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Travessia Paraty-Trindade em 17/08/2012 com FOTOS


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Este vai ser o meu primeiro relato aqui no site, e eu acabo me sentindo na obrigação de fazê-lo, uma vez que utilizo muito as informações e dicas contidas aqui nas minhas andanças por aí.

Enfim.... sou de Belo Horizonte e a proposta inicial era de sair com a minha namorada e fazer uma caminhada por praias mais isoladas e trilhas em meio à Mata Atlântica.

O plano era fazer uma caminhada do condomínio das Laranjeiras até a Cachoeira do Saco Bravo em Ponta Negra e voltar.

Para isso imaginamos que levaríamos aproximadamente 2 a 3 dias sem muita pressa.

Levamos o básico para esse tipo de empreitada:

Barraca de camping , sacos de dormir, garrafas de água , pouca roupa, dinheiro em espécie, alguns lanches para a trilha, uma bolsa de camel back de 1,5 litro , uma garrafa de 1 litro, bastões de caminhada, REPELENTE e PROTETOR SOLAR e um GPS Garmin com o mapa da Tracksource atualizado instalado, e claro LANTERNAS. Tudo isso em uma mochila de 75 litros e outra de 25 que obviamente foi ela quem carregou...

 

A primeira DICA que eu acho importante nesse tipo de expedição, é: Sempre tenha um plano B, C , D, E e quanto mais melhor, porque as coisas NUNCA acontecem como nós programamos, e temos sempre que reavaliar a situação e mudar alguma programação na hora....

 

Enfim:

A viagem seria BH-Trindade e arrumaríamos algum lugar para pernoitar lá e rumaríamos cedo para Laranjeiras onde eu deixaria o meu carro.

Por motivos de trabalho saímos de BH as 15 horas ( e isso já era previsto) e chegaríamos em Trindade por volta das 22:30, 23:00.

 

Outra observação: desde que saí de BH, já fui pensando na possibilidade de fazer uma travessia mais completa, e não somente um vai e volta pelo mesmo caminho para Ponta Negra.

 

A viagem acaba que não dura somente o que você imagina, e muito menos quando você coloca no GPS do carro - destino Paraty e não se preocupa tanto em COMO o GPS espera que você chegue lá...... Hehehehehe E também seria interessante dar uma pesquisada nas vias de acesso e não simplesmente sair indo de qualquer jeito como eu fiz.

Digo isso porque lá pras tantas horas de viagem o GPS nos avisa que estamos ha uns 20 Km de Paraty, mas de repente me deparo com uma estrada de terra assim... não tão boa....

Pegamos 9 Km de chão de Cunha até Paraty em uma estradinha muito linda, no meio da mata fechada, mas com muitas pedras e não muito recomendada pra quem tem carro baixo ou tem alguma frescura com carro. Eu fui criado em estrada de terra e tenho um carro compatível, então pra mim foi somente diversão e contemplação, mas gostaria de ter passado nessa estrada de dia porque se de noite já estava linda daquele jeito.....

 

Enfim.... chegamos em Paraty as 23:30 já bem cansados de viajar, e decidimos que não seria uma boa idéia tentar chegar em Trindade esse horário. Então decidimos passar a noite em Paraty e acordar cedinho para rumar para Trindade no outro dia, e aí vai outra DICA:

Além de conferir a previsão do tempo - o que é OBRIGATÓRIO para quem vai fazer uma viagem desse tipo - confira também se não há algum evento no seu local de destino, porque mesmo estando viajando fora de época, nunca esperaria chegar em Paraty e encontrar um Festival da Cachaça. Que lotou a cidade de cachaceiros e fez com que nós ficássemos rodando uma hora e meia procurando hotéis, ou pousadas - todas lotadas e com preços abusivos.

No final das contas conseguimos uma pousadinha em Paraty que depois de um choro básico - afinal de contas, somos mineiros- nos saiu por 220 reais a noite. Não sei em outros locais do Brasil , ou se a realidade de vocês é diferente, mas eu achei MUITO caro.... Mas era o que tinha...

 

E o bom foi que tinha internet também , e ao invés de ir dormir, eu preferi entrar no http://Mochileiros.com e dar uma última conferidinha, quando decidi mudar totalmente os planos ( mais uma vez ).

Não iríamos mais no outro dia cedo para Trindade, e não iríamos mais fazer somente uma ida até Ponta Negra . Agora o esquema era deixar o carro em Paraty e ir de Pouso do Cajaíba até Laranjeiras andando.

 

Como tudo que é decidido de última hora , sempre temos que contar com imprevistos, a idéia inicial era ficar 3 dias , mas tínhamos disponibilidade de ficar até 5 dias... então achei bem tranqüilo....

 

Primeiro dia:

 

Acordamos cedo e deixamos o carro no estacionamento do hotel com a promessa de chegar algum dia pra buscar.

O transporte até o Pouso do Cajaíba é feito somente de barco. Nos informamos e fomos até o Porto de Paraty, que por sinal estava lotado e cheio de cachaceiros e farofeiros. Lá não encontramos nenhuma escuna ou barco que rumaria pro Pouso, até porque parece que estava ventando muito e com muitas ondas pra aqueles lados; e a única proposta indecente foi fretar uma lancha pra duas pessoas no valor de 400 reais ... como a proposta é inaceitável, seguimos a dica de alguns marinheiros de tentar um barco no outro cais - o dos pescadores....

Dito e feito- lá achamos um pescador que estava voltando pra pra casa ( morava lá pertinho) que aceitou nos levar por 30 reais cada um.

Aí então vai outra DICA - você consegue valores muito mais em conta se procurar por transporte no cais dos pescadores ao invés do cais de turismo, claro, se não ligar de ir em um barco menor de pescadores locais .

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120829072951.jpg 500 333 Legenda da Foto]Cais dos pescadores em Paraty[/picturethis]

 

A única questão foi que a história do mar agitado não era brincadeira não, e depois de 2 horas de barco com muitas ondas , muita água pra todos os lados , muitos sustos de leve, chegamos na praia do Pouso do Cajaíba, uma praiazinha muito linda com algumas poucas casinhas , uma igreja e algumas crianças brincando na areia. Realmente um lugar que respira tranqüilidade, e que deixou muita vontade de ficar mais umas horinhas ou então até passar uma noite, mas como já era quase 16:00 não tínhamos outra opção além de pegar a trilha para Martins de Sá.

 

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120829073232.jpg 500 281 Legenda da Foto]Viagem de barco um tanto quanto "tensa" - reparem no capitão com a mão no teto .[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120829073631.jpg 500 333 Legenda da Foto]A tranquilidade de Pouso do Cajaíba.[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120829073439.jpg 500 333 Legenda da Foto]Pouso do Cajaíba visto do mar.[/picturethis]

 

A trilha do Pouso até Martins de Sá durou cerca de 1 hora e meia , e tem uma subida relativamente intensa no inicio , e é bastante limpa e óbvia , não deixando muitas possibilidades de se perder. Na ocasião nós não encontramos ninguém durante essa caminhada.

 

Na chegada a Martins de Sá , a trilha acaba nos fundos da única propriedade do único morador da praia, que é o camping do Seu Maneco - um senhor muito simpático e com boa consciência ambiental- que mantém o camping e as trilhas da região muito limpas e organizadas. Como somente haviam 3 pessoas no camping ele permitiu o acampamento direto na praia, o que foi uma experiência muito interessante.

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120829073842.jpg 500 333 Legenda da Foto]Camping em Martins de Sá[/picturethis]

 

A praia é uma das mais lindas da região , com areia bem branca e fina, e com um rio que desemboca no mar na ponta esquerda da praia.

O camping tem uma estrutura boa, com restaurante que serve um PF e um famoso bolo com goiabada , e com banheiros limpos ( sem eletricidade , claro ) ; e que ficou por 15 reais por pessoa.

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120829074126.jpg 500 333 Legenda da Foto]O famoso bolo com goiabada.[/picturethis]

 

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120829074251.jpg 500 333 Legenda da Foto]Rio que chega na praia de Martins de Sá.[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120829074443.jpg 500 333 Legenda da Foto]A linda praia de Martins de Sá.[/picturethis]

 

Como já chegamos no limite da luz, foi a conta de armar a barraca e tomar um banho frio para jantar e ficar ouvindo os inúmeros causos do Seu Maneco e do resto do pessoal que por lá estava. O preço dos produtos não é dos mais baratos, mas temos que levar em consideração a dificuldade que um refrigerante tem para chegar até lá.

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120829074544.jpg 500 333 Legenda da Foto]Eu e o Seu Maneco.[/picturethis]

 

Uma boa DICA: embora você esteja no litoral, as trilhas são em grande parte no meio da floresta tropical, com subidas, raízes, terra, lama, e bastante fechadas, de forma que recomendo de usem calças compridas, manga longa, e uma bota ou um tênis confortável. Sol na cabeça mesmo, somente nas praias.

 

Segundo dia:

 

Acordamos com o sol e infelizmente não pudemos curtir mais o local porque estava por vir a parte mais longa da caminhada e não queríamos tem que andar com pressa ou chegar em Ponta Negra escurecendo. Mas em Martins de Sá dá perfeitamente pra passar uns 2 a 3 dias, pois trilhas curtas a partir de lá levam para cachoeiras, poços , encontro de rios, mirantes , pedras, e praias vizinhas, sem falar que se pode pegar emprestado um caiaque e dar umas voltas por lá.

 

A trilha sai da lateral esquerda do camping e segue em mato fechado, digo, é bem nítida, mas quase o tempo todo coberta pela vegetação.

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120829074705.jpg 500 333 Legenda da Foto]A trilha no meio da Mata Atlântica.[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120829074803.jpg 500 375 Legenda da Foto]Atravessamos vários córregos com pequenas cachoeiras.[/picturethis]

 

A próxima praia chega depois de menos de uma hora de caminhada, e é a praia de Cairuçu das pedras , que tem um pouco menos de estrutura , é bem pequena, com areia mais grossa, mais pedras e com uma cachoeirinha caindo em seu canto esquerdo. Caso não queira , não há necessidade de descer até a praia, uma vez que a trilha continua lateral a uma casinha de pau a pique. Passamos lá rapidamente só para pegar um fôlego , recarregar os cantis e curtir o visual da praia que embora seja pequena ,tem a sua beleza. Uma outra DICA é que toda a caminhada é repleta de nascentes e córregos, de forma que não há necessidade de carregar muito peso em água.

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120829074943.jpg 500 333 Legenda da Foto]Praia de Cairuçu das Pedras.[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120829075046.jpg 500 333 Legenda da Foto]Cairuçu das Pedras.[/picturethis]

 

Chegamos em Ponta Negra depois de 3 horas e meia andando, com algumas paradas para tomar um pouco de fôlego e comer alguma coisinha; uma vez que essa parte da caminhada tem subidas que não acabam nunca e que quando acabam, dão lugar a descidas intermináveis. Haja fôlego e joelho, mas a caminhada, se feita sem pressa não é nada assim tão difícil e a trilha é muito clara, e com muita água.

Nessa parte da trilha não encontramos ninguém também. Mas você fica o tempo todo no meio da mata atlântica acompanhado dos sons de milhares de animais que vai saber quais são....

Lendo outros relatos aqui , vi que algumas pessoas encontraram com muitas cobras pelo caminho. Eu confesso que não vi nenhuma, mas certamente alguma me viu e saiu da frente pois a possibilidade de cobras nessa região é imensa, por isso reforço - o traje ideal é calça e bota.

 

Chegamos em Ponta Negra - uma comunidade de pescadores um pouco maior, com uma estrutura maior onde se tem até escola. Foi a conta de achar uma pousadinha para alugar e correr para a praia. Lugares para hospedagem lá, se tem aos montes, e se não tiver, o pessoal sai das suas casas para dar lugar aos visitantes. Como não fui em época de movimento , foi tranqüilo achar um quarto. Tem para todas as exigências, desde campings até pousadas com café da manhã, mas tudo muito rústico e simples. Fiquei em um quarto por uma noite, que com o café da manhã saiu por 70 reais esse tinha banho aquecido por gás.

 

A praia de lá é muito linda , com poucas ondas, um rio chegando ao mar em seu canto esquerdo, alguns barcos na areia clara e fina, e crianças locais brincando pela areia; um local onde vale a pena dedicar um tempinho a mais.

De noite são tantas estrelas que você acha que vai encostar nelas com a mão. Tem um restaurante na beira do mar e muita paz e tranqüilidade.

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120829075140.jpg 500 169.635284139 Legenda da Foto]Paia da Ponta Negra.[/picturethis]

 

Terceiro Dia

 

Acordamos , tomamos café e fizemos uma caminhada que já tínhamos planejado desde de BH - até a Cachoeira do Saco Bravo.

Essa trilha eu recomendo fazer com um guia, uma vez que não tinha no mapa do GPS, é mais confusa que as outras trilhas e é longa com uma subida inicial pra não se colocar defeito e uma descida na seqüência pra fazer os joelhos acordarem.

Foram 2 horas pra chegar na cachoeira uns 40 minutos lá e mais 2 horas de retorno.

A cachoeira é uma das coisas mais lindas que eu já vi. Não pelo seu tamanho, mas pela situação. Deve ter uns 15 metros e cai em um poço que forma uma linda piscina que desemboca direto no mar. Quando você entra no poço da cachoeira, pensa que está em uma piscina desses Resorts chiques com vista direto para o mar.

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120829075556.jpg 500 333 Legenda da Foto]Cachoeira do Saco Bravo.[/picturethis]

 

Acreditem, a foto não mostra nem 50% da beleza do local.

Pagamos 40 reais para o guia, mas aconselho dar uma chorada e uma olhada com mais tempo que você pode conseguir algo mais em conta, mas lembre-se de SEMPRE combinar o preço antes.

 

Voltamos pra Ponta Negra e foi a conta de comer algo, dar um mergulho no mar e rumar para a próxima parada - A praia do Sono.

 

A trilha até a Praia do Sono é bem tranqüila, dá pra ser feita em uma hora e meia sem pressa, e nela você passa em outras 3 praias.

Logo na saída de Ponta Negra você passa pela Praia das Galhetas, que é uma praia com muitas pedras , onde você tem que ir pulando de pedra em pedra pra chegar na trilha que leva até as próximas que são Antiguinhos - uma praia deserta, sem infra estrutura nenhuma onde é proibido acampar, e que tem um pequeno rio desembocando em seu canto direito. Muito linda e a uns 20 metros da trilha, que chega direto na praia dos Antigos, que é um pouco maior , com uma boa faixa de areia bem fina e com algumas pedras que parecem que foram jogadas do céu. A trilha para o Sono inicia no final da areia logo depois que você cruza um pequeno rio. É só ir subindo as pedras que logo se chega na trilha. Tudo muito óbvio e instintivo. Em Antigos já encontramos umas 3 pessoas na areia.

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120829075757.jpg 500 333 Legenda da Foto]Praia das Galhetas.[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120829075911.jpg 500 333 Legenda da Foto]Praia dos Antiguinhos.[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120829080003.JPG 500 333 Legenda da Foto]Praia dos Antigos.[/picturethis]

 

A trilha até a Praia do Sono é bem tranqüila e dura só mais uma subida , de onde já se avista a praia e uma descida bastante íngreme e escorregadia que chega em um rio que você tem que atravessar para chegar na areia, mas a água bate no máximo no joelho.

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120829080120.JPG 500 375 Legenda da Foto]Vista da chegada à Praia do Sono.[/picturethis]

 

A praia do Sono não poderia ter outro nome. É a paz em forma de praia. Tem a maior faixa de areia das praias da caminhada, e tem a maior infra estrutura também. Várias pousadas, campings e restaurantes, mas tudo muito simples e rústico. Areia branquinha e fina com várias castanheiras em toda sua extensão. Imagino que pela beleza , pela proximidade com a civilização e pela facilidade de acesso por barco ela fique MUITO cheia em épocas de temporada. Nós encontramos uma praia maravilhosa, vazia , somente com locais. Assim foi fácil arrumar uma casinha com banho quente por 60 reais. Como chegamos no final do dia e não tínhamos pressa alguma, preferimos pernoitar e curtir aquele pedacinho do paraíso por um pouco mais de tempo.

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120829080214.jpg 500 333 Legenda da Foto]Praia do Sono.[/picturethis]

 

Quarto e último dia:

 

Acordamos , fomos comer algo em um barzinho da praia, e aproveitamos a manhã para curtir a praia e a tranqüilidade do local um pouquinho. Fomos até uma cachoeira , mas sem esperar muito mesmo, até porque somos de MG e cachoeira pra nos impressionar tem que ser algo de outro mundo. Mas vale o passeio porque é pertinho - coisa de 20 minutos - e você passa perto das casinhas da vila, mas cachoeira mesmo..... aqui em Minas Gerais agente chama isso no máximo de corredeira hehehehehe.

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120829080311.jpg 500 333 Legenda da Foto]A tranquilidade da Praia do Sono.[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120829080352.jpg 500 333 Legenda da Foto]Praia do Sono.[/picturethis]

 

A trilha para o condomínio de Laranjeiras inicia no final da praia e pra quem passou esses dias andando sozinho em trilhas mais hostis, parece que você está passeando no shopping. Tem corrimão de madeira e escadinhas de madeira nas subidas um pouco maiores. Bonita por ser na floresta, mas nada de mais em relação ao que estávamos acostumados.

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120829080446.jpg 500 333 Legenda da Foto]Início da trilha na saída da praia do Sono.[/picturethis]

 

Depois de 45 minutos já estávamos entrando no condomínio e a trilha acaba em uma pracinha onde fica o ponto do ônibus para Paraty. O ônibus passa de hora em hora ate as 22:00 e demora 45 minutos até Paraty.

 

 

 

Foi isso !!!

 

E pra quem ainda está pensando em fazer essa caminhada, eu aconselho parar de pensar e ir fazer. Mas prefira épocas em que não se tenha tanto movimento para não tornar essas praias desertas em um caos. O Seu Maneco falou que há épocas em que o seu camping em Martins de Sá fica com 300 barracas.....

Acredito que não haja diferença entre qual direção iniciar a caminhada, mas sem dúvida, na chegada em Laranjeiras você sai de frente ao ponto de ônibus que passa de hora em hora e custa 4 reais. Caso você termine em Pouso, terá que arrumar um barco que te leve até Paraty.

 

Depois que fiz essa trilha vi que poderia ter feito uma caminhada ainda maior e mais completa.

Você pode começar de Paraty-Mirim e ir até Laranjeiras passando pelo Saco do Mamanguá e Curupira; e de lá seguir ate o Pouso passando antes pela Praia da Sumaca, na Enseada de Juatinga . Pode ainda seguir um pouco mais até a Praia Grande, ou a Praia do Engenho.

A caminhada acontece toda na Área de Proteção Ambiental do Cairuçu.

 

A caminhada tem aproximadamente 24 Km, e eu acho que pode ser feita em 2 dias, mas começando cedinha , com muita correria e sem tempo de tirar nenhuma foto.

 

 

Deixo em anexo um mapa das trilhas e praias da região e o arquivo gerado pelo GPS que mostra todo o meu trajeto.

Para abrir esse arquivo é necessário ter instalado o Google Earth.

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120829081121.jpg 500 266.830870279 Legenda da Foto]Mapa das trilhas da região.[/picturethis]

 

Abraços para todos e boas caminhadas!!!

 

Bruno Vergara - [email protected]

Editado por Visitante
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  • 4 meses depois...

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