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Roma - Veneza - Budapeste - Praga - Paris - 16 dias!


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Relato de viagem pela Europa!

Itália, Hungria, República Tcheca e França!!

 

Oi pessoal! :D

De novo eu não podia simplesmente viajar e curtir, e não deixar aqui um relato para tentar ajudar os viajantes, no site que tanto me ajudou nas minhas viagens !!! ::cool:::'>

 

Bom, vamos lá!

 

A viagem foi de lua de mel, e eu e minha esposa viajamos com o roteiro abaixo:

Período: 14 a 30 de novembro de 2011

 

Roteiro:

 

Roma - 4 dias - 15 a 19/11

Veneza - 1 dia - 19 a 20/11

Budapeste - 2 dias - 21 a 23/11

Praga - 4 dias - 23 a 26/11

Paris - 4 dias - 26 a 30/11

 

Inspirações e informações foram obtidas:

Mochileiros.com - é claro! ::otemo::

Guia Criativo para o Viajante Independente na Europa - Zizo Asnis

Mapa e guia na palma da mão (audiovisual da Folha) para Roma e Praga

Guias gratuitos da Guidepal para iPod touch ou iPhone para todas as cidades (foi uma mão na roda...)

Guia pago da Lonely Planet para Paris para iPod touch ou iPhone (5.99 USD)

 

Cotações praticadas na viagem:

Euro: 2,55 reais/euro

Florim húngaro: 292 florins/euro

Coroa tcheca: 25 coroas tchecas/euro

 

Gastos totais para 2 pessoas

desconsiderando compras pessoais e presentes!

convertidos para euros para facilitar a vida!

 

Acomodação - Hoteis - 1.325 euros

Comida - 750 euros

Viagens de trem (Roma-Veneza, Veneza-Budapeste, Budapeste-Praga) - 333 euros

Entradas em museus, monumentos, igrejas, etc - 210 euros

Taxi - 188 euros (usado só quando realmente necessário - quando o metrô em Roma estava em greve, por exemplo!)

Metro - 70,13 euros (use e abuse!)

Higiene - 8,70 euros - pagamento para entrar em banheiros, etc

Outros (aluguel de bike no palácio de Versailes!) - 6,50 euros

 

Subtotal para 2 pessoas: 2.893,33 euros

 

Passagens aéreas ida (TAP - BH - RJ - Lisboa - Roma): R$ 3.927

Passagens aéreas trecho Praga - Paris (pela EasyJet e cadastrando duas malas despachadas - não se esqueça!) - 2383 coroas tchecas ou 95,32 euros

Passagens aéreas volta: voltamos usando fidelidade TAM (30.000 pontos o trecho por pessoa - baixa temporada até 30/dez!)

 

Seguro assistência médica internacional 30.000 euros (parece ser exigido para entrada, embora não tenha sido solicitado) - pela Central de Intercâmbio:

plano Intercare 17 dias - R$ 178,56 por pessoa x 2 pessoas = R$ 357,12

 

Total para 2 pessoas em reais (considerando taxa de 2,55): R$ 11.905,18

Total por pessoa: R$ 5.952,59

Não se esqueça de que nós não pagamos a volta (programa de pontos da TAM). Caso tivéssemos pago o mesmo valor da ida, o valor por pessoa subiria para R$ 7.900. Eu ainda acho que pagamos caro na passagem da ida, mas pesquisei bastante pelo Decolar e foi o melhor preço que achei. Isso porque comprei com uns 9 meses de antecedência!!!

 

Levamos R$ 1 mil cada um em euros em espécie, e R$ 7 mil os dois juntos em dois cartões VTM - Visa Travel Money. O Cartão VTM foi uma mão na roda na viagem!

Por ser bandeira VISA, nós usamos ele para pagar tudo, de hotéis a restaurantes. Fizemos pelo Banco Rendimento e gostamos muito. Eles não cobraram nada para emitir o cartão nem para entregar nas nossas residências um dia depois do TED (transferência dos valores para crédito no cartão). A única taxa que pagamos foi para poucos saques que fizemos ao longo da viagem. Durante a viagem, tive que recarregar o cartão, o que foi fácil, pois em todos os hotéis usamos a rede e o iPod touch devidamente autorizado no terminal do banco para fazer a transferência bancária de lá mesmo. Recomendamos muito levar pouco dinheiro no bolso e um VTM com a maior parte!

 

Para todas os hotéis eu reservei previamente usando o Booking.com, que foi outra mão na roda. Fui sempre pelas opiniões das pessoas, que sempre são muito sinceras. Gostamos de todos os hotéis que ficamos. É possível achar hotéis que só tem elogios por preços camaradas no booking.com.

 

Agora, chega de números!

 

Vamos ao relato!!!!

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Roma

4 dias

de 15 a 19/11

 

Antes de mais nada me enviaram um email informando que a TAP acrescentou um trecho no nosso voo, que iria direto de Belo Horizonte para Lisboa. Iria passar pelo RJ. Fazer o que né. Deixa para lá.

 

Saimos a noite de BH no dia 14/11 e decolamos do RJ em direção à Lisboa quase meia noite. O voo da TAP tava dando dó! Tava excelente para a gente mas péssimo pra TAP! Tava super vazio! Eu e minha esposa pegamos cada um uma fileira de quatro cadeiras do avião e fizemos de cama! Isso com mais 1 dramin e foi o melhor voo de todos hehehe ::otemo::

Acordamos em Lisboa... e passeamos pelo aeroporto, muito arrumado, bom falar português com a turma de lá, o Manuel e a Maria, e depois fomos para Roma.

Chegando no aeroporto em Roma nós ficamos meio perdidos na hora de buscar a mala, tanto que nem ligamos pro free shop porque queriamos as nossas malas. Saimos no lado errado do aeroporto e tivemos que entrar pela saída do desembarque para pegar nossas malas, que estavam lá, tranquilas nos esperando.

 

Decidimos ir de malas pq íamos ficar muitos dias em cada cidade, pra curtir e descansar depois de andar o dia todo, mas acabamos nos arrependendo!

A mochila é super prática e se você não está indo viajar a trabalho, não faz mal amarrotar nada!! Eu sou tão organizado que acho que na mochila ficava menos amarrotado.

 

No aeroporto Fiumicino em Roma depois de pegar suas bagagens basta ir seguindo as placas de trem no aeroporto que você chega no lugar certo.

De lá até a estação Termini, a central e principal em Roma, custou 14 euros por pessoa.

 

Dica importante! Não se esqueça de validar os tickets de trem que você comprar na Itália. Você consegue "convalidar" nas maquininhas amarelas. A validação é a impressão de uma linha com informações sobre o dia e hora os quais o bilhete estará válido. Isso é muito importante, caso vc não valide, poderá pagar multas muito caras além de se explicar em público ao fiscal (se ele aparecer). Em italiano.

 

Chegando em Termini, descobrimos que a estação de metro estava fechada (se não me engano era 21h).

Ai os taxistas ofereceram nos levar por 30 euros. Chorei (como todo bom brasileiro) 20 euros e outro se candidatou e nos levou.

Achei que tinha diminuido o preju, mas depois fiquei sabendo que taxi na Itália é igual ao Brasil.

 

Dica importante! Taxi na Itália só com taximetro. Não caia na bobeira de negociar a corrida antes. Alguns cantam 20 euros. Nossas corridas com taximetros nunca deram mais do que 10 euros. Se ele se recusar a ligar, saia do taxi. Teve um que falou que o taximetro estava estragado...

 

O hotel: Recomendamos demais! Ficamos em um lugar que eu escolhi depois de ler as críticas no Booking.com

 

Ficamos em Roma no St. John's Terrace e recomendamos muito!

Você nunca irá dizer que é um hotel ou qualquer coisa que hospede pessoas ao passar do lado do prédio, pois o hotel é um andar (isso mesmo!) de um prédio antigo, localizado em um bairro. Não há placas nem nada. Os taxistas não entendiam onde era.

Mas é tudo de bom. O Giorgio, dono do lugar, é um cara sensacional. Super simpático, atencioso, explica tudo o que você quiser. O café da manhã é simples mas sincero, ate hoje sinto falta do croissant de nutella, ele faz um capuccino ou chocolate quente todas as manhãs. :D

O quarto é limpo, novo, bem decorado, tem wi-fi grátis o tempo todo. Perto de uma estação de trem.

O Giorgio fala inglês e já esteve em Salvador, e fala com gosto de lá!

O único porém é que o banheiro, apesar de privado para nós, era externo ao quarto. Para tomar banho ou qualquer outra coisa era preciso sair do quarto, passar pelo corredor até o banheiro. Mas sem grandes problemas, o banheiro era limpo e funcionava super bem.

 

Vale a dica: nesse hotel há quartos com banheiros dentro do quarto, pergunte ao Giorgio se há disponibilidade! ::cool:::'>

 

Dados do hotel:

Contato: Giorgio

http://www.stjterrace.it/

[email protected]

Pagamos 79 euros para quarto duplo com cama de casal a diária com café incluso.

 

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Detalhe do quarto que ficamos no St. John's terrace em Roma. Show de bola!

 

O Giorgio nos indicou um restaurante quase ao lado do hotel. Chama Shooters. Excelente lugar!

Só tinha italianos nas três noites que fomos lá, porém os garçons arranhavam um inglês, a comida era boa e barata, talvez por ser em um bairro um pouco distante das atrações turísticas. Muito bom mesmo! Para achá-lo tente chegar à Via Gabi, que chega na avenida Magna Grecia. A Via Galbi, 7, é o endereço do hotel St. John's Terrace. O Shooters fica na rua ao lado, quase na esquina.

 

Pagamos 31,60 euros por um jantar com entrada, pizza (maravilhosa!) e macarrão. Comida demais, voltamos mais do que satisfeitos ao hotel.

 

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Jantar no Shooters - restaurante honesto, próximo ao Hotel. Ótimo atendimento, aceitam cartão. Esquina Via Galbi com Magna Grecia.

 

Coliseu e o Arco di Constantino

 

No dia seguinte, após o café maravilhoso, saimos para dar as primeiras caminhadas. O objetivo inicial, com a ajuda do Giorgio, era conhecer o Coliseu.

Fomos andando mesmo. Não há forma melhor de conhecer.

Além do mais, Roma é a última cidade do mundo para transitar debaixo da terra (parafraseando o Guia Criativo!) !!!

 

Logo percebemos o frio, estava mais ou menos 9ºC. O frio foi uma das coisas que durante a viagem atrapalhou. Essa época do ano não é a melhor. Porém em Roma essa temperatura e o solzinho ajudaram e conhecemos e aproveitamos bastante. Já em Budapeste...

 

Caminhando nós chegamos a uma igreja muito bonita, San Giovanni in Laterano. Ela ficava no caminho do hotel para o Coliseu, e apesar de não ser um atrativo tão famoso, resolvemos entrar e começar a entrar no clima.

 

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Depois de conhecer a igreja, continuamos nosso caminho...

 

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Até que de repente... eis!

 

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O Coliseu! Apareceu do nada, fica ao lado de uma avenida movimentada (se me lembro bem, Foro Imperiali é o nome dela). A impressão é que os romanos já nem reparam nesse monumento impressionante.

 

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Dica! Horários e preços de entrada para o coliseu!

 

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Segundo o guia Guidepal do iPod, as melhores horas são as duas primeiras, pois longas filas são normais em altas temporadas. Como fomos em baixa, não tivemos problemas (fomos um pouco tarde, era umas 10:30).

Como você pode ler na foto acima, o ingresso é válido por dois dias e dá acesso ao Forum Romano e ao Palatino (que nós passamos rapidamente mas não ficamos muito tempo por lá não)...

 

Nós pagamos os 12 euros para entrar (cada um) e mais 5 euros cada um para um guia em inglês. Achamos que valeu muito a pena. Aprendemos muito sobre o lugar, e a não ser que você já vá para lá sabendo tudo sobre os imperadores da família Flavius, como Vespasiano, Titus, etc, como funcionava o anfiteatro de Flávio (nome correto), como os arcos permitiam o acesso fácil e lotação rápida de 70.000 espectadores. O que há hoje é só o esqueleto, durante a idade média muitos materiais foram retirados pela Igreja Católica do Coliseu para construção de outros monumentos e igrejas, tais como a basílica de São Pedro e o Palazzo Venezia.

 

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Mesmo assim, o lugar faz lembrar filmes como o Gladiador e séries excelentes como Roma (da HBO). Você se sente assistindo as lutas... a sensação é de voltar mesmo no tempo. Achei fantástico!! ::otemo::

A guia nos explicou que os corredores que vocês vêem nas foto acima era onde ficavam os animais e os gladiadores, que eram elevados ao nível do piso (que hoje já não existe, apenas um pedaço dele para referência, no lado superior da foto), por elevadores mecânicos - acionados por roldanas. Aí então eles entravam na luta e as lutas eram simulações de caça. Já no período da tarde, as lutas eram de gladiadores, que eram escravos ou homens livres que desejavam dinheiro e fama...

 

Dica: se você puder passar ao Coliseu durante a noite. É outra visão, a iluminação é muito bonita e vale a pena!

 

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Ao lado do Coliseu está o Arco di Constantino, outro monumento de um imperador romano:

 

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Não é preciso pagar a mais para chegar próximo ao Arco. Você consegue acessá-lo pela rua, pelo outro lado do coliseu também.

 

Piazza Navona

 

Após o coliseu, fomos conhecer a famosa Piazza Navona e almoçar ali por perto, pois havia uma indicação de um bom restaurante a um preço camarada ali por perto... Difícil foi não parar diante do Panteão, que estava no caminho.. Como estávamos com fome, resistimos, depois de algumas fotos, pois iriamos voltar lá depois e entrar.

 

Chegamos na Piazza e fomos procurar o restaurante Pasquino, indicado pelo guia Guidepal. Estava fechado e o garçom que estava lá dentro indicou um outro ao lado, que também foi muito bom e vale a pena. Estava tocando bossa nova enquanto almoçamos e nos sentimos perto de casa.

 

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A Cantina & Cucina fica próxima à Piazza Navona, é só você ir no sentido da embaixada brasileira (procure a bandeira!), que aliás, fica muito bem localizada, hein!

 

A Piazza Navona em si é muito bonita, com muitas pessoas e artistas vendendo pinturas e várias coisas. Restaurantes, gelaterias (sorveterias) e outras lojas ficam ao redor.

 

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Piazza Navona

 

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Fonte na Piazza Navona

 

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A praça, em formato oval, tem três fontes e é cercada por prédios barrocos.

 

Fontana di Trevi

Depois de passear pela piazza navona decidimos bater perna ali por perto.

Sem querer, sério mesmo, acabamos caindo na Fontana di Trevi...

 

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Fontana di Trevi

 

Com 1 milhão de turistas ali, mesmo em baixa de temporadas, conseguimos empurrar uns dois chineses e tirar umas fotos, e jogar uma moedinha de 1 cent de euro!!

 

Pros malucos de plantão, nadar na fonte é ilegal. A fonte tem 26 metros de altura e 20 metros de largura, sendo enorme!

Ela foi projetada pelo arquiteto Nicolo Salvi, e começou a ser construída em 1732, sendo concluída 30 anos depois, 11 anos após a morte do arquiteto Salvi.

 

No centro da fonte e da foto, é possível ver a figura de Netuno (Deus dos mares), que está em uma carroça em formato de concha, sendo puxada por dois cavalos.

 

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A tradição das moedas na fonte é a seguinte: a primeira moeda garante o seu retorno à Roma. A segunda leva a um romance com um italiano(a) e uma terceira a um casamento com essa pessoa. Como estávamos em lua de mel, só jogamos uma para voltar à Roma. Nada de italianos e italianas! E moeda em euro é moeda em euro...

 

Voltamos para casa a pé mesmo, passando em frente ao Monumento a Vittorio Emanuelle... Ficaria para mais tarde...

 

Vaticano

 

Dia 2 era dia de Vaticano. A ideia era pegar um metro, pois Roma é separada em duas partes pelo rio Tibre. Na margem oeste fica o Vaticano. Na leste, fica as principais atrações, como o Coliseu, Panteão, Fontana di Trevi, Piazza Navona e etc. Para chegar ao Vaticano teríamos que cruzar a cidade.

 

Ai o Giorgio avisou no Hotel que o metro não estava funcionando. Estava de greve. Realmente estava, a estação estava fechada. Fomos de taxi (aff) para a estação Termini comprar nossas passagens de trem para Veneza, para não deixar para em cima da hora.

 

Sobre passagens de trem: por ser baixa temporada, compramos passagens de trem na Europa mesmo. Não reservamos nada no Brasil.

 

Dica importante: se for viajar de trem dentro da Itália, procure encaixar em seu roteiro a viagem para sábado. Isso porque até dezembro/11 está valendo para a Trenitalia a promoção Sabato Italiano. Essa promoção dá direito a duas passagens ao preço de uma viajando dentro da Itália aos sábados. Só isso! Para minha sorte, a viagem para Veneza caiu justamente no sábado... Deus ajuda os bêbados, as crianças e os mochileiros (tá, não tava de mochila... Lua de mel é lua de mel né)

 

Passagens de trem para Veneza: 104 euros (seria preço por pessoa mas viajando no sábado dentro da Itália pegamos a promoção Sabato Italiano - 1 passagem para 2 pessoas).

 

De lá fomos ao Vaticano de taxi (7,70 euros de taxi).

 

Chegando ao menor estado do mundo, o Vaticano... demos de cara com a praça de São Pedro e a Basília de mesmo nome:

 

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Praça e Basílica de São Pedro - Vaticano

 

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A outra metade da praça de São Pedro no Vaticano

 

A praça é enorme. Não se cobra nada para entrar lá nem na Basílica. Está aberta de 7:00 às 19:00 de abril a setembro e de 7:00 às 18:00 de outubro a março.

Apenas há um controle de raio X para acessar a basílica. Mas a praça de São Pedro tem acesso livre para pedestres.

 

Dica importante! Há um código de vestuário no Vaticano. Nada de bermudas, camisas cavadas, saias curtas... Não dê bobeira e mesmo se for verão vá de jeans e camisa de manga normal...

 

Como era baixa temporada, a fila estava tranquila e fomos logo conhecer a catedral.

 

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Interior da Basilica de São Pedro

 

Simplesmente a maior e mais bonita igreja que já conheci. As outras catedrais e igrejas do resto da viagem pareceram capelas perto da imensa basílica.

 

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Não vou colocar muitas fotos pois é uma experiência única caminhar dentro de lá.

 

Paga-se para subir ao domo da basilica, o que eu recomendo muito:

 

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Quer subir ao domo da basílica? Tá animado? Paga 5 euros e sobe os mais de 500 degraus. Vai de carro para a padaria? Paga 7 euros e sobe de elevador, só que mesmo assim ainda tem uns 300 degraus que todo mundo tem que subir.

 

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Mesmo de elevador, para subir ao domo não há como fugir de mais uns 320 degraus bem estreitos... como esses abaixo:

 

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Meu amigo(a), vale a pena demais!!! Nós estávamos animados e fomos sempre de degrau em degrau. Foi tranquilo, até porque estava vazio e fomos no nosso ritmo.

 

A vista recompensa...

 

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Dica importante: se quiser conhecer Vaticano e Capela Sistina (que fica ao lado, no Museu Vaticano) no mesmo dia, não se esqueça que a Capela Sistina fecha às 16:00 e não abre aos domingos, com exceção do último domingo de cada mês, que abre até as 14:00.

Para conhecer a capela sistina, é necessário andar um pouco dentro do Museu do Vaticano... Nada muito longe, se não estiver lotado.

 

Castelo Sant'Angelo

 

Depois de conhecer o Vaticano, era tarde demais para a Capela Sistina, que deixamos para o dia seguinte.

Almoçamos em um restaurante lá perto, que não foi indicado por nenhum dos guias que levei, e talvez por isso, não foi muito bom. Muito turistão, comida barata e cara. Normalmente restaurante bom não há funcionário do restaurante "caçando" turistas na rua. Por isso não recomendo. No dia seguinte almoçamos em um dos melhores restaurantes da viagem, que nem parecia um restaurante! Cenas dos próximos capítulos...

 

Decidimos conhecer o Castelo Sant'Angelo, que ficava aberto até mais tarde (de 9:00 até as 19:00). Fomos a pé do Vaticano, pois era perto.

 

Pagamos 16 euros (8 por pessoa) para entrar no castelo. Andamos bastante, é um lugar interessante. Não diria imperdível, mas a vista lá de cima é bacana e é um castelo dos mais famosos em Roma. Ele foi originalmente um masouléu do imperador Adriano e depois fortaleza de papas da Igreja. Por três séculos ele serviu como uma prisão. Hoje é um museu nacional onde é possível ver pinturas, armamentos e armaduras, móveis, etc.

 

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Chegando ao Castelo Sant'Angelo

 

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Vista do rio Tibre do alto do Castelo Sant'Angelo

 

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Dentro do castelo

 

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Dentro do castelo

 

Voltamos de taxi, nada de metro nesse dia (falaram que a greve acabaria e no dia seguinte estaria tudo normal).

 

Musei Vaticano e Capela Sistina

 

Conseguimos pegar o metro!!

Veja abaixo as estações de metro:

 

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Se não me engano, essa é a única linha que você vai usar (se não for a única em Roma). Também, imagine o parto que deve ter sido escavar essa cidade para fazer uma linha de metrô muito boa que é essa. A cada metro um patrimônio da humanidade! :D

 

Parece meio complicado mas não é. Com um mapa na mão, você verá que é muito fácil chegar nas principais atrações de Roma pelo metrô, que é barato.

1 euro por pessoa por viagem, ou por um tempo determinado, não me lembro mais.

 

Chegamos bem perto do Vaticano de metrô e fomos seguindo em direção à Capela Sistina. Para chegar à capela não faça como nós. Não entre dentro da praça São Pedro perguntando onde é a capela. Ao invés de entrar, procure uma placa na lateral direita de quem entra na praça, na rua mesmo, tal como a abaixo:

 

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Você irá acompanhar o muro lado direito de quem olha para a basílica para chegar ao Museu Vaticano, e lá dentro está a capela com as pinturas de Michelangelo.

 

Pagamos 30 euros (15 p/ pessoa) para entrar no Museu (facada!). Como a maior parte das pessoas não é vidrada em arte e em museu, tal como nós, uma placa assim ajuda muito a quem quer apenas conhecer a famosa Capela Sistina:

 

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Placa avisa o itinerário curto e o longo para a Capela

 

Igual a aqueles meninos que comem o recheio do biscoito e jogam fora o resto, nós fomos direto para a capela.

 

A capela sistina estava lotadaça!! Dá para entender porque ela é tão famosa. São pinturas muito bonitas e famosas, a maior parte você reconhece de cara e a outra parte você fica com uma sensação de que já viu em algum lugar...

 

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Dica: ao chegar à capela, não fique babando em pé nas pinturas. Procure assentar e admirar as pinturas sentado. A maior parte está no teto, tal como aquela famosa da criação de Adão, dos dedos quase se encontrando, está no meio do teto, sentado é mais confortável e mais tranquilo.

 

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Uma foto dos corredores do museu, já fora da capela.

 

Depois de conhecer a capela, e depois do almoço caro e ruim do dia anterior, resolvemos seguir o guia e fomos almoçar em um restaurante que servia frutos do mar.

 

Chegamos lá e parecia estar fechado. Mal tinha uma fachada. Abrimos e quase fomos embora. Decidimos ficar. Tivemos na minha opinião o melhor almoço da viagem (pelo menos para mim, que gosto muito de frutos do mar). Só tinha italiano lá. Lugar bom não precisa fazer muita propaganda...

 

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Dica de almoço perto do Vaticano: Sotto il Mare - comida boa e nem por isso muito cara - peça em português, pois uma das mulheres que nos atendeu fala a nossa língua.

Tirar foto da comida passa vergonha mas comer macarrão na Itália não é todo dia né. E ninguém vai me ver de novo lá (ou não!).

 

Endereço: Via Tunisi, 27 - bem próximo ao Vaticano

Pagamos 38 euros comendo bastante.

 

Pegamos um metro achando que a estação Vittorio Emanuelle era ao lado do Monumento a Vittorio Emanuelle. Nada a ver!

Mas fomos a pé de lá mesmo...

 

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Monumento a Vittorio Emanuelle

 

Apesar de ser um monumento recente, para homenagear o primeiro rei da Itália unificada, Vitorio Emanuele, inaugurado em 1911, é um lugar muito bonito, e o elevador dá uma visão bonita de Roma:

 

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Pagamos 14 euros (7 por pessoa) para subir via elevador.

 

Jantamos em outro restaurante indicado pelo guia, o Pasquino, que dessa vez estava aberto. Excelente, pagamos 36 euros e comemos bastante também. Comemos na Itália o que não comemos no leste europeu!

O Ristorante Pasquino fica próximo à Piazza Navona, na Piazza Pasquino 1.

 

 

Pantheon

 

Voltando entramos no Pantheon.

 

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Esse monumento, cuja entrada é gratuita, data de cerca de 120 d.C. quando o imperador Adriano construiu em cima do panteão original do imperador Marcus Agrippa, que foi destruído pelo fogo em 80 d.C. Ainda é possível ver o nome de Agrippa acima das colunas de granito.

 

O interior é um salão rodeado de estátuas e ornamentos:

 

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Outras atrações...

 

Como Roma é uma cidade cheia de atrações, nós escolhemos essas sabendo que tinha muito mais. Não dá para conhecer tudo nem ficar 10 dias na cidade sabendo que tem tanta cidade bonita perto dali, em outros países da fronteira.

Nós também conhecemos a Piazza di Spagna, que vale a pena conhecer e sentar nas escadarias. Está sempre cheia e perto de lá ficam aquelas lojas chiques, tipo Dior da vida.

Nós fomos também à Piazza del popolo, que também é interessante. Nessa piazza há duas igrejas exatamente iguais (ao menos externamente).

Dessas praças eu não tirei foto, estava meio de saco cheio de tirar fotos e queria mais era admirar os lugares.

 

Em passagem para o Pantheon, para a Piazza Navona, à noite, tb se tem uma grata surpresa ao ver isso:

 

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Piazza di Pietra - outra atração, no caminho entre atrações.

 

Outra atração sensacional tb é o sorvete italiano. Não há e nunca vi igual. Coitado do Haagen Dazs. O melhor que tomamos em Roma é de uma gelataria chamada Flor, próxima ao Monumento a Vitorio Emanuele.

 

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Veneza

 

No sábado, dia 19, viajamos à tarde (por volta de 15:00h), para Veneza, em um trem bala da Trenitalia.

O trem é super confortável e pagamos 104 euros o casal, graças à promoção Sabato Italiano, onde até dezembro/11 (pelo menos) se você viajar dentro da Itália aos sábados paga 1 passagem e viajam 2 pessoas.

 

Dica! Mesmo se tiver uma grana sobrando, não vale a pena comprar 1ª classe. A diferença é mínima para a 2ª classe, que já é muito confortável, e os mais de 30 euros podem ser melhor gastos! Outra dica: leve lanche se a viagem for longa. Os lanches servidos nos trens, ao contrário dos aviões, são pagos e bem pagos. Sugestão é comprar um sanduícho de prosciutto crudo (presunto parma!).

 

A duração total da viagem Roma - Veneza foi umas 3 horas e meia.

 

Chegando em Veneza, já à noite, percebemos o porquê do lugar ser tão famoso. O ar do lugar é antigo, as casas se encontram com os canais, cuja água bate nas paredes. Para transitar dentro da cidade, é necessário cruzar várias pontes ou apelar para os vaporettos, ou ônibus aquáticos (water-bus).

O cenário me lembrou muito o filme Entrevista com o Vampiro hehehe

 

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Vaporetto chegando na estação flutuante! Chegamos em Veneza!

 

Dica para transitar em Veneza! Para usar os vaporetos, tal como os trens, é necessário comprar um bilhete e validá-lo antes de entrar na estação flutuante, para esperar o vaporetto da sua linha. Os bilhetes são caros (pagamos 13 euros para duas passagens). Na estação principal de Veneza, há um guichê que vendem as passagens. Se você estiver em um local em que não há guichê para compra, avise o funcionário do vaporetto assim que entrar no mesmo, para comprar sua passagem. Caso contrário, em caso de fiscalização, você irá pagar uma multa!

Outra dica muito importante! Peça orientações ao seu hotel/hostel/amigo(a) como se faz para chegar lá! Provavelmente você precisará saber qual a linha do vaporetto e qual direção tomar. Veneza é uma cidade cheia de becos e não é fácil achar os lugares sem uma orientação mínima!

 

O hotel que ficamos se chama Ca'Pagan.

 

“Ca’ Pagan”

San Marco – San Samuele 3268, 30124 Venezia

Tel. 0039 0412960584 Fax.0039 0415236218

[email protected]

http://www.capagan.com

ITALY

 

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Quarto que ficamos em Veneza!

 

Fomos muito bem atendidos pela inglesa Lorna, que nos explicou detalhes das principais atrações, apesar de termos programado apenas 1 dia na cidade.

O hotel é muito bom, o quarto bonito e muito romântico, bem ao estilo de Veneza. Café da manhã completo incluído.

Mas, sinceramente? Pagamos muito caro. 145 euros por uma diária é dinheiro demais. O problema é que tudo em Veneza é muito caro, e o fato de termos chegado lá no sábado piorou, pois aos fins de semana a procura é maior e os preços sobem.

 

Dica de hospedagem em Veneza! Evite finais de semana na cidade bem como alta temporada. Os preços já são altos em uma quarta-feira comum, quem dirá em um sábado ou dia de festa na cidade. A própria recepcionista do hotel que ficamos recomendou virmos durante a semana e longe das datas festivas. Os vizinhos europeus e mesmo italianos escolhem o final de semana para descansar na cidade, e os preços dos hotéis sobem ainda mais...

 

Após o café da manhã no dia seguinte, fomos aproveitar o nosso domingão em Veneza!

Ao sair do hotel logo percebemos o quanto estava frio. Voltamos ao hotel para pegar mais agasalhos, pois a temperatura estava próxima do 0ºC.

Como iriamos ficar só até às 21:20h quando iriamos pegar um trem para Budapeste, preferimos conhecer apenas a piazza San Marco e andar nas famosas gôndolas.

Foi o que fizemos! Com a ajuda da Lorna, do hotel, chegamos na praça sem muitas dificuldades, após cruzar vários becos e pontes.

 

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Becos e pontes são as ruas de Veneza

 

A praça San Marco é muito bonita, enorme, com várias lojas (caras) ao redor, e com a basílica San Marco como a principal atração.

 

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Piazza San Marco e a Basilica de mesmo nome no centro - a torre à direita não é Pisa, isso é lembrança do efeito perspectiva das câmeras DSLR!

 

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Basilica di San Marco

 

A torre à direita na foto acima, se não me engano, é outra atração de Veneza. chamada Campanile di San Marco. É o edifício mais alto de Veneza. Segundo o guia, o melhor horário para visitá-la é durante o almoço, se você aguentar!

 

Originalmente uma torre de vigia do século XII, o famoso campanile foi construído no século XVI, mas colapsou em 1902, matando entretanto apenas um gato que estava dormindo! Devido à forma que a torre caiu, sem danificar nada ao seu redor, ela foi reconstruída da mesma forma. O prédio atual foi concluído em 1912 e chega a quase 100 metros de altura. É possível subir lá e ter uma visão maravilhosa.

Nós só não subimos porque o "friozinho" de 0º C nos desanimou muito!

 

Dica! Evite ir ao norte da europa no final do ano. É muito frio. Mesmo se você gosta de frio, como eu, não compare os 15ºC que estamos acostumados, com o - 2ºC que passamos em Budapeste. É tão ruim que você fica na rua procurando lugar quente para entrar. E não adianta achar que colocar roupa resolve, só alivia um pouco. Roma e o sul da Itália são locais mais quentes. Paris também estava mais agradável. Faça uma pesquisa da previsão de tempo. Se pelo menos tiver um solzinho, talvez dê para encarar. Se não, prefira setembro ou outubro, no máximo, já que o verão da Europa também é muito quente.

 

Daí então, passeando bastante na piazza San Marco, resolvemos fazer o nosso passeio assalto de gôndola. O italiano cantou 100 euros para um passeio de 30 minutos.

 

Dica sobre as gôndolas! Segundo nossa recepcionista do hotel, até as 17 horas há um preço regulamentado de 80 euros por gôndola por 30 a 35 minutos de passeio, incluindo passar debaixo da ponte Rialto, a famosa ponte de Veneza. Negocie. Os italianos irão chorar 100 euros, mas não aceite.

Pelo que entendemos o passeio é 80 euros por gondola, portanto, se você conseguir mais um casal ou se estiver sozinho, mais 3 pessoas, fica mais barato. Porém, para passear confortavelmente apenas 2 pessoas mesmo...

 

Nós recusamos pagar 100 euros e logo depois outro italiano veio nos procurar e chorou 90. Nós batemos o pé e fechamos por 80 euros com a Rialto Bridge, por 30 minutos de duração. Mesmo assim nós achamos caro. É um passeio que quando você vê já acabou, a turma fica tirando foto sua nas pontes. É gostoso por você estar ali, em Veneza, passeando de caiaque chique, com sua esposa, e tal. Acho que vale pela experiência, mas não é algo que nós repetiríamos. Uma vez tá bom, duas não precisa. Só se o preço cair para 10 euros!

 

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Acima do nosso remador - que segundo ele mesmo é parente do Casanova - vocês podem ver a famosa ponte Rialto.

 

Depois de passear de gondola, nós resolvemos passear na cidade, apesar do frio. Andamos bastante, compramos umas lembranças (as máscaras de carnaval você compra 3 por 10 euros do outro da ponte Rialto). Em Roma nós compramos uma igual por 12 euros achando que estávamos pagando barato.

 

Almoçamos em um restaurante onde tinha uma brasileira. Não gostamos muito do restaurante, pagamos 45 euros comendo dois pratos e tomando água e suco. A comida era boa, mas o preço não era honesto. Padrão da cidade? Acho que não. Se procurar melhor capaz de achar algo bom nem tão caro. Se não me engano, o lugar chamava Trattoria da Fiori.

 

Depois de caminhar bastante, nós tomamos um chocolate quente perto da Rialto Bridge. Já estava na hora e fomos ao hotel pegar nossas malas e ir para a estação de trem via vaporetto.

 

Dica! Todos os locais que ficamos possuem lugares para deixar a mala no dia do check-out. Assim, você deixa o peso ali, passeia, e quando chegar perto da hora de viajar, você volta lá e paga as trouxas. Deixamos nossas malas em todos os lugares, e não tivemos nenhum problema! Os hotéis já estão acostumados com essa prática.

 

O vaporetto estava lotadaço e tivemos que esperar passar 3 para poder embarcar com as nossas maletas. Daí comemos uma pizza na estação para despedir da Itália. Grata surpresa foi ver o trem que parecia ter saído da Guerra Fria.

 

21h20 e fomos em direção à Budapeste.

 

 

Budapeste, Hungria

 

Compramos nossas passagens de Veneza para Budapeste no mesmo dia que compramos as passagens de Roma a Veneza. Todas na estação Termini em Roma.

 

O valor da passagem foi de 11.780 florins húngaros para dois bilhetes para cabine privativa no vagão, com duas camas. Lembrando que é mais ou menos 300 florins húngaros para 1 euro.

A duração da viagem foi de 13 horas e meia, saindo 21h20 de Veneza e chegando mais ou menos 10:30 em Budapeste Keleti (a principal estação de Budapeste).

 

Dica importante: se você está pensando em cruzar o leste europeu de trem a noite, saiba que você será acordado toda vez que cruzar um país. Pois esse negócio de mostrar o passaporte uma vez só, só funciona na União Européia. De Veneza até Budapeste, nós cruzamos a Eslovênia e Croácia, e policiais educados nos acordaram para carimbar e checar nossos passaportes. Além deles, quando entramos na Hungria, foi outra oportunidade para parar de dormir. Resultado: nós achamos que íamos economizar 1 diária dormindo bem de Veneza até Budapeste e nos acordaram três vezes, nunca nos deixando dormir mais que duas horas seguidas... Chegamos moidos! Mas valeu a experiência de viajar em um trem antigaço, parecia que estávamos indo para a União Soviética na época da Guerra Fria hehehehe

 

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Chegando na estação Keleti em Budapeste e o nosso trem no canto direito!

 

Chegando na estação procuramos informações em uma central de informações ao turistas, onde nos atenderem não muito simpaticamente.

Mas foi o suficiente para entender que tinha um ATM na esquina da estação, onde eu saquei dinheiro com o VTM.

Logo ao lado pegamos um taxi, com um motorista muito gente fina que falava inglês, e logo estávamos no hotel. Taxi em Budapeste nós usamos bastante, porque era um serviço mais em conta que na Itália.

 

O hotel que ficamos chama Continental Hotel Zara (atenção pois há dois hotéis Zara na cidade, nós ficamos no Continental).

 

Hotel Continental Hotel Zara

Endereço Dohány u. 42-44, 07. Erzsébetváros

Budapest, 1074

Hungria

Telefone +3618151000

Fax +3612709365

E-mail [email protected]

 

Hotel excelente, todo mundo falava inglês, hotel chique mesmo. Por um preço bem menor que o hotel pequeno em Veneza. Pagamos uns 90 euros a diária.

Pode ser muito (e é), mas o hotel tinha piscina, academia, jacuzzi e todos os mimos que vc quiser! E o preço era barato perto de hotéis na Europa Ocidental

 

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Saguão do Hotel Continental Zara

 

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Foto do quarto

 

O hotel ficava no lado Peste de Budapeste.

 

Descansamos após uma noite mal dormida e saímos para dar umas voltas a pé.

Quando fomos para a rua, aí conhecemos a entender o que é o inverno europeu. A temperatura era de - 2 ºC. Mas o vento e a neblina aumentavam a sensação térmica. Eu lembro que estava de underwear (uma segunda pele), uma camisa, um moleton, e uma jaqueta pesada, calça jeans em cima do underwear, duas meias, gorro, capuz do moleton embaixo do capuz da jaqueta e dá-lhe frio. Rosto queimando mesmo. Tava dureza de caminhar...

 

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Ruas de Budapeste

 

Nós fomos jantar nesse primeiro dia em um restaurante indicado pelo guia do ipod, chamava Pink Cadillac. Comemos pizza e macarrão em um lugar muito bom, onde falavam inglês, e o lugar era bastante aconchegante. Logo percebemos que os preços eram menores (mas nem tanto) em relação aos da Itália (principalmente em Veneza).

 

Restaurante: Pink Cadillac

Endereço: Ráday utca

 

Nós fomos de taxi para lá. Taxi aliás não passa normalmente de 1000 florins, o que dá mais ou menos 4 euros por viagem.Lógico que depende da distância e da hora, mas no geral valeu a pena andar de taxi em Budapeste, embora tenha um bom sistema de metrô.

 

No dia seguinte aproveitamos mais. Fomos ao morro do castelo, e andamos mais, apesar do frio forte.

 

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Fomos a pé do hotel até a Chain Bridge, famosa atração turística. Uma das ponte que liga Buda e Peste, sob o rio Danúbio, a ponte foi construída em meados do século XIX e é guardada por leões em ambos os lados de Buda e Peste.

 

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Chain Bridge - reparou nos leões embaixo? Paisagem bonita apesar da neblina e do frio

 

Fomos em direção ao bondinho. Pegamos o Siklo (funicular) para subir, pagamos 2900 florins por 2 ingressos ida e volta. Não jogue o bilhete fora hehehe!

Na volta um dos bilhetes tinha sumido, e a mulher não falava inglês. Acabou entendendo e liberou passarmos por uma porta lateral.

 

Cheia de turistas, o morro do castelo tinha inúmeros turistas e várias atrações, como o Fishermen's Bastion.

 

Lá de cima era possível ver logo de cara o prédio maravilhoso do parlamento:

 

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Caminhando em direção ao Fishermen' bastion, passamos por uma lojinha de souvenirs, uma igreja bonita, e finalmente o fishermen's bastion.

 

O fishermen's bastion é um monumento que é uma continuação do muro que circunda o castelo. Em frente ao monumento é possível ver a estátua do primeiro rei húngaro Saint Stephan. Uma das teorias para o nome Fishermen's bastion é que durante a idade média o local servia como mercado de peixes, outra é que um número grande de pescadores defendeu essa parte do castelo.

 

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Fishermen's Bastion!

 

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Depois de caminhar bastante, nós almoçamos em um dos shoppings, onde resolvemos ir para comprar roupas de frio, e à noite fomos curtir um dos famosos banhos termais no Hotel Gellért.

 

Esse Hotel Gellért o mais famoso de Budapeste. Fica no lado Buda, e tem um dos banhos termais mais populares.

 

Banho termal

Hotel Gellért

Endereço: Szent Gellért tér 1

Telefone: +36 1 889-5500

Horários de funcionamento:

segunda a sexta - 6 a 20h

sabado e domingo - 6 a 17h

 

Preço: 2900 florins húngaros por pessoa (incluindo locação de cabine particular para trocar de roupa).

 

Dica! Leve seus chinelos, calção/short ou roupa e touca de banho. Caso contrário terá que alugar (ou comprar - eles vendem também) lá. Não é caro, mas é um gasto besta. Vi mulheres de maiô e biquini lá, portanto, não há muitas restrições... Há opção de banhos de mulheres e homens e termas separadas por sexo, onde é possível ir peladão (não vi ninguém pelado na ala masculina, ainda bem).

 

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Tem essa piscina e termas que variam de 36 ou 38ºC. Essa piscina é de água fria, fugi de lá. Para usar a piscina precisa de touca de banho. Para as termas, não. Mas não pode mergulhar nem nadar nas termas, na piscina pode. O bilhete vale para tudo.

 

Como nós fomos a noite, não fomos na piscina externa. Devia estar um frio do cão também. Acho que deve ser mais legal ir lá no verão e de dia!!

Mas foi muito bacana ir lá, recomendo muito.

 

 

Pessoal, depois escrevo mais, dá muito trabalho fazer relato hehehehehe

 

abraços!

Editado por Visitante
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Nossa, seu relato está incrivelmente bem feito! Mal posso esperar pelas demais cidades! Em especial Paris, pois no meu roteiro inclui Roma e Paris pelo mesmo tempo que você, então dá pra ter uma excelente noção de como as coisas vão fluir pra mim!

 

Ah.. E realmente acho que você pagou um pouco caro nessa passagem, especialmente pq nem incluiram a volta... Eu consegui ver por esses dias no decolar um trecho excelente que inclui Rio - Milão - Roma - Paris - Rio por R$ 2429,00 (incluindo TAXAS!) por pessoa. Claro que a pesquisa é pra Junho, baixa temporada, mas mesmo assim. rs

 

Enfim, ansioso pelos novos relatos!

Abraços!!

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  • 1 mês depois...
  • 1 ano depois...
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Sérgio, excelente relato e lindas fotos. Parabéns!

 

Em abril irei para Praga, Budapeste, Bratislava, Viena, Roma e depois, para finalizar, uma viagem de carro por Portugal, chegando a Santiago de Compostela (Espanha).

Suas dicas estão tirando algumas dúvidas que eu tinha e me deixando ainda mais animado para a minha viagem.

 

Vi que você optou por não comprar passes de museus, como: Romapass ou cartões do neoturismo, não valem a pena?

 

Grato,

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Olá Plínio!

 

Obrigado pelos elogios.

 

Nós não compramos esses passes pois não somos muito de museu. Só fomos ao Museu Vaticano e ao Louvre, indispensáveis.

Se você gosta, acho que vale, pois na minha pesquisa antes da viagem só li recomendações.

 

O problema do relato é que eu fui deixando para terminá-lo depois, e ficou faltando Praga e Paris.

 

Para o pessoal que está pretendendo ir a Praga, recomendo muito o Lokal Inn, um hotel meio pousada que é muito aconchegante (foi o maior quarto que nós ficamos e o staff é muito educado). Fica ao lado da ponte Carlos.

 

Em Viena, não deixe de visitar o castelo Schonbrunn.

 

Abraços

Sérgio

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