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Sanuk! Tailândia, Camboja e Vietnã em 35 dias

Posts Recomendados

[align=center][t1]Sanuk! Tailândia, Camboja e Vietnã em 35 dias[/t1]

 

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[align=justify]Sanuk é uma palavra tailandesa que não tem equivalente em outras línguas. Geralmente é traduzida como diversão, mas na verdade significa muito mais que isso. É mais como um estilo de vida adotado pelos tailandeses, com o foco principal em aproveitar todos os momentos da vida e se divertir mesmo com as coisas mais simples. É uma busca pelo divertimento e pelo prazer através de suas atitudes diárias.

 

Este é o relato de uma viagem que fiz sozinha pelo Sudeste Asiático, incluindo Tailândia, Camboja e Vietnã, durante 35 dias, de 11/12/2012 a 14/01/2013. O roteiro foi Bangkok > Chiang Mai > Ko Phi Phi > Ko Lipe > Ko Phangan > Siem Reap > Phnom Penh > Saigon > Hue > Hoi An > Hanoi (incluindo Ha Long Bay).

 

 

[t3]Dicas de planejamento[/t3]

 

Melhor época para viajar

 

A principal preocupação com relação à época para viajar é o período de chuvas (monções). Há relatos de pessoas que viajam nessa época e dizem não ter tantos problemas, que não chove o dia inteiro e não chega a atrapalhar a viagem, mas podendo evitar é melhor. Para esses países a época de chuvas em geral vai de junho a outubro, mas é uma pouco mais complicado que isso porque tem algumas variações, principalmente nas ilhas da Tailândia, por exemplo, em Ko Samui e Ko Phangan essa época é a seca.

 

O período que eu fui de dezembro e janeiro é a mais alta temporada. Na Tailândia estava muito calor, só peguei chuva em Ko Phangan, que era época de chuva. E era temporal mesmo, daqueles que não duram muito tempo mas alagam tudo. No Camboja também sol e muito calor. No Vietnã fazia mais frio, no sul o tempo estava nublado mas com uma temperatura tranquila, já em Hanoi e Há Long Bay chegou a fazer 12 graus. A maioria das pessoas não imagina que lá faz frio assim, inclusive eu que nem tinha roupa pra vestir.

 

 

Documentação

 

Brasileiros precisam de visto para entrar no Camboja e no Vietnã. Para o Camboja o visto pode ser comprado na entrada ou feito com antecedência pela internet (www.mfaic.gov.kh/evisa/). Custa US$20.

 

Para o Vietnã o visto precisa ser adquirido com antecedência obrigatoriamente. O que a maioria das pessoas faz é dar entrada no visto na embaixada de algum país próximo, mas pra isso você vai precisar estar por pelo menos 3 dias na cidade (o prazo é de 3 a 5 dias). Se você tem menos tempo e não pretende ficar muitos dias na mesma cidade a opção é fazer o visto express que fica pronto em um dia e obviamente é mais caro. Existe embaixada do Vietnã em Brasília e você pode fazer o visto aqui antes de viajar, basta enviar a documentação por correio. Foi o que eu fiz e saiu praticamente o mesmo preço que o visto express lá.

 

Mandei um email pra embaixada do Vietnã ([email protected]) e eles me mandaram 2 arquivos que envio aqui, um de instruções e outro com a ficha para aplicar para o visto. Custou R$90 pelo visto de 15 dias com mais 30 reais de sedex pra eles mandarem de volta, e pra enviar tive que pagar mais uns 25 reais de sedex. No total deu R$145. Em Bangkok pelo que li na internet está saindo por 60 dólares pra pegar no dia seguinte, levando em conta que o dólar tá mais de 2 reais, e que ainda ia gastar pra ir na embaixada e perder tempo, não fez tanta diferença. Mandei para eles a ficha, o comprovante de pagamento, uma cópia das minhas passagens aéreas e meu roteiro no Vietnã, junto com o passaporte. Aí tem que rezar muito pra Nossa Senhora Protetora dos Passaportes, mas depois de só 4 dias ele voltou inteirinho e com o visto.

 

PROCEDIMENTO PARA OBTENÇÃO DE VISTO.pdf

form visto.doc

 

A Tailândia permite a entrada de brasileiros por 90 dias sem visto. Mas na entrada é preciso apresentar o comprovante de vacinação contra febre amarela (eles realmente conferem de todo mundo). Chegando no aeroporto já pergunta logo onde fica o Health Control, eles vão conferir o certificado e dar um carimbo na sua ficha de imigração. Nem adianta entrar na fila da imigração se não tiver esse carimbo. Para saber mais sobre a vacina contra febre amarela e o CIVP leia aqui: febre-amarela-e-certificado-internacional-de-vacinacao-civp-t57013.html

 

 

Dinheiro

 

Para facilitar as contas, use a seguinte conversão:

US$1 = 30 Baht (Tailândia)

US$1 = 4.000 Riel (Camboja)

US$1 = 20.000 Dong (Vietnã)

 

No Camboja a moeda mais usada na prática é o dólar americano mesmo, não tem necessidade de fazer câmbio. O Riel é usado para substituir as moedas. Por exemplo, se você quiser pagar US$2,50 vai pagar US$2 e 2.000 Riel, ou então 10.000 Riel. No Vietnã o dólar também é bem aceito.

 

Levei uma parte do dinheiro em dólar e o restante saquei lá. As duas opções são bem tranquilas. Dos lugares que passei o único que não tinha caixa eletrônico foi Ko Lipe, de resto tem em toda esquina. Casas de câmbio não vi muitas, mas em geral agências turismo fazem câmbio, então também não foi difícil de conseguir.

 

 

O que comprar/reservar antes

 

Nada! Isso mesmo, eu disse NADA! Vá só com a passagem de ida e volta, todo o resto você consegue resolver lá. Eu reservei a maioria das hospedagens e comprei algumas passagens antes, em parte por ser período de ano novo e em parte por desconhecimento. Essas reservas acabaram me custando caro porque resolvi mudar o roteiro lá. Mesmo para o Ano Novo em Ko Phangan não precisa de reservas.

 

Dos albergues que fiquei somente 2 costumam estar cheios, o Nap Park em Bangkok e o Siem Reap Hostel. Se for ficar nesses é melhor mandar um email umas 2 semanas antes para reservar, mas isso você pode fazer no caminho, quando já souber quando vai chegar. O Hue Backpackers não chega a ficar cheio, mas eles só aceitam com reserva, então pode mandar um email 1 ou 2 dias antes pra avisar.

 

As passagens aéreas que eu comprei foram pela Air Asia e pela Vietnam Airlines. Pela Air Asia sai mais barato comprar com antecedência, mas a política de troca de datas e cancelamento deles é péssima (pra não dizer inexistente), então pode acabar saindo mais caro comprar antes do que na hora. Pra mim saiu. Cancelei um vôo e não recebi reembolso nenhum. Conheci outra pessoa que precisava trocar a data do vôo e a taxa que eles cobravam era praticamente o preço da passagem. Na Vietnam AirlineS eles me deixaram trocar a data do voo sem combrar nada, mesmo tendo comprado a tarifa mais barata. Porém o preço da passagem comprando meses ou alguns dias antes é o mesmo, então também não vale a pena comprar antes.

 

O Ferry de Ko Phi Phi pra Ko Lipe eu também comprei antes porque só tem um por dia. Eles deixam trocar a data sem cobrar nada. Mas não sei se permitem cancelamento. Esse não tem muito problema comprar antes, mas acho que pra comprar lá também não tem dificuldade.[/align]

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[align=justify][t3]Dias 1 e 2 - 11/12/12 e 12/12/12 - A ida[/t3]

 

Saí do Rio de Janeiro dia 11/12 às 18:10 para iniciar minha maratona de vôos que só terminaria 2 dias depois. Entre tempo voando, escalas e fuso horário, seriam 34 horas até chegar em Bangkok. Aliás, dos 35 dias de viagem aproveitados mesmo foram 31, porque 2 foram só pra ir e 2 só pra voltar.

 

Um dos maiores problemas de viajar no período de Natal e Ano Novo é conseguir passagens por preços razoáveis. O que eu fiz foi pegar com milhas (75.000 no Smiles) o trecho Rio – Paris – Rio pela Air France (paguei R$203 de taxas), e comprei Paris – Bangkok / Hanoi – Paris pela companhia russa Aeroflot, paguei R$2.000. Indo na baixa temporada dá pra conseguir o trajeto todo por esse valor, mas para as minhas datas se fosse pagar tudo sairia por volta de R$4.000!

 

Primeira parada em Paris, aproveitei para matar a saudade dos croissants. Segunda parada em Moscou, e no pouco tempo que fiquei lá na minha escala já deu pra tirar algumas primeiras impressões da Rússia. O aeroporto parece um shopping só de bebidas alcoólicas. Aquela história de que a galera lá bebe bem é verdade, todo mundo sentado esperando o vôo com suas garrafinhas de vodka, wiskey e etc. E finalmente cheguei em Bangkok dia 13/12 às 8:40.[/align]

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[align=justify][t3]Dia 3 – 13/12/12 – Bangkok[/t3]

 

Chegando no aeroporto em Bangkok a primeira coisa que você tem que fazer é mostrar o certificado de vacinação contra febre amarela, depois entra na fila interminável da imigração. Saquei alguns Baht, não muitos porque eu não tinha a menor ideia de quanto ia gastar, e fui pegar o trem para o centro da cidade, que é o BTS. Você compra o bilhete na máquina na própria estação, e o valor varia de acordo com o destino. Para ir para a região da Khao San Road tem que pegar o BTS até a última estação, que é Phaya Thai, e de lá pegar um táxi. Saindo desta estação basta descer as escadas que tem um ponto de táxi. O BTS custou 45 baht e o táxi 80 baht. Sempre que for pegar táxi por lá insista para ligar o taxímetro, combinar o preço com o motorista via de regra dá prejuízo.

 

Fiquei hospedada em um hostel chamado Nap Park, localizado a 2 quadras da Khao San Road, ótimo! Limpo, organizado, confortável, ar condicionado (essencial) e um ótimo lugar para fazer amigos. Foi ali que eu conheci as pessoas que me acompanharam por boa parte da viagem. Paguei 359 baht por noite.

 

Como ainda era cedo não pude fazer o check in e fui dar uma voltinha na rua para um primeiro reconhecimento. A rua do hostel se chama Tani, não é muito conhecida mas perguntando você acha. Do lado dela fica a Rambuttri, que é uma Khao San Road um pouquinho mais arrumada, e depois vem a própria Khao San Road.

 

Judeus peregrinam para Jerusalém, Cristãos para Roma, Muçulmanos para Meca e Mochileiros para Khao San Road. É uma coisa que todo mundo deveria fazer pelo menos uma vez na vida, a Khao San é incrível! Se tropeçar na Khao San você cai numa mochila, numa barraquinha de Pad Thai ou num balde de bebida. Ou nos 3 ao mesmo tempo já eu tudo um grudado no outro. As calçadas são tomadas pelas barraquinhas de roupas, documentos falsificados e outras inutilidades, e as pessoas disputam o lugar na rua em meio ao engarrafamento de motos e carrocinhas de pad thai. Durante a noite tudo fica muito mais intenso, os bares ficam lotados, música de todos os lados.

 

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Khao San Road

 

Depois desse primeiro passeio voltei para o hostel e passei a tarde toda dormindo. Depois desses 2 dias voando nunca mais vou dizer que Jet lag é frescura hehe. Só consegui ter apetite para fazer minha primeira refeição por volta das 18h, e lá fui eu atrás do meu primeiro Pad Thai.

 

Em Bangkok ninguém come em restaurantes, a melhor comida é a da rua mesmo, e é a mais barata. Em média se gasta 30 baht (US$1,50) em um Pad Thai, e é bem servido. Dependendo do que você quiser acrescentar vai sair mais caro. Por exemplo, Pad Thai com ovo e frango custa 50 baht.

 

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A tiazinha que me vendeu meu primeiro Pad Thai

 

Voltei pro hostel pra procurar companhia pra fazer alguma coisa de noite e conheci duas holandesas que estavam indo para o Sky Bar, então partiu! Tem vários desses bares em Bangkok, esles ficam no alto de prédios na parte mais moderna da cidade. O que eu fui foi o The Dome, que é onde foi filmado o filme Se Beber Não Case 2, e por isso é o mais popular desses bares. Muita gente vai para ver o por do sol ou de noite mesmo. A vista é incrível, e é por ela que você vai, não chegue lá achando que vai passar a noite inteira no bar porque é uma fortuna. O que todo mundo faz é tirar algumas fotos, tomar uma bebida, e depois ir embora para aproveitar a noite em outro lugar (eu fui é dormir mais mesmo). O táxi da Khao San Road para lá custou 105 bath na ida e 62 baht na volta (o preço varia bastante por causa do trânsito). Fique atento porque os preços do cardápio não incluem as taxas. Tomei um mojito que custou 600 baht, a cerveja custa uns 300 bath. Alé do Sky Bar no mesmo prédio tem também um restaurante, que também custa bem caro. Outro detalhe é que não pode entrar de chinelo, short ou regata para os homens. Não precisa estar arrumado, basta seguir esta regra.

 

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Ryka e phyna no Sky Bar[/align]

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[align=justify][t3]Dia 4 – 14/12/12 – Bangkok Selvagem[/t3]

 

Acordar cedo em Bangkok é uma missão quase impossível, meus dias só começavam praticamente de tarde. Nesse dia visitei os pontos turísticos mais tradicionais de Bangkok, o Grand Palace, o Wat Pho e o Wat Arun. Para todos os 3 vale o código de vestimenta dos templos em geral, ombros cobertos e calça/saia comprida.

 

Da Khao San Road dá para ir andando até as 3 atrações, leva de cerca de 15 a 20 minutos até o Grand Palace, que é o mais próximo. O Grande Palace é enorme e lindo, dedique a maior parte do seu tempo a ele. Dá pra passar o dia inteiro ali se você for prestar atenção em cada detalhe, tudo é muito rico. O maior destaque do palácio é o Buda de esmeralda (que na verdade é de jade) mas infelizmente não é permitido fotografar. A entrada custa 400 baht e inclui também a entrada no Palácio de Dusit, que eu não visitei. Fiquei mais ou menos umas 2 horas no palácio e depois segui para o Wat Pho.

 

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Grand Palace

 

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Detalhe da decoração no Grand Palace

 

O Wat Pho é o templo onde fica a estátua do Buda deitado, um dos símbolos de Bangkok. Fica de frente para os fundos do Grand Palace, mas como ele só tem uma saída que é pela frente você vai ter que andar toda a extensão do palácio pelo lado de fora (e não é pouca coisa). A entrada custa 100 baht e inclui uma garrafa de água, que aliás é essencial para qualquer passeio em Bangkok, o calor é muito forte.

 

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O Buda deitado

 

Essas duas atrações são bem cheias, então já vá psicologicamente preparado para enfrentar a multidão, em qualquer horário. Mas não cheguei a pegar fila para entrar em nenhum dos dois. O Wat Arun já é bem menos frequentado. Para chegar lá você deve pegar um barco para atravessar para o outro lado do rio no píer Tha Tien, que fica numa ruazinha quase em frente ao Wat Pho, ao lado do parque. Custa 3 bath para atravessar, e para entrar no templo são 50 baht. Quando cheguei no Wat Arun tinha um monte de monges do lado de fora, já que foi a primeira vez que os vi aproveitei para tirar várias fotos, mas depois de alguns dias de viagem ver monges andando pela rua já é uma cena comum. No Wat Arun é possível subir até o topo do templo, que tem uma vista bem bonita de Bangkok, dá para ver o Grand Palace e também as partes mais modernas da cidade. Tem que ter cuidado porque é muito íngreme e os degraus bem altos.

 

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Monges no Wat Arun

 

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Vista do Wat Arun do parque

 

Depois da visita atravessei de volta para o outro lado do rio e fui para o parque do lado do píer que é um lugar onde muitas pessoas vão para ver o por do sol. A vista do Wat Arun dali é linda, um dos cartões postais de Bangkok, mas o por do sol em si não achei nada de espetacular. Para voltar andando até Khao San levei cerca de 30 minutos.

 

De noite saí com o pessoal do hostel para aproveitar a noite na Khao San Road, que é excelente! Tem vários bares que ficam lotados, adotamos o Silk Bar e o The Club, que é uma baladinha do lado do bar, a única na Khao San. A noite de Bangkok foi uma das melhores da viagem, vale a pena passar um pouco mais de tempo em BKK para aproveitar. As atrações turísticas da cidade não são tantas, provavelmente dá pra conhecer tudo em 2 dias, mas eu recomendo programar uns 4 dias lá para poder curtir a Khao San, é uma loucura! Só estando lá para entender o que é, mas os títulos dos dias traduzem um pouco do que rola por lá hehe.

 

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Pessoal do Nap Park no Silk Bar, Khao San Road[/align]

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[align=justify][t3]Dia 5 – 15/12/12 – Bangkok Feroz[/t3]

 

Mais uma vez o dia começou de tarde e dessa vez fui conhecer outros templos menos popuares de Bangkok. Estes são um pouco mais afastados, levei cerca de 40 minutos andando saindo da Khao San Road (mas provavelmente o caminho que eu fiz não era o mais curto).

 

Minha primeira parada foi no Wat Suthat (20 baht), que é um dos templos mais importantes para a população local, e é famoso por ter em frente dele um balanço gigante, que já não funciona mais. O templo é interessante, vale a pena conhecer, mas comparado com os do dia anterior não é nada de espetacular.

 

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A parte interna do Wat Suthat é cercada por Budas

 

Depois andei até o Wat Ratchanadaram (20 baht), que é bem pertinho. Esse já é um templo que achei mais interessante, tem uma arquitetura diferente, e dentro tem um mini-museu com várias explicações sobre budismo e meditação, gostei bastante. Atrás desse templo tem um mercado budista bem interessante, mesmo se não for comprar nada vale a pena dar uma olhada, e na rua lateral do templo tem umas lojas maiores de itens budistas.

 

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Wat Ratchanadaram

 

Caminhando até mais perto do rio dá para ver outro templo conhecido como Golden Mountain, mas neste não cheguei a entrar.

 

Depois disso fui comer no Mcdonalds porque não estava me adaptando bem a comida tailandesa, principalmente por causa da pimenta. Depois de um tempo acostumei e passei a adorar a comida tailandesa, mas nesses primeiros dias em Bangkok minhas refeições se alternaram entre Pad Thai e fast food. As redes de fast food são caras para o padrão tailandês, mas ainda assim mais barato que comer aqui. Espere pagar entre 120 a 150 Baht por um lanche.

 

De noite resolvemos ir a um dos famosos ping-pong shows para ver do que as tailandesas realmente são capazes hehe (quem não conhece joga no google). O lugar mais tradicional para ir a esses shows em Bangkok é no Pat Pong Market, mas nós fomos em outro lugar que é uma rua chamada Soi Cowboy, em Sukhumvit. Foi bem divertido, mas o show em si não foi grandes coisas, as meninas só ficavam a maior parte do tempo dançando mesmo. O negócio é que tem lugares que cobram entrada e vendem bebidas caras que você é obrigado a consumir, e estes lugares geralmente tem shows bons. O que nós fomos era um lugar barato, com entrada grátis, então não dá pra esperar muita coisa. Se você quer realmente ver um show bom vai ter que desembolsar uma grana. O ambiente é tranquilo, muitos casais, mas sempre tem um sem noção, então não recomendo mulheres irem sozinhas. Depois disso terminamos a noite na Khao San para não sair da rotina, com toda a ferocidade natural da noite de Bangkok.

 

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Na Soi Cowboy[/align]

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[align=justify][t3]Dia 6 – 16/12/12 – Bangkok Insana[/t3]

 

Último dia em Bangkok, fui aproveitar fazendo uma das atividades mais populares da cidade: compras! Fui passar a tarde no shopping mais conhecido, que é o MBK, enorme, lotado de locais e turistas, lojas dividindo espaço com outras que mais parecem barraquinhas de camelô, produtos legais e ilegais lado a lado, e até alguns monges fazendo suas comprinhas. Tem de tudo lá, roupas, sapatos, souvenir, eletrônicos, etc... Vale a pena dar uma olhada nas mochilas, todas falsificadas mas aparentemente de boa qualidade.

 

Você vai ver produtos The North Face falsificados em todas as cidades turísticas do Sudeste Asiático. Não comprei nada, mas pelo que dei uma olhada a qualidade parece ser bastante boa (mas é claro que tem umas cópias ruins mesmo). Muitas grandes marcas famosas tem fábricas por lá, e não é difícil encontrar boas falsificações.

 

Se quiser comprar produtos eletrônicos esse é o lugar para ir, tem um andar inteiro só para eles. Dá para conseguir bons preços em câmeras e acessórios, pen drives, mp3 players, etc. Já os celulares tinham preço semelhante ao do Brasil.

 

Para ir até lá peguei um táxi saindo da Khao San, paguei 81 Baht na ida e 67 baht na volta.

 

Noite mais uma vez na insana Khao San Road, a última.

 

 

 

[t3]Dia 7 – 17/12/12 – Despedida de Bangkok[/t3]

 

Nesse dia eu havia planejado acordar cedo e pegar o trem para Ayutthaya, passar o dia lá e depois pegar o trem noturno para Chiang Mai. Como pra variar acordei meio dia, acabei deixando pra sair direto de Bangkok para Chiang mai, sem a parada em Ayutthaya, o que me saiu bem caro porque eu já tinha comprado a passagem de Ayutthaya para Chiang Mai, então tive que comprar os 2 trechos separados. Alguns amigos que fiz no hostel iriam embora nesta manhã e perderam o ônibus. Bangkok se torna uma cidade cara quando você precisa comprar 2 passagens para cada viagem que vai fazer.

 

Passei a tarde de bobeira no hostel, tomando uma cerveja com o pessoal e me despedindo. Dos amigos que fiz só o inglês Ian seguiria comigo para Chiang Mai, com o restante combinamos de nos encontrar alguns dias depois em Ko Phi Phi.

 

Vou aproveitar esse dia vazio para abrir um parêntese com algumas impressões sobre Bangkok. Bangkok é uma cidade de contrastes. Ao mesmo tempo uma enorme metrópole de arranha-céus, mas que não perde a simplicidade das comidas de rua, mercados locais, tudo parece funcionar de uma maneira um tanto informal.

 

Um aspecto importante da cidade é o culto a família real. É mais fácil encontrar foto do Rei em Bangkok do que bunda em desfile de escola de samba. Até na parede do McDonalds tem foto do Rei. Eles realmente respeitam muito a família real, nem tente criticar o rei lá que corre o risco de ser até preso. Durante os dias que estive lá a cidade estava toda enfeitada com luzes em comemoração ao aniversário do rei que é no mês de dezembro.

 

Bangkok tem uma energia muito especial, tem um aspecto de correria no trânsito meio caótico, nas multidões passando de um lado para outro, mas é diferente daquela correria dos homens de negócio, a correria de São Paulo ou de Paris por exemplo. Com toda a bagunça de Bangkok, ela continua tendo um lado um pouco mais suave, dá a impressão de que as pessoas são mais simples e aproveitam mais a vida.

 

Continuando, na hora de ir para a estação de trem fomos pegar um táxi, mas nenhum motorista queria ligar o taxímetro. É muito conveniente para eles, se eles sabem que você está indo pegar um trem vai ter que chegar lá de qualquer jeito, então eles cobram mais e não ligam o taxímetro. Paramos vários táxis e acabamos fechando com um por 80 Baht. Informe para o taxista o seu destino, porque ao que parece existe mais de uma estação de trem.

 

A passagem de trem de Bangkok para Chiang Mai custa 881 Baht para a cama de baixo na segunda classe, que foi a que eu comprei. Tem que comprar com uns 2 ou 3 dias de antecedência. Eu comprei minha passagem pela internet, mas ouvi falar que eles não estão mais vendendo, então agora as opções são comprar direto da estação ou em alguma agência de viagens.

 

Na minha opinião não vale a pena fazer essa viagem de trem. O trem é caro, apesar de as camas serem confortáveis é meio impossível dormir porque balança muito e faz muito barulho, e demora muito, nunca chega na hora prevista. O meu era saída 18:10 e chegada 8:15, e só chegou quase 11 horas. E isso é porque teoricamente o trem que eu fui é o melhorzinho de todos. O ônibus também não é nenhuma maravilha, mas pelo menos é mais rápido e mais barato.[/align]

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[align=justify][t3]Dia 8 – 18/12/12 – Os templos de Chiang Mai[/t3]

 

Com o atraso do trem chegamos em Chiang Mai quase 11h. Ficamos hospedados na Julie’s Guesthouse, eles só tem quarto privado, o de 2 pessoas custou 90 Baht para cada um, com banheiro do lado de fora. A hospedagem em Chiang Mai é muito barata porque eles ganham dinheiro mesmo é com as vendas dos passeios. A Julie’s é uma das hospedagens mais populares de Chiang Mai, mas não espere altas festas, Chiang Mai é uma cidade mais tranquila, a galera em geral dorme cedo e acorda cedo para os tours. Tinha mais movimento no hostel às 8 da manhã do que às 10 da noite. O lugar é razoavelmente limpo, simples mas confortável, não tem ar condicionado mas também não precisa, Chiang Mai tem um clima bem mais ameno, principalmente de noite. Eles tem um transfer da estação de trem para o hotel, eu não sabia e nem tinha pedido, cheguei lá e tinha um táxi com a placa deles e aí entrei.

 

Almoçamos no hostel mesmo, a comida deles é bem boa, e depois saímos a pé para conhecer os templos que ficam no centro da cidade. Tem dois templos famosos em Chiang Mai, o Wat Phrasingha, que fica no centro, e o Doi Suthep, que fica afastado da cidade. Andamos uns 15 minutos até o primeiro saindo do hostel, e no caminho paramos em uns 2 templos menores que não cobram entrada. O Wat Phra Singa é bem interessante, vale a visita. Adorei principalmente o jardim com os dizeres budistas. A entrada custou 20 Baht.

 

Seguimos o passeio pegando um táxi para o Wat Doi Suthep. Os táxis de Chiang Mai são uns caminhõezinhos vermellhos, não tem taxímetro, tem que combinar o preço com o motorista. Geralmente eles cobram 500 baht para levar, esperar, e trazer de volta. Depois de chorar muito conseguimos um por 400 bath, 200 para cada um. Não dá pra ir de tuk-tuk porque é uma subida, as alternativas são alugar uma moto ou bicicleta. Levamos mais ou menos meia hora para chegar lá. O templo é muito bonito, cheio de detalhes, e tem uma vista linda da cidade. A entrada custa 30 baht mas ninguém confere o bilhete. Tem que subir uma escadaria na entrada, dá pra cansar.

 

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Buda no Wat Doi Suthep

 

De noite fomos dar uma volta na centro e procurar algum bar, mas a cidade é muito parada, estava tudo vazio, acabamos voltando e dormindo cedo para no outro dia fazer o trek.[/align]

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[align=justify][t3]Dia 9 – 19/12/12 – Elefantes![/t3]

 

Os passeios mais populares de Chiang Mai são os trekkings, que vão de 1 a 3 dias. Todos eles tem as mesmas atividades: passeio de elefante, caminhada, cachoeira, rafting e visita à tribo, a diferença é só o tempo que você dedica a cada uma. Escolhi o de 1 dia e custou 1000 Baht, comprei no próprio hotel.

 

Fazer esse passeio não estava nos meus planos porque tenho muitas restrições a esse tipo de atividades com animais, mas como todo mundo vai e em geral as pessoas gostam muito acabei me convencendo a ir. Minha impressão foi de que os elefantes eram bem tratados, mas não sei dizer exatamente que tipo de treinamento eles são submetidos pra poder andar em cima deles. Fiquei com peso na consciência porque no caminho vimos um elefante que estava preso com correntes muito curtas, ele não conseguia nem sair do lugar.

 

O tour começa justamente pelos elefantes, podemos alimentar eles de depois damos uma voltinha em cima deles. Depois seguimos para o almoço, que já está incluso e foi um Pad Thai muito bom. Bebidas podem ser compradas no local. Após o almoço caminhamos por cerca de 40 minutos até uma cachoeira deliciosa, depois voltamos pelo mesmo caminho e seguimos para o rafting. O rafting é um nível bem tranquilo, eu morro de medo e deu pra encarar mesmo assim. No final tem também um rafting de bambu, qué é só sentar numa balsa de bambu e descer o rio uns minutinhos até acabar o passeio. Chegamos de volta no hotel por volta das 18h se me lembro bem, já era bem tarde.

 

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Bebê elefante!

 

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Passeando no elefante

 

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Rafting de bambu[/align]

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[align=justify][t3]Dia 10 – 20/12/12 – Comer, dormir e comer mais[/t3]

 

Como eu disse antes depois de um tempo acostumei e passei a gostar da comida tailandesa, e como uma das atividades em Chiang Mai é a aula de culinária, resolvi fazer. Existem várias empresas que organizam essas aulas, e todas funcionam de uma maneira bem parecida. Existe opção de aula de 1 dia inteiro ou de meio dia, a diferença é que no de meio dia você faz menos pratos e a aula é na própria cidade, nos de 1 dia eles te levam para uma fazenda. O de meio dia custa 700 ou 800, e na minha opinião não vale a pena.

 

Eu escolhi o Sammy’s Organic Farm, foi o que mais gostei dos que me recomendaram no hotel, e não me arrependo, foi excelente! Custou 900 baht pelo dia inteiro (todos cobram o mesmo preço). O tour começa de manhã bem cedinho, eles levam até um mercado e quando chegamos lá já estava acabando. Mas foi uma parada rápida, só para mostrarem alguns ingredientes da cozinha tailandesa.

 

Depois vamos até a fazenda, que é uma gracinha, conhecemos mais algumas plantas usadas como temperos, e depois já começamos a cozinhar. São 5 pratos no total, um curry, uma sopa, um prato principal, uma entrada e uma sobremesa, para cada um destes você tem três opções para escolher o seu cardápio. Eu fiz curry amarelo, sopa picante de legumes, pad thai, rolinho primavera e manga com sticky rice. Ficou tudo muito bom! Eles ajudam em tudo, então não tem como dar errado.

 

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Muito orgulho do meu Pad Thai!

 

Fizemos uma parte dos pratos de manhã, depois almoçamos, tiramos um cochilo na rede da fazenda, que foi maravilhoso, e depois cozinhamos os outros pratos. Voltamos para Chiang Mai no fim da tarde.

 

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Almoço delicioso

 

De noite fomos dar uma volta no Night Bazar, dá pra ir andando até lá da Julie’s, levou uns 20 minutos. O bazar é ótimo porque tem vários souvenirs que você vê em outras cidades mas em Chiang Mai é mais barato que no restante da Tailândia, pelo menos o que eu olhei. Fica bem agitado, é um ótimo lugar pra dar uma volta no começo da noite.[/align]

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[align=justify]Dia 11 – 21/12/12 – Tigres!

 

Último dia em Chiang Mai, deixamos para fazer uma atividade mais leve e escolhemos fazer uma massagem de manhã e ir ao Tiger Kingdom de tarde.

 

A massagem fiz num lugar chamado Sarija que fica pertinha da Julie’s, eles dão desconto para os hóspedes, custou 140 baht pela massagem tailandesa tradicional. Massagem tailandesa é uma tiazinha que te dá cotovelada, chute e cutucão, e você paga por isso hahaha. Parece uma sessão de tortura, chega a ser doloroso em alguns momentos, mas quando acaba você fica bem relaxado. O problema é que eu me machuco muito fácil, só vivo cheia de manchas roxas, e depois da massagem fiquei com as marcas roxas dos dedidnhos da massagista no meu braço, então foi a primeira e última vez que fiz a massagem tailandesa.

 

Para ir até o Tiger Kingdom levamos 40 minutos no tuk tuk, e ele ficou esperando por nós, pagamos 150 cada um (2 pessoas). A entrada é carinha, eles oferecem algumas opções de pacotes de acordo com quais tigres você quer ver, veja os preços na foto. Eu escolhi o pacote com Samallest (os bebezinhos, até 4 meses), Small (6 meses) e Big (1 a 2 anos).

 

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Preços do Tiger Kingdom

 

Muita gente diz que os tigres são drogados e tal... mas posso dizer com toda certeza que eles não são drogados! Pelo menos não acho que um animal drogado vai ficar pulando, correndo e querendo comer criancinhas hehe. O que os treinadores me falaram é que durante o dia os tigres dormem muito, e aí quando as pessoas veem pensam que estão drogados, e que eles só acordam no fim da tarde. Eu cheguei lá umas 15:30, deu tempo certinho de ver tudo até o horário de fechar, e eles disseram que esse é o melhor horário para ir. Pelo que pude perceber lá os tigres são super bem tratados, os treinadores brincam com eles o tempo todo, e o treinamento que eles fazem com os pequenininhos é bem parecido com como se treina um cachorro. Todos os tigres que você pode entrar na jaula são de até 2 anos, depois disso não tem mais como treinar e eles mandam para zoológicos. A única coisa que eu achei ruim é que enquanto estão esperando para ir pro zoo os tigres ficam em umas jaulas pequenas.

 

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Tiger Kingdom

 

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Não parecem drogados rs

 

Depois fomos para o aeroporto, o táxi custou 100 baht. Voamos pela AirAsia para Phuket, chegamos lá meia noite e no próprio desembarque já compramos os tickets do ferry para Phi Phi no primeiro horário no dia seguinte. Dormimos no aeroporto mesmo para economizar a hospedagem e porque meia noite não é um horário legal para sair procurando hostel...[/align]

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