Estou no fórum há uma semana e tenho que admitir que é o melhor site para informações de viagens independentes que encontrei! Juro que está me ajudando muito no planejamento do meu primeiro mochilão oficial e internacional.
Mas sei que existem amantes do nosso país (assim como eu), por isso resolvi relatar aqui o meu mochilinha de um final de semana pelo o Rio de Janeiro, e dar umas dicas que em minha opinião são importantes, pois ganhei essa “experiência” por sofrer na pele a emoção!
Tudo começou porque um amigo veio da Alemanha para conhecer o Brasil e ficou hospedado na minha casa, ele conheceu São Paulo e estava prestes a seguir viagem para o próximo destino, quando me pediu para ir com ele ao Rio de Janeiro, pois ele queria muito conhecer o Maracanã (os alemães são loucos por futebol, assim como nós brasileiros)... imagina que ele chegou aqui me São Paulo dizendo que queria ir ao jogo do Corinthians (e foi!), mas isso é outra história .
Pesquisei e achei as pontes aéreas muito caras, não compensava, então decidimos ir de ônibus leito pela Viação Cometa (partindo da Rodoviária do Tietê – SP). Os ônibus que fazem o trajeto SP-RJ-SP são ótimos e confortáveis (na medida do possível) para viagens curtas, oferecem água, café, tem uma manta para se proteger do ar-condicionado gelado e um travesseirinho que na minha opinião só atrapalha.
Saímos de São Paulo no penúltimo ônibus leito (acho que as 23h45), lógico que não tivemos uma noite 5 estrelas, não dormimos direito e às vezes o ônibus chacoalhava demais (o motorista era pé de chumbo!), mas sobrevivemos e chegamos a Rodoviário Novo Rio as 06h30 da manhã do sábado.
Como o trajeto SP-RJ e vice-versa é muito concorrido, compramos nossa passagem de volta quando chegamos à Rodoviária, desta vez pela Auto Viação 1001 (particularmente eu gosto mais de viajar nesta companhia), calculando o tempo de viagem para chegarmos a São Paulo no máximo 23h30 da noite de domingo.
Como iríamos passar somente um final de semana, não precisa nem dizer que não levamos quase nada na mochila né? O básico para sobrevivência em um final de semana na Cidade Maravilhosa. Como o check-in do hotel era somente a partir das 12h00, não podíamos andar por aí com as mochilas, além de desconfortável era super arriscado (nada contra o RJ, mas todos sabem que não é uma cidade muito segura, assim como São Paulo e outros lugares no país). Meu amigo já tinha a malícia de um mochileiro , então já veio preparado com o porta dólar, e eu me preparei com o meu. Separamos o básico para ser carregado (dinheiro, documento, passagens de volta, celular e máquina fotográfica), o restante deixamos nas mochilas.
Deixamos nossas mochilas no Guarda Volume da Rodoviária Novo Rio, a primeira vista você não vai gostar muito do aspecto do local, é um lugar feito, mal cuidado, escuro, com ar de depósito velho, mas já deixei minhas coisas algumas vezes e nunca tive problema. A taxa para deixar os pertences durante o dia todo é de R$ 5,00 (por mochila).
Passamos em uma revistaria e compramos um mapa da cidade (melhor coisa que fizemos), discutimos as opções e decidimos que o primeiro destino seria o Corcovado. Depois de tudo isso, saímos da rodoviária quase 07h30 da manhã. Decidimos que pegaríamos um taxi até o trenzinho que sobre para o Corcovado. Não tenho boas experiências em transporte coletivo no RJ, são milhares de linhas diferentes e não quis arriscar em começar o dia complicando tudo indo de ônibus. Então aqui vai a primeira dica importante:
TAXI:
Atenção triplicada neste item. Existem vários tipos de taxis no RJ, mas vou citar o que tenho “experiência”. Você terá várias “opções”.
Taxi Oficial: Geralmente são amarelos e com taxímetro em funcionamento (observe isto!). Você paga pela corrida de acordo com o quilômetro rodado. Às vezes é vantagem fechar um valor antecipado com o motorista, e às vezes é melhor deixar o taxímetro rodar. A média de valor por quilômetro rodado na bandeira 1 é de R$ 2,50. Pegar este taxi é a melhor opção, na minha opinião, pois o taxista é credenciado, o taxi dele também. Outra dica importante é pegar sempre em ponto de taxi, é arriscado pegar taxi na rua, pois acredite se quiser existem taxis piratas, que assaltam os turistas!
Taxi de Cooperativa: Se você optar pelos taxis de cooperativas, fique atendo, pois geralmente eles têm algum tipo de identificação da cooperativa no carro. Neste caso você negocia o preço fechado pelo trajeto e recebe um cupom com o preço, origem e destino da corrida. Estes aqui são um pouquinho mais caros, mas são confiáveis também, pois são fiscalizados pela própria cooperativa.
Taxi independente: Cuidado com este aqui! Eles vão te oferecer a corrida e dizer que fazem parte de uma cooperativa e tal, mas se não tiver a identificação e não seguir o procedimento relatado acima, não pegue. Estes são motoristas com carros particulares que estão trabalhando com seus carros de forma ilegal. Eles sempre enfiam a faca pela corrida, principalmente se você é turista.
Mas se você se garante andando de ônibus, metrô e trem, esses são sempre a melhor opção na hora de economizar grana, porém nem sempre você vai economizar tempo na sua viagem.
Durante a corrida de taxi já dá pra você ver como o RJ é bonito e cheio de contrastes. Fique atendo no bairro do Flamengo e Botafogo, eu particularmente acho eles agradabilíssimos, bonitos, etc.
Chegamos ao trenzinho do Corcovado cedo demais, então decidimos subir até de taxi mesmo (atenção, negocie com o taxista o valor), porém a experiência de subir de trenzinho é única, você passa por lugares maravilhosos na floresta da Tijuca e pode ter a sorte de ver vários habitantes locais (macaquinhos lindos ), vale a pena se você tiver tempo.
Subimos até onde o taxi pode subir, de lá temos que pegar uma van credenciada e subir até o Cristo Redentor, que custa R$ 15,00 por pessoa. Funciona assim: É obrigatório subir de van, pois trata-se de uma cooperativa que faz este trajeto, mas nada impede de você subir de bike, porém tem que ter perna hein! Não se esqueça de pedir para seu taxista te aguardar, pois não tem como descer a não ser da forma que você subiu! Os taxis que ficam lá embaixo não te levam de volta, pois sempre ficam esperando seus clientes pra descer!
Chegamos ao Cristo Redentor as 08h20 mais ou menos, A paisagem lá de cima é linda de verdade! Você vê tudo, isso quando a neblina não resolve “esconder” tudo e você acha que está vendo um mar de algodão doce! . Opinião particular: Achei a estátua do Cristo pequena, kkkkkk... na minha imaginação fértil ela era enoooorme, mas cada um tem sua opinião. Várias fotos, de todos os ângulos do Cristo, da paisagem, da cidade, etc... Um turista que se preze, vai ao Cristo pelo menos uma vez na vida... mas não é um local pra ficar voltando sempre. Mas não deixo de dizer que é muito bonito e meu amigo Alemão adorou! Vale a pena visitar.
Descemos do Cristo depois de mais ou menos uma hora admirando a paisagem. Pegamos a van de volta e depois o taxi até uma estação de metro mais próxima. Porque? Tava caro demais andar de taxi, desistimos! Taxi só para emergências e caminhos complicados. Ficamos na estação do Catete. O dia estava lindo, céu azul e sol quente, resolvemos que nosso próximo destino seria o Maracanã.
Muito fácil ir ao Maracanã de metro, aliás, é o mais indicado e econômico, pois existe você desce na estação com o mesmo nome e atravessa uma passarela e já está no estádio.
Aliás, não me matem... rs... mas foi o meu passeio preferido! Para os amantes do futebol é muito legal. Quando você está lá no Cristo, dá pra ver direitinho o Maracanã, dá uma puta vontade de ver de perto. Já tinha passado várias vezes por ele, pois sempre vou ao RJ a trabalho e os taxis eventualmente passam perto do estádio. Mas é totalmente diferente quando você entra.
Na entrada principal, você logo vê os pezinhos de ouro que deixaram a marquinha na “calçada da fama” do futebol, tem craques brasileiros e de diversas nacionalidades: Zico, Dida, Romário, Ronaldo, Franz Beckenbauer.... são mais de 90! Em frente à calçada da fama tem um paredão com uma imagem linda de momentos históricos que se passaram dentro do Maracanã, com fotos de craques em seus melhores dribles e jogadas. Uma montagem muito legal. Até aqui o passeio é de graça, se você quiser ter acesso a parte interna do estádio, como: Salão principal, exposição de momentos histórico do nosso futebol brasileiro, vista panorâmica do campo, vestiários e ter o gosto de pisar em um pedacinho do gramado (rs), tem que desembolsar R$ 20,00 por pessoa. Mas olha... vale MUUUUITO a pena pra quem gosta de futebol, eu amei e teve momentos que fiquei até emocionada! Kkkkk
Saindo de lá seguimos rumo a Rodoviário Novo Rio, para pegarmos nossas mochilas e deixá-las no hotel. Fomos de metrô até a estação Estácio e depois pegamos um ônibus até a Rodoviária. Neste ponto a gente teve um pouquinho de trabalho. Porque descendo na estação de metrô, tentamos pegar informações com diversas pessoas sobre qual ônibus pegar para chegar até a rodoviária, ai o bicho pegou, porque as pessoas não gostam de dar informações consistentes e corretas no RJ, perguntamos para funcionários do metrô, vendedores ambulantes, nos pontos de ônibus e nada. Já estava quase desistindo e pegando um taxi, quando duas senhoras super simpáticas nos orientaram corretamente onde passava um ônibus e finalmente conseguimos chegar!
Como estávamos super cansados e com fome, resolvemos pegar um taxi da Rodoviária até o Hotel, que fica na região central da cidade. Outra dica importante: tente reservar o hotel com antecedência, pois nos finais de semana são lotados. Deixei para reservar na sexta-feira e só consegui hotel na região central, que fica longe dos pontos onde você vai visitar. Os que sobram são caríssimos. Até os Albergues e B&B estavam sem acomodações disponíveis. Ficamos no Íbis próximo a estação Carioca do metrô.
Depois de deixar as coisas no hotel, seguimos para região as praias (lógico!), já estava tarde e meu amigo queria conhecer a praia de Ipanema (não sei por que essa em especial). Pegamos o metro (subterrâneo e de solo), fizemos todas as baldeações possíveis e imaginárias e chegamos à praia de Ipanema. Ai foi só sossego, comemos em uma pizzaria ali na região e ficamos o restante da tarde e inicio da noite na praia.
Optamos em voltar para o Hotel e descansar para o dia seguinte. De novo ônibus, metro, baldeação, taxi e finalmente no Hotel. Foi um dia ótimo, porém corrido.
O Rio de Janeiro é ótimo, porém os pontos turísticos básicos, aqueles que os gringos querem conhecer, são todos contramão. Gastamos muito tempo (e dinheiro) se deslocando de um extremo a outro da cidade.
2° DIA (DOMINGO)
Não conseguimos acordar tão cedo como havíamos planejado, porém a tempo de tomar um baita café da manhã no hotel, isso foi ótimo, porque não teríamos muito tempo para comer bem durante o dia.
Escolhemos passar o dia no Pão de Açúcar. Saímos do Hotel e fomos novamente para Rodoviária deixar nossas mochilas no guarda-volume (puta contramão do caramba!), deixamos as mochilas e pegar um taxi com um tiozinho português, super gente fina. Ele fez um preço camarada na corrida e levou a gente até a praia Vermelha na Urca. Ficamos um tempinho na praia, tiramos umas fotos legais e depois fomos ao bondinho.
O valor é super salgado para subir no bondinho, você vai ter que desembolsar R$ 44,00 por pessoa, e o bondinho sobe a cada 20 minutos. Preste bem atenção na subida, porque é rápida! Logo você chega ao morro da Urca, super legal, bem estruturado, com uma lanchonete (com péssimo atendimento e pessoal mal educado). Fique um tempo aqui pra dar uma olhada na paisagem e dar uma volta no local. O ambiente possui bastantes mesinhas, bancos e espreguiçadeiras, pra você tomar um suco olhando a paisagem e relaxar. Alguns animais dão o ar da graça, um lindo macaquinho fez a festa dos turistas, mas não é permitido alimentar os espertinhos.
Antes de subir para o Pão de Açúcar e aproveite para dar uma olhada em um antigo bondinho e o antigo maquinário exposto no local. O Pão de Açúcar é melhor que o morro da Urca, porque lá tem um parque de mata nativa que dá pra dar uma volta e ver o outro lado da ilha. De lá você vê o aeroporto Santos Dumont, uma área dedicada à marinha e outras ilhotas que tem por ali. Esse parque é super legal, dá pra fazer piquenique (pra quem gosta), e ficar um tempão olhando a paisagem lá de cima... você se perde na imensidão do mar... muito bonito.
Passamos o final da manhã e um bom tempo da tarde passeando por lá. Descemos as 15h30 e fomos almoçar em um restaurante dentro do Circulo Militar da Praia Vermelha, o restaurante é legal, tem vista para o morro da Urca e o Pão de Açúcar e rola um MPB ao vivo super agradável. O atendimento é rápido, porém nada de muita pompa, o local é simples e o atendimento é idem.
Saímos do restaurante as 16h20 e seguimos de taxi direto para Rodoviária Novo Rio, pois nossa viagem estava chegando ao fim.
Espero que vocês gostem do relato, um final de semana para conhecer o RJ é pouco, tem vários locais legais que não dá pra visitar assim na correria. Mas quem tiver um fim de semana disponível pode arriscar, tenho certeza que vocês irão gostar.
Estou no fórum há uma semana e tenho que admitir que é o melhor site para informações de viagens independentes que encontrei! Juro que está me ajudando muito no planejamento do meu primeiro mochilão oficial e internacional.
Mas sei que existem amantes do nosso país (assim como eu), por isso resolvi relatar aqui o meu mochilinha de um final de semana pelo o Rio de Janeiro, e dar umas dicas que em minha opinião são importantes, pois ganhei essa “experiência” por sofrer na pele a emoção!
[googlemap]http://maps.google.com/maps/ms?ie=UTF8&hq=&hnear=R.+Joaquim+T%C3%A1vora,+1217+-+Vila+Mariana,+S%C3%A3o+Paulo,+04015-002,+Brasil&msa=0&msid=111222051955648664563.0004862c65b06787a34d3&ll=-22.928042,-43.193607&spn=0.057548,0.110378&z=13[/googlemap]
1° DIA (SÁBADO)
Tudo começou porque um amigo veio da Alemanha para conhecer o Brasil e ficou hospedado na minha casa, ele conheceu São Paulo e estava prestes a seguir viagem para o próximo destino, quando me pediu para ir com ele ao Rio de Janeiro, pois ele queria muito conhecer o Maracanã (os alemães são loucos por futebol, assim como nós brasileiros)... imagina que ele chegou aqui me São Paulo dizendo que queria ir ao jogo do Corinthians (e foi!), mas isso é outra história
.
Pesquisei e achei as pontes aéreas muito caras, não compensava, então decidimos ir de ônibus leito pela Viação Cometa (partindo da Rodoviária do Tietê – SP). Os ônibus que fazem o trajeto SP-RJ-SP são ótimos e confortáveis (na medida do possível) para viagens curtas, oferecem água, café, tem uma manta para se proteger do ar-condicionado gelado e um travesseirinho que na minha opinião só atrapalha.
Saímos de São Paulo no penúltimo ônibus leito (acho que as 23h45), lógico que não tivemos uma noite 5 estrelas, não dormimos direito e às vezes o ônibus chacoalhava demais (o motorista era pé de chumbo!), mas sobrevivemos e chegamos a Rodoviário Novo Rio as 06h30 da manhã do sábado.
Como o trajeto SP-RJ e vice-versa é muito concorrido, compramos nossa passagem de volta quando chegamos à Rodoviária, desta vez pela Auto Viação 1001 (particularmente eu gosto mais de viajar nesta companhia), calculando o tempo de viagem para chegarmos a São Paulo no máximo 23h30 da noite de domingo.
Como iríamos passar somente um final de semana, não precisa nem dizer que não levamos quase nada na mochila né? O básico para sobrevivência em um final de semana na Cidade Maravilhosa. Como o check-in do hotel era somente a partir das 12h00, não podíamos andar por aí com as mochilas, além de desconfortável era super arriscado (nada contra o RJ, mas todos sabem que não é uma cidade muito segura, assim como São Paulo e outros lugares no país). Meu amigo já tinha a malícia de um mochileiro
, então já veio preparado com o porta dólar, e eu me preparei com o meu. Separamos o básico para ser carregado (dinheiro, documento, passagens de volta, celular e máquina fotográfica), o restante deixamos nas mochilas.
Deixamos nossas mochilas no Guarda Volume da Rodoviária Novo Rio, a primeira vista você não vai gostar muito do aspecto do local, é um lugar feito, mal cuidado, escuro, com ar de depósito velho, mas já deixei minhas coisas algumas vezes e nunca tive problema. A taxa para deixar os pertences durante o dia todo é de R$ 5,00 (por mochila).
Passamos em uma revistaria e compramos um mapa da cidade (melhor coisa que fizemos), discutimos as opções e decidimos que o primeiro destino seria o Corcovado. Depois de tudo isso, saímos da rodoviária quase 07h30 da manhã. Decidimos que pegaríamos um taxi até o trenzinho que sobre para o Corcovado. Não tenho boas experiências em transporte coletivo no RJ, são milhares de linhas diferentes e não quis arriscar em começar o dia complicando tudo indo de ônibus. Então aqui vai a primeira dica importante:
TAXI:
Atenção triplicada neste item. Existem vários tipos de taxis no RJ, mas vou citar o que tenho “experiência”. Você terá várias “opções”.
Taxi Oficial: Geralmente são amarelos e com taxímetro em funcionamento (observe isto!). Você paga pela corrida de acordo com o quilômetro rodado. Às vezes é vantagem fechar um valor antecipado com o motorista, e às vezes é melhor deixar o taxímetro rodar. A média de valor por quilômetro rodado na bandeira 1 é de R$ 2,50. Pegar este taxi é a melhor opção, na minha opinião, pois o taxista é credenciado, o taxi dele também. Outra dica importante é pegar sempre em ponto de taxi, é arriscado pegar taxi na rua, pois acredite se quiser existem taxis piratas, que assaltam os turistas!
Taxi de Cooperativa: Se você optar pelos taxis de cooperativas, fique atendo, pois geralmente eles têm algum tipo de identificação da cooperativa no carro. Neste caso você negocia o preço fechado pelo trajeto e recebe um cupom com o preço, origem e destino da corrida. Estes aqui são um pouquinho mais caros, mas são confiáveis também, pois são fiscalizados pela própria cooperativa.
Taxi independente: Cuidado com este aqui! Eles vão te oferecer a corrida e dizer que fazem parte de uma cooperativa e tal, mas se não tiver a identificação e não seguir o procedimento relatado acima, não pegue. Estes são motoristas com carros particulares que estão trabalhando com seus carros de forma ilegal. Eles sempre enfiam a faca pela corrida, principalmente se você é turista.
Mas se você se garante andando de ônibus, metrô e trem, esses são sempre a melhor opção na hora de economizar grana, porém nem sempre você vai economizar tempo na sua viagem.
Durante a corrida de taxi já dá pra você ver como o RJ é bonito e cheio de contrastes. Fique atendo no bairro do Flamengo e Botafogo, eu particularmente acho eles agradabilíssimos, bonitos, etc.
Chegamos ao trenzinho do Corcovado cedo demais, então decidimos subir até de taxi mesmo (atenção, negocie com o taxista o valor), porém a experiência de subir de trenzinho é única, você passa por lugares maravilhosos na floresta da Tijuca e pode ter a sorte de ver vários habitantes locais (macaquinhos lindos
), vale a pena se você tiver tempo.
Subimos até onde o taxi pode subir, de lá temos que pegar uma van credenciada e subir até o Cristo Redentor, que custa R$ 15,00 por pessoa. Funciona assim: É obrigatório subir de van, pois trata-se de uma cooperativa que faz este trajeto, mas nada impede de você subir de bike, porém tem que ter perna hein! Não se esqueça de pedir para seu taxista te aguardar, pois não tem como descer a não ser da forma que você subiu! Os taxis que ficam lá embaixo não te levam de volta, pois sempre ficam esperando seus clientes pra descer!
Chegamos ao Cristo Redentor as 08h20 mais ou menos, A paisagem lá de cima é linda de verdade! Você vê tudo, isso quando a neblina não resolve “esconder” tudo e você acha que está vendo um mar de algodão doce!
. Opinião particular: Achei a estátua do Cristo pequena, kkkkkk... na minha imaginação fértil ela era enoooorme, mas cada um tem sua opinião. Várias fotos, de todos os ângulos do Cristo, da paisagem, da cidade, etc... Um turista que se preze, vai ao Cristo pelo menos uma vez na vida... mas não é um local pra ficar voltando sempre. Mas não deixo de dizer que é muito bonito e meu amigo Alemão adorou! Vale a pena visitar.
Descemos do Cristo depois de mais ou menos uma hora admirando a paisagem. Pegamos a van de volta e depois o taxi até uma estação de metro mais próxima. Porque? Tava caro demais andar de taxi, desistimos! Taxi só para emergências e caminhos complicados. Ficamos na estação do Catete. O dia estava lindo, céu azul e sol quente, resolvemos que nosso próximo destino seria o Maracanã.
Muito fácil ir ao Maracanã de metro, aliás, é o mais indicado e econômico, pois existe você desce na estação com o mesmo nome e atravessa uma passarela e já está no estádio.
Aliás, não me matem... rs... mas foi o meu passeio preferido! Para os amantes do futebol é muito legal. Quando você está lá no Cristo, dá pra ver direitinho o Maracanã, dá uma puta vontade de ver de perto. Já tinha passado várias vezes por ele, pois sempre vou ao RJ a trabalho e os taxis eventualmente passam perto do estádio. Mas é totalmente diferente quando você entra.
Na entrada principal, você logo vê os pezinhos de ouro que deixaram a marquinha na “calçada da fama” do futebol, tem craques brasileiros e de diversas nacionalidades: Zico, Dida, Romário, Ronaldo, Franz Beckenbauer.... são mais de 90! Em frente à calçada da fama tem um paredão com uma imagem linda de momentos históricos que se passaram dentro do Maracanã, com fotos de craques em seus melhores dribles e jogadas. Uma montagem muito legal. Até aqui o passeio é de graça, se você quiser ter acesso a parte interna do estádio, como: Salão principal, exposição de momentos histórico do nosso futebol brasileiro, vista panorâmica do campo, vestiários e ter o gosto de pisar em um pedacinho do gramado (rs), tem que desembolsar R$ 20,00 por pessoa. Mas olha... vale MUUUUITO a pena pra quem gosta de futebol, eu amei e teve momentos que fiquei até emocionada! Kkkkk
Saindo de lá seguimos rumo a Rodoviário Novo Rio, para pegarmos nossas mochilas e deixá-las no hotel. Fomos de metrô até a estação Estácio e depois pegamos um ônibus até a Rodoviária. Neste ponto a gente teve um pouquinho de trabalho. Porque descendo na estação de metrô, tentamos pegar informações com diversas pessoas sobre qual ônibus pegar para chegar até a rodoviária, ai o bicho pegou, porque as pessoas não gostam de dar informações consistentes e corretas no RJ, perguntamos para funcionários do metrô, vendedores ambulantes, nos pontos de ônibus e nada. Já estava quase desistindo e pegando um taxi, quando duas senhoras super simpáticas nos orientaram corretamente onde passava um ônibus e finalmente conseguimos chegar!
Como estávamos super cansados e com fome, resolvemos pegar um taxi da Rodoviária até o Hotel, que fica na região central da cidade. Outra dica importante: tente reservar o hotel com antecedência, pois nos finais de semana são lotados. Deixei para reservar na sexta-feira e só consegui hotel na região central, que fica longe dos pontos onde você vai visitar. Os que sobram são caríssimos. Até os Albergues e B&B estavam sem acomodações disponíveis. Ficamos no Íbis próximo a estação Carioca do metrô.
Depois de deixar as coisas no hotel, seguimos para região as praias (lógico!), já estava tarde e meu amigo queria conhecer a praia de Ipanema (não sei por que essa em especial). Pegamos o metro (subterrâneo e de solo), fizemos todas as baldeações possíveis e imaginárias e chegamos à praia de Ipanema. Ai foi só sossego, comemos em uma pizzaria ali na região e ficamos o restante da tarde e inicio da noite na praia.
Optamos em voltar para o Hotel e descansar para o dia seguinte. De novo ônibus, metro, baldeação, taxi e finalmente no Hotel. Foi um dia ótimo, porém corrido.
O Rio de Janeiro é ótimo, porém os pontos turísticos básicos, aqueles que os gringos querem conhecer, são todos contramão. Gastamos muito tempo (e dinheiro) se deslocando de um extremo a outro da cidade.
2° DIA (DOMINGO)
Não conseguimos acordar tão cedo como havíamos planejado, porém a tempo de tomar um baita café da manhã no hotel, isso foi ótimo, porque não teríamos muito tempo para comer bem durante o dia.
Escolhemos passar o dia no Pão de Açúcar. Saímos do Hotel e fomos novamente para Rodoviária deixar nossas mochilas no guarda-volume (puta contramão do caramba!), deixamos as mochilas e pegar um taxi com um tiozinho português, super gente fina. Ele fez um preço camarada na corrida e levou a gente até a praia Vermelha na Urca. Ficamos um tempinho na praia, tiramos umas fotos legais e depois fomos ao bondinho.
O valor é super salgado para subir no bondinho, você vai ter que desembolsar R$ 44,00 por pessoa, e o bondinho sobe a cada 20 minutos. Preste bem atenção na subida, porque é rápida! Logo você chega ao morro da Urca, super legal, bem estruturado, com uma lanchonete (com péssimo atendimento e pessoal mal educado). Fique um tempo aqui pra dar uma olhada na paisagem e dar uma volta no local. O ambiente possui bastantes mesinhas, bancos e espreguiçadeiras, pra você tomar um suco olhando a paisagem e relaxar. Alguns animais dão o ar da graça, um lindo macaquinho fez a festa dos turistas, mas não é permitido alimentar os espertinhos.
Antes de subir para o Pão de Açúcar e aproveite para dar uma olhada em um antigo bondinho e o antigo maquinário exposto no local. O Pão de Açúcar é melhor que o morro da Urca, porque lá tem um parque de mata nativa que dá pra dar uma volta e ver o outro lado da ilha. De lá você vê o aeroporto Santos Dumont, uma área dedicada à marinha e outras ilhotas que tem por ali. Esse parque é super legal, dá pra fazer piquenique (pra quem gosta), e ficar um tempão olhando a paisagem lá de cima... você se perde na imensidão do mar... muito bonito.
Passamos o final da manhã e um bom tempo da tarde passeando por lá. Descemos as 15h30 e fomos almoçar em um restaurante dentro do Circulo Militar da Praia Vermelha, o restaurante é legal, tem vista para o morro da Urca e o Pão de Açúcar e rola um MPB ao vivo super agradável. O atendimento é rápido, porém nada de muita pompa, o local é simples e o atendimento é idem.
Saímos do restaurante as 16h20 e seguimos de taxi direto para Rodoviária Novo Rio, pois nossa viagem estava chegando ao fim.
Espero que vocês gostem do relato, um final de semana para conhecer o RJ é pouco, tem vários locais legais que não dá pra visitar assim na correria. Mas quem tiver um fim de semana disponível pode arriscar, tenho certeza que vocês irão gostar.
Beijos.
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