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De Foz do Iguaçu a Machu Picchu, de moto, via Paraguai


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Inicio: Villa Montes-Bolivia as 8:00hs do dia 30/01/2006, Km 37650

 

Relato:

No dia seguinte vou ao taller do carlinhos onde encontro ele já montando a “morena”. Me mostrou alguns fragmentos moídos da embreagem. A principio o taller, único na cidade, não passa de um ferro velho no fundo da casa sobre um barracão sem parede. Porem não tinha outra opção e tive que confiar no mecânico Carlos que não passava de um rapaz de uns 18 anos. As 12:00hrs a morena esta pronta, volto ao hotel e carrego a bagagem. Abasteço e sigo viagem para Santa Cruz de La Sierra. Já na saída de Villa montes existe uma barreira improvisada onde me cobram 5,00 bolivianos de pedágio e a cada 50 km outras barreiras ate Santa Cruz, porem na segunda descubro que moto não paga pedágio. O asfalto é bem conservado com um trecho com varias curvas e depois retas onde poderia atingir altas velocidades se não fosse a enorme quantidade de animais na pista. São Vacas, cabritos, ovelhas, porcos, cavalos, etc., todos pastando na rodovia se tornando um perigo constante.. (impossível viajar a noite). Chegando a Camiri abasteço o tanque da “morena” e coloco um pouco no galão extra. Chegando a Cabeza e apesar de existir um surtidor sigo viagem confiando na informação do frentista de que existe outros surtidor mais afrente. Não demora muito e a morena pede reserva, resolvo parar e colocar a gasolina extra do galão e para minha supresa existe apenas dois litros. Sem opção começo desesperadamente a torcer para encontrar um surtidor rápido. Em cada vilarejo que paro para pedir informação há a expectativa porem todas frustadas ate que encontro uma placa informando que tem um surtidor a 500mts e para minha supresa esta abandonado. Um morador local me informa que posso encontrar gasolina num armazém próximo e enfim compro 3 litros de algo que se parece com gasolina a preço de ouro (4,00 boliviano o litro). Sigo enfim mais tranqüilo ate chegar a Santa Cruz, vou direto ao centro e localizo o Hotel Copacabana. Ao parar ao lado de uma Honda 650cc Transal seu proprietário Herman vem me receber, após as apresentações, me hospedo no hotel. A noite saio para conhecer outros motociclista, amigo do Herman. Na casa do Humberto e Kurt existe algumas belas maquinas, 3 Africa Twin 750cc e em destaque uma Honda Holandesa utilizada em Paris Dacar, de um holandês que deixou ali para guardar. Vamos jantar no local mais badalado de Santa Cruz, El Cristo< onde faço minha única refeição saudável do dia. Sou convencido de não fazer a rota La Paz a Coroico, “rodovia mais perigosa do mundo” e fico um dia na cidade para repousar e me preparar para subir a cordilheira.

 

Fim: Santa Cruz-Bolivia as 17:00rs do dia 30/01/2006, Km 38233

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Essa foi uma viagem feita em 2006 A postagem esta em outro site relacionado a motociclismo, porem como estou mais atuante aqui no mochileiro estou tranferindo as postagem para ca.

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Inicio: Cruz-Bolivia as 7:00hrs do dia 01/02/2006, Km 38260

 

Relato:

Saio de Santa Cruz com destino a Cochabamba, passando por Warnes e Monteiro onde a rodovia é plana e reta por um bom trecho ate o inicio da cordilheira. Desta vez saio bem provido de combustível porem não havia necessidade pois a cada 100 km existe um surtidor e as cidades no caminho são razoável com vários comercio a beira da estrada. Ate Chimore a temperatura se mantêm em 32 grau com uma altitude em torno de 250 metros. Nesse trecho existe alguns pedágio onde moto não paga porem sou cobrado em 7 bolivianos para passar. Próximo a Cimore existe uma barreira militar onde todo veiculo e cadastrado sem custo nenhum enquanto todos são revistados e a bagagem verificada por cães farejadores. A partir de Chimore vou subindo a cordilheira ao poucos. São curvas suáveis e existe diversos deslizamentos de terra devido as chuvas dos dias anteriores e em todos existe maquinas trabalhando para restaurar o asfalto o que dificulta um pouco o transito com algumas barreiras onde passam apenas um veiculo por vez. A corrente da “morena” escapa e aproveito para tomar um comprimido de Sorojchi-Pil, comprado em Santa Cruz e indicado para o mal da altitude e para fazer uma manutenção na morena apertando alguns parafusos e ajustes. Faz 35 grau a uma altitude de 690 metros e subo rapidamente a cordilheira chegando a 3700 metros e a temperatura cai a 22 grau em poucas horas. No momento não percebo nenhuma alteração na moto e sigo até Cochabamba sem utilizar o “Tubo Respirador Tabajara” (TRT).

Em Cochabamba a 2558 metros de altitude fico no hotel Kokusai no centro da cidade e aproveito o final da tarde para andar pela cidade onde verifico que um lubrificante para corrente pode custar B$ 110,00 numa loja e em outra B$ 23,00. Próximo ao hotel existe diversas lojas de celulares onde um chip custa B$ 40,00 e para desbloquear o celular custa B$ 80,00 facilitando assim uma ligação para o Brasil

 

Fim: Cochabamba-Bolivia as 16:30hrs do dia 01/02/2006, Km 38730

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Inicio: Cochabamba-Bolivia as 7:00hrs do dia 02/02/2006, Km 38730

 

Relato:

Saio de Cochabamba com destino a La Paz com o tempo nublado prometendo uma chuva no caminho. Abasteço a “morena” e pela segunda vez ela leva um banho de gasolina, percebo que EM TODOS os surtidor os frentista costuma lavar o tanque com o excesso de combustível o que me obriga a ter uma garrafa de água para lavar o tanque em seguida. Por alguns Km permaneço na mesma altitude e a 22 grau porem começo a subir a cordilheira pois as curvas se tornam mais freqüentes e mais fechadas fazendo a atenção ser redobrada. A 3300 metros de altitude passo por um ciclista boliviano treinando enquanto eu sigo ofegante pelo ar rarefeito. A temperatura começa a cair, com 3500 metros de altitude e a 18 grau de temperatura a falta de ar se torna mais visível pela respiração cada vez mais ofegante e a “morena” começa a sentir o efeito do ar também não sendo possível acelerar rapidamente e apesar das curvas não passo dos 40 km/h. Aproveito para testar o TRT, retiro o parafuso, a morena respira um pouco melhor. Com 3 horas de viagem chego a 4643 metros de altitude e a 10 grau de temperatura, passo por uma barreira militar onde e solicitado a documentação da “morena” e como sempre apresento os documentos “vencidos”. Logo após nova barreira porem de pedágio onde pago B$ 70,00 e sigo ate outro pedágio onde apresento o boleto anterior e pago mais B$ 4,00 pois vou ate La Paz.

Chego ao altiplano com aproximadamente 3700 metros de altitude. A estrada enfim se torna uma reta e mesmo utilizando o TRT a “morena” não possui arranque mas mesmo assim atinjo velocidade de no Máximo 110 Km/h. Ao rodar 170 km coloco o parafuso do TRT e a morena piora um pouco atingindo velocidade máxima de 100 km/h. Após 52 Km retiro novamente o parafuso do TRT e volto a atingir 110 km/h quanto ao consumo não verifiquei nenhuma alteração mesmo por que a gasolina Boliviana não é das melhores o que dificulta avaliar esse fato.

As 14:00 hrs chego a La Paz debaixo de uma boa chuva e vou logo abastecendo a “morena” e novamente, como de costume e já esperando, a “morena” leva outro banho de gasolina. Com o transito tumultuado pelos inúmeros e somente taxi buzinando po0r qualquer motivo vou descendo pela avenida principal ate o centro onde procuro por um hotel. Aproveito a noite para conhecer um pouco da cidade para me habituar com o movimento das pessoas e localizar alguns pontos turísticos.

 

 

Fim: La Paz-Bolivia as 14:00hrs do dia 02/02/2006, Km 39120

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oInicio: La Paz-Bolivia as 8:00hrs do dia 03/02/2006, Km 39120

 

Relato:

Acordo as 4:00hrs da matina pela bagunça de alguns hospedes do hotel e percebo que a altitude me deixa com falta de ar e cansado ate mesmo de dormir (soriloche). Após tomar algo que se parece com um café carrego a moto e vou em direção a Tichuanacu. Após 25 Km e sentindo muito o “sariloche” descido voltar a La Paz e desta vez me hospedo em um hotel mais barato (U$ 7,00) e assim que chego a recepção vou logo lavando o chão, corri para o banheiro mais próximo soltando água ate mesmo pelo nariz, após 15 minuto fazendo escândalo no banheiro retorno mais branco do que nunca para a recepção onde vou logo pedindo desculpas pelo ocorrido. Deito no meu quarto onde passo o dia a base de remédio e jogando para fora qualquer coisa que tento engolir.

 

Fim: La Paz-Bolivia as 12:00hrs do dia 03/02/2006, Km 39199

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Inicio: La Paz-Bolivia as 10:00hrs do dia 04/02/2006, Km 39199

 

Relato:

Acordo bem melhor e resolvo ir para Copacabana, pois estou com alguns dias de atraso. Ao sair conheço o Peruano Mirko o qual esta em La Paz para comprar uma moto, pois já fez varias aventura em cima de duas rodas. Após trocas de informações sigo meu caminho e percebo que a saída para Copacabana não é tão fácil para encontrar.

Após 50 km percebo que o tempo esta se fechando para chuva e quando menos espero começa a cair algumas gotas e vai engrossando. Sem opção para parar sigo devagar e percebo através da viseira fume o asfalto ficar todo espumado. Devido a forte chuva sou obrigado a reduzir a 10 km/h onde percebo que estou a 3800 metros de altitude e a temperatura de 5 grau, levanto a viseira e percebo que o asfalto esta tomado por uma camada de 5 cm de gelo, o tempo escuro e caindo pedra ou neve, sei lá o que, sou obrigado a parar a moto no meio do asfalto, ligo a seta e fico na torcida de ninguém me atropelar. Dez minuto após com a chuva diminuindo sigo devagar pelo rastro dos pneus dos carros e logo escapo da tormenta que teima em cair nas minhas costas.

Chego ate a travessia do Lago Titicaca onde as balsas são bem precárias e tento me equilibrar em cima de 2 tábuas onde passa as rodas dos carros. Sorte minha que os “marujos” ajudaram a puxar a moto de ré e assim poder sair da balsa pois não tinha como manobrar em cima dela. Chego a Copacabana onde apesar de muitos hotel demoro para descobrir um com vaga e estacionamento

 

Fim: Copacabana-Bolivia as 15:30hrs do dia 04/02/2006, Km 39331

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Inicio: Copacabana-Bolivia as 08:00hrs do dia 05/02/2006, Km 39331

 

Relato:

A “morena” descansa enquanto utilizo o dia para conhecer a Isla do Sol. Paga-se B$ 20,00 pelo transporte de barco e B$ 20,00 pelo museus e ruínas na ilha. No barco conheço alguns brasileiros em especial a carioca Germana que mora em SP (mas tá em Copacabana-BO) e estão percorrendo as Cordilheiras dos Andes de Jeep e com certeza já passaram por umas boas aventuras. A noite vou experimentar a Truta na Parrilha na praia de Copacabana (Bolivia).

 

Fim: Copacabana-Bolivia as 18:00hrs do dia 05/02/2006, Km 39331

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Inicio: Copacabana-Bolivia as 07:00hrs do dia 06/02/2006, Km 39331

 

Relato:

Saio cedo em direção a divisa da Bolivia com Peru. A imigração boliviana abre as 08:30 horário local, onde devolvo o “permisso” que comprei por B$ 20,00 em Ybibobo e ao lado tenho que apenas entregar o “permisso” da “morena”. Sem problema passo para o lado Peruano.

 

Fim: Divisa-Bolivia as 08:30hrs do dia 06/02/2006, Km 39341

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Inicio: Divisa-Peru as 07:30hrs do dia 06/02/2006, Km 39341

 

Relato:

Como existe o fuso horário de um hora espero a fronteira Peruana abrir as 8:00hrs local ate que com apenas a xerox colorida do RG faço minha entrada no setor de imigração, vou ao setor de transito localizado do outro lado da rua e faço o permisso para a “morena” bem detalhado e sempre com a documentação de 2003, sem problema vou a policia nacional ao lado para registrar minha entrada e sou revistado desembolsando tudo o que tinha nos bolsos para averiguação onde sou interrogado como iria fazer turismo no seu pais com apenas U$ 20,00 ( o resto estava bem escondido), expliquei de que existe Cartão de Credito e me liberaram sem problema.

Na estrada com alguns buracos em direção a Puno cruzo com uma barreira militar onde todos são parados porem a “morena” é excluída e segue viagem ate Juliaca e nesse trecho existe diversos grifos 9postos de gasolina). De Juliaca ate Arequipa existe combustível somente em algumas casas de vila e a estrada é boa sempre a uma altitude que varia de 3800 a 4000 metros e em determinado momento chega a 4528 metros de altitude, a “morena” segue no máximo a 100 Km/h com dificuldade para responder as acelerações mesmo utilizando o TRT.

Ao começar a descer a cordilheira, 80 Km antes de Arequipa, o tempo fecha para chuva, sou obrigado a parar e esperar por meia hora pois em algumas montanhas perto dava para notar a camada de granizo branco que tinha caído a pouco.

Sigo viagem com o tempo carregado e a medida que vou descendo cruzo por meio as nuvens que vem do oceano pacifico e param na cordilheira fazendo com que a chuva seja inevitável. Com visão de APENAS 10 metros (nunca vi nuvem tão densa) desço com todo o cuidado a 10 km/h colado na traseira de um ônibus, sem condições de utrapassa-lo e utilizando-o para me indicar as curvas fechada da serra. A temperatura despenca para 4 grau e mais um pouco a chuva se tornaria neve. Enfim chego a Arequipa debaixo de chuva e vou logo procurando uma oficina “taller” para troca da relação a qual estava péssima e no ultimo ajuste. Troco pela minha reserva a qual comprei da VAZ, indicado no site. Ao retirar a luva percebo o quanto estava frio pelas mão ROXA e encharcada.

 

 

 

Fim: Arequipa-Peru as 18:00hrs do dia 06/02/2006, Km 39782

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Inicio: Arequipa-Peru as 08:00hrs do dia 07/02/2006, Km 39782

 

Relato:

Acordo com o tempo nublado e resolvo passar o dia na cidade onde o tempo ao poucos vai melhorando e aproveito para secar a roupa, visitar a cidade, compras de lembranças para os familiares e principalmente tentar ver o vulcão Misti e o Canion de Colca. A tarde o tempo piora e começa a chuva novamente.

 

Fim: Arequipa-Peru as 18:00hrs do dia 07/02/2006, Km 39782

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Inicio: Arequipa-Peru as 07:20hrs do dia 08/02/2006, Km 39782

 

Relato:

Após acordar e verificar o tempo todo encoberto resolvo seguir viagem para Nazca e deixar de ver o famoso Vulcão Misti e o Canion de Colca. Logo na saída de Arequipa existe um pedágio onde moto não paga e a estrada é cheia de curvas no inicio e totalmente desértica ( a vegetação muda drasticamente). Logo se atinge um platô onde as retas são uma boa pedida para a “morena” esticar as canelas e chegar a 120 km/h.

No meio do nada existe verdadeiros OASIS com vegetação e cidade a beira de um rio, porem a maior parte é desértica. Chega-se a Camacã e acompanhando o magnifico visual do Oceano Pacifico sigo para Nazca. A estrada se torna um pouco perigosa devido a areia na pista, porem sempre tem maquinas retirando e basta alguns Km para ela se tornar retas intermináveis e com alguns trecho com curvas bastante perigosa próximos aos oásis onde alguns rios desembocam no Oceano.

No percurso sou alcançado por dois motociclista de Crisciuma-SC os quais tem a mesma preocupação que a minha, gasolina, porem logo resolvido pois o trecho de Arequipa ate Nazca existe grifo a cada vila (100km)

Chego a Nazca, aos pés da cordilheira, sem problema, passo pelo aeroporto e procuro um hotel com o tempo já nublado pelas nuvens que vem do Oceano e param na cordilheira.

 

Fim: Nazca-Peru as 16:00hrs do dia 08/02/2006, Km 40349

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