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3 "Índios Caiçaras" no Flechal: Fim de semana em Ubatuba


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Pessoal, segue abaixo relato da viagem que eu, André Petrovau e Alberto Bigai fizemos a Ubatuba no final de semana dos dias 16, 17 e 18 de março.

O título da viagem refere-se a um dos possíveis significados do nome Ubatuba em tupi-guarani. Há diversas explicações e interpretações para o nome, mas uma das mais correntes é que significa "FLECHAL", ou seja, lugar onde os índios fabricam suas flechas.

 

Optei por fazer o relato dia a dia, para que as informações, comentários, MANCADAS e AZARES fiquem mais fáceis de se imaginar, na ordem cronológica da coisa.

 

DIA 16.03 - SEXTA-FEIRA - A IDA

A viagem foi toda programada e combinada via facebook, quando o André manifestou que estaria de folga nesse final de semana, e que iria para Ubatuba. Feito o convite, eu e o Alberto topamos a parada e decidimos que iríamos de ônibus mesmo, saindo da rodoviária do Tietê na sexta-feira, às 21 h. Compramos as passagens para Ubatuba pela empresa Litorânea, a um custo de R$ 53,00, cada.

A maioria das pessaos que conheço costuma chamar a cidade de "Ubachuva", pela constância com que chove por lá. E não foi diferente na nossa chegada. Cheamos em Ubatuba cerca de 1:15 da manhã, embaixo de uma garoa razoavelmente forte e ainda tivemos que caminhar por quase um quilômetro até chegarmos ao hostel.

 

DIA 17 - SÁBADO - DIA DE TRILHA!!!

Ficamos hospedados no Tribo Hostel, que é conveniado ao Hosteling International. Pra quem tem a carteirinha dos Albergues da Juventude, há alguns descontos. Segue abaixo algumas fotos do hostel.

 

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Após fazermos o "check in", fomos dormir, pois de manhã faríamos a trilha das Sete Fontes.

O hostel fornece o café da manhã entre 8 e 10 horas, com boa variedade.

 

Tomamos nosso café da manhã e saímos.

O dia estava parcialmente nublado, com aberturas de sol, contrariando a previsão do tempo que tínhamos visto no CPTEC e no Climatempo. Aliás, esses institutos erraram muito nesse final de semana... Passamos pela marina próxima ao hostel e iniciamos a caminhada com destino à praia das Sete Fontes. Observação: para chegar a essa praia, só há dois meios: pela trilha ou de barco. Logicamente, escolhemos a primeira opção.

 

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120324105804.jpg 500 375 Legenda da Foto]Início da trilha [ ].[/picturethis]

 

 

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Para chegarmos à praia das Sete Fontes, começamos pelo Saco da Ribeira, passamos pela praia do Flamengo até chegarmos á praia das Sete Fontes. Levamos cerca de 1 hora e meia para percorrermos todo o percurso, em alguns pontos bastante íngremes, mas bem definida e tranquila de ser feita. As praias são realmente muito bonitas, água limpa e extremamente convidativa a um bom banho!!!!

 

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Num certo ponto da praia, há um pequena gruta entre as pedras, onde fizeram um mini-santuário, com uma imagem que acho ser de Nossa Senhora de Lourdes. (vide fotos abaixo)

 

 

Para quem pensa que a praia é quase deserta, aqui tivemos uma surpresa um tanto quanto desagradável. Há diversas marcas de cerveja em guarda-sóis e alguns "quiosques", por assim dizer, e a praia estava com bastantes frequentadores. Nada que se compare à Praia Grande, mas, mesmo assim, bem acima do que imagináramos.

Retornamos ao hostel por volta das 18 horas, onde sabíamos que haveria um "churrasquinho" de confraternização entre os hóspedes, regado a caipirinha e refris, conforme já nos haviam informado quando saímos pela manhã.

Segue abaixo foto com o pessoal todo e algumas outras.

 

 

 

 

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Ficamos conversando com a galera até cerca de 23:30 quando fomos dormir. Entre os hóspedes do hostel, havia um uruguaio que mora na Argentina há mais de 25 anos, um casal de norte-americanos que moram no Brasil há 3 anos, alguns chilenos e os demais, brasileiros de várias localidades.

 

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DIA 18 - DOMINGO - AZARES, MICOS, TRILHA DE CHINELO, CORRERIA E O RETORNO (UUUFFFAAA!!!!).

Nosso domingo começou ótimo, um céu muito azul, sol forte, propício pra praia!!! Mas não demorou muito pra primeira má notícia do dia: o barco que iria nos levar para a Ilha de Anchieta estava quebrado, o motor não funcionava. Pelo menos, o dono do barco ( o tal de Renato) ligou no hostel para nos dar avisar. Assim, tivemos que repensar nosso domingo.

Conversando com uma das atendentes do hostel, ela sugeriu que fôssemos para a Praia da Fortaleza. Aqui, eu coloco o único ponto negativo que o hostel teve: tenha muito cuidado com as informações que dão sobre os horários dos ônibus, principalmente aos domingos. Vocês verão por quê.

Optamos, então, por fazer esse passeio na praia da Fortaleza. A atendente nos deu os horário dos ônibus para ida e para a volta e saímos. O ônibus sai do centro de Ubatuba e, até onde estávamos, levou uns 40 minutos para chegar. A passagem de ônibus em Ubatuba é igual á de São Paulo, R$ 3,00. Chegamos à praia da Fortaleza por volta das 11:40. O lugar é realmente to bonito. MUITO bonito. Praias lindas, águas limpas, natureza exuberante, vejam as fotos abaixo.

 

 

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Ficamos ali até por volta das 14:40, quando voltamos ao ponto de retorno do ônibus que nos levara até lá. A saída programada era para 15:30 h. Então, veio a primeira grande furada: NÃO HAVIA ÔNIBUS NESSE HORÁRIO!!!! A atendente do hostel nos deu informação errada!!! Conversando com o pessoal que fica no estacionamento perto da praia e com o dono de uma pousada logo ao lado, descobrimos que esse horário de 15:30 só existe DURANTE A SEMANA, NOS DIAS ÚTEIS!! e que o próximo só sairia de lá às 17:50. Detalhe: nossas passagens pra São Paulo estavam marcadas para as 17:30!!!!! Ligamos para o hostel e quem estava lá já era outra atendente, que buscou nos ajudar da melhor maneira possível, tentando localizar algum taxista que pudesse ir nos buscar e levar de volta ao hostel. O mínimo que ela conseguiu foi um taxista que disse que iria nos buscar se pagássemos míseros R$ 150,00!!!!! Porra, por esse preço, sairia mais em conta se comprássemos passagens novas!! Descartada essa opção, a atendente ligou na rodoviária de Ubatuba e conseguiu que, se pegássemos o ônibus das 19:30 não precisaríamos comprar novas passagens, era só chegar no guichê e falar que perdêramos o ônibus das 17:30 e efetuar a troca. Nisso tudo, já eram 16 horas...tínhamos que voltar para o hostel, tomar uma ducha e sair pra vir embora...sem ônibus, sem táxis, ninguém disposto dar carona pros 3 manezões...só havia uma alternativa: seguir a pé até a rodovia principal. Um distância de cerca de...7 quilômetros!! E os três usando...chinelos tipo havaianas!!! PUTA QUE PARIU, FOI FODA!!!!! Andar quase sete quilômetros, entre subidas, descidas, terrenos planos...fizemos esse "percurso" em 1 hora e dez minutos ( o André e o Alberto já estavam ficando com os pés machucados ) até chegarmos na rodovia principal pra pegar um ônibus de volta à praia do Lázaro, onde fica o hostel. Chegamos lá pouco antes das 18 horas.

Esse caminho todo que fizemos faz parte da Rota dos Jesuítas.

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Chegamos no hostel, tomamos uma ducha rápida e saímos. Pra variar um pouco, o ônibus que nos levaria ao centro demorou pra caralho. Saímos do Lázaro às 18:35 e chegamos na rodoviária de Ubatuba às 19:10. Trocamos as passagens no guichê, pegamos o ônibus e retornamos pra Sampa, chegando aqui no Tietê às 23:35.

E assim encerramos nossa viagem.

Ubatuba tem inúmeras praias, todas muito bonitas e limpas, é um lugar de rara beleza!!!

 

Pra encerrar o relato, agradeço aos meus amigos André Petrovau e Alberto Bigai pela companhia, pela camaradagem, pelas boas histórias e muitas risadas que demos juntos.

Certamente outras trips juntos virão por aí.

 

Abração, galera!!!!

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