5h03 da segunda-feira, 6 de abril, chego ao terminal de Roma. Acordei bem cedo, pois seria um dia cansativo. Além de ser a primeira vez fazendo um bate e volta, ainda teria que pegar múltiplos trens até chegar a Pompeia.
Com o ingresso do Parque Arqueológico de Pompeia comprado semanas antes (20,00 euros), segui viagem. A primeira impressão de Nápoles foi de uma cidade viva, com muitos camelôs, preços acessíveis para refeições e bebidas, além de um povo alegre e curioso.
Ao descer do trem, procurei um lugar para tomar café fora da estação, pois tinha a impressão de que seria mais barato. E foi! Paguei muito pouco por um cappuccino e um salgado (4,00 euros).
Depois do café, segui para o terminal do metrô local, um lugar que me deixou um pouco inseguro. Achei o ambiente com pouca sinalização, sujo e escuro. Em compensação, havia muitos turistas, principalmente asiáticos. Naquele momento pensei “acho que acabou de pousar um boeing cheio de asiáticos.
Fui acompanhando o trajeto pelo Google Maps até chegar à parada correta. Às 8h37 desembarquei na estação Pompei Scavi. Fica a dica: desça nessa estação, pois ela fica em frente à entrada principal do parque arqueológico.
Os portões abrem às 9 horas e é nesse momento que a mágica acontece. Não tem como caminhar por aquelas ruínas sem imaginar os últimos minutos daquela cidade ou como era a vida das pessoas que moravam ali.
Se tem uma coisa de que me arrependo, foi não ter comprado o audioguia ou contratado um guia local. As placas ajudam bastante, mas nada se compara à experiência de ter alguém explicando a história e chamando a atenção para detalhes que, sozinho, provavelmente passariam despercebidos.
Uma coisa que me surpreendeu foi o tamanho da Pompeia. Antes da viagem eu imaginava que seria apenas um conjunto de ruínas, mas a cidade é enorme. É um dos sítios arqueológicos mais impressionantes que existem justamente porque você não visita apenas um monumento, você caminha por uma cidade inteira como se o tempo tivesse parado naquele instante.
Deixo as fotos para vocês tirarem as próprias conclusões.
Atenção: algumas fotos deste relato podem ser fortes. Elas incluem registros das vítimas de Pompeia e obras com conteúdo sexual.
Chegada ao terminal
Nascer do sol no caminho de Nápoles
Lado externo do terminal de Nápoles
Café da manhã baratinho por 4 euros
Chegada a estação de Pompeia
Entrada do sitio arqueólogo
Casa do Fauno
Abaixo fotos do antigo bordel de Pompeia.
Anfiteatro
Aqui moíam os grãos e faziam farinha
Ao fundo é possível ver os fornos, que permanecem praticamente intactos e onde eram assados os pães.
As ruas eram estreitas e ainda guardam as marcas das rodas das carroças que ali passavam
Eu!
Ao fundo conseguimos avistar o Monte Vesúvio, o vulcão responsável pela erupção que destruiu Pompeia em 79 d.C.
Moldes de gessos das vítimas (vou postar apenas esse registro)
Parte dos monumentos recuperados durante as escavações de Pompeia.
Nápoles
Infelizmente tive que voltar para Nápoles às 12h30, pois ainda queria visitar o Museu Arqueológico Nacional, e não teria me perdoado se deixasse essa oportunidade passar.
Ao chegar à cidade já estava com muita fome. Tinha visto várias recomendações da Pizzeria da Michele, mas, galera... estava simplesmente lotada. Eu sou do tipo de pessoa que não gosta de enfrentar filas para comer, então decidi procurar outro lugar.
Caminhei em direção ao museu e entrei em uma rua muito estreita, comprida e íngreme, mas extremamente alegre. Havia pessoas por toda parte e faixas decorando a rua com o brasão da seleção local. A Copa ainda nem tinha começado, mas eles já estavam em clima de festa. Achei o máximo.
Foi então que encontrei a Pizzeria Trattoria IL Miracolo, um restaurante de rua com mesas na parte interna e externa. O proprietário me recebeu com muita simpatia, me acompanhou até a mesa e começamos a conversar. Ele disse que adorava o Brasil, deu algumas dicas da cidade e anotou meu pedido. Logo depois o garçom trouxe uma pizza Margherita acompanhada de uma birra. Se eu pudesse, teria ficado ali até o fim da tarde. O ambiente era muito agradável.
A caminho do museu passei por igrejas belíssimas, prédios históricos, monumentos e ruas sempre movimentadas. Comprei o ingresso na hora e comecei a visita. O museu é enorme, dividido em diversas coleções. Dediquei mais tempo às salas da casa do Fauno, da arte da vida cotidiana, da coleção egípcia, do gabinete secreto (a famosa ala "picante"), da Vila dos papiros e de outras que, confesso, já não me recordo.
Fotos.
Pizzaria da Michele
A rua enfeitada que falei
Pizzeria Trattoria IL Miracolo, que menciono que gostei bastante.
Igreja linda que achei no percurso do Museu de Nápoles
Fachada do MANN (Museu Arqueológico Nacional de Nápoles)
Eu tenho uma paixão por arte. Observar e admirar as obras sempre me cativa. Também tenho uma forte inclinação pela arqueologia, antropologia e história. Confesso que, apesar do cansaço (eu estava exausto!), a ansiedade para conhecer aquele museu era ainda maior.
Essas miniaturas me chamaram muito a atenção pela riqueza de detalhes.
A seguir maquete em escala mostrando como era a cidade de Pompeia.
Videos.
Gastos do dia:
Passagem ida e volta de Roma > Nápoles comprei com antecedência (total de R$ 289,21)
06/04 - Nápoles e Pompeia
5h03 da segunda-feira, 6 de abril, chego ao terminal de Roma. Acordei bem cedo, pois seria um dia cansativo. Além de ser a primeira vez fazendo um bate e volta, ainda teria que pegar múltiplos trens até chegar a Pompeia.
Com o ingresso do Parque Arqueológico de Pompeia comprado semanas antes (20,00 euros), segui viagem. A primeira impressão de Nápoles foi de uma cidade viva, com muitos camelôs, preços acessíveis para refeições e bebidas, além de um povo alegre e curioso.
Ao descer do trem, procurei um lugar para tomar café fora da estação, pois tinha a impressão de que seria mais barato. E foi! Paguei muito pouco por um cappuccino e um salgado (4,00 euros).
Depois do café, segui para o terminal do metrô local, um lugar que me deixou um pouco inseguro. Achei o ambiente com pouca sinalização, sujo e escuro. Em compensação, havia muitos turistas, principalmente asiáticos. Naquele momento pensei “acho que acabou de pousar um boeing cheio de asiáticos.
Fui acompanhando o trajeto pelo Google Maps até chegar à parada correta. Às 8h37 desembarquei na estação Pompei Scavi. Fica a dica: desça nessa estação, pois ela fica em frente à entrada principal do parque arqueológico.
Os portões abrem às 9 horas e é nesse momento que a mágica acontece. Não tem como caminhar por aquelas ruínas sem imaginar os últimos minutos daquela cidade ou como era a vida das pessoas que moravam ali.
Se tem uma coisa de que me arrependo, foi não ter comprado o audioguia ou contratado um guia local. As placas ajudam bastante, mas nada se compara à experiência de ter alguém explicando a história e chamando a atenção para detalhes que, sozinho, provavelmente passariam despercebidos.
Uma coisa que me surpreendeu foi o tamanho da Pompeia. Antes da viagem eu imaginava que seria apenas um conjunto de ruínas, mas a cidade é enorme. É um dos sítios arqueológicos mais impressionantes que existem justamente porque você não visita apenas um monumento, você caminha por uma cidade inteira como se o tempo tivesse parado naquele instante.
Deixo as fotos para vocês tirarem as próprias conclusões.
Atenção: algumas fotos deste relato podem ser fortes. Elas incluem registros das vítimas de Pompeia e obras com conteúdo sexual.
Chegada ao terminal
Nascer do sol no caminho de Nápoles
Lado externo do terminal de Nápoles
Café da manhã baratinho por 4 euros
Chegada a estação de Pompeia
Entrada do sitio arqueólogo
Casa do Fauno
Abaixo fotos do antigo bordel de Pompeia.
Anfiteatro
Aqui moíam os grãos e faziam farinha
Ao fundo é possível ver os fornos, que permanecem praticamente intactos e onde eram assados os pães.
As ruas eram estreitas e ainda guardam as marcas das rodas das carroças que ali passavam
Eu!
Ao fundo conseguimos avistar o Monte Vesúvio, o vulcão responsável pela erupção que destruiu Pompeia em 79 d.C.
Moldes de gessos das vítimas (vou postar apenas esse registro)
Parte dos monumentos recuperados durante as escavações de Pompeia.
Nápoles
Infelizmente tive que voltar para Nápoles às 12h30, pois ainda queria visitar o Museu Arqueológico Nacional, e não teria me perdoado se deixasse essa oportunidade passar.
Ao chegar à cidade já estava com muita fome. Tinha visto várias recomendações da Pizzeria da Michele, mas, galera... estava simplesmente lotada. Eu sou do tipo de pessoa que não gosta de enfrentar filas para comer, então decidi procurar outro lugar.
Caminhei em direção ao museu e entrei em uma rua muito estreita, comprida e íngreme, mas extremamente alegre. Havia pessoas por toda parte e faixas decorando a rua com o brasão da seleção local. A Copa ainda nem tinha começado, mas eles já estavam em clima de festa. Achei o máximo.
Foi então que encontrei a Pizzeria Trattoria IL Miracolo, um restaurante de rua com mesas na parte interna e externa. O proprietário me recebeu com muita simpatia, me acompanhou até a mesa e começamos a conversar. Ele disse que adorava o Brasil, deu algumas dicas da cidade e anotou meu pedido. Logo depois o garçom trouxe uma pizza Margherita acompanhada de uma birra. Se eu pudesse, teria ficado ali até o fim da tarde. O ambiente era muito agradável.
A caminho do museu passei por igrejas belíssimas, prédios históricos, monumentos e ruas sempre movimentadas. Comprei o ingresso na hora e comecei a visita. O museu é enorme, dividido em diversas coleções. Dediquei mais tempo às salas da casa do Fauno, da arte da vida cotidiana, da coleção egípcia, do gabinete secreto (a famosa ala "picante"), da Vila dos papiros e de outras que, confesso, já não me recordo.
Fotos.
Pizzaria da Michele
A rua enfeitada que falei
Pizzeria Trattoria IL Miracolo, que menciono que gostei bastante.
Igreja linda que achei no percurso do Museu de Nápoles
Fachada do MANN (Museu Arqueológico Nacional de Nápoles)
Eu tenho uma paixão por arte. Observar e admirar as obras sempre me cativa. Também tenho uma forte inclinação pela arqueologia, antropologia e história. Confesso que, apesar do cansaço (eu estava exausto!), a ansiedade para conhecer aquele museu era ainda maior.
Essas miniaturas me chamaram muito a atenção pela riqueza de detalhes.
A seguir maquete em escala mostrando como era a cidade de Pompeia.
Videos.
Gastos do dia:
Passagem ida e volta de Roma > Nápoles comprei com antecedência (total de R$ 289,21)
Café: 1,50 (Wise)
Breakfast: 4,00
Bilhete trem: 6,40
Almoço: 21,00 (Wise)
Ingresso museu Nápoles: 20,00
Água: 1,50
Café: 2,00
Banheiro: 2,40
Hidratante: 6,50
Total: 65,30