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21 dias em SC - Parte 3: Urubici

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Como eu gosto muito de escrever, o que era para ser um relato acaba virando um "guia". Entretanto como a maioria ou não tem tempo ou não tem paciência para tanto, vou colocar um índice aqui e assim cada um vai direto a parte que lhe interessa ;)

 

Índice

 

A cidade

 

Como chegar

 

Quando ir

 

Onde ir

 

Trilhas:

 

Onde ficar

 

Onde comer

 

Dicas (Contatos úteis, Postos de Informações Turísticas, Links úteis, Receptivos Turísticos e Dicas)

 

Sugestão de roteiros

 

Relato de viagem

 

Mapas

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Período: 17 a 21/07/2012

Cidades: Urubici

 

Faz parte do roteiro Serra Catarinense, que é considerada a região mais fria do país e com mais probabilidade de cair neve. A paisagem caracterizada por cânions e muitas cachoeiras é perfeita para a prática de trilhas, esportes radicais e turismo rural. Dizem que é o berço do turismo rural no país, onde surgiram os primeiros hotéis-fazendas. Urubici, conhecida como Terra das Hortaliças, é o maior produtora de hortifrutigranjeiros de Santa Catarina. Também se destaca pelo cultivo de maçã e de erva-mate, produto básico do tradicional chimarrão.

 

Confira abaixo as dicas e informações gerais sobre a cidade.

 

Obs.: Além da seção "Dicas" antes do relato, há outras dicas específicas espalhadas pela página. "Outras opções" referem-se às indicações que não foram testadas. ATENÇÃO: não possuo nenhum vínculo com pousada, hotel, restaurante, agência, loja e qualquer outro tipo de estabelecimento divulgado nos meus relatos de viagem. Alguns dos pontos turísticos, bem como alguns estabelecimentos, não foram visitados por mim e as informações foram pesquisadas em guias. Portanto, recomendo que antes de utilizar qualquer serviço, verifique com a secretaria de turismo da cidade, se os dados são atualizados e/ou verossímeis.

 

A cidade

Urubici está localizada na serra catarinense. Faz limite com as cidades de Grão Pará, Orleans, Rio Fortuna, Santa Rosa de Lima, Anitápolis, Bom Retiro, Rio Rufino, Urupema, Bom Jardim da Serra e São Joaquim. Possui área de 1.019 km² e população de 10.702 habitantes (dados IBGE 2010).

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Urubici está localizada a 171 km da capital.

• Rodoviária, Praça Caetano V. de Souza, 42, 3278-4371. Na verdade, é apenas um guichê da Empresa Reunidas dentro de uma lanchonete, ao lado do posto de gasolina, no Centro. Se passar em frente, provavelmente nem vai notar que é a "rodoviária". Os ônibus param em frente à lanchonete

 

Transporte Florianópolis/Urubici:

• Existe linha regular de ônibus da empresa Reunidas que faz esse trecho. Saídas do Terminal Rodoviário Rita Maria. Existe um único horário Florianópolis/Urubici às 18h30 e também um único horário Urubici /Florianópolis às 7h15 de seg-sáb e às 17h10 no dom. O ônibus leva 3h40min para percorrer o trecho e há algumas paradas nas rodoviárias. Entretanto há alternativas com conexão em Bom Retiro. Confirmar horários previamente, pois podem ser alterados

 

Transporte Municipal:

• Não vi transporte circular na cidade. A parte urbana é muito pequena e a parte rural muito grande e dispersa, então acho que não tem transporte circular por ali

 

Dicas e comentários sobre transporte:

• Carro é praticamente essencial na região ou pelo menos facilita muito, uma vez que as atrações não ficam longe uma das outras e é fácil chegar a elas. O CIT fornece mapas e a cidade é bem sinalizada, há placas pela cidade e placas nos locais dos atrativos. Parece que aluguel na cidade é meio caro, o melhor mesmo é alugar na capital, onde o aluguel é mais barato, além disso tem a vantagem de poder escolher o caminho mais agradável para a serra catarinense como, por exemplo, a Serra do Rio Rastro. Outra grande vantagem é ter a liberdade de parar no meio do percurso em locais interessantes. Com essa flexibilidade pode-se também conhecer cidades próximas como Bom Jardim da Serra, Urupema, São Joaquim e Lages. Na falta de carro, tem que contratar os serviços de táxi e/ou agência e fica-se mais restrito

• Dirigir no inverno pode não ser uma tarefa tão trivial. Dependendo de quão baixas as temperaturas ficarem, pode ser necessário usar fluido anticongelante e as pistas podem ficar cobertas de gelo exigindo atenção especial do motorista

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A alta temporada se dá no inverno, período quando a região é muito procurada por turistas que querem ver neve ou, menos ambiciosamente, ver geadas e curtir o frio em uma das regiões mais frias do país. Consequentemente, julho é o mês mais movimentado por ser inverno e período de férias escolares. Embora, a precipitação de neve seja praticamente garantida em cada inverno, tem que ter sorte para nevar justamente no período que você visita a região e não espere presenciar aquele cenário de propaganda de turismo, quando as paisagens são todas cobertas por grandes nevascas, pois essas situações ocorrem com menor frequência. No verão, as temperaturas são amenas e agradáveis e também há boas alternativas de passeio. É possível fazer trilhas passando por dentro de rios, programa impensável no inverno.

 

Apesar de pequena, a cidade tem infraestrutura turística com pousadas, restaurantes e lojas e o turismo está crescendo na região.

 

Eventos:

• Festa da maçã: em abril, em São Joaquim

• Festa do Pinhão: entre maio e junho (feriado de Corpus Christi), em Lages

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Na cidade:

• Igreja Matriz N. Sra. Mãe dos Homens, Centro. Em estilo gótico, uma curiosidade arquitetônica é que há três entradas semelhantes à principal. É uma das maiores igrejas do estado

 

Na área rural, na estrada para São Joaquim (saída próxima à Igreja Matriz):

• Inscrições Rupestres, no Morro do Avencal, acesso Km 5 da estrada para São Joaquim, a 2 km da Igreja Matriz. São inscrições deixadas por povos que habitaram a região há pelo menos 4.000 anos, um dos mais importantes registros arqueológicos em território catarinense. Presume-se que esses povos considerassem sagrado o local das inscrições. Destaca-se a "Máscara do Guardião". Melhor horário para visitação é o período da tarde

• Belvedere, a 3 km da Igreja Matriz. Oferece vista da cidade, da Igreja Matriz, do vale do rio Urubici e das montanhas que circundam a cidade

• Cachoeira do Avencal, no Morro do Avencal, próximo às inscrições rupestres, na estrada para São Joaquim, a 6 km da Igreja Matriz. 100m de queda livre, é frequentada por praticantes de rapel. É possível chegar de carro à parte de cima da cachoeira e por caminhada de 300m à parte de baixo

 

Na área rural, na estrada para Urupema (saída pela Av. Rodolfo Andermann):

• Sete Quedas, no Campestre, a 9 km do centro. Sequência de 7 cachoeiras seguindo rio acima, com caminhada no rio e nas margens

• Morro da Cruz, no Altos do Campestre, a 10 km do centro, é uma formação de arenito. O alto do morro oferece uma visão panorâmica do Vale do Rio Canoas. Fica em área particular e o acesso exige uma caminhada de 700m

 

Na área rural, na estrada para Grão Pará (saída pela Av. Rodolfo Andermann):

• Gruta N. Sra. de Lourdes, no no Distrito de Santa Tereza, a a 12,5 km da Igreja Matriz, no caminho para o Morro da Igreja. É uma gruta de formação natural, onde se encontra dois altares como se fosse de dois andares, cercada por paredões, na qual desde 1944 existe a imagem de N. Sra. de Lourdes. Objetos e fotos são testemunhos das graças alcançadas. Há uma queda d'água com mais de 10m de altura que cai sobre os altares

• Cascata Véu de Noiva, a 20,5 km da Igreja Matriz, a 4 km do início da estrada do Morro da Igreja, 3278-5258. 62m de queda, mas não é queda livre: a água desliza sobre rochedos. Em propriedade particular, há um restaurante, estacionamento e estrutura para arvorismo. Uma caminhada de 300m leva à base da cascata. Agendar visita. É cobrada entrada

• Morro da Igreja, a 31,5 km da Igreja Matriz. A 3 km da Gruta N. Sra. de Lourdes fica o acesso à estrada asfaltada de 17 km a qual leva ao topo que está a 1.822m de altura. Sedia uma base de aeronáutica que controla o espaço aéreo de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. É o ponto habitado mais alto do sul do Brasil. Ali foi registrada a temperatura oficial mais fria do país - 17,8 graus negativos, em 1996. Para evitar neblina, o melhor horário é entre as 10h e as 15h. Os visitantes podem passar a primeira porteira, que geralmente encontra-se aberta, mas não têm permissão para entrar na área da aeronáutica, a partir da segunda porteira, que permanece fechada e com segurança em tempo integral. Se tiver neblina nem tente ir, pois o acesso é fechado. Do alto tem-se vista para a Pedra Furada

• Pedra Furada, aproximadamente 30m de circunferência. Pode ser visualizada do alto do Morro da Igreja, à borda do cânion. É o ponto de referência da divisa entre Urubici, Bom Jardim da Serra e Orleans. Em dia límpido, é possível avistar o mar, a mais de 100 km de distância

• Serra do Corvo Branco, a 29,5 km da Igreja Matriz, a 17 km da entrada ao morro da igreja, na estrada que liga Urubici a Grão Pará, a Rod. SC 439. Lendária estrada, estreita e de curvas fechadas, foi a ligação pioneira entre o litoral e a serra. A "garganta" de entrada (a estrada começa no meio de dois paredões de pedra) proporciona uma visão impressionante. Possui o maior corte em rocha do Brasil com 95m de altura. Sua denominação provém da existência de aves do mesmo nome que habitam a região

 

Roteiros oferecidos pelas agências:

• Roteiro Eco Tour Serras: passeio interligado pelas Serras do Rio do Rastro e Serra do Corvo Branco, saída de Urubici rumo a Bom Jardim da Serra (mirante do Rio do Rastro), descida pela Serra, passando pelos municípios de Lauro Muller, Orleans, São Ludgero, Braço do Norte e Grão Pará e retornando a Urubici via Serra do Corvo Branco. Inclui Cascata da Barrinha, Monumento aos Tropeiros

• Roteiro Eco Tour Campos de Santa Bárbara: ligação por estrada vicinal entre os municípios de Urubici e Bom Jardim da Serra, passando pelo Parque Nacional de São Joaquim. Inclui Rio Pelotas, Cemitério de Campanha, Cânion das Laranjeiras

• Outros roteiros: existem outros roteiros pela região. City Tour Urubici, City Tour São Joaquim e Vinícola Villa Francioni, City Tour Urupema

 

Outros:

• Morro do Oderdeng, a 4 km do centro. Com 1.400m de altitude, tem uma rampa de vôo livre e vista panorâmica da cidade

• Caverna Rio dos Bugres, é preciso enfrentar 11 km de estrada estreita de terra batida e nos últimos 300m é melhor deixar o carro e seguir a pé. Antigo abrigo de índios, a caverna fica em área de vegetação exuberante. Não esqueça de levar uma lanterna para apreciar o interior da caverna. Recomenda-se guia

• Cachoeira Rio dos Bugres, a 23 km do centro. Maior do município com 120m de altura. Trilha de até 4h, acesso de dificuldade moderada, recomenda-se guia

• Cachoeira dos Namorados, 35m de queda, está entre as cascatas Véu da Noiva e Três Irmãs. A partir da Cascata Véu da Noiva, por uma trilha íngrime, em uma caminhada de 20min chega-se a essa cachoeira

• Pedra da Águia, 30 km do centro, acesso totalmente de carro. Conhecida como um lugar místico, uma formação de arenito cujo contorno se assemelha ao desenho de uma águia com as asas abertas, é frequentado por praticantes de rapel. Pode tomar água pura e cristalina do rio Canoas e atravessá-lo por uma ponte pênsil

• Arroio do Engenho, Estrada Geral do Baiano (primeira ponte à direita), a 4 km do Centro. Trilhas bem sinalizadas, de vegetação nativa e espécies em extinção, como o xaxim, que cresce apenas 1cm por ano (lá existem xaxins milenares). Existem duas trilhas e ambas terminam em cachoeiras. Uma delas apresenta uma peculiaridade especial. É uma queda d’agua de gotículas, quase como um borrifo de água, e no inverno - quando o frio é intenso, as gotículas de água provenientes da queda d’água se cristalizam, transformando-se em pequenos flocos de neve, que acumulam ao pé da cachoeira. Ao término da segunda trilha, há outra cachoeira que leva o nome do sítio. Entrada paga, propriedade particular, acesso fácil

• Cascata Rio Vacariano, na Estrada Urubici - Rio Rufino. A paisagem pelo caminho é magnífica e o acesso é fácil

• Fazenda Rio do Tigre. Pescaria esportiva, camping, montanhismo, trekking e cavalgada na região do Morro da Forcada, que costumava ser frequentado por onças

 

Dicas e comentários sobre passeios:

• Para quem vai de carro, parece bem interessante essa proposta: "Acolhida na Colônia": associação de agricultores com a proposta de valorizar o modo de vida no campo através do agroturismo ecológico. Central de Reservas e Informações: Santa Rosa de Lima, Santa Catarina, (48) 3654-0186

• Dá para fazer todo o city tour num único dia. É possível fazer sem guia, o CIT fornece mapas e a cidade é bem sinalizada, há placas pela cidade e placas nos locais dos atrativos. Para quem está sem carro, as agências vendem esse passeio, mas achei muito caro. Dá para combinar com taxista de fazer todo o pacote ou parte nele, normalmente dividido em 2 ou 3 conforme a localidade dos atrativos. Se fizer trilhas, algumas delas já englobam um ou outro atrativo do city tour, levar isso em consideração antes de contratar o city tour

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• As trilhas em Urubici se encontram ou em área do PARNA de São Joaquim e/ou em áreas particulares, devendo-se observar algumas regras de visitação. Há algumas informações no site do ICMBio e uma Portaria que estabelece normas para o ordenamento da visitação no PARNA de São Joaquim até a publicação do seu Plano de Manejo. Entretanto, o mais indicado é consultar a administração do Parque para averiguar se o trajeto é permitido, se ele passa por área particular e quais os procedimentos a seguir, a cada visita. Lembre-se que as regras podem mudar a cada temporada

 

• A princípio a Portaria diz que a contratação de guias não é obrigatória para atividades dentro do Parque, desde que atendidas as normas e critérios estabelecidos na Portaria. Em alguns casos, essas normas e critérios conduzem à obrigatoriedade de acompanhamento de guias autorizados*

 

• Somente algumas atividades e percursos são permitidos. Informe-se previamente. É necessário solicitar autorização à administração do Parque com 15 dias de antecedência, apresentando alguns formulários preenchidos

 

• Para passar por propriedades privadas, deve ser solicitada permissão diretamente ao proprietário da área, o qual pode impor condições/restrições

 

• * No caso particular da Trilha da Pedra Furada, ela passa por dentro da Base da Aeronáutica e o DTCEA-MDI exige o acompanhamento de guias autorizados. Pode-se entrar em contato com o DTCEA-MDI e tentar obter autorização para fazer a trilha sem guia. Convém ressaltar que esta sistemática deve ser respeitada a fim de evitar que o DTCEA-MDI venha a proibir o acesso a esse ponto turístico

 

• O acompanhamento de guias autorizados facilita o processo, uma vez que dispensa o pedido de autorização prévia ao parque e usualmente eles já têm um acordo para acesso às propriedades particulares. Dessa forma, os guias fazem a intermediação com o parque e os proprietários

 

• As trilhas não são sinalizadas, nem demarcadas. Para quem não conhece a região não é fácil ir sozinho, mesmo com tempo bom (com visibilidade). Atente para o fato que o tempo pode virar de repente e ficar com serração, dificultando a orientação na trilha e comprometendo a segurança

 

As trilhas relatadas a seguir foram percorridas e impressões sobre o percurso, a paisagem podem ser vistas no relato de Urubici.

 

Trilha Serra do Corvo Branco

Caminhada no limite norte do Parque Nacional de São Joaquim, pela borda da Serra do Corvo Branco, com visual ao longe do Morro da Igreja, de algumas cidades e de parte do litoral. Visual da cachoeira do Corvo Branco com 85m de queda. O objetivo é visualizar a Serra do Corvo Branco por cima da sua fenda e contemplar a visão da borda mais plana da Serra Geral.

Às margens da Estrada da Serra do Corvo Branco, imediatamente antes do famoso corte em rocha por onde a estrada continua, a estrada tem um recuo do lado esquerdo, onde é possível estacionar. A Trilha Serra do Corvo Branco começa do outro lado da estrada, ou seja, do lado direito de quem desce. Dá para ver uma espécie de estrada abandonada que sobe o morro. Esse trecho é bem úmido por conta das minas d'água e é bem demarcado pela passagem de gado que pisoteia tudo, formando um misto de grama, barro e sulcos com água. Subindo sempre se chega a um local com ruínas de uma antiga fazenda. Forma uma espécie de platô, cujas bordas são os cânions da região. Não há trilha demarcada nessa área, devido principalmente às condições do terreno. Sem conhecimento pode-se perder algum recanto que conduz a um mirante legal. Descortinam-se por todos os lados vários visuais impressionantes dos paredões dos cânions, das cachoeiras e dos morros da região. No horizonte, avista-se o que pode ser o litoral, mas está muito longe. Tem muitos trechos de turfa, onde tem que pisar nos tufos de vegetação para tentar não afundar o pé na água. Bota de trilha é essencial. Alguns locais têm pedras e pode ser escorregadio. Voltamos pelo mesmo caminho da ida.

 

Trilha da Pedra Furada

Contorna-se o cume do Morro da Igreja, com vista panorâmica: vales, cânions e até o litoral sul, assim como os contrafortes da Serra Geral. O objetivo é chegar ao centro da Pedra Furada

O estacionamento fica antes do primeiro portão do Destacamento de Controle do Espaço Aéreo: Morro da Igreja (DTCEA-MDI). A Trilha da Pedra Furada começa mais acima, onde a estrada faz uma curva à direita e o guard rail termina, do lado esquerdo. A trilha segue mais ou menos demarcada. Ela é bem estreita, tem um trecho no início que vai roçando pelo mato o tempo todo. O mato não é muito alto, mas cobre a gente, fazendo um túnel. A trilha vai contornando o morro pela esquerda, primeiro. Vamos acompanhando, os equipamentos do Destacamento de Controle do Espaço Aéreo: Morro da Igreja (DTCEA-MDI), que ficam no alto. Tem uma boa subida no início. Trilha prossegue até uma borda onde dá para ter a vista da Pedra Furada por trás. Depois disso a trilha começa a descer bem íngreme, dentro de mata fechada e é bem estreita. A descida é bem forte até chegarmos à Pedra Furada, vamos parar dentro do furo. De lá dá para ver o pessoal no Mirante do Morro da Igreja. A volta é realizada pelo mesmo caminho.

 

Infelizmente não tive tempo de percorrer as trilhas descritas abaixo, mas deixo aqui a pesquisa que realizei.

 

Trilha Nascente do Rio Pelotas

Caminhada pelos campos de Santa Bárbara, beirando cânions. Oferece uma visão oposta ao Morro da Igreja, visualizando-o de frente, assim como outros ângulos da Pedra Furada. Vista panorâmica do litoral e contrafortes da Serra Geral. O Objetivo é chegar à nascente do Rio Pelotas

 

Trilha Cânion das Laranjeiras

Caminhada no limite sul do Parque Nacional de São Joaquim, em Bom Jardim da Serra

 

Trilha Cânion Espraiado

Caminhada longa (28 km - ida e volta) no entorno do Parque Nacional de São Joaquim, na região do vale do Rio Canoas. É considerado o maior cânion da região de Urubici. O Rio Espraiado corre nas paredes com mais de 400m, formando sucessivas cachoeiras

 

• Outras trilhas: existem outras trilhas e travessias pela região, algumas apropriadas somente para a época do verão por passarem dentro de rios. Serra dos Bitus, Cachoeira do Bispo, Pirâmide da Borda da Serra, Serra do Avencal, Campinho, Casa de Pedra, Cachoeira dos Namorados e Cascata das Três Irmãs, Morro Pelado, Morro da Cruz, Nascentes Geladas

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• Urubici Park Hotel, Av. Adolfo Konder, 2278, Centro, 3278-5300, urubici@urubici.com.br, http://uph.com.br/ É simples, mas agradável. Quarto simples com aquecedor e sem frigobar. Banheiro reformado com box blindex, aquecimento central e torneira de água quente na pia. O aquecedor no quarto não funcionava, mas não estava tão frio e o interior do prédio já era naturalmente mais quente. Quarto era barulhento, dava para ouvir som do corredor, dos outros quartos e da rua. Atendimento não era ruim, mas achei impessoal, deixou a desejar, talvez por conta do hotel estar lotado. Café bom, tinha 2 tipos de suco que não eram naturais, mas a variedade de bolos/tortas doces e salgados compensava. Sem desconto, por ser alta temporada, foi o preço mais alto que paguei e foi uma das pousadas mais simples da viagem

 

Outras opções:

• Pousada das Flores, Av. Adolfo Konder, 2273, Esquina, 3278-4107, contato@pousadadasfloresurubici.com.br, http://pousadadasfloresurubici.com.br/

• Cabanas Beira Rio, R. Pe. José G. Espíndola, 275, 3278-5085, beirariourubici@hotmail.com, http://www.cabanasbeirario.com.br/

• Pousada Café Mel, Av. Adolfo Konder, 1844, Esquina, 3278-5214, contato@cafemel.com.br, http://www.cafemel.com.br/contato.html

• Pousada Alto da Colina, R. Ari Vieira Rodrigues, 700, (49) 3278-4669 / (47) 9609-8796 / (47) 8821-0722, contato@pousadaaltodacolina.com, suelimeira@yahoo.com.br, http://www.pousadaaltodacolina.com.br/

 

Dicas e comentários sobre hospedagem:

• Há várias cidades na serra catarinense que podem servir de base de apoio ao turista, mas como estava sem carro optei por Urubici, por ficar mais próxima dos principais atrativos e por ter infraestrutura com opções de hospedagem e alimentação

• Para quem está sem carro, acho que a alternativa mais prática e viável é ficar hospedado no centro, onde há fácil acesso a comércio, restaurantes e bancos. Entretanto as melhores hospedagens se localizam na área rural e, no inverno, deve ser mais frio e mais bonito ver geada em meio às paisagens rurais

• Disseram que é fresco no verão, mas que nos últimos anos o calor aumentou. Não sei se AC é necessário no período mais quente

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• Zeca's Bar, Av. Adolfo Konder, 522, 3278-4501 / 8403-1053, diar das 11-23h. Ambiente é bem simples, mas é agradável. No almoço, tem buffet livre ou pratos de truta com uma truta inteira sem espinha e com direito ao buffet livre. Comida boa e sem miséria. O preço do refrigerante também é honesto. À noite, fomos de rodízio de pizza, massa bem fina e pizzas muito boas. Relação custo-benefício muito boa

 

• Rest. Aquilo Tudo, Av. Adolfo Konder, 1016, 3278-4005. Ambiente simples, mas agradável, aberto no horário do almoço, exceto às quartas-feiras, oferece buffet por kg que é muito bom, tem pouca variedade, mas comida é gostosa e bem preparada. Boa relação custo-benefício

 

• Churrascaria Tradição, Av. Adolfo Konder, 2310, 3278-5179. Ambiente simples, mas agradável, aberto no horário do almoço, tem opção de buffet por kg, livre e espeto corrido. Preço bom, boa relação custo-benefício

 

• Canto do Sabiá, Av. Adolfo Konder, 763, Centro, 3278-4181, seg-sex das 18-22h, sáb, dom e fer das 15-22h, em julho diar das 15-22h. Ambiente muito agradável, decoração bonita, os lanches são bons com destaque para os wraps, mas ficou meio caro considerando-se que foi um lanche. Relação custo-benefício razoável

 

• Átrio Restaurante, Av. Antônio Andermann, 886, 3278-5140 / 9918-9880, qui e sex das 19-23h, sáb e fer das 12-23h, dom das 12-15h, na alta temporada seg-sex das 14-23h, sáb das 12-23h, dom das 12-15h. Trutas e frescal. Ambiente agradável, lugar bonito, decoração legal, louças e cálices bonitos. Pratos individuais, comida boa, mas um pouco cara. Relação custo-benefício razoável

 

• Padaria Vó Maris, Av. Adolfo Konder, 973, 3278-4872. Padaria para tomar um cafezinho à tarde

 

• Vale dos Sonhos, Estrada para o Morro da Igreja. É uma espécie de café/bistrô com produtos naturais e orgânicos. O local é muito bonito, lá tem um deck com vista para as serras, dá para ver a torre do Morro da Igreja. A casa é linda, a decoração charmosa, o jardim mimoso, tudo arrumadinho, ambiente muito agradável. A sala tem uma parede de vidro através da qual descortina-se um visual demais. O atendimento é muito bom. Os crepes, quiches, tortas, chás são todos orgânicos e muito gostosos. As louças são bonitas e a apresentação dos pratos é caprichada. Os preços são mais elevados, mas são condizentes com a qualidade dos produtos e o charme do ambiente, por isso considero a a relação custo-benefício de razoável a boa

 

Outras opções:

• Taberna Bistrô, Av. Pref. Natal Zilli, 3330, 3278-5121, seg-sáb das 18-22h, sáb e dom das 12-15h. Disseram que é muito bom, ambiente mais caprichado, pratos mais elaborados e preço mais elevado também

 

Dicas e comentários sobre alimentação:

• Não sei se podem ser chamados de comida típica, mas há pratos de truta e frescal que podem ser servidos com molhos e acompanhamento feitos à base de pinhão

• Gostei muito do suco de maçã. Não sei se existem outras marcas, mas experimentei o da Sanjo de São Joaquim

• Outro produto regional é o mel de Bracatinga, mais escuro e menos doce do que o de néctar floral

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Contatos úteis:

• Prefeitura Municipal de Urubici, Pça. Francisco Pereira Souza, 53, Centro, 3278-4211 / Fax 4211, urubici@urubici.sc.gov.br

• Conselho Municipal de Turismo de Urubici, http://portaldeurubici.com.br/comtur/

• PARNA de São Joaquim, R. Felicíssimo R. Sobrinho, 1542, Urubici, 3278-4994, parna.saojoaquim@icmbio.gov.br http://www.icmbio.gov.br

• Destacamento de Controle do Espaço Aéreo: Morro da Igreja (DTCEA-MDI), Caixa Postal 41, CEP 88.650-000, Urubici, 3222-1935, http://www.fab.mil.br/portal/capa/index.php?id=160&page=mostra_catalogo

 

Postos de Informações Turísticas

• Informações Turísticas, Av. Adolfo Konder, 2543, 3278-4245. Há mapas e folders disponíveis

 

Links úteis:

Prefeitura Municipal de Urubici

Portal Urubici

Portal Urubici SC

 

Receptivos Turísticos:

• Graxaim, Av. Adolfo Konder, 2386, 3278-5617 / 9151-4011, graxaim@graxaim.com, http://www.graxaim.com/ Fiz a Trilha Serra do Corvo Branco com o Sérgio, bastante profissional, gostei muito do serviço

• Terras do Sul, Posto Rodoserra (Ipiranga), 1.o andar, Esquina, 9106-3663, terrasdosulurubici@gmail.com, Como Sérgio já estava com a agenda ocupada no próximo dia, ele disse que arrumaria outro guia para nos acompanhar no dia seguinte. Assim, ele nos apresentou o Dani, uma figura, que nos levou na sua kombi reformada, que foi o seu meio de transporte para a Patagônia. Foi muito divertido o dia

 

Outras opções:

• Iran Elitoncer Croda de Souza - Guia de Turismo em Urubici, R. Celeste Guizone, 185, 9966-8006, iranguiaturismo@gmail.com

• Serra Sul Ecoturismo, Av. Prefeito Natal Zilli, 2778, 3278-4838 / 8846-8717 / 8858-0859, contato@serrasul.tur.br, http://www.serrasul.tur.br/

• Caminhos da Serra, Av. Adolfo Konder, 2628, 3278-4273 / 8802-2610, acaminhosdaserra@yahoo.com.br, consultas@caminhosdaserra.tur.br, http://www.caminhosdaserra.tur.br/

• Tribo Xokleng Turismo, Av. Natal Zilli, 3006, 3278-5658 (ou Av. Adolfo konder, 2038, 3278-5258?), contato@triboxokleng.com.br, http://www.triboxokleng.com.br

• Corvo Branco Expedições, SC 439, na Serra do Corvo Branco e a 30 km de Urubici, 3278-2096, refugio@riocanoas.com.br, http://www.riocanoas.com.br

• Cia de Cavalgadas, SC 430, km 5, Bairro Caneleira, 9917-3447 / 9993-3526

• Turisarte - Turismo e Artes, Av. Adolfo Konder, 1705, Centro, 3278-4092. Mini Museu de utensílios indígenas. Serviços de guia para: Acampamentos, Trilhas Ecológicas, Trekking, Pesca Esportiva, Cavalgadas. Atendimento individual e grupos

• Urubici Ecoturismo, Av. Prefeito Natal Zilli, 3310, Esquina, 3278-5472 / 4726 / 9125-7198 / 9109-5725, urubiciecotur@yahoo.com.br

 

Dicas:

• Tem pousadas, restaurantes e comércio em geral ao longo da avenida principal desde o Centro até o Bairro Esquina. Dá para fazer tudo a pé, mas à noite no inverno não tem ninguém andando pelas ruas. A maioria do pessoal vai de carro para Urubici e sai de carro, pois o frio é forte e se estiver ventando a sensação térmica cai ainda mais

• Sobrevivemos sem aquecedor e sem cobertor térmico, mas não sei como a situação fica em períodos muito frios. Era julho, mas não estava muito frio no período que passamos na serra catarinense, fez mínima de -2° C, mas durante o dia o sol brilhava pleno e esquentava

• Levei casacos, blusas de lã, moletons aflanelados, meias, luvas, gorros, cachecóis, que dão conta de um frio "normal". Eventualmente, se a temperatura cair muito, se nevar, se o vento estiver muito forte, pode ser necessário uma vestimenta mais apropriada

• No período de frio, prepare-se para virar defumado, voltei de lá com todas as minhas roupas cheirando a fumaça. A cidade tem cheiro de fumaça constante à noite, por conta das chaminés das lareiras dos hotéis, dos restaurantes, das casas...

• No verão, o lugar também é um bom destino com temperaturas amenas e trilhas especiais para o período

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Roteiro 1: city tour Urubici

• Igreja Matriz N. Sra. Mãe dos Homens

• Inscrições Rupestres

• Belvedere

• Cachoeira do Avencal

• Sete Quedas

• Morro da Cruz

Em apenas 1 dia, os principais pontos turísticos da cidade podem ser visitados. É necessário ir de carro, devido às distâncias entre um ponto e outro e a inexistência de transporte público, mas é tudo bem sinalizado. Agências oferecem esse passeio, outra alternativa é contratar um taxista. À noite, se o frio permitir, pode-se caminhar pela avenida principal da cidade, mas o único destino será um restaurante, pois não há comércio turístico aberto nesse período.

 

Roteiro 2: Trilha da Pedra Furada

• Cascata Véu de Noiva

• Morro da Igreja

• Trilha da Pedra Furada

É necessário ir de carro até o ponto de início da trilha. Agências oferecem transporte e guia. É possível conseguir autorização para ir sem guia, mas é necessário contatar o parque e o Destacamento de Controle do Espaço Aéreo: Morro da Igreja (DTCEA-MDI) com antecedência e a trilha não é sinalizada, nem demarcada. Aproveite o dia para passar na Cascata Véu de Noiva e no mirante do Morro da Igreja.

 

Roteiro 3: Trilha Serra do Corvo Branco

• Gruta N. Sra. de Lourdes

• Trilha Serra do Corvo Branco

É necessário ir de carro até o ponto de início da trilha. Agências oferecem transporte e guia. É possível conseguir autorização para ir sem guia, mas é necessário contatar o parque com antecedência e a trilha não é sinalizada, nem demarcada. Aproveite o dia para passar na Gruta N. Sra. de Lourdes.

 

Roteiro 4: Trilha Nascentes do Rio Pelotas. Disseram que o visual da trilha é muito bonito

• Trilha Nascentes do Rio Pelotas

É necessário ir de carro até o ponto de início da trilha. Agências oferecem transporte e guia.

P.S.: não fiz esse roteiro.

 

Roteiro 5: Trilha Cânion Espraiado. É considerado o maior da região de Urubici, mas é uma trilha longa e pesada

• Trilha Cânion Espraiado

É necessário ir de carro até o ponto de início da trilha. Agências oferecem transporte e guia.

P.S.: não fiz esse roteiro.

 

Roteiro 6: Tour Serra do Rio do Rastro e Serra do Corvo Branco

• Bom Jardim da Serra: Cascata Salto do Rio Pelotas, Cachoeira da Barrinha, Cânion das Laranjeiras

• Rod. SC 438 - Estrada da Serra do Rio do Rastro

• Rod. SC 439 - Estrada da Serra do Corvo Branco

Saída de Urubici, passando por Bom Jardim da Serra e por 2 belas rodovias: descida pela Serra do Rio do Rastro e subida pela Serra do Corvo Branco com retorno a Urubici. É necessário ir de carro. Agências oferecem esse passeio.

P.S.: não fiz esse roteiro.

 

Roteiro 7: city tour Urupema

• Urupema: Trutas no Rio Coronas, Morro das Torres, Cascata que congela

É necessário ir de carro. Agências oferecem esse passeio.

P.S.: não fiz esse roteiro.

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Terca, 17/07/2012 - chuvoso, chuva fina e às vezes vento

Garopaba: city tour, Terminal Rodoviário, Florianópolis: Terminal Rodoviário Rita Maria, Urubici: Urubici Park Hotel

Não dá para fazer muita coisa em dia de transfer e como teríamos que pegar 2 ônibus (1 para a capital e outro para Urubici), marcamos o primeiro com bastante tempo de folga para pegar o segundo, ainda mais que esse era só uma vez por dia. O dia também não estava ajudando, pois estava chovendo. Deixei uma blusa a mais na mala de mão, prevenindo contra o frio da serra catarinense. Como o movimento na pousada estava tranquilo e o pessoal era muito legal, nos deixaram fazer late check-out sem cobrar a mais por isso (algumas cobram 1/2 diária). Voltamos ao Rest. Bifão, BBB (bom, bem servido e barato). Como estava chovendo, pedimos um táxi para o Terminal Rodoviário. Não tinha taxímetro, deve ser tabelado de acordo com o destino. O ônibus para a capital seguiu no mesmo esquema da vinda, parando como um circular por todo o caminho. Chegamos ao Terminal Rodoviário Rita Maria cedo. Deu tempo de olhar a estrutura do local, vimos 2 lanchonetes no mesmo nível e escolhemos a que tinha mesa e mais espaço para deixar as nossas malas. Achei os preços dos lanches meio caros, mas como as alternativas não eram muito viáveis: não seria prático sair de lá com a bagagem ou gastaríamos para alugar um locker, fizemos um lanche lá mesmo. No meio do terminal tem banheiros gratuitos, mas o masculino estava fechado, só funcionava o pago. Pegamos o ônibus para Urubici e perguntei ao motorista se ele passava em frente ao hotel e ele confirmou que sim e que nos deixaria lá. Voltamos um trecho por onde já tínhamos passado, pois ele vai até Palhoça, quando entra para Santo Amaro da Imperatriz, Águas Mornas, Rancho Queimado, Alfredo Wagner, Bom Retiro e finalmente Urubici, que era o nosso destino, mas acho que a linha prosseguia até São Joaquim. Estava chuviscando no meio do caminho, mas não chovia quando descemos em Urubici, pouco depois das 22h. Não estava muito frio. As instalações do quarto eram simples e era meio barulhento, dava para ouvir o barulho do corredor e dos outros quartos. O aquecedor no quarto não funcionava, mas não me importei, pois não estava tão frio.

 

Quarta, 18/07/2012 - nublado/ensolarado com nuvens

City tour

Acordamos não muito cedo. Descemos para o café que tinha variedade de salgados e bolos/tortas doces, a única ressalva eram os sucos não naturais, mas como estava frio aproveitei para tomar chá e tinha vários tipos. Para variar um pouco, tinha bastante movimento, pois na serra julho é alta temporada. Não estava muito frio, o termômetro indicava 7° C de manhã. Perto do hotel fica o CIT, passamos por lá e, depois de pegar mapas e folders, conversamos com o Iran que também trabalha como guia, mas como ele não fornece transporte, ele indicou o Sérgio da Graxaim, que fica em frente, do outro lado da rua. Conversamos com o Sérgio e nos informamos sobre as opções. Como o dia não estava muito bonito, decidimos aproveitar para fazer um reconhecimento pela cidade antes de marcar alguma trilha. Seguimos pela avenida até o centro, que parece ser a espinha dorsal da cidade. A avenida tem canteiros com amor perfeito, muitas casas de madeira coloridas todas bem cuidadas e com jardins gramados e floridos. A cidade é cercada por morros com vegetação, onde se destacam as araucárias. Há extensos terrenos vazios e, em alguns locais, parece que estamos na roça. Entretanto a cidade está começando a ter alguns prédios, ainda que baixos. Seguimos até a Igreja Matriz N. Sra. Mãe dos Homens, que é muito bonita tanto por fora quanto por dentro. Ali perto da igreja, tem um ponto de táxi, paramos para conversar com um taxista e vimos preços de tours. Os atrativos de Urubici podem ser basicamente agrupados em 3 roteiros reunidos por sua localização. Resolvemos fazer um tour mais curto passando por 3 pontos turísticos. Primeiro fomos às Inscrições Rupestres. A visita é rápida, pois não tem quase nada o que fazer ali. São poucas as inscrições, mas o paredão rochoso é bonito, bem como a paisagem em torno com as macieiras ao redor e a Cascata do Avencal ao longe. Depois da foto clássica da "Máscara do Guardião", seguimos à Cascata do Avencal, cuja entrada é paga. Tem um mirante logo na entrada e uma caminhada de poucos metros leva ao segundo mirante, ambos com visão de cima da cascata que é muito bonita. Parece que o local também oferece atividades como tirolesa e arborismo. Na volta paramos no Mirante ou Belvedere que oferece basicamente uma vista da cidade com os morros ao redor. Retornamos ao centro e por indicação do taxista, almoçamos no Zeca's Bar, que foi uma ótima escolha, comida boa e honesta. Passamos na Agência Graxaim e agendamos trilha para o dia seguinte. À noite fomos ao Zeca's Bar de novo. Rodízio de pizza, massa super fina, pizza gostosa. Na volta, as ruas estavam vazias, não tinha quase ninguém andando. Praticamente todos os turistas vão de carro para lá e andam de carro. Fomos ao termômetro que marcava 5° C lá pelas 20h30min. A cidade cheirava fumaça por conta das lareiras das casas.

 

Quinta, 19/07/2012 - serração pesada de manhã, mas logo tempo abriu, céu azul, sem nenhuma nuvem

Trilha Serra do Corvo Branco

Disseram que tinha feito mínima de -2° C, mas quando saímos do hotel já estava 0° C às 8h30min. Fomos até a Agência Graxaim e saímos rumo a Serra do Corvo Branco de carro 4x4, mas é perfeitamente possível ir de carro comum. Parte do trecho foi asfaltada recentemente, aliás, abriram uma estrada larga e nova. Há várias propriedades rurais, muitas macieiras, ameixeiras e araucárias deixando a paisagem muito bonita. O asfalto vai da cidade até um determinado local, depois é cascalho até o início da Serra do Corvo Branco, quando a estrada volta a ser pavimentada no trecho mais crítico. Passada a serra, é cascalho de novo. A estrada tem um recuo do lado esquerdo, próximo à entrada da Serra do Corvo Branco, onde é possível estacionar, mas há uma cerca de arame farpado no local e uma placa indicando que é propriedade particular, a Recanto Portal das Nascentes. À beira da estrada, há uma placa informativa e não tem como errar o local, pois tem o famoso corte em rocha por onde a estrada segue. A Rodovia SC 439 é conhecida nesse trecho como Estrada da Serra do Corvo Branco. A Trilha Serra do Corvo Branco começa do outro lado da estrada, do lado direito de quem desce. Dá para ver uma espécie de estrada abandonada que sobe o morro. É bem úmido por conta das minas d'água e é passagem de gado que pisoteia tudo, formando um misto de grama, barro e sulcos com água. Subindo sempre em meio à vegetação, tem muita variedade de carqueja, desde os menores até algumas de arbusto bem grande com troncos mais grossos. Esse trecho é bem demarcado por causa da antiga estrada que hoje é passagem de gado. Subindo sempre se chega a um local com ruínas de uma antiga fazenda. Em cima, a paisagem muda completamente, é rasteira com alguns arbustos bem baixos. Forma uma espécie de platô, cujas bordas são os cânions da região. Não há trilha demarcada nessa área, devido principalmente às condições do terreno. Sem conhecimento pode-se perder algum recanto que conduz a um mirante legal. Primeiro, percorre-se a borda de um cânion interno e dá para ver várias cachoeiras que escorrem pelos paredões. Percorrendo a parte externa dos cânions dá para ter um visual da Pirâmide (ou Morro Comprido) e do Morro da Igreja com as torres da Aeronáutica. Continuando a trilha, dá para ver o Cânion Espraiado, a Serra do Corvo Branco e o final da parte de descida da estrada. De um dos diversos mirantes naturais, temos uma visão do que parece ser o corte em rocha da Estrada da Serra do Corvo Branco. Descortinam-se por todos os lados vários visuais impressionantes dos paredões dos cânions, das cachoeiras e dos morros da região. No horizonte, avista-se o que pode ser o litoral, mas está muito longe. Tem muitos trechos de turfa, onde tem que pisar nos tufos de vegetação para tentar não afundar o pé na água. Bota de trilha é essencial. Alguns locais têm pedras e pode ser escorregadio. Depois de contornar a borda externa do cânion, retornamos às ruínas da fazenda e descemos pelo mesmo caminho da ida. Voltamos à Estrada da Serra do Corvo Branco e descemos até o Mirante que é bem próximo. Pelo recorte da pedra escorre água e tem vegetação recobrindo as pedras. Para ver a estrada, os cotovelos, é melhor descer um pouco até o meio do primeiro cotovelo. De lá dá para ver o ziguezague inicial que é bem marcado na descida abrupta da serra. Como o passeio foi muito bom, resolvemos marcar outra trilha para o dia seguinte, mas o Sérgio já tinha compromisso agendado. Entretanto, ele disse que verificaria com outros guias e que nos daria um retorno à tarde. Voltamos ao centro e almoçamos no Rest. Aquilo Tudo, que é muito bom, tem pouca variedade, mas comida é gostosa e bem preparada. Foi lá que eu vi o suco de maçã pela primeira vez. Perguntei para o Sérgio o que era aquele líquido amarelo que ele estava tomando, ele respondeu que era suco de maçã. Resolvi experimentar e adorei! Vem engarrafado, igual suco de uva, mas é de maçã, feito em São Joaquim. Mais tarde, o Sérgio nos levou até o posto de gasolina para nos apresentar o guia Dani, que estava abrindo a agência dele no prédio anexo ao posto. Combinamos uma trilha para o dia seguinte. Só nesse dia que percebemos que não tinha frigobar no quarto, mas não fazia diferença, pois água em temperatura ambiente já estava bem fresca. Fomos tomar um lanche no Canto do Sabiá, que tem decoração bonita, os lanches são bons, mas é meio caro. Na volta fomos até o termômetro e marcava 3° C às 21h30min. Reparei que os ladrilhos da calçada têm desenho de maçã. Vou virar defumado, a cidade tem cheiro de fumaça constante à noite, por conta das chaminés das lareiras.

 

Sexta, 20/07/2012 - serração pesada de manhã, mas logo tempo abriu, céu azul, sem nenhuma nuvem

Trilha da Pedra Furada

O Dani veio nos pegar no hotel às 9h com sua Kombi reformada e viajada. Ele é uma figuraça, foi de Kombi para Ushuaia dormindo nela. Pegamos a Estrada para o Morro da Igreja. No meio do caminho, passamos no Vale dos Sonhos (ou Chalé do Clé), uma espécie de café/bistrô com produtos naturais e orgânicos, onde o Dani pegou pai e filho de Curitiba que estavam lá para nos acompanhar na trilha. Acho que eles são parentes do pessoal do bistrô. Tinha um pouco de geada lá. O local é muito bonito, lá tem um deck com vista para as serras, dá para ver a torre do Morro da Igreja. A casa é linda, a decoração charmosa e grandes janelas de vidro oferecem vista panorâmica para a paisagem montanhosa da região. Do lado de fora, há um jardim mimoso, é tudo arrumadinho, ambiente muito agradável. Primeiro fomos ao Mirante do Morro da Igreja. A estrada até lá é toda asfaltada. Passamos pelo primeiro portão do Destacamento de Controle do Espaço Aéreo: Morro da Igreja (DTCEA-MDI) que estava aberto. Pouco depois há uma placa do Parque Nacional de São Joaquim. Seguimos até o mirante. Dá para ver a Pedra Furada e todas as serras/morros ao redor. Visual lindo! Fotos e admiração! Retornamos um pouco pela estrada. A Kombi foi estacionada antes do primeiro portão (no sentido de quem sobe, ou seja, para fora da área). A Trilha da Pedra Furada começa mais acima, onde a estrada faz uma curva à direita e o guard rail termina, do lado esquerdo. A trilha segue mais ou menos demarcada. Ela é bem estreita, tem um trecho no início que vai roçando pelo mato o tempo todo. O mato não é muito alto, mas cobre a gente, fazendo um túnel. Tem muita carqueja e um tipo de bambu fininho. A trilha vai contornando o morro pela esquerda, primeiro. Vamos acompanhando, os equipamentos do Destacamento de Controle do Espaço Aéreo: Morro da Igreja (DTCEA-MDI), que ficam no alto. Logo tem uma parte aberta da trilha com visual da Serra do Corvo Branco e da Pirâmide. Tem um trecho de turfa encharcada, mas tem como passar sem encharcar o pé, basta pisar nos tufos de vegetação ou pelas bordas da trilha. Tem parte coberta de lascas de pedras que parece ter sido cascalhada artificialmente. Tem uma boa subida no início. Trilha prossegue até uma borda onde dá para ter a vista da Pedra Furada por trás. Depois disso a trilha começa a descer bem íngreme, dentro de mata fechada e é bem estreita. Tem muita raiz de árvore e pedra pelo caminho que até ajudam a transpor o desnível, pois viram degraus. Em alguns trechos, a ajuda vem da vegetação ao redor, o jeito é agarrar nos galhos para descer. A descida é bem forte até chegarmos à Pedra Furada, vamos parar dentro do furo. De lá dá para ver o pessoal no Mirante do Morro da Igreja, até acenamos para eles. Retornamos pelo mesmo caminho. Na volta paramos no bistrô para deixar os 2 e aproveitamos para fazer um lanche muito bom, mas que ficou meio caro. Jantamos no Rest. Átrio, ambiente um pouco mais caprichado, pratos individuais. Voltamos ao hotel e aproveitamos para parar no termômetro que marcava 5° C.

 

Sábado, 21/07/2012 - ensolarado, céu azul com algumas nuvenzinhas ralinhas

Florianópolis: Terminal Rodoviário Rita Maria, Cecomtur Hotel

 

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