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sergiofoz

De Foz do Iguaçu a Machu Picchu, de moto, via Paraguai

Posts Recomendados

Inicio: Nazca-Peru as 08:00hrs do dia 09/02/2006, Km 40349

 

Relato:

O dia amanhece bom e durante o dia vai se fechando, visito o museu Antonini por 10,00 soles e passo o dia em Nazca na expectativa do tempo melhorar. Ao sacar $$$$ percebo que já cheguei ao limite de saque do Cartão Visa. Utilizo o cartão da conta pelo sistema Maestro e faço as retiradas sem problema.

 

 

Fim: Nazca-Peru as 18:00hrs do dia 09/02/2006, Km 40349

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Inicio: Nazca-Peru as 06:30hrs do dia 10/02/2006, Km 40349

 

Relato:

Sigo de Nazca para Machu Picchu e nos 100 km iniciais saio de 600 metros de altitude e chego perto dos 4000 metros de altitude, não estou utilizando o TRT. A “morena” atinge o máximo de 100 km/h nas retas porem a velocidade media fica em torno de 40km/h devido as diversas curvas e pedrisco existente nesses 100 km iniciais. Como em qualquer lugar dos Andes tem-se que tomar cuidado com as quedas de pedra dos morros, e nesse trecho houve um deslizamento considerável na noite e o transito foi interrompido fazendo com que os caminhões desviassem (veja foto) mas a “morena” com seu corpinho enxuto passou entre as enormes pedras no meio do asfalto.

Nesse trecho existe vários vales onde a vista é espetacular. Por 150 km acompanho um rio ate Abancay que no inicio é pequeno e aos poucos vai crescendo de volume pelos córregos que descem dos morros. Em alguns caso os córregos (seis ao todo) passam por cima do asfalto juntamente com pedras que exige uma atenção especial da “morena”. È inevitável molhar os pés pois o leito é pedregoso. Chego a Cuzco anoitecendo e com os pés encharcado pela água gelada dos córregos.

 

Fim: Cuzco-Peru as 18:30hrs do dia 10/02/2006, Km 41004

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Inicio: Cuzco-Peru as 07:30hrs do dia 11/02/2006, Km 41004

 

Relato:

Logo cedo sigo para a estação de trem de Cuzco para seguir para Machu Picchu, porem as 7:00hrs já havia esgotado todas as passagem, deveria ter comprado um dia antes. Sigo de ônibus ate Urubamba e de lá com uma van ate Allantaytambo onde chego as 10:hs e consigo uma passagem de trem para as 14:55hrs por U$ 35,75 na classe Turística. Enquanto espero o trem da para visitar as ruínas na cidade. Chegando a Águas Calientes já compro a entrada para Machu Picchu e as passagem de ônibus de ida e volta para o dia seguinte, pois pretendo sair na primeira hora do dia.

 

Fim: Águas Calientes-Peru as 17:00hrs do dia 11/02/2006, Km 41004

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Inicio: Águas Calientes-Peru as 05:00hrs do dia 12/02/2006, Km 41004

 

Relato:

Enfim o objetivo conquistado. As 5:00 hrs sigo para pegar o primeiro ônibus para Machu Picchu. O tempo esta fechado com chuvisco e sem opção de esperar entro no ônibus que sai na hora (05:30) porem andou 200,00 metros e parou por causa de uma barreira a qual a prefeitura havia feito para reparar o asfalto trancando o trecho ate o cimento secar. Porem faltou organização pois nem os motorista sabiam da barreira e foram estacionando um atras do outro sem poder passar. Durante 45 minuto não havia nenhuma solução ate que enquanto aguardávamos na chuva, resolveram fazer baldeação para o outro lado da barreira onde alguns ônibus desceram de Machu Picchu para podermos seguir viagem.

Ao entrar na Cidade Inca, devido a chuva, não se podia ver nada. As 12 horas a chuva para e o tempo abre mostrando o encanto de Machu Picchu. Durante a visita descubro alguns brasileiro em especial o Valtinho do moto clube Pegasus-SP que também esta na estrada sozinho. Para piorar um pouco a situação um trecho de Machu Picchu o qual segue para WaynaPicchu (montanha atras de MP) esta interditado por uma queda de barreira e levara dois dias para ser liberada. Sem novas opções termino a visita e retorno para Água Calientes e dou sorte para pegar o trem já saindo para Ollantaytambo por U$ 35,75 na classe turística. Retorno para Cuzco de ônibus gastando 4 Soles apenas.

 

Fim: Cuzco-Peru as 18:00hrs do dia 12/02/2006, Km 41004

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Inicio: Cuzco-Peru as 07:00hrs do dia 13/02/2006, Km 41004

 

Relato:

Devido as constantes chuvas que caem na região decido permanecer o dia em Cuzco para troca de óleo da “morena” e algumas manutenção. Na parte da tarde visito a cidade e faço pesquisa na net sobre previsão do tempo condições da estrada até Assis Brasil. As informações não são nadas animadoras. O ônibus de Cuzco a Porto Maldonad esta levando 32 horas para percorrer os 600 km e a previsão do tempo e chuva no dia de hoje.

 

Fim: Cuzco-Peru as 18:00hrs do dia 13/02/2006, Km 41011

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Inicio: Cuzco-Peru as 06:00hrs do dia 14/02/2006, Km 41011

 

Relato:

Saio cedo e vou ate Urcos onde tenho que tomar a decisão de descer para Porto Maldonaldo ou ir para a Bolívia onde retorno a Foz do Iguaçu. As informações sobre a pista não são nadas animadora e mesmo assim tomo a decisão para seguir para Porto Maldonaldo. A estrada no inicio é rispio e em alguns trecho houve queda de barreira e devido a limpeza com maquinario a pista ficou um pouco lamacenta porem nada que impeça a “morena” seguir seu caminho. Saio de 3000 metros de altura e chego a 4300 em poucos km. Devido a diversas curvas quase dou de frente com um caminhão que descia o morro, consigo desviar porem não é suficiente e logo após outra curva dou de frente com uma camioneta onde para não colidir sou obrigado a jogar a “morena” contra o barranco e acabo beijando o chão numa vala. Sem se importar a camioneta segue seu rumo enquanto eu fico prensado entre a “morena “ e o barranco. Após me recuperar do susto e arrastar a “morena” da vala vou a 10 km/h e em cada curva chego a buzinar e parar para ver se não encontro outro veiculo. Depois de ter rodado 100 km em 3 horas encontro um riacho passando por cima da estrada com aproximadamente 40 cm de água tendo o fundo cheio de pedra que rolam água abaixo. Paro e analiso as condições, não desse riacho...mas o que poderia vir pela frente e começo a me arrepender da decisão de ir para Porto Maldonado. Com o tempo fechado para chuva dou meia volta e decido seguir para a Bolívia e depois Argentina. È nesse momento que percebo um vazamento de óleo que sai da bengala o qual deve ter sido ocasionado do ultimo tombo que levei. Sem ter como consertar sigo até Juliaca-PE onde nada posso fazer. Vou para a Bolívia onde cruzo a fronteira pagando uma pequena propina ao guarda Peruano e vou dormir em Copacabana.

 

Fim: Copacabana-Bolivia as 18:30hrs do dia 14/02/2006, Km 41644

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Inicio: Copacabana-Bolivia as 06:45hrs do dia 15/02/2006, Km 41644

 

Relato:

Acordo e sigo para La Paz onde vejo a possibilidade de conserto da morena. Porem não consigo peca de reposição para a vedação da bengala. Sem opção sigo para Cochabamba onde tem uma concessionária da Yamaha, porem é tão pequena que não tem como fazer reparo nenhum. Para não correr o risco de descer a cordilheira a noite resolvo pernoitar em Cochabamba mesmo.

 

Fim: Cochabamba-Bolivia as 16:00hrs do dia 15/02/2006, Km 42155

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Inicio: Cochabamba-Bolivia as 07:30hrs do dia 16/02/2006, Km 42155

 

Relato:

Sigo para Santa Cruz onde mais uma vez tento reparo da “morena”. Ao sair de Cochabamba perco uma luva pois ao pagar o pedágio coloquei-a entre as pernas e ao sair não percebi que caiu, retornei logo em seguida porem não a encontrei . Sigo viagem com outro par de luva. Na descida da serra existe alguns trecho em rispio devido ao deslizamentos das encostas porem devido ao intenso movimento de caminhões o rispio é bem firme e sempre tem uma empresa trabalhando para refazer o asfalto. Nesse trecho existe dois túnel sendo um com 245 metros de largura o qual é perigoso devido a água que escorre dentro e a mudança brusca de iluminação deixando os olhos ofuscado. Para isso paro antes de entrar no túnel e aguardo algum caminhão onde posso seguir atras dele desta forma iluminando melhor o local.

Três horas após deixar Cochabamba chego ao fim da serra e apartir deste ponto a “morena chega fácil aos 120 km/h fazendo com que chego a Santa Cruz mais rápido. Em Santa Cruz procuro pela concessionária Yamaha VICAR e após esperar ate as 15hrs para abrir a loja descubro que não tem peças de reposição da bengala pois a XT não é comercializada na cidade. Sendo assim troco o óleo da “morena”.

A concessionária é bem precária tanto que tenho que explicar como fazer para trocar o óleo da “morena” e mesmo assim o mecânico lavou o chão com o óleo que escorreu pela parte frontal da morena. Nem um funil para colocar o óleo ele tem imagine como seria o conserto....o taller do carlinho lá em Villamontes foi mais cuidadoso.

Sigo em direção a Camiri onde chego a noite com grande risco de atropelar ou ser atropelado por um animal na pista. Dos cinco hotéis que percorri nenhum tinha vaga e acabo dormindo numa garagem junto com a “morena” em um alojamento sendo a única opção que tinha.

 

Fim: Camiri-Bolivia as 19:35hrs do dia 16/02/2006, Km 42922

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Inicio: Camiri-Bolivia as 05:00hrs do dia 17/02/2006, Km 42922

 

Relato:

Acordo as 5:00 hrs pela bagunça dos hospedes e sigo para Villamontes e após para a Argentina. Sem problema no percurso chego a fronteira e vou logo solicitando baixa na Bolívia e ingresso na Argentina, pois a aduana são juntas e interligadas. Por um instante achei que essa interligação das aduanas agilizaria os transmites porem me enganei e a folia é pior que a Ponte da Amizade em Foz do Iguaçu. Sou indicado para resolver o transmite da “morena” primeiro e para isso vou a janela da Bolívia, após na janela da Argentina, volto na Bolívia, volto na argentina e......outra janela da argentina e enfim a documentação da “morena” esta pronta. Pergunto onde faço a Carta verde....e acredite,,,,nem o chefe deles sabe o que é isso e mesmo eu explicando...chegamos a conclusão de que ali ninguém faz isso. Agora só falta o permisso pessoal e vou a outra parte da aduana e percebo uma fila de uns 100 mts peço informação ao guarda no inicio da fila o qual pega minha RG e passaporte e desaparece dentro do prédio enquanto aguardo ao lado. Percebo que algumas pessoas passam sem se identificar, outras com uma identidade e outras não passam de maneira alguma enquanto que na fila outras aguardam debaixo do sol forte com bagagem na mão sendo a maioria turista pois não se parecem nem um pouco com Bolivianos e nem Argentinos. Após uma hora de espera surge meus documentos junto com o permisso e sou liberado para cruzar a fronteira.

 

Fim: Divisa-Bolivia as 08:40hrs do dia 17/02/2006, Km 43176

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Inicio: Divisa-Argentina as 11:05hrs do dia 17/02/2006, Km 43176

 

Relato:

Já na Argentina tento fazer cambio dos bolivianos que tenho e percebo que ninguém faz cambio na Argentina, somente do lado Boliviano, Para não perder 2 horas para voltar a Bolívia fico com os bolivianos na mão e procuro um banco eletrônico onde posso retirar pesos argentinos. Abasteço e compro um mapa com os bolivianos que tenho e escolho o caminho mais longo para Foz do Iguaçu, pois seria totalmente asfaltado e não precisaria cruzar para o Paraguai fazendo todo o transmite burocrático da fronteira. Sigo para Joaquim Gonzales e após para Corrientes.

No Km 312 da carreteira 16 , próximo a Taco Pozo, sou parado por um policial na pista onde solicita a documentação. Entrego (como sempre) a carteira vencida em 2005 e o documento da moto de 2003, ele da uma olhada e me solicita o “Mata Fuego” e o kit primeiro socorro, digo que o kit primeiro socorro possuo pois levo para a minha própria necessidade porem o “Mata Fuego” não existe......

- Então hai que pagar uma multa;

- Espera, eu disse que não existe “mata Fuego” para motocicleta

- Sim, então terá que pagar 330,00 pesos;

- Desculpe, mas você não entendeu. Eu sou casado com uma argentina (mentira) e trabalho em Puerto Iguazu(mentira) fronteira com o Brasil e conheço a lei de transito da Argentina, Não existe “mata Fuego” para motocicleta;

- Existe sim, todos os brasileiros que passam por aqui acabam pagando a multa;

- Eles pagam por que não sabem da lei e eu a conheço e não vou pagar. Você verifica a sua lei no item 40, letra F;

- (puto da vida) Você paga a multa e depois vai reclamar com sua esposa argentina;

- (mais puto ainda) Não vou pagar pois não existe “Mata Fuego” para motocicleta;

- Já que você não vai pagar aguarde ai ate resolver pagar.

Aguardo no acostamento da carreteira enquanto o guarda volta para sua guarita do outro lado. 30 minuto após vendo que eu não estava nem ai, ele me chama e tenta uma conversa amena.

- Uste não tem que pagar toda a multa, lhe faço um bom desconto ficando por....deixa eu ver.......110,00 pesos

- Ainda é muito dinheiro, pois só possuo 35,00 pesos e alguns bolivianos;

- Como não tem dinheiro, como você viaja sem plata?

- Existe cartão de credito onde se paga hotel, combustível, tudo com Cartão de credito evitando assim carregar dinheiro para não ser assaltado. Veja....só tenho esse 35,00 pesos........

Enfio a mão no bolso da calça para retirar os pesos e junto vem um bolo de Dólares o qual não lembrava que estava junto. O guarda arregalou os olhos e mudou de idéia rapidinho. Teria que parar os 330,00 pesos.

- Não pago, já disse;

- Se não vai pagar vai ficar aqui ate resolver pagar;

- Ta bom, eu pago. Mas só pago se for para seu superior. Vá chama-lo.

- Meu superior não esta.

- Então pago na cidade e depois volto para pegar meus documentos com você.

- Nada disso, tem que pagar aqui.

- Não pago;

- Paga.

- Não pago, pois não existe “Mata Fuego” para motocicleta. Você deveria saber mais sobre sua lei de transito. Se quiser que eu pague preencha o boleto, coloque que não tem “Mata Fuego” na minha motocicleta, coloque seu nome e sua batente que eu pago na cidade.

- (gritando) Se não pagar então vai ficar preso aqui.

- Ta bom, NÃO PAGO

- Pegue sua moto e coloque aqui no estacionamento ao lado, você vai ficar preso ate pagar.

- Ta bom.

Vou para a motocicleta, tremendo de raiva e tenso, coloco o capacete e resolvo arriscar. Saio a 130 km/h e deixo para trás o guarda com meus documentos vencidos na mão, pois sabia que ele não viria atras pois não tinha nenhuma viatura no local.

Pensando nas possíveis conseqüências sigo por 2 km quando dou de frente com uma barreira da Policia Camineira. Tenso e lembrando de que existe telefone e radio de comunicação nessa região já vou pensando na desculpa para dar. Porem para a minha sorte eles só estavam parando caminhões.

Sempre acima dos 130 km/h sigo em direção a Corrientes quando de repente umas cabras cruza a estrada. Freio o que tenho mas não consigo evitar o choque com uma cabra a qual me joga em cima de outra. Vou cabaleando e consigo parar a “morena” no meios dos cabritos sem cair.

Depois do susto sigo mais devagar e as 22:30 chego a Corrientes.

 

Fim: Corriente-Argentina as 21:50hrs do dia 17/02/2006, Km 44193

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