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Grécia (Santorini, Atenas)


Posts Recomendados

  • Membros de Honra

Viagem realizada em abril/2012. A viagem começou na Rússia, prosseguiu pela Turquia e terminou na Grécia.

 

Para ler o relato da Rússia, clique aqui.

Para ler o relato da Turquia, clique aqui.

 

O roteiro

Dia 1 – Istambul – Atenas - Santorini

Dia 2 – Santorini

Dia 3 – Santorini

Dia 4 – Santorini-Atenas

Dia 5 – Atenas

Dia 6 – Atenas-Paris-Rio

 

Leituras de viagem

- Lonely Planet (achei um de 2007 (!!) na Inet do qual levei apenas a parte de Santorini)

- O Guia do Viajante Independente pela Europa (levei somente o capítulo de Atenas)

- Wikitravel

- Blogs diversos

 

Onde ficamos

[cidade - lugar - valor diária]

Satorini – Nectarios Villa – 45 euros

Atenas – Student & Travellers Inn – 48 euros

 

Em todos os lugares ficamos em quarto de casal com banheiro dentro.

 

O Nectarios é muito bom. Vista plena do nascer do sol (não é voltado para a Caldera) e um atendimento extremamente caloroso da família que é dona do lugar. O Student é bem mais básico, mas atendeu nossa expectativa, sobretudo por ficar bem no coração da Plaka.

 

Língua

Problema zero, fala-se inglês em tudo quanto é canto. Todas as placas de ruas e outras mais (ao menos nas áreas em que estivemos) têm sublegenda em letras latinas.

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  • Membros de Honra

O relato:

 

Dia 1 – Istanbul – Atenas - Santorini

Chegamos em Santorini já no anoitecer, apenas fizemos um reconhecimento e passeamos por Fira. As impressões iniciais confirmaram nossas expectativas: lugar lindo, aconchegante, bem turístico, cheio de ruelas (com muitas lojinhas) e muita coisa pintada de branco.

 

Ah, sim, depois de jantar descolamos um bar bem bacana para assistir ao Bayern Munich eliminar o Real Madrid!

 

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Muito mais fotos de Santorini podem ser vistas aqui.

 

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Dia 2 – Santorini

Sabendo que a pousada fica de frente para o nascer do sol, acordei às 6:30 para curtir. Mas depois voltei a dormir, eehehehe.

 

Nesse dia, fomos para o centrinho logo cedo, descemos de teleférico até o porto e fizemos um passeio de barco que segue para as ilhas próximas. É um passeio que preenche boa parte do dia (há outras opções de passeio no verão). O barco para primeiro na ilha vulcânica, Nea Kameni, onde a galera desce e faz uma caminhada pela região. Na verdade você passeia ao redor da cratera de um vulcão, ainda ativo. Você vê facilmente, pelos focos de fumaça, a atividade por ali. Muito maneiro, além de ser uma belíssima área.

 

Depois o barco para na ilha Palea Kameni, para que a galera mergulhe e nade até a praia onde a água fica quentinha. São as chamadas “hot springs”, em função da atividade vulcânica. Mergulhei, fui até lá, mas curti mais ficar nadando na área gelada mesmo.

 

De lá o barco partiu para a bela ilha de Thirassia. Comemos um rápido (e saboroso) gyro e fomos passear. Subimos a escadaria até o alto da ilha, de onde você tem uma visão estonteante da região toda. Na verdade, chega a ser redundante falar de “visão estonteante”, “visão espetacular” e afins quando você está em Santorini. Passeamos, curtimos e voltamos para o barco. Essa era a parada de almoço, então você tem mais tempo no local.

 

O barco seguiu para Oia, e decidimos ficar por lá para curtir o famoso por do sol da região. Era meio de tarde e havia bastante tempo para curtir o lugar até a hora do por do sol. Passeamos bastante pelo lugar -- belíssimo também, bem turístico, cheio de lojinhas, pousadas e restaurantes – e depois paramos para relaxar e recarregar. Depois do por do sol – sublime, fazendo jus à fama --, pegamos um ônibus de volta a Fira.

 

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Visual a partir de Oia

 

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Por do sol em Oia

 

Parêntese para ônibus em Santorini: foi o meio de transporte que usamos durante nossa estadia. Até queria alugar um ATV, mas não levei minha carteira de motorista. Usar o ônibus é tranquilo -- o bilheteiro do ônibus falava inglês! – e cobre bem toda a ilha. Porém, os ônibus saem de e voltam sempre para Fira. Atenção que os horários mudam constantemente (o ideal é você saber deles na estação de Fira). E mais: eventualmente os ônibus saem *antes* da hora marcada – aconteceu conosco (felizmente já dentro do ônibus) em Oia!

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  • Membros de Honra

Dia 3 – Santorini

Era dia de conhecer as ruínas de Thira. Pegamos um ônibus para a praia de Perissa, de areia preta (acho que quase todas as praias de lá são assim). De lá pegamos a trilha para as ruínas. A trilha é bem bacana, ainda que sempre para cima. Levamos uns 45 minutos da base até o alto. Quem quiser chegar lá com mais facilidade, pode subir por Kamari, do outro lado, onde tem estrada até a base das ruínas.

 

A entrada nas ruínas é paga (2 euros) e o lugar é muito interessante – você está entre ruínas de centenas de anos antes de Cristo!! Lugares são sinalizados, há placas explicativas, etc. Nem todas as áreas são abertas aos visitantes, mas todas podem ser admiradas ao longe. E a vista de lá de cima, ainda que isso seja redundante em Santorini, é esplêndida.

 

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Do alto da Thira antiga, com vista para a praia de Kamari

 

Depois de explorar o lugar, descemos pela estradinha para Kamari, do outro lado. Chegando lá, outra praia de areias pretas, mas naquela hora já tinha gente tomando sol. Inclusive de topless, viva! Paramos para recarrregar, enquanto esperávamos pelo ônibus que nos levaria de volta a Fira.

 

Uma coisa muito bacana desse dia: um cachorro nos acompanhou desde Perissa até o alto, entrou nas ruínas conosco, passeou por lá conosco e começou a descer a estradinha para Kamari conosco. Ficamos com medo de ele estar perdido (entre Perissa e Kamari há um alto morro, onde ficam as ruínas – não é um trajeto exatamente simples de se percorrer para lá e para cá) e estar nos seguindo por falta de opção, sei lá. Sei que ele ficava caçando calanguinhos o tempo todo, além de não ser muito dado a chamegos. Parecia nosso guia mesmo, embora era ele quem nos seguia. Conseguimos dar água ao cão no meio da descida – fazia muito sol e ele realmente estava cheio de sede. Eis, que, chegando em Kamari e sentando num bar, perguntamos se o garçom conhecia o cachorro. Ele disse que sim, que o cachorro é de rua, mas todos na região o conhecem e cuidam dele, tanto ali como em Perissa. :D

 

Depois da recarga, pegamos o busum para Fira. De lá pegaríamos outro para conhecer as ruínas de Akrotiri e a famosa Praia Vermelha.

 

Akrotiri é um bairro, mas é mais conhecido por sediar um sítio arqueológico que contém escavações da idade do bronze, coisa de 1500 anos antes de Cristo. Surreal! O sítio ficou fechado durante anos devido a um acidente que, se não me engano, chegou a matar um turista. Depois de fechado tanto tempo, eis que o lugar reabre dias antes de chegarmos a Santorini! Viva nós! O lugar foi todo reformado e agora a visitação é feita sobre passarelas. A área é toda coberta também. Só que achei a visita uma tremenda decepção: basicamente você tem as passarelas e as ruínas. Nada de explicação, nada indicando o que era o quê, quando, como. O básico de qualquer sítio arqueológico aberto a visitação pública, o básico de qualquer museu. Acabamos ficando muito pouco tempo por lá.

 

Seguimos para a Praia Vermelha (red beach), cujo acesso se dá somente por trilha (ao menos em abril era assim). Realmente é um lugar bem diferente aquele. A areia é aquela preta tradicional, mas as rochas atrás, e na trilha para chegar lá, são vermelhas. O visual de lá é muito maneiro. Tinha uma galera lá tomando sol. Interessante é que um casal de mergulhadores chegou na praia, tirou a roupa toda e ficou lá tomando sol também (!!). Andamos até o meio da praia, quando ela se torna Praia Branca (white beach), devido também à cor das rochas de trás. Só que naquela área é difícil caminhar, porque praticamente só tem pedra (e não areia).

 

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Praia vermelha

 

Ficamos um tempo na parte vermelha, entramos na água pra ver como é – água geladinha, cristalina --, e voltamos para curtir o por do sol em Fira.

 

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Por do sol em Fira

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  • Membros de Honra

Dia 4 – Santorini - Atenas

Último dia em Santorini. Pegamos um busum para Pyrgos, onde você tem uma vista de toda a ilha. É interessante passear pela região, tentar se perder por lá, admirar as casas e o visual. Foi uma visita rápida.

 

De volta a Fira, Katia foi ver lojinhas (credo!) e eu fui desbravar o caminho que leva a Oia. Andando nesse sentido rumo ao norte, já na vila de Imerovigli, encontrei uma trilha que levava ao que parecia ser um penhasco. Rumei para a trilha e segui até o final. A trilha contorna a rocha e leva a uma bela capela construída na rocha de frente para o mar, mas quase que invisível para quem está na ilha. Muito maneiro! Não tinha ninguém por lá enquanto eu estive na área. A capela estava fechada, mas só a vista (e a paz, o silêncio, o tempo, tudo) de lá já compensava e muito o pequeno esforço. Mais tarde pesquisei e descobri que a rocha se chama Skaros, e que é onde ficava um castelo na região nos anos de 1800, mas que foi destruído num dos vários terremotos que arrasaram aquela área. A capela se chama Panagia Theoskepasti, pelo que pesquisei. Tudo indica que realmente seja muito pouco visitada.

 

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Skaros

 

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Panagia Theoskepasti, a capelinha escondida

 

Voltei para Fira, onde fizemos nosso almojanta de despedida do lugar. A galera do Nectarios Villa (nossa pousada) muito prestativamente nos levou ao aeroporto, mas de uma forma peculiar: foi marido, mulher, filho, cachorro, todo mundo, ahahahahaha! Muito divertido.

 

Chegamos a Atenas já de noite. Pegamos o metrô (atenção que o metrô de Atenas do e para o Aeroporto só circula de meia em meia hora; melhor se certificar dos horários), chegamos ao albergue e saímos para dar uma rápida volta de reconhecimento e fomos dormir. O albergue fica bem no coração da Plaka, lugar bem agitado de noite. Vários restaurantes, bem turístico.

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  • Membros de Honra

Dia 5 – Atenas

 

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Muito mais fotos de Atenas podem ser vistas aqui.

 

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Passeamos pelos pontos básicos de qualquer turista em Atenas: Acrópole, Agora Romana, Agora Antiga, etc. Na Acrópole você compra um bilhete válido para entrada em vários lugares (12 euros) e vai curtindo cada lugar. É válido por alguns dias (não lembro quanto), mas entramos em todos eles nos dois dias que ficamos por lá.

 

A Acrópole, claro, é o principal lugar de Atenas. Já estava cheio desde cedo, com muitos grupos de excursão por lá. O Partenon, principal prédio e certamente o maior símbolo da Grécia, está em constante reforma – acho que nunca vi uma foto inteira dele sem andaimes. Dito isso, achei muito maneiro o lugar. Pensar que aquilo é de séculos antes de Cristo já é estonteante. Gostei especialmente das Cariátides.

 

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Partenon -- uma parte sem andaimes

 

Em Atenas você se depara com ruínas milenares em cada canto da cidade. Acrópole à parte, há outros lugares com ruínas -- alguns nem tão badalados -- espalhados pela cidade.

 

Uma coisa que reparei é que parecia rolar uma febre de cappuccino freddo (vim saber mais tarde que se tratava disso perguntando justamente para uma garçonete) pela cidade. Em tudo quanto era lugar tinha um monte de gente tomando isso. Resolvemos experimentar. É bom!

 

No fim do dia fomos curtir o último por do sol da viagem, agora no Monte Licabetus. No caminho, passamos pelos jardins nacionais (“national gardens”), uma área muito bacana (para quem curte parques, claro) que conta ainda com um pequeno zoológico. Passamos também pelo Parlamento grego, tão em moda agora em noticiários (geralmente os repórteres escolhem a praça Syntagma com o Parlamento ao fundo como cenário para dar as notícias, quase sempre relacionadas à crise por que o país passa).

 

Subimos o Monte Licabetus a pé mesmo -- o funicular fica para o outro lado e a subida não é tão puxada assim. E você ainda curte o lugar. Lá em cima havia muita gente para curtir o por do sol, muito bacana. Tinha também um restaurante, com preços nada agradáveis. Depois de mais um por do sol espetacular, e último da viagem, descemos e fomos andando de volta para a Plaka. Jantar, passear, nos despedir da última noite da viagem, dormir.

 

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Último por do sol da viagem, no Monte Licabetus

 

Dia 6 – Atenas - Paris

Em nosso último dia de viagem, fomos nos lugares que faltaram no dia anterior. O templo de Zeus e arco de Adriano. Depois esticamos até o Estádio Olímpico, cuja entrada (5 euros) não está inclusa no bilhete da Acrópole.

 

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Colunas no Templo de Zeus

 

Passeamos mais pela cidade, demos um giro final pela Plaka. Almoçamos nosso último gyro pita, pegamos nossas mochilas e seguimos viagem. Metrô – aeroporto – Paris – Rio.

 

Fim de festa, até a próxima!

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  • Membros de Honra

Considerações gerais sobre a Grécia:

- Banheiros: Encontramos banheiros com facilidade pelas cidades, geralmente por E 0,50.

 

- Metrô de/para aeroporto em Atenas: Programe-se porque só passa de meia em meia hora. Atenção também para identificar o trem que leva ao aeroporto (não é qualquer um).

 

- Simpatia: Como regra, os gregos são muito simpáticos -- mas fique atento para a conta do restaurante, visto que vem tudo em grego. O jeito deles lembra o nosso, o som (o som!) da língua me parecia ter alguma semelhança com o português/espanhol. Comparativamente a outros europeus, eu diria que há mais calor nas relações com os gregos.

 

- Ruelas de Santorini: Eis um excelente modelo para as favelas brasileiras. Em diversos lugares -- Fira, Oia, Pyrgos, Thirassia -- é possível deduzir que nossas favelas ficariam daquela forma se fossem urbanizadas e desenvolvidas. As ruelas, os caminhos são bem semelhantes aos nossos. O que difere são a qualidade das casas, as construções, além de, evidentemente, a beleza da decoração externa.

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  • 1 ano depois...
  • Membros de Honra

Oi, Renata. Não sei a que lugar específico vc se refere (Santorini? Atenas?). Em Santorini usamos barco e ônibus. Em Atenas só andamos a pé.

 

Sobre onde ficamos:

 

Onde ficamos

[cidade - lugar - valor diária]

Satorini – Nectarios Villa – 45 euros

Atenas – Student & Travellers Inn – 48 euros

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  • 1 mês depois...
  • Colaboradores

Olá, poderiam me orientar como devo comprar a passagem aerea entre Santorini e Atenas e se os voos são pontuais? Tenho visto passagens baratas no Decolar ou diretamente no site da AEGEAN, mas as taxas adicionais estão de matar.

Como tenho que pegar voo no mesmo dia para Paris, pergunto sobre a pontualidade de voos entre Santorini e Atenas e tempo necessario para pegar bagagem e fazer o check-in Atenas/Paris. É tranquilo, leva muito tempo?

Muito obrigado.

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  • Membros de Honra

A passagem entre Santorini e Atenas eu comprei via Inet diretamente na Aegean. Tinha uma outra na época, mas acho que não atendia ao que eu queria (logística).

 

Pontualidade é coisa que não há como garantir. Eu evitaria comprar passagens disconexas tendo pouco tempo entre elas.

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