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Olá viajante!

Bora viajar?

Rio - Ushuaia de carro - Set/2011 com fotos

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E ai pessoal!

 

Estava devendo um relato da nossa viagem e hoje resolvi pagar a dívida. Vou tentar ser sucinta e objetiva sem deixar detalhes importantes de fora, ok? Vou escrever cada parte em 1 post diferente pra não ficar muito pesado, principalmente com as fotos.

 

Saída: Rio das Ostras – RJ - Brasil

Destino: Ushuaia - Argentina

Período: 01 a 26 de setembro de 2011

Carro: Palio 1998, 1.0, sem ar condicionado, sem aquecimento, sem modificações

Passageiros: Debora e Luiz

Valor total gasto: +/- R$ 10.000

 

Documentação providenciada pré-viagem:

• documento do carro no nome do Luiz

Não é obrigatório, mas o ideal é que o documento do carro esteja no nome de um dos passageiros. Se você for viajar com o carro de outra pessoa, precisa de autorização específica por escrito. Se for de carro alugado, também.

 

• seguro para Brasil com extensão para Uruguai, Argentina e Chile

Nosso amigo Vitor Ravizzini, da Nova Adm Consultoria de Seguros, tels (22) 8824-0284 (22) 2772-6677, já faz o seguro do nosso carro e da família do Luiz há anos. É super de confiança e faz pro Brasil todo, quem precisar. Só falamos pra ele os países e ele fez tudo. Nosso seguro incluía até guincho em qualquer um dos 4 países. Graças a Deus, não usamos o seguro nenhum 1 dia sequer, mas é obrigatório além de super aconselhável.

 

• seguro Carta Verde

O Vitor também fez pra gente. Só pegamos os papéis com ele (e pagamos, é claro rsrs). Nos pediram esse seguro em todas as fronteiras e nas vezes que fomos parados na estrada.

 

• PID – Permissão Internacional para Dirigir para Debora e Luiz

Nós dois tiramos a PID porque dividimos a direção. Achei meio caro, R$ 96,22 cada PID. No site do Detran diz que demora 24 horas pra sair, mas se você levar um comprovante de residência de outra cidade, eles emitem no mesmo dia.

 

• Certificado internacional de vacina contra febre amarela

Isso foi uma novela. Luiz tinha o comprovante de vacinação então fomos na ANVISA no Aeroporto Galeão e tiramos o certificado internacional. Beleza. Eu perdi o meu comprovante porque me vacinei há muitos anos. Voltei no posto de saúde em Olaria 2 dias mas ninguém pode me atender em nenhum dos 2 dias. Acabei indo sem o comprovante e, obviamente, sem o certificado. Nossa sorte foi que ninguém cobrou essa vacina em nenhuma fronteira. Mas eu fui ciente que poderia ser barrada.

 

• Passaporte

Não é obrigatório, mas não queríamos perder a chance de carimbar o passaporte com o carimbo do fim do mundo! Fora isso, ainda não temos o visto americano e, ao meu ver, outras viagens carimbadas no passaporte mostra que você viaja com frequência e volta pra casa, o que é mais importante.

 

Outros detalhes pré-viagem:

• Não fizemos reserva em nenhum hotel, albergue, nada.

• Eu imprimi uma lista de albergues e hotéis recomendados por outros mochileiros em fóruns diversos.

• Não compramos nenhum roupa de frio/ neve no Brasil.

• Levamos 1 edredon e 2 cobertores, caso a gente precisasse dormir dentro do carro numa emergência (o que aconteceu!).

 

O carro:

• Algumas semanas antes da viagem, Luiz fez o motor do carro, trocou óleo e revisou o necessário para a viagem.

• Não fizemos nenhuma modificação. O carro foi do jeito que usamos no dia-a-dia.

• Usamos o carro até hoje!

• Não tivemos nenhum contratempo, nenhum pneu furado, nenhuma pane, nadinha.

• Estacionamento só foi punk em Buenos Aires. Muito ruim de parar na rua, tem que pagar estacionamento privado. Nas outras cidades, carro estacionado na frente do albergue.

• Compramos também os itens obrigatórios, cambão e triângulo extra pela internet e kit primeiros socorros num posto de gasolina no Uruguai.

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Dia 17 - Esquiando em Ushuaia

 

Sabe quando a "ficha cai"? Pois é... a ficha só caiu para nós quando brincamos com a neve. Só aí percebemos onde tínhamos chegado. Quem poderia imaginar que nós conseguiríamos chegar no fim do mundo com um carro ano 98, 1.0, sem ar nem aquecimento. Acordamos super animados com o passeio que programamos. Finalmente iríamos esquiar no Ushuaia! Eu já tinha visto neve na Escócia em 2010 mas para o Luiz tudo era novidade e a animação dele foi tanta que me contagiou. Parecia tudo novo para mim também. Nós nunca tínhamos experimentado qualquer esporte na neve e foi muito legal.

 

Escolhemos o Glaciar Martial (http://www.escuelaushuaia.com/), uma estação perto da cidade e com um preço mais acessível, justamente por ser dedicada a iniciantes. Há apenas 1 pista e é bem tranquila. Começamos fazendo 1 hora de aula na Escuela de Esqui. Os instrutores foram super atenciosos e simpáticos. A escola também aluga o equipamento.

 

Depois da rápida aula, eu já estava cansada e com dor nos pés. O equipamento de esqui é muito pesado e parece que você está com os dois pés engessados. Subimos então o teleférico pois Luiz queria descer a pista de snowboard. Enquanto ele se aventurava descendo a pista gelada, eu desci de teleférico e fui correndo tomar um chá quente. rs Estava muito frio!! Luiz desceu a pista como um profissional, e repetiu a dose algumas vezes! Eu fiquei quentinha no aquecimento esperando.

 

Depois do dia mais frio que pegamos durante a viagem, voltamos para o albergue para preparar uma sopa bem quentinha e descansar para enfrentar a volta para casa!

Dia 18 - Voltando para casa

 

Quando chegamos a Ushuaia, já era noite e não conseguimos ver praticamente nada no caminho. Estava muito frio, chovendo e muito escuro. Chegou até a nevar! Então ficamos concentrados na estrada e não apreciamos o caminho. Saindo de Ushuaia no décimo oitavo dia de viagem, percebemos como a região é bonita. Infelizmente não tínhamos mais tempo para passear pela redondeza e precisávamos correr para pegar a balsa no Estreito de Magalhães e para chegar chegar a Rio Gallegos para dormir.

 

Paramos para tirar algumas fotos e seguimos viagem até Rio Gallegos. Escolhemos o primeiro hotel que vimos e dormimos por lá mesmo. Não iríamos correr o risco de dormir na estrada no frio novamente.

 

Dia 19 - De volta a Puerto Madryn

Outro dia apenas de estrada. Dirigimos o dia todo até chegarmos a Puerto Madryn. Não tivemos dúvida e voltamos ao Hi Patagonia para dormir no hostel mais acolhedor da viagem. No dia seguinte, iríamos visitar Punta Tombo e a maior colônia de pinguins Magalhães do mundo. Essa história e as fotos incríveis vocês conferem no próximo post sobre a viagem.

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Dia 20 - Punta Tombo

 

Esse dia merece um post especial só para ele porque são muitas fotos! Como estávamos em Puerto Madryn, aproveitamos para conhecer a Reserva Natural de Punta Tombo (http://www.puntatombo.com/), a maior colônia de pinguins Magalhães do mundo. Todo ano mais de 200.000 pinguins migram para Punta Tombo para procriar e ter filhotes. O lugar é incrível! Não sei se por causa da hora ou por ser dia de semana, a reserva estava vazia. Só havia nós e uma outra família. Para conhecer a reserva, basta andar pelo caminho pré-determinado pelos funcionários do local. Não é permitido alimentar ou tocar nos animais, e nem sair da trilha. O lugar é dos pinguins e não seu! Então mantenha-se na trilha e eles virão até você.

 

Dia 21 - Mais estrada

 

Foi só o que vimos no vigésimo primeiro dia de viagem. A estrada é muito boa então foi tranquilo. Almoçamos na estrada e seguimos até chegar a Córdoba. No Ushuaia, eu peguei um guia de bolso de albergues em toda a Argentina. Então escolhemos um aleatoriamente e fomos direto para lá. Só conseguimos achar vaga em um quarto privado para 2 noites depois da terceira tentativa. E ali mesmo ficamos, no Morada Hostel (http://www.moradahostel.com/). Não gostamos nem um pouco desse albergue. A recepcionista não foi nem um pouco simpática. Depois nos colocaram num quarto ao lado da cozinha e bem em frente ao lugar de confraternização do pessoal, onde tinha violão e tudo! Não conseguimos dormir bem com tanto barulho na nossa porta. A cozinha é super pequena e nos 2 dias que ficamos lá, havia uma família de argentinos super espaçosa, cheia de crianças escandalosas. Não conseguimos usar a cozinha em paz nenhuma vez.

 

Depois de um dia inteiro no carro, só queríamos descansar. Demos uma volta de carro pela cidade e só se via prédios e prédios. Acho que depois de vários dias em contato com a natureza e nenhum sinal de prédios altos, nos assustamos quando chegamos a Córdoba! Sério mesmo. Desanimei total quando cheguei lá. Jantamos no albergue mesmo.

 

Dia 22 - Córdoba

Muita gente gosta de Córdoba, é verdade. Infelizmente não chegamos na cidade numa boa hora. E não foi culpa da cidade, não! Foi culpa nossa mesma. Durante os 30 dias de férias, acho que cansamos mais do que trabalhando. A viagem foi corrida e cansativa. Além disso, acabamos gastando mais do que deveríamos ou gostaríamos. O que acabou por reduzir nossos dias de viagem. Ao invés de passear por Córdoba, acabamos ficando no albergue descansando. Rodamos pelas ruas próximas à pé para ir ao mercado e só. Arrumamos nossas coisas e dormimos esperando o dia seguinte, quando chegaríamos ao Brasil.

 

Dia 23 - Cruzando a fronteira de volta ao Brasil

 

Que felicidade! Cruzar a fronteira de volta com o Brasil! Arroz! Feijão! Pão francês! rsrsrs ô maravilha... Chegamos na fronteira Argentina - Brasil na cidade de Uruguaiana já de noite e foi bem tranquilo. Achei meio confuso achar o lugar certo para carimbar o passaporte mas nada que uma conversa rápida não resolva.

 

Fomos direto para o primeiro hotel que achamos pelo GPS. Estávamos super cansados e precisando de uma típica comida brasileira. Claro que não conseguimos pois já eram quase meia-noite. Atacamos o frigobar e fomos dormir para continuar na estrada no dia seguinte.

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Dia 24 a 26 - Voltando para casa

 

Os últimos dias de viagem foram muito tranquilos, apenas estradas e estradas até chegarmos a Macaé - RJ. Não fizemos turismo em nenhuma das cidades onde paramos. Apenas saímos do carro para abastecer, comer, usar o banheiro e dormir. Consequentemente (e infelizmente) não temos muita coisa a contar para vocês! Todos os hotéis e restaurantes foram "beira de estrada" e não recordamos os nomes.

 

A rota pode parecer meio estranha mas eu explico. Quando saímos de Uruguaiana, pensamos em ir ao Parque Beto Carreiro mas quando chegamos lá descobrimos que o parque estaria fechado no dia seguinte. Acabamos desistindo de conhecer o famoso parque brasileiro e partimos para casa.

 

Considerações Finais

 

Tem que ter saco pra dirigir, viu. O Luiz dirigiu 90% do tempo e eu não sei como ele conseguiu. Eu dirigia por 3 horas e já estava cansada, principalmente na Argentina onde as estradas são lisas e retas sem fim. É como se a estrada não te exigisse muita atenção então você acaba relaxando e ficando meio entediado.

 

 

Para não ficar entediado: leve com você vários pen drives e CDs de música. De preferência música brasileira! Imagine passar 12 horas no carro, sem um sonzinho. Tédioooo! Prepare a trilha sonora com carinho.

 

 

Os postos de combustível da rede YPF estão em todo lugar. E são maravilhosos. Todos eles tem Wi-Fi de graça. Se não estiver aberta, basta pedir a senha para a atendente da loja de conveniência. Você não paga nada pra usar. As lojas são ótimas, tem bastante opção de lanches com pães frescos, café e seus derivados, etc. Algumas até serviam almoço. Avistou um YPF? Pare e aproveite!

 

 

Para economizar: é essencial que você pesquise albergues antes de sair de casa. Nós preferimos ir na sorte e dormir no hotel ou albergue que encontrássemos. Não valeu a pena mesmo. Pagamos muito caro! Outra coisa é a questão de quarto coletivo X quarto privado. Nós escolhemos ficar apenas em quartos privados em albergues, o que encareceu bastante a viagem.

 

 

Para economizar 2: por mais que a preguiça te abrace com muito amor, vá ao supermercado e prepare sua própria comida no hostel. Vale a pena. A menos é claro que você consiga (sobre)viver dias a fio comendo sanduíches e miojo.

 

 

Pesquise bastante o que há pra se fazer nas cidades. Se possível, compre um guia impresso para ir lendo no carro já que você tem 12, 14 horas pela frente de estrada!

 

 

A viagem foi corrida. Não adianta dizer que não! Pra mim, ficar 2 dias numa cidade não dá tempo de quase nada. Fazer tudo correndo não é a solução. Planejar e ficar mais tempo na cidade, sim. Por isso, se você está planejando algo parecido, não adianta querer abraçar o mundo. Vá com calma. Conheça BEM o que as cidades tem a oferecer.

 

 

Você não precisa obrigatoriamente ir com um 4x4 para fazer uma viagem dessas. Como vocês já sabem, fomos em um carro ano 98, 1.0. Se você tiver um 4x4 disponível, então aproveite. Há vários lugares acessíveis apenas para esse tipo de veículo.

 

 

Não temos filhos, mas não vimos nem vivenciamos nada impossível para uma família com crianças. Pelo contrário, as crianças amam esse contato direto com a natureza. É claro que cada caso é um caso. Se seus filhos não curtem muito viajar de carro, então talvez seja melhor não forçar a barra. Ou quem sabe uns lanchinhos, jogos, caça-palavras, filminhos no DVD não resolvam?

 

 

Quando se viaja de carro, a vontade é levar a casa inteira com você. Tudo de supérfluo que você normalmente não coloca na mochila, você tenta enfiar na mala do carro. Secador de cabelo, chapinha, ferro de passar, mais pares de sapato, violão, laptop e por aí vai. Controle-se! A tentação é grande mas você não vai usar nem metade do que levar então pense duas, três, quatro vezes antes de colocar aquele vestido longo de festa na mala.

 

 

Este é o final do relato da nossa viagem ao Ushuaia que aconteceu em Setembro de 2011.

  • 1 ano depois...
Postado
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Que fantasticoooooooo, parabéns. Vou fazer essa trip mais saindo de fortaleza-ce, kkkkkkkk queria saber os valores das balsas, tanto do uruguay para argentina e do estreito de magalhaes

  • 1 mês depois...
  • 3 semanas depois...

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