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Thiago de Sá

Viagem de caiaque de Cananéia (SP) a Antonina (PR)

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Olá pessoal, deixo o registro de uma viagem fantástica e de baixo custo que fizemos em 2002. Saliento qe não fizemos qualquer treinamento prévio e que minha forma física é de uma pera... (tá bom, nem tanto assim...). De qualquer modo espero que, além de idéias, esse texto forneça informações sobre a região.

 

Abraços, javascript:insertsmilie('[:)]')

 

Márcio Wanderley

 

 

Participantes: Márcio e Regina Wanderley

Beto Calabrezi e Jussara Calil

 

 

Quarta Feira, 27 de Março de 2002

Curitiba - Santos - Cananéia - Curitiba

Enfim o caiaque do Beto ficou pronto. É o primeiro exemplar fabricado do modelo Cabo Horn Duplo, com 6,80m, pela Opium Caiaques, de Santos. Saímos às 7:30 da manhã, chegando em Santos às 12:30. Carregamos o caiaque no rack e seguimos para Cananéia, onde descarregamos o caiaque às 17:00 no Costa Azul Club Hotel, e retornamos para Curitiba, chegando às 21:00 horas. Foi uma viagem cansativa, mas a metade dos barcos já estava pronta para sair...

 

 

Domingo, 31 de Março de 2002

Curitiba - Antonina - Cananéia - SP

Saímos às 8:00 para Antonina, onde carregamos o outro caiaque, do Márcio e Regina, modelo Oceânico Duplo, com 6,10m, pegamos o Beto e a Jussara (Jú), os quais deixaram seu carro estacionado no Clube Náutico de Antonina, para utilizarmos no retorno do passeio. Saímos para Cananéia às 11:30, e lá descarregamos o restante da flotilha, sob os olhares atentos dos hóspedes, funcionários e, principalmente, dos mosquitinhos pólvora, comumente chamados de pórvrinha. Tivemos um lauto almoço, e iniciamos os testes com o caiaque do Beto, que até então, nunca havia visto água. Sentimos que o leme era um pouco curto, o que no forçou o Beto a colocar toda a carga pesada no compartimento de popa, para minimizar o problema. Vimos, também, seu excelente conforto e estabilidade. No fim do dia, colocamos os adesivos da expedição, confeccionados pelo Beto e Jú, e batizamos os caiaques sob o olhar ainda mais atento dos pórvrinhas... O barco do Beto e Jú teve como nome "Viking", e o do Márcio e Regina, "Gemini".

Para começarmos nossa viagem com grande estilo, resolvemos tomar um belo banho de piscina, iluminado pelas estrelas.

 

 

Segunda Feira, 1o de Abril de 2002

Costa Azul Club Hotel (Cananéia - SP) - Ilha da Casca

Acordamos às 5 horas com previsão de saída, com maré vazante, às 6. Devido ao vento sul, a maré demorou a vazar. Saímos às 7:30, "quando o matinho começou a voltar", segundo o instrumento de precisão usado pelo Beto para calcular o exato momento do início da maré vazante. O tempo estava bom, sem nuvens no céu.

Fizemos a primeira parada às 8:45, para um rápido descanso e lanche em Porto Cubatão, no pier de atracagem da balsa em Cananéia. Este primeiro trecho comprovou que apesar da menor estabilidade e da relativamente pequena capacidade de carga, o caiaque Oceânico duplo teve como ponto forte seu rendimento, bastante superior ao Cabo Horn duplo, o que fez com que o Beto e Jú tivessem que gastar muito mais feijão (ou camarão...) para nos acompanhar.

Aproveitamos para colocar os spray decks, mais comumente chamados de "saia", pois o vento estava começando a refrescar e estávamos saindo do canal, para cruzamos um trecho da baía do Trapandé. Esta idéia foi providencial, pois na seqüência pegamos algumas ondinhas que varreram o convés do caiaque Gemini, e que certamente nos trariam desconforto e preocupação se essa água tivesse entrado nos cockpits. Fizemos uma segunda parada em uma prainha bem simpática, no fim da ilha de Cananéia, às 10:00, para novamente descansarmos e esticarmos as pernas. O trecho percorrido entre o hotel e o final da ilha de Cananéia foi feito em um total de 2 horas de remadas, com uma boa maré a favor. Com mais 2 horas de remadas, chegamos à ilha da Casca, onde não encontramos o responsável, sr. Adevanil. Estávamos nos preparando para montar as barracas num ponto da ilha onde havia muita sombra e vento, quando o sr. Adão, veio até nós, explicando que era o dia de folga de seu irmão, Adevanil mas que o sr. Marcos Campolino, diretor do Parque Estadual da Ilha do Cardoso, o havia avisado sobre nossa chegada, e autorizado o nosso pernoite na ilha. Com a autorização do sr. Adão, optamos por montar a barraca dentro da casa do sr. Adevanil, em um salão desocupado, com isso nos abrigando dos mosquitos e da chuva forte que acabou por vir. Encontramos um simpático e esfomeado gatinho, que como todo bom filhote, depois de alimentado resolveu brincar com algumas varas de pesca que haviam na casa e nossas sacolas, atrapalhando nosso sono boa parte da noite.

 

 

Terça Feira, 2 de Abril de 2002

Ilha da Casca (Baía do Trapandé - SP) - Marujá (SP)

Acordamos às 4 horas, tomamos café e iniciamos os preparativos para nossa saída, que acabou acontecendo somente às 6:00, com maré enchente. Fizemos uma parada no Sambaqui às 7:45, para um banho no canal, esticada nas pernas, lanchinho e descanso merecido.

Chegamos no Marujá, Ilha do Cardoso, às 10:40, com céu nublado, vento sul e o canal um pouco mexido, após uma frustrada tentativa de desembarque na cachoeira próxima ao Marujá, onde fomos saudados por truculentos e esfomeados mosquitos, que perceberam que nosso repelente havia vencido. Em nossa desabalada carreira visando uma fuga estratégica, acabamos por encher as sapatilhas com pedacinhos de conchas e pedrinhas mil. Para compensar, ficamos na pousada Sossego do Marujá, de propriedade do Walter e Cristiane, onde tivemos uma acolhida calorosa e uma farta reposição energética. A Cristiane é uma cozinheira de mão cheia, e enquanto tomávamos banho em chuveiros com aquecimento a gás (um luxo até então para nós), ela nos preparou pratos (e mais pratos) de frutos do mar.

 

 

Quarta Feira, 3 de Abril de 2002

Marujá (SP) - Ariri (SP) - Vila Fátima (PR)

Acordamos às 6 horas, com céu nublado, após uma chuva torrencial durante a noite. Tomamos um laudo café e zarpamos às 9:00, com maré vazante e destino Ariri, onde chegamos às 9:45, para uma parada técnica - compra de suprimentos. A remada foi uma pouco pesada, visto que saímos com maré contra e esta não virou como combinado, devido ao vento sul.

Os caiaques foram a sensação na cidade, e um dos curiosos até comentou que os havia visto no Costa Azul. Outro senhor, estarrecido após saber que havíamos saído de Cananéia, ficou ainda mais embasbacado quando soube que nosso destino era Antonina, e sem mais palavras, nos disse "Vocês são loucos em viajar nessa canoinha... Só posso desejar que Deus acompanhe vocês". E com essas palavras, seguimos para o canal do Varadouro, com maré contra e tudo.

13:30 horas - parada para almoço em uma pequena praia com uma casa abandonada, onde supostamente é a divisa de estado.

Chegamos à Vila Fátima às 15:30 horas, e fomos recebidos pelos simpáticos Durval e Ivonete, donos de um pequeno bar e mercearia. Depois de muita conversa e cerveja descobrimos que a Ivonete estava desalojando seus filhos do quarto, para nos ceder. Não querendo causar transtornos, embora muito agradecidos, seguimos para um delicioso jantar feito pela Ivonete, e montamos nossas barracas sob o telhado do bar do Durval, para nos proteger da chuva.

Nas conversas que tivemos, aprendemos um pouco sobre as vilas que acharíamos no decorrer do caminho, como Canudal, que fica na ilha do Superagüi, e a Sebuí, com sua bela cachoeira praticamente dentro da vila, que pudemos visitar no dia seguinte.

 

 

Quinta Feira, 4 de Abril de 2002

Vila Fátima - Sebuí - Guaraqueçaba

Acordamos às 8 horas, com o tempo nublado e um forte mormaço. Esperamos a maré começar a vazar para seguirmos para a baía dos Pinheiros, o que aconteceu somente às 10 horas. Seguimos para a Vila Sebuí, onde encontramos o sr. Alceu, que como todas as pessoas das comunidades ribeirinhas, esbanjou simpatia. Ele é o proprietário de um pequeno bar e mercearia. A vila é bem pequena, e possui uma bela cachoeira com cerca de 5 metros de altura, com uma piscina natural, situada a menos de 100 metros da praia.

Saímos da vila em direção a um atalho para o furado de Guaraqueçaba. Este atalho contorna a ilha do Sambaqui, em frente a vila do Tibicanga, e as profundidades encontradas são bem baixas, chegando algumas vezes, na maré baixa, a raspar o fundo do caiaque (que cala 10 cm). Paramos na ilha do Sambaqui para um breve descanso, e depois, por um erro de navegação, entramos no rio Puruquara. Só descobrimos nosso erro após conversar com uma pescadora em torno de 30 minutos depois. A conversa foi bem interessante, e vale a pena detalhar:

Márcio => Esse é o caminho para Guaraqueçaba?

Pescadora => É sim senhor. Ali na frente tem o primeiro porto, e depois o segundo. Tá quase lá.

Beto (alguns minutos depois, ainda com a desconfiança de que o caminho estava errado) => Esse é o caminho para Guaraqueçaba?

Pescadora => É sim senhor. Lá na frente tem o primeiro porto, e depois tem o segundo.

Beto => Então esse é o furado de Guaraqueçaba?

Pescadora => Não senhor. Pro furado, o senhor tá no caminho errado. Tem que voltar todo esse rio e virar lá no Sambaqui.

Beto => Mas aqui não sai em Guaraqueçaba?

Pescadora => Sai sim. Depois do segundo porto, o senhor segue "de a pé" pela trilha que vai dar em Guaraqueçaba.

 

Sem muita controvérsia, visto que não gostaríamos de carregar dois caiaques de 30 kg (mais bagagem) nas costas por uma trilha, demos meia volta e voltamos ao Sambaqui. Após outro breve descanso, alguns impropérios ditos ao acaso, pegamos o caminho correto (que na opinião do Márcio não reduz a distância coisa alguma) em direção ao furado. Lá chegando, ouvimos o barulho de uma canoa, e aguardamos sua passagem para que o pescador nos indicasse a entrada do furado. A maré estava começando a encher, para nossa sorte, o que fez com que muitos barcos começassem a cruzar o furado, gerando muita marola, mas nos mostrando o caminho. É o labirinto mais bonito que já vimos. Na opinião dos quatro, mais bonito até que o próprio Varadouro, embora bem mais curto. Saímos do furado já com Guaraqueçaba a nossa frente.

Chegamos às 16:40 horas, procuramos pela marina Anjo 2 e descobrimos que ela não mais existe. Fomos indicados a conhecer o Hangar Guaraqueçaba, de propriedade do Kito. Fomos muito bem recebidos por este, e deixamos os caiaques lá, nos dirigindo ao Hotel Eduardo I, para uma merecida noite de sono, pois após quase seis horas de remo, estávamos esgotados.

 

 

Sexta, 5 de Abril de 2002

Guaraqueçaba - Praia da Ponta do Ubá

Acordamos às 8 horas com uma chuva ininterrupta, tomamos um café muito gostoso e fomos verificar a previsão do tempo na internet (www.cptec.inpe.br). Descobrimos que a chuva seria um pouco forte, mas com pouco vento, o que seria desconfortável mas produtivo, visto que teríamos que cruzar a única parte desabrigada e sem pontos de apoio em toda nossa expedição. Estávamos apenas preocupados com a questão da visibilidade na chuva, e por isso deixamos uma bússola à mão, e combinamos um código de apito para nos encontrarmos caso ficássemos sem contato visual.

Saímos do hangar às 12 horas, com o "agouro" por parte do Kito, que disse que estaríamos com certeza de volta em menos de uma hora, porque o tempo estava feio. Pensamos: o que é uma chuvinha sem vento, como diz a previsão, para quatro lobos do mar, com caiaques incrementados? A maré estava vazando, mas quase sem forças, pois a amplitude prevista seria apenas 40 cm. Doce ilusão! Quando estávamos a aproximadamente uma milha de Guaraqueçaba, ainda próximos ao baixio (ilha) defronte a cidade, a frente fria entrou e o vento sul soprou forte, levantando o mar e fazendo com que tivéssemos que remar por mais de três horas num ritmo forte e ininterruptamente, furando e desviando de ondas de até 2 metros. Nesse caso, a menor velocidade do caiaque Viking foi compensada pela sua maior flutuabilidade, passando por cima das ondas, e permanecendo mais seco internamente. O Gemini acumulou cerca de 7 litros de água nos cockpits durante o período de remada, gerando uma certa apreensão no Márcio e Regina. Devido às péssimas condições de mar, optamos por não tentar um desembarque na desconhecida, por nós, Ilha das Bananas, e seguimos para a praia da Ponta do Ubá, bem mais abrigada. Empopamos os caiaques ao vento e ondas, e surfamos até a praia. Lá chegando, já com uma certa hipotermia, tivemos a informação por parte do Gilberto, proprietário do bar à beira da praia, de que havia uma pousada recém inaugurada, a qual o Beto e a Jú foram à procura, enquanto cuidávamos dos caiaques. A pousada, de nome Nossa Casa, fica um pouco afastada da praia, num morro, e pertence ao José e Graça, que fugiram do stress de Porto Alegre para a tranqüilidade ribeirinha. Graça, ex-policial civil, exerce, além do cuidado com a pousada, diversas atividades comunitárias junto à pequena vila, e o José, ex-instutor de panificação da empresa Fleishman, montou uma mini padaria industrial e fornece especiarias para toda a vila, e, é claro, para os felizes hóspedes da pousada. A Jú e a Regina chegaram à conclusão que de agora em diante só vale a pena nos hospedarmos em padarias, confeitarias e afins ...

A praia da Ponta do Ubá, bem como o Saco do Tambarutaca é bem rasa e toda cheia de pedras, e por isso aconselhamos a quem quiser chegar com barcos de maior calado e deslocamento, a contatar previamente algum morador para prestar serviço de piloteiro.

A Ilha das Bananas possui uma gruta que permite pernoite de emergência, e nesse dia já contava com a tripulação de duas canoas.

 

 

Sábado, 6 de Abril de 2002

Praia da Ponta do Ubá - Vila Eufrasina (Ilhas Lamins)

Acordamos às 6:30, tomamos um farto café da manhã e nos preparamos para sair às 8:30, com o final da maré vazante, para na seqüência pegarmos a enchente após o Baixio do Perigo. Às 10:45 já havíamos chegado à vila de Piaçagüera, em frente ao Porto de Paranaguá, onde fizemos um pequeno descanso. Após um período delicioso de remada, com mar muito calmo, maré a favor e um fraco vento contra, chegamos à Vila Eufrasina às 12:45 horas. Essa vila fica na frente das ilhas Lamins, onde o Beto e a Jú foram checar alguns possíveis locais para pernoite em acampamento, e se defontraram com uma mal educada placa que deixava bem claro que o desembarque não era bem vindo. Enquanto isso, fomos ao continente, à procura de possíveis porém improváveis pousadas na vila. Qual foi nossa surpresa, ao conversarmos com o Valfredo, que possui uma enorme canoa para passeios e fretes, e este nos indicar uma pousada, de sua mãe, em frente a praia, com uma vista espetacular do porto de Paranaguá, e também recém inaugurada.

Fizemos um passeio à pé, por algumas trilhas, cerca de 1 km, tendo como guia a Manuela, filha do Valfredo, e que emprestou seu nome à canoa deste. Durante o trajeto pudemos ver o modo de vida deste povo simples e hospitaleiro, por exemplo, uma senhora nos mostrou sua casa e nos explicou como ela fabrica uma deliciosa farinha de mandioca. Mais adiante, topamos com uma imensa árvore, cuja raiz, ancorada em pedras, impressionava por seu diâmetro, altura e formato. Seria necessário em torno de dez homens para abraçar esta raiz. No fim dessa trilha, demos em uma curva de rio, de água limpa e fundo de areia, convidativo para um demorado banho.

 

 

Domingo, 7 de Abril de 2002

Vila Eufrasina - Antonina

Para termos maré a favor, esperamos até as 10 horas, quando saímos rumo à Antonina. Estávamos um pouco tristes por terminar nossa expedição, pois durante todo o trajeto conhecemos pessoas maravilhosas, vimos paisagens deslumbrantes, muitos caranguejos, pássaros, peixes e golfinhos, e constatamos que apesar de 10 anos de navegação nestas baias, o quão pouco nós as conhecemos. Digno de nota foi o relacionamento espetacular, sem qualquer desentendimento, em absoluto, entre os quatro aventureiros. Mesmo quando resolvíamos cantar algumas "modas" para marcar o ritmo das remadas...

Chegamos às 11 horas na pequena praia localizada na Ilha da Ponta Grossa, onde fizemos uma rápida parada técnica para relaxar e contatar o CNA. Zarpamos para o trecho final de nossa viagem, chegando no Clube Náutico de Antonina exatamente às 12:15 horas, onde tivemos uma recepção digna de grandes nomes de nossa náutica. Tivemos desde a escolta da lancha Chuva de Prata, buzinaço e palmas das cerca de 40 pessoas postadas na praça de vela do clube, champagne geladinho que o proprietário da pousada ASPP, além das boas vindas que o CNA nos deu pelo sistema de alto-falantes, no dia do seu aniversário de 46 anos. Ficamos impressionados com a grande solidariedade das dezenas de pessoas que vieram nos cumprimentar, muitas delas desconhecidas, mas que reconheceram o nosso trabalho e força de vontade.

Nossos agradecimentos especiais ao Clube Náutico de Antonina, base para nossos caiaques e treinamentos; ao Costa Azul Clube Hotel, que hospedou os barcos e tripulantes até a partida; a todos os ribeirinhos que conhecemos, pessoas simples porém com uma grande riqueza no coração; e principalmente aos nossos fantásticos companheiros nesta empreitada: Beto e Jussara.

 

 

Márcio e Regina

Caiaque Gemini

[email protected]

[:)]

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Cara, insana essa sua trip! Eu queria ter uma forma física de pera assim como vc!

 

Diga uma coisa: quanto vc gastou nessa façanha toda? Qual o custo médio de um caiaque?

 

Ahh, mais uma pergunta. Os ombros ainda doem??

 

Ate logo

 

Thiago de Sa

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Fala Thiago!

 

Nem brinque, nminha forma física é ruim mesmo, mas remávamos cerca de 4 horas pela manhã e mais umas 2 à tarde. É pouco mesmo porque com um caiaque oceânico (perfil afilado, leme, etc) se faz muito pouca força.

O fabricante destes caiaques é a OPIUM (www.caiaquesopium.com.br) de Santos-SP, estive lá duas vezes e conversei com o Fábio Paiva (heptacampeão de canoagem, etc...) que é o proprietário. O caiaque equivalente ao meu custa hoje R$ 2.500,00, mas o meu eu comprei usado deles mesmo. Parece que foi utilizado em alguma outra expedição e depois eles re-compraram, fizeram uma revisão e eu comprei deles (em 2002) por R$ 1.200,00 (custava novo R$ 1.850).

 

Prá quem tem espaço para guardar em casa, este tipo de caiaque é espetacular, pois a manutenção é nula e quando quiser é só colocar no rack do carro e ir embora. Antes de comprar algum verifique o tamanho em relação ao seu carro. Pela lei pode apenas passar 1 metro para a frente e 1 metro para trás, ou seja, meu caiaque tem 6,10m e meu carro (siena) 4,11m... ainda me sobrou 1 centímetro hehehe...

 

abraços, qualquer dúvida escreva !

 

Márcio Wanderley

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Eu estava vagando e parei no teu relato,fantástico. Dá para ver que vc é um velho lobo do mar. Um vizinho,não lembro o ano, saiu de Paranaguá destino Antonina, se perdeu, passou a noite sei aonde, e no outro dia apareceu em casa todo mordido de mosquito. Ainda bem que hoje tem GPS.

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Puts...mto style o relato....da vontade de fazer tbm!!! Huahua!! Uma vez fui de Maranduba ate a ilha de Maranduba em Ubatuba de caiaque com o meu pai....da uns 2, 3 km so de ida....quase morri!!! Huahuahua!!! Isso sem contar a vez q a gente tentou vir nadando de la....huahauhah!!

Um dia ainda tomo coragem e faço uma loucura dessa...

 

[]'s....MIKA!!

 

Ps: Marcio, porvinha aki na minha terra eh um tipo de carrapato....huahua!! Nao sabia q tinha o moskito tbm....hehe!!

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Hehehe, se tiver que escolher fico com o mosquito... rss

 

O divertido do caiaque e seu baixo custo, é que, tendo um carro, pode ir qualquer final de semana a alguma represa, lago, etc. coisas que qualquer cidade brasileira tem.

 

Outro fim de semana fomos a um parque aqui de curitiba fazer um churrasco. levamos bebidas, carnes, churrasqueira, carvão e até radinho de caiaque para um canto isolado do parque e passamos o dia. Bom, bonito e barato!

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