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Paraguai e Argentina em Abril de 2011 – Diário de Bordo

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Shit happens! Você já ouviu essa expressão antes?

 

É certo que imprevistos podem acontecer em uma viagem, sempre digo isso, mas TODOS os imprevistos de uma vez? Aí já é sacanagem né? Hahaha

 

Eu nem vou dizer que vou tentar escrever pouco. Nunca consigo mesmo, então já sabe, textos longos.

 

Espero sinceramente que esse diário ajude você, que vai fazer a mesma trip ou uma parecida.

 

EDITADO: Estou incluindo o roteiro em formato DOC para que você possa alterá-lo se quiser. As informações nele não estão todas corretas, isso foi o que eu levantei antes da trip.

 

Boa leitura.

Paraguai e Argentina 21 a 24-04-11.doc

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Há algum tempo, um relato no site Viaje na Viagem (http://www.viajenaviagem.com/2010/02/pra-la-de-iguacu-missoes-paraguaias-e-argentinas-por-dani-s) me chamou a atenção para esse circuito das Missões Jesuítas no lado paraguaio e argentino. Eu tinha acabado de voltar de 1 semana de praia no litoral uruguaio e queria alguma coisa diferente de praia ou cachoeira. Escolhi o feriado de páscoa – do dia 21 a 24 – para aproveitar a oportunidade de comprar uma objetiva para minha câmera (18-200mm) em Ciudad del Este no Paraguai e fazer esse recorrido.

 

Comprei a passagem de busão (R$98 pela Medianeira) para Foz do Iguaçú uns 20 dias antecipado e fiz um planejamento meio nas coxas. Levantei mais ou menos alguma hospedagem, horário de busão, câmbio e mesmo com a previsão de 4 dias de chuva e tempo fechado, meti o pé na estrada.

 

O que tinha na minha mochila (Bionnasay 22 da Quechua):

* 1 calça jeans, 1 par de tênis, 1 par de chinelos, um anorak com fleece interno, 1 par de meia forclaz quechua, 2 pares de meia de algodão (só usei 1), 1 chapéu, 3 camisetas dry, 1 camisetas de algodão, 1 toalha de rosto, cortador de unha, lenços umidecidos (baby wipes), papel higiênico, sabonete, shampoo, escova de dente, creme dental e protetor solar.

* remédio para picada de abelha (sou alérgico), para rinite, hidrocin (descongestionante nasal), protetor labial para usar de dia no sol e manteiga de cacau para usar a noite como hidratante.

* notebook que tive que levar de última hora e deixou a mochila muito apertada e pesada.

 

O que não tinha na mochila e fez falta:

* nada.

 

Boa viagem.

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O horário previsto para partida era as 17:30h, mas saiu com 2 horas de atraso. Me disseram que é normal essa linha atrasar bem mais do que isso e no dia anterior o latão partiu só depois das 22h. Vou fazer uma reclamação na ANTT porque não é um atraso esporádico. Segundo já me informei, todo santo dia isso acontece.

 

Acordei meia noite em Presidente Prudente, na rodoviária, e aproveitei para comprar água, comer um pãozinho de queijo e tomar um cafezinho, pois não tinha jantado (R$5).

 

Chegamos em Foz às 9:20 e minha previsão era antes das 7h, então as coisas já começaram a enrolar logo cedo. Aliás, logo no dia anterior né?

Peguei um circular (R$3,30) até a rodoviária de CDE mas foi impossível seguir nele até lá, pois o trânsito na ponte estava quilomééééétrico. Em um certo momento eu desisti e fui caminhando mesmo.

 

>> DICA: se pegar esse circular, avise o motorista que vai descer para fazer a imigração. Ele vai te dar um papelzinho para você pegar outro busão sem ter que

pagar novamente. Assim você segue até a rodoviária depois da papelada.

 

Na policia federal não consegui fazer a declaração de saída da minha câmera nem do notebook. O policial disse que só ia fazer se eu estivesse com a nota fiscal. Já entrei por essa mesma fronteira e consegui declarar sem NF, mas dessa vez não foi possível. Segui para a imigração paraguaia e aí eu desanimei. Fiquei quase uma hora para carimbar o passaporte e o papelzinho branco (permisso) só é dado para quem entra com RG. Insisti para me darem um alegando problemas para sair pela outra fronteira e o cara me ignorou, disse que não ia dar e continou atendendo outra pessoa.

 

Bom, fazer o que, arriscar né? Peguei uns folders e fui às compras. Eu já sabia onde tinha que ir e mais ou menos quanto ia pagar na objetiva. Fui em umas 2 lojas só para fazer uma pesquisa rápida de preços e segui para a Monte Carlo, onde paguei U$400 na Sigma 18-200 DC HSM e + U$40 num kit com 3 filtros Hoya (polarizador circular, UV e warm).

 

Na saída do shopping que eu nunca lembro o nome, fiz câmbio com um tiozinho que fica lá. Ele me pagou G$2530 por real, e troquei só R$70 pois já sabia que era suficiente.

 

Peguei um circular bem ali na frente mesmo, com aquele papelzinho que o motorista me deu, mas estava com data do dia anterior kkkkkk. O cara me deu um bilhete vencido. Reclamei e disse que tinha acabado de pegar e que parei na imigração. Ele não se importou e mandou eu entrar pela porta de trás, então não tive que pagar outra passagem.

 

Ao contrário do que todo mundo pensa de CDE, eu achei uma cidade bonitinha e MUITO LIMPA E BEM CUIDADA. É isso mesmo que você leu. As praças pelas quais passei estavam todas com a grama aparada, tinha vários campinhos de futebol, sem sujeira nas ruas … bem diferente do que eu conhecia, que era somente o centro comercial. Então é isso, CDE, com exceção do centro comercial e do entorno da rodoviária que é cheia de mendigos, me pareceu atraente.

 

Cheguei na rodoviária e já tomei um busão para Trinidad (G$40mil) que saiu às 11h pela El Tigre. O negócio foi lotaaaado e toda hora parava para pegar mais gente. Eles iam “socando” todo mundo para dentro e que se dane, tem que entrar mais gente hehehe. O motorista era DOOOOIDO e businava toda hora! Tão doido, maluco, que tinha uns brasileiros(as) que não tiveram coragem de seguir a viagem. Todo mundo desceu no KM30 e vou ser sincero, eu também fiquei com um certo receio e por várias vezes pensei que aquela porcaria ia tombar. Ele até que anda rápido, mas pára muito, por isso a viagem de 250km demora uma média de 5 horas é mole? Comi uma chipa quentinha de uma mulher que entrou vendendo, mas a última coisa que tinha comido foi lá em Prudente, aquele pão de queijo, e já estava com fome.

 

Até agora não choveu e o tempo ficou intercalando entre ensolarado e nublado. Cheguei às 15:30h no horário do Paraguai, que tem 1 hora a menos que o Brasil e Argentina. Desci errado e consegui uma carona de moto com o pai de uma das meninas que eu estava conversando hehe. Aliás, lá muita gente tem moto. A molecada toda anda pra lá e pra cá sem capacete, com uma mão no guidon e outra enviando msg no celular. É isso, todo mundo tem moto e celular haHAhAH.

Paguei G$25mil para a entrada na ruína e essa entrada vale por 3 dias para 3 ruínas, que pode ser Trinidad, Jesus e Cosme y Damian. Fiquei um tempão lá tirando fotos, conhecendo as ruínas e segui para o posto de gasolina onde tem a estradinha que vai até Jesus.

 

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Surpresa, quinta-feira santa e não tem busão pra lá. Falei com o frentista do posto e ele me arrumou um “moto-taxi”, o Jorge, que por G$20mil (o taxi estava G$50mil ida e volta) me levou lá e ficou me esperando para voltar. A melhor sensação foi de andar aqueles 24km sem capacete, tomando vento na cara, como eu fazia na época que tinha mobilete e não era obrigatório o uso do 'casco'.

Cheguei em Jesus bem no finalzinho da tarde, com tempo ainda de pegar um por do sol espetacular visto dessa ruína. Valeu MUITO a pena.

 

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Em Jesus tem o Hotel Los Amigos por G$35mil, mas eu não passei por ele. A pracinha é bem cuidada e simplezinha. Voltei para Trinidad e conversando com o Jorge descobri que uma moto nova custa em torno de G$3milhões, que dá pouco mais de mil reais, e em 7 anos que ele faz esse trajeto Trinidad-Jesus-Trinidad, ele já trocou de moto 3 vezes somente com essa renda.

 

Resolvi gastar minha terceira entrada visitando novamente Trinidad, mas agora, a noite, quando a iluminação estaria acesa e o tour é guiado. Enquanto esperava a liberação da entrada às 19:30h, comprei uma água, um alfajor e uma caneta por G$4.500. Tudo muito barato. Mas ainda não almocei e não jantei, fiquei esperando pra fazer isso lá em Encarnación, depois de tomar um banho.

 

Não me lembro de ter visto um céu tão estrelado como essa noite. Aliado à pouca iluminação, nem preciso dizer como foi né? Por causa da semana santa, estava LOTADO de gente e nem teve controle na entrada, fiquei com meu terceiro ticket e se quisesse no outro dia poderia ter ido a San Cosme, por exemplo.

 

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Peguei um busão até Encarnación, as 20:20h, e acho que levei um balão, pois o cara me cobrou G$10mil e me disseram que era só 5.

Aqui começa a zica. Cheguei em Encarnación e o Hotel Germano estava fechado. Lembra que eu falei que era dia santo? Mas até o hotel? Tentei outro hotelzinho atrás do posto mas também estava fechado, o cara não quis nem falar comigo. O outro, que tinha, o frentista me disse que estava mais de G$100mil, e eu só tinha 55 que era para pagar o Germano (G$30mil) e comer alguma coisa. Ainda conversando com o carinha do posto, ele me disse pra eu agilizar porque na sexta-feira também era dia santo, e mais, era SEXTA-FEIRA SANTA e nada, nada, nada ia abrir, nem busão ia funcionar. Aí eu desesperei e resolvi seguir para Posadas, na Argentina e na mesma hora (já era umas 21 ou 22h) estava passando um circular e eu não pensei 2 vezes. Embarquei e pedi para o motorista me fazer um câmbio, mas deu pouca coisa, P$50.

 

Cheguei na rodoviária tarde e adivinha? Não tem casa de câmbio na rodoviária de Posadas. Fui em praticamente todas as cabines de venda de passagem e ninguém queria real. Fui em 2 hotéis ali perto e também ninguém quis meus reaizinhos. Nem os restaurantes, nem os taxistas, e nem o cassino! Ouviu? Nem o cassino. Só dólares ou euros.

 

Agora pensa comigo: ainda não tinha comido, estava cansado, tinha dormido uma noite no busão, não tomei banho, estava sem dinheiro e na sexta era SEXTA-FEIRA SANTA e nada ia funcionar, nem a casa de câmbio da fronteira, que eu não sabia que existia e não tinha visto quando atravessei!!! Eu não me importo com imprevistos, sei que eles podem acontecer, mas essa situação já tinha fugido do meu controle e agora eu estava realmente preocupado. Resolvi guardar esses P$50 e fiquei sem comer. Dormi na rodoviária mesmo, num banco qualquer lá e fiquei esperando o dia amanhecer.

 

>> DICA: tem casa de câmbio na fronteira do lado argentino hahhahaha. NÃO SE ESQUEÇA DE COMPRAR PESOS!

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Levantei cedinho e fui peregrinar atrás de câmbio. Um taxista me disse para trocar em uma lanchonete, que eu já tinha ido no dia anterior, mas agora de manhã era outra pessoa e a mulher me trocou R$50, mas me meteu a faca em 2 por 1. Fazer o quê, já era um avanço. Tomei café e comi 2 empanadas (P$14). Como ainda era cedo, mesmo de teimoso resolvi ir na fronteira ver se a casa de câmbio estava realmente fechada e peguei um busão (P$5) umas 7h para lá. Pra ajudar começou um pé d'água. Chuva e vento frio pra animar minha manhã de SEXTA-FEIRA SANTA.

 

Cheguei na fronteira e a casa de cambio estava como? Fechada! Contei minha situação pro pessoal da aduana e um aduaneiro acho que ficou com dó de mim e me arrumou (depois de uns 40 minutos esperando) P$250 por R$102. Foi a minha sorte, e as coisas começaram a clarear. Até a chuva passou de repente, o céu abriu em coisa de 1 hora desde que começou a tempestade. Fui caminhando dali pela costaneira e tirando umas fotos.

 

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Tem um hotelzinho chamado El Entrerriano bem no comecinho da costaneira que custa P$80 sem café da manhã. Na costaneira também ficam os barzinhos e deve ser bem legal alí a noite.

 

Como eu já esperava, tudo estava fechado. E eu com fome! Subi pela San Martin e a La Casa Paraguaya estava fechada. Prefeitura, fechada. Mercados, fechados. Parecia um deserto, não tinha ninguém na rua. Cheguei na praça 9 de Julio e depois de algumas fotos perguntei para 2 engravatados se eles sabiam onde eu poderia pegar um busão para a rodoviária.

 

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Eles perguntaram para onde eu ia e respondi que meu destino era San Ignácio, nas ruínas. Eles me disseram que tinha ACABADO de sair (eu vi o busão) um busão turístico que ia fazer o recorrido de Candelaria, Santa Ana, Parque Temático e San Ignácio. Topei e eles ligaram para o motorista me esperar, enquanto me colocaram no carro deles e me levaram até onde estava o busão.

 

Ufa! Busão hiper-confortável, com ar-condicionado, meia dúzia de argentinos da quarta idade e o guia Fernando ([email protected]) super gente boa. Paguei P$40 por esse passeio e descobri que era um passeio de inauguração, era a primeira vez que esse tour estava saindo e ele havia sido cancelado mais cedo por causa da chuva. Como a chuva passou de repente e todos eram de Posadas, para minha sorte 'descancelaram' hehehe.

 

Não paramos em Candelaria pois lembra que tinha dado um pé d'água mais cedo? Então, estava com muito barro e escorregadio. Fomos para Santa Ana. Da rodovia até a entrada não dá 1KM, então, dá para ir de circular e pedir para descer na entrada para a ruína. Na bilheteria, todos eram de Posada, portanto, misioneros e os misioneros tem desconto, pagam P$15 enquanto que argentino pagam P$30, latinos pagam P$40 e extrangeiros pagam P$50. Acabei pagando P$15 por estar junto com o grupo mas só depois que fui descobrir a diferença de preços.

 

Essa ruína de Santa Ana é gigante e tem a maior praça. É a única com a igreja elevada a 1,5m, tem sistema de captação de água e um cemitério que foi utilizado até a década de 80. Está saqueada e com vários túmulos violados, mas ainda sim é bem bacana e interessante.

 

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Fomos almoçar e sabe o que aconteceu? Eu já falei que é SEXTA-FEIRA SANTA e tudo está fechado? E hooooooje que eu morro de fome! Demoraaamos para achar um restaurante aberto e quando achamos, nem perguntei o preço, pedi logo uma super milanesa (P$35) e o guia pagou a 7UP que dividimos heheheh.

 

Seguimos para o Parque Temático que tinha acabado de ser inaugurado, então, acho que fui um dos primeiros a conhecer. A obra custou oficialmente 80 milhões de pesos, que em reais deve dar uns 35 milhões, mas ainda não está totalmente pronto. Nos braços da cruz ainda não é possível chegar, mas jájá estará liberado.

A infra-estrutura é de dar inveja. Tem vans que levam até o topo do morro, bebedouros com água gelada, vários guias, elevador, um orquidário … e como estavam inaugurando, a entrada estava gratuita. Mas a cobrança será o mesmo preço das ruínas, 15, 30, 40 e 50 pesos. Tinha muita gente, mas muuuuuuita gente mesmo, e o trânsito estava um caos. Tudo por causa da semana santa. Ouvi um ou outro brasileiro conversando, mas a grande maioria era de argentinos mesmo.

 

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A vista lá de cima é simplesmente fantástica.

 

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Fomos para San Ignácio Mini e de longe foi a ruína mais bacana, só que nessa altura do campeonato, eu já estava esbudegado de cansado. Mesmo assim foi um passeio interessante por causa das explicações.

 

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Esse é o aparato que tem em vários pontos das ruínas e produzem o famoso espetáculo noturno de projeções “Imagen y Sonido”.

 

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Preste atenção nos detalhes da decoração:

 

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Eu ODEIO pagar guia, não gosto, sou averso a passeios cvc como esse, mas tenho que dar o braço a torcer. O Fernando é um entusiasta, ele mergulha na história, explica com gosto e para quem gosta disso, sugiro entrar em contato com ele. Esse tour guiado valeu a pena. Sem contar que eu já estava cansado, ia gastar quase o mesmo tanto indo por conta e ficaria dependendo dos horários de circular. Eu já falei que era SEXTA-FEIRA SANTA e os ônibus estavam reduzidos?

 

Me despedi do pessoal que conheci no passeio e fui para o hostel Jesuíta (P$45 com café / P$30 camping com café), em San Ignácio mesmo. Eu queria ver o espetáculo noturno e no sábado de manhã alugar uma bike para ir até Loreto. O hostel é simplezinho de tudo, mas fui muito bem recepcionado. Pedi para tomar banho antes de fazer o checkin e se eu ficasse mais um dia na rua eu ia ter que cortar a camiseta, porque ela já estava quase grudada no corpo haHAhAHAh. A mocinha me trouxe uma toalha até amarela, tadinha, mas foi uma mão na roda, pois eu tinha levado só uma de rosto.

 

Tomei um banho gelado, conheci a galera (tinha umas 15 pessoas, peguei a última cama) e fui para a ruína comprar meu ticket, que é separado para o noturno. Quando eu virei a esquina a fila já estava quase chegando nela. Fui lá perguntar e já não tinha mais vagas (60 pessoas por vez) para o das 20:30, nem das 21:30. Pelo tamanho da fila, o das 22:30 já estava por acabar também e mesmo eu querendo muuuuuuuuuito ver o Imagen y Sonido, eu não ia aguentar ficar até as 23:30h esperando. Sem chance, decidi sacrificar o sábado a noite em Puerto Iguazu e deixar para ver amanhã. Voltei para o hostel e deu para ver e ouvir um pedacinho do que rola lá dentro e vou te falar: É MUITO INTERESSANTE! Você vai andando pelas ruínas guiado por projeções em água e fumaça.

 

Conversei um pouco com um casal de francês e um casal de italianos que estavam lá e capotei.

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A noite acordei para ir ao banheiro e você não tem noção da tempestade que estava caindo. Era muita água! Fiquei preocupado com a galera do camping, mas capotei rapidinho novamente.

 

Amanheceu chovendo, invernado, e frio. Ficamos no café conversando (italianos, mexicanas, franceses, argentinas e eu, brasileiro hehe) e decidi ir para Puerto Iguazu, pois não rolava alugar a bike e o tempo estava bem feio. Infelizmente perdi o espetáculo que era um dos meus maiores objetivos nessa viagem. Mas todos do hostel também estavam indo embora e mudando os planos.

 

Dividi um taxi com o casal de francês (levamos uma facada de P$20, pois custa P$5 se não estiver chovendo kkkkkkk) e fomos até a rodoviária. Consegui 30% de desconto na passagem para comprar 3 :D Saiu por P$35 e tem a cada meia hora.

 

Cheguei em Puerto e fui procurar hostel. A sorte foi que a chuva deu uma trégua, senão tinha ficado preso na rodoviária, pois o hostel que tem em frente estava lotado. Tem hostel em todo quarteirão lá, a maioria tem piscina, wifi, ar-condicionado e o café da manhã está incluído. O casal foi para Foz e eu fiquei no hostel Peter Pan, na mesma rua da rodoviária. Foi onde fui bem atendido e tinha cama por P$60 num quarto cheia de israelenses lindas! Uma mais linda que a outra.

 

Ir para as Cataratas? Sem chance. Chuva e frio não combinam com a molhaceira da queda d'água! Tentei comprar passagem e já estava esgotado de Puerto a SP. Tentei outro guichê e descobri que nem em Foz tinha mais.

 

Fui no mercado comprar água, alfajor e umas tranqueiras pra comer, tomei banho e fiquei de bobeira esperando a chuva passar, tentando comprar alguma passagem online, mas estava tudo esgotado. Em frente o hostel forma uma fila gigantesca de brasileiros para abastecer no posto ao lado da rodoviária. Essa fila fica o dia inteiro até a noite, e no outro dia cedinho já tinha gente esperando o posto abrir.

 

Andei o centro todo e estava rolando uma feirinha bacana cheia de brasileiros. Andei por ela toda também e lá no finalzinho, num lugarzinho meio escondido e afastado, achei uma barraquinha com vinhos a quase metade do preço das barracas que ficam na entrada. Comprei um Merlot da Concha y Toro argentina e voltei para o hostel. Dormi um pouco e arrastei as israelenses pra rua. Estávamos eu, um israelense que elas conheceram lá, e mais 5 ou 6 meninas. Fomos num barzinho comer, gastar os free drink que deram no hostel, e vazamos para a Cuba Libre, mas enquanto eles entraram, eu fui em um outro lugar, chamado Hendrix (na Perito Moreno) ouvir uma bandinha ao vivo. Lá não paga entrada e é bem legalzinho, só tinha o pessoal local mesmo. Fiquei lá uma hora mais ou menos , voltei para o Cuba e meu vale entrada, que também consegui no hostel, já estava vencido, mas troquei uma ideia com o segurança e entrei na faixa ehehe (acho que estava P$20 ou P$25).

 

Voltamos para o hostel e ficamos conversando até chamarem nossa atenção. Dormi que nem um anjinho.

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Acordei 8h, arrumei minhas coisas rapidinho, tomei banho, café da manhã e vazei pra rodoviária preocupado com a questão de não ter passagem. Mais uma programação que tive que deixar para a próxima: Cataratas.

 

Peguei um circular às 9h (P$7 ou R$3,50) para Foz do Iguaçú, pedi para o motorista trocar meus pesos (P$47 por R$23), carimbei meu passaporte na saída da Argentina e entrei no Brasil sem nenhum controle, passei direto pela imigração. Às 10h já estava no terminal pegando outro circular (R$2,40) para a rodoviária, que fica a 10 minutinhos dalí.

 

Chegando na rodoviária, mais um apuro! Não tinha mesmo passagem pra SP em nenhuma empresa, em nenhum horário, em nenhum carro extra. Saindo de Curitiba também não tinha. Meio que no desespero, peguei um até Cascavel (R$25) que estava saindo às 10:45h e chegando lá às 13:20h, mais uma decepção. Também não tinha passagem!

 

Fiquei meio andando pra lá e pra cá, sem saber o que fazer, até que o cara de um guichê me arrumou uma passagem para Campinas, que chegaria lá umas 6h da manhã. Paguei caro na passagem (R$135) e chegando em Campinas precisaria pegar outro busão para SP. Mas era o que tinha e eu já estava conformado. Continuei zanzando entre os guiches perguntando em todos se tinha passagem pra SP quando vi um cara na fila da Pluma com uma passagem na mão. Estiquei o zoião na passagem e vi que era de Cascavel a SP nesse mesmo dia, às 18:10h. Perguntei o que o cara ia fazer com ela e fiquei com um sorriso 15 pras 3 quando ele disse que ia devolver HAUAhuAHu. Nem acreditei. Devolvi a passagem de Campinas que eu havia acabado de comprar (detalhe, paguei no cartão e o cara me devolveu em dinheiro), paguei pra ele ali na hora e até que enfim fui almoçar, mais ou menos às 14 ou 15h, não lembro.

 

Passei a noite no busão e cheguei em SP umas 8:30h da manhã.

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Está achando que parou por aí? Essa viagem tem perrengue extra kkkkk. Cheguei em SP às 8:30h da manhã com o maior movimento de gente e carros que eu já vi na vida. Tudo congestionado, marginal travada, metrô lotaaaado, ninguém andava nem pra frente nem pra trás. Cheguei no curso super atrasado, depois de gastar R$50 com taxi e do motorista desistir. Ele me largou numa estação que eu nem lembro qual era e disse que era melhor eu continuar de trem, pois o carro não saia do lugar!

 

Eu ficaria a semana toda no hotel com meu irmão, tudo por conta da empresa dele (eu ia pagar só a diferença de uma cama a mais), mas o projeto foi cancelado e ele teria que voltar na terça-feira e adivinha? OS HOTÉIS ESTAVAM LOTADOS!!!

 

Mew, é pá cabá não é?

 

Fiquei a segunda inteira tentando reservar algum hotel nas proximidades da Berrini ou do shopping Morumbi, mas foi impossível! Só tinha com diárias exorbitantes. Tinha que ser alguma coisa ali por perto, pois meu curso era na Nações Unidas e eu não queria ficar andando de trêm em horário de pico carregando notebook.

 

De teimoso e espanhol que sou, fui a noite lá no Formule 1 na frente do shopping e não é que tinha vaga? Mas não estavam fazendo reserva, eu tinha que pagar na hora pela semana toda, e fiz isso, a R$119 a diária.

 

Afffi mew, 10 dias no fio da navalha!

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Acho que o Paraguai é um país meio discriminado por causa das falsificações de Ciudad del Este, mas tenho certeza que há muito mais coisa interessante por lá para conhecer. Só precisamos tirar nossos óculos do preconceito para conseguir enxergar um lugar bonito, com cultura forte e de gente simples e simpática. Uma coisa que gostei muito foi que a maioria dos paraguaios conversam em GUARANÍ entre eles. É comum você ouvir isso, bem diferente do Peru, onde o Quechua é mais falado nos lugares afastados. Na Argentina alguns ainda sabem e até falam o guarani, mas não ouvi eles conversar entre eles e o guia só usou uma ou outra palavra nas explicações.

 

Em nenhum lugar fui maltratado por ser brasileiro, também não me tentaram passar a perna (com exceção do câmbio 2 por 1 na lanchonete), e na aduana, enquanto eu esperava o aduaneiro arrumar o dinheiro pra fazer o câmbio, alguns guardas e funcionários foram lá onde eu estava e ficaram conversando comigo.

 

É isso aí, graças a Deus mais uma ótima viagem sem incidentes. Os perrengues fazem parte e tudo me serve de experiência.

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Primeiramente, muito legal teu relato! ::otemo::

 

Segundo, só uma dica, antes de sair da cama no dia q vc vai viajar, convém fazer uma oração ao teu Deus ou Força superior que te guia, ta? ::lol4::::lol4::::lol4::::prestessao::

 

Bem, vamos por parte, quanto a tua entrada no Paraguai, os fiscais da Receita Federal, na minha opinião são muito mau treinados, sempre entro com aquele papel que lhe disse (Declaração de Saída Temporária de Bens) sem nunca ter de mostrar nota fiscal de qualquer dos equipamentos, mas tudo bem........ Puxão de orelhas pra eles. Por outro lado, como vc mesmo relatou, tua entrada no Brasil pela Argentina na volta foi muito tranqüila. Eles esquecem do potencial comercial argentino, mas isso é muito bom pra nós.

 

Bem sem comentário quanto à CDE. É uma cidade linda. O povo a conhece nas 5 quadras da muvuca das compras e camelôs e sequer olha pro outro lado a fim de conhecer a cidade, mas enfim, cada um tem seu ponto de vista. Amo o Paraguai, de cultura é fantástica. Eles são muito cordiais com os brasileiros, só não os taxistas hehehe.

 

Ah, nos feriados é tudo “cerrado” mesmo, e o nosso real na Argentina só vale no máximo até Eldorado, logo depois de Puerto Iguazu, de resto, não vale nada!

 

Quanto aos ônibus eu sempre digo que os motoristas de lá ou pertencem à Al Qaeda ou coisa semelhante, é uma tortura hehehe

 

Ademais, que bom q vc sempre deixa tua marca nos relatos, amo todos eles.

 

::cool:::'> ::cool:::'> ::cool:::'> Bjk

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