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Expedição fotográfica - Bolívia
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Bom, do dia 09 ao dia 18 de junho de 2006, foi promovido pelo fotografo e alpinista Tacio Phillip Sansonoviski, uma expedição fotográfica para a Bolívia. Eu e meu amigo Daniel Pará resolvemos embarcar nesta aventura.
Tentarei passar um pouco do que vi na Bolívia para que fique aqui, um registro da beleza do país e, convido também o Daniel a expor seu brilhante trabalho também neste tópico.
Foto oficial da viagem:
Este é o grupo de fotógrafos que participou do safári.
A viagem foi toda organizada, visando a fotografia, por isso o nome de safári fotográfico, pois os roteiros e passeios foram desenvolvidos para tal.
Irei separar por dias para facilitar a visualização das imagens.
Dia 09:
Eu e Daniel partimos de Florianópolis no dia 09 pelas 07 da manhã e aguardamos os demais para checkin no aeroporto de guarulhos as 14 horas. Nosso vôo partiu as 16 horas através da Cia Aerosur com escala em Sta. Cruz de la Sierra, Cochabamba e por fim chegando ao destino, La Paz. Chegamos por volta da meia noite e fomos direto para o hotel.
Dia 10:
Segundo Tacio, este dia era livre. Para nos acostumarmos com a altitude, afinal são 3.800 metros de altitude e a cidade parece com ouro preto, é ladeira em cima de ladeira. Neste dia, 10 de junho, acontecia uma das maiores festas da Bolívia, a celebração da Festa de Gran Poder. Uma festa Pagã, onde várias religiões, desfilam vestidas tipicamente, com músicas tradicionais por toda a cidade. A festa foi das 8 da manha até as 11 da noite, e acreditem, não consegui uma foto decente sequer
Dia 11:
Juntamente com um transporte particular e um guia altamente qualificado, partimos todos juntos para conhecer o Vale de la luna.
Antes paramos em um mirante. Depois, foto da cerveja mais bebida na Bolívia.
O vale de la luna, é formado por um relevo excêntrico e arenoso, uma espécie de desfiladeiro. Enquanto passávamos pelo local, éramos agraciado com musica local tocada pela flauta de um índio.
Na volta, paramos em vários mirantes, para podermos observar a peculiaridade das contruções de La Paz, onde a maioria de suas casas não tem reboco ou pintura.
Huayna Potosi, montanha que fica aos arredores de La Paz.
Lua cheia em La Paz. Fundo, monte Illimani.
Dia 12:
Juntamente com nosso guia Juan, pegamos um microônibus e nos deslocamos para Tiwanacu. Um sitio arqueológico que fica aproximadamente a 1 hora e meia de La Paz. Acredita-se que lá foi o início da civilização, que de lá surgiu a humaniadade. Muitas evidências comprovam a evolução da espécie, uma verdadeira aula de história.
Este tipo de fotografia não é meu forte, então não tenho muitas fotos de lá.
Essas cabeças, representam reis. Neste local, estudiosos sentavam e estudavam a astronomia.
Templo que é proibido fotografar.
Daniel fotografando a base de propina
Após o passeio, fomos almoçar e o cardápio foi claro, carne de lhama.
Dia 13:
Este era o dia mais esperado por nós. O dia que iríamos subir o Chacaltaya, montanha com 5.410 metros, onde ficava situada a pista de sky mais alta do mundo, agora desativada. Se nos 3.800 metros de La Paz já era complicado caminhar o que dirá a mais de 5000 metros. Para um melhor desempenho, deixamos para escalar após o almoço, claro que teria que ser bem leve, então pela manha fomos fazer um passeio na cidade.
Praça da igreja
Viaduto principal:
No centro de La Paz, apenas circulam táxis e vans, dificilmente se encontra carros, e o transito é caótico.
Palácio do governo:
Após o almoço, pegamos nosso transporte e começamos a subida para a base do chacaltaya. Antes, uma parada para caçar umas lhamas....
Vou retirar um trecho que acho muito legal do guia viagem sobre o Chacaltaya. “Programaço. Uma Van velha leva você até a base da montanha, serpenteando os abismos da estrada da morte, onde em algumas curvas o motorista grita o lado para os passageiros ficarem para fazer contra-peso e o ônibus não tombar na curva”. Quano li isso dei risada né, mas acreditem é verdade.... Nunca vi nada parecido com aquilo, chegamos enfim a base da montanha meio desesperados, mas aí a recompensa foi imediata...
Huayna Potosi
A venda…
Visual durante a subida
No topo...
Potosi ao cair a luz da tarde
Na volta sobrou tempo pra fazer uma noturnica em la paz....
Dia 14:
Na noite do dia 13 passei muito mal por causa do esforço feito na altitude e da má alimentação. Tínhamos uma viagem para a praia de copacabana nesta manhã bem cedo. Viajei a base de dramim + buscopam + tylenol. 4 horas de viagem até chegar ao lago titicaca e mais precisamente a praia de copacabana.
A bolívia tem como explicação de sua miséria, o fato de com sua guerra contra o Chile, terem perdido a saída para o mar, não podendo assim exportar via mar. Em todos os lugares ouvimos isto, inclusive esta na placa do estreito de tikina.
Praia de Copacabana
Nosso café da manhã, eta chazinho que ajuda....
Bom, passeamos pela cidade de copacabana e no cair do sol, eu o daniel para e mais um amigo que fizemos na viagem inventamos de subir um morro com uns 400 metros de altura, chamado de calvário, para pegarmos o por do sol. O pior não foi isso, tive que subir duas vezes, pois fui surpeendido por um problema estomacal. Enfim, algumas fotos lá de cima:
Dia 15:
Acordamos cedo para fazer um passeio pelo lago titicaca. Conhecer Isla del Sol e Isla del Luna. Fomos surpeendidos pelo frio que fez de madrugada e que fazia durante a manhã. Mas enfim encaramos o passeio.
Na volta, pegamos o ônibus e voltamos pelo estreito de tikina, na balsa, tempo para uma parada para fazer um por do sol....
Dia 16 e 17: Estes dois dias ficou como livre a programação. Qualquer um faria o q quisesse. Os mais lights, foram de táxi visitar vilarejos mais afastados, os mais hard core tentaram escalar a Huayna Potosi, montanha muito difícil que precisa de muita técnica de alpinismo (por causa do frio e cansaço, acabaram não conseguindo). Bom, fomos até a agência de turismo que estava fazendo o passeio conosco e queríamos algo legal mas não muito pesado. O guia nos indicou um passeio a base da montanha condoriri, partindo do vilarejo de Tuni, em uma caminhada leve de duas horas ate a base da montanha, onde ficaríamos acampados e voltaríamos no outro dia. Pareceu perfeito.... apenas pareceu....
Partimos de van de La Paz com um guia e com mantimentos, saco de dormir, barracas, etc. 2 horas de viagem por uma estrada terrível de chão batido terrível. Chegamos meio dia em ponto em Tuni. Imaginem a menor cidade onde já foram. Agora pense em uma cidade sem ruas.... Ainda assim não vão imaginar Tuni....
Lá as crianças, tem queimaduras de segundo grau por causa da altitude (5.000 metros) e por causa da baixa temperatura, quase sempre abaixo de 0. A pobreza é impressionante, mas as crianças são extremamente carinhosas.
As pessoas que vivem lá, ganham sua vida apenas alugando mulas para os turistas. Então vamos a caminhada.
Quando começamos a caminhar, percebemos que não ia ser bem como falaram.... Grandes subidas entre os vales e o guia acelerando demais, o que na altitude, não é nada agradável.
Passamos por diversos lagos, que são tanques particulares de trutas, propriedades privada, resumindo, o presidente da Bolívia estatiza a Petrobrás mas permite que usem a paisagem natural boliviana para ganhar dinheiro, sem pagar impostos e prejudicar o meio ambiente.
Quase 4 horas se passaram e nada de chegar a base do acampamento. O frio e o mal estar estão presentes desde a primeira subida, as mulheres não agüentam mais (estávamos em 6 pessoas) e, o Daniel mostra sinal de cansaço e indisposição.
Enfim avistamos o acampamento, pena não termos força suficiente para poder admirar tamanha beleza....
Esta altura, a temperatura já beirava os -10 graus e ainda eram 5 da tarde. Bom, erguemos o acampamento, a dor de cabeça estourando e ficamos conversando na barraca maior onde acendemos o fogo para nos esquentarmos para depois irmos dormir na barraca e nos sacos de dormir. O frio era tão intenso que o corpo adormecia e não tinha como conseguir dormir. No outro dia demanhã, muitos quiseram ainda ficar no acampamento, e eu e o guia junto com mais duas pessoas saímos para fazer uma busca. Incrível, os lagos haviam congelados, e deu tempo de fazer mais uma foto, a última da viagem:
A volta foi mais tranqüila e, chegamos em La Paz próximo das 16 horas