Olá viajante!
Bora viajar?
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MauroBrandão 1 post
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livia castelo 1 post
Olá galera!
Gostaríamos de contribuir com algumas informações, já que concluímos (com sucesso) nossa primeira grande mochilada e utilizamos muito este site para o planejamento do nosso roteiro. Nossa viagem foi em junho de 2011, e as cidades escolhidas foram Roma (e também o país do Vaticano), Veneza, Berlim, Paris, Londres, Barcelona e Ibiza. Valeu muito à pena!!! Por postar só agora, quase um ano depois, muitos detalhes acabaram sendo esquecidos. Bom, vamos ao relato...
Algumas dicas iniciais para mochileiros de primeira viagem:
Dica 1 - compre o Guia da Europa, da Folha de São Paulo. Assim você poderá se decidir melhor sobre as cidades que pretende visitar, além de poder escolher os pontos turísticos que mais lhe chamarem a atenção. É um guia rico em informações e bem ilustrativo, um bom investimento!
Dica 2 - não recomendo o famoso mochilão nas costas.
Arrebentei com as minhas. Prefira uma boa mala de rodinhas (as ruas são boas na Europa) e, como mala de mão, compre uma mochila pequena com vários compartimentos, que será usada também nas suas caminhadas para levar água, mantimentos, dinheiro, etc.
Dica 3 - as pernas cansam demais devido a tanta andação e tb por ficar em pé o dia inteiro. Treine um pouco o preparo físico (as pernas principalmente) e leve um tênis bastante confortável (recomendo Mizuno ou Asics), pois os pés ficam destruídos. Malho pernas na academia e mesmo assim sentia muitas dores, constantes, dores essas que pioravam no dia seguinte...
Dica 4 - com tanto fuso horário, um remedinho pra dormir as vezes vai bem...
Dica 5 - no verão da Europa o dia é incrivelmente mais longo (escurece por volta das 22...). Se não se cansar, leve isso em consideração para programar seus passeios, podendo com isso aproveitar mais o dia. Desconsidere isso para entrar em museus, parques e outros, que normalmente acompanham o horário do comércio local.
Dica 6 - imprima todas as reservas, anotações e papelada que forem necessários e guarde numa pasta pequena.
Dica 7 - nos hotéis/hostels há sempre mapas da cidade e mapas das estações de metrô. Peça para o recepcionista indicar no mapa os pontos que você gostaria de ver (se não tiver) e leve-os sempre consigo.
Dica 8 - essa dica parace óbvia, mas treine muito o seu inglês antes de ir pra lá. Faz toda a diferença!
Dica 9 - leve uma bateria reserva para a máquina, assim como um cartão de memória reserva também.
ROMA
Ficamos no Hostel Alessandro Palace & Bar.
Foi o melhor lugar em que ficamos. O ambiente é muito bom, pessoas do mundo inteiro e o diferencial de possuir um bar no térreo, excelente para interagir com a galera. Toda noite rola uma espécie de festinha ali, mas acaba cedo. Tome uma Peroni, cervejinha bem gostosa! O pessoal da recepção é muito prestativo. É um pouco caro, pagamos cerca de 120 reais a diária por pessoa, em quarto privativo para 2. Melhor que muito hotel 3 estrelas e o café da manhã está incluso, mas bem simples (pão, manteiga, geléia, sucrilhos, café, leite, suco).
Nessa época do ano (junho) é bastante quente em Roma e os dias são longos (escurece por volta das 22 e às 5 já tá claro). O mais caro em Roma foram a estadia e alimentação, mas os passeios não são tão caros se comparar com outros lugares. Gostamos da comida, só não peguei o nome de nenhum restaurante em especial. As pizzas não são tão recheadas como as nossas e tem a massa bem fina. A variedade é menor também. Mas gostei, achei que os ingredientes tinham mais qualidade e massa era crocante e superior às nossas. Os sorvetes são divinos, com um visual mais atrativo, não deixe de experimentar.
Bem, quanto aos italianos, achei que foram bastante solícitos. Todos a quem pedimos informação nos atenderam, foram cordiais, porém um catador de papel e um taxista nos sacanearam, mandando ir pra outra direção. Cuidado! A galera reclama que são grossos, mas não tivemos problemas. A maioria deles gosta dos brasileiros. Achei as italianas bem gatinhas, maqueadas, embora narigudinhas!
É fácil de se locomover a pé em Roma, dá pra ver a maioria dos lugares, contanto que tenha um bom senso de orientação. Pegue um mapa na recepção do hotel e marque as atrações que quiser ver. Não tivemos boas recomendações de balada, por isso acabamos sempre saindo num PUB que fica próximo ao hostel, onde havia pessoas de todo o mundo. Recomendo, só não lembro o nome! rsrs
Bem, foi a cidade que mais gostamos, talvez por ser a primeira, mas acredito que principalmente por conta de suas atrações. E, no meu caso, pelas raízes italianas. Roma é lindíssima, tem muita coisa pra ver! Ouvi relatos que 3 dias pra Roma eram suficientes, contudo ficamos 4 e achamos pouco. Gosto é gosto, já dizia uma velhinha comendo sabão...
Quanto às atrações:
O Coliseu é imponente! Tire muitas fotos por volta dele (faça o círculo todo). Compramos a entrada com audioguia (Coliseu + Fórum Romano), mas achamos que foi furada, pois era difícil de enteder o inglês dos italianos.
Valem muito à pena os dois, uma aula de história! Acho que custavam 12 Euros a entrada normal e 18 com audioguia e a fila para comprar era susse. Havia um pouco de fila para entrar no Coliseu, mas a tarde foi diminuindo. Ficamos uma 1/2 hora. Fecha às 17, se não me falha a memória. O Coliseu, externamente, pode ser visto a noite também, pois fica todo iluminado. Não tivemos esse privilégio, ficará pra próxima!
O Pantheon é muito mais show que o de Paris, imperdível, visita rápida e na faixa!
O Castel Sant’Angelo em si não achamos grandes coisas, mas lá no topo se tem uma vista belíssima da cidade, verdadeiro cartão postal. É um pouco caro, mas a vista depois compensa o gasto! Acho que custou 14 ou 16 Euros.
Há um monumento grandioso, erguido para comemorar a unificação da Itália, em 1870. Conheci por Monumento a Vittorio Emanuele II, acho que é esse o nome. É uma construção que certamente vocês vão passar por ela. Toda branca, parecia de gesso, imeeeeensa, com duas bigas no topo, esculturas equestres e muitas bandeiras da Itália. Muito show!
Valem fotos ainda a Fontana de Trevi (lindíssima, o difícil é conseguir tirar uma foto legal no meio de tanta gente... hehe), Praça da Espanha com sua igreja ao alto, assim como a Praça Navona e sua igreja. Aliás, as igrejas em Roma são todas belíssimas. Sou suspeito de falar, gosto muita de admirar sua escultura, detalhes. Teve uma, inclusive, não citada pelos guias e mochileiros, chamada San Giovanni in Laterano, que foi uma espetáculo à parte. Recomendamos demais, sinistra!!! Vale lembra que a entrada para qualquer igreja é gratuita... E todas são divinas!
No Vaticano, cheguem cedinho para verem tanto os Museus do Vaticano quanto a Basílica de São Pedro. Dica importantíssima: compre pela internet a entrada para os Museus, a fila era de uns 500 metros para entrar... Gostamos mais dos Museus do Vaticano que o Louvre de Paris (sem desmerecer este), apenas questão de gosto pessoal. Tem muita coisa pra se ver ali, dá pra ficar um dia inteiro. Antiguidades gregas, romanas, etruscas, telas de pintores famosos, paredes inteiras pintadas, Rafael, Michelângelo, Botticelli, Leonardo da Vinci, Bellini... Não entendo nada de arte, mas foi demais apreciar tudo aquilo. Faltou um guia nessa hora. Recomendo dar uma pesquisadinha antes pra entender um pouco mais, aproveita melhor o espetáculo. A maior atração dentro dos Museus é sem dúvida a Capela Sistina. Arrepiei quando vi aquilo!!!
Não se pode tirar fotos, mas tiramos algumas escondidas (“Pleeease, no picture Sr!!!” kkkkk). Coisa de outro mundo. A Basílica de São Pedro também é um espetáculo a parte e com entrada gratuita. Só paga para subir ao topo e para se ver os tesouros. E os souvenirs, logicamente. Após uma subida estreita e tortuosa chegamos ao topo e, pasmem, as duas máquinas ficaram sem bateria nessa hora (dica: levem de reserva uma bateria e cartão de memória). Foram muitas fotos nos Museus... Que raiva, depois de pagar 7 Euros pra subir, ficamos sem fotos!
Por sorte, encontramos uns brasileiros que tiraram fotos nossas e nos mandaram via e-mail. A vista lá de cima é esplêndida, compensa a subida cansativa. Os tesouros não vimos, pagava-se 6 Euros, mas eu tava cansado e não queria gastar... Meu amigo acho que ficou puto, mas eu insisti para ele ir sozinho que eu esperava, não quis. rs Tudo vale foto dentro da Basílica, principalmente a Pietà e o Baldaquino (altar onde o Papa celebra missas). Muita coisa bela num só lugar. Repito: vejam as duas coisas quando forem ao Vaticano. 
O que não gostei em Roma:
1) a polícia passando de madrugada com uma sirene insuportável;
2) a forma como os italianos dirigem: cuidado senão passam por cima de você! O resto foi só alegria...
VENEZA
Ficamos na Residenza Santa Croce: boa residência, está no site de hostels, porém não possui as características de albergue, são aptos separados e não há área para interação entre as pessoas nem cozinha. Possui um escritório onde se faz o check in e os aptos são localizados em outros lugares, então existe a dificuldade de andar com as malas até o local e achar o apto por conta, porém os apartamentos são aconchegantes e bem limpos. E ficou bem em conta, não recordo quanto, mas abaixo da média. Recomendamos!!!
Veneza é uma cidade única. Decidimos ficar só um dia e não nos arrependemos, vimos muita coisa da cidade. Na verdade ficamos apenas uma tarde. Quem sabe com mais um dia víssemos tudo, mas sabe como é, dois homens Veneza, vai que rola um clima... kkkkk As ruas são muito parecidas, então é muito fácil de se perder. E você vai se perder. Mas o legal é isso, ir andando sem rumo e se perdendo... Na dúvida siga as placas! Vimos a Basílica de San Marco, lindíssima, mas só por fora, estava em reforma. O Palácio dos Doges, ao lado, foi bem bacana! É caro (uns 16 Euros) mas você vai gostar, muito oooouro lá dentro. Tem uma coleção de armas antigas também (espadas, lanças...), bem massa. O mais legal porém é ver a água em volta das casas, as pontes, as gôndolas (não andamos não!
), enfim, aproveite esses cenários magníficos para tirar muitas fotos.
Por ser uma cidade bastante turística, tudo em Veneza é caro. Comida, souvenirs, se bobear até informação eles cobram.
BERLIM
Ficamos no Plus Berlim (Hotel/Hostel). É um bom hostel, que antigamente funcionava como colégio. Por isso as instalações são grandes, construção à moda antiga, porém reformado com um ar mais moderno. Os quartos são bons, porém o local abriga muitas "excursões" de colégios, o que atrapalha um pouco pelo barulho, e o ambiente parece mais um hotel, não há muita interação entre os hóspedes. Havia um recepcionista brasileiro que nos ajudou muito.
Escolhemos Berlim pelas baladas, ao menos as indicações eram boas. A primeira impressão não foi das melhores, um cenário que exibe ainda traços de uma cidade que não se recuperou totalmente da última guerra. Estações ferroviárias desativadas, prédios antigos, sem pinturas, pichações nas casas e muros, isso é um pouco do que você vai encontrar lá. Claro que há a parte moderna também, mas quem predominava era a outra. Comparada às outras cidades, não curtimos Berlim. Menos atrativos, as baladas não foram tudo aquilo, muita coisa feia... Na região que ficamos, pra piorar, a galera era esquisita e alternativa (ter um piercing e uma tatoo é ser careta por lá) e bebiam em plena manhã. Aquilo assustou um pouco... rs Talvez foi a região que ficamos, não sei... Bom, acho que uma cidade que foi dividida por um muro, que passou por duas grandes guerras e que teve um maluco no poder deixou a galera meio transtornada. Compreensível... Não gostamos muito de Berlim. Talvez não tenhamos escolhido os locais mais acertados, sei lá, não fiquei com vontade de voltar lá.
Mas gostamos de algumas coisas sim! Uma aula de história também: o muro de Berlim, o Museu do Terror, o Reichstag. Andem pela Unter den Linden e verão os principais pontos turísticos da cidade. O imponente Portão de Brandeburgo, Museus, a igreja protestante Berliner Dom – catedral muito bonita, entramos e gostamos. Tem uma vista legalzinha lá de cima. Queríamos ver aquela igreja que teve uma torre destruída por bombardeios, mas estava em reforma e só vimos seu interior. A torre de televisão Fernsehturm, com seus 368m de altura, é vista de qualquer lugar da cidade. Muito imponente! Não subimos, me arrependo de não ter feito esse passeio. Era um pouco caro eu acho. Diz que tem um restaurante que gira 360 graus lá em cima.... Os trens (U-Bahn e S-Bahn) são o principal meio de transporte e tem um charme especial!
Quantos às baladas, detestamos. Barraram a nossa entrada em uma delas (Berghaim era o nome, só não sabemos o porquê, acho que éramos muito normais). Esperávamos mais da cena eletrônica, sem contar que um "cara" veio “me cantar” na balada.
A cidade é bastante GLS, nada contra, mas não sabia desse detalhe. A balada mais legalzinha ainda foi uma ao lado do hostel, bem de turista, embora o cara do hostel não tenha recomendado.
Não eram muitos que falavam inglês por Berlim, passamos um pouco de dificuldade pra pedir informações...
O que achei é legal é que a galera utiliza muito a bike como meio de transporte. Os modelos antigos são os mais encontrados... Um ponto favorável da cudade é que ela foi a mais barata dentre as que passamos. Ah, e comemos o melhor macarrão à bolonhesa de nossas vidas, por incrível que pareça, numa região de restaurantes perto do hostel. E não peguem comida tailandesa, é muito apimentada.
Editado por Visitante