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  1. Enfim, o meu primeiro trekking: a Travessia das Sete Quedas, no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (GO). Há muito tempo que queria realizar essa travessia, mas acabamos adiando, adiando, até que dessa vez conseguimos! A ideia de fazer trekking é antiga e, ao longo dos últimos anos, fui comprando alguns equipamentos (sempre com a ajuda dos fóruns do Mochileiros), e fazendo trilhas curtas. Mas foi só no feriado de Corpus Christi que concretizamos essa experiência incrível. Nos dois dias de caminhada cruzamos paisagens belíssimas, tomamos banhos deliciosos nas águas do Rio Preto e uma noite perfeita na área de camping, que é super organizado e muito agradável. Apesar de ser nosso primeiro trekking e nenhum no grupo ter feito qualquer preparo físico especial para a travessia, todos realizaram a caminhada com tranquilidade. É linda e acessível para muitas pessoas. Não tem porque adiar o plano. Basta agendar a trilha, planejar e organizar o que for levar e ir mergulhar na imensidão do cerrado. Pra inspirar, o registro em vídeo que fizemos do nosso trekking: Descrição da trilha: A travessia das Sete Quedas foi aberta no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros em 2013 e é uma trilha autoguiada e super bem demarcada. O ICMBio fez um excelente trabalho no planejamento e sinalização da travessia. No total, são 23km que podem ser percorridos em dois ou três dias. No primeiro dia são 17km e no último, 6km. Caso a travessia seja realizada em três dias, o segundo é um dia livre, sem caminhada, apenas para aproveitar as Sete Quedas. Não recomendo a realização da trilha em apenas um dia (muito cansativo e com pouco tempo para aproveitar as águas do Rio Preto). O primeiro dia é de uma trilha bem plana. Nos três primeiros quilômetros, deve-se seguir as setas vermelhas (que levam para a trilha dos Cânions). A partir da bifurcação para a Travessia das Sete Quedas, deve-se seguir as setas e marcações laranja. Com cerca de 8km de trilha, atravessamos o Rio Preto e depois de mais 9km chegamos na área de camping. Lá tem um banheiro seco, super tranquilo de usar e bastante higiênico. A trilha da volta se inicia cruzando novamente o Rio Preto, depois se seguem três quilômetros de subida até a torre de observação dos incêndios, e por fim os últimos três quilômetros, novamente em terreno plano. A travessia termina na beira da estrada, entre o Morro da Baleia e São Jorge. Na portaria é entregue um cartão de identificação para o grupo, o qual deve ser depositado em uma caixinha de correio no final da trilha para que o ICMBio saiba que todos terminaram sãos e salvos. Planejamento da travessia: 1º) A primeira tarefa foi definir se íamos fazer a travessia em dois ou três dias. Reservamos com antecedência e, como tínhamos dúvidas se todo o grupo conseguiria dispensa do serviço, decidimos reservar dois pernoites (travessia em três dias). Caso não fosse possível para todos, faríamos em apenas dois dias, com um pernoite (que foi o que aconteceu). Pagamos a Guia de Recolhimento à União (R$18,00 por pernoite e a data de pagamento é de até um dia antes do início da travessia) e guardamos o comprovante de pagamento da GRU, bem como o voucher (é preciso apresentá-los na entrada do parque). É importante realizar a reserva com antecedência, porque rapidamente as vagas (30 de pernoite por dia) são preenchidas. Porém, muitas pessoas reservam e não fazem a trilha. Então, se você não conseguiu vaga, vale à pena entrar na lista de espera. Como reservamos para dois dias, tentamos ver se era possível gerar uma nova GRU para um dia só, e assim não ter que pagar pelo segundo pernoite que não usaríamos. Fomos informados pela Ecobooking (empresa que faz as reservas) que isso não é possível. O que é possível é apenas trocar os nomes das pessoas que vão participar da travessia. 2º) No planejamento é importante também definir se será utilizado serviço de resgate ao final da trilha (fechar com alguém para buscar o grupo) e aonde será a hospedagem no dia anterior ao da trilha. Quando contratado serviço de resgate, é possível ligar para quem vai te buscar próximo ao final da trilha. Tem sinal de celular (Vivo, ao menos) na maior parte do trajeto. É preciso acordar cedo para começar a travessia, então vale a pena estar hospedado nas proximidades do parque. O que nós levamos: Fomos em um grupo de seis amigos e decidimos levar as coisas de forma mais coletiva possível para evitar peso desnecessário nas costas. Isso foi um grande acerto. Levamos UMA pasta de dente, UM protetor solar, UM desodorante, e por aí vai, para todo o grupo. Vi alguns relatos de pessoas que fizeram essa trilha com mochilas pesando 22kg. Desnecessário. A minha pesava entre 7 a 8kg, e as mais pesadas, no máximo uns 10 ou 11kg. O espaço para montar as barracas é grande, então levamos uma barraca maior (porém leve: 2,4kg) pra dividir com outro casal. Peso da barraca compartilhado na mochila de todos, foi muito tranquilo. Além disso, o básico: isolante térmico, saco de dormir, kit de primeiros socorros (como tinha um médico na equipe ele fez de questão de levar um kit bem completo e nunca antes se viu trilheiros tão seguros por essas bandas), mochila, roupas leves, lanterna, sacos de lixo pra levar tudo no final (lembre-se de colocar o saco de dormir num saco pra não molhar), canivete, isqueiro, panelas, pratos, copos e talheres. Blusa de frio porque nessa época pode esfriar bastante. Dica: se tiver faltando algum equipamento e a grana for curta, já tem serviço de aluguel de equipamento para trekking em Brasília (telefone: 61 98383 - 9179). Alimentação: Cada um levou uma garrafa de 1,5 ou de 2 litros de água. No primeiro dia tem muitos pontos pra reabestecer e no segundo, a trilha não é longa. Foi o suficiente. Levamos clorin para purificar a água, fogareiro à gás e a alimentação foi um super acerto. No primeiro dia até chegar ao camping, cada um levou 200g de frutas secas e castanhas (que ficou pro segundo dia também), dois sanduíches de pão integral com presunto/mortadela e queijo e um chocolate. Alguns no grupo ficaram com medo de passar fome, mas foi super suficiente pra todos. À noite, de 1 pacote a 1 pacote e meio de miojo para cada um. Preparei um molho com frango desfiado da Vapza, cebola, alho, molho de tomate, milho, sal e temperinhos. Nada em latas, as embalagens foram de plástico pra pesar menos. No café da manhã, fervemos água para chá e café. Fizemos um sanduíche com pão tipo Rap10, salaminho e queijo provolone. Uma delícia. No restante da trilha do segundo dia, ficamos nas frutas secas e maçã. Mais uma vez, alguns acharam que pudesse ser pouca comida no total e levaram uma ou outra coisa a mais que acabou voltando pra Brasília. Orientação: Foi muito simples. Apenas seguimos setas e bastões laranjas sinalizando a direção. Imprimimos também o guia de bolso e o mapa elaborados pelo ICMBio e foi tudo. Não precisa de nenhum conhecimento especial, apenas um pouco de atenção. A travessia das Sete Quedas: Todo mundo iniciou a trilha morrendo de medo de morrer de cansaço. Estávamos enganados. As paisagens são tão belas e por termos ido fazendo paradas para lanchar, tomar banho e tirar fotos, não sentimos tanto os 17km do primeiro dia. Iniciamos às 08:30 (um horário bom, mas poderia ter sido um pouco antes). O parque abre às 07:00 para quem vai fazer a Travessia e outra informação importante é que quem vai pra Sete Quedas não precisa pegar aquelas filas enormes que formam na entrada do parque nos feriados. Logo estávamos na bifurcação que dá pro Cânion 1. Deixamos nossas mochilas escondidas no mato pra pegar depois e fomos tomar banho e lanchar. Voltamos, pegamos a mochila e caminhamos até o ponto de atravessar o Rio Preto (tem bastões laranjas sinalizando onde é seguro). Atenção para não escorregar. Todos precisaram tirar os calçados, mas não é fundo. Mais um banho delicioso. Nessas paradas gastamos de 40 minutos a 1 hora. Chegamos no local do camping por volta das 16:00. Tomamos um bom banho nas Sete Quedas, que ficam bem próximas do camping. São uma delícia. Montamos as nossas barracas e voltamos pra ver o por do sol confortavelmente alojados no meio das pedras da cachoeira. Indescritível! Fomos preparar o jantar e cada casal havia levado uma garrafa de vinho (que antes da trilha colocamos em garrafas de plástico pra pesar menos e não prejudicou em nada o sabor dos vinhos). Um sucesso! Acordamos depois das 08:00 e tomamos um café da manhã preguiçoso. Mais banho nas Sete Quedas e uma deliciosa massagem nas costas, feita pelas quedas d'água. Não se esqueçam do analgésico/relaxante muscular pra dor e dos esparadrapos pros calos, porque no dia seguinte todo mundo amanhece meio quebrado. Por volta de 11:30 iniciamos a caminhada rumo ao final da Travessia. Os três primeiros quilômetros do segundo dia são uma subida cruel. Enfim, chegamos à torre e os últimos três quilômetros são incrivelmente belos, com o Morro da Baleia e o Buracão no horizonte. Chegamos às 14:00 na rodovia e nosso amigo que ia nos buscar e nos levar até onde estavam os carros (estacionamento do parque), não aparecia - graças a um desencontro na hora de combinar. Problema rapidamente resolvido porque eu pedi carona e na segunda tentativa deu certo. Os motoristas dos nossos carros foram até São Jorge, pegaram os carros, nos encontraram e terminamos a trilha comendo a tradicional matula do seu Waldomiro. Mais umas cervejinhas pra comemorar e os primeiros planos para novos trekkings que devem vir por aí. Foi um grande primeiro trekking e recomendo essa travessia pra todo mundo! É muito linda. No mais, só tenho a agradecer a todos desse fórum. As informações, relatos e dicas de vocês além de terem nos ajudado bastante, foram de muita inspiração pra nos jogar no mundo. Gostamos e queremos mais. Um abraço grande, galera!
  2. EXPEDIÇÃO MULETA DO SACI Chapada dos Veadeiros / GO Travessia Sete Quedas - 23,5 km Saída: Portaria do Parque - São Jorge/GO Chegada: As margens da rodovia GO-239 - No pé do Morro do Buracão Integrantes: Bruno - 37 anos - Goiânia/GO Fabrício - 25 anos - Jundiaí/SP Gabriel - 28 anos - Sorocaba/SP mas mora em Querência/MT Maíra - 20 anos - Assis/SP mas mora em Franca/SP Eae galera, Há quatro meses, por meio e incentivo desse fórum, resolvi fazer um tópico para fazer uma travessia na Chapada dos Veadeiros. No começo não tinha nada definido, mas sabíamos que seria na Chapada. Os relatos do Renato e do Petter nos incentivaram muito e nos deram informações preciosas para conseguir o êxito da expedição. No tópico conseguimos juntar uma turma inicial de nove pessoas e sabia que alguns no decorrer do tempo, iria desistir um ou outro, a data foi escolhida por dois motivos: primeiro a Lua cheia que ia nos brindar com sua luz, e segundo o Festival de Culturas Tradicionais de São Jorge, ambas escolhas bem feitas. Com isso, já tínhamos definido a data, e, com o relato do Petter e abertura oficial da trilha pelo Parque no ajudou na escolha da trilha da Travessia das Sete Quedas. São aproximadamente 23,5 km sendo que são feitos 17 km no primeiro dia e 6,5 km no segundo. A trilha pode ser feita em dois dias, mas optamos desde o início em ficar no camping o segundo dia, e só no terceiro dia fechar a trilha. Chegado a hora da travessia o grupo que era de nove pessoas se resumiram a quatro pessoas: eu, Gabriel, Fabrício e Maíra. Tinha a Taína Magalhães que foi impossibilitada de partir na última hora. Para ir para a Chapada passei em Brasília e peguei na rodoferroviária o Gabriel e a Maíra, iríamos nos encontrar no dia seguinte no camping do Parque lá em São Jorge com o Fabrício. A viajem foi tranquila e com a chegada em São Jorge, acampamos e ficamos na espera do Fabrício, isso era sábado e partiríamos na segunda de manhã. No domingo o Fabrício chegou e o grupo estava completo e todos prontos para travessia, agora é dormir e partir! 1º DIA – 22/07/2013 – Segunda Ansiosos pela travessia, acordamos cedo e arrumamos as mochilas. Era hora de partir!! O camping ficava ao lado da portaria do Parque, e foi onde deixei meu carro durante a trilha, lá tem vigia e eles olham o carro. Hora da última checagem nos equipamentos. As mochilas minha, do Fabrício e do Gabriel ficaram acima dos 22 kg, todos, menos o Gabriel contavam com o frio que é típico da época. Preenchemos o formulário de cadastro para poder adentrar o parque, pegamos o mapa e seguimos em direção dos canyons, era 8:12 hs, e o objetivo era atravessar o rio pelo menos até uma da tarde. Nesse meio tempo encontramos com um casal de amigos, Lucas e Marcella, que resolveram se juntar a nós na trilha até o camping, e como somos uma família de coração grande, abraçamos eles! A descida até o Canyon I foi tranquila, como todo início foi marcado pela empolgação, passamos por subidas e descidas e por algumas pontes pencis, fomos num bom ritmo, chegando nos canyons por volta do 12:00 hs tomamos um banho, comemos um lanche e demos um tempo para o descanso de mais de meia hora. Dali por diante pegaríamos uma trilha que só quem faz a travessia tem autorização para prosseguir. Pegamos um trecho de uns 2 km até chegar no ponto da travessia apontado pelo parque, paramos para um novo descanso e como indicado no guia do parque abastecemos nossos cantis. É a partir daí que o bicho pega, são mais ou menos uma da tarde e o sol está de rachar e meu ombro esquerdo parece que tá dolorido e há uma bolha no pé da Maíra. Segue a trilha muito bem sinalizada, com areia fofa para pisar, o sol de rachar e meu ombro doendo cada vez mais, seguimos em frente! Pelo menos é o trecho mais reto, e como a trilha era bem estreita isso impossibilitava o uso do bastão, que no atual momento era meu maior apoio/aliado. Com várias paradas para descanso fomos prosseguindo trilha adentro chegando até as quatro da tarde estava ótimo. Mas no meio desse segundo trecho que veio a pior parte: minha mochila eu ajustei a alça errada, não na altura e sim na alças da frente jogando a maior parte do peso para o lado esquerdo, e isso me custou caro. Tenho 37 anos e meu maior medo antes da travessia era das pernas travarem, mas como fiz uma preparação antes da viajem, foi tranqüilo em relação a isso. O bicho pegou mesmo foi no ombro esquerdo... Com o desgaste físico bem forte e toda a situação, confesso que fiquei mal-humorado me sentia incomodado (o tal do fator psicológico), e com a descontração do grupo com piadas e risos, fez com que eu me afastasse um pouco para enfrentar meu desafio pessoal. 1 km depois, concentrado me reintegrei ao grupo e logo chegamos no labirinto de pedras (o trecho mais bonito na minha opinião), e a Marcella nos disse que quando acabasse o Labirinto chegaríamos no camping, uma amiga dela havia feito a trilha dois dias antes. São mais ou menos uns 2 km de muita subida e descida e quando menos espera, finalmente você chega no camping, sensação maravilhosa, e, como no passe de mágica meu humor mudou da água para o vinho, UUHHHHHHUUUUUU!!! É como completar uma prova famosa de maratona, hehehehe. Momento de muita alegria do grupo. Armamos o acampamento e foi a maior curtição, toda tensão do final da trilha tinha passado, e agora era hora de curtir. Daí por diante, foi só relaxar e curtir o camping, o local e a paisagem. Fomos conhecer a Cachoeira das Sete Quedas e como esperado, LINDA! Com água transparente e várias quedas. Como não almoçamos todos estavamos com muita fome, dito e feito, fome matada nos reunimos numa roda para contemplar o nascer do primeiro dia de lua cheia da Chapada. A galera ficou brincando com a lua que de tão grande, brincavam com o que viam nela, hehehe uns viam coelhos, e teve até quem viu um bode, ãã2::'> hehehehe não demoramos para dormir, pois o dia tinha sido duro com todos. Eu estava com uma dor forte no ombro esquerdo decorrente ao mau ajuste da alça, Maíra e Fabrício com bolhas nos pés, e o Gabriel com forte dores nas coxas decorrente do peso extra que ele carregou no final da trilha; tinha esquecido de falar ele e o Fabrício tiveram que carregar a mochila da Maíra nos últimos 1,5 km enquanto ela completava a trilha de chinelos, hehehehe (esses mesmos chinelos foram perdidos na cachoeira no segundo dia e achado na hora de ir embora no terceiro dia, heheheh muita sorte Maíra). Ainda bem que levei o Kit Primeiros Socorros que continha Cataflan e um gel goiano de Arnica com erva de Santa Maria (Santo remédio). 2º DIA – 23/07/2013 – Terça Acordei cedo, 6:20 hs já estava de pé e logo todos acordaram. O dia estava lindo e prometia ser ótimo!! Esse dia no planejamento da viajem foi tirado para o relax, descanso e curtição, um dia de muita cachoeira. Logo Lucas e Marcella foram embora, tinham programado fazer a trilha em dois dias, o que é possível. Com o cair da noite, todos se juntaram numa roda de prosa com muitas histórias e risadas. Como tinha levado comida liofizada e era porção individual, não me juntei à preparação do jantar, que foi ótimo e muito divertido. A lua brilhava como um farol, essa noite foi a melhor, ficamos acordados até uma da manhã, o camping cheio de gente e o grupo ajudou dois amigos (Romulo e Eustaquio) de BH a matar uma garrafa de White Horse. NOITE MARAVILHOSA! 3º DIA – 24/07/2013 – Quarta Levantar o acampamento, preparar a mochila, bater as últimas fotos e bora pegar a trilha porque o trecho final de 6,5 km parecem ser difíceis. Seguimos as setas por cima da cachoeira e logo os postes de sinalização nos indicavam o local exato da travessia do rio. De cara uma pequena trilha de pedras que dá numa sequência de morros. Não foi fácil, mas o pior já tinha passado. O único ponto negativo foi uma picada de marimbondos pretos no Fabrício, eu passei pela trilha e aticei eles, e quando o Fabrício veio atrás foi a vitima da vez, rsrsrs. Vencido finalmente depois de mais de uma hora e meia de subidas com algumas paradas, chegamos na planície que avista os morros da Baleia e Buracão. Foi foda essa hora, com a sensação cada vez maior de ter perdido algo, me dei falta dos meus óculos, hehehe tive que voltar com o Gabriel mais de 1 km de trilha para achar os mesmos, e toma subida de novo! Dali por diante é só alegria e tudo lindo, muito lindo! A trilha é muito gostosa e vai em direção a torre de observação do parque onde nós tínhamos marcado com um condutor já pré agendado (R$ 100,00 para quatro pessoas). Pegamos o carro em direção a São Jorge pois uma cerveja bem gelada nos aguardava. A travessia foi ótima, tudo dentro do programado. O grupo se mostrou unido quando foi preciso e forte o momento todo. Agradeço a companhia em especial do Gabriel, Fabrício e Maíra e os demais companheiros que fiz na trilha, um aprendizado para vida toda e uma paixão chamada TREKKING que cresce cada vez mais forte dentro de mim. Me despeço ansioso já pela próxima trilha e um até breve. Agradecimentos: - Murilo Gondim (Me ajudou nas compras dos equipamentos). - Lucas Mamede (Me ajudou nas compras dos equipamentos). - Maria Clara (Minha esposa que ia no grupo, mas não pôde. Me apoiou). - Tiago Souza (Primo que me ajudou na importação de equipamentos). - Renato e Petter Tofter (Relatos bem feitos que me ajudaram no projeto). - Luiz Neves (Monitor do parque que foi nosso contato, sempre gentil e educado). Obrigado Bruno de Paula Ribeiro
  3. 1 Dia.. 06:00 - Acordamos na cidade eu, meu irmao e o VIP man (camping dos escoteiros) e fomos tomar um café da manha reforçado na Lanchonete Hibisco, da Clarice, que tem o melhor misto com ovo no pão de abóbora da vila e o melhor suco de açaí! Clááássico das trilhas esse café da manhã, compramos mais alguns mantimentos (gergelico hehehe) e fomos em direção ao parque nacional. 07:30 - Chegamos ao parque, que aparentemente estava fechado, mas logo avistamos um guarda que abriu a porteira pra gente. Como já tínhamos feito a reserva eu apenas me identifiquei, peguei o cartão de identificação do grupo e começamos a trilha nesse horário msm. 07:50 - A caminhada começa sentido Canions I, seguindo as setas vermelhas.. Com maios ou menos 20 min de caminhada passamos pela pinte pênsil. 08:30 - Após cerca de 1h, Continuando sentido Canions I, chegamos a uma estaca que marca a bifurcação, onde pra direita segue-se pro Canion I e pra esquerda vai pro Canions II e Carioquinhas, lembrando a que a trilha das sete quedas começa no final do Canion I. 09:15 - Chegamos no primeiro poço antes da primeira travessia (fiandeiras) poço gigaaaante e craudiado de almas!!! Hahahah não tinha ngm! Tudo nosso! Ficamos por volta de 40 min nesse poço. 09:30 - Logo acima do primeiro e gigante poço, subindo na margem do rio Preto (à direita do rio) chegamos no ponto de travessia que é marcado por 1 estaca de ferro pintada de laranja na ponta em cada lado do rio, indicando o melhor lugar pra fazer a travessia, nessa época de agosto está na seca e a travessia é fácil, nem molha o pé. Lembrando que após essa travessia segue o pior trecho do trekking, pois são 8km de sol na mulera e muito peso nas costas. Sendo assim nao esquecer de recarregar os cantis de H2O!! 10:00 - as 10 da manha já tinhamos feito a travessia, começando a segunda parte Hard e Rock. Como queríamos bater o tempo da galera que tinha ido antes e feito o primeiro Relato, nós aceleramos o passo, frenéético.. Uhshuashuasuhsa 12:40 - Após 2:40 de caminhada insana e severa em meio ao cerrado aberto, tivemos a primeiro "alívio" que foi chegar no ponto de apoio, camping! Bom esse foi nosso primeiro dia de trekking, admito que foi pesado, ainda mais pq viemos querendo baixar tempo... 3 macacos sem parar de caminhar, rasgando trilha e queimando canela Assim que se chega no camping logo se avista as Sete Quedas, logo de cara um poço em frente ao ponto de apoio, e subindo um pouco, cerca de no Max 1 km, se chega a última queda. Na minha opinião essa Sete Quedas está no TOP 3 das quebras mais locas da região. Vale a pena demais pq o lugar é incrivelmente paradisíaco. Passamos o resto do dia daquela melhor forma.. Calangando nas pedras e nadando nas águas cristalinas do Rio Preto! Muita diversão o dia todo, é uma Cachu completa, com poços grandes, pequenos, hidromassagens, sombra, espaço e muita, mas muita paz!!!! Ficamos nas Cachus até o último raio de sol, que como todas já sabem.. Dispensa comentário.. Ainda mais refletindo nas águas do Rio! Voltamos, levantamos acampamento e fomos agilizar o rango..., Vítor levou o fogareiro que salvou o jantar! JANTAR EM CAMPING = MIOJO com Atum. UHASHUASHH... Depois de jantar ficamos de olho na melhor televisão já inventada na terra = O CÉU DA CHAPADA NO MEIO DO PARQUE NACIONAL trocando aquela idéia de calango do cerrado. Nessa hora surgiu o papo das mulheres das nossas vidas... Vítor é uma figura ficou falando que qndo estamos perto vivemos falando " ahhh não vejo a hora de sair com os amigos.. Dar um role.. Tomar uma e talz.. Agora aqui com os brother no meio do mato só fico pensando na muié!!" kkkkkkkkkkkkkkk demos varias palas de rir e chegamos a conclusão que não vivemos sem elas, isso é fato! 21:30 - Com muitíssimo esforço o dia durou até as 21:30.. Todos exaustos CHAPAÇÃÃOOOOOOOOOOOO 2 Dia... 06:30 - Eu e meu irmão levantamos com os primeiros raios do sol, logo o Vítor acordou tbm, agilizamos o acampamento e demais necessidades e partimos pro segundo dia de trekking ás 08:00. 08:00 ás 09:10 - como a trilha passa pelas Sete Quedas, nada mais justo que tomar um banho já que a caminhada é longa tbm nesse segundo dia. Banho abençoado.. Recarregamos as águas e go go! 09:50 - já tinhamos realizado a travessia e começamos a trilha, demos um tempo! Esse segundo dia são menos kilometros mas conta que vc já está um pouco "gasto" da trilha do ultimo dia e que nesses 6km rola a maior altimetria de toda trilha, ou seja, é só subiiinnnndo é só subiiindo. 11:15 - Depois de 1h e pouco, aprox. 3k, caminhando entre os morros (em vários pontos da pra se ver o Morro da Baleia) chega-se a uma casinha que é uma base do ICMbio, chegando nessa casinha prepare-se, pois ainda restam 3km até a BR que liga são Jorge a Alto Paraíso. 12:10 - Depositei o cartão de acesso ao parque na "caixinha de correio" para o controle do ICMbio.... 12:30 - Chegamos na BR mortos... Bom chegando na BR vc pensa.. Acabou, mas como não tínhamos contratado transporte ficamos a mercer de uma BENDITA carona... Pois para se voltar pra São Jorge o mapa diz ser 12 km depois de ter caminhado 23,5k de parque.... Bom como era domingo o maior fluxo de carros é sentido alto, só que tinhamos que voltar pra pegar o carro que tinha ficado na porta da entrada do parque nacional. O mais chato de toda trilha foi essa parte.. Pois passaram alguns carros (uma pick upzinha que rolava de levar os 3 na caçamba vazia) mas esses malditos, filhos de vó, playboys não pararam.. Nao entendi pq.. 3 mlqs tudo equipado.. com mochilas gigantes nas costas nao parecem ser assaltantes.. no meu ponto de vista... Até que caminhando já uns 3km dos 12k, avistei um cara saindo sentido alto em uma motoca! Pulei na frente do bixo.. Falei que estava morrendo que dava 20tão pro bixo me levar na vila! GRAÇAS AO BOM SENHOR esse bendito cidadão que até era meu xará (João) me deu carona! Bom graças ao poderoso JAH RASTAFARI terminamos, eu particularmente sem machucados e fisicamente bem.. Cansando mais bem! Voltamos pra bsb no mesmo dia.. Agradeço a companhia do meu irmão Toin e do Sr.VIP man e por serem mlqs casca grossa na caminhada! Aconselho a fazer esse trekking com calçados que estejam bem firmes ao pé.. Eu fiz de bota e foi muito bom, já meu irmao foi tbm de bota, mas outra marca.. Nao sei se estava folgada... ficou com a sola do pé uma bolha só! JAH BLESS
  4. “Nada é eterno, exceto a mudança” Heraclitus, 500 AC Fui convidado para fazer esta trilha. Mais que prontamente aceitei. Divulgo esta excelente iniciativa do ICM Bio, sinal de mudanças que todos os trilheiros ansiavam. Os Parques Nacionais estão ficando mais abertos ao público, com a criação destas trilhas cuidadosamente planejadas e demarcadas. Dia 21/06 Saí as duas da tarde de Brasília. Pouco antes de São Jorge parei para tirar fotos do Jardim de Maytrea. Não sei o que é mais bonito, o nome do lugar ou o lugar. Os campos limpos com os morros e os buritizeiros em linha numa vereda fazem uma composição belíssima. Um casal de araras azuis passou voando enquanto tirava as fotos. Às 19 horas, foi realizada uma palestra sobre a Trilha das Sete Quedas, com direito a exposição fotográfica e coquetel no Centro de Visitantes do PNCV em São Jorge. Muito legal o que foi dito pelo Presidente do ICMBio, o Roberto, e pela Diretora do Parque, a Carla Guaitanele. Os Parques Nacionais devem ser mais abertos ao público e mais integrados as comunidades vizinhas. Só assim crescerá a conscientização da importância destas reservas naturais dentro da sociedade brasileira. As fotos na exposição mostravam o trabalho árduo do pessoal do ICMBio e dos condutores na abertura e demarcação da nova trilha e ficaram muito interessantes. Depois tivemos um briefing onde se explicou a trilha e se detalhou a organização do trekking, com enfoque especial na segurança. Após, cada um foi para seu pouso, pois o dia seguinte começaria cedo: 06 da manhã na portaria do Parque (Centro de Visitantes). Dia 22/06 Quando cheguei uma boa galera já estava lá. Achei cedo o horário que marcaram, mas o sol na moleira mostrou posteriormente que quando mais cedo começar, melhor. Um mapinha da trilha (bem elaborado) foi disponibilizado para quem quisesse. Cada um preencheu o termo de responsabilidade e fizemos um alongamento coletivo. Ouvimos alguns gemidos e rangidos durante o exercício. Partimos às 07 em ponto, em dois grupos. Paulo Faria, do ICMBio, liderava o primeiro grupo, dos mais rápidos. Carla, a diretora do parque, fechava o segundo grupo. O começo da trilha, marcada por setas vermelhas, se confunde com o caminho para as Cariocas e para o Cânion I. Trecho com pequenas subidas e descidas relativamente bem arborizado. Em dado momento viramos para a direita para o Cânion I (cerca de 45 min à uma hora de trilha, 3 km) deixando à esquerda a trilha para as Cariocas. Travessia de uma pequena ponte pênsil Com mais 15 a 20 minutos (1 km) chegamos as margens do Rio Preto, onde a trilha novamente bifurca: uma placa a direita indica a nova trilha para as Sete Quedas. Como o Cânion I estava logo ali e é muito bonito, largamos as mochilas à beira do rio e subimos pelo leito de pedras e, em 5 – 10 minutos, chegamos no cânion. O primeiro banho de rio foi ali. Muitas fotos e um descanso de cerca de uma hora. Recomendo esta parada não só devido à beleza do lugar, mas porque a trilha no 1º dia corresponde a 16 km, que trilheiro experiente tira em 3 a 4 horas. Assim se aproveita melhor o dia. Voltamos para pegar as mochilas e seguimos pela trilha nova, que passa a ser marcada por setas laranjas em pedras. Em locais sem pedras (campos limpos) se fixou um tubo de aço com cerca de 1 metro de altura pintado de laranja no topo. Seguimos em direção Nordeste , com o Rio Preto em algum lugar a nossa esquerda, por cerca de 4 km (1 hora) passando por terrenos basicamente planos e de vegetação variando entre cerrado, campos limpos e sujos. Destaque para os buritis e buritiranas, que considero das mais belas palmáceas do Brasil. A buritirana conheci ali, com a ajuda dos condutores que acompanhavam o grupo. A primeira travessia do Rio Preto ocorre num local chamado Fiandeiras. Agora na estação seca a travessia é fácil, com água abaixo dos joelhos. O pessoal que fez o percurso em janeiro, com chuvas (ver relatos do Renato e do Posseti), testando a trilha, teve um perrengue nesta travessia. Uma placa adverte o perigo da travessia com chuva. Por esta razão, a direção do parque não autoriza a travessia na época de chuvas, fechando a trilha. Dois tubos de aço, fincados em cada margem, pintados de laranja, indicam por onde a travessia deve ser realizada. Paramos para mais um banho e lanche. Umas piabinhas incomodavam os banhistas que tinham sinal de carne na pele. Mark, um americano muito simpático da USAID (o organismo está ajudando o ICMBio em algumas iniciativas), lembrou que agora é moda salões de beleza com estes peixinhos (ou espécie de parentes deles) em tinas, onde as mulheres submergem e fazem limpeza de pele. Por sinal, caríssimo este tratamento. Pensei logo em pegar uns peixinhos para abrir a loja pioneira em Brasília, no que a diretora do parque, a Carla, me olhou com um olhar atravessado de reprovação. Piscinão das Fiandeiras Após quase mais uma hora de descanso, seguimos, agora do lado direito do rio (margem verdadeira), seguindo primeiro para o Norte e depois Nordeste. Este trecho de 8 km é o mais seco da trilha. Há dois ou três córregos no caminho, mas à medida que a época de estiagem avança (de maio para outubro) eles ou ficam secos ou a água fica parada. Assim é melhor garantir a água nos cantis antes de sair do Rio Preto. Temos belos campos limpos neste trecho e campos com predominância de mimosas, ou de arnica (a planta medicinal). A condutora Mari nos ensinado o nome das plantas e a sua utilização. Com cerca de uma hora de caminhada avistamos ao longe, a nossa direita (Sudeste), o morro da Baleia. A tranqüilidade e a descontração marcavam a viagem. Os três na minha frente estavam cantando em seqüência: Mari, música sertaneja, Mark, música pop americana e depois a Luciana, com MPB. Em dado momento, com cerca de uma hora e meia de trilha, viramos para o Sudeste. À esquerda deixamos uma velha trilha que desce para um povoado chamado Capela. A frente um pequeno cocoruto de serra que temos que atravessar para chegarmos as Sete Quedas, local de nosso acampamento. O trecho passa entre um labirinto de pedras. Carla indicando a direção das 7 Quedas Cerca de duas da tarde chegamos no ponto de acampamento, as margens do Rio Preto. Há lugares limpos para a montagem de cerca de 10 barracas. A Operadora Segredo, apoiando a iniciativa da trilha, deixou 10 barracas já montadas, gratuitamente, para quem não tivesse ou quisesse carregar uma. Há um interesse muito grande dos condutores e operadoras nesta trilha, pois representa uma grande oportunidade para eles, que podem oferecer um serviço bem mais interessante e valioso que uma guiada para os antigos atrativos do parque (Cariocas, Canions I e II e quedas d’água). Rio Preto diante do acampamento Coloquei a minha tenda Ligthwave ao lado de uma já montada, mais afastada. Fui fazer o nº 2 em um ponto afastado do rio e quando vesti novamente as calças notei uma lagarta de fogo (taturana) no tecido da perna da calça. Com ajuda de uma folha seca retirei-a. Sorte que na agachada ela ficou na calça e não fiquei ardido em uma região crítica. Algumas taturanas (família Lonomia) são venenosas e perigosas, podendo causar hemorragia e insuficiência renal. De noite não tive a mesma sorte na ida ao banheiro. Na roda do jantar senti algo na minha camisa, nas costas. Sem ver, passei a mão para tirar. Imediatamente senti uma forte queimadura nas costas da mão. Era uma outra taturana. Precisei tomar um analgésico para dormir melhor. A mão amanheceu um pouco inchada. Continua....
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