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LeoRJ

relato Rumo a Machu Picchu em Moto Alugada em Cusco

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Aluguel da Moto:

 

Agencia da Pâmela

 

A Tornado, pede pra ela te cobrar 25 dólares ou 35 na Falcon. Já fui com as duas e a Tornado aguenta numa boa.

 

Com esse valor, pode pedir equipamento completo pra duas pessoas que ela te dá tranquilo. Casaco corta-vento, luvas, capacete...

 

O bom da moto é que vc faz o Valle Sagrado + Machu Picchu, tudo no seu tempo e sem guia chato perturbando.

 

Um roteiro barato de quatro dias que vc pode fazer tranquilamente:

 

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Tenho outros de 5 dias (U$290.00) e 7 dias (U$ 382.00). Mas se quer economia, o de 4 é ideal. E dá pra curtir muito !!!

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O valor também inclui os itens: kit com bomba, câmaras, cabos de freio e embreagem e algumas ferramentas.

 

O grau de dificuldade depende muito de que caminho vc vai querer ir.

 

Em 2007 eu fui por Ocobamba. Peguei neve, tempestade de gelo, abismos de mais de 1000 metros, passei por dentro de rios com água até a metade da moto, pontes de madeira amarradas por corda somente (balança pra caralho) e da largura de uma pessoa a pé.

 

Uma merda de caminho, e ainda encontrei um grupo de narcotraficantes junto com o Sendero Luminoso em Apurímac.

 

Um horror !!! Tinha hora que eu sentava no chão chorava e continuava o caminho.

 

E olha que me amarro em aventura e detesto caminho fácil.

 

Em 2008, fiz o caminho mais fácil, que é por Abra Málaga (o que está no roteiro acima) e é bem tranquilo e muito bonito.

 

Vc passa por todo Valle Sagrado, de Ollantaytambo (final do Valle) vc começa a subir pra Abra Málaga até chegar a 4300 metros.

 

Lá em cima é muito foda. Vários nevados e um frio da porra no inverno.

 

Depois disso vc desce mais uma hora + ou - até chegar em Alfamayo, que é no final do asfalto. Dali em diante é estrada de terra, mas bem conservada.

 

Vai descer até Santa Teresa. De la pra hidrelética e da hidrelétrica vc sobe andando pelos trilhos até chegar a MP.

 

O caminho dos trilhos é bem legal e seguro. E quase plano também. 3 horas de subida até Águas Calientes.

 

Levar lanterna, pois se chegar a hidrelétrica a noite, vai precisar dela pra subir.

 

Roteiro:

 

1º dia - Alugou a moto - Bota gasolina num posto que fica na subida de Saqsayhuaman (estrada que leva ao Valle Sagrado) - Conhece as ruínas de Pisac - Conhece as ruínas de Ollantaytambo - Dorme em um hotel que fica na parte de cima da cidade.

 

Esse hotel fica na entrada da cidade, numa esquina. Fácil de achar, tem dois andares e fica ao lado de uma garagem. Nesse hotel vc pode entrar com a moto. Custa 30 soles uma suíte. Pode chorar pra 25 se quiser.

 

2º dia - Abastecer a moto em Ollantaytambo (muito importante) - Pegar a estrada de asfalto até Alfamayo - Santa Maria - Santa Teresa - Hidrelétrica - Subir andando por 3 horas - Águas Calientes e dormir.

 

Abastecer a moto em Santa Teresa (só perguntar onde vende gasolina)

 

Não aceite ficar em qualquer hotel em Águas Calientes, procure bastante e pague uns 25 soles numa suíte.

 

3º dia - Ir bem cedo pra MP - Não perder a hora do trem que volta pra Hidrelétrica - Abastecer a moto novamente em Santa Teresa - Voltar a Ollantaytambo - Dormir lá.

 

4º dia - Abastecer a moto em Ollantaytambo - Subir pra Hilloc e Patacancha - Sair de Ollantaytambo no máximo 13:00 - Pegar a estrada via Chinchero e se precisar, abastecer no caminho, lembrando de não colocar gasolina demais, pois não precisa entregar a moto com gasolina.

 

 

Dicas Importantes:

 

O Valle Sagrado acaba em Ollantaytambo. Dali em diante é a estrada de Abra Málaga, que é asfaltada até Alfamayo (micro povoado a beira da estrada). Dali em diante é terra. Mas em boas condições.

 

Em Santa Maria, vc vai ter que pegar um caminho bem a esquerda (por trás de um restaurante). Pare pra perguntar, senão vai seguir na estrada principal até Quillabamba (longe pra caramba).

 

Dali vc segue pra Santa Teresa e depois pra Hidrelétrica.

 

Quando vc alugar a moto, a Pâmela vai te dar equipamento completo.

Capacete, luvas, goggles, casaco corta vento e impermeável, calça (não aceite é um saco usar ou carregar) e também um kit pra se furar o pneu. Ela vai dar um óleo pra passar na cadena (corrente) da moto. Se não passar todo dia pela manha, pode estourar. Lá é muito seco e frio. Tem que fazer isso !!

 

A Pâmela vai falar pra vc deixa a moto na casa da Júlia que é tia dela e mora em Santa Teresa. O problema é que se vc deixar a moto lá, vai ser uma merda pra chegar na hidrelétrica, que fica a 30 minutos de Santa Tereza.

 

Vai com a moto e para ela num barzinho que fica 50 metros antes do posto policial da entrada da estação de trem da hidro.

 

Além de ter polícia ali direto, o cara do bar é super tranquilo e dorme no local. Todo mundo deixa lá numa boa.

 

Dá uns 15 soles de gorjeta pra ele = 5 dólares. (quando chegar, não na volta). Ele não pede, mas consideração se paga com consideração.

 

Não cai na da velha nem na da Pâmela, pois elas vem com besteiras dizendo que é perigoso deixar a moto lá. Tudo isso pra vc ter que dormir na casa da tia dela e pagar uma grana pra velha.

 

Quem alugou a moto foi vc e vc quem decide o que fazer, não elas.

 

Em 2007 a velha vez uma grosseria dizendo que a moto era da Pâmela e eu não poderia ir pra hidro. Saiu batendo pé enquanto eu trocava a câmara furada num borracheiro.

 

Quando ela voltou, já estava pronta. Subi na moto, mandei ela pra PQP e fui embora.

 

Outra parada é não dar mole com gasolina. Qualquer cidadezinha maior que passar, bota mais um pouco. Pois quando tem tremor de terra, a estrada fecha e vc pode ter que voltar ou mudar de caminho.

 

Valle de Lares - Um Espetáculo à Parte

 

Valle de Lares é bem em cima da montanha. Um lugar muito bonito e frio. De lá, partem as caminhadas até Hilloc e Patacancha.

 

O problema é que Vale de Lares é bem longe do Valle Sagrado.

 

A subida é por Calca e demora de 5 a 7 horas pra chegar no topo. Do topo, vc pode continuar o caminho até chegar em Quillabamba (muito longe) e de lá vc vai pra Santa Maria, Santa Tereza, Hidrelétrica, Águas Calientes e no fim, Machu Picchu.

 

Esse caminho por Lares é bem difícil, pois são estradas desertas de terra, cascalho, pedras, rios e penhascos sem fim. Bem perigoso pra quem tem pouca habilidade em pilotar moto em terra.

 

O caminho por Ocobamba é praticamente impossível. É coisa de outro mundo mesmo. Estradas com penhascos de mais de 2000 metros de queda livre, tempestade de gelo, rios com quase um metro de profundidade... Não aconselho a ninguém que não seja suicida. Fui por lá em 2007, pois os outros caminhos estavam com bloqueios e deslizamentos de terra. Pretendo refazê-lo em 2009, mas tendo companhia. Sozinho nunca mais.

 

Na foto vc tem como ver os três caminhos:

 

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• Por Lares, passando por Quebrada Honda, Quillabamba e depois indo pra Santa Maria, que fica entre Maranura e Huayopata.

 

• Por Hilloc ou Willoc (depende se é escrito em espanhol ou quechua), Patacancha, Ocobamba, Quillabamba...

 

• Por Abra Málaga. É o único fácil e quase todo em asfalto. O da esquerda. passando por Huayopata e entrando direto em Santa Maria, que é bem próximo de Santa Teresa e da Hidrelétrica. O único perigo é num pedaço de trecho entre Santa Teresa e a Hidrelétrica. Um penhasco pequeno, com muita pedra e terra.

O perigo são algumas vans e carros que vem correndo na curva. Tem que buzinar bastante pra não te jogarem lá em baixo.

Não é brincadeira. Aconteceu comigo em 2008. Por pouco o viado do taxi não me deu uma porrada.

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Valeu LeoRJ,

 

obrigado pelas orientações aqui no fórum. Me registrei a pouco tempo, e, apesar de navegar por suas páginas diariamente, ainda fico meio perdido com tanto conteúdo. Espero ajudar com informações adquiridas em minhas viagens pelo Brasil, mas no momento estou focado nesta que farei depois do Natal.

 

Tô adorando a idéia de alugar uma moto pois o preço realmente fica muito atraente, considerando que os valores pagos com aluguel da moto e combustível (pelo menos no meu caso) serão "teoricamente" divididos por duas pessoas (vou levar a patroa).

 

Estou pensando em fazer o trajeto da planilha anexada, pois como não estarei sozinho quero algo mais "light" e econômico. Senão, certamente iria procurar mais aventura pelo caminho.

 

Gostaria de saber ainda se preciso tirar a Carteira Internacional de Habilitação ou pagar algum seguro obrigatório, e, caso seja afirmativa a resposta, quais procedimentos devo adotar no quesito "burocracia", senão o tempo que tenho para correr atrás disso não será suficiente.

 

Você tem noção da quilometragem percorrida nos quatro dias do percurso? As fotos estão bem bacanas.

 

Abraço.

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No Peru não precisa de nada. Leva só a sua CNH do Brasil, mesmo não sendo pra moto. E algum documento pra deixar com a Pâmela. Passaporte é melhor, mas RG pode também.

 

Já fui parado pela policia e é super tranquilo. Só falar que é Brasileiro que eles ficam até conversando com vc. Não pedem documento nenhum. Em Cusco claro !!!

 

Seguro também não. Nem perca seu tempo fazendo, pois não vai usar. A Pâmela botou contra roubo nas motos. Já incluso no preço.

 

Em 2007 fiz 1900km, esse ano não sei, pois nem olhei pro painel :roll: .

 

Essas fotos são de 2007, pois subi até Abra Málaga, mas teve um berumbe (tremor de terra com deslizamento de terra) e a estrada fechou.

 

Tive que voltar tudo e pegar a ''estrada'' pra Ocobamba e Quillabamba e voltei por Valle de Lares. Por isso que deu essa alta quilometragem.

 

Existem 3 caminhos:

 

1- Via Abra Málaga (Estrada Principal) Caminho mais fácil. O mais rápido.

2- Via Valle de Lares - Muito lindo e dificuldade média. O mais longo.

3- Via Ocobamba - Muito difícil e muito perigoso. O média distancia.

 

FOTO DO MAPA DE CUSCO

 

LINK PARA DOWNLOAD: http://w15.easy-share.com/1702668181.html

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Caro Léo,

 

muito obrigado pelas informações e pelo mapa. Por ele pude visualizar tranquilamente a forma de se chegar até Machu Picchu por trilha, ferrovia e rodovia.. muito bom mesmo, espero conseguir um desses por lá.

 

Bom tbm saber que não são necessários outros documentos alem da CNH brasileira. Não aguento mais ir a BH para comprar equipamentos e levar documentos na DPF.

 

Acredito que as únicas informações que me faltam agora são: como contactar a tal Pamela, pois os preços postados por você na tabela anexa estão menos da metade dos preços que encontrei em agencias buscadas pelo google. Há alguma boa referência para que eu possa procurá-la quando estiver por lá? e quanto tempo você levou para percorrer de ollantaytambo até a hidreletrica, pois dá impressão de ser uma distancia razoável, ainda mais com um tanto sendo de terra e estradas possivelmente sinuosas.

 

Bom, é isso aí, valeu mais uma vez.

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Isso mesmo... Os outros locadores cobram bem mais caro. Uns cobram até 50 dólares pela Tornado.

 

Manda email para esses dois, pois não sei qual está funcionando.

 

[email protected] e [email protected]

 

Sacred Valley moto Tours, en la calle Plateros # 399 (esquina de Siete Cuartones)

 

Eu tenho os telefones: 084-9606750 084-9672163

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Que nada... Só deixar o dólar baixar e ir pra lá. Com 1000 dólares dá pra ficar 30 dias, fazer uma semana de moto nas montanhas e ainda conhecer Machu Picchu.

 

Quado tiver afim de ir, me dá um toque, pois fazer o percurso em dupla é bem melhor. Dá pra correr e arriscar mais.

 

Sozinho (como sempre vou) tem que ficar calculando riscos o tempo todo, pois não vai ter nenhuma ajuda mesmo.

 

Abraço,

Leo

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Olá amigo, pretendo em meados de 2009, subir do ES para Machu-Pichu, via Assis Brasil no Acre e Cuzco.

Saberia informar qual a distância entre Assis Brasil e Cuzco e as condições das estradas? Grato. Sds/Jarilson.

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Vou postar o pouco que sei.

 

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Roteiro:

 

Rio Branco-Brasiléia: 220 km de estrada asfaltada.

 

Brasiléia-Assis Brasil: 110 km de asfalto. Assis Brasil, na fronteira tríplice, é separada da Bolívia por um igarapé e, do Peru, pelo Rio Acre.

 

Assis Brasil-Iñapari-Puerto Maldonado: 230 km. Iñapari é uma pequena cidade peruana. Puerto Maldonado é de porte médio e, para chegar até lá, passa-se pelo Rio Madre de Dios, um dos maiores afluentes da margem direita do Rio Amazonas.

 

Puerto Maldonado-Cuzco: 510 km. Esse percurso é de estrada de pedra e cascalho, rodeada de mata e montanhas até a cidade lendária de Cuzco, antes da subida para a Cordilheira dos Andes.

 

Cusco-Arequipa: 520 km.

 

Arequipa-Ilo: 310 km. De Ilo, cidade portuária, pode-se ter acesso à Rodovia Pan-americana.

 

Distância entre Rio Branco e o oceano Pacífico: 1.900 km.

 

Esse mapa mostra melhor, mas a KM diferente:

 

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Valeu Léo:

Vou de Cb-400, saindo de Brasília com a moto na caçamba da Montana até Porto Velho. De lá vou de moto para Cuzco, via Acre, em Julho/2009. Pretendia deixar a moto em Cuzco e ir até Machu Pichu de trem.

Porém seu relato, dicas e informações me fizeram mudar de idéia. Vou de moto mesmo até Machu pichu.

O que me faltavam eram essas informações que voce me deu. Obrigado.

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Edmundo

 

De Porto velho até Cusco que o caminho é mais difícil.

Pra ir de Cusco pra Machu Picchu, depois de ter percorrido todo esse caminho, é só alegria !!

 

O que precisar, pode contar comigo. Depois me manda seu email via MP, pois devo fazer esse caminho em Julho de 2009 também.

 

Ainda não sei, mas pretendo ir de Cusco a Puerto Maldonado e retornar. E depois ir de Cusco a Machu Picchu, pois vou levar minha namorada pra conhecer.

 

Como vou estar morando lá, devo comprar uma moto por lá mesmo.

 

Abraço,

Leo

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Leo,

 

Adorei esse seu roteiro Cuzco Machu Picchu 4 dias com moto alugada.

Vou faze-lo agora dia 24.

Mas tenho um problema, preciso encurtar para 3 dias.

Pode me falar oque posso fazer.

 

Pelo que li, tem todas dicas que preciso saber.

Sabe se mudou algo.

 

Att

 

 

Sean

::otemo::

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SEAN

 

Mudar não mudou não, mas tem que ver quando chegar lá, pois a estrada principal pode estar fechada devido a tremor ou deslizamentos.

 

Os preços não costumam mudar muito também.

 

Vai ter que ser assim:

 

1º dia - Moto de Cusco a Hidrelétrica / Dormir em Águas Calientes

 

2º dia - Visitar Machu Picchu / Dormir em Águas Calientes

 

3º dia - Descer no máximo às 06:00 pra pegar a moto / Chegar em Cusco a tempo de entregar a moto

 

É viável, mas vai deixar de conhecer as ruínas do Valle Sagrado.

 

Abraço,

Leo

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Leo,

 

Valeu pelas dicas.

Mas para ficar claro.

 

Chegarei em Cuzco dia 23 de tarde.

Daria para sair para algum local ou tenho que esperar dia seguinte?

 

Preciso estar em Cuzco de volta no dia 26 de manha.( exatas 10:00 )

Qto tempo levo de Aguas Calientes para Cuzco?

 

Valeuuuuu

 

Abraços

 

Sean

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No dia seguinte.

 

Da hidrelétrica a Cusco são umas 7 horas sem parar. Passeando demora mais. Fora as 2.5 horas que vc leva descendo a pé de Águas Calientes até a Hidrelétrica.

 

Com esse tempo que vc tem, pode esquecer, pois não dá mesmo. ::bad::::bad::::bad::

 

Melhor ir de trem. Mais garantido !!

 

Abraço,

Leo

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Olá Edmundo e Léo,

 

Moro em Belém e estou programando uma viagem á Machu Picchu em julho de 2009. Tenho uma Vstrom e uma Dr650 ambas suzuki mas ainda não sei com que moto vou. Pretendo sair de Manaus ou Rio Branco. Saio lá pelo dia 10/07.

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    • Por GUILHERME TOSETTO
      Olá, meus amigos!!!!
      Segue agora mais um relato de viagem, desta vez à cidade de Ubatuba nos últimos dias 27 e 28 de Abril, em companhia dos amigos André Petroni, Eduardo (nickname Umpdy), Francisco Lopes, Débora e Osmar Franco.
      Estávamos combinando essa viagem havia algum tempo, mas nunca conseguíamos encaixar as datas convenientes a todos, mas eis que calhou de um fim de semana "vazio" pra galera e marcamos a viagem.
      Eu, Eduardo, Chicão e Débora saímos de São Paulo na sexta-feira à noite, por volta das 19:45 e chegamos em Ubatuba às 23 horas. O André e o Franco tiveram que trabalhar e só foram pra lá no sábado bem cedinho, de ônibus. Seguimos pela Dutra até São José dos Campos e de lá pegamos a rodovia dos Tamoios, que está em obras em diversos trechos. Quem for pegar essa estrada, deverá ficar bastante atento, não paenas às obras, mas principalmente às curvas, muito fechadas e perigosas.
      Lá chegando, fomos para o Tribo Hostel, onde já havíamos feito reservas para o final de semana. Como nesse final de semana estava acontecendo um campeonato mundial de surf em prancha curta (não lembro o nome exatamente), o hostel estava cheio e acabamos ficando num de seus anexos...



       
      Feito o check in, fomos para os quartos, ficando eu e o eduardo em um e o Chicão e a Débora em outro.
      Algumas observações sobre o quarto onde ficamos eu, o Eduardo e o Franco: o teto é baixo e tem ventilador instalado junto à luminária. Como o Du ficou na cama superior, qualquer movimento da perna pra fora da cama já chutaria a porra do ventilador, além de bater a cabela no teto num levantar mais brusco!!!! rsrsrsrs...isso sem falar que o Du trancou a porta do quarto... e ainda havia mais um hóspede no nosso quarto, que chegou de madrugada e ficou esbravejando e xingando do lado de fora, enquanto a atendente do hostel vinha com a outra chave pra abrir...como eu tava morto de cansaço da viagem, não ouvi nada disso!!!!rsrsrsrrs.
      No dia seguinte, sabadão, ficamos esperando o André e o Franco chegarem pra podermos ir à Ilha de Anchieta. Chegaram por volta das 11 horas, também fizeram o check in e fomos arrumar as tralhas pra ir à ilha. Combinamos com o Renato, dono de um barco para nos levar até lá e ir nos buscar no final da tarde. Algumas fotos da ida, da Ilha e do retorno...









       
      Na Ilha de Anchieta há algumas trilhas, como a do Saco Grande e a Praia do Sul. Ambas constam do passaporte Trilhas de SP. Lá também há um antigo presídio, que foi desativado em 1955, três anos após a rebelião de 1952. No local, ainda trabalha um antigo vigia da época em que o presídio ainda era ativo!!! O local lembra um campo de concentração, várias ruínas...
      A ilha em si tem praias muito bonitas e praticamente desertas, talvez pela época do ano não ser a chamada "alta temporada", mas, mesmo assim, são excelentes... água muito limpa, peixes nadando ao nosso redor, quando ficamos numa das piscinas naturais formadas pelas rochas na parte norte da ilha.









       
      Ficamos na ilha até cerca de 16:15, fizemos a trilha da Praia do Sul, que é muito light e voltamos pra Ubatuba.
      À noite, fomos jantar numa pizzaria próxima ao hostel, a Pizza da Nonna...local bem aprazível, simples e comida de bom sabor...voltamos ao hostel, onde fizeram um churrasquinho pra galera...nessa hora, o sr. André cometeu a gafe-mancada da noite: sentou-se em cima de uma caixa de isopor, que servia de "geladeira" pra cerva do povo...o resultado não poderia ser outro, em poucos segundos a caixa estourou completamente de fora a fora... pior foi o que o André falou:
      - "Pô, eu pensei que fosse um puff!!!!"
      O que teve foi um "crash" and "pof" do André caindo!!!!
      Nem os gringos que estavam jogando uma sinuquinha aguentaram e racharam o bico também...
      Mas, gafes e foras à parte, o fim de semana foi excelente!!! No domingo, fomos para a praia da Lagoinha, onde começamos a fazer a trilha das 7 praias, chegando, ao final à praia da Fortaleza. São mais de 10 km de caminhada, passando pelas praias que dão o nome à trilha, com vários níveis de dificuldade, mas com paisagens muito compensadoras em sua beleza...seguem mais algumas fotos...








       
      Levamos cerca de 3 horas e meia pra finalizarmos a trilha, considerando-se que paramos algumas vezes pra descanso, pra um lanche e pra banho numa das praias.
      A fim de ganharmos algum tempo pra voltar onde deixamos o carro, na praia da Lagoinha, resolvemos subir os 7 quilômetros da estrada entre a Fortaleza e a BR101 a pé...chegando lá, pegamos um ônibus de volta à praia da Lagoinha e voltamos ao hostel pra arrumar nossas coisas, tomar um banho e retornar a Sampa...antes disso, ainda deixei o Franco na rodoviária, pois, como estávamos em seis pessoas, não havia espaço suficiente pra todos dentro do carro...saímos de Ubatuba por volta das 18:45 e chegamos à capital às 22:45, um pouco mais demorado do que na ida, mas ainda paramos pra comer um lanche e as curvas em subida requerem menor velocidade e mais atenção.
       
      Realmente foi um fim-de-semana ótimo, em companhia de amigos muito bacanas, sempre dispostos a tudo, sem reclamações, todos de muito bom-humor, enfim ,foi bastante divertido...deixo vocês agora com mais algumas paisagens, agradecendo a atenção de você, que está lendo, e aos amigos que lá estiveram, proporcionando mais uma excelente viagem!!!! Abração, galera!!!!
      Ah, pessoal ,se esqueci de alguma coisa, por favor, complementem o relato...











    • Por Schumacher
      Preparativos
       
      Em julho de 2014 decidi que, apesar de adorar o carnaval de Santa Catarina, faria uma coisa totalmente diferente nessa data no ano seguinte. Consegui 2 amigos para ir junto comigo e emiti as passagens nas Aerolíneas Argentinas (10k milhas Smiles POA-FTE, 270 reais FTE-USH, 10k milhas Smiles USH-POA).
       
      Como a viagem seria de apenas 9 dias, não cheguei a elaborar um roteiro, apenas um esboço do que fazer, além de reservar as hospedagens e o aluguel de carro. Este último saiu caro, mas dividindo em 3 compensou a comodidade e o melhor aproveitamento do tempo.
       
      Às vésperas da viagem consegui uns guias do meu colega de trabalho Fernando, e no 13 de fevereiro de 2015 finalmente peguei meu mochilão (dessa vez não esqueci da câmera) e segui para o aeroporto, com uma carona do meu vizinho Marco e outra carona no vagão refrigerado da Trensurb.
       
      Ao chegar a Buenos Aires tive que trocar de aeroporto, do Ezeiza para o Aeroparque. Quem tem conexão pela Aerolíneas pode usar o translado da empresa Manuel Tienda León de graça, mas tem que pegar um comprovante em uma sala da companhia no próprio aeroporto. Importante salientar que os horários que estão no site não são confiáveis.
       

       
      1° dia
       
      No meio de uma madrugada mal dormida no aeroporto, partiu meu voo para El Calafate. Do alto era possível ver o lindo azul contrastando com as estepes patagônicas. Cheguei no começo da manhã, dividi um táxi com uns brasileiros, já que saiu o mesmo preço do único outro transporte disponível, uma van que custava 100 pesos, e um tempo depois cheguei na locadora da Hertz, para retirar o veículo. Subi o morro para uma panorâmica da cidade.
       

       
      De lá fui para a Reserva Laguna Nimez, paraíso das aves na beira do Lago Argentino, que envolve a pequena cidade. Paguei a razoável taxa de entrada e depois do trajeto inicial meio sem graça e uma chuva fraca que insistiu em incomodar, comecei a ver espécie após espécie em uma diversidade de ambientes.
       

       
      Entre as mais de 20 fotografadas em algumas horas, constavam gaviões bastante dóceis, tanto que cheguei a ficar a menos de 3 metros de um deles.
       

       
      Também tive o primeiro contato com a fruta típica da região, o calafate, embora meio murcha e pouco saborosa por já estar no fim da época de frutificação.
       

       
      Era para eu ter encontrado ali a minha amiga Raquele, que já tinha viajado para lá antes, mas por uma falta de sincronismo nos encontramos apenas no meio da tarde no hostel em que ficaríamos, o I Keu Ken. O único ponto negativo desse lugar é para quem está a pé, pois ele fica no alto de um morro.
       
      Pegamos a estrada sentido norte até chegar ao hotel La Leona mais de uma hora depois. No caminho havia diversos cicloturistas e os primeiros bandos de guanacos e emas.
       

       
      Depois de um lanche e do atendente dizer que não poderíamos ir sozinhos no lugar em que queríamos, fomos para lá do mesmo jeito. Seguindo orientações vagas encontradas pela internet, chegamos ao vale em meio aos morros Los Hornos, onde segundo o site havia uma “depressão profunda”. Literalmente, entramos em depressão.
       

       
      Caminhando, passamos por diversas ossadas e encontramos o que eu queria, fósseis! A floresta petrificada conta com troncos fósseis de 150 milhões de anos. Só vimos poucos troncos e nenhum dinossauro, mas já foi o suficiente para ter valido a excursão.
       

       
      No caminho de volta o sol apenas começava a baixar, apesar de já ser quase 21 h.
       
      À noite, durante toda a semana, estava tendo uma festa com shows e inclusive a presença da presidenta, talvez por isso os preços estivessem tão inflacionados. Tanto que tivemos que jantar sanduíches comprados no supermercado, enquanto ouvíamos o show que nem era tão bom assim.
       
      2° dia
       
      Pela manhã chegou meu outro amigo, o Vinícius. Partimos para o Parque Nacional das Torres del Paine, no Chile. Primeiro, uma pausa para foto da paisagem insólita no mirante.
       

       
      Fizemos uma escala na metade do caminho em Esperanza, ainda na Argentina. Depois de mais uma refeição à base de sanduíche, tentamos abastecer o carro no único posto em um raio de 50 km, ou possivelmente o dobro, como nos informou o frentista que, assim como uma fila de carros, aguardava o combustível chegar sabe-se lá dentro de quantas horas. Como não tínhamos todo esse tempo, arriscamos seguir em direção ao parque.
       
      Os passageiros babavam no carro enquanto eu dirigia pela monótona estrada, quando passamos pelo vilarejo de Tapi Aike. Milagrosamente havia uma bomba de combustível ali, onde já tinha visto num relato que estava desativada. Como a esperança é a última que morre, decidimos bater na casa para ver se alguma alma nos atendia, apesar de todos os outros carros passarem direto. E não é que deu certo? Embora consideravelmente mais cara, foi nossa salvação.
       

       
      No meio da tarde chegamos às aduanas de fronteira. Como havia poucos carros e nenhum ônibus naquela hora, até que foi rápida a travessia. Não levei alimento algum pensando que teria problema, mas a única coisa confiscada foi os sachês de mel do Vini. Outro detalhe importante é que precisa de uma autorização providenciada pela locadora para cruzar a fronteira, a um custo adicional.
       

       
      O primeiro vilarejo no Chile é Cerro Castillo. Possui uns 4 comércios de mantimentos apenas. O primeiro e mais turístico é caríssimo, só o utilize para fazer o câmbio. Indico esse amarelo da foto, ali o preço cai pela metade e aceita cartão de crédito. Não leve água, pois há disponível e puríssima durante todo o circuito, e cada kg a menos é muito precioso.
       

       
      Depois do estoque feito e mais uns quilômetros à frente, entramos na área do parque, cercada por lagoas de diversas cores, como a Laguna Amarga, com alta salinidade e lar dos belos flamingos.
       

       
      Na portaria de mesmo nome, tivemos a péssima notícia de que havíamos chegado tarde demais para escalar as Torres del Paine. Dessa forma tivemos que acampar no camping da hostería Las Torres e replanejar o roteiro para compensar as cerca de 5 h perdidas que faríamos naquele dia. Os campings do parque custam todos em torno de 8000 pesos chilenos, nada se comparado ao preço dos alimentos, então leve o seu junto, nem que seja daquela lojinha na fronteira.
       
      Havia uma quantidade impressionante de gringos espalhados entre o camping, o refúgio e o hotel. Assim como nos demais campings pagos, havia água quente e eletricidade, mas não tive tempo para carregar minha câmera. Inauguramos a barraca de luxo da Raquele, enquanto o Vini ficou com minha toca do Gugu emprestada. E ali começou a aventura de se dormir em um chão pedregoso sem um isolante, ao menos em meu caso.
       
      3° dia
       
      Iniciada a caminhada com a subida dos belos morros. Logo percebi que o vento forte traria algum estrago. Dito e feito, ele arrebentou a solda do painel solar que tinha levado para carregar a câmera e o celular. Ali começou o primeiro racionamento, o de energia elétrica (o de energia humana viria posteriormente).
       

       
      Conheci as duas frutinhas vermelhas que cresciam junto ao solo e que fariam parte da minha alimentação durante essa jornada, a chaura e a murtilla, levemente doces e ácidas.
       

       
      Logo percebi que o ritmo de um dos integrantes não seria o mesmo do meu, ainda mais com o peso extra na respectiva mochila. Começou a preocupação com o tempo, já que percorreríamos uma distância bem maior do que a praticada por outros visitantes em um dia.
       
      Continuamos subindo, passando pelo acampamento Chileno, onde trombamos com um casal carioca e com a placa oficial de entrada.
       

       
      Comi um cogumelo bege que achei no chão e após passar a entrada do acampamento Torres, segui com os cariocas até a parte mais exposta ao vento, onde fiquei descansando por uns minutos até meus amigos chegarem. Ao completar o trecho mais íngreme, avistamos a incrível paisagem do lago glacial e dos pilares graníticos com neve em suas bases. Não há como expressar em fotos a grandiosidade daquela cena.
       

       
      Ainda tivemos sorte de presenciar outro fenômeno, uma tromba d’água, que pegou todos desprevenidos.
       
      Almoçamos por ali enquanto contemplávamos a paisagem e depois descemos pelo mesmo caminho por algumas horas até a bifurcação para ir ao acampamento Los Cuernos. A trilha de todo o circuito é razoavelmente bem sinalizada, embora as placas estejam voltadas para quem faz o trajeto em sentido contrário (a grande maioria). Assim, quando havia uma bifurcação, só sabíamos o caminho certo ao chegar ao seu final. Ainda bem que tínhamos GPS no celular, e que a bateria dele durou todo o tempo necessário.
       

       
      Caminhamos por longas horas durante esse trecho quase plano de 11 km. Quando o dia ameaçava terminar, cruzamos o último morro e vimos o acampamento de um lado e outra tromba d’água no lado oposto. Com o atraso em nosso itinerário, tivemos que acampar novamente em um lugar pago. Assim que terminamos de armar as barracas, a noite chegou. Meus amigos jantaram seus miojos de copo enquanto eu fiquei com as sobras e um sanduíche de queijo e presunto.
       
      Depois de um banho quente e uma contemplada num dos céus mais bonitos que já vi na vida, parti para a cama, ou melhor, saco de dormir. Vini não teve tanta sorte, preocupado acompanhando um rato que apareceu atrás de sua barraca.
       
      Distância percorrida no dia: 26 km.
       
      4° dia
       
      Amanheceu um dia chuvoso e mais frio que o anterior. Nesse momento meus lábios já haviam ressecado o suficiente para rachar, e a situação só foi piorando, já que não tinha nada para botar neles. Em virtude de nosso atraso, decidimos que somente eu percorreria a segunda perna do circuito W, os demais seguiriam ao acampamento Paine Grande a 13 km e nos encontraríamos lá no fim do dia.
       

       
      Com isso, enquanto eles descansavam, tomei um litro de leite e coloquei a roupa impermeável para a caminhada. Pouco depois surgiu o sol, que me obrigou a trocar as vestimentas novamente.
       
      Continuei ao longo do belo Lago Nordenskjöld, já mirando o Cerro Paine Grande.
       

       
      Passei o acampamento Italiano, onde começava a subida do Vale do Francês. A difícil ascensão margeava um rio, geleiras e o cume da montanha, de impressionantes 3050 metros, ligeiramente superior à mais alta montanha brasileira.
       

       
      Nessa hora tive que pôr novamente uma roupa mais propícia ao frio e vento que fazia. Parei para comer uma maçã no mirante intermediário, de onde a maioria dos caminhantes e seus bastões não passam, e continuei subindo. Já estava bastante cansado e até um pouco atrasado no horário, quando fui agraciado por uma precipitação diferente. Pela primeira vez na vida presenciei a neve caindo sobre mim!
       

       
      O êxtase me deu forças para o trecho final mais duro, até o Mirador Británico. Infelizmente o clima frio e nublado não ajudou nas fotos e esgotou a bateria da minha câmera novamente, restando o guerreiro celular. Paciência, mas fiquei bem de boa lá no topo enquanto almoçava e admirava a paisagem sem uma viva alma em volta.
       

       
      A possível continuação da trilha estava fechada, então tive que descer. Atravessei a extensa floresta carbonizada, resultado de um incêndio de grande proporção causado por um israelense em 2012, fato que motivou a proibição de fogueiras no parque.
       

       
      Novamente no final da tarde, cheguei ao acampamento. Depois do jantar provamos o excelente licor de calafate que tínhamos comprado na fronteira, recomendo!
       
      Como não havia árvores no camping, o vento soprava mais forte, tanto que praticamente destruiu nossa outra barraca.
       
      Distância percorrida no dia: 23 km.
       
      5° dia
       
      Esgotado das noites mal dormidas e caminhadas sem fim, partimos para o terceiro e esperado último dia de trilhas.
       
      Um aviso de amigo, não experimentem brincar com a flor da foto abaixo. Isso me custou um bocado de tempo para conseguir remover os espinhos que grudam individualmente na roupa.
       

       
      Continuando, avistamos belos icebergs na borda do Lago Grey, sinal de que a geleira estava se aproximando.
       

       
      E foi bem isso. Um pouco depois chegamos ao mirador do Glaciar Grey, onde a longuíssima geleira avança sobre o lago de mesmo nome e sobre uma ilha que a contém.
       

       
      Naquele momento, decidimos que não iríamos até o refúgio Grey, pois o horário do barco não era compatível com o nosso. Assim, voltamos até o Paine Grande e descemos até o acampamento Las Carretas, um dos trechos menos frequentados do parque e já fora do circuito W.
       

       
      Apesar das belas paisagens iniciais, a maior parte dos 17 km seguintes seria bastante monótona, uma pradaria sem fim, com poucas aves passando. Ao menos o trajeto era plano.
       

       
      Ao chegar ao camping desprovido de qualquer infraestrutura, a decisão mais difícil: ter outra péssima noite ali ou arriscar seguir caminho e conseguir carona para voltar à outra portaria onde estava o carro, há quase 50 km dali? Escolhemos a segunda opção. Chegamos à sede do parque onde passava a estrada, mas os poucos veículos que passavam em sentido norte naquele fim de dia eram transportes dos hotéis. Com isso, tivemos que pedir clemência ao responsável pela sede, um senhor que nos deixou acampar ao lado do prédio que fica na margem do Lago Toro. O senhor foi tão gentil que até me passou a senha do wifi, e eu pude avisar para minha mãe que ainda estava vivo.
       
      Improvisamos um conserto para que a segunda barraca pudesse passar sua última noite conosco antes de ir dessa para melhor. Os únicos ruídos dessa noite foram dos ventos uivantes e dos roncos do Vini.
       
      Distância percorrida: 29 km. Total: Cerca de 78 km, com um baita peso nas costas e elevações constantes de 50 a 850 metros!
       
      6° dia
       
      Começamos bem o dia. O segundo carro que passou, com um simpático casal de italianos, deu carona para nós e para nossas mochilas até a portaria do parque.
       
      Uma hora depois lá estávamos de volta. Juntamos os últimos 8 dólares que tínhamos para pagar o translado até o hotel para eu retirar o carro.
       
      No caminho até a fronteira, flagramos um bando de condores andinos.
       

       
      Depois do almoço e e da aduana, voltamos por um atalho de estrada de chão, frequentado mais por animais do que humanos.
       

       
      De volta à cidade no meio da tarde, fomos direto para o Parque Nacional Los Glaciares. O parque, pago, consiste em uma estrada que costeia um rio até a principal atração de El Calafate, o Glaciar Perito Moreno.
       
      Plataformas te deixam bem próximo da geleira, a ponto de ver e ouvir com clareza os pedaços de gelo se partindo e desabando na água.
       

       
      As colunas de gelo de 60 m de altura que se estendem por até 5 km e que crescem e se despedaçam constantemente, são mais uma paisagem indescritível, especialmente durante o pôr-do-sol.
       

       
      Quando saímos do parque já anoitecia. A quantidade de lebres que passa pela estrada é surpreendente. Especialmente pela rota 60, que é de chão em meio a fazendas. Cruzamos por dezenas delas, felizmente nenhuma atropelada.
       

       
      Eu e Vini dormimos no mesmo hostel de antes, enquanto que Raquele, que ficaria mais um dia na cidade, foi para outro.
       
      7° dia
       
      Cedinho pegamos o voo para Ushuaia, ou “Uçuaia”, como dizem os argentinos. Peguei umas dicas valiosas no centro de informações do aeroporto e, claro, carimbei meu passaporte com o selo do fim do mundo.
       
      Como Ushuaia é uma zona franca, as coisas custam consideravelmente mais barato que em El Calafate. Sendo assim, consegui finalmente almoçar de verdade, no restaurante El Turco, que fica na principal avenida do centro, a San Martín. Ushuaia não tem o mesmo charme de El Calafate, mas ainda assim é agradável. Dentro das construções climatizadas, claro, pois os ventos e baixas temperaturas limitavam as caminhadas, sobretudo em dias nublados e à noite.
       

       
      Reservamos o passeio pelo Canal de Beagle, escolhendo o de 750 pesos, que passava pelas ilhas dos passeios padrão e mais a dos pinguins. Estava um pouco receoso pelo alto custo, mas posso dizer que valeu muito a pena. O passeio de quase 7 h começa passando por ilhotas cobertas de colônias de aves, principalmente o cormorão, que à distância parece um pinguim. Além destes, há gaivotas, trinta-réis, albatrozes, entre outras espécies menos frequentes.
       

       
      Pouco à frente fica a Ilha dos Lobos Marinhos, que abriga algumas dezenas desses animais tranquilos.
       

       
      Continuando, se passa pelo Farol Les Eclaireurs e mais outro bando de aves iguais continuando por um bom trecho sem ilhas, com raros povoados no lado argentino do canal e o vilarejo de Puerto Williams, que disputa com Ushuaia o título de cidade mais austral do mundo, e talvez não o seja pelo fato da população ter menos de 3000 habitantes, sendo a maioria militares e pescadores.
       

       
      Em seguida a embarcação passa por uma estrutura geológica formada na glaciação, e após contorná-la, chega ao destino final, a Ilha Martillo, mais conhecida como Pinguinera.
       

       
      Incontáveis pinguins-de-magalhães se reúnem nesse pedaço de terra como parte do seu ciclo de vida, e nos brindam com essa exibição incrível. Junto a eles aparecem algumas aves oportunistas, como escuas e urubus, além de 2 outras espécies de pinguim: o Papua, que é a ave mais veloz na água, e o Rei, que é mais raro e maior que os outros que passam por lá.
       

       
      Quem tem muita sorte, como a Raquele que foi no dia seguinte, consegue ver alguma baleia pelo meio do canal. Para os demais, resta o longo retorno assistindo documentários sobre a Terra do Fogo e os pinguins na cabine climatizada, ou então babando no sofá como meu amigo.
       
      À noite, eu e Vini jantamos em um lugar animado da Av. San Martín chamado Chester. Comi eu queria muito comer queijo Roquefort, uma iguaria barata na Argentina, pedi uma pizza de 4 queijos só para mim, já que ele não queria. Enquanto comíamos e tomávamos a ótima cerveja vermelha da marca local Beagle, passava um pot-pourri de clipes de rock das décadas passadas. É um bom lugar para um esquenta.
       

       
      Retornamos em seguida ao bom hostel Yakush para dormir em seus colchões moles.
       
      8° dia
       
      Às 10 h pegamos o transporte que sai de hora em hora da estação rodoviária para o Parque Nacional da Terra do Fogo. Duzentos pesos para ida e volta e mais 100 para entrada no parque.
       
      Começamos pela trilha que segue pela costa da Baía Lapataia, em meio às 3 espécies de árvore do gênero Nothofagus, as mesmas que havia em Torres del Paine. Não possuía grandes novidades, além de alguns passarinhos, chumaços de algas-pardas, mexilhões e grãos de areia acinzentados.
       

       
      Em meio à trilha estávamos morrendo de calor pela quase ausência de vento, mas quando fomos para as demais o tempo virou. Veio uma brisa do capeta e uma chuva bem chata.
       
      Uma das trilhas levava até um observatório de aves, embora nenhuma nova naquele dia. A outra até uma turfeira gigante, causada pela matéria orgânica lentamente sendo decomposta no frio e umidade do lugar.
       

       
      A última trilha nos mostrava o estrago causado pelos castores, resultado de mais uma introdução de espécie exótica desastrosa. A castoreira represa a água em um ponto e alaga uma baita área, onde morrem essas árvores de lento crescimento.
       

       
      Retornando, ainda tivemos sorte de observar uma raposa se alimentando.
       

       
      Nosso transporte de volta sairia às 19 h, como ainda tinha um bom tempo fomos até a cafeteria que ficava um pouco distante. Chegamos às 18:05 h, e para nossa surpresa, já estava fechada! Assim, tivemos que aguardar na sarjeta junto com um chinês maluco que ficava fotografando cavalos em atividade de cópula a nossa frente.
       
      No retorno ao hostel conhecemos uma dupla de brasilienses, Edgar e Conceição. Tentamos ir a um pub, mas o lugar não aceitava cartão de crédito, estava cheio e era quente demais. Com isso, eu e Vini jantamos no mesmo lugar da outra noite e depois degustamos um bom vinho que a dupla nos ofereceu no albergue, enquanto o staff reclamava o tempo todo da nossa conversa que beirava uns 50 decibéis. Apesar desse cara chato, a ruiva da manhã é bastante simpática.
       
      9° dia
       
      Vini partiu de manhã cedo de volta ao Rio.
       
      Depois de um café-da-manhã reforçado, lamentavelmente sem frutas como no albergue anterior, saí para uma caminhada. Infelizmente escolhi o dia errado para as compras, pois no domingo a maioria das lojas, inclusive as de equipamentos de aventura, estava fechada. Consegui apenas comprar souvenires e ir ao supermercado pegar um bocado de alfajores de 4 pesos cada.
       
      Na ida para o almoço, encontrei Raquele voltando de um passeio e ela encontrou outra brasileira que tinha conhecido na viagem. Fomos os 3 almoçar no Banana Bar. O lugar também sai bem em conta, mas precisa urgentemente de mais de uma garçonete para atender todo mundo. Provei a outra marca de cerva, a Cape Horn. Boa, mas ainda fico com a Beagle.
       

       
      No retorno, pausa para um chocolate quente. Depois disso fiquei matando o tempo no albergue, pois estava cansado para ainda visitar o Cerro Martial, a outra atração da cidade, e sem dinheiro vivo para os museus. Peguei o táxi e quando fui embarcar descobri que tinha uma maldita taxa de 28 pesos separada da passagem para pagar em dinheiro.
       
      USH-AEP, EZE-POA e finalmente de volta direto ao trabalho!
       

       
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