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  1. Quando regressámos da viagem pelas américas trouxemos connosco a mesma vontade de conhecer coisas novas e acabámos por transportar isso para as cidades portuguesas. Em outubro fomos viver para Lisboa e começou a caça às atividades giras, preferencialmente gratuitas. Foi dessa forma que a Raquel, pelo Facebook, encontrou as visitas guiadas ao aqueduto de águas livres que se realizam ao sábado de manhã. Nenhum de nós tinha visitado o museu da água e apenas conhecíamos o aqueduto visto da estrada, em trânsito. Quem leu em adolescente os livros da coleção Uma Aventura quase de certeza não falhou o que se passa no aqueduto – Uma Aventura em Lisboa. Se forem como nós, desde essa altura têm uma vontade de atravessar o aqueduto. Por ser algo garantido, não se valoriza devidamente o acesso a água canalizada, que está sempre ali, à espera que se abram as torneiras. Pelo contrário, quem, como nós, viveu alguns meses sem água canalizada, a ter de comprar cisternas de água para encher depósitos, sabe como este é um bem precioso. O museu da água (EPAL) tem a função de consciencializar a população para o racionamento desse bem precioso, uma coisa que tem sido muito falada. O caso mais mediático é o da Cidade do Cabo, na África do Sul, em que há vários meses se fala no Day Zero, o dia em que a água vai deixar de correr nas torneiras devido à seca extrema. Esse dia foi sucessivamente adiado por medidas de poupança cumpridos à risca, redução do horário de fornecimento, proibição de desperdício e atribuição de um rácio de água por habitante. Mesmo em Portugal, em 2017, houve dias assustadores, com diversas barragens abaixo do recomendado e duas pontes outrora completamente submersas a surgirem de novo na paisagem. Nós fomos à procura de uma delas e o cenário é realmente desolador. Muitos criticam os preços que a EPAL cobra pela água, acima da média europeia, mas nem tudo é mau nesta empresa. Estes sabem que têm um papel na vida lisboeta que vai além da tarefa diária de manter a água a correr nas torneiras, dando valor ao património histórico e cultural, sendo um dos exemplos o museu da água aberto ao público. Houve tentativa de criação de museu em 1919, mas só em 1987 foi instalada uma exposição permanente. O museu tem um preço acessível, recebendo também concertos grátis e pagos. É constituído por: aqueduto das águas livres; reservatório da mãe d’água; reservatório patriarcal; estação elevatória a vapor dos Barbadinhos; Galeria do Loreto; Aqueduto das águas livres Os arcos que o compõem são uma das imagens de marca de Lisboa, visíveis da Avenida de Ceuta, Monsanto, Campolide, e até para quem chega de avião. O aqueduto foi construído recorrendo a um imposto especial aplicado aos bens essenciais, como azeite, vinho e carne, por determinação real de D. João V, em 1731, plena época de império português, onde circula ouro, diamantes, especiarias, tecidos e madeiras finas. Tempo de esbanje e de mostrar aos países vizinhos que temos tudo em grande, então, por que não fazer um aqueduto à sua imagem? Estes 14 quilómetros de aqueduto resistiram ao terramoto de 1755, mantendo-se inabaláveis os 127 arcos, inclusive o maior arco de pedra do mundo. O sistema completo percorria quase 60 quilómetros, trazendo água de 58 nascentes, tendo sido utilizado até 1967. Voltando ao início, em 1744, diz a EPAL que ao som de avé-marias, circulou primeira vez água de Belas (Sintra) até às Amoreiras, onde fica a mãe d’água. Fornecia 1300m3 de água, reforçados em 1880 com a inauguração do aqueduto do Alviela. É monumento nacional desde 1910. Foi cenário de diversas histórias e lendas, como a do célebre ladrão Diogo Alves, que atirava do topo do aqueduto as vítimas que roubava. Foi muito pela agitação criada por estas mortes que se fechou o aqueduto. Diogo é célebre por ser o último condenado à morte em Portugal, enforcado a 19 de fevereiro de 1841. Há um filme, estreado em 1911, sobre a sua história, e a sua cabeça encontra-se na Faculdade de Medicina de Lisboa, tendo sido estudada para perceber de onde vinha tanta malvadez. Voltando ao aqueduto, tem 941 metros abertos ao público, sobre o Vale de Alcântara. É uma caminhada fácil, agradável, com uma boa vista sobre a cidade, e com pouca gente em simultâneo. Tem um bebedouro junto ao portão de entrada onde podem encher garrafas que levem vazias. Reservatório da Mãe D’água Dois dos seus arquitetos morreram antes da finalização do projecto, que foi sendo alterado com as sucessivas trocas de responsável. Começou a funcionar em 1746, sem que o projeto estivesse finalizado. Passaram mais 80 anos, 7 reis, invasões francesas e o terramoto até que durante o reinado de D.Maria II, com alteração da imagem inicial, este ficasse concluído. Tem um certo misticismo, sendo amplo e luminoso. Arquitetonicamente é muito mais do que uma cisterna de água. Tem um terraço com vista sobre a cidade, um tanque de 5500m3, quatro colunas e é utilizado para receber exposições, algo que já tínhamos visto na Argentina, em Mar del Plata, uma Torre de Água que também é museu. Tem uma pequena loja com produtos alusivos à EPAL, é um espaço bastante interessante, merece que se fique ali a olhar para a cascata que sai da boca dum golfinho e para o tanque. Reservatório da Patriarcal Em pleno Príncipe Real, por baixo da praça D. Pedro V, existe um reservatório que era abastecido pelo novo aqueduto da Alviela. É um espaço imponente, também misterioso, onde se fazem desfiles e concertos. Os dois tanques têm uma capacidade próxima de 900m3 e foi construído para reduzir a pressão da água entre as Amoreiras (Reservatório da Mãe D’água) e a baixa da cidade. Tem um 31 pilares e abóbadas que sustentam o lago que permite o arejar das águas. São visíveis as três galerias que partem dali. Uma vai até à Galeria do Loreto, outra até à Rua da Alegria e a última até à Rua de S. Marçal. Partem daqui as visitas pela Galeria do Loreto, podendo ver-se os capacetes de segurança dispostos no início do túnel. Todas as sextas-feiras, às 19h, recebe concertos de fado, em parceria com a Real Fado. Estação Elevatória a Vapor do Barbadinhos Chegou um momento na história em que era preciso mais água, o sistema existente não dava conta do recado, por isso foi preciso encontrar outra solução. Entre 1871 e 1880 construiu-se o Aqueduto da Alviela, que trazia água a 114 quilómetros de distância. O reservatório foi construído junto a um extinto convento, foi desativado a 1928, mas ainda conserva as máquinas a vapor e uma exposição permanente. Nota: A nossa viagem não incluiu os Barbadinhos. Galeria do Loreto O sistema tem várias galerias, como a das Necessidades, Campo Santana, Rato, Esperança e Loreto. Esta é a única visitável, com guia, em duas partes: 1) do Reservatório Patriarcal até ao miradouro de S. Pedro de Alcântara; e 2) do reservatório até à Rua do Século. Todo o sistema da galeria do Loreto tem 2835 metros. Dizem que vale a pena a visita, mas tem sido difícil enquadrar os nossos fins de semana em Lisboa com as visitas guiadas. Preços: Os reservatórios, a estação elevatória e o aqueduto são grátis todos os fins de semana de 2018. Nos restantes dias, os preços variam, de 1 a 10€, dependendo do que forem ver. As únicas visitas mais restritas são as da Galeria do Loreto, que exigem marcação prévia. Vale a pena: Aproveitando os bilhetes grátis ao fim de semana devem visitar o museu. Mesmo pagando, por 15€ conseguem ter acesso a tudo. O ideal é encontrar um dia não muito quente para ir ao aqueduto. Tanto faz sentido ir em visita guiada, para receber o contexto histórico, como sozinhos, para calmamente apreciar e passear nos aquedutos e os reservatórios. R. Alviela 12, 1170-012 Lisboa, Portugal https://365diasnomundo.com/2018/09/19/agua-lisboa/
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