[t1]França reconhece casamento entre dois homens[/t1]
Eles se chamam Peter-Jan e Aad, são holandeses e vivem pacatamente em uma casa de dois quartos em Gers. Os dois homens se casaram em Leyden em 2002; a Holanda reconhece há alguns anos as uniões homossexuais.
Ao apresentar sua primeira declaração de renda às autoridades francesas, em 2005, eles reivindicaram o direito de apresentá-las como casal, o que permitiria uma maior isenção. O governo inicialmente recusou o pedido, invocando as leis francesas que não reconhecem a validade de matrimônio entre duas pessoas do mesmo sexo.
Com a ajuda de um advogado de Paris, Alain Leclerc, os dois holandeses decidiram solicitar que fossem aplicadas as convenções assinadas pela França e pelas regras do direito privado internacional.
O caso aparentemente teve repercussão junto ao governo francês e no exterior. As autoridades francesas estão tentando descobrir uma maneira de respeitar os princípios jurídicos sem dar a impressão de que de qualquer maneira estejam validando o casamento homossexual. Em paralelo, dois parlamentares franceses - o deputado Thierry Mariani, da UMP, e o senador Jean-Louis Masson, sem partido- estão exigindo que a Receita francesa esclareça sua posição.
Dominique Perben respondeu ao seu pedido de informações, inicialmente, afirmando que o Direito francês poderia admitir a realidade de um casamento homossexual se o país em que o matrimônio foi celebrado reconhece sua validade.
Em 11 de julho, o serviço jurídico da divisão de Receita do Ministério das Finanças emitiu parecer que informa aos interessados que seu casamento será considerado válido para fins tributário. Para o advogado do casal, a decisão da Receita significa que as autoridades francesas aceitam que os dois desfrutem de todos os benefícios tributários reservados aos casais casados e não apenas daqueles que beneficiam os casais cujo enlace se realiza por união civil.
"Uma situação completamente normal em termos legais", sublinha Leclerc. Peter-Jan e Aad portando poderão declarar seus impostos como casal, sob a condição única de apresentar uma tradução juramentada em francês de seu contrato de casamento. O precedente não permitirá que casais de homossexuais franceses se casem, mas pessoas originárias da Bélgica, da Holanda e da Espanha - três países europeus que aceitam como legal o casamento homossexual - poderão se beneficiar dessa jurisprudência. Muitos deles provavelmente já estão preparando a documentação necessária a alterar sua situação tributária.
[t1]França reconhece casamento entre dois homens[/t1]
Eles se chamam Peter-Jan e Aad, são holandeses e vivem pacatamente em uma casa de dois quartos em Gers. Os dois homens se casaram em Leyden em 2002; a Holanda reconhece há alguns anos as uniões homossexuais.
Ao apresentar sua primeira declaração de renda às autoridades francesas, em 2005, eles reivindicaram o direito de apresentá-las como casal, o que permitiria uma maior isenção. O governo inicialmente recusou o pedido, invocando as leis francesas que não reconhecem a validade de matrimônio entre duas pessoas do mesmo sexo.
Com a ajuda de um advogado de Paris, Alain Leclerc, os dois holandeses decidiram solicitar que fossem aplicadas as convenções assinadas pela França e pelas regras do direito privado internacional.
O caso aparentemente teve repercussão junto ao governo francês e no exterior. As autoridades francesas estão tentando descobrir uma maneira de respeitar os princípios jurídicos sem dar a impressão de que de qualquer maneira estejam validando o casamento homossexual. Em paralelo, dois parlamentares franceses - o deputado Thierry Mariani, da UMP, e o senador Jean-Louis Masson, sem partido- estão exigindo que a Receita francesa esclareça sua posição.
Dominique Perben respondeu ao seu pedido de informações, inicialmente, afirmando que o Direito francês poderia admitir a realidade de um casamento homossexual se o país em que o matrimônio foi celebrado reconhece sua validade.
Em 11 de julho, o serviço jurídico da divisão de Receita do Ministério das Finanças emitiu parecer que informa aos interessados que seu casamento será considerado válido para fins tributário. Para o advogado do casal, a decisão da Receita significa que as autoridades francesas aceitam que os dois desfrutem de todos os benefícios tributários reservados aos casais casados e não apenas daqueles que beneficiam os casais cujo enlace se realiza por união civil.
"Uma situação completamente normal em termos legais", sublinha Leclerc. Peter-Jan e Aad portando poderão declarar seus impostos como casal, sob a condição única de apresentar uma tradução juramentada em francês de seu contrato de casamento. O precedente não permitirá que casais de homossexuais franceses se casem, mas pessoas originárias da Bélgica, da Holanda e da Espanha - três países europeus que aceitam como legal o casamento homossexual - poderão se beneficiar dessa jurisprudência. Muitos deles provavelmente já estão preparando a documentação necessária a alterar sua situação tributária.
Fonte: Le Monde em Terra ( http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI3166759-EI8142,00.html )