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TRANSAMAZONICA 2012 Relato, fotos e videos.

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Ola, amigos,

 

Criei este post para relatar e reunir informacoes da TransAmazonica BR 230, BR 319 rodovia fantasma ate Manaus, BR163 a Cuiaba Santarem, sai de Maraba rumo a Humaita pela BR230, depois BR319 a Manaus, navegar de Manaus a Santarem e de la pela BR163 ate o Parana.

 

Motos: 1 XRE, 2 tornado.

Participantes: Fabio e Berini de Maringa com tornados, Robson (eu) XRE300

 

Roteiro:

 

dia saida destino distancia km acumulada

1 Voo Londrina PR a Maraba PA

2 Maraba PA Anapu PA 370 370

3 Anapu PA Uruara PA 326 696

4 Uruara PA Itaituba PA 300 996

5 Itaituba PA Jacareacanga PA 395 1391

6 Jacareacanga PA Vila KM 180 AM 510 km 1666

7 KM180 AM Humaita AM 190 2066

8 Humaita AM via BR319 a Igapo-Açu 430 km

9 Igapo Açu via BR 319 a Manaus 250 km

10 Manaus AM

11 Manaus AM

12 Manaus Navegando a Santarem PA

13 Manaus navegando a Santarem, chegada as 22 horas e segue para Alter do Chao PA 40 km

14 Alter do Chao PA

15 Alter do Chao PA a Moraes de Almeida PA 610 3221

16 Moraes de Almeida PA a Guaranta do Norte MT 627 3848

17 Guaranta do Norte MT Rosario Oeste MT 610 4440

18 Rosario Oeste MT a Rio Verde do Mato Grosso MS

19 Rio Verde do Mato Grosso MS a Guaira PR

20 Guaira PR a Telemaco Borba PR

 

Trajeto levantado com base no software Mapsource, usando o TRC 12.07, Google Earth e lista telefonica, em cidades com estrutura de hotel, restaurante e postos, quando possivel.

 

Kilometragem baixa, pois desconhecia a a situacao da estrada.

 

Pneus 100% off com camera grossa mitas e trava de pneu, mas levamos os pneus on/off para o trecho de asfalto na parte final da viagem.

 

Tanques originais, mas vamos levar alguns galoes de reserva para trechos sem abastecimento.

 

Minha XRE 2011, com 3800 km, q comprei a 2 semanas, esta sendo equipada, coloquei um guidao de aluminio renthal, alongador de 4 cm, protetor de mao circuit alloy com alma de aluminio, paralama eli stick.

 

Esta semana vou envelopar as partes brilhantes, vai chegar o mata cachorro com pedaleira way, afastador de alforge da acriparts, alforge gift modelo kbb 03.

 

Ja tenho um top case de aluminio da roncar, q vou refurar um adaptador para o bageiro original para dar certo com a furacao da chapa da roncar.

 

Ja fiz a revisao dos 4 mil km, troca de oleo, regulagem de valvulas, troca daquele vedante do cabecote, e engraxar todas partes moveis.

 

Provavelmente vou trocar o oleo em Humaita com +- 2200 km, vou trocar tambem o filtro de oleo e ar, creio q depois so vou trocar o oleo apos +3600 km.

 

Abraços a todos.

 

Robson

Telemaco Borba - Parana

 

PS: ESTE É UM RELATO, A VIAGEM ACONTECEU DE 16 DE AGOSTO A 04 DE SETEMBRO DE 2012.

 

Minha moto

 

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Éste soy yo !

 

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Moto do Fabio

 

Fabio tem muita experiencia em viagem de moto, ja deu a volta em toda America do Sul.

http://sariders.blogspot.com

 

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Esta é a moto do Berini, q tambem tem grande experiencia em viagens de moto por toda America do Sul.

 

Detalhe: tornado 2005, com 7.000 km original !!!!

 

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Motos sendo embaladas, para transporte terrestre ate Maraba PA, sairam de Maringa PR.

 

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Ja embaladas, antes do embarque.

 

 

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Dia 1

 

16 de agosto de 2.012.

 

Londrina PR a Maraba PA – Via Aerea

 

Berini, Fabio e eu, pegamos o voo de Londrina PR para Maraba PA, após 2 conexoes chegamos em Maraba por volta das 12:30, calor insuportável, seco e muito po.

 

De taxi seguimos para o hotel , deixamos a pouca bagagem q havia ainda conosco e seguimos a pe para uma churrascaria próxima.

 

Da churrascaria seguimos para o escritório da transportadora, onde logo q chegamos comecamos a desembalar as motos e as bagagens, só conseguimos terminar de ajeitar todas as coisas próximo das 5 horas. Fabio não conseguiu dar partida na moto, procuramos uma oficina, achamos uma q era também um bicicletaria...segundo o mecânico o problema não era com a bateria, e sim algo q estava em curto e roubando corrente, uma carga na bateria, novos fusives e o regulador de voltagem, solucionaram o problema, momentaneamente.

 

Retornamos ao hotel, onde a moto parecia instável devido ao pneus off, garrote e câmara grossa, jantamos no restaurante Bambu, local q indico por servir um ótimo peixe.

 

Fomos dormir cedo, pois o outro dia seria marcante, primeiro dia de contato com a BR230 TRANSAMAZONICA e a POACA.

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Dia 2

 

17 de agosto de 2.012.

 

Maraba PA a Anapu PA 370 km

 

Acordamos as 5 horas da manha, pois mesmo com tudo previamente ajeitado sempre falta algo para arrumar, café da manha tomado e fomos para estrada.

 

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Os primeiros quilômetros de asfalto são um pouco frustrantes, mas deixam a vontade de conhecer logo a verdadeira estrada ainda maior. Após uma reta e sem avisos ela chega, uma terra vermelha e bem compactada, marcada por sinais das ultimas chuvas, que deixam rastros endurecidos pelo sol.

 

Fomos sentindo a estrada com uma tocada leve, pois tínhamos muitos quilômetros para percorrer. A poaca veio após alguns km, depois de uma subida estilo lombada, e do nada apareceu: profunda, extensa e sem aviso ! O primeiro contato foi difícil, provocou grande desestabilidade na moto e um susto em todos.Os primeiros 60 km de terra são os piores de quase toda BR230, ate chegar na localidade da Cajazeira.

 

Tambem tive o primeiro contato com a negociação das ultrapassagens, tarefa que é dificultada pela pouca visibilidade, pelo excesso de poeira levantada pelo veiculo que vai a frente, e ao desconhecimento do q poderemos encontrar. Em uma destas ultrapassagens, dei de cara com uma poaca seguida de um buraco não muito profundo, mas q poderia desestabilizar a frente da moto, a única opção foi baixar uma marcha rapidamento e um toque da na embreagem para tirar a roda dianteira do chão, oque facilitou a continuação da trajetória e deu ganho de velocidade para terminar a ultrapassagem.

 

Uma parada para uma agua de coco, re-ajeitar a bagagem e continuamos ate Novo Repartimento, onde almoçamos e tomamos um suco de acai.

 

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Após o almoço, ao dar partida a moto do Fabio, disparou a partida e so parou depois de acabar a bateria, mesmo desligando a chave, por sorte sempre há varias oficinas de motos em todas vilas e cidades, pois ha uma grande quantidade de motos na região.

 

Rapidamente foi trocado o rele de partida e seguimos viagem, após uma tranco pois a bateria continuou descarregada.

 

Chegamos por volta das 5 horas em Anapu, ficamos no hotel Parana e jantamos no restaurante sabor picanha um self service por Kg com uma ótima carne assada.

 

Gasolina R$ 3,16 Hotel R$ 30 por pessoa Almoço com suco de açaí R$ 10 Jantar com suco R$ 13,50 Agua de coco R$ 2

 

Hotel Parana em Anapu PA

 

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Dia 3

 

18 de agosto de 2012

 

Anapu PA a Uruara PA 330 km

 

Neste dia dormimos um pouco mais, acordamos só as 5:30 e saímos as 7 horas. A moto do Fabio não deu nem sinal de partida, por sorte o hotel ficava em uma parte alta e um tranco foi o suficiente.

 

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Rodamos por uma estrada melhor, Berini depois de um certo tempo assumiu a frente e forçou o aumento da velocidade.

 

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Chegamos por volta das 10:00 horas na Balsa para a cidade de Altamira, procuramos uma concessionaria Honda, para segundo um mecânico trocar a pastilha do motor de partida, depois de carregada a bateria e trocada a peça, seguimos para Uruara por volta das 13:00 horas, fizemos um lanche com um delicioso suco de cupuaçu.

 

Encontrando com velhos amigos.

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Abastecemos em Altamira e seguimos viagem.

 

No meio do caminho em um barzinho da estrada após um bom tempo sem parar, paramos para tomar uma agua gelada, na saída a moto do Fabio não deu sinal de partida, a bateria não tinha carregado mesmo após umas 2 horas rodando, empurramos e pegou no tranco.

 

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Chegamos por volta das 5 horas em Uruara, e fomos direto em uma oficina, mas o mecânico já tinha ido embora, o filho do dono nos levaria ate outra oficina, e no caminho já demos de cara com o mecânico em sua moto Tornado, se prontificou a tentar o conserto, após testar varias peças da sua moto e por volta das 23:00 terminou o conserto, trocando o estator.

 

Ficamos no hotel Dallas R$ 50,00 por pessoa em quarta individual com ar.

 

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Lanche do almoço 5,50 Agua na estrada 1,50 agua mercado 6 x 1,00 lanche mercado 3,50 jantar com suco 14,00

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Dia 4

 

19 de agosto de 2012

 

Uruara PA a Itaituba PA 300 km

 

Rotina de Trans AM acordar as 5:30 e sair antes das 7 h.

 

Estrada ficando cada vez melhor, mas sempre com muito trabalho por parte de construtoras q estão preparando a estrada para pavimentação, em 2 subidas ingrimes haviam caminhões q não deram conta de tracionar e voltaram para tras dando um ELE, fechando a pista e interrompendo o transito, mas nos conseguimos passar por um cantinho, uma dessas subidas tinha ate nome subida/descida da veia...

 

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Fizemos um lanche com um ótimo suco em posto de gasolina a direita no trevo para Santarem em Ruropolis.

 

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Paramos no KM 30 onde a BR163 a Santarem Cuiaba continua da BR230, em um restaurante almoçamos e deixamos os pneus ON.

 

Mais uma balsa na conta 6,00 e conversa com muitas pessoas, ganhei ate um cumaru, para fazer um cha....rs

 

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Chegamos cedo em Itaituba, ficamos em hotel muito bom com direito ate a piscina, quarto para 3, 57,00 para cada um.

 

No hotel estava um mineiro q tinha vindo pela BR163 em uma XRE300, e tinha se separado dos seus 2 amigos q vimos passando durante o dia, mas não pararam.

 

Lanche 2 Almoço 15 Jantar com sucos 39

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Dia 5

 

20 de agosto de 2012

 

Itaituba a Jacareacanga 400 km

 

Na mesma rotina saímos por volta das 6:40, seria um dia comprido, com certa apreensão por não termos a informação precisa de que teríamos ou não combustível no caminho, oficialmente em posto já era certo q não.

 

E também hoje passaríamos pela Floresta Nacional do Amazonas, onde poderíamos ter a chance de encontrarmos com muitos animais, ate onças segundo alguns...

 

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Optei por não levar combustível reserva, pois havia visto uma foto de que no km 180 tinha um restaurante do amigo garimpeiro q vendia gasolina, Fabio e Berini levaram 12 litros de reserva cada um. Um fato interessante era q a XRE estava fazendo por volta de 27 km/l e as tornados de 18 a 20 km/l.

 

Logo chegamos a Reserva, q começa após uma ponte de madeira, daquelas q passamos por centenas.

 

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Um lugar interessante, com um floresta densa, mas em todo caminho do parque q deve ter por volta de 200 km, avistei apenas uma arvore grossa a beira da estrada, e poucos animais, um veado e um mutum.

 

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Uma coisa q não comentei foi a quantidade enorme de caminhões q vimos com toras enormes de madeira de lei, e muitas queimadas, constantemente, não vi em nenhum lugar qualquer tipo de fiscalização ou presença do Estado.

 

Claro na entrada do parque existe uma casa com algum tipo de servidor q mora ali, mas com certeza deve ser inoperante em relação a extensão da reserva.

 

No km 180 avistei no lado direito da estrada o Restaurante da foto, e claro la havia combustível ao preço de 4,50 o litro, coloquei 5 litros, almocei e seguimos viagem para Jacareacanga, em breve neste lugar haverá também um hotel com boa infra-estrutura.

 

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Alem deste ponto também tem gasolina em uma pista de aviação no km 275, não perguntei o preço, mas havia muitos tambores de 1000 litros.

 

Fabio e Berini, completaram seus tanques com a gasolina que levaram, mas Berini não conseguiu chegar a Jacareacanga, faltando 16 km, sua moto sofreu uma pane seca. Tentei puxa-lo por alguns km, mas a grande extensão, inclinação das subidas e peso da moto, devido a carga, achei melhor ir buscar gasolina para ele.

 

Chegando no posto da cidade o Fabio, já tinha entendido a situação e já estava enchendo um galão para voltar em nosso encontro, fiquei na cidade para procurar um hotel e ele seguiu em socorro ao Berini.

 

Aproveitei para esticar a corrente em uma oficina.

 

Ficamos no Hotel São Cristovao.

 

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Quando saímos para jantar avistamos a Delegacia da cidade destruída pelo fogo, em um ato de terrorismo dos indígenas locais.

 

Comemos um ótimo peixe e frango, com agua mineral ao preço de 12 reais.

 

Almoço e suco no garimpeiro 18,00 combustivel 4,50 l Gatorade 4,65 3 agua mineral 6,00 hotel quarto individual 70,00

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Dia 6

 

21 de agosto de 2012

 

Jacareacanga PA a Vila do KM 180 AM + - 510 km

 

Como sempre vamos dormir cedo e acordamos cedo, o roteiro do dia era seguir ate a cidade de Apui AM, distante 275 km de Jacareacanga PA.

 

Abasteci a moto e almocei na Vila Sucunduri no Posto Manobra, a + - 166 km de Jacareacanga PA.

 

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Devido ao fuso horário do AM, q atrasa o relógio em uma hora, chegamos em Apui as 13:00 horas, Fabio e Berini optaram por ficar. Eu abasteci e continuei até a Vila do KM 180 AM no município de Manicore AM.

 

Depois de Apui a estrada estava bem ruim com vários pontos com grandes valas resultado de erosões, e muita poaca.

 

Antes de chegar na Balsa do Matá Matá, uma ponte estava sendo reformada, tiraram as travessas por uns 6 metros, deixando apenas os dormentes estruturais, me neguei a passar pilotando, pois devido ao excesso de peso, o CG e o equilíbrio da moto ficam muito alterados, passei empurrando pois a ponte estava a uns 5 m do chão.

 

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Cheguei a localidade do km180 e fiquei em um hotel bem na beira da estrada, a rodovia passa bem no meio da vila, onde tem muita poaca, causando uma nuvem constante de poeira.

 

Jantei em um restaurante no estilo espetinho de gato, paguei 6 reais por um prato com arroz, salada e um espetinho de carne.

 

Gasolina em Sucunduri R$ 3,75 l Almoço, suco e agua R$ 15,00 Jantar + 2 aguas R$ 10,00 Hotel Tropical 55,00

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Dia 7

 

22 de agosto de 2012.

 

Vila km 180 AM a Humaita AM 190 km

 

Como meus amigos ficaram em Apui AM, eu sai um pouco mais tarde, por volta das 8 horas.

 

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Passei na Reserva Indigena, paguei o pedágio de R$ 10,00 conversei um pouco com o nativo, que mora em uma casa de madeira, usa roupa, tem

carro e televisão com parabólica.

 

A estrada logo após a entrada da reserva, era plana e bem compactada, eu comecei a imprimir um ritmo de velocidade por volta de 80 km/h, em uma longa reta, devido ao óculos com lente fume (viseira), ao meu grau leve de daltonismo e velocidade, não consegui diferenciar a pequena oscilação de cor, entre o terreno e a POACA, era uma poaca profunda e extensa, a única coisa q consegui fazer foi ficar em pé e frear de leve a roda traseira, a poaca mudou a direção da moto com um movimento abrupto do guidão, segurei firme e aguardei a queda. Que não ocorreu, por providencia divina.

 

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Após o susto q me causou um grande aquecimento no peito, continuei com cautela, pois a estrada piorou e com a presença constante de poaca.

 

Parei tomar agua em uma lanchonete na cabeceira da do Rio Maici, onde um caminhão a poucos metros tinha derrubado toda carga de madeira serrada.

 

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Logo já estava chegando na balsa do rio Madeira e atravessando para Humaita, onde me dirigi diretamente para uma concessionária Honda, para trocar o óleo, lavar a moto, trocar o filtro de ar e reaperto geral. Mesmo com a ótima recepção do mecânico, fiquei frustrado com negativa na troca do filtro de ar, pois a concessionaria so tinha o filtro junto com o kit revisão. Acabei comprando um filtro paralelo.

 

Fiquei no hotel macedônia, e aproveitei para lavar alguns equipamentos que já estavam sendo usados a 6 dias.

 

Por volta das 16 horas, Fabio e Berini, chegaram e fomos ao mercado comprar agua e alguma comida/lanche. Eu comprei mais um galão de 5 litros para combustível, elásticos para amarrar os galões, e 6 litros de agua. Como já estava levando 4 refeicoes liofilizada, comprei apenas mais umas bolachas para o café da manha.

 

Abastecemos a moto e os galões no posto de saída para a BR319 e voltamos para o Hotel. Fomos jantar no restaurante Palhoca.

 

No hotel deixei tudo arrumado na moto e fui dormir cedo, neste dia terminava a primeira fase que era a travessia da BR230 a Transamazonica e no próximo dia começaria uma nova faze: a travessia da BR319 a rodovia fantasma em 2 dias.

Hotel Macedonia quarto individual R$ 55,00 Almoço no restaurante frango na brasa R$ 10,00 Pedagio reserva indígena R$ 10,00 Balsa R$ 5,00 Revisao R$ 60,00 Filtro paralelo e troca R$ 40,00 Galao de combustível de 5 litros R$ 2,90 Elasticos para amarrar carga R$ 15,00

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Dia 8

 

23 de agosto de 2012

 

Humaita AM a Igapo-Açu via BR319 430 km

 

De roupa limpa, corpo acostumado a rotina e de animo renovado, levantamos as 4:30, reapertamos a bagagem, 15 litros de combustível, 6 litros de agua, 2 pacotes de bolacha, e 4 refeicoes liofilizadas. Após um café rápido na cozinha do hotel, seguimos rumo ao inicio da 2 fase da viagem q seria atravessar de Humaita a Manaus via BR319 a Rodovia Fantasma, a ideia era seguir ate onde fosse possível e dormir em uma das torres da Embratel, onde possivelmente teríamos um mínimo de estrutura para o pernoite, mas em meu intimo eu sabia q seria capaz de vencer a estrada e chegar na localidade de Igapo-Açu a 430 km de Humaita, q segundo algumas informações desencontradas poderia haver algum apoio com estrutura mínima.

 

Quando deixamos o hotel pegamos a direita e passamos por um desvio do trevo q estava sendo reformado pelo BEC Batalhao de Engenharia e Construcao, ainda estava escuro e o ar com uma leve brisa fria, fazia sentir novamente a ansiedade do encontro com o desconhecido.

 

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Seguimos por volta de 40 km por um misto de resto de asfalto, buracos e estrada alisada por uma patrola que transformou o terreno em uma estrada arenosa e perigosa, era mais prudente pilotar pelo q restou do antigo acostamento.

Depois deste trecho inicial, deixamos a BR230, q continua ate Labrea AM, paramos para as devidas fotos na placa indicativa da rodovia, e por mais uns 20 km a estrada estava perfeita, ate começar um misto de asfalto, buracos e poaca. Chegamos na localidade de Realidade a 100 km de Humaita, e em uma loja de moveis o Sr. Alaor vende gasolina a R$ 4,00, mas dali mesmo já é possível avistar do lado esquerdo da estrada as instalações de um futuro posto para muito breve.

 

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Continuamos nossa jornada após completar o tanque, não consegui avistar a fazenda dos Catarinas, local sempre comentado pelos viajantes q passam pelo BR319, talvez a tensão me fez ficar muito atento a estrada, e acabei passando sem conhecer este local.

 

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Comecei a ver as torres da Embratel e os postes de madeira com a fibra ótica.

 

Depois de uns 50 km de realidade, não há mais nada, a não ser a torres.

 

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E somente a uns 30 km antes de chegar em Igapo-Açu, novamente pode se avistar algumas poucas propriedades com casas bem simples.

 

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Encontrei no caminho com 3 equipes de manutenção da Embratel, 2 camionetes do Ibama, 1 corsa, 1 montana e uma moto CG.

 

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De dezenas de pontes q passamos, somente 5 ou 6 estavam bem deterioradas, mas nada q impedisse a passagem, talvez um pouco de mais precaução .

 

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Os últimos 120 km antes de Igapo-Açu parecem ou são os mais demorados, vale lembrar q mesmo sabendo q já estamos chegando é prudente manter a atenção e conter a velocidade, pois em alguns trechos o asfalto volta, e da mesmo forma q vem, desaparece seguido de enormes crateras.

 

Com o corpo acostumado por 6 dias e 2200 km de estrada de terra, consegui manter um bom ritmo de viagem com segurança, e as 18 horas estava eu no povoado de Igapo-Açu, onde avistei e fui direto para a balsa, conversando com o pessoal me aconselharam que era melhor ficar naquela margem e dormir no Restaurante e Pousada Beira Rio, q teria toda estrutura necessária, e que eu não conseguiria chegar ate outro lugar no mesmo dia.

 

Na pousada fui recepcionado por Seu Raimundo e Dona Mocinha, pessoas que são uma lenda local e venerados por todos viajantes que passam pela região, me instalei em um quarto com cama de casal e um bom mosquiteiro para proteger-me dos pernilongos.

 

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Logo meus amigos chegaram, todos tomamos banho, em chuveiro com agua bombeada direto do rio, uma delicia, para quem iria dormir no meio da estrada, sem banho e com uma comida industrializada, ter um prato de comida quente e fresca foi inacreditável. Mesmo toda a simplicidade do local q mantinha um gerador para fornecer luz ao local, nos sentimos em um lugar fantástico, difícil encontrar a espiritualidade e o calor humano que recebemos ali.

 

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Hotel Beira Rio 25,00 Jantar + refri + agua R$ 13,00

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