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  1. Compramos as passagens dia 20 de agosto para viajar dia 25 de setembro. Ou seja, praticamente um mês para organizar tudo. Mas como foi só um destino e apenas 10 dias, foi tempo suficiente. Pagamos R$ 3.650,00 (já com taxas e IOF de câmbio no cartão) nas duas passagens, de Guarulhos a Curaçao, direto no site da Copa Airlines. O seguro viagem, sempre contrato o da April Coris por meio da ClickTrip. Usei na Tailândia e fui muito bem atendida. Não deixe de cotar com eles (email da representante: [email protected]). Tivemos a falta de sorte de pegar a pior cotação do dólar. Assim que comprei as passagens, comecei a pesquisar e acompanhar especialistas. E vi que até a data do embarque, a previsão era de subir ainda mais. Não tínhamos escolha, compramos 1.500 dólares a 4,24. E tivemos alguns gastos no cartão. Embarcamos dia 25/09, à 1h30 da manhã, voo de 7 horas até a Cidade do Panamá, e outro de 2h até Curaçao. Chegamos ao meio-dia do horário local, que está a 1h a menos que no Brasil. Não gostei do avião. Era bem simples, apertado, minha tela interativa estava com o touch bem ruim.... como o voo foi de madrugada, serviram apenas bebida e um mini saquinho de chips ou cookies, igual da gol. E um pouco antes de pousar no Panamá serviram um lanchinho pequeno de peito de peru e queijo. Os valores estarão marcados com: U$ = dólar (1 real = 4,24) R$ = real Fl = Florim das Antilhas Neerlandesas (1 real = 2,20 florins) Primeiro dia – 25/09/18 Assim que desembarcamos, fomos procurar o balcão da Europcar para pegar nosso carro que alugamos a partir da RentalCars.com. Havíamos solicitado a retirada para as 13h. Então descobrimos que não há balcão da Europcar no aeroporto de Curaçao. Mas uma espécie de ponto de ônibus, no estacionamento, onde temos que sentar e esperar alguém da empresa nos buscar. Aguardamos uns 10 minutos e a van chegou. Fomos levamos ao escritório deles, que fica a poucos minutos do aeroporto. Lá, além do aluguel já cobrado em nosso cartão, soubemos que tínhamos que pagar por mais um seguro: ou eles bloqueariam 750 dólares de calção em nosso cartão, e em caso de qualquer dano que ocorresse, pequeno ou grande, seriam descontados... ou pagávamos mais 20 dólares por dia para ter tranquilidade. Claro que optamos pelos 20 dólares por dia, pois imagine só quebrar apenas um farol e ter que descontar os 750 dólares???? Ridículo.... ou seja, não indico a Europcar. Pegamos nosso Fox 1.0 automático e partimos conhecer o centrinho de Willemstad. Usamos o maps.me offline e funcionou muito bem. Lembrando que carro é imprescindível em Curaçao. Ponte Queen Juliana Fomos direto para a praça Wilhelmina, Whileminaplein. O estacionamento é pago e a máquina só aceita moedas locais. Então compramos um lanche no Subway rapidinho, pagamos em dólares e o troco foi dado em florins. Voltamos correndo pra máquina antes de levar multa! Pagamos para ficar 1h. O uso da máquina é bem intuitivo. A ponte pode se mover enquanto voce está nela, não tem problema!!!! é bacana!!!! Uma mini Holanda colorida!!!! Caminhamos até a ponte Quenn Emma, pegamos bem a hora que ela ia abrir para passar um barco!! Demos uma voltinha até o Riff Fort, olhamos a feirinha ali no começo de Otrobanda e já voltamos para a ponte. De volta à Punda, pegamos o carro e partimos para o mercado Centrum de Piscadera, pois era caminho para o apartamento que alugamos em Wespunt. Não queríamos demorar muito, pois nosso ap estava a 40km dali, e queríamos chegar ainda de dia. Compra feita, seguimos para o extremo oeste da ilha. Lembrando que não há mercado nem restaurante para aquelas bandas!!! Apenas algumas vendinhas que fecham cedo. Obs.: Como eu tinha visto que as melhores praias de Curaçao ficam em Westpunt, decidi que nos hospedaríamos metade da viagem lá, para poder aproveitar bem. Bom isso alugamos um apartamento e nos dispusemos a cozinhar em casa. Pela manhã, tomávamos um super café e preparávamos lanchinhos, snacks e bebidas na térmica para passar o dia na praia. Final do dia fazíamos janta. As carnes vermelhas que compramos no mercado estavam divinas.... também não comi frutos do mar e evitei comer fora porque estou grávida. Claro que alem das precauções por causa da gravidez, este é realmente nosso estilo de viagem!!!!! E foi tudo perfeito! Maridón master chef!!! Cerveja água aeroporto panamá - U$ 9,5 Aluguel carro – R$ 1.000 Seguro carro – U$ 100 Subway + coca – U$ 15 Estacionamento - 1 Fl Mercado Centrum - 125 Fl Nos Krusero Apartment – U$ 243 / 4 diárias Segundo dia – 26/09/18 Café tomado e lanches prontos, seguimos à primeira praia do dia que, a propósito, estava a apenas alguns passos de nosso apartamento... uns 100mt... Praia Kalki. O sol estava meio encoberto e, mesmo assim, já deu pra notar o que nos aguardava!!!! Que praia linda!!!! Sem falar que o snorkel ali foi sensacional... um verdadeiro aquário!! Passamos a manhã toda ali. Isso porque estava sem sol!!!! De lá, pegamos o carro e demos uma paradinha para conhecer a Praia Piskado, bonitinha, mas cheio de barcos de pescadores. Seguimos para o mirante da Praia Forti. Praia Forti Ao lado do mirante há um restaurante com uma vista dessas pra almoçar!! Não comemos ali, mas li em blogs que é bom. Então dirigimos mais 5km até a grande estrela de Curaçao: Kenepa Grandi. Do estacionamento, já avistamos o azul surreal daquele mar!!!! E olha que o dia ainda estava um pouco nublado! A linda Kenepa Grandi! Dava para avistar tartarugas! Como já era meio da tarde, passamos na Kenepa Chica, ao lado da Grandi, apenas para ver se era bacana, e tivemos a certeza que seria a primeira praia do dia seguinte!! Então voltamos para a “nossa” praia, a Kalki, para ver o por do sol.... uaaaaau!!!!! Um pelicano passou bem na hora da foto!!!! Água pequena em Kenepa Grandi – U$ 2 Terceiro dia – 27/09/18 Chegamos à kenepa Chica às 9h40. Só havia um casal além nós 2. Nem os meninos que cobram pelo aluguel das espreguiçadeiras estavam lá! (Custa U$ 3 só a cadeira, e U$ 15 duas cadeiras + guarda-sol). Coloquei a canga embaixo de uma árvore e fui admirar e fotografar aquele pequeno paraíso antes de cair na água! Fala sério!!!! Ficamos um bom tempo ali. Ótima para snorkel próximo às pedras. Depois pegamos o carro e 3km depois paramos na praia Jeremi. Tem um mirante lindo também. Meu marido fez snorkel e também gostou muito. Essa praia não é tão bonita a parte da areia, por ser mais escura e ter muitos restos de corais, mas o mar é igualmente magnífico, e estava bem vazia! Linda!!!!! Já devia ser umas 13h quando seguimos menos de 1km para a praia Lagun. É linda, bem pequena e tem uns 3 ou 4 hotéis próximos, então estava bem lotada. Apenas tiramos fotos e seguimos para Cas Abao (uns 15km de Lagun), uma das praias pagas de Curaçao. Há um pequeno trecho de estada de chão, tranquilo. Gente, que praia magníficaaaaaa!!! Uma piscina salgada gigante diante de nós!!!!! Praia azul piscina cristalina, de grande extensão, ótima para snorkel, e para quem gosta, estrutura com cadeiras para aluguel e restaurante. Mas eu me interessei mesmo pelo mar!!!!! Ficamos na praia até seu horário de fechamento (16h) Playa Lagun Cas Abao Como Cas Abao fica mais próxima do centro da ilha, resolvemos passar no mercado fazer mais uma comprinha, inclusive de protetor solar, porque levei apenas 1 pequeno pra não ter que despachar mala, já estava acabando... e eu sou a neurótica do protetor!!! Ainda mais grávida! Água 2l na vendinha – 2.50 Fl Cas abao – taxa por carro – U$ 6 Cerveja + refri - 12,50 Fl Mercado - 117,8 Fl Quarto dia – 28/09/18 O dia amanheceu lindo, ensolarado. Então partimos direto para Kenepa Grandi tirar mais fotos daquele mirante incrível e nadar naquele piscinão!!!!!! Pancinha de 6 meses!!!! O snorkel nessa praia não é muito bom. Então seguimos para nossa praia preferida em Curaçao: a Kenepa Chica!!! Nossa preferida!!!!! No meio da tarde eu estava bem cansada e decidimos voltar para o ap. Mas antes seguimos conhecer o lugar chamado Watamula, extremo da ilha, onde as ondas batem com força e formam buracos nas pedras... bem interessante!!! Curtimos um pouco a piscina da nossa pousada e fomos descansar. Meu pique de grávida estava já bem cansado!!!!! Nesse dia não houve gastos. Quinto dia – 29/09/18 Como era o dia do nosso check-out nesse ap, decidimos passar a manhã na praia do nosso quintal!!! A Kalki!! Estava uma linda manhã! Amiguinho! Após o almoço, com as tralhas no carro, pegamos estrada rumo ao novo ap, mais pro leste da ilha (46km no total). Pelo caminho, passamos conhecer a reserva dos Flamingos. Após os trâmites do check-in, fomos dar um rolê à pé na avenida próxima ao novo ap, onde havia uma espécie de piscina pública, uma pequena baía de águas calmas feita artificialmente, lotada de moradores, afinal era domingo!! Mas um pouco de caminhada e chegamos ao Mambo Beach Boulevard, complexo com restaurantes e lojas, alem de um beach club. Tomamos um sorvete, admiramos um pouco o local e voltamos pra casa já próximo ao entardecer. Nesse dia, resolvemos ir ver o centro e a ponte Queen Emma à noite. Aproveitamos para jantar no restaurante Iguana, na beira do canal que divide Punda e Otrobanda. Pedimos 2 pratos, um com frango empanado, salada e batatas, outro chamado churrasco, com carne vermelha, de porco, salmão e de frango, arroz e batata frita. Gente, foi um exagero! Muita comida para duas pessoas!!!! Estava uma delícia!!! Águas e sucos no mercado chino - 9,75 Fl Apartamento - U$ 170 – 3 diárias + taxa de limpeza Sorvete – 10 Fl Imã de geladeira – U$ 7 Jantar restaurante Iguana – U$ 53 Sexto dia – 30/09/18 Na noite anterior, perguntamos aos donos do apartamento (muito queridos, por sinal, Jamile e Sean), se conheciam alguém de confiança que tinha carro para alugar, pois hoje tínhamos que devolver o nosso Fox. Então o Sean nos passou o contato da Diane e, pelo whats, negociamos o carro dela por U$ 35 a diária. No contrato, em caso de danos, teríamos que pagar a franquia do seguro dela (U$250). Achamos um bom negócio. Também deixamos U$ 200 de calção. Pegamos o Fox e seguimos para a casa da Diane. Assinamos contrato, me apaixonei pelo carrinho azul da cor do caribe, e fomos devolver o Fox, Jander dirigindo ele, e eu dirigindo o Suzuki! No caminho, começou a cair maior chuvão, tempo fechou mesmo. Mas não desanimamos! Nossa carro era igualzinho esse!!!! Apaixonei!!!! Enchemos o tanque para a devolução, e partimos para a praia Porto Marie, uns 15 km da Europcar e uns 30 km do nosso ap. Aos pouco o tempo foi melhorando. A Porto Marie é praia privativa. Pagamos e fomos desfrutar daquele lugar delícia! O dia já estava bem mais lindo! Já devia ser meio dia. Paguei por uma espreguiçadeira e me joguei na preguiça!!!! Essa praia tem um ótimo restaurante, com som ao vivo. É bem badalada e foi o único lugar que encontramos muitos brasileiros. Não faz muito nosso estilo... mas um mar daqueles, bicho!!!!! No final da tarde, passamos no famoso Williwood comer um hambúrguer de carne de cabrito! Eu gostei bastante, mas é bem forte. Meu marido amou!!!! Detalhe para o letreiro ao fundo imitando Holywood! Europcar gasolina - 44,5 Fl Entradas e cadeira Porto Marie – U$ 9,5 Suco em Porto Marie - 7,5 Fl Hamburguer Williwood – U$ 21 Compra mercado Centrum - 128,18 Fl Sétimo dia – 01/10/18 Dia do tão esperado passeio para Klein Curaçao! Acordamos às 7h, tomamos um café, pegamos o carro sentido a Jan Thiel, onde fica o Zanzibar, beach club de onde sai o passeio. Assim que comprei as passagens de avião, já entrei no site da Blue Finn Charters e fiz as reservas do passeio para esse dia. O pagamento é feito em cartão ou dinheiro no dia do passeio. Escolhi a Blue Finn por recomendação, principalmente, do blog de viagens Juju na trip (@jujunatrip), e foi a melhor coisa que fiz!! Realmente o melhor barco e almoço é o deles. A única coisa que eles não têm, e a concorrente Mermaid tem, é estrutura na praia. A blue Finn tem quiosques pra esconder do sol. A Mermaid tem tipo um restaurante com banheiro. Mas garanto pra você que não compensa, porque o mar é tão incrível que você vai querer ficar nele, e o almoço no barco da blue Finn é tão bom que vale a pena só por isso!!! Na foto não parece, mas é grande! Na viagem de ida, eles servem bebidas não alcoólicas e frutas. A navegação é contra ondas e vento. Se prepare!!! Tome um remédio pra enjoo!! 3 pessoas passaram mal. Eu tomei um bromoprida, que minha obstetra liberou, e fiquei muito bem. Após 2h de viagem, chegamos à ilha paradisíaca!!!! Acho que era umas 10h20 da manhã Que azul é aquele!??!!?!?!?!?!? Sur-re-al! Não recomendo usar essa rede na viagem de ida!! Mas na de volta, corra para garantir seu colchonete e curtir muito!!!! Conforme o sol ou a câmera, a cor da água muda! essa foi com a gopro! SUR-RE-AL!!!!!!!!!!!!!!!!!! rolê pela ilha... Ao meio dia e meia, eles tocam a sirene do barco para avisar que o almoço estava servido. Voltamos nadando pro barco e ficamos surpresos com o Buffet de churrasco: lingüiça tipo alemã, carne vermelha muito macia, coxas de frango super bem temperadas, costelinhas de porco bbq, penne ao pesto, arroz temperado, salada e creme de amendoim. Além de cerveja Amstel e coquetéis open bar!!!! Em pleno mar do caribe!!!! Ai ai... nessas horas que dá vontade de ser rico!!! Hihihihihi..... Após almoço, voltamos para a praia, muitas fotos, muitas caras de “que mar é esse?!” Vimos duas tartarugas aqui, filmamos com a gopro! Minha filhota curtiu muito!!!!! Hipnotizada com essa água!!! Às 15h tínhamos que estar de volta ao barco para o retorno. A volta é uma delícia, pois vamos a favor da maré e do vento, tanto que eles desligam o motor e içam a vela do catamarã.... happy hour liberada por 2h!!!! muita música e boa energia!!!! Chegamos só o pó da gaita em casa. No dia seguinte, faríamos check-out para passar os dois últimos dias no hotel The Royal Sea Aquarium, para descansar e curtir mais conforto. Porém, 2 dias antes eu vi no email que minha reserva havia sido cancelada no booking, porque foi feita no cartão do meu marido, ou seja, nome do cartão diferente do nome da reserva. O quarto continuava livre pelo mesmo valor. Mas estávamos tão cansados e com preguiça de mais um check-out que negociamos com o Sean para ficar no ap mesmo. Deu tudo certo e ainda economizamos bastante!!! Hehe... apesar de não ter mordomia de resort! Passeio Klein Curaçao - U$ 109 por pessoa com tudo incluso. + 2 pernoites no ap – U$ 100 Oitavo dia – 02/10/18 Último dia com o carro. O que vamos fazer???? Voltar lá pra nossa preferida! Kenepa Chica!!!! Antes, passamos conhecer a Kokomo Beach. Só tiramos umas fotos maravilhosas e partimos pra preferida. kkkkkkkkkkkk Mais pro book de gestante!! hehehehe Um mar desse só pra mim. bicho!!!!! Kenepa Chica Boiando barrigão com minha mini boia! Água batendo no peito e dava pra ver meu esmalte do pé!!!!!!! Após muito snorkel, nos despedimos desse lugar maravilhoso e resolvemos voltar pra casa. O corpo já estava bem cansado de sol e praia!! Tomamos banho, fomos encher o tanque do carro e devolver já no início da noite. Levamos o carro à casa da Diane e ela nos trouxe de volta. Uma querida!!! Combustível - 30,50 Fl Pão, água e biscoito – U$ 8 Aluguel carro 3 dias - U$ 105 Nono dia – 03/10/18 Acordamos mais tarde, sem carro, sem pressa, sem rumo! Fizemos aqueles ovos mexidos necessários da manhã...hehehe... demos uma olhada nas chatices de eleições presidenciais e guerras declaradas no facebook.... kkkkkkkkkk... e partimos conhecer o Sea Aquarium de Curaçao. Eu não curto ver bicho prezo, mas entendo a importância da preservação e estudo... e eu estava louca pra ver golfinhos, confesso!!! Fiquei animada quando vi que eles ficam na água do mar mesmo... com direito a comer peixes a hora que querem... enfim.... sem os golfinhos, o aquário só vale a pena pra criança e pra quem não gosta de snorkel ou mergulho com cilindro. Saí fedendo peixe! Na volta, passamos no Mambo Beach comprar o licor Curaçao blue para um amigo que pediu, dar uma descansada nas pernas de grávida e continuar a caminhadinha até o ap. Começamos a organizar as malas para o check-out da manhã seguinte, depois fizemos uma jantinha delícia e capotamos!!!! Entrada Sea aquarium – U$ 21/pessoa Sorvetes e água – U$ 6,25 Curaçao Blue menor – U$ 9,5 Décimo dia – 04/10/18 Dia de dar tchau, e também dia do meu aniversário de 35 anos!!! Acordei muito feliz e grata a Deus por me conceder a oportunidade de estar ao lado do grande amor da minha vida (há 16 anos), pai da filha que esperamos, em mais uma viagem perfeita juntos! Pode haver aniversário melhor?!!?!?!? A mãe do Sean, uma senhora muito querida e fofa, nos levou ao aeroporto. Tchau Curaçao! Tchau Caribe!!!! Foi bom demais!!!! Transfer aeroporto – 35 Fl Refri e água aeroporto – U$ 7,25 Curaçao Blue maior – U$ 21,50
  2. Bike Trip Amsterdam Antuérpia Quis publicar essa experiência porque quando pensei em fazer essa viagem encontrei pouca informação a respeito. Então pensei que poderia ser útil para outros viajantes. Fiz a viagem em set/2017. Todos os valores estão em euros. Criei um blog onde coloquei esse mesmo relato com as fotos da viagem. Pra quem quiser conferir o endereço é: https://biodaltro.wixsite.com/merggulho O começo Essa é minha terceira visita a Amsterdam. Estar num lugar da Europa sempre sugere conhecer os arredores, tudo tão perto e tão acessível. Mas, até aqui, isso não tinha sido possível. Nessa temporada vim mais determinado. Imaginei uma viagem de bicicleta depois de pedalar a primeira vez pelas ruas de Amsterdam. A estrutura pro uso de bicicletas aqui é fantástica, revolucionária, instigante, e entrei de verdade no clima, e no espirito da cidade, somente depois desse dia. Uma onda, a melhor onda de Amsterdam. Tive a certeza de querer viajar pedalando depois que fui mais longe um pouco, e senti uma sensação de liberdade que só havia sentido antes nas caminhadas que faço. Ciclovias intermináveis. Primeiro busquei um site de viagens, que oferecia roteiro, bike, hospedagem, transporte da bagagem. 7 dias de Amsterdam a Bruges, por 800 euros. Considerei, mas pacotes não são bem meu estilo. Então aproveitei apenas o roteiro. Passei a imaginar a viagem seguindo o mesmo roteiro, mas alugando uma bike em Amsterdam, e reservando os locais para pernoitar por minha conta. Encontrei muitas opções, e o custo caiu. Alugar uma bicicleta para circular por Amsterdam e conhecer a cidade é muito fácil, você esbarra nas opções por todo lado. Mas alugar para uma viagem não é tão comum, nem tão mais barato como eu imaginava. Então comecei a pensar em comprar uma bike de segunda mão. Muitas pessoas daqui me sugeriram isso. Aqui eles tem um tipo de eBay holandês - www.markplaats.nl. Foi a indicação que me deram. Encontrei muitas bicicletas boas e baratas. Tive que garimpar, em holandês, usando um tradutor. 2 dias antes - segunda - 04/set - Amsterdam Depois de muito olhar comecei a separar as bicicletas que eu mais gostava, e foi assim que cheguei na loja Fietshokje, em Haarlem, que fica a mais de 20 km de Amsterdam. Fui de ônibus, em meia hora, viagem super tranquila e bonita. Na loja encontrei muitas bikes, de todos os tipos, preços e estados de conservação. Olhei, olhei e escolhi. Não foi tão barata como eu esperava, mas tinha cara de nova. Saí de Haarlem rumo a Amsterdam já pedalando. Emocionante essa possibilidade. Abri o mapa no celular e segui. O tempo todo andei por ciclovias. Atravessei lugares lindos, com muita vontade de sentar na varanda de um bar, tomar uma cerveja e curtir esse momento mágico. Mas decidi comemorar pedalando. A ciclovia acompanha as auto estradas, mas à distância. Geralmente você pedala bem próximo aos canais, em meio à vegetação. 1 dia antes - terça - 05/set Amsterdam Como ja tinha planejado viajar por aqui, e acabava não rolando, dessa vez defini uma data, pra tentar fazer as coisas acontecerem. Bom, essa data era ontem, e já estou 2 dias atrasado. Mas contou aí a inexperiência, e a falta de intimidade com a cidade. Depois que comprei a bike, e comecei a pedalar, vi que coisas essenciais estavam faltando. De cara uma corrente contra roubo e uma campainha. Apesar de ser o lugar que é, Amsterdam tem um índice altíssimo de roubo de bicicletas. Numa das lojas que entrei, deixei a bicicleta sem tranca na porta e entrei pra me informar. O atendente se virou e disse: “Senhor, nunca, nunca, nunca, deixe sua bicicleta sem segurança na rua.” Uma campainha também é essencial quando o trânsito de bicicletas e pessoas é mais intenso. Evita freadas, e mesmo acidentes. O uso do GPS é fundamental. Não consigo me imaginar chegando a algum lugar por aqui sem o GPS, principalmente pedalando. Na volta de Haarlem parei mais de 30 vezes, tirava o celular da mochila, e conferia a rota. Logo percebi que um suporte pro celular no guidom ajudaria muito, e esse foi o terceiro acessório. Nesse mesmo percurso usei uma mochila leve e pequena, bem mais leve e menor do que a que preciso levar na viagem. Então, um bagageiro, e uma pequena caixa plástica presa nele foram a alternativa para encaixar a mochila, e livrar o peso e o calor nas costas, quarto e quinto acessórios. Uma bomba para encher os pneus foi o última e clássica aquisição. A bike estava pronta, ficou um espetáculo. Partida certa no dia 6/set, destino Gouda, a terra dos queijos. Mas ja sei que lá tem muito mais que isso. loja: Fietshokje bicicleta - 150,00 loja: Het Zwarte corrente - 55,00 loja: Tromm mao de obra - 15,00 protetor e suporte pro celular - 29,95 bagageiro - 35,95 caixa plastica 25L - 19,95 bomba - 11,49 extensor - 7,95 total - 325,29 Dia 1 - quarta - 06/set - Amsterdam - Gouda (57,5 km) Dei uma ultima reorganizada na mochila, tirei algumas coisas, coloquei outras, tentando conciliar peso com funcionalidade. Achei que ficou mais adequada, mas essa impressão vem realmente durante a viagem. De manhã o tempo estava nublado, bem nublado. Não muito frio. Vesti uma camiseta sintética de manga curta, e coloquei a mochila dentro de um saco (não trouxe a capa), e dentro da caixa. A caixa plástica acoplada ao bagageiro foi uma ótima solução pra transportar a bagagem, e no final do dia vi como viajar com a mochila nas costas teria me destruído. Iniciei a viagem às 10:00. Com uns 5 minutos de pedalada a chuva começou. Me abriguei, troquei a camisa pela de manga comprida, e protegi melhor a mochila. Esse foi tempo suficiente pra chuva parar, e retomei o caminho. Não me impressiono mais com a chuva por aqui, porque ela é bem passageira. O GPS tem sido fundamental pra conseguir me deslocar a longas distancias por aqui. Além de tudo plano, sem meus tradicionais pontos de referencia - montanhas, e canais parecidos por todos os lados, as ciclovias em muitos trechos tem mão única. Então, se você erra um caminho, não pode simplesmente dar meia volta e retornar ao ponto certo. Tem que fazer um retorno, como se estivesse dirigindo um carro. Mas não foi difícil sair de Amsterdam. Os visuais ainda dentro da cidade já são incríveis. A principio pareceu que uma bicicleta com 6 marchas seria um exagero, num lugar plano como a Holanda, mas o grande adversário por aqui é o vento. Nas retas descampadas senti a pressão, mesmo não sendo a época de ventos fortes. Tive que me adaptar também a pedalar com o volume e o peso da mochila, principalmente nas paradas e nos trechos com vento mais forte. Em Gouwsluis tive bastante dificuldade de seguir em frente. O GPS me conduziu pra uma rota em que a ciclovia estava interditada. Eu tinha atravessado um rio, e percorrido uma boa distancia pela margem direita, quando encontrei a interdição. De um lado, o rio, do outro, campos cultivados a perder de vista. Pedi orientação a uma pessoa que estava por ali, que me disse pra retornar, atravessar o rio e seguir pela ciclovia do outro lado. Mas já imaginava que isso não seria tão simples, porque observei do outro lado uma espécie de porto fluvial, com muitos containrs depositados. Retornei, atravessei o rio, e fiquei bastante tempo tentando encontrar o caminho. Refiz a rota algumas vezes no aplicativo. Mas apesar de estar na outra margem ele não alterava o itinerário, me direcionava pro mesmo trecho interditado, e girava como uma bússola doida quando eu não seguia na direção indicada. Na loja de acessórios para bicicleta vi uma pequena bússola que se adapta ao guidom, e me arrependo de não ter comprado. Finalmente encontrei alguém para pedir informação - era um lugar bem deserto de pessoas andando, e consegui encontrar a saida. Imagino que gastei cerca de uma hora nessa confusão. Passei a pedalar ao lado de um largo canal, ou rio, por onde circulavam grandes balsas transportando carga. Vi quea interdição do outro lado se tratava de uma manutenção na contenção das bordas. Ali eu já estava transitando pelos “paises baixos”, com a noção do rio fluindo acima da terra. Mais adiante, quando margeava alguns canais menores, o desnível entre o espelho d’água e os campos onde o gado pastava era maior ainda, talvez mais de uns 2 metros. Ainda me perdi mais algumas vezes. Num determinado ponto o GPS me indicava pra virar numa direção onde não havia como atravessar uma rodovia bem movimentada, sem acostamento, faixa para pedestres, nada. Noutro, ele me jogou mesmo pra rodovia. De repente me vi pedalando ao lado de carros e caminhões em alta velocidade. Não havia acostamento, e as buzinadas sucessivas me convenceram a entrar pro mato ao lado da estrada, descer da bicicleta, e voltar empurrando, pelo mato. Depois que sai da estrada ainda fiquei em idas e vindas sucessivas, com o GPS rodando doidão, até achar a direção correta. Nesse ponto devo ter gastado também mais uma hora. As rotas equivocadas e o esforço pra encontrar o caminho certo me cansaram mais que a pedalada em si. Olhava pra previsão de chegada do navegador, e contava os minutos pra chegar. Mais pelo êxito do que pelo descanso. Faltavam cerca de 15 minutos, ou até menos um pouco, quando a bateria do celular acabou. Por sorte trouxe uma bateria auxiliar. Ela carrega o celular, mas não o faz funcionar imediatamente. Precisei aguardar algum tempo ate que houvesse carga suficiente pra religar o navegador. Esse foi o último contratempo, e então finalmente cheguei, com 5 horas e meia de percurso, 3 horas a mais do que o inicialmente previsto. O hotel é muito bom, Campanile Hotel, melhor do que eu realmente precisava, mas foi basicamente a única opção, pelo preço e localização. Ainda assim eu estava ha 3,5 km do centro. Tomei um banho, ocupei o espaço, e aproveitei a estrutura pra lavar algumas roupas usadas no dia. E saí rumo ao centro, a pé. Não queria continuar pedalando, na essência sou um andarilho. Mas, os 3,5 km de ida, mais a volta, mais o reconhecimento do centro de Gouda, me consumiram bastante energia, a que tinha me sobrado, porque não cheguei tão cansado da pedalada, como cheguei da caminhada. O centro de Gouda me surpreendeu. O caminho até lá era bem convencional, menos atraente do que a região residencial de Amsterdam. Mas o centro, bem restrito a uma pequena área, possui muitas construções antigas, canais, pontes, pequenas vielas, tudo num clima muito pitoresco. Cheguei no final da tarde, por volta das 17:00. As ruas estavam bem vazias e tranquilas, o que dava a paisagem um ar ainda mais intimista. Muitos estabelecimentos ja estavam fechados. Infelizmente ja estava bem cansado, ansioso por voltar ao hotel e recuperar minhas energias, e não desfrutei da visita ao centro de Gouda como gostaria. O caminho de volta foi bem mais interessante. Percorri espaços muito bonitos, bucólicos. Pequenos canais, muita vegetação, e construções integradas a natureza. Tive a sensação de estar o tempo todo andando por um bosque habitado, com trilhas que exigem ser um local para não se perder. Ou um GPS. Cheguei de volta ao hotel depois das 20:00, e logo fui dormir. Hotel (Campanile) - 72,00 imposto - 1,51 Cafe da manha - 11,50 mercado (suco de laranja, vinho, queijo, pão) - 8,50 Dia 2 - quinta - 07/set - Gouda - Dordrecht - 40km O dia começou bem. Briguei um pouco à noite com o edredom - estranhamente não havia lençol de cobrir na cama, e o barulho da estrada em frente pareceu durar a noite inteira. Mas levantei refeito, cedo, e fui pro café da manhã, que valeu super a pena. Cappuccino, café expresso, suco de laranja, vitamina de frutas, frutas picadas com iogurte, salame, peito de peru fatiado, sucrilhos com leite, croissant, pão preto, pão de ciabata, queijo. Aproveitei pra, sem pressa de comer, ir escrevendo sobre o dia de ontem, e a comida me inspirou. Subi pro quarto por volta das 09:30, e consultei a previsão do tempo. Chuva prevista para as 14:00. Tempo de viagem até Dordrecht, 2 horas. Mas esse não é o tempo que estou gastando, como comprovei ontem, e novamente hoje. Ainda custei a sair, e as rodas da bike só começaram a girar mesmo às 10:55. Até agora me pergunto como demorei tanto pra sair. A saída de Gouda foi tranquila, e logo estava atravessando um vasto campo de pastos, cortado por muitos canais pequenos, com vacas, ovelhas, cavalos, patos, marrecos, gansos, cisnes, frangos d’água, e muitos pássaros. Um percurso silencioso e bucólico. No mapa, uma reta de mais de 6 km. Tentei não parar muito pra fotografar, e priorizar completar o caminho num tempo menor, preocupado com a previsão de chuva. Essa é uma região agrícola. Fazendas, talvez sítios na nossa concepção, com holandeses trabalhando no trato da terra e dos animais. Pareciam proprietários, colocando “a mão na massa”. Passei por casas à beira do caminho. A região é repleta de água, e os moradores exploram as condições naturais do local. Todas as casa utilizam os canais na decoração, com plantas, enfeites, estátuas de animais - patos, gansos, porcos. Transmitem felicidade, cuidado, bom gosto. Parecem viver em cartões postais, mas com simplicidade. Passei por uma casa em construção, e tive que parar. Me pareceu um lego gigante. Algumas partes já estavam montadas. Empilhadas ao lado, outras peças aguardavam para ser encaixadas. Dois homens trabalhando, e um contêiner que parecia funcionar como alojamento. Nenhum dos trabalhadores falava inglês, e não pude saber mais sobre o trabalho. Tudo ia bem, e eu seguia pedalando, até me deparar com outro trecho de ciclovia interditado. Naquele labirinto de campos, canais e caminhos, o aplicativo traçou uma nova rota, que eu comecei a seguir. Num determinado ponto, bem mais a frente, a pane começou. A rota sumiu, meu posicionamento foi lá pro outro lado da Holanda, e eu comecei a encerrar e reiniciar o aplicativo. E ia pra um lado, e voltava, e pegava outra direção, e nada. Por fim escolhi uma direção e segui. Bem mais a frente cheguei a uma rodovia, e um senhor que não sabia me informar o caminho, me indicou a direção onde ficava Dordrecht. No caminho eu deveria atravessar um rio, de balsa, e poderia me informar melhor. E foi o caminho que segui. Um pouco depois o aplicativo resolveu cooperar, e facilmente cheguei a Lekkerkerk, onde atravessei de barco o rio Lek. Me sentia feliz, achando que o destino estava certo e garantido, mas levei nova rasteira. Logo depois de começar a pedalar na outra margem, aplicativo doidão, me abandonou. Mesma situação, indicações desconexas, e uma vastidão deserta de pessoas. Encontrei um rapaz, numa fazenda, que mal falava inglês, mas conseguiu me apontar pra que lado seguir. E mais uma vez segui uma certa intuição, sei lá, talvez um pouco de bom senso também, e consegui sair daquele “branco no mapa”. Um pouco mais a frente o aplicativo voltou a cooperar, mas agora também a bateria do celular começou a jogar no time adversário. Faltava pouco, uns 10 km. Busquei todos os recursos que conseguia imaginar, placas, intuição, bom senso, e quando encontrava alguém, pedia informação. Boa prática de colocar a timidez de lado, e o pouco inglês que tenho pra fora. Finalmente cheguei em frente ao Bastion Hotel, novamente o melhor preço/localização, e novamente bem acima do que pretendia. Mas, avistar o hotel não encerrava essa jornada do dia. Ele estava do outro lado de uma rodovia muito movimentada, e como mencionei anteriormente, se eu estava de bicicleta precisava chegar até ele por uma ciclovia. Isso nem sempre é simples. E não foi. Primeiro tentei atravessar a avenida, e para isso precisei fazer uma grande volta, que me levou a um parque, que estava entre mim e o hotel, muito perto, quase podia tocá-lo, mas não foi possível chegar nele. Entre nós apareceu uma ferrovia, e depois um canal, e nenhuma passagem pro outro lado, que cada vez ia ficando mais distante. Volto a lembrar que aqui, se você está de bicicleta, não pode traçar uma reta de onde você está até onde quer chegar, e ir. As pessoas atravessam as ruas nas faixas. Não se atravessa uma linha de trem fora da passagem de nível, muito menos se estiver de bike. Então, tive que voltar um grande trecho que já havia percorrido, uma volta de 360 graus, pra chegar ao hotel que estava ao meu lado. Mas estou aprendendo. O hotel é, mais uma vez, muito mais do que eu esperava ou precisava. Mas foi o que se apresentou. Minha prática de ir decidindo e reservando conforme a viagem vai fluindo, está saindo cara aqui, e já estou tentando fazer diferente. Novamente, cheguei no hotel, ocupei o espaço, tomei um banho, e saí. Dordrecht é uma das cidades mais antigas da Holanda, e a parte mais antiga da cidade, um pequeno centro, possui mais de 1000 edificações históricas. Foi o que eu li, e estava doido pra ver de perto. Dessa vez não estava tão cansado, e mais perto do centro, 2,5 km. O caminho repetiu o que vi em Gouda, uma cidade mais moderna e convencional nos arredores, mas não sem suas peculiaridades, que vai ficando mais encantadora conforme vai-se aproximando do centro. Pelo pouco que conheci até agora da Holanda, me arriscaria dizer que há características comuns em todos os lugares por onde passei. Tranquilidade e proximidade com a natureza, bicicletas e aparência saudável das pessoas, seriam as primeiras. Parques, muitos parques por todos os lados, e pessoas desfrutando deles de uma forma que parece ser bem cotidiana. Também chama minha atenção o cuidado e o prazer no trato dos jardins, que não me parece algo estético, voltado pra quem vai ver de fora, mas um envolvimento do morador com o espaço em que ele vive. Bom, tudo isso vai me ocorrendo ao longo do caminho. A paisagem é instigante. Viagens, culturas, habitats, variações que vão agitando os pensamentos. O centro de Dordrecht tem muitos canais, e tive a sensação de uma viagem no tempo. As fotos falam melhor. Tive vontade de circular por todos os lugares, e entrar em cada beco, cada passagem estreita, através de prédios. Parei pra tomar uma cerveja, em frente a um canal, do lado de fora - a temperatura está bem agradável, e acho que estou aclimatado. Presenciei uma cena bastante comum por aqui. Alarme soando, cancelas baixando, trânsito parando, e a ponte sendo elevada para um barco seguir pelo canal. Voltando pro hotel, quando já estava escurecendo, passei em frente a um clube de escalada magnifico, envidraçado, paredes equivalentes a uns 4 andares de altura, instigante. Mais um dia de aventuras e emoções. travessia de barco - 0,90 hospedagem no Bastion - 84,00 cerveja (2) - 8,00 mercado (suco de laranja e pacote de cookies) - 3,50 café da manha - 14,00 Dia 3 - sexta - 08/set - Dordrecht - Willemstad - 33km 07:00 - O dia amanheceu horrível, tempo bem fechado, bastante vento, e chuva. A previsão não desmente isso, e também não acena com melhora antes do meio dia. O café da manha se repetiu uma boa escolha como a de ontem. Muitas opções, que me fizeram ficar bastante satisfeito pra encarar a jornada de hoje. 08:30 - o tempo melhorou um pouco. Da janela do salão do café vejo muitas bicicletas seguindo seus destinos, apesar do tempo ruim. 09:30, e o tempo piorou novamente. Chove e venta. Já vou considerando a possibilidade de pedalar desse jeito mesmo. Adversidades. 10:50 - A previsão indica tempo com chuva pra todo o dia. O período mais favorável é de agora até as 14:00. Então estou indo. Esperei bastante por um erro na previsão do tempo, mas ela está certa. A chuva melhora e piora, e de dentro do hotel parece estar ventando bastante. Enquanto saía, um grupo de umas 4 pessoas, com idades em torno dos 65 anos, parecia estar chegando. Um carro trazia bicicletas no bagageiro. Ficaram me olhando, enquanto me preparava para sair na chuva. Me pareceu que aquelas bicicletas não desceriam do bagageiro. Parti às 10:55. Mochila bem ensacada, vesti o anorak com capuz, e fui. Hoje pedalei direto, do início ao fim, sem nenhuma parada. Os adversários do dia foram a chuva e o vento, que atacaram o tempo todo, variando apenas a intensidade e a combinação dos dois. Exceto por um pequeno trecho no início, passei quase o tempo todo por áreas industriais, muitas empresas e galpões imensos. Vi muitos trens, de passageiros e de carga. Trens de carga circulando pra todo lado são um indício de desenvolvimento. O navegador não falhou hoje. Talvez uma trégua por conta da chuva e vento. Realmente não sei como seria se ocorresse uma pane daquelas dos outros dias. Mesmo assim, hoje foi um dia de desafio. Não que eu me sentisse desafiando a natureza, destemido contra a chuva e o vento. Pelo contrário, me senti entrando em contato com ela, e tentando me adequar. Levei 3 horas pra completar o percurso, e cheguei bem molhado. O terceiro hotel, Het Wapen van Willemstad, não fugiu à regra. É igualmente bem acima das minhas expectativas, de preço e padrão, e mesmo assim a melhor opção que se apresentava. Cheguei, lavei as roupas que estavam molhadas, e aproveite o aquecedor do quarto pra secar. 16:00 - O tempo piorou, chove mais do que quando cheguei, impossível de sair para conhecer a cidade. Tentei, mas me molhei, e só consegui duas ou três fotos sem que a lente da câmera ficasse respingada. O hotel é também restaurante, que está bastante cheio, em sua maioria pessoas da terceira idade, europeus aparentemente. Agora, um novo grupo, de umas 30 pessoas, muitos falantes, começou a ocupar os lugares de dentro do restaurante. A varanda já está cheia. Estão animados. São muitas risadas. A chuva me desanimou bastante. Pedalei todo o percurso na chuva, cheguei bem molhado, e continua chovendo. A cidade é pequena, muitas casas, poucas opções. Depois de comer, tomar uma cerveja, e escrever um pouco, voltei pro quarto. A animação das outras mesas não estava me contagiando. Pelo contrario, muitas vezes nessas situações me sinto ainda mais solitário. Momentos. Um dia de chuva como esse não estava nos meus planos. Fui dormir cedo. Poucos registros fotográficos nesse dia. hotel (Het Wapen) - 81,50 imposto - 1,20 almoço (ravioli) - 12,50 cerveja - 2,50 supermercado (pão, peito de peru, vinho) - 4,50 Dia 4 - sábado - 09/set - Willemstad - Hoogerheide - 37km Mudança de rumo. Meu roteiro, e paradas, foram ficando incompatíveis com meu bolso, ou com o que estou disposto a gastar nessa pedalada. Então, minha próxima parada foi definida pelo preço da hospedagem que consegui, e por isso retracei a rota, e estou indo para Hoogerheide. Isso não me surpreende. É mais ou menos como funcionam minhas viagens. Escolho um objetivo, uma direção, e eles vão se alterando conforme vou seguindo. Vou tentando perceber, e me orientar pelos sinais. É o que mais gosto nessas aventuras, e o que mais me surpreende. Mexe com minha cabeça, e muitas vezes só faz sentido mais na frente. Em Willemstad continua a chover, e a previsão é de continuar chovendo. Estou ansioso por deixar esse lugar, que era o que mais queria conhecer. Um pouco depois do café da manhã, que hoje foi bem reduzido, comecei a arrumar minha mochila. Quando olhei pela janela, o céu começava a ficar azul, e o sol aparecia. Com tudo arrumado, saí pra tentar as fotos que não consegui tirar ontem. A cidade é bem pequena, e logo registrei o que eu queria. Já estava realmente querendo partir. Encontrei nos fundos do hotel algumas ruínas, e descobri que se tratava de uma fortaleza ao redor do que hoje é a cidade, construída para defesa contra as invasões napoleônicas. História. A cidade é ilhada por um canal. Isso fica bem visível no mapa. Saí às 10:30 - o sino da igreja tocou, com céu bem aberto, não completamente, e sol. Estava gostoso pedalar. Mas isso não durou muito. Ainda resisti aos primeiro pingos, que foram aumentando, mas o céu bem carregado não deixava eu me iludir. Parei, ensaquei a mochila, coloquei e ajustei o anorak, e continuei. E continuei bem tranquilo, mais do que ontem, acho que mais preparado. Pedalei mais devagar, e então não suei tanto dentro do agasalho. Também percebi que estava olhando mais pra paisagem, e menos pro navegador. Estava mais relaxado, mesmo com a chuva. Depois de uma hora de pedalada a chuva parou. Ainda continuei com a mochila protegida, e com o anorak vestido. Por fim estava tudo seco, até mesmo o tênis, e faltavam poucos quilômetros. Tudo perfeito. Cheguei a parar para umas fotos em Steenbergen. Quase no final do percurso nuvens cinzentas surgiram de repente. Talvez já estivessem por ali, e eu me distraí. Mas, mesmo depois de vê-las, tentei não considerar. Então, como segundo aviso vieram as trovoadas. Olhei pro navegador, faltavam pouco mais de 10 km, uns 10 minutos. Pensei em procurar um abrigo, algo raro por aqui. Surgiu um galpão aberto, um pouco afastado da ciclovia, com pessoas por perto. Mas preferi apostar nas pernas e na velocidade. E perdi. Um temporal despencou, a menos de 2 km do hotel. E eu, que já estava completamente seco, fiquei completamente molhado novamente. Cheguei no hotel às 13:20. Simpatizei de cara com o hotel, Tasty World, e com a localização. O preço do quarto, e do café da manhã influenciaram. Mas não foi só isso. Depois de tomar um banho, e colocar minhas coisas pra secar, saí pra comprar um lanche. Em frente ao hotel tem um Albert Heijn, o mesmo supermercado de Amsterdam, muito bom. Comprei pão, presunto e suco de laranja. Voltei pro quarto pra comer. Depois, saí pra conhecer a cidade, hoje de bicicleta, e foi um prazer guiar sem peso. A cidade tem cerca de 3 km de uma ponta a outra, é bem pequena. Circulei um pouco, e escolhi um bar pra tomar uma cerveja, sentado sob o sol. Aproveitei pra escrever um pouco. O contexto é inspirador. Quando cheguei de volta ao hotel, que é restaurante também, estava lotado. O restaurante é bem grande, e deviam ter mais de 100 pessoas, num clima bem animado. Pedi um café, sentei num canto, e mais estórias. O sol devolveu meu ânimo, e a viagem segue. Já não é mais a viagem planejada, adquiriu contornos próprios, e os próximos quilômetros ainda são uma surpresa. Os canais estão abertos, e “la nave va". Decidi ficar mais um dia aqui, explorar os arredores, descansar, e decidir pra onde seguir. Bruges deve sair do roteiro. E a volta deve ser de trem. Mas nada é certo enquanto não é passado. Já estou gostando de pedalar na chuva. Isso é muito engraçado. Tasty World - 45,00 cafe da manha - 8,5 imposto - 1,50 mercado (pão, suco de laranja, peito de peru) - 5,00 2 cervejas - 5,80 2 cafés - cortesia Dia 5 - domingo - 10/set - Hoogerheide - 40 km Dormi a melhor noite desde que comecei a pedalar. Acordei cedo e tomei um super ontbijt (café da manhã). O dia estava lindo, sol, céu completamente azul. Fui conhecer uma vila que fica às margens do rio Escalda, o rio por onde os barcos chegam a Antuérpia. O nome da vila é Bath. Demorei um pouco a sair, 11:00, comendo muito. A ida à Bath foi fácil. Um caminho por entre fazendas. Campos extensos, com plantações e criações, geralmente de ovelhas. E aquelas casas que se tem vontade de morar. Pedalar sem peso foi muito bom. Levei uma hora pra chegar. No caminho muitas bicicletas, indo e vindo, algumas bem velozes. Fui encontrando pelo caminho cataventos gigantescos, geradores de energia. Temos muitos deles no nordeste. Aqui parecem mais integrados a paisagem. A vila de Bath é muito simples e pequena, não muito diferente do que tenho visto nas cidades por onde tenho passado, e não me demorei muito. Um quadro tipo de avisos, na cidade, exibia, dentre os anúncios, um jornal antigo com a foto de um cargueiro chinês que encalhou em frente a vila em 14/jul/2017, e atraiu muitos curiosos. Por pouco não vi. Dali continuei pedalando ao longo do rio na direção da fronteira com a Bélgica, que estava a menos de 5 km. A paisagem no horizonte era bem industrial. Encontrei um ponto de bombeamento da água de um canal pro mar. Pude perceber nitidamente a diferença de nível, o canal abaixo do nível do mar. No mar, a água despejada formava uma grande correnteza. E assim eles mantêm a Holanda abaixo do nível do mar. Coisas legais da engenhosidade humana. Não voltei pelo mesmo caminho. Segui por um canal, e conseguia ver mais à frente a ponte por onde tinha atravessado esse mesmo canal na ida. Quando cheguei em baixo da ponte não havia caminho para subir, apenas uma rampa não muito extensa, com um capim baixo. Teria que retornar um grande trecho pra fazer o caminho convencional. Não foi pela pressa, nem pelo cansaço, mas tracei uma reta rampa acima, e subi pelo meio do capim, me sentindo um pouco selvagem, e um pouco coerente. O dia estava legal. As vezes mais frio, as vezes o vento mais forte, nenhum peso no bagageiro. Tudo isso era um presente, depois das últimas pedaladas com chuva. A vida aqui parece ser tranquila e simples, e eu podia sentir isso. No caminho passei por um casal. Deviam ter uns 70 anos, ele pedalando, ela na cadeira motorizada. Iam na mesma direção que eu, e logo os ultrapassei. Bem mais na frente, e bem depois, eu os encontrei no supermercado. Tinham ido fazer compras, no modo holandês de ser. Comprei algumas coisas pra comer, e lanchei no quarto. Acabei dormindo um pouco. No hotel me falaram de uma floresta na saída sul da cidade, e fui lá pra conferir, no final da tarde. É uma grande área de mata que se estende além da fronteira com a Bélgica. Uma floresta bem menos densa do que as que eu conheço no Brasil, com muitas espécies de pinheiros. Fui pedalando e cheguei na fronteira com a Bélgica. Ao menos foi o que o navegador me disse. Não havia qualquer demarcação. Quando estava dentro dessa imensidão, o vento começou a ficar forte, e o céu carregado. Já passava das 18:00, e o horário, mais as nuvens, deixaram o ambiente bem escuro. Lembrei de “A Bruxa de Blair”. Pra siar, só com GPS, e muitos trechos das trilhas eram muito arenosos, impossíveis de pedalar. Tinha que descer da bike e empurrar. Voltei pro hotel, tomei um banho, desci pra uma cerveja, e fui dormir cedo. Pedalei 40km no dia. Tasty World - 45,00 cafe da manha - 8,5 imposto - 1,50 mercado (maçã, suco detox, vinho) - 8,00 cerveja - cortesia Dia 6 - segunda - 11/set - Hoogerheide - Antuérpia - 31 km Acordei cedo, mas ainda queria dormir mais. Essa noite não foi tão boa quanto a anterior. Mas levantei logo porque o café da manhã durante a semana é de 06:30 às 08:00. Tudo bem, queria mesmo seguir em frente. Café da manhã bem completo, me abasteceu plenamente. Café expresso, cappuccino, suco de laranja, pão preto, queijo, peito de peru defumado, nozes, amêndoas, iogurte, banana, morangos (sem agrotóxico). A manhã estava legal pra viajar, céu aberto, pouco vento. Parti as 09:30. Foi o dia que sai mais cedo. Os primeiros quilômetros eram bem familiares. Pedalei por eles algumas vezes nesse pouco tempo. Estava sentindo um pouco de frio, mas esperei o corpo esquentar com o movimento. Os trechos com sol eram bem gostosos. Depois de sair de Hoogerheide pedalei bastante tempo por dentro da floresta. A estrada e a ciclovia cortavam essa mata de pinheiros variados por mais de 7 quilômetros. Ar puro, silêncio, e verde. Vontade de mergulhar novamente nesse mar. Achei interessante que nas paradas de ônibus ao longo do caminho sempre havia um banco, e lugar para estacionar bicicletas. Uma realidade muito legal. Em Putte o Lebara me avisou que eu tinha entrado na Bélgica, sem que eu tivesse percebido. Não havia barreiras, placas, avisos. Talvez um dia vivamos assim, num mundo sem fronteiras. Passei por poucas cidades, e quando me toquei já estava na região metropolitana de Antuérpia. Fiz o percurso em 2 horas, 31 km, as pernas estão fortes. Algumas dores que sentia pelo corpo antes da viagem, sumiram. Endorfina. Também devo ter perdido algum peso. Não foi difícil chegar ao hotel, Hotel Antwerp Billard Palace, usando o navegador. Agora estamos nos entendendo. Pedalar na Bélgica foi diferente de pedalar na Holanda. Nem sempre há ciclovias, e a consciência não parece ser a mesma, dos pedestres, dos carros, e dos ciclistas. Há bem poucos locais adequados pra estacionar as bikes, que ficam presas na maioria dos postes existentes pelas ruas. Mas minha experiência foi bem restrita. Percorri apenas cerca de 20 km dentro do país, e só conheci uma cidade. Fiquei mesmo apaixonado por pedalar na Holanda, e esse andarilho está gostando de estar sobre duas rodas. Parei a bicicleta em frente ao hotel, com as trancas, mas não ficou presa a nada. Em frente, todos os postes estavam apinhados de bicicletas, presas umas por cima das outras. No final da tarde consegui um cantinho apertado dentro hotel pra guardá-la. O hotel fica numa praça. É bem mais caído que os outros, e mais barato também. Se acostumar com coisa boa é fácil. No térreo, ao lado da recepção, funciona um fast food, mais ou menos, e no primeiro andar uma espécie de bar, com muitas mesas de bilhar, e uma frequência bem estranha. Não entrei pra conferir. Na mesma praça está a estação central de trem, uma construção magnifica, não sem motivo conhecida como “Catedral do Trem”. Tem 4 andares de linhas chegando e saindo. Troquei minhas roupas, coloquei alguns destinos no navegador e fui. Primeiro fui a um parque bem próximo. Parques são um espaço especial por esses lados, e incorporei eles aos meus atrativos prediletos. Depois fui até a Catedral de Nossa Senhora, e circulei pelo centro. Muitos prédios e lugares interessantes. Por último, fui até as margens do rio Escalda, e passei em frente ao castelo lendário que envolve a origem do nome da cidade - um gigante, um romano que corta sua mão, e a arremessa no rio. De lá voltei, com medo da chuva, e com fome. Havia muitas opções de lugares pra comer. Escolhi uma pizzaria bem legal, moderna, e isso, junto com uma cerveja, me deixou ok. Na saída, chuva, e vento forte, daquele que dá medo de alguma coisa voar em cima. Quando a chuva parou procurei um lugar pra tomar um café, e fui parar na estação de trem, a “Catedral”, no Café Le Royal. Tomei um cappuccino, e uma De Koninck, cerveja local muito boa. Ano de fundação do café, 1830. Fiquei ali bastante tempo, degustando a bebida, o ambiente, e escrevendo umas linhas. Embarco amanha de volta pra Amsterdam, de trem. Passagem 53,40 euros, incluindo 13 euros pra transportar a bicicleta. Em 6 dias pedalei 239 quilômetros. 48,00 - Hotel Antwerp Billard Palace (com imposto) 10,10 - pizza e cerveja 1,60 - cafe expresso 10,10 - cappuccino e 2 cervejas na estação 7,00 - mercado (pão, peito de peru, suco de laranja) Dia 7 - terça - 12/set - Antuérpia - Amsterdam Legal Antuérpia, mas pra viajar pedalando acho que vou preferir não sair da Holanda da próxima vez. Depois de conhecer o melhor, o senso critico fica mais aguçado. Já estava acordado há bastante tempo, mas não quis levantar antes das 8:00. A noite foi longa. Com as paredes finas, um casal apaixonado no quarto ao lado agitou a noite. E foi muito amor. Tudo bem. Não rolou café da manha, comi o que tinha no quarto: pão, maçã, e suco de laranja. Minha cabeça já estava em Amsterdam, faltava levar o corpo. Minha bike ficou guardada no meio de uma escada espiral que descia pro porão do hotel. Tirar ela de lá foi a primeira coisa que fiz. Meio uma questão de cumplicidade. Depois fui comprar a passagem de trem. Primeira viagem de bike, primeira viagem de trem por minha conta, sozinho no velho continente, e carregando uma bicicleta. Fico tenso, mas gosto. Se sua bike for dobrável talvez você não pague um valor a mais por leva-la. Não foi meu caso. A passagem vem sem horário, você pode pegar o primeiro trem que chegar. Transitei normalmente pela estação com a bicicleta, elevadores, escadas rolantes. Primeiro me senti com uma melancia no pescoço, mas logo fui encontrado outras bicicletas, e fui vendo que aqui isso é comum. Cheguei a dar informação pra uma estrangeira que não sabia o fazer com a bike quando o trem chegasse. Eu sabia que não tinha como saber antes do trem chegar. Legal, me senti. Quando o trem chegou, descobri. O compartimento pra colocar a bike ficava no último vagão. Eu estava no extremo oposto, e o cara que me informou isso me disse: “corre”. Ainda voltei pra confirmar se aquele trem ia mesmo pra Amsterdam, e ele falou: “vai, mas acho melhor você correr, de verdade”. E eu corri. Consegui. Foram poucos segundos entre eu entrar no trem, e ele sair. No compartimento, você prende a bike, e pode ir escolher uma poltrona pra sentar. Se quiser também pode ficar fazendo companhia pra bike. Quase fiz isso. Coisas de brasileiro, que dorme sempre com um olho aberto. Mas aqui é bem diferente, e vale a pena tentar viver esse clima de tranquilidade. O trem “voa” e retornei em 01:50 o que levei 6 dias pra avançar. Em muitos pontos da viagem reconheci a paisagem. Conferia no mapa e via que estava certo. Muito legal isso. Muito bom chegar de volta a Amsterdam. Nessa viagem, como sempre, aprendi muitas coisas, compartilhei algumas aqui, outras ficaram na mente. Essa aventura acaba aqui, mas as estórias continuam em Amsterdam.
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