"Já fazia mais de hora que o sol havia nos abandonado, quando uma tempestade desabou sobre nossos ombros. A noite era tão escura , que eu mal enxergava o Thiaguinho que desembestou na dianteira, ladeira abaixo e quando tentei acionar os freios, as rodas trepidaram, balançaram de um lado para o outro e eu me vi totalmente desamparado , virei passageiro daquela geringonça dos anos 80. A velocidade só fazia aumentar, pensei em me jogar pro barranco, mas as valetas laterais teriam me moído no buraco. Tento manter a calma, mas as minhas energias depois de mais de 12 horas de pedalada, me levam a um transe de resiliência. Penso em pular, mas aí me vem a lembrança, o dia em que eu e meu irmão, numa infância distante, nos jogamos de cima de uma bicicleta sem freio, numa ladeira da nossa aldeia e acabamos sendo trucidados pelo chão. Enfio o tênis na roda traseira, mas o solado do maldito é daqueles tênis de atletismo e o atrito não resolve porra nenhuma. Mesmo assim, continuo tentando e quando vejo que o terreno se arrefeceu um pouco, boto os pés no chão e ao encontrar um amontoado de areia, pulo, como quem pula de um caminhão desgovernado, mas sem soltar as mão da bicicleta. Fico no cai, mas não cai, danço conforme a ondulação do terreno, até que quando me vejo estabilizado, largo mão daquela merda e me esparramo na areia molhada, enquanto o veículo do satanás, de duas rodas, segue seu caminho até se deter mais à frente. Eu não sou mais ninguém, o ciclista animado da manhã, agora parece um ser que não consegue se sustentar sobre as próprias pernas , estou acabado, a vontade é sentar e chorar."............................
No centro do Estado de São Paulo, a 200 km da sua capital, uma região de incontáveis atrações naturais, ainda se mantém muito longe do turismo de massa, ainda que sua cidade mais famosa, BROTAS, acabe por cooptar a maioria do turismo, se intitulando a Capital da Aventura no Estado. Mas a região vai muito mais além do que a sua cidade mais famosa, na verdade, são dezenas de cidade compondo uma grande região turística, mas que sinceramente, até para mim que vivo ao seu redor, me soa um pouco confuso. Costuma-se denominar algumas cidades como CHAPADA GUARANÍ, que seriam cidades encima de uma grande mesa basáltica, um incrível chapadão, uma espécie de, guardando as suas devidas proporções, Chapada Diamantina Paulista.
Acontece que, embaixo desses chapadões, também temos pequenas cidades de belezas muito cênicas, aliás, são cidades que recebem as águas que despencam das mesas e é por onde se pode acessar algumas cachoeiras. Mas não é só isso, são cavernas, formações rochosas, vilarejos charmosos, trilhas para motocross, jeep, bicicleta, formações rochosas, morros testemunhos, mirantes de perder o fôlego. Algumas dessas cidades compõe o CIRCUITO DA SERRA DO ITAQUERI e outras o circuito CHAPADA GUARANÍ, na verdade, uma salada difícil de compreender porque várias cidades acabam por fazer partes de todas as denominações e como a região é gigante, o governo do Estado e secretaria de turismo, ainda dividiu em outra região que chamou de circuito CUESTA PAULISTA.
Já fazia anos que o Thiaguinho me cobrava uma pedalada nessa região e como eu não me manifestava, colocando uma data, ele simplesmente me forçou a sair da moita e numa sexta-feira à tarde me informou que passaria na minha casa, sábado à noite e me pegaria com seu carro, porque já era hora da empreitada sair do papel. Coube a mim elaborar um roteiro, já que, apesar de frequentar muito a região, eu nunca tinha me aventurado sobre 2 rodas, então decidi que o nosso ponto de partida seria a minúscula e pacata IPEÚNA, uma charmosa cidadezinha de meia dúzia de habitantes, onde eu pretendia estacionar o carro e fazer um circuito tranquilo, de uns 60 km de pedaladas, subindo a chapada e voltando para o mesmo lugar.
Por volta das 8 da manhã, estacionamos na praça central de Ipeúna, bem da rua abaixo da sua igreja central, em frente da base policial. O Thiaguinho sacou logo sua bike de última geração e eu tomei posse de um trambolho fabricado na década de 80, uma bicicleta bem conservada, mas sem as tecnologias atuais, apenas algumas mudanças aqui e ali, mas no final do dia, eu iria descobrir que não havia sido suficiente.
O nosso caminho seguiu exatamente pela rua que estávamos e em poucos minutos, numa curva, deixamos o asfalto e ganhamos as estradas de terra junto à uma bifurcação. Logo o caminho desembesta para baixo e desce até um vale e aí a subida desafia nossa capacidade de pedalar, ainda com o corpo frio, mas eu logo arrego e empurro ladeira acima e quando se estabiliza, a estrada vira um amontoado de areia e logo à frente, uma bifurcação junto à uma placa, faz a gente parar e admirar os paredões avermelhados da Serra do Itaquerí, de frente para uma formação característica conhecida como CABEÇA DE ÍNDIO. É a primeira vez que o Thiaguinho tem contato com essa paisagem e realmente, é uma visão lindíssima e surpreendente por estar tão perto da capital e ser conhecida por poucos.
A previsão de mal tempo não se confirmou, o sol já queima sem piedade e na bifurcação, pegamos para a direita e vamos seguir como quem vai ao encontro da Cabeça de Índio e cerca de 6 km desde a cidade, uma porteira lateral nos chama a atenção para um mirante espetacular para a grande formação rochosa, então nos detivemos por um tempo para um gole de água e uma foto.
O terreno parece que vai se estabilizar, mas hora ou outra, nos deparamos com alguma ladeira e o calor inclemente da manhã, vai minando nossas energias. O cenário é muito bonito e nossa direção vai seguir o caminho que nos levará para a subida da serra. Antes de subir a serrinha, eu pretendia deixar as bikes escondidas e tentar reencontrar a Gruta da Boca do Sapo, mas achei que perderíamos muito tempo nela, haja visto que esse roteiro eu havia estabelecido para ser feito em 2 dias e estava apenas adaptando a quilometragem para um único dia, então passamos batidos e iniciamos a subida da serra, abandonaríamos a planície local e subiríamos de vez para os chapadões, era hora de ganharmos altitude.
Nossa pedalada inicial então chega ao km 12, que de bicicleta poderia significar absolutamente nada, mas diante do terreno arenoso e das primeiras subidas intermináveis sob um sol escaldante, já faz a gente começar a botar a língua de fora. No início da subida da serra o terreno vai se elevando lentamente, mas não dá nem 300 metros e pedalar já não é mais opção, não só pelo terreno inclinado, mas pelas grandes pedras que inviabilizam a progressão montado nas bikes . Empurrar bicicleta ladeira acima é um martírio que vamos absorvendo, um sofrimento que é preciso passar, sob o pretexto de que quando chegarmos lá encima, tudo vai ser diferente, e é vivendo nessa ilusão que nos apegamos à nossa força interior e quando atingimos uns dois terços do caminho, nos deparamos com um MIRANTE que nos faz voltar a sorrir novamente e continuar acreditando nas mentiras que a nossa cabeça criou.
Como não há sofrimento que dure para sempre, uma última curva da serra é deixada para trás e do nosso lado direito, meia dúzia de eucaliptos força a nossa parada e mesmo que ainda não seja definitivamente o fim da subida, será ali que abandonaremos provisoriamente a estrada, em favor de uma TRILHA que sai à direita e entra num capinzal alto, tão escondida que se não forçar passagem na alta vegetação inicial, quem não conhece e não tem nenhuma referência, passará batido.
Levamos cerca de 45 minutos empurrando as bicicletas para ganharmos quase todo o chapadão e agora, vamos abandoná-las no mato e ganharmos a trilha a pé, rumo a uma das grandes joias da Serra do Itaqueri . Então, forçando passagem no capim alto, uns 10 metros depois a trilha surgirá, aberta e bem consolidada, vai se curvar para a esquerda e descerá meio que em nível até começar a despencar de vez, curvar quase 90 graus para a direita, onde encontraremos uma arvore monstruosa e começar a percorrer um paredão de arenito que estará a nossa direita.
Não há erro, é preciso se manter quase que colado nos paredões, às vezes não mais que 5 metros de distância deles, passamos por um filete de água que despenca de cima do próprio paredão, onde poderemos abastecer os cantis, contornamos um terreno encharcado até que surpreendentemente, daremos de cara com a enorme boca da GRUTA DO FAZENDÃO.
Para quem chega, pode se surpreender com as pichações do passado, mas hoje praticamente essa prática cessou e mesmo não havendo nenhuma fiscalização, pelo estado que encontramos a trilha, percebemos que a gruta quase não está sendo visitada. Ao subir as pedras que antecedem a entrada da gruta, é possível sentir a grandiosidade do seu pórtico. A gruta do Fazendão é daqueles lugares que sempre gosto de levar os amigos e apresentar como sendo parte do meu quintal, já que a maioria do meu círculo de amizades, ligadas ao mundo de aventura, são de gente da Capital Paulista e eu acabo por me tornar um dos poucos representantes do interior. Uma vez inventei de trazer uns amigos na gruta, alguns deles jamais haviam entrada numa caverna antes, apesar de já serem exploradores que já rodaram meio mundo. E mesmo os que já estiveram em cavernas, nunca tinha entrado em cavidades areníticas, onde em algumas é preciso se rastejar feito um lagarto. E um desses amigos passou mal, deu pit, simplesmente teve uma crise de pânico e tivemos que evacuar a gruta às pressa, o que no final, rendeu muita zoeira e altas risadas.
Nos apossamos das nossas lanternas e subimos os blocos de pedras, que num passado muito distante, desmoronou do teto. No início, a impressão é que a gruta não passa de uma pequena cavidade, baixa e sem muito interesse, mas em um minuto a desconfiança da lugar a grandiosidade . Um corredor gigante se abre e o teto se eleva e nos surpreende, porque 2 minutos depois, a escuridão absoluta toma conta do lugar e quem não está familiarizado com esse tipo de ambiente, já começa a ter um desconforto. Num primeiro momento, a gruta é horizontal, anda-se em pé porque o espaço é amplo, com um grande corredor . O teto é alto , mas o chão apresenta irregularidades , onde algumas fendas vão deixando os visitantes de primeira viagem, um pouco desconfiádos.
Eu sigo à frente, fazendo as vezes de guia, mas já conhecedor dos caminhos que vão levar aos becos mais aventureiros, rapidamente abandono o caminho fácil e desimpedido , em favor de uma greta a direita do caminho, encostando na parede da caverna., onde desço por uma pequena rampa até me ver de frente à um buraco de rato.
É aqui que começa a brincadeira, num buraco de uns 50 centímetros de largura por uns 10 metros de comprimento, iremos adentrar no corredor de arenito, nos rastejando feito vermes, encostando nossas barrigas no chão e ganhando terreno metro à metro , até nos vermos dentro de um grande salão no centro da terra, com seu teto alto , sua temperatura gelada , uma cena iluminada pelas luz das nossas lanternas, como quem adentra nas histórias de Júlio Verne.
O Thiaguinho passou muito bem e parece se encantar com o novo ambiente e mesmo eu, acostumado à exploração de cavernas desde os primórdios da minha vida de aventura, ainda consigo me surpreender com esse mundo fascinante.
Uma nova passagem em formato de um pequeno pórtico, nos leva para outro salão, tão grande quando os 2 primeiros e a saída desse terceiro salão, é pela esquerda, subindo rastejando numa rampa , que vai passar por uma perigosa e profunda fenda e então virando para a direita, chegando ao salão dos morcegos , um amontoado de centenas deles, que estão agrupados no teto e ao sentirem nossa presença e nossas lanternas, tomam conta da caverna, voando de um lado para o outro, às vezes trombando nas nossas cabeças.
A saída é retornar para a esquerda, cruzando por uma passarela natural sobre a fenda que havíamos passado, com cuidado para não cair em outras cavidades, avançando lentamente, vagarosamente, até perceber ao longe, um facho de luz que nos indica a saída ou seja , o nosso ponto de partida. Foi uma exploração proveitosa e antes de deixarmos a gruta para trás, fizemos uma parada para um lanche e um gole de água.
Retornamos pelo mesmo caminho que viermos, agora subindo lentamente até reencontrarmos nossas bicicletas e ganharmos novamente a rua. Ainda iremos subir por uns 200 metros até que o terreno se estabiliza de vez, definitivamente agora, estamos em cina da CHAPADA PAULISTA, galgamos com dificuldade, mas enfim subimos à grande mesa . Logo à frente cruzamos por uma lagoinha à nossa esquerda, onde penso em me jogar , mas menos de 5 minutos , também à nossa esquerda, uma lagoa gigante desafia a minha capicidade de resistir, mas não resisto e não faço nenhuma questão. Jogo a bike no capim, tiro meu tênis e com roupa e tudo , saio correndo e me jogo na água. O calor tá de lascar e o Thiaguinho vem junto e em um minuto, somos dois moleques se regozijando nas aguas mornas .
Voltamos à estradinha até que ela chega a uma espécie de “T”, aí vamos pegar para a direita. Estamos agora indo ao encontro da Cachoeira da Lapinha e estradinha ao chegar a um cruzamento em forma de triangulo, nos obriga a viramos para a direita e aí vamos descer pra valer, tentando segurar os freios até quando ela se estabiliza, passa por uma floresta de eucalipto e aí temos que nos deter junto a um pequeno riacho que despenca no vazio, formando a cachoeira em questão.
A CACHOIERA DA LAPINHA, também é conhecida como Cachoeira do Carro Caído, devido a uma carcaça de um veículo que se encontra nos pés da queda. No passado, a gente explorou todo o vale vindo por baixo, mas a cachoeira estava com pouca água e não há propriamente uma trilha que se possa chegar partindo de cima, mas com um pouco de habilidade e sem medo dos riscos, é possível descer pela esquerda dela, desescalando uma parede perigosa, mas não ali onde a queda despenca, claro, tem que se afastar uns 300 metros, cair no leito do rio e subir até onde ela despenca.
Nos despedimos da Cachoeira, atravessamos a pontinha e seguimos adiante, apreciando as florestas de eucaliptos e sempre seguindo na principal, nosso rumo vai tomar a direção do Bar do Valentim, onde está a Cachoeira São José, sempre atentos as placas. Da Cachoeira da lapinha até a Cachoeira São José, serão exatos mais 6 km de pedalada e é um caminho belíssimo e agradável, por ser quase só descida e quando lá chegamos, nossa quilometragem vai bater exatos 25 km, pouca coisa, mas não se engane, a atividade não foi feita só de pedalar, então, já um tanto cansado, estacionamos junto ao bar, onde dezenas de pessoas se amontoam, gente de bike, de moto, de jeep, corredores de montanha, ali é parada para todas as tribos.
O bar é onde se pode tomar umas cervejas, uns sucos, comer alguma coisa ou somente descer as escadarias e ir tomar um bom banho na CACHOEIRA SÃO JOSÉ, porque a entrada é gratuita. A cachoeira não é muito alta e suas águas escuras são proveniente de terrenos areníticos com rochas basálticas, portanto, a água é avermelhada, meio cor de barro, mas com o calor que está fazendo, não vamos ficar de mi-mi-mi e não demorou muito pra gente se enfiar embaixo dela e lá ficar, aplacando o calor intenso dessa final de manhã.
Uns 15 anos atrás, eu havia chegado até aqui, mas vindo motorizado, foi quando nosso 4x4 atolou dentro de um rio e eu e minha filha ficamos horas tentando desatolá-lo, lutando contra o tempo e contra uma tempestade que se avizinhava, não levasse a gente embora caso enchesse o riacho. Acampamos próximo ao bar, mas não chegamos nem a conhecer a Cachoeira, que estava fechada. Então a partir de agora, todo o caminho à frente seria uma novidade também para mim.
Montamos nas bicicletas e prosseguimos, mas não deu nem 500 metros, fomos obrigados a desmontar novamente. O cenário que nos foi apresentado era surpreendente, sem aviso prévio, um cânion de proporções gigantescas surgiu à nossa frente. E não posso nem negar que desconhecia a sua existência, já que tinha ideia que havia uma cachoeira que despencava ali nas redondezas do bar, mas nunca que eu iria imaginar que seria daquela magnitude.
O CÂNION PASSA CINCO, me desconcertou, ainda que a grande cachoeira de mesmo nome, tivesse a sua vista muito prejudicada. Mas era mesmo surpreendente, um gigantesco abismo com bem mais de 100 metros de altura, de onde 2 quedas d’agua se precipitavam no vazio, emolduradas por uma floresta verdinha.
Claramente, por ali seria impossível descer ao fundo do cânion, então retomamos o arremedo de estrada e em mais 1,5 km, numa bifurcação tripla, vamos quebrar para esquerda e uns 150metros depois, vai surgir à direita, uma trilha que irá nos levar definitivamente para dentro do cânion. Estamos na TRILHA DO LISINHO, uma trilha somente para quem pratica motocross, com veículos especializados e com experiência vasta no assunto, evidentemente, não é nem de longe uma trilha para bicicletas, mas como ninguém havia nos dito nada, embicamos a nossa bike e fomos nos fuder naquela desgraça.
Logo no começo, já vimos que seria uma encrenca, mas sem conhecer, esperávamos que o terreno melhoraria mais à frente. Ledo engano, cada vez foi é piorando mais. As valetas eram capaz de engolir nossa bicicletas e era praticamente impossível pedalar e quando tentávamos, não era raro cairmos nos buracos e termos nossas canelas dilaceradas pelos pedais que batiam nas paredes laterais e voltavam nas nossas pernas. Aquilo foi um verdadeiro inferno, ainda que a gente se divertisse com a pataquada que acabamos nos metendo, a descida foi minando nossa energia, já que o calor ainda se mantinha insuportável.
Levamos uma meia hora ou mais para chegar ao fundo do cânion, mas mesmo assim, as trilhas ainda se mantinham confusas, parecia que não iam dar em lugar nenhum e empurrar as bicicletas já foi se tornando um verdadeiro martírio. Claro, a gente não se deu conta de que estávamos tomando decisões erradas e que deveríamos ter abandonado as bikes e seguido á pé por dentro do cânion, até conseguirmos interceptar as grandes cachoeiras. Mas chegou uma hora que a gente resolveu voltar, simplesmente o dia já começava a escorregar por entre os dedos e já havíamos passado das 14 horas e aí nos demos contas que não tínhamos mais tempo para explorações, era hora de voltar ao nosso roteiro original.
Dentro do cânion, junto ao rio que corta todo o vale, resolvemos que deveríamos atravessar para o outro lado, tentar achar um caminho que subisse as paredes opostas do vale, porque voltar pela trilha do Lisinho, estava fora de cogitação. Então atravessamos o rio com as bicicletas nas costas e ao chegarmos no centro do cânion, o horizonte se abriu e interceptamos uma sede de fazenda totalmente abandonada, um lugar lindíssimo, onde chegava uma estrada. Essa estrada ao chegar ao casarão abandonado, se transformava numa trilha que ia se enfiando para dentro do cânion, indo na direção do fundo dele, onde estavam as cachoeiras. Seguimos essa trilha por uns 5 minutos, mas logo desistimos de vez, o tempo urge, era chegado a hora de pular fora dali.
Analisamos o mapa, vislumbramos uma saída por uma perna do cânion, na verdade, outro cânion lateral. Então tomamos o rumo de quem vai em direção a entrada do vale, passamos por mais uma casa abandonada, subimos uma trilha pela sua esquerda até chegarmos ao outro cânion, onde uns bois mal-encarados nos deram as boas-vindas, louco para nos dar umas chifradas. Ali começamos a subir, na esperança que no seu final, houvesse um caminho que nos levasse para cima das paredes, ainda que tivéssemos que carregar as bikes nas costas.
Mas não adiantou, o caminho não tinha saída. Estávamos presos, não havia mais o que fazer, tínhamos que retornar, repensar nosso caminho, agora havia chegado a hora de achar uma rota de fuga. O Thiaguinho voltou rápido, eu já começava a capengar com aquela bicicleta pesada e na ânsia de alcançá-lo, meti marcha no meio da trilhinha junto ao pasto, mas um tronco estacionado fora das minhas vistas, foi o obstáculo que faltava para eu bater com a roda dianteira e ser catapultado barranco abaixo, eu de um lado, bike do outro, canela arrebentada e guidão entortado, o chão é o refúgio dos trouxas sobre 2 rodas.
Levanto-me, ainda puto, mas logo estou rindo sozinho da situação. Alcanço o Thiaguinho e tomamos o rumo da saída, passamos pelos bois, pulamos uma cerca de arame e ganhamos uma estrada larga, onde uma ponte decrepita, impede a passagem de carros. Em poucos minutos passamos por uma única casa que parecia ser habitada e ganhamos a estrada em definitivo, assim que cruzamos mais uma ponte, de onde era possível avistar sobre nossos cabeças, o MORRO DO GORILA, uma linda formação de arenito.
Verdade seja dita, a tarde praticamente já se foi e o dia já é capenga, apesar de ainda haver sol. Depois de atravessar a ponte , a estrada de areia vai seguir quase em nível, o que ajuda a gente a conseguir peladar um pouco mais forte, mas não demora muito, observo que o Thiaguinho para imediatamente à frente e sem perceber, desvio rapidamente de uma cascavel que por um pouco não picou a picou a perna dele, foi muita sorte. Dois quilômetros depois, passamos por um bar, que estava fechado , mas um senhor nos indicou que se quisessemos voltar pra Ipeúna, teríamos que virar a direira e seguir pedalando até o curral de uma fazenda, onde deveriamos contornar pela direita e nos apegarmos à estrada principal.
Como sol ja está bem baixo, os paredões do nosso lado direito, vão ficando belíssimos. Mas se o cenário é de tirar o fôlego, o caminho é de tirar a nossa paciência. O areião vai travando a gente , a pedalada não desenvolve, eu praticamente não tenho mais água, a comida acabou faz horas . Claro que poderiamos buscar socorro em algum sitio próximo, pelo menos pra buscar uma hidratação, mas a vontade é de chegar, de encerrar . As pernas já pedalam no modo automático, a minha bicicleta começa a dar sinais que o freio não quer mais funcionar e cada vez, preciso fazer mais força com as mãos.
E a gente pedala, e à frente dos nossos olhos, vão ficando para trás uma infinidade de pequenas propriedades rurais, choupanas jogadas à beira do caminho, matutos e seus animais de estimação, bois, vacas, cavalos, tratores, carroças, plantações, riachos , capões de mato, num sobe e desse sem parar, até que nem eu, nem equipamento aguentam mais . Os freios da bicicleta se foram, a minha capacidade de seguir pedalando , virou pó. Sou um homem entregue ao meu próprio sofrimento, ao meu desespero individual. Não consigo nem mensurar o que o Thiaguinho deve estar pensando de mim, também estou numa condição que nem me importo mais , sou só um homem morto que não caiu porque ainda me resta um brio interior, tentando resguardar o ultimo vestigio de dignidade que me sobrou.
Já fazia mais de hora que o sol havia nos abandonado, quando uma tempestade desabou sobre nossos ombros. A noite era tão escura , que eu mal enxergava o Thiaguinho , que desembestou na dianteira, ladeira abaixo e quando tentei acionar os freios, as rodas trepidaram, balançaram de um lado para o outro e eu me vi totalmente desamparado , virei passageiro daquela geringonça dos anos 80. A velocidade só fazia aumentar, pensei em me jogar pro barranco, mas as valetas laterais teriam me moído no buraco. Tento manter a calma, mas as minhas energias depois de mais de 12 horas de pedalada, me levam a um transe de resiliência. Penso em pular, mas aí me vem a lembrança, o dia em que eu e meu irmão, numa infância distante, nos jogamos de cima de uma bicicleta sem freio, numa ladeira da nossa aldeia e acabamos sendo trucidados pelo chão. Enfio o tênis na roda traseira, mas o solado do maldito é daqueles tênis de atletismo e o atrito não resolve porra nenhuma. Mesmo assim, continuo tentando e quando vejo que o terreno se arrefeceu um pouco, boto os pés no chão e ao encontrar um amontoado de areia, pulo, como quem pula de um caminhão desgovernado, mas sem soltar as mão da bicicleta. Fico no cai, mas não cai, danço conforme a ondulação do terreno, até que quando me vejo estabilizado, largo mão daquela merda e me esparramo na areia molhada, enquanto o veículo do satanás, de duas rodas, segue seu caminho até se deter mais à frente. Eu não sou mais ninguém, o ciclista animado da manhã, agora parece um ser que não consegue se sustentar sobre as próprias pernas , estou acabado, a vontade é sentar e chorar.
Agora a coisa ficou feia de vez. Até então, a minha capacidade de pedalar já não existia mais , só que agora, sem nada de freios, eu não conseguia nem descer as ladeiras montado, porque naquela escuridão avassaladora, não conseguia ver nada , saber se a ladeira era perigosa ou não. Então, eu subia empurrado e descia empurrando, enquanto a chuva fria castigava nossa cacunda. E nem quando o Thiaguinho me chamou a atenção para as luses da cidade, que se apresentou à nossa frente , eu me animei. Mas eu continuei, cabeça baixa , moral abaixo do volume morto . As cãibras surgirem , era algo inevitavel , a cada 15 ou 20 minutos, lá estava eu, jogado ao chão, com os musculos enriquecidos, dores tão fortes quanto a minha vergonha diante da situação.
Só quando passamos enfrente aos campings , foi que me dei conta que estavamos perto do asfalto e quando lá chegamos, minha vontade era de jogar a bicicleta fora , porque eu já não tinha mais forças nem pra pedalar no terreno plano e firme, por isso empurrei na maior parte do tempo, até que quase NOVE da noite, desembocamos em definitivo na PRAÇA CENTAL de Ipeúna, quase 13 horas de pedaladas e então , nos sentamos à frente da barraca de lanches e quando o sanduiche de costela atingiu a minha corrente sanguinia , uma lagrima escapou dos meus olhos.
Quando o Thiaguinho lançou o convite, pensei em recusar, eu estava fisicamente destruído por atividades ligadas a outros esportes tradicionais. Mas achei que seria deselegante deixá-lo na mão, já que era uma promessa antiga , que eu vinha adiando, mesmo assim , deixei bem claro que só iria com o intuito de fazer um belo passeio, apenas pra mostrar parte da região pra ele. O problema, é que a maldita palavra "passeio" jamais fez parte do nosso vocabulário, quando a gente inventa algo, será sempre acima da nossa capacidade de bom senso. O suposto passeio, se tornou numa jornada de quase 13 horas , um epopéia de achados e perdidos , que misturou montain bike com exploração de cavernas, mergulho em lagoas, descida à cânions, banho de cachoeira, pedaladas em trilhas e pastos sem caminhos . Saímos em busca de uma jornada tranquila, voltamos destruídos pela aventuda que encontramos pelo caminho.
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Olá pessoal!
Como usei muito esse site para montar nosso itinerário, achei justo retribuir colocando nosso relato de viagem aqui para que outros também possam se utilizar dele. Colocarei as datas, locais visitados, algumas fotos, alguns custos e dicas. Se alguém tiver dúvidas ou quiser perguntar algo sobre a viagem é só escrever no fórum que será um prazer poder ajudar. Peço desculpas por demorar tanto a escrever o relato aqui, mas só agora tive tempo para descrevê-lo.
Montei esse itinerário para viajar em casal, com minha esposa. Fiz todas as reservas de hotéis previamente pela internet, usando sites como expedia e booking. Comprei a passagem aérea com > 3 meses de antecedência.
Ida: 23/03/12 (saída a noite do Brasil) e retorno 07/04 (ficamos um dia a mais devido a perda de conexão da AA em Miami, explicarei no texto).
23/03 (sexta): Vôo Cwb – GRU – Dallas – LAX
Saímos as 20 horas de Ctba e chegamos aprox. às 10horas (24/03) em LA. Passagem ida e volta American airlines: U$1.062,00 / pessoa com taxas.
24/03 (sábado): LOS ANGELES: downtown, walk of fame, Hollywood, ...
Chegada ao aeroporto, fomos direto a Hertz pegar o carro que havíamos reservado (carro econômico = U$316,12 pelo período 24/03 a 06/04). Acabamos pegando uma mini-van, Mazda 5. Não por nossa opção, a atendente não foi de muita conversa, apenas nos entregou a chave, os papéis, deu a localização do carro e fim de papo. Mas acabou sendo ótimo para nós devido ao amplo porta-malas do carro, já que aproveitamos a viagem para comprar algumas coisas para o enxoval do nosso filho (minha esposa estava grávida na viagem). Dali saímos direto para uma Target comprar um GPS (já havia visto a localização da loja antes de embarcar do Brasil), acabei pagando aprox. 100-120 dólares por um modelo da Tom tom, que custaria muito mais se fosse alugado na hertz para todos esses dias.
Seguimos direto ao centro de LA, conhecemos o Wald Disney Music Center e o complexo cultural ao seu lado, estava um dia bonito e ensolarado. Passeamos de carro pelo centro, estava tranqüilo, quase sem transito, provavelmente por ser sábado.
Depois tocamos para nosso hotel – Motel 6 Holywood. Altamente recomendado, principalmente para quem gosta de boa relação custo-benefício. O hotel teve seus quartos recém reformados, o nosso era ótimo: amplo, limpo, banheiro tbem amplo, TV LCD, boa cama, ficamos bem ao fundo do Hotel e o silencio foi absoluto, o quarto tem padrão de um Hotel Ibis. A fachada e o lobby do hotel não são dos mais imponentes, mas pra nós isso é irrelevante. Ponto mais forte: localização, fica a ½ quadra da Hollywood blvd, a 5-10 minutos (de caminhada) da calçada da fama e as principais atrações de Hollywood. Preço: U$ 60,00 (diária) + 10,00 (estacionamento) / dia pelo booking.
Depois do check in fomos a pé até a walk of fame, conhecemos também o Kodak theatre (cerimônia do Oscar), o Chinese theatre (frente à calçada da fama), o Madame Tossaud (museu de cera). À noite, fomos ao House of Blues e jantamos no seu restaurante (reserva previa no opentable), crossroads, boa comida e excelente música (pra quem gosta de blues, claro). Ouvimos um pouco a banda e vazamos cedo, pois estávamos exaustos devido à viagem de avião.
25/03 (domingo): Universal Studios
O plano inicial era Santa Monica, mas devido à chuva mudamos os planos e antecipamos a ida a Universal, já havia comprado as entradas pela internet (desconto de 10 dólares). Choveu muito e o dia todo, atrapalhou um pouco o passeio, porem conseguimos conhecer os principais atrativos do parque. O ponto mais alto é o tur pelos estúdios e cidades cinematográficas: Filmes clássicos com Jurassic park, Tubarão, King Kong, De volta para o futuro, a cidade cinematográfica do seriado Desperates Housewives, etc...
26/03 (segunda): Santa Monica, Beverly Hills, viagem até Santa Barbara.
Check out do hotel, fomos ao Griffth park, onde há o observatório da cidade (cartão postal), e talvez a mais bela vista da cidade e do letreiro de Hollywood. Depois saímos em direção ao Hollywood Bowl, onde há a famosa concha acústica de LA.
Tocamos em seguida para Beverly Hills, passeamos de carro pela parte residencial para ver algumas mansões (não tenho o menor interesse em saber da casa dos famosos, segundo outros relatos só se podem ver os muros e portões das mesmas, perda de tempo apenas). Descemos e andamos pela Rodeo Drive, e só andamos por ela mesmo, porque as lojas são todas grifes famosas e caras, fora do nosso padrão de consumo, rsrsrs... Beverly hills é bacana (a rodeo dr. é uma Oscar Freire melhorada, mais bonita e charmosa), mas para quem não é ricaço e nem quer torrar dinheiro nessas lojas, não há muito o que fazer.
Seguimos para Santa Monica, a praia mais famosa de LA, estacionamos no próprio píer da praia, onda há um estacionamento pago (U$8,00). Caminhamos pelo píer, onde há restaurantes, lojinhas e artistas de rua, um parque com montanha russa e roda gigante. Almoçamos no Buba Gump, o famoso restaurante o Forrest Gump, excelente comida e atendimento, muito o legal o ambiente que tem cenas do filme estampado nas paredes, inclusive quando ele corre e faz a volta nesse mesmo píer (eu sou fã do filme, então sou suspeito para opinar, rsrsr). Caminhamos também pela 3 promenade, um calçadão charmoso, com lojas, restaurantes e shoppings perto da beira-mar. Antes de nos despedirmos de LA, fomos de carro até venice beach e passamos pelas casas que ficam em canais artificiais (cenário de vários filmes tbem). Pegamos a estrada para Santa Barbara (aprox. 100milhas), passando por Malibu, praia famosa e badalada de LA, mas sem graça para turistas porque há casas de frente para o mar, você não tem acesso à praia, apenas visualiza os fundos dessas casas.
Santa Barbara: chegamos ao final da tarde, fomos fazer o check in no hotel, outro Motel 6, esse novinho, a ½ quadra do mar, U$96,00 a diária com taxas já. Esse motel 6 tem bem a cara dos motéis americanos, que na verdade são hotéis com estacionamento de frente para os quartos. O quarto era muito bom e bem semelhante ao que ficamos em LA. Sobre Santa Barbara: a cidade é linda, superou bastante minhas expectativas, já que coloquei apenas como passagem pelo itinerário. A arquitetura é toda colonial mexicana, só que tudo novo, limpo e elegante, a cidade é rica e charmosa, bem freqüentada pelo que vimos. Andamos pela orla, que tbem é maravilhosa, cheia de palmeiras e com grama e flores muito bem cuidadas. Fomos ao píer da cidade, mais acanhado que o de Santa Monica, mais com uma bela vista da cidade e da praia. Andamos pela Rua principal, State street, com muitos bares e restaurantes. Fomos ao shopping chamado Paseo nuevo, tipo uma galeria aberta na rua principal, e jantamos numa pizzaria – California Pizza – muito boa, comemos salada e pizza.
27/03 (terça): Solvang – Santa Ynez Valley – US1 – Big Sur – Carmel
Check out cedo do hotel, pegamos a estrada para Solvang, 30 milhas, uma cidade fundada por imigrantes dinamarqueses e com arquitetura típica desse povo. A cidade é de uma beleza ímpar, parece cinematográfica, lembra Gramado no Brasil, mas é mais linda e pitoresca. Tomamos café e comemos danish tipicamente dinamarquês em um café na cidade. Passeamos pela cidade e depois pegamos uma estrada rural até Los Olivos, paisagem linda pelo Vale de Santa Ynez, região vinícola não tão famosa quanto Napa e Sonoma, mas que ganhou notoriedade após o filme Sideways (tbem assisti e curti, recomendo). Paramos em uma das vinícolas e fiz uma degustação de vinhos, vinícola Rideau, e compramos 2 garrafas dos que mais gostei. Seguimos ate o restaurante Hitching Post II, tbem famoso pelo filme Sideways, porem só abria para o jantar, acabamos pegando a estrada e almoçando num fast food em San Luis Obispo a caminho da US1.
Após Obispo, a estrada começa a costear o pacífico, passando por Montego Bay. No início a estrada tem longas retas, com praias desertas e falésias pelo caminho. Acabamos não parando no Hearst Castle, um castelo fundado por um milionário americano meio megalomaníaco, que dizem ser bonito, porem não tivemos tempo para conhecê-lo. Sempre fazendo várias paradas para fotos. Paramos em uma praia onde tinha centenas de leões-marinhos na praia, estavam na época de troca da sua pele /couro. Mais ao norte, a encosta se torna mais íngreme e a estrada vai ficando sinuosa, estreita e mais perigosa. Há vários pontos com perigo de desmoronamento, inclusive havia obras para contenção na pista, porem, para nossa felicidade, nenhum com bloqueio completo da pista. Nessa parte chegamos ao parque Julia Pfeiffer, onde há uma cachoeira na beira do mar, fantástica. Entramos na região conhecida por Big Sur, já próxima a Carmel, onde a estrada tem as paisagens mais bonitas e que tornaram essa estrada tão famosa. Pegamos chuva nesse trecho, o que prejudicou um pouco a visualização da beleza do lugar. Chegamos a Carmel no fim da tarde, quase escurecendo.
Carmel-by-the-sea: chegamos e fomos direto ao hotel – Carmel Wayfarer inn – um hotel / pousada de administração familiar, muito aconchegante e altamente recomendado. A recepção do proprietário foi ótima, o hotel possui estacionamento, estava cheio, porem não problemas em deixar o carro na rua, a cidade parece bem pacata e segura. A construção é antiga, porem o quarto é bem amplo, limpo e confortável. Algumas coisas sobre a cidade: Carmel é uma cidade pequena, porem rica e elegante, freqüentada pelos ricaços da Califórnia, cheia de restaurantes finos, joalherias, galerias de arte, etc... Fomos por indicação do dono do hotel em um restaurante italiano, sem reservas (segundo ele naquele dia seria tranqüilo). Nada, chegamos lá e estava cheio, sem previsão de liberar mesa para quem estava sem reserva. Atravessamos a rua e fomos a outro (não lembro o nome), porem foi decepcionante, comida sem graça e nos colocaram em um cubículo cujo espaço mal me permitia mexer a pernas.
28/03 (quarta): Monterey – 17 mile drive – Half Moon Bay – San Francisco
Check out cedo do hotel, passeamos um pouco pelo centro de carmel novamente (agora de dia), fomos a praia da cidade, tem uma areia bem branca, bonita a praia. Tocamos para Monterey e fomos direto ao seu aquário, famoso por ser um dos maiores do mundo. O aquário é bem legal e extenso, tem atrações para você passar um dia inteiro lá se quiser, nos ficamos aprox 2 horas conhecendo suas principais atrações e tivemos que seguir adiante. Almoçamos num restaurante na Cannery Row (Louie Linguini, muito bom), a rua do próprio aquário, que já foi uma área de frigoríficos pesqueiros e atualmente revitalizada pela prefeitura local, com lojas, hotéis e restaurantes na redondeza.
Seguimos em direção a 17-mile-drive, uma rota alternativa entre Monterey e Carmel beirando o mar, dentro de um condomínio fechado onde se paga aprox. 10 dólares para entrar. Achei essa parte a mais bonita de toda a costa do pacífico que conhecemos. As praias são lindas, paradisíacas, o condomínio é top, só mansões, campos de golfe, muitas flores, tudo muito bem cuidado, as árvores são tipicamente curvadas devido ao vento incessante do lugar. Há também um resort dentro do condomínio, padrão 5-6 estrelas, entramos para conhecer rapidamente, lindas vistas para o mar tbem.
Pegamos novamente a US1 rumo a San Francisco, há varias opções para se chegar a SF desse ponto, pode-se pegar uma highway passando por Gilroy (onde há outlets) e por San Jose, no vale do silício, porem optamos por ir pela costa, passando por Half Moon Bay, pois estava curioso para conhecer a lendária praia de Mavericks, santuário das ondas gigantes para os surfistas mais radicais. No caminho entramos para conhecer o resort Ritz Carlton em Half Moon Bay, cenário do filme American Pie - o casamento. Foi meio esquisito e ate divertido para nos, 2 mochileiros chegando a esse hotel top, mas os funcionários foram cordiais e nos deixaram entrar para conhecer o lugar. Já Mavericks foi decepcionante, a praia não tem nenhum apelo turístico, e o tempo estava chuvoso e nublado, o que tbem não ajudou. Já surfei, curto o esporte apesar de não praticar mais, e sequer estava lá para isso, apenas esperava que fosse um lugar mais atraente.
Chegamos a San Francisco e fomos direto ao nosso hotel – Powell Hotel. Esse hotel peguei pelo expedia, num sistema parecido com o priceline, você escolhe o padrão de hotel (p ex 3 ou 4 estrelas) e a localização (p ex: próximo a union square). Você só sabe qual hotel pegou após efetuar a compra (não reembolsável obviamente). Vantagem: paga-se 40-50% menos do que a média da diária para esse padrão. Desvantagem: pode pegar uma bomba! Rsrsrs... Não foi o nosso caso, o hotel tem como ponto forte a localização, que não poderia ser melhor. Fica em frente ao ponto inicial dos famosos bondes a cabo de SF, um dos cartões postais mais famosos de SF. Quarto amplo, limpo e confortável, café espartano (ou melhor, americano, rsrsrs...), edificação antiga (não tem como fugir disso no centro de SF). Diária = U$85,00 / diária com taxas, fora estacionamento. Dica: em SF fique hospedado nas áreas centrais, acredito que essa região da union square seja a ideal, porque diferentemente das outras cidades americanas (como LA p.ex.), SF deve ser conhecida a pé ou então pelo seu sistema publico de transporte, como os bondes a cabo, que tbem são atrações turísticas da cidade. Após o check in caminhamos até a Union Square e acabamos jantando numa Cheese Cake factory que fica no topo da macy s, em frente à praça, com uma bela vista da região.
29/03 (quinta): San Francisco e suas atrações, ilha de Alcatraz
Acordamos cedo e iniciamos o passeio andando de bonde a cabo, fomos ao financial district e chinatown. Subimos à parte alta da cidade, onde os magnatas da cidade construíram suas mansões há no estilo vitoriano no inicio do século XX, em bairros como Nob Hill e Plaza Alta. Depois fomos a Coit tower, torre de onde se tem uma bela vista panorâmica da cidade e da baía. Conhecemos a Lombard Street, a rua mais sinuosa do mundo, algo que não da pra deixar de conhecer pela fama, porem não tem tanta graça assim. Descemos ate o final da linha do bonde e caminhamos ate a Girardelli square, edificação onde era a fabrica de chocolates com o mesmo nome, porem atualmente o prédio funciona como shopping e também hotel. Almoçamos ali e andamos até o píer da Alcatraz Cruises, onde embarcamos num passeio até a ilha de Alcatraz, antes prisão, hoje parque nacional. Passeio interessante, porem confesso que esperava mais, talvez porque 1 ano antes havia conhecido o presídio de Ushuaia-AR e acabou sendo um passeio um pouco repetitivo, sei lá. Passeio U$26,00 / pessoa. Na volta caminhamos pelo píer 39, muito legal, com vários restaurantes e lojas, há vários leões-marinhos num píer ao lado que acabam virando outra atração turística.
30/03 (sexta): San Francisco e entorno
Saímos cedo do hotel, agora de carro, passamos pelo Yerba Buena (centro de convenções da cidade), passamos pelo Civic Center, que possui um prédio com arquitetura bastante semelhante ao congresso nacional americano. Subimos até a Alamos quare (onde as casas com arquitetura Vitoriana mais típicas se encontram (cartão postal). Passeamos pelo Golden gate park, tocamos para a Golden Gate bridge. Paramos do outro lado da ponte onde há um mirante, entramos no parque chamado Marin headlands, que fica na encosta logo acima da ponte e de onde se tem uma vista linda da ponte também, há uma base militar e um farol ali, pode se passar de carro por alguns locais.
Depois fomos a Sausalito, cidadezinha de veraneio logo do outro lado de ponte, é possível visualizar SF de lá. A cidade é bonitinha e charmosa, acabamos almoçando numa pizzaria onde encontramos vaga de estacionamento. Tiramos algumas fotos e fomos até o Muir Woods Park, o parque onde há as Red Woods, uma espécie de Sequóia que parece um cedro, mais avermelhado, são mais altas que as Sequóias da Sierra Nevada, porem com tronco não tão espesso. Estava chovendo e o acesso ao parque é numa estrada sinuosa e movimentada. Se fosse repetir a viagem, cortaria essa parte, pois conhecemos as florestas de Sequóias no Yosemite parque e as achei mais interessantes.
Saímos do parque e pé na estrada rumo a Mariposa city, próxima ao Yosemite Nat Park, foram umas 4 horas de viagem (aprox 200 milhas) e chegamos lá no final da tarde. Mariposa é uma cidadezinha minúscula, um vilarejo pitoresco, com estilo típico de filme de Western (na verdade é mesmo, há prédios históricos na rua principal da época da corrida do ouro ao oeste americano). Fomos fazer o check in no hotel Super 8, nosso primeiro susto em relação às reservas pela internet. Chegamos ao endereço dado e havia um prédio em construção, achei estranho porem desci e adentrei para me informar. Deparei-me com um indiano bizarro, perguntei sobre o hotel, não compreendi quase nada do que ele falou, mas entendi que o hotel estava provisoriamente em outro local, então pedi que ele escrevesse o endereço. Na verdade o hotel sempre funcionou no segundo endereço e estavam se mudando para o novo, só que colocaram o endereço novo no site do booking, antes de se mudarem, daí a confusão. O nome do Hotel: Yosemite inn. O hotel tem o padrão clássico dos motéis de beira de estrada americanos, o quarto era gigante e limpo, tinha frigobar, microondas, ferro de passar, etc., uma boa acomodação pelos U$62,00 pagos.
31/03 (sábado): Yosemite Nat Park – Mariposa Grove (sequóias) – Bakersfield
Há várias entradas para o parque, como nós viemos por mariposa, entramos pela US140, uns 40km até a sede do parque. Linda estrada, acompanhando o vale com o rio sempre ao nosso lado. Chegando ao parque já ficamos de queixo caído com as belas vistas do vale e dos morros, o El Capitan (o maior paredão de granito das Américas), as cachoeiras, principalmente as Yosemite Falls, que formam a segunda maior queda d’água do mundo, 739 metros. Saímos do vale pela US41, recomendo conhecer as duas rotas porque tem paisagens distintas, enquanto a primeira vem pelo vale, a segunda sobe a sierra nevada, logo no início há um mirante para o vale, que rendem fotos dignas de cartão-postal.
Saída para Mariposa Grove, um parque com sequóias gigantescas dentro do Yosemite. Tem sequóias com túnel pelo tronco, onde antes se passava com automóveis por baixo, algumas chegam a ter 2.000 anos de vida, chegam a 5-7metros de diâmetro e > 100metros de altura.
Tocamos para Bakersfield, umas 3 horas de viagem até nosso hotel – Rosedale Hotel. Reserva por U$61,00, hotel padrão 4 estrelas, mas nem aproveitamos, chegamos a tarde e saímos no outro dia cedo, tem uma área externa bacana. A cidade não tem atrativos turísticos, apenas serviu como parada para encararmos o Death Valley no dia seguinte. Aproveitamos para fazer algumas compras na Ross e Toy’s are us.
01/04 (domingo): Death Valley – Las Vegas
Check out ainda de madruga, afinal tínhamos umas 200 milhas até o parque, e um total de aprox. 400milhas a percorrer no dia. Pegamos a estrada, no começo há uma subida pela Sierra Nevada onde pegamos uma discreta nevasca, ainda amanhecendo. Depois longos trechos de estrada completamente deserta (no meio do deserto, desculpe a redundância, rsrsrs), longos períodos sem nenhum vestígio de civilização. Passamos por algo que parecia ser um cemitério de vagões de trem, centenas de vagões no meio do nada, aparentemente abandonados. Passamos por uma cidadezinha chamada Trona, onda havia uma fabrica de calcário, ou algo parecido, porem parecia uma cidade fantasma, quase todas as construções / casas abandonadas, com tabuas pregadas nas janelas e portas, postos de combustível e comércios fechados, uma imagem chocante para nós. Antes de chegar ao death valley há um longo declive até chegar as dunas em Stovepipe Wells. Já no death Valley fomos até o Resort Furnace Creek, onde comemos um excelente Brunch. Dali nos dirigimos ao badwater, o deserto de sal, que fica a aprox 100 metros abaixo do nível do mar, ponto mais baixo das Américas. Vista incrível, fazia calor (uns 30 graus) porem no verão a temperatura chega a níveis insuportáveis, ás vezes acima de 50 graus. Depois nos despedimos do parque passando pela Artists Rout, onde há formações rochosas coloridas e tocamos para Las Vegas. Mais e mais quilômetros de deserto total. Chegada animal a Las Vegas vindo de uma parte alta onde se tinha uma vista panorâmica muito bonita dos hotéis e LV.
Em Las Vegas, fomos primeiro ao Bellagio, pois não havia conseguido reservar pela internet os ingressos para o espetáculo “O” do Cirque Du Soleil, aparentemente o sistema recusou meu cartão, não sei se por ser de fora dos EUA. Compramos os ingressos e fomos ao nosso Hotel – Stratosphere. Paguei U$42,00 com taxas (inclusive a taxa de resort que todos os hotéis de Vegas cobram). O hotel é gigantesco, aparentemente como todos os da Strip, e como hóspede tinha acesso gratuito a torre (cartão postal, com vista panorâmica da cidade). Subimos a torre e acabei ganhando de uns asiáticos ingressos para os brinquedos que existem lá em cima. Fui no primeiro chamado big shot, em que eles te deixam suspenso lá do alto, é aterrorizante, mas eu curto adrenalina, então gostei, rsrsrs, minha esposa estava grávida e ficou só assistindo. O segundo que eu iria é o elevador que despenca lá de cima, só que fecharam o brinquedo porque ventava forte no momento. A noite ficamos curtindo um pouco o hotel / cassino e fomos descansar cedo, estávamos exaustos.
02/04 (segunda): Hoover Dam – Grand canyon – Tuba city
Estrada para o Grand Canyon, logo no início paramos para conhecer a Hoover Dam e o Mead lake, a famosa represa que aparece em vários filmes, como transformers, super-man, etc. parada para almoçar em Seligman, onde há um trecho da lendária Road 66, cidade do filme Carros. O Grand canyon é gigante, há várias entradas, nós escolhemos o South Rim, por ser a mais clássica, achei que seria a mais interessante para quem esta lá pela primeira vez. Fantástico, superou muito minhas expectativas, acredito que as fotos e filmagens não reproduzem a grandiosidade do lugar, só estando lá mesmo. Ainda quero voltar pra lá futuramente com mais grana e fazer o passeio de helicóptero, rafting e trilhas descendo o canyon. Dentro do parque deixamos o carro no estacionamento e fizemos o passeio de ônibus – Hermit rest - dentro do parque (gratuito, ou melhor, incluso no valor da entrada do parque). Esse passeio é top, vai passando pela beira do penhasco, com várias paradas em mirantes estratégicos. Tivemos uma vista deslumbrante do pôr-do-sol no Yavapai Point. Saímos pela East Grand Canyon Road (Desert view). Uma rodovia com vistas espetaculares do canyon, pena que já havia anoitecido. Dali tocamos até uma cidadezinha indígena chamada Tuba city, no Arizona. Check in no hotel Quality in Navarro Nation, a população da cidade realmente é indígena e o hotel pertence a tribo, assim como o restaurante anexo. Pagamos U$123,00 pela hospedagem, achei um pouco salgado para aquilo que eu estava procurando, porem não havia muitas opções nessa cidade, havia outra cidade mais adiante com opções mais em conta, porem fiquei com medo de chegarmos muito tarde, já que a região é meio desértica. O hotel é caro, mas também excelente, assim como o breakfast (incluso), um dos melhores da viagem.
03/04 (terça): Monument Valley – Page, AZ + Antelope canyon – Las Vegas
Estrada para o Monument Valley, andamos 2 horas pelo deserto, quase nenhum tráfego. Chegamos a reserva indígena Navarro, onde há um resort chamado The View, que fica em frente as formações rochosas famosas do lugar. Paga-se 5 dólares para visitar o lugar, conhecemos o hotel e curtimos um pouco a paisagem. Ainda continuei um pouco ao norte, já no estado de Utah pela rodovia, até a famosa reta em que aparece os rochedos ao fundo (aparece no Forrest Gump, p.ex.). Voltamos ao Arizona rumo a cidade de Page, onde iríamos conhecer o Antelope Canyon. Chegamos a cidade, almoçamos numa pizza Hut e fomos conhecer alguns pontos turísticos antes do tur agendado para 13:30H. Conhecemos a represa Glenn e o lago Powell, paisagem um pouco parecida com a Hoover, porem mais bonita. Fomos ao Horseshoe Band, uma curva que o canyon do rio colorado faz de quase 180 graus, famosa também por alguns filmes. Tem um estacionamento e pega-se uma trilha de aprox 15 minutos ate chegar a esse ponto do rio, lugar maravilhoso. Em Page o turismo não é tão em massa, e também não há tanto turistas estrangeiros (fora dos EUA),... O próprio Horseshoe band há pouca sinalização e informações sobre tal atração. Embarcamos no tur para o antelope canyon, passeio esse que só se faz com agências credenciadas e acompanhado de guias. Antigamente a entrada para o parque era liberada, mas devido aos vândalos que começaram a pichar e depredar o lugar, suspenderam a entrada sem guias acompanhando. A atração consiste numa fenda criada nas rochas que chegam a ter 60 metros e é possível caminhar por dentro, a ação da chuva e do vento foi esculpindo o lugar e criando linhas e curvaturas a essas fendas que dependendo da penetração dos raios solares geram imagens fantásticas. Final Do dia retornamos a Vegas, foram mais 4:30h de estrada, desertão total, paisagens lindas.
Chegamos ao nosso outro hotel de Vegas, o Tropicana. Hotel padrão 4 estrelas pelo expedia, é antigo, mas recém reformado, o quarto estava novinho, tudo parecendo muito novo e arrumado, alem disso foi uma barganha, pagamos U$46,00 a diária pelo expedia numa promoção relâmpago. Excelente localização, ao lado do MGM, NY, Excalibur, ao sul da Strip, próximo ao aeroporto. Hotéis em Vegas são baratos, sempre há promoções e convém estar antenado se estiver planejando ir até lá.
04/04 (quarta): Las Vegas
Eu e minha esposa nos separamos, eu fui ate o autódromo de Las Vegas até a exotic Racing. Havia reservado pela internet uma Ferrari 458 Itália. Muito legal para quem curte carros, tem varias maquinas: ferraris, lamborghinis, viper, porsche, Audi R8, etc. Antes de andar na Ferrari rolou um Breathing e uma volta como passageiro numa Cayenne GT para conhecer a pista. Depois é pilotar a maquina, foram 5 voltas numa pista de 1,4 milhas, top, muito bom mesmo. Muita adrenalina, você nem vê o tempo passar, quando o instrutor manda vc entrar nos boxes você nem acredita que já acabou.
Minha esposa tinha ido cedo já ao outlet chamado Premium Outlet North (tem o South também, fomos na quinta), encontrei ela lá, almoçamos e fizemos mais algumas compras.
A noite fomos ao bellagio assistir o espetáculo “O”. Fantástico também, já tinha ido a 2 espetáculos aqui no Brasil, o alegria e o Quidam, mas não se comparam ao que vimos em Las Vegas, a estrutura do espetáculo, a complexidade do show envolvendo acrobacias com nado sincronizado, o show com as águas, show de bola.
05/04 (QUINTA): Las Vegas
Fomos ao Premium Outlet South, fomos também a Try’s Eletronics que recomendo se quiserem comprar algo de eletrônico, a loja é gigante.
Tiramos foto no portal da cidade, e fomos caminhar pela strip depois, entramos em alguns hotéis, e acabamos indo jantar dentro do Ceasar’s, ode há uma galeria linda, estilo vila italiana, comemos num tratoria em frente a Fontana di Trevi do shopping, o teto parece o céu de verdade, fantástico. A noite curtimos um pouco o cassino do nosso hotel. Na verdade, acabamos ficando muito pouco tempo em Vegas, ela merece mais tempo para conhecer melhor suas atrações, mais fica para a próxima.
06/04 (sexta): LV – LAX
Saímos cedo de carro de Las Vegas, são pelo menos 4 horas de carro ate o aeroporto de LA, acabamos voltando de carro ate LA, estávamos com muita bagagem, compramos parte do enxoval do nosso filho e se fossemos pegar um vôo doméstico pagaríamos excesso de bagagem com certeza, e acabaríamos gastando o mesmo tempo, contando com tempo de check in, embarque, desembarque, etc. isso se não extraviassem a bagagem. Devolvemos o carro na hertz sem problemas. O problema na verdade foi o atraso no vôo de LA a Miami, foram 2 horas. Isso fez a gente perder a conexão para GRU. A American Airlines acabou colocando a gente no hotel Sofitel em Miami e realocou a gente em outro vôo no sábado as 20h (detalhe, no domingo era páscoa).
07/04 (sábado): Miami – GRU
Nunca tinha ficado em um Sofitel antes, mas me decepcionei com esse, esperava mais de uma rede 5 estrelas, colocaram a gente num quarto adaptado para deficientes, até aqui sem problemas, mas o quarto era antigo e não estava reformado. Por incrível que pareça, foi o único 5 estrelas que ficamos na viagem, mas foi também um dos piores em que ficamos. A companhia nos deu vouchers para as refeições, porem eram de valores inferiores aos cobrados pelo hotel, acabamos jantando na noite de sexta sanduíches no quarto e tomamos café da manhã no sábado. Como estávamos lá mofando decidimos ir passear em Miami Beach (já havíamos conhecido Miami em 2009 em nossa Lua de mel). Acabamos parando numa Marshal’s e em frente havia uma Ross, onde fizemos mais compras, rsrsrs. Ai caminhamos por South Beach, pela Ocean Drive e pela Lincoln Road, para matar saudades, e acabamos almoçando num dos restaurantes da Ocean Dr., meio pega turista, mais com um clima irresistível de praia. Voltamos ao hotel para pegar nossas coisas, tomar banho... e depois direto ao aeroporto... Vôo de Mia – Gru tranqüilo.
08/04 (domingo de páscoa): Gru – Cwb
Aí tivemos nosso calvário. Chegamos bem cedo ,entre 5-6 horas, aí aquela sessão de imigração, pegar bagagem, duty free, alfândega e depois fomos checar nossa conexão para Ctba, só teria vaga para as 17-18 horas, por ser páscoa, estava tudo lotado... aquela muvuca no aeroporto. Aí a American dizia que não podia fazer nada, o vôo domestico era com a TAM, no máximo eles dariam um voucher pro almoço. A TAM por sua vez tem um guichê específico para lista de espera em vôos, só que vc tem que ficar lá o tempo todo aguardando eles te chamarem. Se eles chamam e vc não está lá, perde a vez. Acabamos indo num vôo La pelas 15 horas, chegamos com um temporal em Ctba, muita turbulência, pela primeira vez na vida fiquei com medo de que o avião fosse cair, mas sobrevivemos, rsrsrs. Tanto que estou aqui escrevendo esse relato.
É isso pessoal, posso estar esquecendo algumas coisas, e deixei de colocar todas as informações de custo, mas qualquer duvida é só perguntar. Ficarei feliz se puder ajudar.
[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20121111195907.JPG 500 375 Legenda da Foto]Escreva seu texto aqui. Apague este texto mas tome cuidado para não deletar as chaves [ ]. Onde está escrito Legenda da Foto, coloque o Nome da Foto e se quiser ver como fica antes de escrever seu texto clique no botão Prever[/picturethis]
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