esgotei mas que não me esgotou.
Passei quatro dias inteiros em Florença. Andei por tudo, entrei em tudo e mesmo assim ainda a vejo como um filme romântico, um poema, um lugar imaginário de tão perfeita cidade que é.
Não é a toa que todos os grandes artistas italianos (e não só) por lá passaram e viveram. E deixaram marcas por tudo. Por isso temos de entrar em tudo.
Se pudéssemos, íamos de prédio em prédio a procura de obras de arte que estarão lá escondidas. Infelizmente não são todos que são abertos ao público. Mas sabemos que todos têm algum tesouro. E eles também são espertos, pois onde é permitido entrar também é bem cobrado. Pagamos 8,5 euros só para ver o David, de Michelangelo.
Pagamos para entrar nas igrejas (3 euros) , nos museus (6 euros) e nos palácios (6 euros). Não há escapatória. Estamos lá, temos a obrigação de visitar estes lugares.
Tem-se de entrar na Uffizi. Neste museu estão concentradas obras famosas de Botticelli, Da Vinci, Michelangelo, Raphael, Tintoretto, Filippo Lippi, Caravaggio, Rembrandt, entre tantos outros. Poder ver o "Nascimento de Vênus" e a "Primavera" de Botticelli, ou a "Sagrada Família", de Michelangelo, é um deleite.
Outra visita obrigatória é o Convento de São Marco. Lá está a "Anunciação", de Filippo Lippi. A simplicidade e beleza da pintura são hipnotizantes. E nas celas do Convento há vários frescos dele.
O Palazzo Pitti expõe os tesouros das coleções (colecções) dos Médici. Seus jardins, Jardins Boboli, são belíssimos. O museu dá para o gasto. A vista que se tem de Florença da Piazzale Michelangelo é a melhor que há. E lá está a igreja mais bem guardada de Florença, a Basílica de San Miniato Al Monte, e também uma das mais belas igrejas românicas da Itália. A volta dela há um cemitério que vale uma visita.
Também já visitei Torino, Milão, Veneza e Trento, mas essas são outras viagens.
E haverão mais.
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