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robram

TRANSAMAZONICA 2012 Relato, fotos e videos.

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Dia 17

 

01de setembro de 2012

 

Guaranta do Norte MT a Rosario do Oeste MT 620 km

 

Quase não consegui dormi, me senti mal a noite inteira, tomei novamente os remédios e voltei pra cama, mas decidido a continuar e sem noticias dos companheiros.

 

Fui novamente ate a farmácia, comprei mais soro, preparei e coloquei 2 garrafinhas com 1 litro no bolso da calca. Almocei em Sinop em restaurante popular q estava lotado, comida livre por R$ 9,00 e muito boa por sinal, tomei meu ½ litro de soro misturado com agua gelada e mais uma agua tonica.

 

Na frente do restaurante tinha uma oficina de moto, e pedi para o mecânico dar uma olhada, eu estava desconfiado q os separados da roda estava montado invertido, ele disse que estava tudo normal, mas a roda empenada, eu não acreditei totalmente na versão dele, pois a roda estava 100% antes com pneu de trilha, ainda acho q foi excesso de aperto dos raios e montagem errada dos separadores de roda, ainda não levei a moto para revisão pos viagem, depois saberei a verdade.

 

Segui ate chegar em uma serra em obras, com uma fila imensa, cuidadosamente fui ultrapassando todos pela pista, tendo todo cuidado, pois haviam tachões na pista.

 

DSC01528.JPG

 

No final da tarde, cheguei em Rosario do Oeste, me instalei em um hotel, tive q pagar adiantado, barbudo e tudo sujo, todo mundo ficava com medo, hahahaha. Ate o dono do hotel pedir para eu colocar a moto em um canto, e não na vaga em frente ao meu quarto, neguei e perguntei qual seria a diferença entre quem tinha camionete e quem tinha moto, já que ele falou que eu tinha deixar vaga para as camionetes que chegariam...

 

Ingeri pelo menos 6 litros de líquidos, e me re-estabeleci novamente.

 

Neste dia tive, o retorno das mensagens q havia enviando para o Fabio e paro Berini, o Berini me ligou, e fiquei sabendo oque havia acontecido: “Eles seguiam na frente, quando o Fabio caiu dentro de uma vala na lateral da estrada, entortando e estragando alguns itens da moto, seguiriam então ate a localidade de Caracol, onde se dirigiram para uma oficina para efetuar o conserto, pelo tempo q se detiveram no local, decidiram dormir por ali, a noite quando estavam jantando, encontraram com os gaúchos, que contaram que eu havia seguido, achando que eles assim haviam feito. A chuva não deu trégua a noite e no outro dia em Caracol, e devido a dificuldade de condução, em um dia todo so conseguiram chegar em Moraes de Almeida depois de muitos tombos.” Onde havia ficada uma noite anterior. Eles estavam uma dia de atraso no roteiro, decido continuar, mas em um ritmo mais tranquilo.

 

Jantei um frango grelhado no point da pizza, e fui dormir.

 

Frango R$ 12,00 Lanche a tarde R$ 4,00

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Dia 18

 

02 de setembro de 2012.

 

Rosario Oeste MT a Rio Verde de Mato Grosso MS 700 km

 

Acordei cedo e esperei o café ficar pronto, segui pela estrada da guia uma estrada pavimentada onde é proibido o transito de carretas, e por conta desta exclusão, há pouco transito, muito bom.

 

Aqui um detalhe me chamava a atenção deste a quando comecei a criação do roteiro, sempre crio o roteiro no software mapsource da Garmin, onde é possível instalar vários mapas de vários países, sempre uso para o Brasil o TRC, projeto Tracksource.org.br do qual faço parte como colaborador, enviando estradas, informações, erros de rota, e ponto de interesse. Depois de fazer a rota ponto a ponto de cada dia da viagem, transfiro os dados para o Google Earth para ver o tamanho da cidade, se haverá hotéis, postos de combustível, etc...pois nem sempre estes dados estão no projeto TRC, olhando no GE, vi que chegando em Cuiaba havia uma estrada como se fosse um desvio da cidade direto para a estrada que vai para Chapada dos Guimaraes, rumo do dia. Entrei em contato com o desenvolvedor estadual do projeto que mora na cidade de Cuiaba, e ele confirmo a exitencia da estrada mas, devido a ausência de trevos o programa não usava a rota como uma alternativa mais rápida de desvio de Cuiaba. Marquei o ponto no meu GPS, que desde o primeiro dia se negou a funcionar nas estradas de terra, desligando constantemente. Neste trecho fiquei atento, e quando cheguei no ponto, vi uma estrada de terra ao lado de uma indústria ou grande escritório, fiz a volta, atravessei o asfalto e segui por uma subida de terra por uns 700 metros, no final havia um asfalto novinho e sem uso, continuei por mais ou menos 4,5 km e sai na pista dupla que segue para Chapada dos Guimaraes, desviei 12 km, mas economizei um bom tempo que gastaria passando pelos semafaros de Cuiaba.

 

Segui subindo em direção a Chapada dos Guimaraes, uso esta estrada para desviar a Serra de São Vicente, e saio 70 km antes de Rondonopolis.

 

Passando por Campo Grande capital do Mato Grosso do Sul, parei para abastecer, avistei uma barbearia, e decidi que já estava na hora de cortar o cabelo e fazer a barba, afinal, por onde eu passava, dava um ar não muito agradável.

 

Rodei o dia todo ate chegar no final da tarde em Rio Verde do Mato Grosso, que fica no estado do Mato Grosso do Sul. Me instalei no Hotel Quedas Palace ao preço de R$ 50,00. No hotel conheci um pessoal q faz perfuração para procura de fosfato, fomos jantar juntos e ganhei a janta, pessoal muito bacana, trabalham pessoas do Brasil todo.

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Dia 19

 

03 de setembro de 2012

 

Rio Verde do Mato Grosso MS a Guaira PR 700 km

 

Sai cedo sabendo que teria longos 700 km pela frente, queria chegar a tempo de ir em Salto del Guaira no Paraguai para comprar outro netbook, pois o meu estava estragado e a diferença de preço seria grande, caso deixa-se para comprar no Brasil, por sorte, cheguei em no Paraguai, 30 minutos antes do Shopping China fechar. Como o preço do net so ultrapassava em 30 dolares o valor da cota, achei melhor declara-lo por pagaria apenas R$ 30,00 para ter um netbook dentro das normas aduaneiras, podendo leva-lo para qualquer viagem sem ter problemas quando volta-se. Parei na Aduana, declarei, dai veio a noticia, aquela aduana não possuía nenhum tipo de banco eletrônico para recebimento da DARF, tive que seguir para Guaira a uns 20 km, pedir para um desconhecido pagar a darf no Banco do Brasil e voltar na Aduana apresentar a quitacao do imposto e pegar minha mercadoria, terminei de fazer isso perto das 21:00, fiqui P...

 

Um dia com muito vento q impediu a moto em todo momento desenvolver velocidade superior a 100 km/h.

 

Me hospedei no hotel Papagaio bem na chegada da moto, um hotel novo, de estilo, por R$ 80,00 o quarto individual, jantei no restaurante do hotel por R$ 16,00 e fui dormir.

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Dia 20

 

04 de setembro de 2012 500 km

 

Guaira PR a Telemaco Borba PR

 

Sai por volta das 8 horas, com tranquilidade segui pela estrada que já era minha velha conhecida, se ontem o vento estava ruim, hoje esta 2X pior, muito barulho no capacete, alto consumo da moto, e pouco velocidade máxima.

 

Parava sempre a cada 150 km para abastecer, segui por estradas secundarias para evitar transito e cortar caminho, pois desta forma sairia direto em Maua da Serra.

 

Segui tranquilamente, pela serra do Cadeado, ate chegar em casa.

 

Que delicia chegar em casa e rever minha família, não parecia que foram apenas 20 dias, pareciam meses.

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Conclusao:

 

A Floresta que vemos pela televisão, fica muito distante da estrada, a beira da estrada se veem muito poucos animais, aquele historia de sucuris a cada kiloemtro, é lenda, alguns moradores nunca viram. Arvores grossas somente as que estão já cortadas em cima da carroceria dos caminhões, que percorrem centenas de quilômetros floresta adentro para tirar todas que acham, encobertos pelo projetos de manejo florestal. Onde já não a mais arvores, a não ser as que não tem valor comercial, palmeiras e buritis, há o pasto. Por centenas de quilômetros avistamos muitas queimadas, uma imagem desoladora, oque esperar do futuro desta região ?

 

Vale muito, conhecer esta região do Brasil, com cultura, jeito de falar, comida e clima diferente, conhecemos muitas pessoas especias durante todo percurso, nativos, pessoas que queriam mudar sua vida e foram para la, e aventureiros como nos. Mas saia de casa de coração aberto, e deixe as criticas, reclamações e comparações enterradas em algum lugar antes de sair.

 

Usamos pneus 100% off que somente foram uteis quando andamos pela trecho de barro, na maioria da estrada estava seco, e os mesmo causavam a sensação de estarem furados, mesmo com a correta calibragem, o mais correto para o tipo de piso seco, são o pneus das antigas XL´s com desenhos hexagonais. Constantemente escutávamos isto dos locais “ tirem esses pneus ele dificulta a dirigibilidade, etc..”.e realmente estavam certos.

 

Quando estiver passando pela poaca, fique em pe, freio somente com o freio traseiro, e na eminencia de perder a direção, baixe uma marcha e acelere.

 

Na necessidade de frear forte, fique em pé.

 

Cuidado na ultrapassagem, de caminhões, eles levantam muito pó, mas os mais difíceis de serem ultrapassados são os ônibus e micros, eles andam o tempo todo a mais de 90 km/h. Mesmo na terra, não tente a ultrapassagem na descida, ele não veem vc, e aceleram tudo que podem. Aguarde pacientemente uma reta ou uma subida.

 

Quando estiver rodando por um trecho mais estreito na estrada de terra, e vier um veiculo grande na direção contraria, diminua a velocidade, quase parando e aguarde na lateral, jamais tente sair para lateral em velocidade superior, pois todo po ou poaca, esta depositado na lateral da estrada e vc ira perder o controle da moto.

 

Como sabem usei um par de pneu 100% da mitas, que duraram por toda viagem na terra e nos trecho de asfalto que havia, coloquei trava nos pneus ou garrote como alguns conhecem, e câmara grossa também da Mitas, é uma câmara muito grossa, muito difícil de furar, por dobras ou impactos, somente pregos para furar. Usei 18 libras no pneu dianteiro e 22 no pneu traseiro.

 

Usei uma balaclava de lycra vestida ate a altura das orelhas e uma mascara anti po em tecido, desta forma o pó não me incomodou em nenhum dia. Usava tambem um outro lenço para proteger o pescoço do sol, alem de claro passar protetor solar.

 

Segundo agentes que conversamos não ha barcos que saem de Manaus AM para Santarem PA aos domingos. E segunda feira, como apenas ha um barco que faz o percurso o custo é mais caro que em outros dias.

 

Levei as camaras originais como reserva, material para conserto de furos, uma bomba manual e 3 espatulas, sendo 1 grande e 2 pequenas e um martelo de borracha. Todas chaves necessárias para sacar rodas e fazer pequenos consertos, mais o kit original. Abraçadeiras de plásticos em 3 tamanhos, chave Philips, e chaves allen nas medidas da moto.

 

Barraca, colchão de ar com bomba embutida, panela, 4 refeicoes de comida liofilizada, camel back de 3 litros, esticadores se fosse necessário prender/carregar a moto, muitos prendedores elásticos para prender a bagagem, uma par de alforges da marca Gift de 20 litros cada, afastador de alforge, bauleto traseiro de alumínio da Roncar com capacidade de 35 litros, mochila estanque 40 litros marca Montana, e mesmo assim todas as roupas e minhas coisas foram guardadas em sacos plásticos.

 

Case impermeável e flexível na área da tela para GPS da Ram Mount, GPS Garmin Nuvi 1310 com os seguintes mapas: Autoguias 3.10, CNSA 201320, TRC 1208, tomada 12 volts para adaptador do GPS, que devido aos impactos desligava a todo momento, so funcionou bem parado, tenho q bolar uma ligação direta a bateria da próxima vez.

 

Protetor de Motor com pedaleira Way mais conhecido como mata cachorro, protetor de mao com alma de alumínio alloy bi componente Circuit, extensor de paralamas Elistick.

 

Adaptador para o bau traseiro, que tive que eu mesmo refurar.

 

Usei um lubrificante de corrente o Motul Off Road, que não funcionou perfeitamente devido ao excesso de poeira, tinha q lubrificar a cada 100 km, e não durou nem 15 dias.

 

Não levei nenhuma peça de reposição, há muitas oficinas no caminho e também uma boa quantidade de concessionarias Honda.

 

Mais 3 custos que nao foram relatados anteriormente:

Transporte terrestre Maringa PR a Maraba PA R$ 450,00

Embalagem da moto por uma concessionaria Honda R$ 100,00

Passagem aerea 7000 pontos multiplus ou R$ 347,00

 

Nao somei o custo total, mas todos estao listados em cada dia, o unico custo que nao costumo memorizar é o de combustivel, pois sao varios abastecimento diarios, e nao serve como base futura, pois cada moto tem consumo diferente, basta vc saber o consumo da sua e calcular pela quilomentragem diaria.

 

Equipamentos do piloto:

 

Roupa para chuva completa da marca HLX.

 

Capacete Shoei off road

 

Oculos google Oakley modelo Crowbar com protetor de nariz, com 3 tipos de lente, dark, blue e cristal.

 

Protetor de coluna com colete e cotoveleiras integrado Alpinestars.

 

Calca Rallye Pro Tork over boot.

 

Joelheira Asterix

 

Bota Alpinestars Tech 7

 

Luva de couro com protetores em fibra de carbono da IMS.

 

Balaclava em lycra da HLX

 

Camiseta de trilhas da época que eu competia.

 

Pochete Columbia, onde levei protetor solar 70fps, repelente Exposis, câmera fotográfica sony HX7V com memoria SDHC 32 GB 100x e case, celular, lanterna, canivete, chave reserva, spray hidratante nasal, papel higiênico, documentos e dinheiro.

 

Amigos que encontramos em Manaus:

 

Assis, Fabio, Berini e Marcos

 

Assis e Marcos, deram a volta por toda America do Sul e entraram no Brasil pela Venezuela

 

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Sonho

 

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Amigos de Natal e Joinville

 

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Lembro a todos que este relato, é o que eu vivi e senti, pode ser diferente para vc.

 

Dedico este relato as oracoes que minha esposa Valquiria faz para me dar tranquilidade e força para continuar lutando, e aos meus 2 filhos: Guilherme e Gabriela.

 

Gostaria tambem de agradecer aos amigos Fabio e Luiz, que me aceitaram nesta viagem, sao duas pessoas especiais e otimos companheiros de estrada, a voces meu muito obrigado e que Deus sempre ilumine os seus caminhos, bons ventos !!!

 

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Que relato incrível!!! Parabéns! Tô aqui viajando junto hahaha

 

Fico imaginando o espanto das pessoas vendo vc chegar nos hotéis hahahaha. Deve ter sido uma experiência incrível! Essas estradas de terra proporcionam muitas surpresas, principalmente em época de chuva. Você deve ser mesmo um ótimo motociclista, caiu bem pouco!

 

Já estou aqui ansioso pelo próximo destino hehe

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Caraca, parabéns pela grande aventura!!!!

Como ex-jipeiro (e ainda dono de um Niva) sempre sonhei em "fazer" a trans-AM... show de bola!!!

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Robran.

 

Relato enxuto e rico em informações, parabéns. Li tudo.

Em breve estarei por aquelas bandas, seu relato vai servir de base para minha programação.

Quando eu me decidir te procuro para mais detalhes, Ok?

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