[t1]Mochilão Argentina - Região dos Lagos e Buenos Aires em 19 dias (Abril/Maio-2012)[/t1]
Importante! Normalmente adiciono os gastos de viagem aos relatos, mas como este está, diga-se de passagem, bemmmm atrasado, e como a situação na Argentina não está das melhores e os preços sobem a cada dia, não adicionarei os gastos detalhados, mas menciono alguns valores, principalmente passeios e hospedagem, ao longo do texto para auxiliar quem está montando seu roteiro.
Fiz também um vídeo com uma seleção de fotos. Disponível em
Buen provecho...
[t3]15/04/2012 – Floripa – Buenos[/t3]
Chegamos a Buenos bem cedinho, por volta das 6h. Fomos ao La Nacion para fazer o câmbio (dizem que é a melhor cotação, e é mesmo), mas ao contrário do que li, o Banco La Nacion que fica dentro do aeroporto não é 24h. Quando chegamos eles estavam fechados e tivemos que fazer um câmbio a 1,99...caroooo....
Como queríamos ir ao terminal rodoviário garantir a passagem para Mendoza no mesmo dia, pegamos o bus Tienda Leon.
O balcão deles fica logo na porta de saída do desembarque à esquerda. Acertamos direto até o terminal retiro a $70 cada. Iríamos de ônibus até o terminal Madero (terminal da tienda Leon mesmo) e dali eles levam de táxi até retiro.
Uma dica, se você está com mochilas (mais fácil de carregar) e tem certa disposição para caminhar e quer economizar, dá tranquilo para ir do terminal madero à pé para o terminal retiro. O valor só até o terminal madero seria $60.
Lá no terminal, pesquisamos um pouco e acabamos comprando a passagem para Mendoza com a Mendocino (ótima empresa). É a mesma da ViaBariloche. Ônibus semi-cama (4 filas) com serviço de bordo (jantar e café da manhã) a $380. O cama estava $450.
Deixamos as mochilas nos lockers do terminal de ônibus ($10 cada) e fomos tomar um cafezinho para então explorar a cidade um pouco.
Como já conhecíamos um pouco Buenos, resolvemos ir a lugares que não visitamos antes como Jardim Botânico com sua infinidade de gatos (muitos mesmo!!!), o Museu da Evita, Parque 3 de Febrero, o Jardim Japonês e o Malba. Todos estes podem ser feitos à pé, mas você vai andar um pouquinho.
O museu da Evita é bem legal para conhecer a história e um pouco do porquê da paixão dos argentinos por ela. O jardim botânico é bem convidativo para um passeio, mas é o parque 3 de Febrero que dá vontade de estender uma toalha e ficar por alí mesmo lagarteando.
O jardim japonês é muito bonito, mas está sempre atolado de gente e eu particularmente achei o ingresso meio carinho, $16. Não aceita carteira de estudante e é mais caro que o ingresso integral do museu da Evita. O ingresso do Malba eu também achei um roubo $25, mas considerando a infraestrutura, as obras e o conjunto, vale à pena.
A comida nessa região é bem carinha, mas quase em frente a praça que fica ao lado do Malba tem um shopping para eventuais lanches e descendo essa rua do shopping tem um mercadinho também.
Depois do passeio ao Malba, andamos até a estação Scalabrini Ortis e pegamos o metrô até Retiro, onde fomos à pé para o terminal.
Depois de um dia cansativo, mas muito bom, pegamos nosso bus para Mendoza. O serviço no ônibus é razoável e a comida até bem farta para uma pessoa que não come um boi quando está com fome.
O jantar foi servido às 8:15 e primeiro eles servem as coisas frias em uma bandeja (arroz, presunto, salada, um pãozinho, pudim, doce de leite e um pacotinho de bolacha...aí quando você pensa que acabou, eles serviram uma batatinha cozinha com carne ensopada.
[t3]16/04/2012 – Mendoza: Bodegas de Maipu[/t3]
Chegamos em Mendoza antes do previsto. Café da manhã é no bus também: café com leite, 2 media lunas, geléia e requeijão.
Como não tínhamos reservado hotel, fomos caminhando até uma indicação do guia na Av. Peru, o hotel Petit. Lá estava $190, mas só tinha para duas noites. Como não queríamos ficar trocando de hotel, ficamos no hotel em frente, o Kapak por $170 o quarto para casal. Hotel bemmmmm simples e velhinho, mas relativamente limpinho (para padrões mais flexíveis), mas se for só para dormir, tá valendo, pois a localização é bem boa e a rua é bem tranquila. O hotel Petit tinha uma aparência bem melhor!
O local que achamos o câmbio melhor foi no Câmbio Maguitur, av. San Martin com Espejo. A cotação estava 2,40.
Almoçamos no subway na San Martin mesmo, próximo ao câmbio e já contramos os passeios das bodegas de Maipu (meio dia) para tarde e Alta Montanha para o dia seguinte. O das vinícolas estava $75 em dinheiro e $100 no cartão. Já Alta Montanha $140 em dinheiro e $170 no cartão.
A saída para o passeio era às 14:30. Primeiro visitamos uma olivícula (Pasrai), onde se aprende o processo de fabricação do azeite e depois tem uma degustação. O azeite com aceto balsâmico e o azeite com alho estavam maravilhosos!!!! :'> :'>
Depois vamos a uma vinícola mais tradicional e após uma de vinhos doces (Florio) e por último uma vinícola maior, mais industrial, a Baudron. Há, não dispense a empanada, pois é um espetáculo!!! Gostamos muito do vinho tempranillo dessa última vinícola.
Nesse dia jantamos em uma pizzaria bem simples que tem na Av. Las Heras. Nessa avenida aliás é onde estão concentradas muitas agências de turismo, lojinhas e vários restaurantes.
[t3]17/04/2012 – Mendoza: Passeio Alta Montanha[/t3]
Neste dia fomos ao passeio Alta Montanha (pela Cordilheira dos Andes), que é maravilhoso. Vamos até a fronteira com o chile, passa no Puente Del Inca e avistasse o Aconcagua. Para os que vão na época de neve, tem uma parada na estação de esqui Los Penitentes também. Mas como não era o nosso caso, nem paramos.
Não conseguimos ir ao cristo porque o caminho estava fechado pela neve.
Nesse passeio o almoço é servido na última parada por volta das 13:30. Como é a única opção, o preço é meio salgado ($55). A comida é simples, mas saborosa e abundante.
Para quem quer economizar, o ideal é levar um lanche. Nós optamos por almoçar.
O retorno desse passeio é um pouco cansativo, umas 4 horas com 1 parada apenas. Nem preciso dizer que um cochilo foi mais que bem-vindo. Não existe um lado específico para sentar que tenha a melhor vista, até porque param em quase todos os pontos que tem belas paisagens, mas tive a impressão que o lado esquerdo é um pouco melhor.
Nesse dia estávamos tão cansados que resolvemos pedir uma comidinha no hotel mesmo. E com o vinhozinho que compramos no dia anterior, foi uma ótima pedida. :'>
[t3]18/04/2012 – Mendoza: Passeio de Bike Lujan di Cuyo[/t3]
Tínhamos lido que era possível fazer o passeio às vinícolas de Lujan de Cuyo de bike, era só alugar lá. E por quê não, não é mesmo!?
Fomos até Lujan de bus. Como já tínhamos que comprar as passagens para Neuquen no terminal, pegamos o ônibus para Lujan direto de lá. Ele sai da plataforma 51 e é da empresa Mitre (850) e a passagem custou $3,80. O bom é que nesse não precisou ser em moeda, como a maioria.
O trajeto demora aproximadamente 1 hora e é só avisar para o motorista onde quer parar que ele avisa. Paramos na Travel In Bike, custou $55 por dia e ele dá uma garrafinha de água e um mapinha com a localização das vinícolas e já agenda os passeios (faz o roteirinho com você). Se quiser almoçar em uma delas, ele também agenda. Caso você compre muitas garrafas de vinho e não queira carregar, eles também buscam pra você.
Queríamos almoçar na Norton, mas não tinha para aquele dia, então optamos por almoçar na Chandon, depois visitar Família Bonfanti e uma vinícola menor, Cabrini.
Por experíência própria, não vá achando que conseguirá visitar oito vinícolas em um único dia porque: 1º) você acaba bebendo em todas elas (degustar é a alma do negócio) e quero ver pedalar depois... 2º) descansar também é preciso, principalmente depois do almoço em uma das vinícolas, que costuma ser farto :'> 3º) se você não é um esportista nato, não vai render tanto 4º) Em muitas vinícolas o caminho é uma ciclovia, mas existem algumas que é estrada de chão batido, que fica mais difícil para pedalar. Enfim, o ideal é reservar de 3 a 4 vinícolas para visitar, pois o passeio fica muito mais prazeroso.
A chandon era no lado inverso das outras duas, mas era a melhor opção para o almoço que estava disponível.
Olha, vou confessar que não é barato, mas é aquele "enfia o pé na jaca" da viagem que vale cada centavo. Tínhamos 3 opções: um menu com 3 etapas (2 entradas, prato principal, sobremesa e 3 espumantes) a $190, um de 6 etapas (4 entradas, 2 pratos principais, sobremesa e 5 espumantes), e a carta para escolha dos pratos. Optamos pelo mais conta, claro, que já é foi delícia!!!
Serviram 1 entrada de pasta de beringela com folhas verdes e outra com 2 empanadas, uma de salmão e outra de chorizo com cebolas carameladas. O prato principal foi uma milanesa com castanhas com uma panqueca de queijo parmesão e um purê com trufas. Por último, mas não menos importante a sobremesa de frutas picadas com sorvete de pomelo e um brownie de base. As bebidas foram espumante extra brut, um brut especial feito apenas com pinot noir e o delice (bebida mais leve da chandon).
Nossa, depois dessa comilança toda foi difícil pedalar até a Família Bonfanti, mas valeu à pena. Apesar de pequena, achei esta a melhor vinícola que visitamos. :'> :'> :'> O filho do dono que nos atendeu, muito atencioso, explicou todo o processo, provamos a uva no pé e o vinho, o que era aquele vinho...um espetáculo! Como a vínicola é pequena, familiar, a produção é quase artesanal. Muito legal aprender como faz assim bem de pertinho. A visita durou quase uma hora.
Há, quem gostar do vinho, como nós, e puder carregar garrafas, compre!!!! Na volta não achamos vinhos desta vinícola para comprar em Buenos Aires.
Quando saímos da Bonfanti já era 18:10 e, como não teríamos tempo de passar na 3ª vinícola, fomos direto para agência devolver as bikes. Ainda saimos de lá com uma sacola cheia de uvas de brinde!!!
Para voltar pegamos o ônibus 850 (ponto quase em frente à agência). Chegamos em Mendoza depois das 20h, exaustos, mas muito satisfeitos e levemente embriagados...
[t3]19/04/2012 – Mendoza: City Tour e Ida Neuquen[/t3]
Nesse dia fomos conhecer a cidade melhor, caminhando a passando em algumas praças. Visitamos a Plaza San Martin. O lugar é imenso e é possível fazer o passeio de bike (acredito que é bem legal se você tem todo o dia). Vimos um lugar que dá para alugar a umas duas quadras da plaza, av Emílio Civit.
Também é possível pegar uma van que sai em frente ao ponto de informações. O passeio dura em torno de 1 hora e sai $15. Ele circunda todo o parque e vai até o Cerro de La Gloria, uma vista bem interessante da cidade e pré cordilhera. Fica lá uns 20min e depois retorna.
Para quem não tem muito tempo é a melhor opção. Dentro do parque também tem um zoo e voltando do passeio a van pode te deixar lá se quiser.
Depois desse passeio fomos caminhando até a plaza independência para almoçar em um dos restaurantes ao redor.
Almoçamos no Rey de La Milanesa (Patrícias Mendocinas, 1472) um frango assado com batatas fritas e salada + bebida por $60 (prato para dois).
Uma dica é tomar um sorvete em uma sorveteria da plaza, esquina com a Espejo. Uma delícia!!!!! :'> :'> :'> :'>
Para quem vai para uma cidade menor, como nós, depois de Mendoza (iríamos para San Martin de Los Andes), sugiro fazer o câmbio que for precisar em Mendoza, pois a cotação é bem mais vantajosa. A cotação em cidades menores costuma ser um pouco pior.
Tínhamos comprado a passagem para Neuquen no dia anterior com a empresa Andesmar (semi-cama com comida por $320). Nosso destino era San Martin de Los Andes, mas não tinha um ônibus direto no dia que queríamos, então iríamos até Neuquen e de lá para San Martin, que seriam mais 4 horas de viagem.
Achei o serviço da Andesmar um pouco abaixo da Mendocino (que pegamos de Buenos para Mendoza). A comida veio em menor quantidade e o serviço também era um pouco abaixo, mas de maneira geral, achei as duas muito boas.
[t3]20/04/2012 – Neuquen – San Martin de Los Andes[/t3]
Chegamos um pouco mais cedo que o previsto e ainda deu tempo para comprar as passagens para San Martin no ônibus das 8h pela empresa Albus ($110). Além disso ainda atrasou uns 35min. Como achamos que não ia dar tempo de almoçar compramos um lanche para comer no ônibus mesmo.
Chegamos em San Martin de Los Andes às 15h e começou a peregrinação por hospedagem. Como estamos fora da temporada, decidimos não reservar nada antes.
Achamos o Hostel Del Lago (Coronel Rhode 854) e o valor da diária era $180, mas ele fez a $160 para o casal com café da manhã porque ficaríamos 3 noites. Esse foi um dos mais baratos que achamos considerando a localização (próximo ao lago e praça) e era bem charmoso o nosso quarto.
No hostel Rukalhue na Juiz del valle 682 estava $154, mas sem o café da manhã.
Deixamos as mochilas e fomos à caça de comida. Optamos pela confiteria Deli que fica em frente ao lago. O ambiente é bem agradável, mas um pouco caro se quiser uma refeição mesmo. Para uns petiscos, uma bebidinha e apreciar a vista vale à pena. Optamos por um hamburguer bem servido, meia porção de fritas e uma gaseosa por $49.
Uma das coisas ruins de se viajar fora da temporada é que muitos passeios que recomendam bastante às vezes nem estão sendo operados pelas agências, principalmente em locais pequenos. Sentimos muito isso em San Martin. Não tinham alguns passeios, os transportes coletivos para muitos destinos são suspensos e fica difícil se locomover sem um transporte próprio.
Pesquisamos neste dia alguns passeios de barco no Lakar, mas eles só estavam operando o translado para Quina Quila ($90 ida e volta). Os aluguéis de carros estavam na faixa dos $240 com 200km livre e $0,60 a cada excedente.
Achamos um na Villegas 367 (Daniel) em frente à rodoviária que fazia por $230 pegando no final da tarde do dia anterior e entregando na manhã do dia seguinte ao aluguel cobrando apenas uma diária.
Neste dia jantamos em um restaurante mara, o La Casona. Ambiente aconchegante, atendimento pela dona, super atenciosa. A truta ao molho roquefort virou uma paixão para o meu namorado. E melhor, estava em promoção por $57. Super recomendado!!!!!! Eu peguei o filé de cervo ao molho de vinho com batatas rosti que também estava uma delícia! Há, o que era aquela sobremesa também....uma panqueca com doce de leite, com frutas e chantilly...espetáculo!! Ai, estou ficando com fome....
Nossa, não podemos nunca dizer que se come mal na Argentina, nãnaninanão! ãã2::'>
[t3]21/04/2012 – San Martin de Los Andes (Mirante Bandurrias)[/t3]
Como os outros dias tinham sido uma verdadeira maratona, aproveitamos para dormir até um pouquinho mais tarde, até porque tava um friozinho tão gostoso! Nessa época estava começando a clarear o dia em San Martin por volta das 8h.
Depois do café fomos na agência tentar reservar o tour com passeio de barco, mas não tinham fechado o número mínimo ainda, então deixamos o nome e fomos fazer coisinhas práticas: internet, olhadinha nas lojas, centro de informações turísticas (que fica na praça central).
San Martin parece uma daquelas vilazinhas que vemos nos filmes, pequena, mas muito charmosa.
Após o reconhecimento do terreno nos abastecemos (água, frutas, etc) para ir ao mirante Bandurrias, uma caminhadinha relativamente tranquila por uma trilha na encosta do lago. Prepare-se para 2 ou 3 horas porque o lugar é mágico e você vai querer ficar um pouquinho, só apreciando a vista.
Tem uma estrada que dá para ir de carro até bem próximo ao mirante, mas não sei dar muitas informações. Fiquei sabendo porque tinha uns dois carros próximos ao final da trilha.
Nesses pontos turísticos, nas entradas para alguns lagos, o povo mapuche cobra uma taxa de visitação.
Quando voltamos à cidade mais uma lagarteada na praia do lago foi mais que benvinda. Tentamos até fazer câmbio, mas era domingo e a casa de câmbio não abria.
Depois voltamos à agência para saber se o passeio ao lago Huechulafquen sairia no dia seguinte, mas não tinham fechado o número mínimo, mas eles informaram que o barco sairia mesmo assim e se conseguíssemos ir por conta ao parque, dava para contratar lá o passeio. Até tentamos em mais algumas agências, mas não deu. O jeito foi alugar um carro mesmo. Alugamos para 2 dias: um para o parque Lanin e outro para fazer a rota dos sete lagos.
Neste dia fomos comer a tradicional parrilhada (várias carnes e miudos grelhados) no restaurante Posta Criolla (Villegas 915). Estava em promoção por $65. Pedimos duas, mas acredito que uma apenas acompanhada por uma guarnição era suficiente para duas pessoas que não querem se empanturrar. Estava uma delícia!
Para beber pedimos um vinho que já tínhamos tomado em outro restaurante e achamos muito bom e ótimo preço. Chamava Ventus – Triventu, uma mistura das uvas Cabernet Sauvignon, Malbec e Merlot. Mas isso é bem pessoal não é!? Nós aprovamos!
[t1]Mochilão Argentina - Região dos Lagos e Buenos Aires em 19 dias (Abril/Maio-2012)[/t1]
Importante! Normalmente adiciono os gastos de viagem aos relatos, mas como este está, diga-se de passagem, bemmmm atrasado, e como a situação na Argentina não está das melhores e os preços sobem a cada dia, não adicionarei os gastos detalhados, mas menciono alguns valores, principalmente passeios e hospedagem, ao longo do texto para auxiliar quem está montando seu roteiro.
Fiz também um vídeo com uma seleção de fotos. Disponível em
Buen provecho...
[t3]15/04/2012 – Floripa – Buenos[/t3]
Chegamos a Buenos bem cedinho, por volta das 6h. Fomos ao La Nacion para fazer o câmbio (dizem que é a melhor cotação, e é mesmo), mas ao contrário do que li, o Banco La Nacion que fica dentro do aeroporto não é 24h. Quando chegamos eles estavam fechados e tivemos que fazer um câmbio a 1,99...caroooo....
Como queríamos ir ao terminal rodoviário garantir a passagem para Mendoza no mesmo dia, pegamos o bus Tienda Leon.
O balcão deles fica logo na porta de saída do desembarque à esquerda. Acertamos direto até o terminal retiro a $70 cada. Iríamos de ônibus até o terminal Madero (terminal da tienda Leon mesmo) e dali eles levam de táxi até retiro.
Uma dica, se você está com mochilas (mais fácil de carregar) e tem certa disposição para caminhar e quer economizar, dá tranquilo para ir do terminal madero à pé para o terminal retiro. O valor só até o terminal madero seria $60.
Lá no terminal, pesquisamos um pouco e acabamos comprando a passagem para Mendoza com a Mendocino (ótima empresa). É a mesma da ViaBariloche. Ônibus semi-cama (4 filas) com serviço de bordo (jantar e café da manhã) a $380. O cama estava $450.
Deixamos as mochilas nos lockers do terminal de ônibus ($10 cada) e fomos tomar um cafezinho para então explorar a cidade um pouco.
Como já conhecíamos um pouco Buenos, resolvemos ir a lugares que não visitamos antes como Jardim Botânico com sua infinidade de gatos (muitos mesmo!!!), o Museu da Evita, Parque 3 de Febrero, o Jardim Japonês e o Malba. Todos estes podem ser feitos à pé, mas você vai andar um pouquinho.
O museu da Evita é bem legal para conhecer a história e um pouco do porquê da paixão dos argentinos por ela. O jardim botânico é bem convidativo para um passeio, mas é o parque 3 de Febrero que dá vontade de estender uma toalha e ficar por alí mesmo lagarteando.
O jardim japonês é muito bonito, mas está sempre atolado de gente e eu particularmente achei o ingresso meio carinho, $16. Não aceita carteira de estudante e é mais caro que o ingresso integral do museu da Evita. O ingresso do Malba eu também achei um roubo $25, mas considerando a infraestrutura, as obras e o conjunto, vale à pena.
A comida nessa região é bem carinha, mas quase em frente a praça que fica ao lado do Malba tem um shopping para eventuais lanches e descendo essa rua do shopping tem um mercadinho também.
Depois do passeio ao Malba, andamos até a estação Scalabrini Ortis e pegamos o metrô até Retiro, onde fomos à pé para o terminal.
Depois de um dia cansativo, mas muito bom, pegamos nosso bus para Mendoza. O serviço no ônibus é razoável e a comida até bem farta para uma pessoa que não come um boi quando está com fome.
O jantar foi servido às 8:15 e primeiro eles servem as coisas frias em uma bandeja (arroz, presunto, salada, um pãozinho, pudim, doce de leite e um pacotinho de bolacha...aí quando você pensa que acabou, eles serviram uma batatinha cozinha com carne ensopada.
[t3]16/04/2012 – Mendoza: Bodegas de Maipu[/t3]
Chegamos em Mendoza antes do previsto. Café da manhã é no bus também: café com leite, 2 media lunas, geléia e requeijão.
Como não tínhamos reservado hotel, fomos caminhando até uma indicação do guia na Av. Peru, o hotel Petit. Lá estava $190, mas só tinha para duas noites. Como não queríamos ficar trocando de hotel, ficamos no hotel em frente, o Kapak por $170 o quarto para casal. Hotel bemmmmm simples e velhinho, mas relativamente limpinho (para padrões mais flexíveis), mas se for só para dormir, tá valendo, pois a localização é bem boa e a rua é bem tranquila. O hotel Petit tinha uma aparência bem melhor!
O local que achamos o câmbio melhor foi no Câmbio Maguitur, av. San Martin com Espejo. A cotação estava 2,40.
Almoçamos no subway na San Martin mesmo, próximo ao câmbio e já contramos os passeios das bodegas de Maipu (meio dia) para tarde e Alta Montanha para o dia seguinte. O das vinícolas estava $75 em dinheiro e $100 no cartão. Já Alta Montanha $140 em dinheiro e $170 no cartão.
A saída para o passeio era às 14:30. Primeiro visitamos uma olivícula (Pasrai), onde se aprende o processo de fabricação do azeite e depois tem uma degustação. O azeite com aceto balsâmico e o azeite com alho estavam maravilhosos!!!!
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Depois vamos a uma vinícola mais tradicional e após uma de vinhos doces (Florio) e por último uma vinícola maior, mais industrial, a Baudron. Há, não dispense a empanada, pois é um espetáculo!!!
Gostamos muito do vinho tempranillo dessa última vinícola.
Nesse dia jantamos em uma pizzaria bem simples que tem na Av. Las Heras. Nessa avenida aliás é onde estão concentradas muitas agências de turismo, lojinhas e vários restaurantes.
[t3]17/04/2012 – Mendoza: Passeio Alta Montanha[/t3]
Neste dia fomos ao passeio Alta Montanha (pela Cordilheira dos Andes), que é maravilhoso. Vamos até a fronteira com o chile, passa no Puente Del Inca e avistasse o Aconcagua. Para os que vão na época de neve, tem uma parada na estação de esqui Los Penitentes também. Mas como não era o nosso caso, nem paramos.
Não conseguimos ir ao cristo porque o caminho estava fechado pela neve.
Nesse passeio o almoço é servido na última parada por volta das 13:30. Como é a única opção, o preço é meio salgado ($55). A comida é simples, mas saborosa e abundante.
Para quem quer economizar, o ideal é levar um lanche. Nós optamos por almoçar.
O retorno desse passeio é um pouco cansativo, umas 4 horas com 1 parada apenas. Nem preciso dizer que um cochilo foi mais que bem-vindo. Não existe um lado específico para sentar que tenha a melhor vista, até porque param em quase todos os pontos que tem belas paisagens, mas tive a impressão que o lado esquerdo é um pouco melhor.
Nesse dia estávamos tão cansados que resolvemos pedir uma comidinha no hotel mesmo. E com o vinhozinho que compramos no dia anterior, foi uma ótima pedida.
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[t3]18/04/2012 – Mendoza: Passeio de Bike Lujan di Cuyo[/t3]
Tínhamos lido que era possível fazer o passeio às vinícolas de Lujan de Cuyo de bike, era só alugar lá. E por quê não, não é mesmo!?
Fomos até Lujan de bus. Como já tínhamos que comprar as passagens para Neuquen no terminal, pegamos o ônibus para Lujan direto de lá. Ele sai da plataforma 51 e é da empresa Mitre (850) e a passagem custou $3,80. O bom é que nesse não precisou ser em moeda, como a maioria.
O trajeto demora aproximadamente 1 hora e é só avisar para o motorista onde quer parar que ele avisa. Paramos na Travel In Bike, custou $55 por dia e ele dá uma garrafinha de água e um mapinha com a localização das vinícolas e já agenda os passeios (faz o roteirinho com você). Se quiser almoçar em uma delas, ele também agenda. Caso você compre muitas garrafas de vinho e não queira carregar, eles também buscam pra você.
Queríamos almoçar na Norton, mas não tinha para aquele dia, então optamos por almoçar na Chandon, depois visitar Família Bonfanti e uma vinícola menor, Cabrini.
Por experíência própria, não vá achando que conseguirá visitar oito vinícolas em um único dia porque: 1º) você acaba bebendo em todas elas (degustar é a alma do negócio) e quero ver pedalar depois...
2º) descansar também é preciso, principalmente depois do almoço em uma das vinícolas, que costuma ser farto
:'> 3º) se você não é um esportista nato, não vai render tanto
4º) Em muitas vinícolas o caminho é uma ciclovia, mas existem algumas que é estrada de chão batido, que fica mais difícil para pedalar. Enfim, o ideal é reservar de 3 a 4 vinícolas para visitar, pois o passeio fica muito mais prazeroso.
A chandon era no lado inverso das outras duas, mas era a melhor opção para o almoço que estava disponível.
Olha, vou confessar que não é barato, mas é aquele "enfia o pé na jaca" da viagem que vale cada centavo.
Tínhamos 3 opções: um menu com 3 etapas (2 entradas, prato principal, sobremesa e 3 espumantes) a $190, um de 6 etapas (4 entradas, 2 pratos principais, sobremesa e 5 espumantes), e a carta para escolha dos pratos. Optamos pelo mais conta, claro, que já é foi delícia!!!
Serviram 1 entrada de pasta de beringela com folhas verdes e outra com 2 empanadas, uma de salmão e outra de chorizo com cebolas carameladas. O prato principal foi uma milanesa com castanhas com uma panqueca de queijo parmesão e um purê com trufas. Por último, mas não menos importante a sobremesa de frutas picadas com sorvete de pomelo e um brownie de base. As bebidas foram espumante extra brut, um brut especial feito apenas com pinot noir e o delice (bebida mais leve da chandon).

Nossa, depois dessa comilança toda foi difícil pedalar até a Família Bonfanti, mas valeu à pena. Apesar de pequena, achei esta a melhor vinícola que visitamos.
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:'> O filho do dono que nos atendeu, muito atencioso, explicou todo o processo, provamos a uva no pé e o vinho, o que era aquele vinho...um espetáculo! Como a vínicola é pequena, familiar, a produção é quase artesanal. Muito legal aprender como faz assim bem de pertinho. A visita durou quase uma hora.
Há, quem gostar do vinho, como nós, e puder carregar garrafas, compre!!!! Na volta não achamos vinhos desta vinícola para comprar em Buenos Aires.
Quando saímos da Bonfanti já era 18:10 e, como não teríamos tempo de passar na 3ª vinícola, fomos direto para agência devolver as bikes. Ainda saimos de lá com uma sacola cheia de uvas de brinde!!!

Para voltar pegamos o ônibus 850 (ponto quase em frente à agência). Chegamos em Mendoza depois das 20h, exaustos, mas muito satisfeitos e levemente embriagados...
[t3]19/04/2012 – Mendoza: City Tour e Ida Neuquen[/t3]
Nesse dia fomos conhecer a cidade melhor, caminhando a passando em algumas praças. Visitamos a Plaza San Martin. O lugar é imenso e é possível fazer o passeio de bike (acredito que é bem legal se você tem todo o dia). Vimos um lugar que dá para alugar a umas duas quadras da plaza, av Emílio Civit.
Também é possível pegar uma van que sai em frente ao ponto de informações. O passeio dura em torno de 1 hora e sai $15. Ele circunda todo o parque e vai até o Cerro de La Gloria, uma vista bem interessante da cidade e pré cordilhera. Fica lá uns 20min e depois retorna.
Para quem não tem muito tempo é a melhor opção. Dentro do parque também tem um zoo e voltando do passeio a van pode te deixar lá se quiser.
Depois desse passeio fomos caminhando até a plaza independência para almoçar em um dos restaurantes ao redor.
Almoçamos no Rey de La Milanesa (Patrícias Mendocinas, 1472) um frango assado com batatas fritas e salada + bebida por $60 (prato para dois).
Uma dica é tomar um sorvete em uma sorveteria da plaza, esquina com a Espejo. Uma delícia!!!!!
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Para quem vai para uma cidade menor, como nós, depois de Mendoza (iríamos para San Martin de Los Andes), sugiro fazer o câmbio que for precisar em Mendoza, pois a cotação é bem mais vantajosa. A cotação em cidades menores costuma ser um pouco pior.
Tínhamos comprado a passagem para Neuquen no dia anterior com a empresa Andesmar (semi-cama com comida por $320). Nosso destino era San Martin de Los Andes, mas não tinha um ônibus direto no dia que queríamos, então iríamos até Neuquen e de lá para San Martin, que seriam mais 4 horas de viagem.
Achei o serviço da Andesmar um pouco abaixo da Mendocino (que pegamos de Buenos para Mendoza). A comida veio em menor quantidade e o serviço também era um pouco abaixo, mas de maneira geral, achei as duas muito boas.
[t3]20/04/2012 – Neuquen – San Martin de Los Andes[/t3]
Chegamos um pouco mais cedo que o previsto e ainda deu tempo para comprar as passagens para San Martin no ônibus das 8h pela empresa Albus ($110). Além disso ainda atrasou uns 35min. Como achamos que não ia dar tempo de almoçar compramos um lanche para comer no ônibus mesmo.
Chegamos em San Martin de Los Andes às 15h e começou a peregrinação por hospedagem. Como estamos fora da temporada, decidimos não reservar nada antes.
Achamos o Hostel Del Lago (Coronel Rhode 854) e o valor da diária era $180, mas ele fez a $160 para o casal com café da manhã porque ficaríamos 3 noites. Esse foi um dos mais baratos que achamos considerando a localização (próximo ao lago e praça) e era bem charmoso o nosso quarto.
No hostel Rukalhue na Juiz del valle 682 estava $154, mas sem o café da manhã.
Deixamos as mochilas e fomos à caça de comida. Optamos pela confiteria Deli que fica em frente ao lago. O ambiente é bem agradável, mas um pouco caro se quiser uma refeição mesmo. Para uns petiscos, uma bebidinha e apreciar a vista vale à pena. Optamos por um hamburguer bem servido, meia porção de fritas e uma gaseosa por $49.
Uma das coisas ruins de se viajar fora da temporada é que muitos passeios que recomendam bastante às vezes nem estão sendo operados pelas agências, principalmente em locais pequenos.
Sentimos muito isso em San Martin. Não tinham alguns passeios, os transportes coletivos para muitos destinos são suspensos e fica difícil se locomover sem um transporte próprio. 



Pesquisamos neste dia alguns passeios de barco no Lakar, mas eles só estavam operando o translado para Quina Quila ($90 ida e volta). Os aluguéis de carros estavam na faixa dos $240 com 200km livre e $0,60 a cada excedente.
Achamos um na Villegas 367 (Daniel) em frente à rodoviária que fazia por $230 pegando no final da tarde do dia anterior e entregando na manhã do dia seguinte ao aluguel cobrando apenas uma diária.
Neste dia jantamos em um restaurante mara, o La Casona. Ambiente aconchegante, atendimento pela dona, super atenciosa. A truta ao molho roquefort virou uma paixão para o meu namorado. E melhor, estava em promoção por $57. Super recomendado!!!!!!


Eu peguei o filé de cervo ao molho de vinho com batatas rosti que também estava uma delícia! Há, o que era aquela sobremesa também....uma panqueca com doce de leite, com frutas e chantilly...espetáculo!! Ai, estou ficando com fome.... 

Nossa, não podemos nunca dizer que se come mal na Argentina, nãnaninanão!
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[t3]21/04/2012 – San Martin de Los Andes (Mirante Bandurrias)[/t3]
Como os outros dias tinham sido uma verdadeira maratona, aproveitamos para dormir até um pouquinho mais tarde, até porque tava um friozinho tão gostoso!
Nessa época estava começando a clarear o dia em San Martin por volta das 8h.
Depois do café fomos na agência tentar reservar o tour com passeio de barco, mas não tinham fechado o número mínimo ainda, então deixamos o nome e fomos fazer coisinhas práticas: internet, olhadinha nas lojas, centro de informações turísticas (que fica na praça central).
San Martin parece uma daquelas vilazinhas que vemos nos filmes, pequena, mas muito charmosa.
Após o reconhecimento do terreno nos abastecemos (água, frutas, etc) para ir ao mirante Bandurrias, uma caminhadinha relativamente tranquila por uma trilha na encosta do lago. Prepare-se para 2 ou 3 horas porque o lugar é mágico e você vai querer ficar um pouquinho, só apreciando a vista.

Tem uma estrada que dá para ir de carro até bem próximo ao mirante, mas não sei dar muitas informações. Fiquei sabendo porque tinha uns dois carros próximos ao final da trilha.
Nesses pontos turísticos, nas entradas para alguns lagos, o povo mapuche cobra uma taxa de visitação.
Quando voltamos à cidade mais uma lagarteada na praia do lago foi mais que benvinda. Tentamos até fazer câmbio, mas era domingo e a casa de câmbio não abria.
Depois voltamos à agência para saber se o passeio ao lago Huechulafquen sairia no dia seguinte, mas não tinham fechado o número mínimo, mas eles informaram que o barco sairia mesmo assim e se conseguíssemos ir por conta ao parque, dava para contratar lá o passeio. Até tentamos em mais algumas agências, mas não deu. O jeito foi alugar um carro mesmo. Alugamos para 2 dias: um para o parque Lanin e outro para fazer a rota dos sete lagos.
Neste dia fomos comer a tradicional parrilhada (várias carnes e miudos grelhados) no restaurante Posta Criolla (Villegas 915). Estava em promoção por $65. Pedimos duas, mas acredito que uma apenas acompanhada por uma guarnição era suficiente para duas pessoas que não querem se empanturrar. Estava uma delícia!

Para beber pedimos um vinho que já tínhamos tomado em outro restaurante e achamos muito bom e ótimo preço. Chamava Ventus – Triventu, uma mistura das uvas Cabernet Sauvignon, Malbec e Merlot. Mas isso é bem pessoal não é!? Nós aprovamos!