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Rússia (São Petersburgo, Moscou)


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  • Membros de Honra

Viagem realizada em abril/2012. Nossa viagem começou na Rússia, prosseguiu pela Turquia e terminou na Grécia. Quando bolamos o roteiro, achei estranho. Depois vi que não é novidade, outras pessoas fazem exatamente essa mesma rota!

 

Vou separar o relato por países, acho que fica melhor concentrar assim.

 

Para ler a continuação da viagem -- o relato sobre a Turquia -- clique aqui.

 

O roteiro

Dia 1 – (Rio) – Paris – São Petersburgo (de avião)

Dia 2 - São Petersburgo

Dia 3 - São Petersburgo

Dia 4 - São Petersburgo (ida a Peterhof)

Dia 5 - São Petersburgo – Moscou (de trem Spasan)

Dia 6 - Moscou

Dia 7 - Moscou

Dia 8 - Moscou

Dia 9 - Moscou – Istanbul (vôo às 6 da manhã)

 

Leituras de viagem

- Lonely Planet - Eastern Europe

- Wikitravel

- Vivian Oswald - “Com vista para o Kremlin”(li antes da viagem, atraiu mais curiosidade sobre Moscou)

- Blogs diversos

- Tutorial - Entendendo placas, letreiros, documentos em Russo

 

Onde ficamos

[cidade - lugar - valor diária]

São Petersburgo - Flat Friends Hostel – 2900 rub

Moscou - Fabrika Moscou Hostel – 3400 rub

 

Em todos os lugares ficamos em quarto de casal com banheiro dentro.

 

Para quem quer dormir, o Friends é ok, o Fabrika não. Somos muito tranquilos em relação a onde dormir, e praticamente só damos as caras nos hotéis/albergues para dormir mesmo, mas o Fabrika era bem complicado.

 

Eu cismei de ficar em albergues localizados na área mais central possível na Rússia. No caso de Moscou eu acho que teria sido melhor ficar num hotel mais distante e mais em conta.

 

Língua

A Rússia é o lugar onde menos se fala inglês em que já estivemos. Veja bem, não é que não se fala inglês, fala-se menos do que em outros cantos da Europa -- ainda assim, fala-se mais que no Brasil (o que não chega a ser uma vantagem).

 

Além disso, em Moscou não é comum ter coisas escritas em letras latinas (São Petersburgo tem mais). Como exemplo: todas as ruas centrais de SP tem placas com letras latinas embaixo. É pequeno, mas o pedestre lê na boa. Em Moscou não tem (mas já estão colocando placas indicativas para pedestres em inglês). Esse padrão se repete no metrô: em SP todos os mapas têm legenda em letras latinas. Em Moscou não (mas, da mesma forma, em algumas estações e em alguns trens, já começa a ter).

 

Portanto, dica fundamental para quem vai à Rússia por conta própria é: aprenda o cirílico. Eu não aprendi como gostaria (lia as coisas igual a uma criança em processo de alfabetização!), mas deu para o gasto tranquilamente. Além disso, graças ao tutorial que peguei aqui no mochileiros (muito obrigado mesmo, levei impresso e andava com ele no bolso!), pude distribuir pajalsta, spassiba e dvá bira pra tudo quanto era lado. :)

 

Não cheguei a decorar frases em russo, mas acho que sempre é uma boa.

 

E, claro, para minimizar a necessidade de falar/entender a língua local, planejamos bastante o que fazer.

 

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Estado final da nossa colinha de russo/cirílico

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Quem quiser ler a postagem da Katia sobre São Petersburgo no blog dela, com muito mais fotos, clique aqui.

 

Dia 1 – Chegamos a São Petersburgo na hora prevista, meio da tarde. Achei o aeroporto bem antigão, lembrou o de Havana, em que eu estive há uns 15 anos! Não havia fila única para a imigração, é uma fila para cada atendente. A nossa atendente foi rápida, mas esqueceu de nos devolver a via do papel que deve ser devolvido na saída do país! Ainda bem que a Katia viu. Retornamos a ela, que reconheceu o erro com um gesto cordial.

 

Fiz um pouco de câmbio no aeroporto mesmo e logo saímos para procurar um busum que leva para a estação Moskovskaya. Um micro-ônibus, na verdade. Como eu não sabia exatamente qual seria a parada, quando vi um monte de gente descendo, perguntei. Era ali mesmo. De lá, seguimos para o nosso hotel. Já sentimos o drama dos metrôs russos – complicado você saber em qual estação está, é difícil ver a sinalização! De qualquer forma, sabíamos que era a sexta estação seguinte a descer, então foi tranquilo. Metrô em SP custa 25 rublos.

 

Depois de deixar as mochilas no apto (na verdade, ficamos num apartamento afiliado ao albergue), saímos para passear e fazer um reconhecimento da área. Fazia bastante frio. Fomos até o Hermitage, passamos pela espetacular Igreja do Sangue Derramado (já estava fechada) e andamos pela Nevsky Prospect e arredores. Respiramos um pouco a cidade. São Peterburgo é bem charmosa, com seus canais de variados tamanho cruzando a cidade. Lembra um pouco Amsterdam nesse sentido.

 

A Catedral de Nossa Senhora de Kazan era pertinho de onde estávamos, então foi o primeiro lugar que entramos. Muito grande e bonita, passamos por lá todos os dias no caminho de ide e/ou volta. Jantamos em algum bar (pubs são irresistíveis!) e fomos dormir.

 

Dia 2 – Acordamos e estava nevando. Nevou durante a noite, aliás. Viva a neve, antes ela do que a chuva! Fomos até a Catedral de Santo Isaac. Belíssima por fora e por dentro. Tem de pagar para entrar, é uma igreja-museu. Lá dentro compramos ingresso também para subir para a colonnade (colunata?), para ter uma vista da cidade – ainda que sob forte neblina e alguma neve! Acho que, em toda nossa viagem, foi a única igreja que entramos que podia subir para ter uma vista geral da cidade.

 

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A entrada da Catedral de Santo Isaac e a cúpula, já de dentro

 

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Vista a partir da Catedral de Santo Isaac

 

De cima, avistamos um belo parque (ainda que todo branco de neve) em frente, o Alexsandrovsky Sad, para onde fomos a seguir. Muito interessante ver as mães levando as criancinhas pra brincar no parque, mesmo com frio e sob neve. Gosto de reparar nessas pequenas diferenças de hábitos entre europeus e nós, brasileiros (eu tenho a impressão de que as mães brasileiras são mais, digamos, enclausuradoras).

 

Dali, fomos contornando o Admiralty seguindo para o Hermitage, famosíssimo museu russo. Eu tinha comprado os ingressos antecipadamente pela Internet e, na boa, foi muito saboroso passar toda aquela fila apenas mostrando o papel impresso na mão! Vale muito a pena! Você pula toda a fila externa e também a interna – uma pessoa lá dentro te coloca direto na boca do caixa, avisando que é ingresso da Internet. Custou uns US$ 18 cada um, se não me engano.

 

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Uma parte da fila externa que pulamos, graças à compra antecipada pela Internet!

 

Ficamos umas duas horas no Hermitage. Como regra eu venho dispensando quase todos os museus de arte das cidades onde vou, mas no Hermitage eu queria entrar. E, mesmo que você (como eu) não ligue muito para quadros, pinturas e etc., vale entrar nem que seja para ver o espetáculo que é a arquitetura/decoração interna do lugar, cheio de belíssimos e suntuosos salões. Para os que gostam, acredito que seriam necessários dias para conhecer com calma -- tal qual o Louvre e tantos outros museus enormes. Para mim, as duas horas já foram de bom tamanho.

 

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Uma breve amostra dos interiores do Hermitage

 

De lá, seguimos para a Igreja do Sangue Derramado (Храм Спаса на Крови), lugar que já é esplendoroso de fora, mas que contém um dos interiores mais deslumbrantes que já vi. Toda feita de mosaicos, literalmente de cima abaixo. Estonteante, talvez tenha sido o conjunto (interior + exterior) de que mais gostei na Rússia.

 

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A esplendorosa Igreja do Sangue Derramado

 

De lá, relaxamos num bar e depois fomos jantar num restaurante recomendado pelo Lonely Planet, o Sadko. Foi o jantar mais refinado que tivemos na Rússia, muito bom.

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Dia 3 – Tiramos o dia basicamente para conhecer a ilha de Vasilievsky e a Fortaleza de São Pedro e São Paulo. Exploramos bem a ilha, depois fomos andamos margeando o rio até uma bonita igreja (não sei o nome até hoje!) que avistamos ao longe, mas que estava fechada quando finalmente chegamos nela. No caminho havia as esfinges de Tebas, uma coisa meio estranha em São Petersburgo, mas elas estão lá desde o começo do século XIX!

 

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Uma das esfinges de Tebas

 

Embora o mais conhecido da ilha sejam as colunas Rostral – e a bela vista que se tem daquela área --, há outros lugares muito aprazíveis por lá, sobretudo os arredores da universidade. Há museus também, mas não entramos, queríamos apenas caminhar.

 

De lá, voltamos e seguimos para a Fortaleza de São Pedro e São Paulo, onde passamos praticamente toda a tarde. Nos arredores da Fortaleza há uma praia e, apesar do frio que fazia, havia uma galera empolgada para pegar um sol!

 

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A galera aproveitando o sol -- apesar do frio -- nos arredores da Fortaleza

 

Dentro da Fortaleza, caminhamos por alguns lugares e compramos ingressos para duas atrações: a catedral e a prisão (300 rublos o pacote). Foram passeios interessantes. Andamos também pela parte alta, externa, da fortaleza (150 rub, os “battlements”).

 

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A catedral dentro da Fortaleza

 

De lá, voltamos para a área central, exploramos ainda a região atrás do Hermitage – onde estão os jardins de verão, que estavam fechados --, antes de retornar à Nevsky Prospekt para passear, jantar e dormir.

 

Dia 4 – Peterhof

Estávamos em dúvida sobre ir ou não para Peterhof, visto que não era temporada e que, portanto, não veríamos os famosos chafarizes do parque. Prevaleceu a lei do “é melhor ir do que não ir”. Fomos de trem suburbano, uma opção um tanto aventureira em se tratando da Rússia.

 

Demos sorte porque, assim que chegamos na estação de trem Baltsky, o próximo trem que passaria por Peterhof sairia em menos de 30 minutos. O seguinte, somente horas depois, já de tarde! Era o último da manhã, pelo visto.

 

Eu já tinha as dicas sobre quais trens pegar, pegamos um que ia para Oranienbaum (Ораниенба́ум) – e que passava por Novyi Peterhof, nosso destino. O desafio era identificar quando o trem chegasse à nossa estação! A dica que eu tinha era que levava uns 45 minutos. Levou menos de 35, ainda bem que estávamos atentos.

 

A passagem é muito barata, 44 rublos. O trem não tem qualquer conforto, é mais lento. Interessante é que a todo momento aparecia um vendedor no vagão. Vendia-se de tudo. Livros, coisas para crianças, roupas, etc. Um deles até trocou umas palavras conosco (viu que não éramos locais, perguntou se íamos para Peterhof, falou que era muito bonito, etc.).

 

Chegando em Peterhof (estação Novyi Peterhof , Новый Петергоф -- falei para a Katia decorar como “Robin Metepro”), seguimos a pé até o parque, cortando caminho por um parque. Dá uns 3 km andando – mas não há sinalização em direção ao parque! Se você for por conta própria desse jeito, leve um mapa. Há ônibus saindo da estação que levam direto ao parque, para quem preferir.

 

No caminho, encontramos uma lindíssima igreja, quase em frente à entrada do parque. Pior que não tenho referência, nem sei o nome daquela beleza. Parece ser uma coisa local, mas para mim era de uma beleza ímpar. Ainda que aquele tipo de igreja talvez seja comum na Rússia (e é!), não consigo me acostumar a tanta beleza. Entramos e estava rolando algum tipo de evento (missa?), e a Katia logo percebeu que ela era a única mulher sem véu na cabeça. Provavelmente éramos os únicos turistas ali naquela hora. O interior da igreja também é muito bonito, mas não nos arriscamos a tirar fotos durante o evento.

 

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A belíssima igreja que fica quase em frente ao parque em Peterhof

 

De lá, seguimos para o parque. Havia muito pouca gente, naturalmente. E, por não ser temporada, a entrada era gratuita. Passeamos por toda sua extensão, é belíssimo -- mesmo cheio de gelo e praticamente nada funcionando. No final de toda nossa exploração, entramos no Palácio Peterhof (450 rub!!), que é muito bacana, mas fotos são proibidas.

 

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Aqui ficam os chafarizes -- mas só no verão! Ao fundo, o palácio.

 

Na volta, nos aventuramos numa pizzaria da pequena cidade de Peterhof, onde naturalmente não havia nada em (nem ninguém falando) inglês. Felizmente bati o olho nas opções e identifiquei algo parecido com marguerita e peperone. O famoso “dva bira, pajalsta” resolvia a questão da bebida. Refeição legal a preços muito baixos para os padrões russos.

 

Para voltar é tranquilo. Todos os trens que passam no sentido contrário vão para SP (e há sinalização na plataforma).

 

Ainda passeamos pela cidade em nossa última noite. Dia seguinte era dia de viagem para Moscou.

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Olá MCM,

 

Ate agora gostei muito do seu relato, principalmente porque irei a St Petesburgo e Moscow e depois a Istambul, como você.

Entretanto fique bastante curioso com seu comentário sobre o Hostel Fabrika, em Moscow. Fiz minha reserva justamente neste hostel e os comentarios que li sobre ele no Hostelworld sao muito bons. Poderia me dizer o motivo pelo qual o hostel não lhe agradou?

 

Outra pergunta. Qual Cia. aérea que você utilizou para voar de Moscow para Istambul?

 

Meu roteiro será:

 

Amsterdã 2, Paris (Londres) 5, Praga 3, St. Petesburgo 4, Moscow 3, Istambul 4. No total, 21 dias.

 

Sairei pelo Rio (KLM) no dia 30 de junho e retorno para o Rio no dia 21 de Julho.

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Leo,

 

Obrigado, espero que o restante do relato lhe seja útil! (espero postar o de Moscou amanhã)

 

1) O Fabrika foi complicado basicamente pelo seguinte:

- O piso é antigo e de madeira, ou seja, vc ouve os passos de quem quer que seja que está andando pelos corredores. Ainda assim, não foi isso que nos fez não dormir.

- O maior problema é que tem muito barulho no hostel: pessoas conversando alto de madrugada, música alta (tb de madrugada), TV com vulme alto (enquanto alguns conversam, outros tentam ver TV, e isso no meio da madrugada!!), etc. Tudo isso na área comum, uma salinha de convívio geral. As portas dos dormitórios e dos quartos ficam expostas a esse barulho.

- Ficamos 4 noites num quarto de casal com banheiro. O quarto não foi arrumado, limpo, etc. durante todo esse tempo.

 

Acho que, se vc for um cara de festa, talvez o Fabrika seja a sua. Não era o meu caso (eu queria dormir!), então eu não voltaria lá. Ou posso ter dado azar, vai saber... Eu reservei pelo booking.com, onde ele não é tão bem avaliado assim.

 

 

2) De Moscou pra Istambul eu fui de Turkish, pq em Istambul eu logo peguei conexão pra Izmir (eu precisava de uma cia área turca).

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Quem quiser ler a postagem da Katia sobre Moscou no blog dela, com muito mais fotos, clique aqui.

 

Dia 5 – Acordamos bem cedo, antes de amanhecer, e fomos para a estação de onde partiria o trem para Moscou.

 

De SP para Moscou você tem a opção de fazer a viagem pelo trem mais lento, de 8 horas (inclusive pode ser um noturno), ou pegar o trem veloz (Spasan) -- o que nós pegamos --, que dura 4 horas. Acredito que comprando a passagem lá na Rússia, sai mais barato, mas optei por comprar antecipadamente pela Internet. A viagem é tranquila, conforme os altos padrões ferroviários da Europa, com o trem batendo nos 200km/h. Vi muita onda para cima dessa viagem, como se fosse uma experiência diferente, mas achei que é uma viagem como qualquer outra que se faz (em trem veloz) na Europa.

 

A chegada em Moscou é na região da estação Kosomolskaya, de onde pegamos o metrô para nosso albergue. Metrô lá é um pouco mais caro, 28 rub – ainda assim, beeeem mais barato que aquela piada do Rio.

 

Feito o check in e largadas as mochilas, saímos para passear pela cidade. Não havia neve, mas o tempo estava bem nublado e frio. Fomos caminhando em direção ao Kremlin e Praça Vermelha, os cartões postais da cidade – e da Rússia. Eu tinha lido que as melhores (ou mais panorâmicas) vistas do Kremlin eram a partir da Sofiyskaya, do outro lado do rio, o que é verdade. Dali você enxerga com melhor amplitude todo aquele complexo.

 

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O Kremlin, visto da Sofiyskaya

 

A Praça Vermelha é realmente um esplendor. Lindíssima, muito ampla. Cercada basicamente pelo Kremlin, o shopping GUM (!!), a Catedral de São Basílio e o prédio do Museu Histórico do Estado, é um lugar para se admirar com calma. Deixamos para conhecer o Kremlin outro dia, visto que já era meio de tarde e achávamos que o lugar demandava mais tempo.

 

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Panoramas da Praça Vermelha

 

Visitamos a Catedral de São Basílio, possivelmente a imagem mais associada a Moscou (e à Rússia) que todos conhecem. Belíssima por fora, interessante por dentro. Visitamos também o Museu Histórico do Estado. O prédio é lindo demais por fora, e eu realmente queria conhecer o seu interior, além de também querer visitar um museu de história. Melhor ainda, ele fechava mais tarde, ou seja, havia tempo. O interior – o conteúdo do museu – é muito vasto e tem bastante coisa muito interessante, porém não é exatamente o que eu queria, estava mais para um museu de história natural em grande parte – e eu procurava mais a história sócio-política russa contemporânea.

 

Depois passeamos rapidamente pelo GUM, o que parece ser o shopping dos novos ricos locais. Passeamos também um pouco pelos arredores do bairro Kitay Gorod, ao lado da Praça Vermelha, que contém algumas interessantes igrejas. Voltamos margeando o Kremlin pelo outro lado, dando, assim, uma volta completa por ele. O lugar é grande.

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Dia 6 – Era quinta-feira, dia de Kremlin fechado. Decidimos “respirar” a cidade, fazer longas caminhadas por algumas avenidas eleitas previamente. Antes disso, no caminho, fomos conhecer a igreja por onde passamos, e passaríamos, todos os dias, e que inclusive tínhamos vista do quarto do albergue: a Catedral do Cristo Salvador (Хрaм Христa Спасителя). Foi a igreja que contornamos (há uma longa passarela para pedestres em construção atrás dela, e uma boa parte já aberta ao público) logo quando chegamos, saindo do metrô.

 

O exterior da igreja é monumental. O interior, idem -- mas infelizmente não é permitido fotografar. Estava rolando missa quando entramos – e há controle rígido de raio-X na entrada! Incrível saber que a igreja foi colocada abaixo nos tempos stalinistas, para que fosse construído no lugar algum tipo de monumento/edificação daqueles tempos totalitários. Como o tal monumento/edificação não avançava, decidiram construir uma enorme piscina pública -- a maior do mundo na época, se não me engano. Com a queda do comunismo, a antiga igreja foi minuciosamente reconstruída. Ou seja, aquele espetáculo todo que está lá data dos anos 90! Consta que é a mais alta igreja ortodoxa do mundo.

 

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A Catedral do Cristo Salvador, de noite e de dia

 

De lá, seguimos para nossa empreitada. Para “respirar” a cidade primeiro fomos na famosa rua Arbat (a velha, somente para pedestres). Como ainda era cedo, a rua ainda não tinha “acordado” plenamente. Caminhamos por toda a extensão da rua -- muitas lojas de souvenir, restaurantes, bares – tomamos um rápido café-da-manhã por lá.

 

Depois esticamos até a estação Kievskaya, cruzando o rio. Queria ver uma ponte para pedestres totalmente coberta que foi construída no local. Impressionante (para um brasileiro, pelo menos) ver que tudo aquilo foi construído somente para pedestres! É toda coberta com vidros, permitido que você observe o exterior. Deve ser divertido passar lá sob chuva.

 

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A passarela de vidro, perto da estação Kievskaya

 

Pegamos o metrô por ali (atenção, vale a pena conhecer a estação de Kievskaya, belíssima!) para a estação Belorusskaya, de onde partimos para conhecer a também famosa rua Tverskaya, tida como a mais badalada da cidade, além de historicamente importante (foi antiga rota que ligava a cidade a São Petersburgo).

 

Caminhando pela cidade notamos que, apesar de não ter os nomes das ruas também em letras latinas nas placas como em SP, Moscou está espalhando placas para pedestres com informações das ruas em inglês. Nesse ponto (e, aliás, de um modo geral – ainda que muito abaixo da média europeia) Moscou está à frente do Rio de Janeiro, por exemplo.

 

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Placa para pedestres em Moscou

 

Descendo a Tverskaya em direção ao centro, fizemos alguns pequenos desvios. Um deles foi para visitar o Museu de História do Gulag. Interessantíssimo (para quem se interessa) museu que explicita várias das lamentáveis fraudes fotográficas perpetradas majoritariamente pelo regime stalinista (os famosos “desparecimentos” de antigos aliados que se tornavam inimigos do regime). Quase tudo contendo explicações em inglês. Estranho é que o museu fica exatamente no fim de uma rua cheia de lojas para endinheirados (!!).

 

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Museu de História do Gulag

 

Almoçamos no Grably, rede local de fast-food. Não tem nada em inglês, mas você vai apontando o que quer e paga por cada um desses itens que você pede para colocar no prato. Uma pausa no Teremok, outra rede de fast-food local onde comíamos dia sim, dia não desde SP!

 

Desviamos também para conhecer o famoso Teatro Bolshoi – somente por fora. Chegamos a pensar em assistir alguma coisa, mas não era algo de real interesse nosso (ou seja, à noite, seria um convite ao sono a dois viajantes cansados do dia).

 

Ao fim da Tverskaya, conhecemos a Praça da Revolução, passeamos pelos arredores e decidimos subir toda a rua Nova Arbat, a rua eleita atualmente pelos novos ricos locais -- consta que lá estão alguns dos mais caros restaurantes e boites da cidade. Me pareceu um mega shopping ao ar livre de um dos lados – mega porque ele toma praticamente todo um lado da rua, durante toda sua extensão. Acho que a rua deve ficar mais vibrante à noite, passamos por lá já no fim de tarde.

 

Deve ter sido o dia que mais andamos em toda a viagem, coisa de mais de 15 km. Depois de merecidos chopes num Pub, voltamos ao albergue pra dormir.

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Dia 7 – Amanheceu chovendo bastante. Chuvinha chata que requer capa, guarda-chuva, essas coisas. Ou seja, complicado de andar pela cidade ao ar livre. Postergamos a visita ao Kremlin, esperando que o dia seguinte estivesse com tempo melhor, e decidimos fazer um pouco de “turismo metroviário”: conhecer algumas das famosas estações de metrô de Moscou. Esse já era um plano antigo, e eu já tinha na mão as estações a conhecer.

 

Então, se você um dia quiser fazer o mesmo, aí vão algumas indicações de belas estações para visitar:

 

- Linha azul: Kievskaya (Киевская), Arbatskaya (Арбатская), Ploschad Revolyutsii (Плoщадь Револю́ции), Elektrozavodskaya (Электрозаводская).

 

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Arbatskaya

 

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Ploschad Revolyutsii -- muita gente passa a mão na fuça do cão, mediante a lenda de que dá sorte

 

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Elektrozavodskaya

 

 

- Linha marrom: Novoslobodskaya (Новослободская), Prospekt Myra (Проспект Мира), Komsomolskaya (Комсомольская) – atenção porque a Komsomolskaya que interessa fica na linha marrom, não na vermelha!

 

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Komsomolskaya

 

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Prospekt Myra

 

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Novoslobodskaya

 

 

- Linha verde: Mayakovskaya (Маяковская).

 

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Mayakovskaya

 

 

Cada uma é uma obra de arte, vale a pena conhecer.

 

Depois do turismo metroviário, saímos do metrô e... a chuva prosseguia de forma impeditiva. Ativamos um plano B (plano B refere-se a coisas que não temos interesse primordial de fazer, mas servem para o caso de estar chovendo forte...) e fomos visitar o Museu Pushkin. Apesar de eu, de um modo geral, dispensar museus de arte nos últimos tempos, reconheço que tem coisas impressionantes lá. Aos amantes de museus de arte, acredito que seja imperdível. As obras de arte da entrada me prenderam por lá durante um bom tempo, só aquilo já valeu para mim.

 

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O impressionante salão principal do Museu Pushkin

 

 

O tempo parecia dar alguma trégua, então nos dirigimos ao Convento Novodevichy, uma fortaleza que abriga cemitério, igreja e museu. Muito bonito, apesar do tempo extremamente escuro daquela tarde (mas felizmente a chuva já dava tréguas!). A catedral principal, Smolensk, estava fechada, mas havia outra aberta, lindíssima por dentro, que estava sendo preparada para algum evento. Demos muito mole: achamos que era necessário comprar ingressos para o museu para entrar na fortaleza, e assim o fizemos. Mas a entrada é livre, você paga apenas se quiser visitar o museu – que, para nós, seria inteiramente dispensável.

 

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Novodevichy

 

 

Passeamos um pouco no parque que tem ao lado do Convento e decidimos voltar andando para respirar outra parte da cidade. Jantamos na velha rua Arbat, num lugar em que não se falava nada de inglês, mas felizmente o cardápio tinha figuras com as bandeiras indicando a origem de cada prato. Pedimos várias pequenas porções de coisas da Rússia. E, o melhor, happy hour para a cerveja (2 por 1 – e o estranho é que eles trazem as duas cervejas de cada um de uma vez!).

 

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O cardápio todo em russo, mas com fotos e bandeirinhas

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Dia 8 – Amanheceu finalmente com céu azul. Era o dia finalmente de irmos no Kremlin, era nosso último dia na cidade e na Rússia. Saímos cedo, e chegamos tão cedo na entrada do Kremlin que não estava nem aberto. Fomos dar um tempo novamente na Praça Vermelha até que os guichês do Kremlin abrissem – eles abrem 30-60 minutos antes. Dispensamos os bilhetes para ver a coleção de diamantes e etc. (não é algo que realmente nos interesse e era caro – 700 rub) e focamos nas 5 igrejas internas. Uma coisa que chama a atenção logo na entrada é o Palácio dos Congressos, verdadeira caixa de concreto (me pareceu ser aquela coisa bem soviética) em meio a prédios históricos. Passeamos muito lá por dentro, visitamos todas as igrejas e seguimos em frente. Foi bom ter ido cedo, evitamos grandes grupos de turistas em boa parte dos lugares onde estivemos.

 

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Dentro do Kremlin

 

De lá, seguimos para o Parque Gorki. Tinha esse nome na cabeça desde garoto por causa do filme “O Mistério do Parque Gorki”, que vi uma vez e não me lembro de mais nada. O parque é bem grande, mas uma parte considerável estava fechada para reformas. Como não é temporada, havia muito pouca gente passeando por lá. Pra piorar, o tempo voltou a fechar!

 

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Parque Gorki

 

Seguimos para uma outra atração, do outro lado da rua, o Art Muzeon. Trata-se de um parque de esculturas (foi grátis no dia em que fomos!) que começou com restos dos monumentos soviéticos que foram retirados da cidade e acabou sendo ampliado com esculturas de outros artistas. Meu interesse era ver os restos soviéticos mesmo, tal qual já tinha ido num parque bizarro em Budapeste no ano passado.

 

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Art Muzeon e os restos soviéticos

 

O parque é muito bacana. Velhos monumentos comunistas, vários bustos do Lênin, alguns do Stalin – geralmente vandalizados --, e outros de expoentes do comunismo (aliás, bustos do Lênin ainda são facilmente encontrados pela cidade, ao contrário do Stalin, do qual não vi nenhum). Ainda que o parque de Budapeste contenha estátuas mais colossais, nesse de Moscou há mais peças. E vale a pena passear pelo parque todo, muito agradável, com peças muito interessantes. No fim da tarde (o sol voltou de vez!), várias famílias apareceram para passear com as crianças. Do parque você tem ainda uma bela vista de uma monumental estátua de Peter, o Grande, construída no meio do rio. A visita à estátua -- que ficava praticamente do lado do albergue onde estávamos – entretanto estava fechada.

 

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A monumental estátua de Peter, o Grande

 

No fim da tarde, fomos comer mais cedo para dormir mais cedo. Teríamos de sair 3:30 da manhã, nosso voo para Istambul sairia às 6 da manhã.

 

Dia 9 – Nós *tentamos* dormir cedo, mas foi difícil. Era madrugada de sábado pra domingo, a galera no albergue fazia um barulho dos diabos – conversando alto, ouvindo música alta... Pra piorar, o simples ato de andar pelas tábuas de madeira do recinto já provoca barulho (mas isso não era problema, o galho era a galera berrando e o som alto mesmo). O ápice foi um inacreditável ser que colocou o volume da TV da sala comum no máximo no meio da madrugada para assistir a algum tipo de missa!! Bizarro!!

 

Quando descemos para pegar o taxi é que vimos como fica a região no meio da madrugada: cheia de boites, muita gente andando para lá e para cá, área noturna bem agitada. Passada essa região, o trajeto até o aeroporto foi tranquilo.

 

Adeus, Rússia! Próxima parada, Turquia.

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Considerações gerais sobre a Rússia:

 

- Poeira: Ao menos na época em que estivemos (é época de degelo), há muita poeira. Os carros são todos empoeirados, acho que não se dão ao trabalho de lavar para empoeirar logo a seguir.

 

- Trânsito: Não espere a tradicional educação europeia de parar para você atravessar na faixa. Espere pela educação brasileira e tudo se sairá bem. Além disso, os caras estacionam o carro de forma peculiar: quando o espaço disponível não cabe um carro, eles enfiam o carro na diagonal, com uma das rodas na calçada. E dane-se o pedestre! :)

 

- Frieza: Li muitas impressões (não aqui no Mochileiros) de que os russos são mais frios, eventualmente mais ríspidos, sorriem pouco, etc. Foi bom ler isso antes, porque na prática não vi muito isso. Pelo contrário, geralmente em nossos contatos a galera foi bem prestativa. Duas lembranças ilustrativas: Um guarda que saiu da guarita para nos ajudar a encontrar uma rua. Um dos guardas do Kremlin na área de raio X exibia um sorriso efusivo para todos que passavam.

 

- Turismo: A Rússia está ainda muito atrás dos demais países da Europa em termos de turismo. Muito mesmo. Para ir, eu me imaginei um viajante russo vindo ao Brasil, onde pouca gente fala inglês e tendo de lidar com um alfabeto diferente. É por aí, com a diferença que lá as coisas estão num patamar um pouco mais desenvolvido nessa área do que aqui.

 

- Banheiros: Encontrei banheiros em tudo quanto era canto. Os туалет (tualet) eram facilmente encontrados, e quase sempre pagos: 20-25 rub.

 

- Cigarro: Fuma-se muito, e em tudo quanto é lugar. Raros são os lugares com separação entre fumantes e não fumantes.

 

- Tira-gosto: Uma coisa que tínhamos conhecido na viagem do ano anterior nos países bálticos que tem muito na Rússia é o pão frito com alho. Excelente tira-gosto para acompanhar uma cerveja. Por outro lado, queijo me pareceu ser um item caro por lá.

 

- Modeletes: Li e ouvi que as ruas da Rússia eram um desfile de lindas mulheres, verdadeiras modelos. Realmente havia mulheres bonitas (mas nem tanto ou tantas assim), porém extremamente magras, retas demais. Palito mesmo. Isso é do gosto de cada um, claro, mas, no geral, achei as mulheres de outros países do leste europeu (da Estônia à Eslovênia) mais interessantes.

 

- Mercado: Eu raramente compro coisas em viagem, mas fui comprar uma Matrioska para minha mãe nos arredores do Kremlin. Era uma bonequinha desenhada a mão, conforme a Katia escolheu e atestou. Essas são mais caras (as desenhadas manualmente). O cara foi baixando o preço de 1.600 rub até 600 rub!! Ou seja, se você for comprar na rua, negocie como se estivesse num mercado árabe. Aliás, encontrei vendedores por lá que falam bom inglês, e até espanhol.

 

- Wi-fi: Foi a primeira viagem que fiz com smartphone (ainda evito levar laptop ou pads), e na Rússia você encontra wi-fi com facilidade em vários restaurantes – muitas vezes sem necessidade de senha. Em alguns pubs havia conexões excelentes inteiramente livres!

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