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Carloscopa

Senegal

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Nossa! Que legal nunca soube de ninguém que foi a turismo para o Senegal, quais são as atrações turisticas? Tem safaris por lá? O custo de uma viajem com o mínimo de luxo e comodidade sai caro?

 

 

Oi Arthur. O Senegal é um lugar lindo! Dakar é uma cidade com muitas coisas interessantes para conhecer, tanto para quem vai a turismo ou para quem está buscando uma experiência antropológica. A cidade tem mercados, feiras, praias maravilhosas, a Ilha Goré, lugares religiosos que valem a pena ser visitados, tem sim um safari não é algo incrível, mas tem animais interessantes e o parque é bem bonito. O lago rosa...eu Fui durante um evento massivo o Fórum Social Mundial, então a cidade estava cheia de turistas e tudo funcionava bem. Os hoteis são ótimos, foram preparados para receber o pessoal do rali Paris - Dakar, então são muito bons e como o rali acabou os preços baixaram bastante. Os preços são acessíveis, não é super barato...é parecido com Brasil, com uma cidade mediana. A alimentação é barata com 10 dólares se come muito bem, peixes, frutos do mar, divinos! A comida é ótima. Os hotéis depende tem bem baratos, tipo 15 dolares - albergues...eu fiquei em um hotel muito bom, em torno de 80 dólares a diária... tem de varios preços. A cidade é segura e tranquila, só para mulheres que é mais complicado porque são mulçumanos = machistas, preconceituosos e pouco respeitosos... mas para homens sem problemas. Não é uma viajem cara e se pode pegar um trem para Mali ou outros países da Africa saindo de Dakar que não sai caro. E vale muito apena, lugar lindo com pessoas muito diferentes e interessantes.

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Oi Mila, estou indo para Dakar daqui a alguns dias, e queria algumas indicações sobre dinheiro, é melhor levar dólar, euro? Trocar no Aeroporto ou no hotel? Estou indo a trabalho, e ficarei na AV. ABDOULAYE FADIGA, para ir é melhor usar o taxi? Tem ônibus? Obrigada!

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Oi Mila,

 

tô pensando em fazer Senegal e Marrocos em janeiro. Tenho pesquisado vôos partindo de Dakar até Marrakech e eles são bem caros.

De Rabat até o Senegal são 3000 km atravessando a Mauritânia.

Alguem sabe como percorrer este trecho?

 

Obrigado

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Camera,

Pra fazer esse Overland você tem que providenciar todos os vistos em Rabat ou aqui mesmo no Brasil (Vistos para Mauritânia e Senegal)

A distância não parece ser muito grande mas pra percorrer tudo demorar no mínimo 3 dias.

 

A rota é Marraquexe > Dakhla > Nouadhibou > Atar > Nouakchott > Saint Louis

De Atar pra Nouakchott o trecho é feito de trem.

 

Pra voar a partir do Senegal é melhor buscar um voo que vá para a Espanha, é mais barato e as vezes rola promoções.

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Olá Carloscopa e demais

 

Vou para o Senegal no final de janeiro e gostaria da sua ajuda e dicas. Estou um pouco preocupado porque vou sozinho e não falo nada de francês. Li alguns posts falando de que o país é seguro mas em outros falando dos assaltos e perigos. Penso em andar sempre com um guia local e que fale inglês. Queria suas sugestões e dicas... além de Dakar,quero ir a st Loius e Ziguinchor.

Se alguém puder passar contato para conversarmos por chat/facebook, seria uma boa, pois apesar de animado ando um pouco grilado.

Meu face eh gustavo.seixas

Abraços!

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GOSTARIA DE SABER AONDE EM DAKAR POSSUI MERCADOS POPULARES QUE VENDEM AQUELES LINDOS TECIDOS E AQUELES LINDOS CONJUNTOS?

 

E SE ALGUEM AQUI COMPROU OU SABE MAIS OU MENOS OS PREÇOS?

 

DO AEROPORTO PARA A CIDADE E MUITO DISTANTE??

 

ELES FALAM PORTUGUES???

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Houve muita gente que torceu o nariz quando dissemos que íamos ao Senegal. 

 

É verdade, o Senegal não tem a fama nem a reputação de outros destinos em África, é verdade que também não tem ainda todas as infrastructuras e condições necessárias para se tornar um destino de eleição, mas também é verdade que tem uma cultura riquíssima, tem paisagens lindíssimas e tem um povo caloroso que nada tem mas que sabe receber de braços abertos.

 

Nós queríamos visitar África a sul do Saara pela primeira vez, e não queríamos ir num pacote, nem ficar uma semana na praia. As escolhas estavam entre o Quénia a Tanzânia e o Senegal, mas acabámos por escolher o Senegal por dois motivos. Primeiro porque é muito mais em conta e segundo porque é dos países mais seguros de África.

 

Planeámos tudo, lemos muito, mas nada nos preparava para o que íamos ver e viver.

 

A viagem era para ter sido de 12 dias, mas ao 7 dia tivemos de voltar por motivos de saúde. O meu marido apanhou uma alergia nos últimos dias que o deixou de rastos, esteve doente durante um mês após voltarmos e os exame que fez não chegaram a muitas conclusões a não ser que tinha uma alergia respiratória forte para a qual teve de ser fortemente medicado. 

 

Do país ficou uma boa parte por explorar, mas é certo que vamos voltar um dia para terminar a viagem.

 

Voámos de Lisboa para Casablanca onde parámos uma noite para conhecer um pouco da cidade.

 

Depois de Casablanca voámos para Dakar.

 

O total do voo foi cerca de 500Eur por pessoa (a alteração de dia de retorno foi 50Eur por pessoa), caso não tivéssemos parado em Casablanca ficaria mais barato.

 

Voámos na Royal Air Maroc mas comprámos os bilhetes na Expedia pois directamente na companhia não conseguíamos comprar multi-cidades. Recomendo a Expedia pois o atendimento foi 5 estrelas e não houve custo das chamadas para resolver o assunto (familiares meus ligaram de Portugal para lá) já com a Edreams por ex. tenho um caso em que gastámos cerca de 20 euros a ligar de Portugal para resolver um assunto. 

 

A chegada ao Aeroporto foi muito tarde já passava da meia-noite, e caso não levem transfer marcado, negociar um táxi pode ser uma grande dor de cabeça principalmente aquela hora. Acabámos por pagar 5000francos (7,60€) por um táxi até à zona do Plateau.

 

Alugámos um quarto no Air BnB por 3 noites e era tudo o que tínhamos marcado, o resto das noites logo se via. Estas 3 noites custaram-nos 119Eur, um preço razoável e o quarto era muito limpo, espaçoso, com cama grande e com possibilidade de utilizar a cozinha. 

 

1º dia 25/9/2016 – Domingo

 

Uma vez que à segunda-feira alguns museus na ilha de Gorée fecham, tivemos de ir logo no primeiro dia visitar a ilha, e não podíamos ter ido num dia mais movimentado pois estava a realizar-se uma prova anual de travessia a nado até à ilha.

 

Para mim o ponto alto do dia foi a visita ao Museu dos Escravos, é uma sensação de pesar muito grande que temos ali, algo que não é possível descrever.

 

O pior do dia foi a refeição na ilha de Gorée. Pagámos bem e comemos muito muito mal num restaurante para turistas. Se soubéssemos tínhamos comido umas sandes numa das barracas e tinha sido muito melhor. 

 

Ao final do dia, encontrámos-nos com uma contacto que fizemos no Couch Surfing, nós apesar de já não recebermos pessoas no Couch Surfing como fazíamos antes, nem de utilizarmos a plataforma para ter alojamento gratuito, gostamos sempre de conhecer pessoas dos lugares onde vamos e por isso por vezes usamos a plataforma para conhecer alguém local e quem sabe partilhar uma refeição. A ajuda do Elhadj acabou por ser essencial na penúltima noite quando nos vimos sem sítio onde ficar e foi uma excelente maneira de conhecer de perto como vivem os Senegaleses.

 

Ficam as fotos e vídeo do nosso dia:

 

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2º dia 26/9/2016

 

Este dia estava destinado à visita ao famoso Lac Rose, onde durante tantos anos terminou o Paris-Dakar.

 

Tirando os tours ou veiculo próprio, existe a hipótese do táxi, mas era muito puxado para a nossa carteira  por isso apanhámos um táxi até à Grand Medine que é onde mora o rapaz do Couch Surfing e em seguida apanhámos dois tipos de transportes diferentes até ao Lac Rose, primeiro um transporte colectivo até Keur Massar e depois um autocarro até ao Lac Rose.

 

O lago é efectivamente cor-de-rosa, dependendo da altura do ano e do dia também, quando nós chegámos estava mais rosa, quando fomos embora já não estava tanto, dizem que o melhor é ir de manhã.  

 

Como estávamos em boa companhia o dia foi passado unicamente por lá, a comer e a conversar. Esta foi a melhor refeição que tivemos no Senegal. 

 

 

Fotos e vídeo do nosso dia:

 

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3º dia 27/9/2016 

 

Neste dia dissemos adeus a Dakar e partimos para a cidade de Ndangane que fica na zona do Delta do Saloum, e o nosso objectivo era no dia seguinte fazer um passeio de piroga por lá. Mas para lá chegar íamos ter de enfrentar uma viagem de autocarro público. Penso que está tudo dito. 

 

A viagem não chegou a 4 horas, foi um bocadinho menos, mas quando chegámos o problema foi encontrar o hotel, havia poucas sinalizações e nós que estávamos à espera de uma cidade, deparamo-nos com uma estrada com apenas algumas casas de um lado e do outro. 

 

Fizemos check in num hotel que tínhamos marcado de véspera no booking  com quartos em pequenas cabanas, mas a cabana que nos deram era tripla, tinha AC e rede mosquiteira na cama e estava muito limpa. Não há barulhos exteriores e dormimos muito bem. O hotel tem também uma pequena piscina e o valor do quarto incluía pequeno almoço ao estilo francês com baguetes.

 

Foi complicado encontrar sítio para jantar, a maioria dos restaurantes (que são só 3 ou 4) não tinha nada a não ser frango, pois estamos na transição da época baixa para a alta e não há muitos turistas nesta altura. Mas lá nos desenrascámos. 

 

 

Fotos e vídeo do dia:

 

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4º dia 28/9/2016 

 

Na véspera tínhamos combinado com um rapaz que nos abordou para fazer um passeio de piroga pelo Delta. O passeio seria a manhã toda e o custo total foram 26500 francos (cerca de 40€). 

 

Foi um dia muito interessantes, e o Delta do Saloum é relamente um sítio apaixonante. Parece estranho que sítios como este não estejam carregados de turistas, e isso foi algo que também contribuiu para que tenhamos gostado tanto.

 

A riqueza da flora e fauna, nomeadamente a quantidade de aves que se podem ver aqui é maravilhosa. 

 

Durante a tarde resolvemos descansar. Nesta altura o Pedro já estava a começar a sentir alguns efeitos da alergia e já estava a ir a baixo.

 

 

Fotos e vídeo do dia:

 

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5º dia 29/9/2016

 

Este dia foi o dia mais cansativo da nossa viagem. Demorámos praticamente o dia todo a chegar a Tambacounda numa epopeia que envolveu 4 transportes colectivos e 1 táxi.

 

Os transportes públicos são a parte mais complicada do Senegal no nosso entender e por isso mesmo não encontramos muitos aventureiros de mochila às costas como se encontram por exemplo na Ásia.

 

De qualquer maneira foi uma experiência interessante, certamente uma aventura para contar aos netos um dia.

 

Marcámos um quarto num hotel fora do centro de Tambacounda mas que nos pareceu ser melhor, pois a oferta no centro era minima e pouco apetecível, e como este hotel tinha piscina, ainda pudemos ao final do dia dar um mergulho e relaxar depois desta viagem inacreditável.

 

 

Ficam aqui algumas fotos e vídeo do dia:

 

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6º/7º dias 30/9/2016 e 1/10/2016

 

Conseguimos arranjar carro + motorista + guia para nos levar até Niokolo-Koba, isto porque insistimos com o rapaz da recepção do hotel, porque não encontrámos nada na net.

 

Partimos de manhã em direcção ao centro de Tambacounda onde comprámos baguetes para o almoço e levantámos dinheiro num multibanco.

 

Partimos então em direcção à entrada do parque nacional Niokolo-Koba onde pagámos as taxas de entrada.

 

O parque, para um parque nacional, e o maior do país, com inúmeras espécies de animais, está totalmente ao abandono. Até há pouco tempo atrás era possível ficar-se alojado dentro do parque no único hotel que lá existia, mas neste momento nem isso pois o investidor estrangeiro desistiu do hotel que está agora ao abandono. Por este motivo também muitas estradas não estão transitáveis devido a quedas de árvores e a falta de manutenção geral.

O parque é lindo, mas é uma pena ver as coisas assim.

 

Conseguimos ver uma leoa logo no inicio do passeio, mas nem sinal dos hipopótamos que era o que eu mais queria ver. 

 

Fizemos o nosso pick-nick no que resta do hotel abandonado e voltamos ao final da tarde prontos para apanhar o autocarro nocturno previamente marcado na net que nos levaria a Dakar de novo, mas para nossa surpresa, o autocarro estava cheio e ninguém viu a nossa reserva.

 

Conclusão estávamos sem transporte, a nossa sorte foi que o guia nos levou ao sítio onde paravam os 7place para apanharmos uma para Dakar. 

 

Foi uma viagem de 8 horas muito cansativa e o problema é que em vez de ser um autocarro nocturno que chegaria a Dakar no outro dia de manhã, este carro chegou a Dakar por volta das 2 da manhã e nós não tínhamos noite marcada a não ser para o dia seguinte.

Valeu-nos o Elhadj que nos deixou dormir na casa dele nessa noite.

 

No dia seguinte apanhámos um susto com o quarto que reservámos em Ngor no Air BnB, o quarto não tinha sido limpo depois dos hospedes anteriores sairem e a proprietária que estava ausente da cidade não fez nada para resolver o assunto. (Após o nosso retorno fizemos queixa e o valor total das duas noites foi devolvido) 

 

Com o Pedro num estado muito mau respiratoriamente e o cansaço a dar cabo de nós e ainda por cima a termos de procurar outro sítio para ficar, tomámos a decisão de deixar Ngor e retornar a casa nesse mesmo dia para descansar. 

 

Alguns pontos que queríamos mesmo ver ficaram pelo caminho, por isso eventualmente um dia este report terá uma parte 2.

 

Até lá ficam as memórias da primeira aventura pela África.

 

Fotos e vídeo do último dia:

 

 

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Muito bom relato! E muito legal saber que temos amigos portugueses aqui no site, excelente contribuição.

 

Creio que é o primeiro que vejo do Senegal neste site, é um país muito interessante, tenho muita vontade de conhecer. Falam que é um dos povos mais hospitaleiros da África, e todos que conheci até hoje aqui no Brasil eram pessoas fantásticas.

 

Obrigado pela contribuição!

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