Bem, quem me conhece , sabe que tenho horror a excursão e city tour, então com a ajuda do pessoal aqui dos Mochileiros que já havia ido a Marrocos (Principalmente, Luizniquet, muito obrigada pelas dicas mesmo e seu relato de viagem bem robusto. A mais preciosa foi me informar que o ônibus tinha ar-condicionado. Graças a Deus, realmente funcionava, até tive que me cobrir Porque viajar no verão de 50ºC em plena África não é pra qualquer um). Alguns marroquinos que conheci em rede sociais também me ajudaram muito, como eu fiz tudo através de transporte público, os nativos foram muito importantes para aclimatização ao ambiente local e para que eu obtivesse informações de transporte. E eles me surpreenderam com sua prestatividade, proatividade etc, eles me responderam tudo o que perguntei e nos mínimos detalhes. Foram muito atenciosos mesmo . Isso foi chocante desde o início, porque geral fala que marroquino é tarado, que vão me trocar por 50 camelos etc, e o que vi foram pessoas amáveis que infelizmente não pude conhecer pessoalmente. Como o deserto realmente era deserto e deu problema no gerador do hotel, ficamos sem luz e sem condições de nos comunicar com o pessoal que havia me ajudado a montar o roteiro. Uma pena! Pois estava muito animada para conhecê-los e agradecê-los pela hospitalidade. Enfim, dei um bolo em geral, mas por motivo de força maior.
Aconteceu de tudo, sem luz, sem telefone e para variar, consegui ficar pobre em Marrocos, bem pra lá de Marraquexe porque o caixa eletrônico engoliu meu cartão no penúltimo dia de viagem. Um dia, ainda viajarei sem sufoco, espero!
Quanto a mulher viajar sozinha, não vi problema algum. Viajei sem decote e sem mostrar os ombros, joelhos e saboneteiras e deu tudo certo. Na hora de pedir informação, perguntava a um policial, guarda, segurança, lojista ou então a mulheres que andavam na rua. Nada de abordar a homens que passavam pela rua. Não usei véu e deu tudo certo, ninguém me cantou nem me desrespeitou. Porque se há várias mulheres caminhando na rua, para que vou abordar a um homem? Daí, meu colega ficava de longe e eu as abordava sozinha. Simples e fácil.
Quanto aos olhares, ninguém me ofereceu camelo e a única pessoa que expressou verbalmente seu encanto com minha beleza foi uma senhora com idade para ser minha avó em Ouarzazate que eu nem pude agradecê-la pelo elogio pois eu não sei árabe. Daí, quando meu parceiro de viagem terminou de traduzir, ela já estava longe. Fora isso, nada que atrapalhe a viagem. Enfim, como eu só vejo o quero, não vi nada que me incomodasse. Além disso, o que vi foram mulheres turistas semi-nuas para cultura marroquina (shortinho, blusa de alça) e os caras desviando os olhares, alguns olhavam para o chão ou até ficavam de costas, foi isso que vi. Curiosamente, eles olhavam muito mais as mulheres vestidas do que as despidas. Teve um coroa que chegou a girar o corpo para ver uma jovem cheia de roupa, ela estava de saia e blusas largas e compridas, véu e óculos escuros. Até achamos a cena engraçada porque não dava para ver nada além da boca , mãos e nariz e o coroa gostou dela. Não entendemos nada Resumindo, MULHERES PODEM VIAJAR TRANQUILAMENTE POR MARROCOS nos dias de hoje. Nessa era digital, o mundo anda muito mais moderno.
O que posso dizer é que amei as pessoas das cidades menos badaladas como Ouarzazate, Rissani, Tinghir e Merzouga. A população é muito agradável e nos recebeu muito bem.
Em Rissani as crianças queriam puxar assunto. E ainda vieram até nós adultos praticar o inglês e espanhol. Em Rissani, Merzouga e Tinghir, conhecemos muitas pessoas que falavam inglês e espanhol; nos espantamos porque imaginávamos que isso aconteceria em Marraquexe ou Rabat, mas foi o contrário. Se eu não falasse um pouco de francês estaria lascada em Rabat e Marrakech.
De imperdível:
1-vallèe du Todra em Tinghir ,
2- contar as estrelas e curtir o dia na Erg Chebbi em Merzouga
3- curtir o artesanato , encantadores de serpentes de Marrocos
4- admirar os kasbah
Quanto aos gastos, de passagem, entradas em pontos turísticos e hospedagem, gastei 90€. Modesta parte, muito bem gastos.
De alimentação, fiquei a base de industrializados pois tivemos medo de não nos adaptarmos com a comida e passarmos mal devido a vários relatos de viagem. Eu optei, por McDonald, biscoito, bolinhos, água, sucos, milho e peixe enlatado, ou seja, proteína e carboidrato. Dos peixes enlatados, gostei mais do atum, porque eles não tiram a escama da sardinha, o sabor era o mesmo e a escama derrete na boca, mesmo assim, por falta de hábito, preferi o atum. Há restaurantes nas cidades, todavia com medo de não me adaptar a comida local, já que ouvi vários relatos de pessoas que passaram mal em Marrocos, preferi não arriscar muito. Até cheguei a comer algumas coisas típicas, mas só uma provinha. Além disso, como era Ramadan, em algumas cidades os restaurantes estavam fechados como em Rabat, daí, o atum enlatado com suco de pêssego que deu uma sustentada.
Acredito que nos 5 dias, gastei muito menos de 200€, talvez uns 170.
A seguir, uma planilha com os gastos reais de transporte e hospedagem. O preço dos alimentos estão no canto superior por tipo de comida.
Bem, quem me conhece , sabe que tenho horror a excursão e city tour, então com a ajuda do pessoal aqui dos Mochileiros que já havia ido a Marrocos (Principalmente, Luizniquet, muito obrigada pelas dicas mesmo e seu relato de viagem bem robusto. A mais preciosa foi me informar que o ônibus tinha ar-condicionado. Graças a Deus, realmente funcionava, até tive que me cobrir
Porque viajar no verão de 50ºC em plena África não é pra qualquer um). Alguns marroquinos que conheci em rede sociais também me ajudaram muito, como eu fiz tudo através de transporte público, os nativos foram muito importantes para aclimatização ao ambiente local e para que eu obtivesse informações de transporte. E eles me surpreenderam com sua prestatividade, proatividade etc, eles me responderam tudo o que perguntei e nos mínimos detalhes. Foram muito atenciosos mesmo
. Isso foi chocante desde o início, porque geral fala que marroquino é tarado, que vão me trocar por 50 camelos etc, e o que vi foram pessoas amáveis que infelizmente não pude conhecer pessoalmente. Como o deserto realmente era deserto e deu problema no gerador do hotel, ficamos sem luz e sem condições de nos comunicar com o pessoal que havia me ajudado a montar o roteiro. Uma pena!
Pois estava muito animada para conhecê-los e agradecê-los pela hospitalidade. Enfim, dei um bolo em geral, mas por motivo de força maior. 
Aconteceu de tudo, sem luz, sem telefone e para variar, consegui ficar pobre em Marrocos, bem pra lá de Marraquexe porque o caixa eletrônico engoliu meu cartão no penúltimo dia de viagem. Um dia, ainda viajarei sem sufoco, espero!
Quanto a mulher viajar sozinha, não vi problema algum. Viajei sem decote e sem mostrar os ombros, joelhos e saboneteiras e deu tudo certo. Na hora de pedir informação, perguntava a um policial, guarda, segurança, lojista ou então a mulheres que andavam na rua. Nada de abordar a homens que passavam pela rua. Não usei véu e deu tudo certo, ninguém me cantou nem me desrespeitou. Porque se há várias mulheres caminhando na rua, para que vou abordar a um homem? Daí, meu colega ficava de longe e eu as abordava sozinha. Simples e fácil.
Quanto aos olhares, ninguém me ofereceu camelo e a única pessoa que expressou verbalmente seu encanto com minha beleza foi uma senhora com idade para ser minha avó em Ouarzazate que eu nem pude agradecê-la pelo elogio pois eu não sei árabe. Daí, quando meu parceiro de viagem terminou de traduzir, ela já estava longe. Fora isso, nada que atrapalhe a viagem. Enfim, como eu só vejo o quero, não vi nada que me incomodasse. Além disso, o que vi foram mulheres turistas semi-nuas para cultura marroquina (shortinho, blusa de alça) e os caras desviando os olhares, alguns olhavam para o chão ou até ficavam de costas, foi isso que vi. Curiosamente, eles olhavam muito mais as mulheres vestidas do que as despidas. Teve um coroa que chegou a girar o corpo para ver uma jovem cheia de roupa, ela estava de saia e blusas largas e compridas, véu e óculos escuros. Até achamos a cena engraçada porque não dava para ver nada além da boca , mãos e nariz e o coroa gostou dela. Não entendemos nada
Resumindo, MULHERES PODEM VIAJAR TRANQUILAMENTE POR MARROCOS nos dias de hoje. Nessa era digital, o mundo anda muito mais moderno.
O que posso dizer é que amei as pessoas das cidades menos badaladas como Ouarzazate, Rissani, Tinghir e Merzouga. A população é muito agradável e nos recebeu muito bem.
Em Rissani as crianças queriam puxar assunto. E ainda vieram até nós adultos praticar o inglês e espanhol. Em Rissani, Merzouga e Tinghir, conhecemos muitas pessoas que falavam inglês e espanhol; nos espantamos porque imaginávamos que isso aconteceria em Marraquexe ou Rabat, mas foi o contrário. Se eu não falasse um pouco de francês estaria lascada em Rabat e Marrakech.
De imperdível:
1-vallèe du Todra em Tinghir ,
2- contar as estrelas e curtir o dia na Erg Chebbi em Merzouga
3- curtir o artesanato , encantadores de serpentes de Marrocos
4- admirar os kasbah
Quanto aos gastos, de passagem, entradas em pontos turísticos e hospedagem, gastei 90€. Modesta parte, muito bem gastos.
De alimentação, fiquei a base de industrializados pois tivemos medo de não nos adaptarmos com a comida e passarmos mal devido a vários relatos de viagem. Eu optei, por McDonald, biscoito, bolinhos, água, sucos, milho e peixe enlatado, ou seja, proteína e carboidrato. Dos peixes enlatados, gostei mais do atum, porque eles não tiram a escama da sardinha, o sabor era o mesmo e a escama derrete na boca, mesmo assim, por falta de hábito, preferi o atum. Há restaurantes nas cidades, todavia com medo de não me adaptar a comida local, já que ouvi vários relatos de pessoas que passaram mal em Marrocos, preferi não arriscar muito. Até cheguei a comer algumas coisas típicas, mas só uma provinha. Além disso, como era Ramadan, em algumas cidades os restaurantes estavam fechados como em Rabat, daí, o atum enlatado com suco de pêssego que deu uma sustentada.
Acredito que nos 5 dias, gastei muito menos de 200€, talvez uns 170.
A seguir, uma planilha com os gastos reais de transporte e hospedagem. O preço dos alimentos estão no canto superior por tipo de comida.