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15 dias em BUENOS AIRES – MENDOZA – BARILOCHE – BUENOS AIRES


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O mochileiros.com tem servido de base para muitas de minhas viagens. Sempre consulto o site e escolho meus destinos e monto meus roteiros com base nos relatos aqui postados. Sendo assim, vejo-me na obrigação de relatar minhas viagens para ajudar outros viajantes também. Como minha vida é super corrida sempre deixo de escrever meus relatos. Mas agora estou separando um tempo diário para escrever já que encontro tempo para ler. Nada mais justo.

 

Minha idéia inicial era conhecer todas as capitais brasileiras. Mas após fechar a região sul e começar a estudar viagens para o nordeste vi que eram muito caras. Principalmente o deslocamento aéreo. Assim, após ouvir muitas pessoas, pelos albergues por onde passava, falando da Argentina resolvi tentar a sorte.

 

Quando comecei a pensar para onde iria nas férias e vi que o nordeste estava fora do meu bolso, fui pesquisar a Argentina. E realmente era muito mais viável. Assim em Junho/11 comprei minhas passagens para Buenos Aires (Rio de Janeiro – Buenos Aires – Rio de janeiro) pela Pluna. Paguei U$ 318,50. Incluindo as taxas aeroportuárias. O vôo possuía conexão no Uruguay.

 

Sempre uso os sites http://WWW.mundi.com.br e http://WWW.decolar.com para efeutar a busca pelo melhor valor de passagens aéreas. Assim, após algumas pesquisas, comprei a ida para 17/08/2011 e a volta para 31/08/2011. Agora vinha o maior problema: O que fazer em 15 dias na Argentina?! Além de nunca ter ido ainda não falava espanhol. A primeira atitude que tive foi colocar no Google: O que fazer em 15 dias na Argentina. E em uma das respostas do Google apareceu um link para o site do mochileiros com o seguinte título: Quinze dias na Argentina!!! Buenos Aires, Mendoza, Patagônia. E assim eu conheci o mochileiros.com que me é de grande valia até hoje.

 

Quando viajo gosto muito do contato com as pessoas locais, conhecer sua cultura, seus costumes, seu jeito de viver e encarar a vida. Curto muito andar pelas ruas, nos transportes coletivos, ir a restaurantes onde as pessoas que estão trabalhando almoçam, enfim, gosto do cotidiano do lugar.

 

E assim minha primeira viagem com base no mochileiros.com foi em Agosto de 2011 para a Argentina. O tópico base para meu roteiro foi esse, do Leocaetano:

Quinze dias na Argentina!!! Buenos Aires, Mendoza, Patagônia

http://www.mochileiros.com/quinze-dias-na-argentina-buenos-aires-mendoza-patagonia-t24019.html

 

Após ler e reler por muitas vezes esse tópico e alguns outros fui dando forma a minha viagem em si. O relato do Leo incluía Puerto Madryn mas achei melhor manter Buenos Aires, Mendoza e Bariloche. Uma coisa que tinha em mente era viajar de ônibus na Argentina. Conheci pessoas que falavam muito do serviço de bordo, do conforto das viagens e isso era algo que eu gostaria de fazer lá. E assim foi minha viagem:

 

Roteiro:

Rio de Janeiro – Buenos Aires – Mendoza – San Carlos de Bariloche – Buenos Aires – Rio de Janeiro

 

Duração:

15 dias

 

Gastos:

$ 4.954,00 pesos. Aproximadamente R$ 2.000,00

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17 de Agosto de 2011

Rio de Janeiro – Buenos Aires

Meu vôo saiu às 9:30 do Galeão e não tive atraso em todo o trajeto. Por volta de 11:30 pousamos no Uruguay e às 13:30 parti para Buenos Aires e cheguei a cidade portenha por volta de 14:30. Levei uns reais, 100 pesos para locomover-me até o hostel e meus cartões de crédito.

 

Buenos Aires de 17 a 19 de Agosto de 2011

Tarde do dia 17 de Agosto de 2011

Após chegar ao aeroporto e passar pela imigração fui procurar um transporte para o Hostel. Fiz questão de ir pelo Aeroparque por ser um aeroporto mais perto do centro e assim de custo mais baixo no deslocamento aeroporto-cidade. Marinheiro de primeira viagem e sem falar espanhol fui ao balcão de uma empresa de remises. Embora fosse mais caro preferi não correr risco com os taxistas. Paguei 60 pesos. O motorista foi super tranqüilo e atencioso comigo. Deixou-me o mais perto do Hostel possível. Porque na Calle Florida não passa carro.

 

Fiquei no Hostel Suítes Florida. Após pesquisas no site do HiHostel, verificar localização do Hostel na cidade e o custo benefício da hospedagem decidi por esse. Não tenho do que reclamar. Gostei muito do Hostel e o achei super bem localizado. Quartos estilo suítes e com 4 camas por quarto. Fiz meu check-in, tomei um banho, troquei de roupa e saí para almoçar e conhecer um pouco da cidade. Já eram umas 16h mais ou menos. Sempre que viajo entro no site do Google maps e imprimo vários roteiros. No Hostel também me deram um mapa da cidade e foi muito útil. Nesse dia andei pela Calle Florida, Fui a Casa Rosada, Plaza San Martin, Obelisco, Av 9 de Julho, Galerias (Com grande destaque para a Galeria Pacífico) e assim passei minha tarde.

 

Dia 18 de Agosto de 2011

Após tomar o café da manhã no Hostel, muito bom por sinal, saí para trocar dinheiro, comprar minha passagem de Bariloche para Buenos Aires já que não consegui comprar pela internet e fazer o passeio turístico de ônibus. Ao lado da Casa Rosada tem um Banco de La Nacion e nele que fiz a troca de dinheiro. O Banco em si já é um ponto turístico. A arquitetura e suas dependências são incríveis. Após trocar meus reais por pesos fui fazer o turbus. Achei muito bom o fato de poder descer e subir quantas vezes quisesse e a validade do ticket é de 24h da data da compra. Em Curitiba só podemos subir 5x no ônibus o que não permite descer em todos os pontos.

 

Curti muito esse passeio no ônibus. Embora seja um programa bem turista foi bem legal. Passei o dia andando no ônibus e pelos lugares e seus arredores onde havia paradas. O Shopping de arquitetura na Recoleta achei muito legal. Sem contar os pontos clássicos que são muito legais também.

 

Ao fim do dia voltei para o Hostel, conversei um bocado com o pessoal que estava no Hostel, trocamos dicas de viagens e fui descansar.

 

Dia 19 de Agosto de 2011

Fiz meu check out e deixei a mochila no Hostel em local específico para isso. Como o ticket do turbus valia por 24h fui conhecer os lugares que não tive tempo no dia anterior. Após meu ticket perder a validade, almocei em um restaurante/bar perto da Rodoviária (Terminal Retiro) e fui a Plaza San Martin que estava com coroas de flores na estátua do San Martin. San Martin é quase como se fosse nosso Duque de Caxias. Um líder que lutou pela liberdade das colônias da Coroa Espanhola. E quando estava ali conheci um senhor Argentino que já veio muitas vezes ao Brasil e conversamos muito sobre a colonização Argentina, cultura, costumes e isso para mim foi fantástico. Minha sorte que como ele já veio ao Brasil falava um pouco de português porque, como disse, eu não falava nada de espanhol. Já havia aprendido alguma coisa mas nada muito significativo. Foi muito enriquecedor nosso papo.

 

Voltei ao Hostel, peguei minha mochila e fui para o Terminal Retiro pegar o ônibus para Mendoza que saía às 20:30. E como já estava mais familiarizado com a cidade fui andando.

 

Buenos Aires – Mendoza

Como havia visto a análise das empresas de ônibus que faziam a ligação entre Buenos Aires e Mendoza aqui, no mochileiros.com, optei pela Cata Internacional com o serviço Royal Suíte Class. A escolha foi perfeita para as 13h de viagem. Comprei minha passagem pela internet para garantir meu lugar na fileira de uma poltrona e a primeira no andar superior do ônibus. Assim eu teria uma bela visão da viagem. Passados 20 minutos que o ônibus partiu a rodo moça vem com um petisco para a gente. Passados mais uns 30 minutos ela vem servir o jantar. No meu caso foi uma entrada com pães e pastas, o prato principal foi um purê de legumes com frango e a sobremesa foi um flan de alguma coisa. Durante o jantar o serviço de bordo te oferece por duas vezes água, refrigerante ou vinho. E após o jantar eles passam mais uma vez oferecendo além das opções anteriores café, chá e champagne. Também te dão uma garrafinha de vinho (350ml) de lembrança.Ligam as TVs que são individuais e possuem headphones e uma quantidade absurda de filmes. Fecham as cortinas e tome-lhe estrada.

 

Como as poltronas inclinam 180º e a parte dos pés também fica alinhada com a poltrona, temos uma cama. É só pegar a manta e o travesseiro, fornecido por eles, e ter uma ótima noite de sono. Eu tenho o sono pesado, dormir para mim não é problema. Mas confesso que às vezes acordava com o deslocamento de ar gerado quando um veículo grande passava pela gente na estrada. Mas a noite foi muito tranqüila.

 

Ao acordar no dia seguinte e olhar pela janela pensei estar em um deserto. Quando passei a mão na janela da frente tinha uma camada incrustada. Era gelo. Mas assim que o sol saiu de vez a visão ficou perfeita. E, até hoje em minha vida, foi uma das melhores imagens que tive. Ver a imensa cordilheira com seus cumes nevados foi incrível. Foi a primeira vez que tive essa visão ao vivo. Foi bem emocionante. Lá pelas 8h foi servido o café da manhã. Pães, frios (presunto e queijo), café ou chá, alfajor (lógico) e um doce tipo um flan. E aí é curtir aquela paisagem árida até chegar à rodoviária. Curti muito a primeira experiência rodoviária na Argentina.

 

Gastos em Buenos Aires

Passagens Rio de Janeiro – Buenos Aires – Rio de Janeiro => 318,50 dólares

Remise Aeroparque – Hostel Suítes Florida => 60 pesos

Hostel Suítes Florida – 2 diárias => 80 pesos

Refeições nos 2 dias e meio => 100 pesos

Troca de 500 reais no Banco de La Nacion => 1 real = 2,53 pesos

Ônibus turístico de Buenos Aires => 70 pesos por 24h

Buenos Aires – Mendoza => 473,50 pesos

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Mendoza de 20 a 24 de Agosto de 2011

Dia 20 de Agosto de 2011

Ao chegar à rodoviária peguei meus mapas para Mendoza e parti para o Hostel Mendoza. Foi tranqüilo ir andando. O Hostel é muito bom. Staff super simpático e atencioso. Valéria, a camareira, é um amor de pessoa! O único ponto negativo do Hostel é o banheiro que é muito pequeno. Parece um lavabo e o chuveiro é uma ducha de mão. Mas de resto o Hostel é 10. Ficaria lá novamente com certeza.

 

Após estabelecer-me e tomar um banho fui andar pela cidade. O Hostel tem um mercado municipal em frente, um Mc Donalds na esquina e na rua do Mc Donalds tem supermercados, restaurantes, lojas. É bem no centro mesmo.

 

Mendoza é um lugar bem curioso. É bem perto do Chile e está no mesmo fuso horário do Brasil. Então o sol aparece por lá às 8h da manhã e 19h ainda tem sol. Lá eles têm a hora sesta. 13h está tudo fechado e só volta lá pelas 15:30, 16h. A Cidade tem muitas praças, que me foi dito ser importante para evacuação da população em caso de terremoto, e todas as calçadas possuem uma vala que parece esgoto, pelo que me disseram não é esgoto: lá não chove. A água de lá vem toda da neve derretida dos Andes. As valas na verdade são canais de irrigação. A água desce de um reservatório onde eles acumulam a água das neves derretidas e liberam aos poucos por essas canaletas que irrigam as árvores e chegam até as vinículas por essas canaletas. Um funcionário da cidade controla a entrada de água nas plantações através de portinholas nas entradas das plantações, deixando entrar a água de acordo com um planejamento da cidade. Interessante o sistema.

 

Passei o dia caminhando pela cidade, tentando conversar com as pessoas com meu espanhol precário. Não sei se por ser uma cidade que não é um centro urbano as pessoas são mais simpáticas, receptivas. Durante a sesta as praças ficam cheias de pessoas pegando um sol, já que embora estivesse céu azul e sol havia um ar bem gelado. Visitei o Parque Central e achei muito legal o lugar.

 

Dia 21 de Agosto de 2011

O dia foi dedicado ao passeio Alta Montanha. Você sai pela manhã e só volta à noite. Foi um dia espetacular. Meu primeiro contato com a neve e vivenciar pessoalmente aquilo que só via pela televisão. No Hostel havia dois casais de argentinos de córdoba super gente boa e logo formamos um grupo.

 

O deslocamento já é um passeio a parte. As paisagens são muito lindas e diferentes do que estamos acostumados aqui no Brasil. Principalmente no Rio de Janeiro. Paramos em local que não me recordo o nome (Acho que Uspallata) para alugar as roupas para a neve e uma pranchinha para esqui bunda. Ficamos uns 30 minutos ali e partimos rumo a Estação de Ski de Penitentes. É legal ver a paisagem árida transformando-se em montanhas nevadas. A estação de ski foi uma experiência única. Os snow mobil, a galera esquiando, o clima, a atmosfera e a sensação de um lugar cheio de neve e um sol bem quente. E o reflexo que o sol gera na neve... Eu curti muito o esqui bunda com o pessoal do passeio. Após umas 2h em Penitentes partimos para o Parque Aconcágua. Nessa época do ano por conta do excesso de neve só vamos à entrada do parque de onde temos a visão do pico. Disseram que no verão por não haver neve o passeio vai até o primeiro ponto de apoio para a escalada do Aconcágua. No retorno paramos na Puente Del Inca – Obra arquitetônica natural. Bem legal o lugar também.

 

No retorno a Mendoza pegamos um imenso engarrafamento e chegamos a Mendoza quase às 21h. Por conta desse engarrafamento anoiteceu e ainda estávamos no meio do nada. O céu que vimos foi incrível. Valeu o engarrafamento.

 

Dia 22 de Agosto de 2011

Esse dia fiz o passeio das Bodegas. Escolhi a opção de meio dia. Até porque não bebo e queria mesmo era conhecer.

 

Na parte da manhã fui trocar mais uns reais por pesos e quando cheguei ao Banco de La Nacion o caixa foi super gentil e educado ao me dizer: Perdon. No cambiamos reales. Sólo dólar y Euro. Aí fui procurar alguma casa de câmbio e troquei meus reais à cotação de 2,48.

 

Às 12:30 estava partindo rumo as bodegas. Fomos a Vistandes, uma vinícula mais moderna e industrializada, a Don Arturo, uma vinícula mais tradiconal, e a Pasrai, uma fábrica de azeite. Em termos degustativos gostei mais da visita a PasRai porque adoro azeite. Vi pés de azeitona, comi azeitona do pé e é horrível. A visitação foi uma experiência única. A visitação as bodegas também foi muito legal. Confesso que depois da visitação passei a ver o vinho com outros olhos. Deveria ser pendurado na parede e não consumido. Quantos detalhes. Tudo influencia na fabricação de um vinho. Quanto a degustação, como não gosto de vinho, achei tudo igual. Tenho um amigo que quando disse ter ido a Don Arturo ele falou que era dar nozes a quem não tem dentes. Na Don Arturo vi azeite de uva. Muito interessante.

 

23 de Agosto de 2011

Tirei o dia para conhecer o Parque San Martín. O parque é imenso, parece um bairro. Há ruas que passam pelo parque, inclusive estradas. Alugando uma bicicleta no local, se pode conhecer todo o parque. Mas eu curto mesmo andar. Andei muito e foi um dia bem legal também. No centro de informações do parque pode-se pegar um mapa com as principais atrações. Visitei também o Museo de Arte Moderno e o Museo Del Área Fundacional, onde temos a idéia de como era Santiago de Mendoza – a cidade de Mendoza antes do terremoto que a destruiu.

 

24 de Agosto de 2011

Tirei o dia para rever os lugares que tinha gostado mais, o que implicou em mais caminhadas, e descansar um pouco. Comprei algumas lembranças para os amigos e ao fim do dia parti para a rodoviária pois era dia de ir para San Carlos de Bariloche.

 

Mendoza – Bariloche

Dessa vez fui pela Andesmar e o ônibus mais confortável era o executivo com serviço. Como as viagens rodoviárias era parte do meu objetivo foi nesse que eu fui. Também possui o serviço de jantar e café da manhã e mais um lache porque são 17h de viagem. O serviço é pouca coisa mais simples. Não tem champagne, nem vinho de brinde e as TVs não são individuais. As poltronas inclinam uns 160º. Nada tão inferior assim.

 

A viagem é longa mas a paisagem é linda. Também comprei pela internet e garanti meu lugar do lado que só tem uma fileira e a primeira poltrona na parte de cima. Como companheiros de viagem e nas poltronas ao lado estava uma família de Israelenses que estavam no mesmo Hostel em Mendoza e fizeram o passeio das vinículas comigo.

 

Assim que o dia amanheceu não conseguia tirar os olhos da paisagem. E a estrada possuía umas retas longas de quilômetros sem fim. A gente via a estrada sumir no horizonte. A paisagem estava um pouco cinzenta devido as cinzas do vulcão que estava causando transtornos na cidade naquela época. Mas nada que tirasse o encanto da viagem.

 

Gastos em Mendoza

Hostel Mendoza - 4 diárias=> 240 pesos

Refeições => 200 pesos

Passeios => 170 pesos

Troca de 500 reais no Banco de La Nacion => 1 real = 2,48 pesos

Mendoza – Bariloche => 453,50 pesos

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San Carlos de Bariloche de 25 a 29 de Agosto de 2011

Tarde de 25 de Agosto de 2011

Cheguei a Bariloche no início da tarde. Na própria rodoviária no centro de informações turísticas peguei várias dicas, mapas da cidade e informações de como deslocar-me na cidade. Em Bariloche os ônibus aceitam notas e não só moedas como em Buenos Aires. Peguei o ônibus e desci no centro cívico. Fiquei hospedado no MarcopoloInn. Esse Hostel tem café e janta. Não é um jantar requintado. Cada dia tem um prato específico mas já é válido. A estrutura do Hostel também é boa e meu quarto tinha uma bela vista do Lago Nahuel Huapi. Um lugar que saí do Brasil querendo conhecer era a ByPass. Uma boate em Bariloche que tem um show de iluminação incrível. Então na noite do dia 25 fui a ByPass. É uma boate mais voltada para adolescentes mas, realmente, o show de raios laser é incrível. Valeu a ida.

 

Dia 26 de Agosto de 2011

Acabei acordando um pouco tarde devido ao acúmulo do cansaço da viagem mais o chegar tarde da ByPass. Tirei o dia para andar pela cidade. O Centro Cívico é um lugar muito agradável e a Catedral Nuestra Señora del Nahuel Huapi é incrível. Sempre que passava por ela a encontrava fechada. Até que no domingo estava tendo missa e consegui vê-la por dentro. Muito bonita e a missa tinha um pessoal entoando cânticos gregorianos o que foi bem legal. Como fui no Inverno tinham muitos brasileiros na cidade. Chamam Bariloche no inverno de Brasiloche. Muita gente daqui vai para lá esquiar. O que faz com que você, pelo menos no centro, ache muito mais turistas que o pessoal local da cidade. Andando um pouco mais afastado do centro a gente encontra o povo que vive em bariloche mesmo e alguns quarteirões saindo do centro vemos uma outra Bariloche.

 

Nesse mesmo dia fiz parte do circuito Chico de ônibus como já haviam me dado a dica. O Cerro Campanário tem uma vista panorâmica incrível de toda Bariloche. O Cerro Otto com sua confeitaria giratória é bem interessante também. Depois fui até o ponto final do ônibus que fica no Hotel Llao Llao, outra parada do circuito. O hotel é muito bonito. Passa muita tranqüilidade e tem uma bela vista.

 

Dia 27 de Agosto de 2011

Dediquei o dia a fazer o passeio do Cerro Tronador. O guia era um senhor muito gente boa, nascido e criado em Bariloche. Conversamos muito sobre a história da cidade e foi muito enriquecedor esse papo.

 

O Parque Nacional Nahuel Huapi é um lugar incrível. De uma beleza ímpar. Achei bem interessante a divisão de vertentes. É muito legal ver lagos tão próximos que estando a Leste da placa desembocam no Atlântico e lagos que estão a Oeste desembocam no Pacífico. Ver as trutas também foi bem legal.

 

Do alto de seus 3.554 metros de altitude, o cerro (um vulcão adormecido) marca a fronteira entre Chile e Argentina e fica dentro do Parque Nacional Nahuel Huapi. É o maior destaque do parque. O cerro é o único pico que possui neve eterna na Cordilheira dos Andes. As avalanches do cerro fazem um barulho gigantesco, sons parecidos com trovões. Daí vem o nome do cerro. Consegui escutar algumas dessas avalanches, mas apenas em uma delas consegui ver grande quantidade de gelo deslizando. O som dura quase um minuto, com altos e baixos. Outra atração do local é o Vestiqueiro Negro. É um glacial negro, o gelo é escuro. Fenômeno muito raro na natureza e é o único nas Américas. Seu gelo é misturado com um tipo de mineral escuro. A água formada desse glacial derretido tem uma coloração verde fantástica. E para completar o passeio começou a nevar. Ver aqueles flocos caindo é realmente incrível. Pode ser normal para quem está acostumado mas para mim foi incrível.

 

Dia 28 de Agosto de 2011

Dia de conhecer o cerro Catedral e fazer aula de ski. Eu que nunca nem andei de patins iria esquiar. No meu quarto no Hostel tinham uns adolescentes de Tucumán que todo ano vão para Bariloche esquiar e fazer snowboard. Conversando com eles parecia super simples. Nunca pensei que o ski fosse daquele tamanho. Foi um dia inusitado e inesquecível. Nunca mais assistirei as olimpíadas de inverno com os mesmos olhos. Não vou dizer que já estou expert mas já consigo fazer uma graça. Por ser Agosto o cerro estava lotado. Lá tem muitas pistas. Claro que eu não passei da super principiante café com leite. Mas valeu muito a pena. São aquelas experiências que levamos para o resto da vida.

 

Dia 29 de Agosto de 2011

Dia de retornar a Buenos Aires. Meu ônibus saía às 15:30. Fui andar mais um pouco pela cidade e reforçar na memória aquelas paisagens. A imagem do lago Nahuel Huapi que via da janela do meu quarto todos os dias permanece intacta na minha memória. A missa na Catedral Nuestra Señora del Nahuel Huapi. Após almoçar peguei minha mochila no Hostel e fui andando para a Rodoviária. Curtindo os últimos momentos na cidade. Ainda tive a sorte de ver alguns flocos de neve caindo. Muito poucos. Mas neve é neve.

 

San Carlos de Bariloche – Buenos Aires

Como havia dito antes, não consegui comprar essa passagem pela internet. Comprei no guichê da Via Bariloche no Terminal Retiro em Buenos Aires. Mas mesmo assim consegui meu lugar no andar de cima na primeira poltrona. Agora seriam 22h de estrada. Confesso que se tivesse analisado esses tempos de viagem teria pensado duas vezes antes de optar pelo ônibus. Escolhi o cama com serviço. O ônibus era bem confortável, tinha telas individuais mas a programação era a mesma para todo mundo. Não possuía headphones mas você podia usar os seus, caso tivesse.

 

Quase na hora do ônibus sair começou um temporal. Vinha em rajadas. Mas era curioso porque dava para ver no vidro do ônibus que era algo entre neve e granizo. O “pingo/floco” batia no vidro e a gente via o gelo escorrendo.

 

A viagem foi tranqüila. Exceto pelo engarrafamento que pegamos chegando em Buenos Aires que atrasou a viagem em 1h30min. Mas o que seria 1h30 para quem está há 22h dentro do ônibus?!

 

Gastos em Bariloche

Hostel MarcopoloInn - 4 diárias => 336 pesos

Passeios + Aluguel de roupas + entradas => 500 pesos

Refeições => 200 pesos

Entrada ByPass => 120 pesos

Bariloche – Buenos Aires => 601 pesos

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Buenos Aires de 30 a 31 de Agosto de 2011

Dia 30 de Agosto de 2011

Cheguei em Buenos Aires às 15h. Fui andando para o Hostel. Fiquei no mesmo Hostel Suítes Florida. Deu tempo de dar uma volta pela Calle Florida, Galeria Pacífico, comer alguma coisa, trocar dicas de viagem com a galera do Hostel e ir dormir.

 

Dia 31 de Agosto de 2011

Meu vôo partia às 9:30 do Aeroparque. Acordei cedo e parti para o Aeroporto. Agora não mais tão cru na cidade peguei o ônibus 33 atrás da Casa Rosada e desci em frente ao aeroporto.

 

Gastos em Buenos Aires

Hostel Suítes Florida – 1 noite => 40 pesos

Jantar => 35 pesos

Ônibus 33 até o aeroporto => 0,75 pesos

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Considerações Finais

Foi uma aventura e tanto. Fui para um país onde eu não falava a língua, caí de pára-quedas numa cultura nova, costumes novos, quebrei paradigmas, construí conhecimentos e vivenciei novas realidades.

 

Aquele conceito de que Argentino é chato, marrento, tive a sorte de não encontrar esse estereótipo. Fui bem tratado em todos os lugares por onde passei e por todas as pessoas com quem conversei. Tudo bem que muitos pensavam que eu era turco ou paquistanês. Ficavam surpresos quando eu dizia ser brasileiro. E como moro em Guapimirim, uma cidade distante 74km do Rio de Janeiro não tenho o sotaque carioca tão acentuado assim.

 

BUENOS AIRES – Não sou uma pessoa muito urbana. Mas adorei a cidade. Principalmente sua arquitetura. Andar pelas ruas de Buenos Aires já é um passeio. A cidade com seus quarteirões todos estruturados facilita muito andar pela cidade. Ficaram muitas coisas para conhecer e isso é bom. Porque é mais um motivo para querer voltar.

 

MENDOZA – Para mim o ponto alto da viagem. Como não sou uma pessoa muito urbana Mendoza caiu perfeitamente ao meu estilo de vida. Cidade pacata, aconchegante, com qualidade de vida, pessoas receptivas e solícitas. Mendoza não só é um lugar que voltarei como é um lugar que eu moraria.

 

BARILOCHE – Cidade incrível, linda e de natureza peculiar. Já é Patagônia, então não se podia esperar nada menos que um lugar deslumbrante. Mas Bariloche é muito turístico e como sou mais pacato, preferi Mendoza.

 

Mas na verdade essa viagem ofereceu-me a oportunidade de conhecer lugares, pessoas, costumes que com certeza mudaram minha pessoa. Valeu cada centavo gasto e me abriu as portas para desbravar o mundo sem medo.

 

Espero que esse relato possa ajudar outros viajantes assim como os relatos do site têm me ajudado bastante.

 

Armando Oliveira ::cool:::'>

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Bah, lendo seu relato acabei por lembrar de várias partes da minha viagem.

 

Fiquei 20 dias na Argentina (10 em BsAs, 3 em Vila Regina, 7 em Barilohce), sensacional!

 

Vc falando da ByPass pra turminha nova, eu lembro que bebi no albergue (fiquei no Marcopolo) e queria uma festa, sai loko, sozinho, de camiseta em pleno fim de julho, entrei na primeira festa que vi, qnd vi a galera, td 15 ou 16 anos, me senti o tio da sukita hahahaha

 

Mas foi engraçado!

 

Bom relato cara, parabéns! =)

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Tudo bem, cara?!

 

Eu já sabia que a ByPass era para adolescentes! Então não fiquei tão surprerso! Rsrsrsrs Fui com o objetivo de ver o show de iluminação que eles fazem e tive muita sorte pois a abertura ainda foi com Navras, o tema de Matrix Revolution. Então para mim valeu muito a pena!

 

Lé existem outras boates e parecem ser do mesmo grupo. Cerebro, Genux e são voltadas para outros tipos de público. Também fiquei no Marcopollo. Mas estou realmente impressionado com você andando de camiseta, a noite, em Julho nas ruas de Bariloche...

 

Abraço

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  • 5 meses depois...
  • Membros

Oi Armando, está de parabéns o seu post..e tá me ajudando mto.

Farei este mesmo trajeto seu no período de agosto deste ano..(eu e meu marido..somos casais jovens)

A intenção é ficar 3 dias em BsAs, partir para Mendoza, tb de bus e ficar 3 dias, partir para Bariloche de bus e ficar mais três dias, retornando de bus para buenos Aires, ficaremos mais um dia e retornaremos para nossa cidade de origem (interior da bahia) de avião.

Após sua experiência vc me indicaria alguma mudança de itinerário?? Tipo.. primeiro uma região a outra??

O retorno de bariloche para BsAs, vi que é bem longo vc acha que compensa ir de avião??

Achei bem interessante seus gastos, vc já ouviu falar se as coisas lá já aumentaram consideravelmente dps desta sua viagem??

 

Aguardo contato..

Att

Saionara

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  • Membros

Olá, Sayonara

 

Olha, depois dessa viagem voltei a Argentina mais 3 vezes e os preços aumentaram um bocado. O seu trajeto está bom, é a melhor forma mesmo. Quanto a volta de Bariloche a BsAs são 25 horas. O ônibus, categoria cama é bem confortável mas a viagem é longa. A melhor empresa para ir de BsAs para Mendoza é a Cata Internacional na categoria Royal Suite. Vale muito a pena. Para você ter uma idéia de preços pode pesquisar nos sites:

 

BsAs - Mendoza

http://www.catainternacional.com/

 

Bariloche - BsAs

http://www.viabariloche.com.ar/

 

Passagens em geral:

http://www.plataforma10.com/

 

Assim você pode ver os preços dos ônibus e pesquisar avião também e comparar os preços. Comprando como múltiplos destinos as passagens aéreas os preços caem bem. De repente pode compensar. Pelo menos Bariloche - BsAs. Porque BsAs - Mendoza e Mendoza - Bariloche é uma bela viagem. Tente comprar as poltronas no segundo andar bem de frente para o vidro. Valerá muito a pena e fará sua viagem inesquecível.

 

No que puder ajudar, é só perguntar.

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