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Irlanda : Dublin e Cliffs of Moher

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Irlanda : Tentando chegar em Dublin!

 

Em um dos finais de semana que passei em Londres, decidi ir para Dublin. Queria comprovar se a fama da cidade era verdade. Que fama? A de que é bebida e farra a noite toda!

 

Na ânsia de aproveitar cada segundo de Londres, nos atrasamos para pegar o ônibus que nos levaria par o aeroporto. Mal chegamos na Victoria Station o ônibus havia saído. O próximo sairia em meia hora, o que certamente faria a gente perder o voo. Sem pestanejar, entramos em um táxi. O clima foi tenso, pedi pro motorista enfiar o pé no acelerador e fazer o caminho mais rápido pois tínhamos um voo que saia dentro de menos de 2 horas, sendo que o aeroporto fica a 1 hora e meia do centro da cidade. Para aumentar o suspense, no meio do caminho o motorista disse que tinha que parar para abastecer. Eu quase fiquei maluco.

 

De 1 em 1 minuto eu olhava para o relógio, olhava pro localizador do meu celular e para o marcador do valor da corrida. A cada minuto que passava e a cada pound que subia, meu coração vinha na boca. Eu, tão planejado nas minhas viagens, me recusava a aceitar a possibilidade de perder um voo por atraso. Mas o que eu mais não acreditava era como meus companheiros de viagem conseguiam ficar tão despreocupados a ponto de dormir e sorrir para a foto! NÃO!

 

Chegamos no aeroporto com 40 minutos para a decolagem. A corrida nos custou 150 pounds! Se conseguíssemos pegar o voo, teria valido a pena. Se não, eu ficaria muito P$%” da vida! Fomos correndo para o balcão da Ryanair e tão logo chegamos já faziam a última chamada de check-in para nosso voo! Mas ainda teríamos que atravessar a verificação de bagagem e imigração. Mas no melhor estilo sem emoção não tem graça, conseguímos!

 

Desembarcamos na cidade já com a noite querendo começar a cair. Compramos o bilhete do ônibus que liga o aeroporto ao centro e o ticket do ônibus turístico que usaríamos no domingo e partimos.

 

Chegamos no flat (muito bem localizado por sinal), tomamos banho e fomos pra rua, afinal era sexta-feira. Mapa na mão, tínhamos um destino em mente: Temple Bar, a famosa rua dos Pubs de Dublin. Essa noite seria só um esquenta. Na manhã do dia seguinte iríamos fazer um passeio que duraria todo o dia e precisávamos estar descansados. Mas mesmo assim não deixamos de aproveitar. Na verdade estávamos mais preocupados em comer do que beber. Opções não faltavam, desde o clássico Hard Rock Café até os pubs tradicionais. Não escolhemos nem um nem outro, decidimos entrar em um restaurante mais estiloso chamado Morgan Bar.

 

É impressionante como o nome que damos as coisas influenciam totalmente nossa percepção sobre elas. Dentre inúmeros pratos, escolhi um que parecia bem chique: creme de batatas irlandesas ao molho napolitano com generosas esferas de filet mignon australiano. E o que chegou? Um purê com almôndegas. Não estava ruim, mas…

 

Barrigas devidamente preenchidas, partimos para o reconhecimento do local. Bastou 5 minutos por lá para comprovar que o povo é animado e bebe mesmo. E muito! Será que amanhã à noite seria nossa vez de beber até cair? Quem viver, verá.

 

Voltamos para o flat e apagamos. Apenas pouco mais de 5 horas depois, já estávamos de pé para nos juntar a excursão que nos levaria aos Cliffs of Moher, uma imensa cadeia de penhascos a oeste de Dublin.

 

Post original com fotos em:

http://www.digoabordo.com/2011/11/irlanda-tentando-chegar-em-dublin.html

 

[Continua]

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Irlanda : Abadia de Corcomroe, Burren e Cliffs of Moher!

 

Depois do cansaço do dia anterior e da noite mal dormida, mal entramos no ônibus da excursão que nos levaria aos Cliffs of Moher, começamos a dar aquelas cabeçadas. Sem falar que o guia também não ajudava muito, a pronúncia dele era muito difícil de entender. Basicamente eu entendi 3 palavras: batata, vaca e cerveja. Desculpa aí se você é irlandês, mas eu cheguei a conclusão que a rotina de um nativo deve ser: cuidar das vacas de sua fazenda, comer batata no café, almoço e janta e beber cerveja o dia todo.

 

Nossa primeira parada foi a Abadia de Corcomroe, também conhecida como a Abadia de Santa Maria da Rocha Fértil, em referência ao solo fértil da região. A construção em pedra é datada do século XIII e é marcada pela forma clássica de crucifixo.

 

A Reforma Inglesa tratou da dissolução dos mosteiros na Irlanda e o pesado clima político levou à sua queda. Existem vários túmulos no local e percebe-se que até hoje recebem visitas, pelas flores postadas sobre as lápides. Resta saber se realmente elas foram colocadas aqui por alguém ou fizeram jus ao nome e nasceram da rocha fértil. Quem sabe?

 

A próxima parada foi na região de Burren, uma área rochosa de aproximadamente 250km quadrados situada no encontro de alguns vilarejos. Banhada pelo mar, a vista é bem bonita. E só. Aproveitamos para comer alguma coisa para forrar o estômago e, de lá, partimos para o nosso destino principal.

 

Os Cliffs of Moher são formações rochosas que formam imensos penhascos sob a beira do Oceano Atlântico. Alguns chegam a uma altura de 120m acima do mar. Ir até a margem do penhasco e olhar para baixo pode te dar tonteiras, cuidado! Não é qualquer um que tem coragem.

 

Você se sente uma formiguinha e se dá conta que nós, seres humanos, somos um nada perto da imensidão e magnitude deste planeta. A natureza, ao longo de milhares de anos, continua esculpindo esta obra prima e, a cada visita, com um pequeno esforço, você poderá perceber as diferenças.

 

O complexo ainda conta com uma torre de observação, a O'Brien's Tower, que te eleva um pouco mais acima dos penhascos e te permite ter uma visão privilegiada. Vale a pena subir seus degraus.

 

Neste momento você pode estar pensando: mas é só isso? Pois é, se você pensou assim, azar o seu. Aposto que já se deslumbrou com os arranha-céus construídos pelo homem em Nova Iorque. Pena que a natureza e suas construções naturais não te causam o mesmo fascínio.

 

De lá, revigorados pela paz daquele lugar, fomos de volta a Dublin. Para não tornar a viagem muito cansativa, o ônibus faz sua última parada em um antigo castelo da região, que hoje funciona como um pub. Nada melhor do que o fim de tarde para tomar uma cerveja ou apenas um sorvete.

 

De volta a Dublin, fomos para o flat tomar banho pois a noite na Temple Bar prometia!

 

Post original com fotos em:

http://www.digoabordo.com/2011/11/irlanda-abadia-de-corcomroe-burren-e.html

 

[Continua]

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Irlanda : Dublin : Temple Bar!

 

Mesmo exaustos de um dia inteiro dentro de um ônibus, voltamos da excursão e fomos direto tomar banho para curtir a noite de Dublin. Na noite anterior fizemos um breve reconhecimento do local, mas era hoje que de fato íamos curtir a famosa Temple Bar.

 

Temple Bar é o nome do reduto boêmio de Dublin. Seu nome vem, segundo os historiadores, de uma importante família que morou por lá no século XVII. A primeira aparição oficial foi em um mapa de 1673. A área possui uma forte veia cultural, com institutos de arte, música, cinema e fotografia. Mas é quando a noite cai que sua verdadeira essência exala: o álcool.

 

Como não paga nada pra entrar, só paga o que consumir, a ideia era pular de pub em pub para conhecer o maior número de bares em uma só noite. E foi assim que fizemos.

 

Vat House Bar

 

O Vat House Bar é um pub irlandês tradicional. Seu nome vem das cubas de cobre que armazenam a cerveja Guiness em seu processo final de fabricação. Sua decoração reflete esse processo de maturação e desenvolvimento, com piso e revestimento de madeira resgatado da própria fábrica.

 

Como foi nossa primeira parada, aproveitamos para jantar. O pub oferece pratos tradicionais irlandeses, como o fish & chips (que por sinal foi a minha escolha), bem como vários pratos internacionais. Uma seleção muito boa de vinhos e enorme variedade de uísques irlandeses e espirituosos também estão disponíveis.

 

Oliver St. John Gogarty

 

Construído no final do século XIX, esse pub é parada obrigatória. Sua fachada colorida é um excelente ponto para uma boa foto de recordação. Seu nome se deve ao poeta, autor, atleta, político e cirurgião (ufa!!!) de mesmo nome. Figura emblemática, surgiu de inspiração para um personagem do famoso escritor James Joyce, também irlandês.

 

No primeiro andar do pub existe apresentação de música típica irlandesa, o folk. Além dos turistas, é um bom lugar para ver os nativos e observar seu comportamento. Quer dizer, observar suas canecas extra grandes cheias de cerveja.

 

Ah, se seu objetivo em Dublin é somente beber e beber e beber, em cima deste bar existe um hostel. Ótima pedida para aqueles que normalmente bebem e perdem o caminho de casa.

 

Quays

 

Dos pubs que fomos, esse era o mais animado. A dupla tocava música ao vivo, um pouco mais pop que nos outros bares. E a galera estava bem animada. Foi neste bar que encontramos um local vestido com a camisa do Brasil. Além de já nos chamar a atenção, o cara era muito alto. Ele tinha no mínimo 2 metros! Ficamos batendo papo com ele, falando sobre o Brasil (futebol, praia e mulheres). Foi a vingança irlandesa. Não entendeu? Leia o artigo anterior.

 

Foi neste bar também que tomamos uma espécie de sidra de morango e limão. Na verdade estávamos bebendo cerveja comum quando fui apoiar o copo na bancada e vi uma garrafa vazia que trazia impresso um morango e um limão juntos. Pensei: caramba, que diferente! Tínhamos que experimentar! Apesar de um pouco doce pro meu paladar, ela era bem gostosa, viu? O azedinho de um quebrava o doce do outro.

 

The Temple Bar

 

Para finalizar a saga dos pubs, partimos para o mais que tradicional pub chamado The Temple Bar, ganhador do prêmio de Melhor Pub com Música Irlandesa do Ano de 2002 até 2011. A música, pro meu gosto, estava bem desanimada, na verdade. Não sei se chegamos num momento mais intimista do show da cantora, mas se ficássemos mais 10 minutos lá dentro cortaríamos nossos pulsos. Ficamos por lá pouco tempo, só para dizer que fomos.

 

Dentro do bar, que foi fundado em 1840, existe um jardim para fumantes, o que eu não vi nos outros. Fora isso, mesmas cervejas. Mas, óbvio, é visita obrigatória.

 

Fitzsimons

 

Depois de passar de bar em bar, resolvemos entrar em alguma discoteca. No final da rua Temple Bar achamos uma, a Fitzsimons, que parecia estar bem cheia e com boa música (esta discoteca é no mesmo estilo do pub Oliver, com hotel em cima. Eu fico imaginando o barulho que deve ser na hora de dormir). Nossa cota de música local e cerveja estava terminada! Queríamos tequila e música dançante. E conseguimos.

 

Umas 3 e meia da manhã nossos corpos começaram a pedir arrego. Afinal, estávamos já exaustos do ritmo frenético de conhecer uma capital e aproveitar tudo que ela tem de bom para oferecer em apenas 2 dias. Voltamos em direção ao nosso flat e fomos passando novamente na porta dos pubs que entramos. As pessoas continuavam da mesma maneira que as deixamos, bebendo!

 

Paramos em uma lanchonete para comer um hot-dog e, no pouco tempo que ficamos ali, pude comprovar uma das teorias que já havia lido em um livro sobre a noite de Dublin: fique parado 5 minutos na Temple Bar que você certamente ouvirá soar o alarme de uma ambulância a caminho do resgate de mais um bêbado.

 

Mesmo que você não beba, nenhuma viagem a Dublin é completa sem experimentar a atmosfera e a emoção da Temple Bar. Então venha e aproveite a diversão, seja com Coca-cola, seja com Guiness. Como eles mesmos dizem: CRAIC!

 

Post original com fotos em:

http://www.digoabordo.com/2011/11/irlanda-dublin-temple-bar.html

 

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Irlanda : Dublin : Tour histórico!

 

Já estávamos de pé bem cedo para aproveitar bastante nosso último dia em Dublin. Decidimos dividir o dia da seguinte maneira: na parte da manhã faríamos um city-tour para poder conhecer o máximo de pontos turísticos possíveis e na parte da tarde visitaríamos a fábrica da cerveja Guiness.

 

Na verdade o city-tour que fizemos foi um walk-tour. E melhor: de graça! Estes tours são feitos normalmente por jovens universitários. Neste caso, a menina que nos guiou era espanhola e estava estudando em Dublin. É uma maneira excelente de conhecer a cidade e quem sabe fazer amizades! No final do tour quem quiser ajuda com o que achar que o tour valeu.

 

Passamos por vários pontos interessantes, mas vou citar os que mais me marcaram:

 

Dublin Castle

 

Palco de muitos acontecimentos marcantes, o Castelo de Dublin foi a residência oficial da Inglaterra em território irlandês. Em 1922, com a criação do estado livre da Irlanda, se tornou gabinete oficial do novo Governo. A Bedford Tower é a torre principal deste complexo, de onde, em 1907, foram roubadas as jóias da coroa irlandesa. Até hoje continuam desaparecidas.

 

 

Dubh Linn Garden

 

O nome inglês da cidade deriva do nome irlandês Dubh Linn, que significa piscina escura. Contam os historiadores que, antigamente, foi ali que os vikings se estabeleceram, exatamente onde o Rio Dodder fez um grande lago de sujeira, antes de desembocar no Rio Liffey. Hoje em dia a área recebeu o tratamento digno que merecia, foi restaurada e deu lugar a um pequeno, mas belo parque. O tal Rio Dodder hoje não passa de um canal subterrâneo.

 

 

 

Christ Church Cathedral

 

Esta catedral medieval é a mais antiga de Dublin. Em certa altura, um arcebispo mandou construir uma passagem que ligasse a catedral aos seus aposentos e, hoje em dia, é grande marca desta construção, que impressiona por sua arquitetura. Hoje em dia, neste aposento do arcebispo, funciona um museu chamado Dublinia.

 

Curiosidade: um gato perseguindo um rato foram encontrados dentro de um órgão da Catedral. Mumificados, estão expostos para quem quiser conhecer. Algo um tanto quanto diferente para ser visitado dentro de um espaço religioso, né?

 

 

 

Temple Bar

 

Passar lá de dia não tem a mesma graça que a noite, mas foi legal para conhecer uma das histórias da famosa banda irlandesa U2. Diz a lenda que a banda, antes de ser famosa, se apresentava em bares do local e que, um deles, negou a participaçao do grupo. De pirraça, eles decidiram tocar em frente a esse bar, na rua mesmo. Ficou lotado e o dono do bar se arrependeu. Quando os convidou para entrar, o Bono disse que só entraria de novo naquele lugar quando fosse dele. Não deu outra, hoje o imóvel é dele e foi transformado num luxuoso hotel.

 

Muito próximo, em uma das esquinas da rua, é onde está exposta uma guitarra de bronze de um um famoso guitarrista irlandês, o Rory Gallagher.

 

Ainda na Temple Bar, voltamos no bar de mesmo nome para tomar uma cerveja.

 

 

Ha’penny Bridge

 

Uma das mais famosas pontes que cruzam o rio Liffey, principal Rio de Dublin. É uma ponte exclusivamente de pedestre e foi construída em 1816. Também pode ser conhecida como Liffey Bridge. Foi reformada em 2001 para fortalecer sua estrutura, já que por ali passam mais de 30 mil pessoas por dia.

 

 

Trinity College

 

Simplesmente a mais antiga universidade de Dublin. Mas o que mais impressiona é o acervo de sua biblioteca, com mais de 4,5 milhões de exemplares, incluindo os famosos manuscritos de Kells, um livro iluminista escrito em Latim e ricamente ornado. Paga-se para entrar, mas dizem as más línguas que, se você for entrar 5 minutos antes da biblioteca fechar, não paga nada. Simplesmente porque o guarda sempre sai uns 10 minutos antes do horário. Deixa o patrão dele saber disso.

 

 

 

St Stephen's Green

 

O St. Stephens Green é o maior parque georgiano de Dublin. Parque georgiano? Sim, um parque construído na época do rei George IV. É a mesma coisa que dizer que a casa tem estilo victoriano, ou seja, construída durante o reinado da Rainha Victoria. Dentro do parque existe uma estátua em homenagem ao Wolfe Tone, figura emblemática e um dos líderes da independência irlandesa. Diz a lenda que traz sorte tocar na parte genital desta estátua. Como não custa nada e aquilo é somente uma estátua, eu admito, toquei.

 

 

 

De lá, nos despedimos do grupo e fomos almoçar e nos preparar para a segunda parte do dia: a fábrica da Guiness.

 

Post original com fotos em:

http://www.digoabordo.com/2011/11/irlanda-dublin-tour-historico.html

 

[Continua]

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Irlanda : Dublin : Guinness e seu legado!

 

Falar da Irlanda e de sua capital sem falar da Guinness é a mesma coisa que falar da França e não falar de croissant, falar da Itália e não falar de pizza e falar do Brasil e não falar de corrupção carnaval.

 

A Guinness é a cerveja irlandesa mais popular. Foi criada no século XVIII, na cervejaria do Arthur Guinness, em Dublin. Hoje em dia é uma das marcas de cerveja mais famosas por todo o mundo, produzida em quase 50 países e disponíveis em mais de 100, com uma venda anual de 1.8 milhões de pints. Não sabe o que é um pint? Saiba aqui.

 

Seu sucesso talvez se deva ao seu sabor inigualável, que muitos (inclusive eu!) associam ao café. Na verdade seu sabor forte e sua coloração amarronzada vem de um de seus ingredientes, a cevada torrada. Por mais que eu insistisse, nas muitas vezes que experimentei a cerveja, confesso que não gostei. A primeira vez que tomei foi em Oxford, na Inglaterra. Mesmo sem apreciar seu sabor, não pude deixar de visitar sua fábrica original e principal, a cervejaria St. James's Gate.

 

A Cervejaria St. James's Gate foi fundada em 1759 em Dublin, pelo próprio Arthur Guinness. O espaço foi curiosamente alugado por um período de 9000 anos, por um valor de £ 45 por ano. No ano de 10.759 o imóvel poderá ser alugado por alguma outra pessoa, ou alguma outra cervejaria. Até lá, o lar da Guinness continua sendo o St. James's Gate, que tornou-se a maior cervejaria da Irlanda em 1838 e a maior do mundo em 1914. Embora já não seja a maior cervejaria, ainda é a maior cervejaria de malte. E para os irlandeses, além de maior, é, sem dúvidas, a melhor do mundo.

 

Na verdade a fábrica em si não pode receber visitas de turistas. Adjacente a esta fábrica, fica a Guinness Storehouse, um complexo turístico aberto em 2000 e que já recebeu milhões de visitantes. São ao todo sete andares em torno de um átrio de vidro moldado na forma de um pint de Guinness. O piso térreo apresenta a cerveja e seus quatro ingredientes (água, cevada, lúpulo e levedura), e a história de seu fundador. Ah, um áudio-guia em português está incluso!

 

Outros andares apresentam a história da publicidade da Guinness, seu modo de fabricação e incluem uma exposição interativa sobre consumo responsável.

 

O sétimo andar abriga o Gravity Bar, onde os visitantes podem saborear um pint de Guinness cortesia e desfrutar de vistas panorâmicas de Dublin. De volta ao piso térreo, visite a loja da Guinness, ao melhor estilo Disneylândia.

 

Ah, mais uma curiosidade: repare na marca da Guiness e no símbolo principal do país, a harpa de Brian Boru. Alguma relação? Impossível não dizer que uma está associada a outra.

 

Dizem alguns estudiosos que a Guinness é benéfica para o coração, já que foram encontrados compostos antioxidantes em sua receita, similares aos encontrados em algumas frutas e vegetais. Será? Os irlandeses não tem dúvida. Eu não sei, mas muitos de seus anúncios dizem: "Guinness is Good for You".

 

Portanto, vir a Irlanda e não beber pelo menos um pint de Guinness pode ser considerado um pecado mortal. Mas tem muita gente por lá bebendo muito mais que um copo, pode ter certeza.

 

Os dias em Dublin infelizmente se acabaram e a próxima parada deste blog é na França!

 

Até lá!

 

Post original com fotos em:

http://www.digoabordo.com/2011/11/irlanda-dublin-guinness-e-seu-legado.html

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Digo, muito legal seu relato, você escreve muito bem! ::otemo::

Esse táxi foi uma facada, ainda bem que no final das contas deu tudo certo

As fotos estão ótimas também

Adorei, me deu uma vontade de largar tudo e viajar agora rsrs

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Adorei o relato! Só me deixou mais animada para fazer minha própria viagem! Fico sempre maravilhada com os relatos do site e decidi finalmente criar uma conta!

 

Queria saber como foi o esquema desse ônibus de turismo que te levou para Galway e o Cliffs of Moher... Como você ficou sabendo sobre ele? Ando pesquisando o trajeto Dublin-Galway com ônibus/trem normais, demora muito! E passar por esses pontos turísticos seria ótimo! ::otemo::

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    • Por beatrizz
      Saudações! 
      Esse relato é sobre a subida ao Monte Crista em Garuva, que fica perto de Joinville. 
      A chegada em Garuva foi na sexta dia 07 de Setembro, no fim da tarde. Optamos por passar a noite no Espaço de Vivência Monte Crista. Que não faz parte da trilha oficial pra montanha, mas fica a 2 km da recepção. 
      Sobre esse espaço tem muito a compartilhar, é um lugar místico, onde acontecem diversas vivências, como meditação, temascal, e outros. Há chalés do ladinho do Rio que você pode passar a noite ouvindo o barulho da água. A comida (3 refeições) está inclusa na diária e é vegetariana, deliciosa. Fica em torno de R$ 350 pra 2 pessoas. O espaço compartilhado tem muitos pássaros comuns da região e um local de oração e Cerimônia construído por índios nativos, ali há uma energia muito clara. 
      No sábado acordamos cedinho e tomamos um café reforçado, depois partimos até a recepção do Monte Crista. A entrada sem estacionamento é de 4 pilas. 
      Logo no início você passa por uma ponte pênsil legal. 
      A subida é pesada, porque o terreno é muito parecido em todo o percurso, subida íngreme e ganho de elevação rápido. Vários pontos com escadas de pedras construídas pelos jesuítas. É muito bonito. Diferente do Pico Paraná por exemplo, não há um grau de dificuldade tão grande com raízes e pedras, mas prepara o corpo pra resistência. 
      Enfim chegamos ao cume após 4:30, é importante seguir a trilha principal porque não há placas, e é fácil se perder. 
      No cume do monte encontramos vestígios de acampamento, porém não havia ninguém lá. Achamos estranho porque na recepção nos falaram que muitas pessoas haviam subido... 
      Arrumamos nosso acampamento e o tempo estava fechado, não dava pra ver um palmo na frente, isso também dificultou pra tentar ver onde as outras pessoas estavam. Em função do horário decidimos ficar por ali mesmo. 
      Não estava frio, nem tinha vento. Mais a noite o céu abriu e ficou maravilhoso, aí conseguimos ver as lanternas em um ponto um pouco abaixo de onde estávamos, depois descubrimos que lá encontra-se um marco do Monte Crista, que é onde deve acampar kkkk. Também é um lugar mais protegido do vento. Por sorte o tempo nos ajudou e não fomos lançados montanha a baixo. 
      A noite o bixo pegou, a temperatura caiu muuuito de uns 15 graus para cerca de 4. E não estávamos preparados, ou seja, a noite foi tensa quase não dormimos de frio..... 
      De manhã estava nublado, o sol não mostrou as caras, mas mais tarde alguns raios nos presentearam e deu pra fazer algumas pics. 
      Arrumamos as coisas e descemos a montanha, com quase metade do tempo, em menos de 3 horas chegamos a base. 
      Ps. Esqueci de levar panela, a caneca de metal de café, virou panela e chaleira, improvisos hehehe. 
      Enfim, voltamos ao Espaço de Vivência e conseguimos ainda descolar um almoço antes de pegar a estrada. 
      Ps2. Não é legal subir a montanha pelo espaço de vivência, primeiro pq há uma trilha por ali, mas pouco demarcada, a probabilidade de se perder é bem maior, segundo porque o espaço não tem controle e formulário de subida, e se algo acontecer será um transtorno para eles e para quem está na trilha. O objetivo do espaço é relaxar mesmo. Por isso sempre comece a trilha pela base. 
      No final da experiência há sempre saldo positivo, qualquer montanha 🗻 tem algo a ensinar, cada uma é diferente, especial, única. Aprendemos o que fazer e o que não fazer. Vamos captando os sinais do universo, sobre nossa missão. Aprendemos a ouvir o coração, e não a personalidade. 
      Quero voltar ao Monte Crista com objetivo de fazer a travessia do Quiriri. Mas esse é outro relato. 
      Avante, viver o que precisa ser vivido. 














    • Por danicsml
      Depois de algumas torrões de sol e algumas bolhas nos pés, sobrevivi para compartilhar (e tentar atualizar) informações sobre a nossa trip (marido e eu) nas férias.
      Bora lá: foram 14 dias de viagem pelas seguintes cidades:
      Los Angeles: 3 dias
      Las vegas:  2 dias
      Willian - Grand canyon: 02 dias 
      Page: 1 1/2 dia
      Monument Valley: 1 dia
      Moab : 1 dia
      Salina: só pernoite
      Las vegas: 1/2 periodo compras + 1 noite
      Los angeles: 1/2 periodo compras + 1 noite.
      Total gasto: 22 mil para o casal (é minha gente o dolar tá qse um rim). Segue a planilhinha em anexo. Pessoal eu vou consertar uns valores aq e já posto de novo!!!
       
       
    • Por PEDROMG
      Oi galera!
      Estou aqui (depois de alguns poucos meses) pra compartilhar com vocês sobre a minha primeira (de muitas kkk) solo trip.
      Se me perguntassem há uns 2 anos atrás se eu teria coragem de viajar sozinho, eu certamente responderia que não faria isso (por medo+tensão+acho que não consigo).
      Até que a vontade de romper essa barreira passou a me consumir e comecei então a trabalhar a mente e me preparar aos poucos pra que eu realizasse isso que se tornou um sonho, uma necessidade.
      Minhas férias do trabalho venceram mas decidi que só as tiraria quando definisse um destino bacana, que tivesse praias lindas (e que eu acreditasse ser capaz de me virar sem companhia rs).
      Foi aí que decidi ir em abril para #Cartagena e #SanAndrés (aquele paraíso onde fica o famoso mar de 7 cores).
      Comecei então a olhar as passagens, lugares para me hospedar, definir rotas, pesquisar sobre a moeda e preços locais e assim fui me familiarizando com cada detalhe e adquirindo a segurança necessária pra embarcar na minha #primeiraviagemsozinho.
      Comprei minhas passagens de Brasília > Panamá > Cartagena / Cartagena > San Andrés / San Andrés > Cartagena / Cartagena > Panamá > Brasília...
      E FUUUI!!!
      Ao chegar no aeroporto de Brasília, bateu aquele leve medo de: é agora!
      Embarquei e durante o voo, devido a tensão, me lembro que tive até um pesadelo.
      Cheguei ao Panamá, celular sem bateria, sem adaptador de tomada mas feliz e empolgado, confiante e pronto pra continuar.
      Lá estava eu desembarcando no aeroporto de Cartagena arrepiado e sorrindo ao mesmo tempo.
      Sem celular e sem voucher de onde eu me hospedaria, fui até o balcão de informações e pedi pra que olhassem pra mim o endereço do hostel... deu certo.
      Que cidade linda, que energia boa, cheia de pessoas felizes, contagiante!!!
      Conheci lugares incríveis, conheci pessoas legais (sou tímido pra isso, mas estar sozinho e naquele lugar maravilhoso acabou mudando isso até sem eu percebesse).
      Dica: se hospedem no Bourbon St Hostel Boutique.
      Depois de 3 dias muito bem vividos, bora pra San Andrés conhecer o Caribe...
      Chegando no aeroporto (que tumulto!!!), eu só queria ver aquele mar das fotos que me fizeram chegar até lá...
      E WOOOOOOOOOW!!! Inacreditável! "P**rra, eu realmente tô no Caribe!"
      Dica: se hospedem no El Viajero.
      Depois de uma semana, de conhecer a beleza surreal da ilha e nadar bastante, partiu voltar pra Cartagena (com todo prazer!) por mais 3 dias.
      Em San Andrés, assim como em Cartagena, conheci outros viajantes que estavam viajando sozinho pela primeira vez também e compartilhar as experiências e momentos foi fundamental.
      Talvez se eu estivesse esperado alguém pra me acompanhar, eu não teria tido essa experiência sensacional, nem conhecido tais lugares e ainda estaria me questionando: será que eu consigo viajar sozinho?
      Sobre os lugares que visitei, recomendo e recomendo de novo.
      *A única coisa que me contrariou durante a viagem foi que comprei um sombreiro (esse das fotos) de um vendedor ambulante por 20.000COP e pouco depois achei numa loja
      por 7.000COP... aff, kkk...
      Se tiverem curiosidades ou quiserem dicas, é só me contactar :)
      Estou pronto pra próxima... a dificuldade agora é escolher algum destino dentre tantos maravilhosos pelo mundo... porque meu medo, eu já venci \o/








    • Por tabatajac
      Conhecida como uma das travessias mais bonitas do país, a travessia Petrópolis x Teresópolis é feita dentro do Parque Nacional da Serra dos Órgãos e conta com aproximadamente 30 quilômetros de trilha, que podem ser feitos em um, dois ou três dias, além de diversos desvios.
      Antes de mais nada, é preciso comprar os ingressos no site do Parnaso e, se for fazer a trilha em mais de um dia, pagar pela sua estadia, que pode ser em camas beliche ou bivaque dentro do abrigo, ou no camping. Vale lembrar que em feriados, principalmente no inverno, a travessia fica bem cheia e os abrigos esgotam rápido. Nós demos sorte e pegamos uma desistência, conseguindo fazer no feriado de 7 de Setembro.
      Para quem fica no abrigo, é disponibilizado panelas, utensílios de cozinha, fogão e banheiro com (pasmem!) água quentinha. Já para quem fica no camping, você também vai poder usar o banheiro para tomar banho, além de outro banheiro do lado de fora do abrigo e um ponto de água, onde dá para encher as garrafas e lavar as panelinhas e utensílios que você levar.
      No total, pagamos R$ 102,00 cada um, incluindo o valor da travessia (R$ 26 da trilha e R$ 26 de adicional de fim de semana), duas noites de camping (R$ 10 cada uma) e dois banhos (R$ 15 cada um).
      O próprio site do parque oferece informações oficiais sobre a travessia, sempre vale dar uma olhada.
      DIA 1 – Petrópolis x Castelos do Açu
      Distância: 8 km
      Tempo: 7 horas
      Ganho de altitude: 1.145 metros
      Saímos do Centro de Petrópolis um pouco antes das 8:00 e chamamos um Uber para adiantar um pouco as coisas. Para quem quiser ir de ônibus, primeiro você vai ter que pegar um para o Terminal de Correias e depois outro para um pouco antes da portaria do parque. Pagamos R$ 36,00 até lá. Chegamos na portaria, assinamos o termo de responsabilidade, enchemos as garrafas de água e começamos a subir às 9:20.
      O primeiro ponto depois da portaria é o Poço do Presidente e a Cachoeira Véu da Noiva. Como saímos um pouco tarde da portaria, fomos só até o primeiro ponto, enchemos as garrafas, comemos uma barrinha de cereal e seguimos. A subida até aqui ainda não é tão íngreme, mas depois do poço comecei a sentir as pernas avisarem que a declividade tinha aumentado (e eu achando que estava bem preparada). Chegamos na Pedra do Queijo às 11:30 e paramos para beber água, comer e subir na pedra para ver o visual.

      Pedra do Queijo

       
      Pedra do Queijo 

      Visual de cima da Pedra do Queijo
      De lá, partimos para o Ajax, onde chegamos às 13:15. Essa, para mim, foi a subida mais puxada, até mais que a Isabeloca que vem depois e dizem ser a parte mais difícil do primeiro dia. Acho que o bastão de caminhada fez a diferença, já que subi essa parte sem ele, mas usei na Isabeloca. O Ajax é o próximo ponto de água depois do poço e o último antes do abrigo, além de ser também onde o pessoal costuma parar um pouco mais para almoçar (ou comer alguma coisa com mais sustância). Atenção para os períodos de seca, já que é comum o Ajax secar. Nós pegamos o ponto com pouca água, mas ainda deu para encher as garrafas. Até esse ponto, já havíamos caminhado por volta de 5 quilômetros, com mais 3 pela frente até o abrigo dos Castelos do Açu.

      Parada no Ajax
      De cara para aquele paredão que era a Isabeloca, saímos do Ajax às 13:55 e começamos a última subida do dia. Conseguíamos ver as pessoas lá em cima, com suas mochilas coloridas, já quase chegando ao topo. Depois de muito anda e para, chegamos lá em cima às 15:15 e paramos na próxima plaquinha para tirar um pouco as cargueiras, beber água, comer e tirar umas fotos. De lá, conseguíamos ver uma formação rochosa bem ao longe que parecia ser os Castelos do Açu, e que ainda estava distante para caramba.

      Subindo a Isabeloca

      Topo da Isabeloca
      Colocamos as cargueiras de volta e voltamos a seguir a trilha quando, de repente, os Castelos do Açu (agora de verdade) surgiram à nossa frente, imponentes e tão mais perto do que a gente imaginava. Ali a emoção bate de leve e você começa a fazer o balanço do que foi o primeiro dia. E se a emoção dali não bastasse, andando mais um pouquinho surgem o abrigo e a Serra dos Órgãos, que se faz ver pela primeira vez, com o Dedo de Deus em riste. Chegamos ao abrigo às 16:30, depois de aproximadamente 7 horas de caminhada. Depois de dar nossos nomes, o cara do abrigo informou que o camping poderia estar lotado e, se esse fosse o caso, poderíamos armar a barraca no próprio castelo (o que eu acho que já foi permitido um dia, mas hoje é proibido em dias normais). Subindo de volta para os castelos, encontramos um ponto perfeito, logo abaixo de outro casal que havia armado a barraca um pouco acima.

      Chegando nos Castelos do Açu

      Abrigo do Açu e a pontinha do Dedo de Deus

      Pôr do sol dos Castelos do Açu
      Barraca armada, seguimos de volta para o abrigo para um banho mais que merecido. Os banhos são de 5 minutos contados no relógio pelo responsável do abrigo, que fica do lado de fora do banheiro controlando o pessoal e batendo na porta quando o tempo acaba. Com um pouco de desorganização, conseguimos tomar banho (que no fim deu um tilt na água quente e o pobre do Marcello terminou na água congelante) e voltamos para a barraca para fazer o jantar, que seria um arroz Tio João com calabresa para ele e com tofu para mim. Alimentados, fomos aproveitar um pouco da vista dos castelos, de onde dá para ver toda a cidade do Rio de Janeiro e suas luzes cintilantes, e depois fomos dormir.
      DIA 2 – Castelos do Açu x Sino
      Distância: 7,5 km
      Tempo: 8 horas
      Tendo acordado um pouco de noite, uma das vezes com frio, acordei de vez por volta das 5:30 e comecei a ouvir as vozes murmuradas do pessoal que acordou para ver o sol nascer. Juntei todas as forças que eu tinha para encarar aquela friaca e saí da barraca. Mas caraca, como valeu a pena. O céu laranja começava a iluminar a Serra dos Órgãos à esquerda e a Baía de Guanabara à direita. Subi na pedra com a câmera preparada e os primeiros raios de sol começaram a sair de trás das nuvens. Acho que foi o momento mais mágico de toda a travessia (com direito à musiquinha do Rei Leão, cantada pelo casal da outra barraca).

      Os primeiros raios de sol iluminam a Serra dos Órgãos

      Nascer do sol dos Castelos do Açu

      A Serra dos Órgãos e a nossa barraca

      Abrigo visto de cima dos Castelos
      Com o sol já mais alto, tomamos café, desmontamos a barraca e seguimos para o abrigo, onde terminamos de nos preparar para o segundo dia. Saímos de lá às 9:00 (bem tarde!) e logo de cara vimos a primeira descida e subida do dia, que seria o Morro do Marco. Com pedras que formam uma escadinha, às vezes com degraus altos que vão precisar da ajuda das mãos, chegamos ao primeiro ponto às 9:30 depois de um quilômetro, onde só tiramos algumas fotos e seguimos em frente. De lá, já conseguíamos ver o próximo vale, bem mais profundo que o anterior, onde encontraríamos o primeiro ponto de água do dia.

      Saindo do Abrigo do Açu

      Visão do Morro do Marco com os totens que guiam o caminho
      Chegamos no ponto de água às 10:10, onde encontramos um grupo sentado descansando e comendo alguma coisa. Enchemos nossas garrafas, comemos umas castanhas e seguimos com a subida em mata fechada e bem íngreme, com raízes servindo de degraus. Nossa próxima parada era o Morro da Luva, onde chegamos às 11:25. Lá, avistamos o Garrafão pela primeira vez, que serviria de guia pelo resto do dia, virando sua cara carrancuda aos poucos até se revelar completamente na Pedra da Baleia. Mas calma que ainda faltava muito para isso (e bote muito nisso). No Morro da Luva, tiramos as cargueiras um pouco para aliviar o peso, bebemos água e tiramos fotos. Depois, seguimos atrás de um grupo com guia que disse que aquele ponto era muito fácil de se perder, já que a rocha abre muitos caminhos e não é tão bem sinalizado quanto o primeiro dia.

      Subindo o Morro da Luva

      Topo do Morro da Luva com os Castelos do Açu ao fundo

      Garrafão e o Dedo de Deus começando a ficar encoberto
      Depois de descer mais um vale, chegamos ao próximo ponto de água logo antes do Elevador, que estava seco. Descansamos um pouquinho e chegamos ao temido Elevador às 12:30. Com 67 degraus, ele é bem mais longo do que eu imaginava, e também mais cansativo. Subi usando a mochila de lastro, que nem o Corcunda de Notre Dame, para ver se ela me jogava para frente e não para trás. Contei três vergalhões faltando, mas a rocha dá um bom apoio nessas horas, e a tração da bota é essencial. Com 3,5 quilômetros caminhados (e escalaminhados) desde o Açu, chegamos ao topo do Elevador, onde tínhamos mais 4 quilômetros pela frente.
       
      Totens e Elevador visto de longe

      Elevador
      Depois do Elevador, a coisa começou a esquentar e nem tirei mais a câmera da mochila, tirando fotos só com o celular. Logo após o topo do Elevador, surge uma rocha com uma subida bastante íngreme, onde é preciso usar as mãos e confiar na bota, acompanhada como sempre de outra descida, também bem íngreme e onde me pareceu melhor descer meio de lado (as bolhas que eu ganhei depois não concordam muito com a minha teoria). Subindo mais um pouco, chegamos ao Morro do Dinossauro, onde paramos para beber água e descansar. O rosto carrancudo do Garrafão já nos observava, assim como a cabeça do elefante (indiano, e não africano, como disse um outro trilheiro também descansando por ali).

      Morro do Dinossauro

      Cara mal humorada do Garrafão
      De lá, tocamos para o Vale das Antas, onde chegamos às 14:30. Último ponto de água do dia, aproveitamos para comer e encher as garrafas. Um dos guias que encontramos lá ressaltou que essa água não é muito legal, já que muitas pessoas usam os arredores da nascente como banheiro, então não se esqueça de levar Clorin e talvez evitar esse ponto de água se sua garrafa ainda estiver cheia. Depois de dois belos pães com atum e castanhas, começamos a subida do Vale das Bromélias até a Pedra da Baleia, chegando lá às 15:10. O topo da Pedra da Baleia fica a 6 quilômetros do Açu, faltando ainda 1,5 quilômetro até o abrigo do Sino.

      Pedra da Baleia
      Quando começamos a descida em direção ao Mergulho, vimos no paredão do outro lado várias mochilas coloridas subindo a escadaria de pedra que daria no Cavalinho. Logo depois, vimos o Cavalinho. Uma rocha triangular um pouco mais clara que as demais que chegava a brilhar com o sol da tarde que começava a se pôr. Naquela hora, bateu um frio na barriga. Mas ali não tem o que fazer se não seguir em frente, e foi o que fizemos.

      Pessoal subindo em direção ao Cavalinho
      No Mergulho, tivemos a sorte de encontrar um grupo com guia que estava usando cordas para descer, que ele caridosamente nos deixou usar. Já vi vários vídeos de pessoas que fazem esse pedaço sem corda, mas com certeza seria mais difícil, sem contar que provavelmente nós teríamos que tirar a cargueira das costas. Logo antes da próxima subida, uma setinha de ferro fincada no chão (como muitas outras antes) indicava o caminho e fiz ali meu check point, no estilo Super Mario. Se caísse do Cavalinho, pelo menos eu não ia precisar voltar tudo! 😂
      Chegamos no Cavalinho às 16:05 com uma pequena fila de pessoas para subir. O espírito de camaradagem que rola lá em cima foi o que nos fez conseguir subir aquele negócio. O grupo da frente nos ajudou a içar as mochilas e um dos caras ajudou a puxar o Marcello depois dele ter montado no Cavalinho, que então me ajudou a subir. Mas o Cavalinho era brincadeira de criança perto da próxima rocha, apelidada carinhosamente de “coice”. Nela, de novo ajudaram o Marcello a subir com a cargueira nas costas, oferecendo a mão de cima dela, mas quando chegou na minha vez, tive que tirar a cargueira e a menina atrás de mim ainda teve que empurrar meu pé para que minhas pernas dessem altura para subir (malditas pernas curtas!).

      Cavalinho
      Passado o desafio, ainda foi preciso subir uma escada de ferro (obrigada pessoa que teve que carregar esse troço nas costas para colocar ela ali) e caminhar mais um pouquinho até a bifurcação do abrigo e da Pedra do Sino. Chegamos lá às 16:40 e no abrigo às 17:10. Alguns grupos seguiram direto para a Pedra do Sino para ver o pôr do sol, mas nós optamos por descer para pegar um bom lugar no camping e deixar para ver o nascer do sol do cume.

      Bifurcação Pedra do Sino, Abrigo 4 e Travessia
      Montamos nossa barraca e fomos logo para a fila do banho, muito mais organizada que no dia anterior. E que banho! A água quente não desligou dessa vez e conseguimos tomar banho em até menos que os 10 minutos totais que nós dois tínhamos. Banhados, fizemos nosso sopão de macarrão e capotamos.
      DIA 3 – Sino x Teresópolis
      Distância: 11 km até a barragem, 14 km até a portaria
      Tempo: 4 horas até a barragem
      Acordei por volta das 4:30 com o burburinho do pessoal se movimentando para ir ver o nascer do sol na Pedra do Sino. Ponderei todas as minhas escolhas de vida até aquele momento e decidi que continuaria deitada ali, no quentinho, e que veria o nascer do sol da Pedra da Baleia que tem atrás do abrigo (que não é a mesma Baleia do dia anterior). Abri a barraca por volta das 5:40 e segui a trilha que sai de trás do abrigo. Consegui pegar os primeiros raios de sol da Pedra da Baleia, de onde se vê o pessoal no topo da Pedra do Sino.

      Nascer do sol da Pedra da Baleia, atrás do Abrigo 4

      Pessoal vendo o nascer do sol da Pedra do Sino
      De lá, voltei para a barraca, sacudi o Marcello, tomamos café e seguimos para a Pedra do Sino enquanto muitos grupos já começavam sua descida. Saímos do abrigo às 8:40 e chegamos no topo da Pedra do Sino às 9:10. A subida não é muito íngreme e a rocha é bem sinalizada, com totens de pedra que indicam o caminho. E o que se pode dizer da diferença que é andar sem a cargueira? Ali eu consegui entender como um ser humano faz essa travessia em um dia só.

      Pedra do Sino com os Castelos do Açu ao fundo

      Visão da Pedra do Sino com Teresópolis ao fundo
      A Pedra do Sino é o ponto culminante da Serra dos Órgãos, com 2.263 metros de altitude e de onde se pode ver os três picos de Friburgo, a ponta do Garrafão, os Castelos do Açu e a Baía de Guanabara. Depois de muitas fotos, descemos para o abrigo, onde desmontamos a barraca e seguimos para Teresópolis.

      Começando a descida para Teresópolis
      O terceiro dia é praticamente só descida, quase toda ela em zigue zague e com a trilha muito bem marcada. Tendo saído do abrigo às 10:45, chegamos às ruínas do Abrigo 3 e ao Mirante de Teresópolis às 11:50 e na Cachoeira Véu da Noiva, já na parte baixa do parque, às 13:45. Lá, era como se a gente já tivesse chegado, mesmo faltando ainda 2 quilômetros até a Barragem e mais 3 até a portaria do Parque.

      Mirante de Teresópolis ao lado do antigo Abrigo 3
      Quando vimos a porteira que dá para a Barragem, bateu a emoção de novo. Concluímos nossa primeira travessia. Quase 30 quilômetros de muita subida, descida, rochas e pirambeiras. O casal que desceu com a gente do Véu da Noiva até ofereceu carona, mas agradecemos e dissemos que queríamos fazer portaria a portaria. Orgulho besta. 😄

      Chegamos!
      DICAS
      Se você pretende fazer a travessia durante um feriado, compre os ingressos com bastante antecedência. Os abrigos lotam rápido e não ter que carregar a barraca com certeza ajuda bastante.
      Uma boa bota (já amaciada!) ou tênis de trekking são essenciais, já que em muitos momentos você vai depender da tração dela para subir ou descer as rochas com segurança. Não aconselho fazer com tênis de academia ou de corrida, já que eles tendem a escorregar.
      Lembre-se que você vai ter que carregar sua mochila durante três dias, e que o peso dela vai se multiplicar com as subidas e o seu cansaço. Leve apenas o essencial.
      Com isso em mente, não subestime o frio. No inverno, as temperaturas podem ser negativas lá em cima e ninguém merece dormir com frio. Leve isolante, um bom saco de dormir, e roupas térmicas (tipo ceroula) se for acampar.
      Há diversos pontos de água no caminho, mas alguns deles podem secar no inverno. Nós levamos duas garrafas de Gatorade (totalizando um litro) e mais uma de 750 ml e foi suficiente, mas pegamos apenas o ponto do Elevador seco. O Ajax também pode secar, então leve isso em consideração.
      Mesmo com previsão do tempo boa, leve capa de chuva. O clima na serra pode ser imprevisível e bem diferente da situação na portaria.
      Leve um GPS ou celular com aplicativo de trilhas já instalado e o mapa e tracklog já baixados. Nós usamos o Wikiloc e seguimos esta trilha.
      Sobre a sinalização, ela é muito boa no primeiro e terceiro dia, e razoável no segundo, com pontos onde é possível se perder, principalmente se o tempo estiver fechado e com serração. Os totens de pedra ajudam bastante, já que são visíveis de longe, e há também setas pregadas na rocha e pegadas pintadas no chão. Mas mesmo assim, não deixe de levar algum tipo de GPS, já que no segundo dia há trechos em que essa sinalização fica devendo.
      Lembre-se que todo o lixo deve voltar com você e não pode ser deixado nos abrigos (e muito menos durante a trilha!), inclusive restos de comida. Então, não esqueça de levar saquinhos para o lixo.
      Já sobre as cordas, nós não levamos nenhuma, mas tivemos a sorte de sempre estar perto de grupos com guia que levaram e usamos as deles. Eu não diria que são totalmente indispensáveis, já o Marcello acha que seria quase impossível fazer sem elas, principalmente na hora de descer o Mergulho e içar as mochilas no Cavalinho.
      EQUIPAMENTO
      Mochilas: Quechua de 40l e Trilhas e Rumos de 48l
      Barraca: Quechua Arpenaz 2XL
      Sacos de dormir: Trilhas e Rumos Super Pluma (conforto +6°C e extremo 0°C)
      Isolante: Conquista 9mm
      Travesseiro: Quechua Air Basic
      Fogareiro: Guepardo Mini Fogareiro Compact
      Panelinha e utensílios: Quechua
      Cartucho de gás: Nautika 230g (de acordo com o que pesquisamos, dura por volta de 120 minutos)
      Lanterna de cabeça: Forclaz ONNIGHT 50 (30 lúmens)
      Bastão de trilha: Quechua Arpenaz 200
      ALIMENTAÇÃO
      Para a principal refeição, que seria o jantar, levamos um arroz Tio João da linha Cozinha Fácil, Sopão Maggi de macarrão com legumes, uma calabresa e uma lata de atum (para o Marcello) e tofu defumado (para mim).
      Para o café da manhã, levamos pão integral, Polenguinho, Toddynho e o tofu.
      Durante o dia, comemos amendoim, castanhas, avelã, Club Social, torradinhas Equilibri, barras de cereal, salaminho, chocolate e pão com Polenguinho e atum. Levei também um pacote de cookies Jasmine que voltou fechado.
      DESVIOS
      Há diversas outras trilhas para se fazer dentro do Parque, mas eu diria que o principal desvio dentro da travessia é para os Portais do Hércules. Nós chegamos a ponderar se faríamos ou não, mas os relatos variavam de 40 minutos a 1h30 de trilha para ir e depois o mesmo para voltar, tempo esse que nós não tínhamos. Sem contar que disseram que é uma trilha de difícil navegação, muito fácil de se perder. Mas se você realmente quiser encarar, o que o pessoal normalmente faz é sair muito, muito cedo do abrigo (às vezes antes do nascer do sol) e esconder as cargueiras na mata perto da bifurcação para fazer a trilha sem elas. Só não vale esquecer onde escondeu a mochila. Ouvimos a história de um cara que não conseguia encontrar sua cargueira de jeito nenhum e, depois de uma hora procurando achando que havia sido roubado, desistiu e seguiu a trilha. Ele só conseguiu reavê-la esse ano, dois anos depois de ter feito a travessia, quando alguém fazendo a trilha a encontrou junto com sua carteira e documentos.
       
    • Por kely.alves
      Muitos me questionaram porque ir para Florianópolis que é a Ilha da Magia em pleno outono e a resposta foi bem simples: MEGA PROMO!!
      Tava um valor bom, então bora fazer desse limão uma limonada delícia. 😀
      Floripa é muito conhecida por suas praias exuberantes e gente bonita passando para cima e para baixo. Mas por conta do período do ano (Outono) eu sabia que não daria praia, mas que poderia fazer muitas outras atividades como trilhas e bater perna por outras áreas.
      Época fria, mas tive a sorte de não pegar chuva nenhum dia, então, foram dias e noites bem aproveitados.
      Eu dispunha somente de um final de semana prolongado, então fiz muitas coisas nesses meus 3 dias e meio. Mais uma vez com a ajuda de alguns amigos desse site, consegui fazer a seguinte programação:
      13.06.2018: Chegada em Floripa (à noite)
      14.06.2018: Trilha Lagoinha do Leste
      15.06.2018: Tour Área Norte: Santo Antonio de Lisboa, Jurerê Internacional, Fortaleza de São José da Ponta Grossa, Barra da Lagoa
      16.06.2018: Trilha da Galheta
      17.06.2018: Jogo do Brasil e retorno para SP
      Dia 1: Chegada em Floripa
       

      Dentre as muitas opções que me foram dadas, optei em me hospedar na Lagoa da Conceição por ser o centro efervecente de Floripa, uma boa quantidade de hostels, restaurantes, bares, mercados, fácil acesso ao Sul e ao Norte. Enfim, localização perfeita!
      Me hospedei no Gecko´s hostel http://www.geckoshostel.com/ (RECOMENDO!!) e com um valor ótimo de diária R$ 30,00 sem café da manhã. Caso opte pelo café, paga-se R$ 10,00 a mais.
       

      📌Sugestão:
      Faça suas compras nos mercados próximos. Há opções de orgânicos, sacolões, mercados grandes, mercados menores, padarias com pãoes quentinhos. É possível usar todos os utensílios da cozinha do hostel. Sai mais barato e você pode fazer um café mais reforçado, pois achei bem fraquinho o deles. Para o jantar, sugiro o mesmo, pois só tinha lanches disponíveis nos arredores e precisava de comida por conta da energia gasta nas atividades. Sendo baixissima temporada, muitos locais estavam fechados. Na ponta do lápis, foi uma ótima economia também!💲
      Do aeroporto até o hostel o percurso foi de meia hora e custou R$ 26,00 com uber. Chegando lá, a recepcionista me perguntou se eu estava afim de ir numa festa numa balada onde a entrada era VIP até 23h30 e tinha um free shot de Catuaba pelo simples fato de estar hospedada com eles (ganharam pontinho positivo). Com meu colega de quarto (que tinha acabado de conhecer e topou meu convite) partimos para essa vibe underground chamada Santa https://pt-br.facebook.com/santalagoa/. O lugar toca um pouco de tudo desde funk a clássicos indie anos 2000. Tava meio vazio, mas o pouco pessoal que lá estava tocaram o terror e foi bem animado.
      Voltamos cedo porque no dia seguinte seria o único dia de sol daquele final de semana e queria fazer a melhor trilha de todas.
      Dia 2: Trilha Lagoinha do Leste
      De todas as dicas que recebi a mais indicada foi essa trilha. Ela possui dois caminhos: um fácil e rápido (sem vista) ou um mais longo e com vista espetacular. Optei pelo segundo.
      Usando ponto de partida como a Praia do Matadeiro:

       
      📌Depois de passar pela praia e entrar na trilha depois das placas indicativas, mantenha sempre o lado direito. Pq uma hora as placas desaparecem e sobram trilhas no chão. Não tem erro. É tranquilo.
       

       
      Essa foi a única placa que encontrei no caminho, depois foi seguir esse esquema de manter a direita e deu tudo certo. Pelo caminho sempre se encontram pessoas que estão fazendo o mesmo trajeto e passada a parte de mata fechada, se abre um costão lindo, rende fotos espetaculares:

      E o lance de manter a direita faz todo sentido se chega nessa parte: se for para a esquerda você desce o costão que cai direto no mar, e não queremos isso, certo?
      Fiz uma parada para contemplação e lanchinho antes de continuar a caminhada e depois que retomei o caminho, vê-se do alto de um morro o destino: Praia da Lagoinha do Leste:

      Como se pode ver no canto direito da foto é realmente uma lagoinha que fica de frente para uma praia. Sendo baixíssima temporada, estava sem ninguém, por exceção de dois pescadores que parei para conversar e saber como ir embora (já que não seria o mesmo caminho da ida) e como faz para chegar no ponto alto do passeio: Morro da Coroa.
      Andando pela praia vê-se uma montanha e dizem que no alto dela a vista é sensacional, mas tem que ter disposição e pernas fortes para subir. Como não estava lá à toa, fui, é claro.
       

      É uma subida realmente bem íngrime e há pontos em que para ter mais segurança, você sobe literalmente de quatro, mas vale a pena e a vista. Os pescadores tinham dado uma dica boa por qual caminho seguir onde não há desprendimento de pedras no caminho e subi bem e em segurança.

      À medida em que se vai ganhando altura, consegue ver perfeitamente a Lagoa e a praia.
      Chegando no topo, estava receosa de estar sozinha no meio do nada e no alto de um morro, mas tinha um grupo de amigos lá e me juntei a eles. Foi ótimo pela cia, pela conversa, pelas trocas de fotos e principalmente pela cia no retorno, pois apesar de gostar de entrar no meio do mato, não gostaria de estar nele sozinha com pouca luz, afinal, segurança em primeiro lugar.
       
      Existe um ponto de foto clássica nesse morro, tipo Pedra do Telégrafo no Rio de Janeiro. Fiquei meio desengonçada, mas eu fiz a tal foto depois de milhares de tentativas. Ficou mais ou menos boa. Preciso de braços mais fortes para erguer as pernas, mas o que vale é a intenção.

      Esse foi o único dia de sol que realmente peguei nessa viagem então, a cor da água fica incrivel e rende ótimos flashs. Super recomendo. (Mesmo em dias nublados, porque a vista vale muito a pena, além do desafio de fazer uma trilha de tempo razoavelmente longo)
       

      Como tudo o que sobe, desce, fizemos com tranquilidade o caminho de volta e com atenção para não nos machucarmos ou sofrer qualquer torção. Porque sendo íngrime, certas partes na volta, também faz-se sentado.
       

      O retorno foi feito pela trilha do Pântano Sul que é bem demarcada, com pontos onde é possível encher as garrafas de água e não tem erro porque ela é fechada por mata e não tem bifurcações, mas diferente do caminho da Praia do Matadeiro, ela não tem vista, e consequentemente ela é mais rápida (45 mins mais ou menos)

       

      A saída por essa placa leva a uma rua que não sei o nome, mas que tem ponto de ônibus que roda por vários lugares, inclusive para a Lagoa da Conceição. Mas não pode ter pressa, porque o sistema de transporte de Florianópolis não me pareceu muito eficente: ele te deixa num terminal e depois desse terminal tem que pegar outro ônibus. É bem demorado, mas é o modo mais econômico.
      Chegando no hostel, fui fazer meu jantar e descansar, afinal a caminhada foi boa: 3h na ida e 1h20 na volta + o trajeto de buso que desisti de contar o tempo.
      Portanto, se forem à Floripa coloquem esse destino na lista, não vão se arrepender!
      📌O que levar para esse passeio:
      Água: não há quiosques ou ambulantes pelo caminho (na alta temporada, talvez); Lanche; Protetor solar; Agasalho; Ao fazer a trilha pelo Matadeiro, sugiro estar com calça comprida para proteger as canelas da vegetação rústica que tem pelo caminho e não se machucar; Repelente; Câmera para fotos espetaculares; Disposição, muita disposição. Dia 3: Tour Área Norte: Santo Antonio de Lisboa, Jurerê Internacional, Fortaleza de São José da Ponta Grossa, Barra da Lagoa
      Por meio do app Couchsurfing troquei contato com uma pessoa que mora em Floripa e estava disponível para me levar para passear. Esse novo amigo me perguntou o que eu gostaria de conhecer e respondi que parte histórica das cidades é algo me encanta. Então, fomos eu e uma colega do hostel que estava sem programação. Colocamos gasosa no carro do amigo e fomos rodar por aí para conhecer um pouco do passado para entendermos o tempo presente. Esse foi o nosso roteiro:

      Foi muito produtivo!
      Breve resumo histórico:
      "Os primeiros habitantes da região de Florianópolis foram os índios tupis-guaranis. Praticavam a agricultura, mas tinham na pesca e coleta de moluscos as atividades básicas para sua subsistência. Os indícios de sua presença encontram-se nos sambaquis e sítios arqueológicos cujos registros mais antigos datam de 4.800 A.C. Já no início do século XVI, embarcações que demandavam à Bacia do Prata aportavam na Ilha de Santa Catarina para abastecerem-se de água e víveres. Entretanto, somente por volta de 1675 é que Francisco Dias Velho, junto com sua família e agregados, dá início a povoação da ilha com a fundação de Nossa Senhora do Desterro (atual Florianópolis) - segundo núcleo de povoamento mais antigo do Estado, ainda fazendo parte da vila de Laguna - desempenhando importante papel político na colonização da região.                                                                                                                                          Em 1726, Nossa Senhora do Desterro é elevada a categoria de vila, a partir de seu desmembramento de Laguna. A ilha de Santa Catarina, por sua invejável posição estratégica como vanguarda dos domínios portugueses no Brasil meridional, passa a ser ocupada militarmente a partir de 1737, quando começam a ser erguidas as fortalezas necessárias à defesa do seu território. Esse fato resultou num importante passo na ocupação da ilha.
      Nesta época, meados do século XVIII, verifica-se a implantação das "armações" para pesca da baleia, em Armação da Piedade (Governador Celso Ramos) e Armação do Pântano do Sul (Florianópolis), cujo óleo era comercializado pela Coroa fora de Santa Catarina, não trazendo benefício econômico à região.
      No século XIX, Desterro foi elevada à categoria de cidade; tornou-se Capital da Província de Santa Catarina em 1823 e inaugurou um período de prosperidade, com o investimento de recursos federais. A modernização política e a organização de atividades culturais também se destacaram, marcando inclusive os preparativos para a recepção ao Imperador D. Pedro II (1845).
      Dentre os atrativos turísticos da capital salientam-se, além das magníficas praias, as localidades onde se instalaram as primeiras comunidades de imigrantes açorianos, como o Ribeirão da Ilha, a Lagoa da Conceição, Santo Antônio de Lisboa e o próprio centro histórico da cidade de Florianópolis."
      Fonte completa: http://www.pmf.sc.gov.br/entidades/turismo/index.php?cms=historia&menu=5&submenuid=571
      Santo Antonio de Lisboa: grande ocupação açoriana e portuguesa. Região que tem grande concentração de sambaquis que são vestígios indígenas.


      Igreja de Nossa Senhora das Necessidades: construção proximada em 1750.

      Considerada uma das mais belas expressões do barroco no sul do Brasil.
      Jurerê Internacional: a cara da riqueza com suas mansões estilo americanas. Casas sem muros e ruas largas. Muito chique.  

       
      Fortaleza de São José de Ponta Grossa (1740): Ao Norte da Ilha de Santa Catarina, entre as praias do Forte e Jurerê, ergue-se um dos mais belos monumentos catarinenses do século XVIII: a Fortaleza de São José da Ponta Grossa. Em conjunto com as Fortalezas de Santa Cruz de Anhatomirim e Santo Antônio de Ratones, formava o sistema triangular de defesa que deveria proteger a Barra Norte da Ilha contra investidas estrangeiras e consolidar a ocupação portuguesa no Sul do Brasil. (Fonte: http://www.fortalezas.ufsc.br/fortaleza-ponta-grossa/guia-fortaleza-de-sao-jose-da-ponta-grossa/)

       
      Fui muito bem recebida por um ser gracinha que estava no caminho😍

      Barra da Lagoa: O bairro da Barra da Lagoa está localizado na costa leste da Ilha de Santa Catarina, entre o Rio Vermelho e a Lagoa da Conceição. Distante cerca 19,8 km do centro de Florianópolis, a Barra da Lagoa é uma comunidade tradicional, que ainda mantém viva a raiz cultural açoriana e madeirense, como a pesca e a produção de trançados, a confecção da renda de bilro e de redes para a pesca artesanal. (Fonte: http://www.guiafloripa.com.br/cidade/bairros/barra-da-lagoa)
      Ruelas estreitas, vida simples e com um paz que muita gente procura. Ótimo lugar para caminhadas.

       

       
      Dia 4: Trilha da Galheta
      Florianópolis tem muitas trilhas para serem apreciadas. Escolhi essa porque me falaram que era muito bonita a vista e daria tranquilamente para eu fazer sozinha. Sai na caminhada da Lagoa da Conceição e fui até a Praia Mole. Chegando lá tem uma entradinha de terra sentido praia que disseram que era caminho para chegar na Galheta.

      No final dessa estradinha realmente vira praia e como era um dia de semana, no outono e tempo nublado não tinha quase ninguém só raros gatos pingados.

      Não deu praia, mas deu para fazer a caminhada com muita tranquilidade e relaxamento:

      Da praia mole até a Galheta há um paredão de pedras que a gente segue uma trilhazinha e é bem demarcada e esse lado é realmente muito bonito. No meio do caminho encontrei um rapaz que fazia sua caminhada de boas como eu e conversamos. Como ele  tb estava sozinho, eu disse que estava fazendo essa trilha da Galheta e queria sair na Barra da Lagoa, perguntei se ele tava afim de acompanhar e ele topou. Perguntamos a um local como fazíamos para subir a trilha pela mata e ele indicou uma faixinha de areia que passou desapercebida da gente e seguindo os conselhos do local deu tudo certo e tivemos essa vista:

      Tenho certeza que num dia ensolarado a cor da água deve ser sensacional.
      Infelizmente não há placas indicativas, mas depois que se entra na trilha é só seguir a demarcação no chão e seguir sempre em frente. No final saimos num bairro residencial e encontramos outro morador ilustre pelo caminho e não resisti, tirei uma fotinho:

      O final do nosso caminho nos levou até a Trilha Arqueológica também chamada de Trilha da Oração, é um santuário Arqueoastronômico. Nela encontra-se um conjunto de Monumentos Megalíticos, que são pedras que estão posicionadas de forma estratégica, que mostram exatamente quando ocorrem os fenômenos de solstício e equinócio, e também determinam a direção norte-sul.
      (Fontes: https://inspiralma.com/2017/10/11/trilha-arqueologica-fortaleza-da-barra/  https://arqueoastronomia.com.br/atividades)

      Infelizmente não pude conhecer esse lugar e estava rolando umas atividades muito boas e algumas gratuitas, mas como eu tinha caminhado uns 9km estava bem cansada e precisava almoçar em algum lugar. Deixo os links acima para quem tiver interesse nesse lado místico que eu achei sensacional e gostaria de me aprofundar, mas a natureza da fome foi mais forte.

      Tudo bem, mais um motivo para voltar para esse lugar incrível e como vocês podem ver, há muitas trilhas e caminhos para desbravar.
      Depois de comer algo, mais uns 3km desse local chegamos na Barra da Lagoa e é uma graça de simplicidade e beleza:

      Meu parceirinho de trilha precisava ir embora e eu estava cansada, mas aproveitando que eu já estava na Barra da Lagoa, fui conhecer uma trilha que leva para umas piscinas naturais Ela é bem curtinha e leva uns 30 minutos e é bem sinalizada. Reuni força, animo e vontade e fui.

      Valeu a pena!


      Depois de ver tudo o que gostaria, peguei um ônibus de volta para a Lagoa da Conceição. Jantei, estiquei as pernocas e vocês acham que fui dormir? Bem, era esse o plano original, mas quando você se hospeda em hostel, ainda mais naqueles que parece que você está em casa com seus melhores amigos, recebi o convite para um aniversário de uma moça que estava no mesmo quarto que eu numa balada mara em Floripa. Fizemos nosso esquenta no hostel e depois tocamos pra vibe! Já que temos espírito teen, ele baixou em mim e assim ficou...hehehe

      Pessoas sensacionais. E que noite!!!
      O dia seguinte era meu retorno a SP e pela primeira vez na trip me permiti dormir até a hora em que meu corpo quisesse. (Respeitando o horário do check out, é claro).
      Esses poucos dias foram lindos e intensos e conheci muita gente boa e especial pelo caminho. Muitas mulheres ficam com receio de sairem sozinhas por ai afora e posso dar a dica de ouro: SE JOGA!! Quando emanamos boas energias, boas pessoas e bons momentos serão atraídos até a gente. Não se limite a esperar cia, às vezes a sua agenda e de seus amigos podem não bater e você perde a oportunidade de fazer bons novos amigos pelo caminho.
      Ir para novos lugares é um prazer imenso e uma perfeita válvula de escape para mim, mas voltar para casa tb me alegra, e muito.

      Espero ter colaborado um pouco para o planejamento de algumas pessoas e mostrar que a Ilha da magia, mesmo em céu cinzento é linda e acolhedora.
      Qualquer dúvida que tiverem podem me perguntar que será um prazer ajudar. Tenho comigo a planilha de gastos dessa viagem, caso necessitem.

       
       
       
       
       
       
       
       
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