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Amazandes - Do Pará ao Perú de moto, via Transamazonica

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AMAZANDES

 

DEZ YAMAHAS NOS ANDES

 

Do Pará ao Perú - via Transamazônica e cordilheira do Andes

 

Sábado, 01 de Setembro (Dia 1)

Saímos de Tucuruí por volta das sete da manhã após um pequeno círculo onde pedimos a benção de nossa viagem. Eram 10 motos e uma pick-up L200 de apoio que nos seguiria durante todo o percurso até o Perú.

A transamazônica de Tucuruí até Altamira, onde pernoitaríamos já começa no barro, essa época do ano a poeira é intensa, eu mesmo, em todos os meus anos 'Off-road' nunca havia presenciado algo igual. Umas poeiradas intensas, basta uma pequena motocicleta para levantá-la, imaginem grandes caminhões madeireiros. Isso tornaria o percurso de 390 Km

bastante cansativo, desgastante e perigoso. Qualquer ultrapassagem era realizada a quase zero de visibilidade.

Nosso planejamento inicial era para pernoitarmos em Uruará, distante cerca de 480 Km de Tucuruí, no entanto uma série de fatos fez com que ficássemos em Altamira mesmo, 190 Km do nosso destino: 2 pneus furados, um problema mecânico... Além da ansiedade que estava estampada no rosto de cada um de nós.

Passamos por Anapu (quem não lembra do assassinato da feira?) pela Balsa do rio Xingu (90m de profundidade) onde se discute a implantação da Represa de Belo Monte, e diversas outras localidades ao longo da Transamazônica.

 

Domingo, 02 de Setembro (Dia 2)

Hoje, no segundo dia, acordamos 5 da manhã com largada programada nos primeiros raios de sol - a Transamazônica é impossível de trafegar a noite... Para compensarmos os 190Km de atraso do dia anterior.

Hoje a floresta estava mais úmida, menos poeira, e a medida que nos afastávamos de Altamira também diminuía o tráfego de veículos. Chegamos em Itaituba, recuperando todo nosso atraso antes das 3 da tarde. Dia muito bom, 520 Km de percurso, apenas um pneuzinho furado nas 10 motos!

Relógio atrasado em uma hora, afinal rumamos oeste, amanha iremos percorrer um dos trechos mais esperados da viagem: 450Km por dentro de uma floresta nacional, completamente preservada, onde a mata se fecha sobre nós e será necessário andar com o farol da moto ligado, mesmo ao meio-dia.. Nesse trecho, não existe posto de gasolina, teremos que levar combustível extra. Bem, espero contar mais na próxima oportunidade, provavelmente daqui a 3 dias quando pernoitaremos em Rio Branco ou Porto Velho... Portanto serão 3 a 4 dias atravessando a floresta Amazônica, pernoitando em antigos lugarejos indígenas totalmente desconectados do mundo externo.

Valeu!!

Fabio Mello - de Itaituba, na orla do Tapajós!

 

 

 

 

Segunda feira, 03 de setembro (dia 3)

Saímos de Itaituba a 7:45 hora local, não sem antes fazermos uma grande corrente de oração com todos os pilotos e o pessoal da concessionária YAMAHA local (Cimaq Motos) onde fomos extremamente bem recebidos, inclusive o proprietário abriu a concessionária no domingo e acionou todos os funcionários para fazer revisão nas motos, valeu Afábio!!! Muito obrigado!!!

Este dia era de muita expectativa por causa da entrada na Reserva florestal (Parque nacional da Amazônia) onde seria mais de cem quilômetros de selva pura e intocada e nenhuma viva alma a não ser a travessia rápida de animais a toda hora, o que nos animava bastante, logo após a saída da reserva buscaríamos um local para comprarmos gasolina, pois nosso carro de apoio não estava conosco, pois teve que socorrer um dos integrantes da equipe que teve um pequeno acidente e teve que voltar para Itaituba, isto nos deixou bastante preocupados, mais logo depois ligamos de um radio e para alivio e alegria geral, foi somente um susto, seguimos para Jacareacanga onde teríamos combustível e seguiríamos ate um pequeno povoado já no Amazonas chamado Sucundurí, onde depois de vários imprevistos, foi chegando a turma um a um já de noite, porque a estrada simplesmente desapareceu e virou uma trilha o q foi ate certo ponto muito legal, pois pudemos fazer uma trilhinha para matar a saudade, mas um pouco complicado, pois descobri que estava sem farol e tive q andar sozinho a noite cerca de 30km e com um pneu furado (Daniel 18km) e a turma só conseguiu se reunir novamente às 21h e fizemos a maior farra para esperar o Fábio e comemorar com o Tucunaré que o Américo comprou e assou na hora, Mas ficou bem tarde, já passava de meia noite e o Fábio não chegava, achamos q ele viria no carro de apoio no outro dia então resolvemos dormir para descansar deste longo dia (553km).

Terça feira, 04 de setembro (Dia 4)

Esperamos o Fábio ate 08:45 da manha e por achar q ele viria no carro de apoio fomos andando, afinal teríamos mais 520km de muita poeira pela frente, foi um dia muito cansativo por causa da tocada e estrada muito complicada e com alguns tombos, andamos sem parar para quase nada, com exceção de paradas para abastecimento e lanches rápidos, pois tecíamos q chegar a Humaitá onde tocaríamos os pneus (que já tinham sido enviados antes) para uso em asfalto e quando chegamos já de noite resolvemos esperar pelo Fábio que ainda não tínhamos noticias, foi quando ao ligar para casa descobrimos que ele estava a caminho e chegaria bem cedo, mais para surpresa e grande alegria geral antes mesmo de desligar o fone recebemos outra ligação... era o Fábio, ele mesmo!! Que já estava do outro lado do rio a esperar a balsa para se juntar ao grupo. Foi só alegria de todos.

O Fábio ficou sem combustível antes de chegar a Jacareacanga e como estava tarde dormiu lá mesmo na casa de um morador da cidade e partiu sozinho bem cedo e pasmem... Rodou 670km em um dia e sozinho, inclusive subiu todos os pontos na escala dos doutores em trilhas e foi eleito por unanimidade a grande referência do dia.

Boni, de Humaitá nas barrancas do rio madeira, rumo a Rio Branco Ac Yuuuuhhhhuuuuu!!!!!!!!!!

 

 

Quarta Feira, 05 de setembro (Dia 5)

Nesse dia, teríamos que cumprir cerca de 700km pelo asfalto, saindo de Humaitá, no Amazonas, para Rio Branco no Acre, passando por Porto Velho, capital de Rondônia. Para nós, era uma novidade, não pela distancia, pois havíamos cumprido etapas mais longas, mas pelo fato de a partir de agora, até nossa entrada no Perú, o percurso ser no asfalto.

Para muitos motociclistas isso é uma vantagem. Para nós não, acostumados com a ´tocada´ das motos no barro... O asfalto se mostraria entediante.

Saímos de Humaitá por volta das 7 da manhã, e após 50km de asfalto ruim, os outros 150km até Porto Velho era muito bem pavimentado. Chegamos por volta das 9:30 da manhã, onde seguimos para um brunch na sede da Bertolini. Vale ressaltar que fomos muito bem recebidos, primeira qualidade, muito obrigado a todos os funcionários de Porto Velho.

A Amazônia em Rondônia, nessa época do ano, se mostra bastante diferente daquela que conhecemos no Nordeste Paraense. Muito seco e quente, inclusive com inúmeras queimadas ao longo do percurso. O Estado de Rondônia estava gerando mais CO2 com as queimadas que o Estado de São•paulo com suas indústrias. O céu estava constantemente coberto de uma névoa branca...

Como o dia seria teoricamente simples: asfalto, pontos de apoio, postos de gasolina, etc. e resolvemos consertar pequenos problemas que algumas das motos apresentavam. Saímos de Porto Velho somente ás 16h para cumprir os 500km até Rio Branco, aonde chega por volta das 22h. Nesse momento nosso grupo já havia se dividido em 2... Duas motos na frente (Ronaldo e Elói) e as sete restantes seguindo atrás.

Quinta Feira, 06 de setembro (Dia 6)

Resolvemos tirar um dia de descanso em Rio Branco. Não por causa das motos, mas por causa de nós mesmos... Muitos apresentavam desgaste físico e estafa... Para nós foi ótimo, pois encontramos com algumas pessoas que conheciam o trajeto e nos deram valorosas dicas.

Sexta Feira, 07 de setembro (dia 07)

Acordamos bastante cedo, como de praxe e seguimos pelo asfalto até a fronteira peruana distante 330 km de Rio Branco. O asfalto continuaria em perfeito estado (para nosso espanto). Inclusive perto da fronteira a estrada se auto denominaria Estrada do Pacífico. Paramos em Brasiléia para carimbar os vistos de saída do Brasil. Atravessando a ponte sem nenhuma fiscalização, paramos na Aduana Peruana para carimbo dos

passaportes e legalização das motos. A partir daí teria mais 70km de asfalto e voltaríamos novamente para o chão de terra.

O governo Peruano está construindo uma gigantesca estrada que fará num futuro próximo a ligação do oeste do Peru com o Leste, conectando Lima ao Brasil. Nos impressionou a magnitude dessa obra... A partir de então, nos próximos 600km de chão que enfrentaríamos seria praticamente todo passando

por canteiro de obras. Uma obra assombrosa para um país que teve até a pouco tempo atrás uma cidade arrasada por um terremoto. Mas as obras não pararam, em ritmo incessante, com a construção de centenas de pontes...

 

Deu uma pequena inveja de não termos um presidente que investe em infra-estrutura... Quem sabe em 2010?

Esse dia foi bem problemático. Daniel bateu recorde em numero de pneus furados... Três vezes!! Isso fez com que abdicássemos de nosso primeiro destino Quince Mil, para dormirmos em outro vilarejo, Mazuko, 100 km antes, o que poderia atrapalhar nossa viagem no dia seguinte.

Essa região do Perú é extremamente pobre, apenas poucas cidades habitadas, na sua maioria casebres de madeira. Por isso vê-se a importância para essa população da conclusão dessa obra para o desenvolvimento da Região: uma ligação por rodovia com o Brasil. Em breve essa nossa viagem poderá ser feita em motos estradeiras.. Uma pena.

Sábado, dia 08 de setembro de (dia 08)

Era hoje: 200 km atravessando a cordilheira, subindo a 5000 m de altitude, saindo da quente e seca Amazônia para o frio e a neve dos Andes, tudo isso em poucas horas.

Nem tudo saiu como esperado. Devido a construção da rodovia, muitos trechos eram interditados por horas para que parte da estrada pudesse se construída, barrancos dinamitados, parte da floresta derrubada. Fica difícil explicar em palavras o tamanho da obra. Por isso perdemos cerca de 4 horas em uma pequena localidade esperando a abertura da rodovia... Isso fez com que cruzássemos os Andes somente no final de tarde.

Nessa parte do Perú, as distancias não se contavam em quilômetros, mas em horas. Nossa moto não conseguia mais de 40km de média.

A subida dos Andes não se dá de uma maneira muito brusca, pelo menos no início. A idéia que tinha que a planície amazônica se encontraria com os Andes bruscamente não ocorreria. A estrada vai seguindo o leito de um rio, subindo vagarosamente. Quando tínhamos subido cerca de 1000m resolvemos parar para nos equipar para o frio, trocando as luvas, pondo a balaclava, a capa de chuva... Parecia a principio exagero. Parecia...

Todos os relatos nos falavam que o frio era intenso... Muito, muito frio. Fomos preparados para isso. Os quilômetros se passavam, a subida continuava e fomos aos poucos observando a mudança na vegetação: a floresta daria lugar a uma vegetação arbustiva, que por sua vez dava vez a uma vegetação rasteira, que por sua

vez não dava vez a vegetação nenhuma. Na ultima parada para

reabastecimento das motos, no ultimo vilarejo habitado, estávamos a 3.300m acima do nível do mar e o frio já era insuportável.

A partir daí, por diversos motivos, nos separamos em 3 grupos distintos: Boni, Werismar e Daniel que optaram por uma trilha acidentada e mais curta, Fabio, Neutonio e Ronaldo por um caminho mais longo, no entanto mais bem sinalizado e o Américo que se perdeu de nós e seguiu caminho (pensava

que estávamos a frente quando realmente estávamos atrás).

A estrada de terra batida nos levava cada vez mais alto, cada vez mais em direção as nuvens. Comecei e sentir um incomodo muito grande em minha mão, pois mesmo com luvas de neve parecia que as haviam mergulhado em um balde com gelo.. A dor ia se alastrando até meu punho.. E eu rezava para que chegássemos logo ao cume. Isso no fez sentir bem próximos a Deus.. 5.000m de altitude! Sentia que ele estava nos observando bem, bem de pertinho.

 

Finalmente o cume... as nuvens ficaram bloqueadas em um lado chuvoso da Cordilheira... Do outro lado, a estrada começava a descer... O céu abriu e o visual... Nossa! indescritível: gelo, neve.. Parei a moto, esperei meus companheiros para podermos comemorar! Nessa hora senti um pouco de falta de ar... Estava ofegante, como se tivesse feito horas de exercício!! Já era tarde, fim de tarde, a noite chegava e não havíamos muito tempo:... Paramos rápido para umas fotos - com muita dificuldade tirei o capacete e a balaclava! - o frio congelava até os pensamentos.. Estávamos a 5.200m e fazia sete graus negativos.

Descemos parte da cordilheira. A noite avançava. Por causa do frio, somente o Fabio, Neutonio e Américo chegaram a Cusco no mesmo dia, por volta das 23h. O restante pernoitou em alguns vilarejos na estrada... O frio castigava os pés, as mãos, a coluna, alguns mal conseguiam se comunicar... Muitos estavam a beira de uma hipotermia. Os que seguiram a Cusco foram direto a Plaza das Armas, referencia no centro histórico da cidade procurar um hotel para tomar um banho quente e

dormir...

Somente iremos reunir o grupo todo amanhã......

Epílogo: Cuzco e Machu Picchu

Devido à complicada subida da cordilheira Andina nosso grupo de 9 motos se fragmentou em 3 grupos. Como chegamos a Cusco em horários e dias distintos e não tínhamos como entrar em contato um com o outro terminamos por ficar em hotéis separados, no entanto perto da Praça das Armas, centro de Cusco.

No domingo pela tarde, nos encontramos todos casualmente na referida praça e comemoramos bastante nosso feito. Havia sido difícil, muito frio e caminho acidentado, estrada perigosa, sinuosa e com intenso tráfego de caminhões... Quando cruzávamos com os mesmos, tínhamos que parar a moto e “grudar” nas paredes do penhasco...

Era o fim de nossa jornada (na ida).

Terça feira, dia 11 de setembro fomos de trem e ônibus até Machu Picchu, distantes cerca de 200 km de Cusco. O trem segue até Águas calientes, no pé da Montanha. De lá, entramos no parque nacional de Machu Picchu em ônibus que nos levam ao topo da montanha. A beleza é gigantesca, dá vontade de passar horas admirando a perfeita combinação entre Natureza e Arquitetura Inca. Um lugar fantástico, com uma energia única, indescritível.

Na quarta e quinta feira começaríamos nosso retorno ao Brasil pelo caminho inverso. Nosso grupo foi ao pouco se desfazendo. Ronaldo de Tailândia e Werismar por causa de compromissos no Brasil retornaram um dia antes. Fabio e Daniel retornaram até Rondônia e de lá seguiram de avião para Belém. Ronaldo Ambev e Neutônio seguiriam até Manaus onde voltariam para Belém de avião ou barco. Apenas Boni, Américo e Elói voltariam 100% do caminho inverso.

Essa experiência se mostrou única para nós todos. Percorrer cerca de 7.000 km em 3 semanas, da floresta Amazônica aos Andes peruanos, com toda sua diversidade: áreas devastadas, fazendas, Serrarias, Cidades, Vilarejos, Rios Xingu, Madeira, Tapajós, centenas de Igarapés, Floresta Nativa, Tribos e Reservas Indígenas, as Queimadas em Rondônia e no Acre, lugares que só conhecíamos de nome: Belo-monte, O antigo trajeto da ferrovia da morte (Madeira-Mamoré), Áreas de conflito de terra: Anapu no Pará, Xapuri, no Acre... Para depois adentrar em outro país, conhecer outra cultura, subir serras, montanhas, neve... Do calor quente e úmido da planície Amazônica ao Frio Glacial da Cordilheira Andina, tudo isso a bordo de uma pequena moto 250cc – lembrem que o carro de apoio durou apenas 2 dias...

Essa viagem nos faria dar mais valor à amizade e ao companheirismo, à preservação da floresta, à valorização desse povo sofrido da Amazônia que vive em quase total isolamento, de sua história e de sua cultura – e por que não dizer mais valor à nossas famílias, esposas, filhos, namoradas e amigos que por aqui ficaram torcendo por nós... Em suma, essa aventura fascinante nos tornara melhores homens daqui para frente.

AMAZANDES Parte II - O retorno

Estamos de volta galera gente boa

 

Agora somos somente cinco, Eu, (Boni) Américo, Neutonio, Ronaldo Coutinho e Eloi Câmara, pois o resto da turma não queria enfrentar de novo a Transamazônica e despacharam as motos em Porto Velho, Ro, via Bertolini e voltaram de avião.

 

Chegamos em Porto Velho, Rondônia às 6 da tarde e pretendíamos dormir em Humaitá nossos últimos kilometros de asfalto (207) de onde pegaremos de volta a poeira nossa de cada dia + não foi fácil estes poucos kms, pois o Américo furou um pneu e como não tem nada neste percurso tentou rodar assim mesmo, + depois de 40 km o pneu rasgou e como eu e o Eloi ja estávamos em Humaitá, Am esperando o resto da turma, fomos dormir cansados de esperar e foi somente as três da madruga q chegou o Neutonio para tirarmos a roda completa do Eloi e voltar 70 km para solucionar o problema do Américo q tinha ficado com o Ronaldo depois de tudo resolvido apos as seis da manha, levantamos um pouco + tarde 8h para trocarmos os pneus p terra e revisar as maquinas o q nos tomou bastante tempo e só foi possível pegar a balsa do rio madeira as 2h da tarde onde estaríamos de novo na famosa Transamazônica.

Para nos q curtimos o barro foi a gloria. Rodamos ate Santo Antonio do Matupi, um pequeno povoado no meio da selva onde nos preparamos para um bom descanso.

 

Acordamos as quatro da manha, pois queríamos terminar o dia em solo paraense e depois de rodarmos o dia todo, sem antes darmos uma parada na beira de um rio p o Américo preparar um tucunaré na brasa q tava uma delicia, alias creio q foi o melhor tucunaré do mundo, mas enfim, chegamos a Jacareacanga, Pa, a noitinha de novo no ritual, dormir cedo p acordar cedo.

 

Hoje acordamos cedo para chegarmos cedo a Itaituba, + qual a nossa surpresa? Chuva e terra muito lisa era como quiabo no vidro o q atrasou muito nossos planos, pois tinha q parar a toda hora para tirar o barro da roda traseira e manter o equilíbrio, um verdadeiro malabarismo e só chegamos à noitinha também.

 

O outro dia foi cheio de imprevistos, pneus furados, eu com febre. Etc, então parei em uma fazenda p descansar onde uma senhora de bom coração me deu um xá de alho o q me fez adormecer por alguns minutos. Depois de recuperado, a duvida, meus amigos teriam passado? Acreditando nessa hipótese segui com febre ate Altamira em um percurso cheio de desvios o q me fez chegar ao meu destino somente às 21h e para minha surpresa só tinha chegado o Eloi e não sabia dos outros q por algum motivo não conseguiram chegar a Altamira.

 

No outro dia ficamos sabendo o motivo, + pneus furados e cansaço e os mesmos chegaram às 9h. Depois de comemorar o grupo reunido novamente partimos em direção a Tailândia 600km o q ocorreu sem problemas e chegamos às 21h onde dormimos e acordamos bem cedo, para cumprir o restante da jornada 300km numa boa e ao chegarmos na Alça viária, nos despedimos muito emocionados do Américo q iria p Belém e seguimos p Castanhal com 8600km na bagagem, a alma lavada e + um sonho realizado.

 

Nossa viagem aventura serviu para valorizar a vida q temos, fortalecer a nossa amizade e acima de tudo, descobrir q todos os nossos sonhos são realidade e quando encontramos esta verdade isto nos fortalece como pessoas.

 

Boni

 

- AGRADECIMENTOS

 

- Agradecemos Primeiramente a Deus, aos amigos, as pessoas q torceram por nos, cada um dos companheiros; Fabio Mello, Werismar, Ronaldo Ferreira, Daniel Carvalho, Neutonio, Ronaldo Coutinho, Eloi Camara, Américo, Léo / e principalmente as nossas esposas, namoradas e familiares que nos deram forca e apoio fundamental para q + um sonho se tornasse realidade.

 

- APOIO FUNDAMENTAL

-Transportes Bertolini

- Concessionárias Yamaha – Moto House - Castanhal-Pa

Cimaq Motos - Itaituba-Pa

Lorenzoni Motos - Tucurui-Pa

Comercial Altamira - Altamira-Pa

 

- KM percorridos: - 8600

- Estados no Brasil: Para, Amazonas, Rondônia e Acre

- Estados no Peru: Madre de Dios e Cusco

- Motos usadas: - Dez YAMAHAS, sendo: Oito XTZ 250 LANDER e Duas XT660R - Todas com injeção eletrônica

- Media de km / litro: Lander 32 km/litro - XT 660 22 km/ litro

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Olá Boni!

Maravilhoso seu relato...

Mais lindo ainda quando vc diz que essa viagem valeu pelo valor dado à amizade, esposas... E que mudou tanto suas vidas que os tornaram "melhores homens"...

Fiquei surpresa quando vc relata que o Estado de Rondônia está gerando mais CO2 que o Estado de SP por causa das queimadas... Viu? Mochileiros.com também é cultura!!! Hehehehehe

 

Parabéns pela viagem e pelo relato...

 

Abrç

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Obrigado pelo carinho!!!

De nada adianta uma vontade sem o comprometimento com este objetivo, a ponto de tornar isto um sonho realizado...

Estou sempre as ordens.

 

Boni

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É creio eu que todo paraense - ou quase todos - tem espirito de aventura e no sangue corre adrenalina.

Parabens pela viagem.

MAria Emilia

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Prezado Boni:

Primeiramente, parabéns pela aventura.

Gostaria de informar que o Governo Brasileiro é que está construindo a estrada transoceânica até a cidade de Quicemil. A obra, por parte do Brasil deverá estar pronta até 2010. Existe um interesse muito grande do Brasil em realizar a ligação com os portos do Oceano Pacífico para ajudar a escoar as exportações, por isso está bancando parte da obra.

Meu nome é Edmundo Gonzaga, tenho 55 anos (37 de motociclismo, sendo 7 de trilha), sou advogado e moro em Brasília. Dia 21 de julho estarei saindo daqui com minha CB-400-II em cima da caçamba da minha Montana em direção a Porto Velho. Lá, tenho amigos e deixarei o carro. Então, vou de moto (na Cebezona mesmo, pois desmontei ela toda e zerei tudo) até Cuzco, onde paro e deixo a moto guardada. Aí vou até Machu Pichu, de trem, volto e vou a Puno (Lago Titicaca), novamente de trem e volto a Cuzco. Então, pego novamente a moto e vou molhar o dedo no Oceano Pacífico e volto para Cuzco, Puerto Maldonado, Assis Brasil, Rio Branco, Porto Velho e Brasília. Tenho 30 dias de férias para fazer esta viagem e vou de qualquer forma, e de preferência sozinho.

Gostaria de informações sobre a sua viagem, principalmente sobre a estrada, cidades para dormir e hotéis.

Outra pergunta, porque tantos pneus furados?

Entendo bem de mecânica e vou levar peças básicas de reposição (cabos, manetes, emenda de corrente, câmara de ar, tirepando, bomba de ar, etc....) Instalei dois baús laterais de fibra (originais das motos CB-400 da polícia), um banco solo (também da moto da polícia) e mais um baú da Vigi no lugar da garupa. Assim, tenho bastante espaço para bagagem e posso me encostar no Baú Vigi. Além disso um bom parabrisa, por causa do frio e estou pensando em instalar protetor de mão (das motos de trilha) para ajudar no frio. Q

Outra coisa: quanto as roupas de frio, onde comprar? Aqui em Brasília ou, como já me deram a dica comprar no Peru mesmo, pois sao baratas e funcionam mesmo.

Outra informação: Dinheiro, como voces usaram? Em dólar, real, ou cartão de crédito?

Mais uma informação: tem Lan-house pelo caminho? Para eu poder alimentar o Blog que vou criar, específico para a viagem, com fotos e relatos.

Antecipadamente, meu muito obrigado, e mais uma vez, parabéns pela viagem.

A felicidade na vida depende exclusivamente de nós, ou seja tirar o traseiro da cadeira e botar o pé na estrada.

Saudações!!!!

Edmundo Gonzaga

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Caro Edmundo,

Boa tarde!

 

Vc vai descer a moto em PV, 720 km da fronteira (Assis Brasil) lembre que a saida no passaporte tem q ser dada em Epitaciolandia, 120 km antes da fronteira, pois esta imigracao serve p Bolivia tambem, da fronteira ate Puerto Maldonado 220km talvez esteja tudo asfaltado qd vc for...Depois vem Mazuco e quince Mil, ultima cidade antes das montanhas, ( ate Mazuco sobe cerca de 700m com estrada estreita e muitas pedras, motivo dos muitos furos q, creio se vc usar camaras de enduro 4mm da Michelin vai resolver o problema) nao aconselho vc subir as montanhas depois de 15 horas, pois vc podera ficar no meio delas a noite, e isto e muito perigoso por causa do frio insuportavel, (pegamos -7 graus as tres da tarde).

Quanto a troca de camaras, e melhpr vc levar mini compressor de ar - destes q usa no isqueiro do carro, corta o plug e usa os fios direto na bateria da moto, muito pratico. Para o frio o melhpr equipamento e: capa de chuva plastica, luvas impermeaveis com la por dentro (grossas) e balaclava termica (leece) indispensaveis! pois o plastico isola o corpo e evita perda de calor. apos Marcapata cerca de 4000m de altitude o frio aumenta bastante, pois vc vai subir mais ainda. Outra dica importante e o cuidado ao atravessar os varios riachos q descem das montanhas e cruzam a estrada ( antes de Marcapata), ciudado p nao molhar as pernas, ( quando fomos, usamos sacos de lixo sobre as meias e dentro das botas, mas tivemos que tirar, ou enxugar bem, antes de comecar a subir, pois o suor daria o mesmo efeito da agua ao congelar no frio)

Nao creio q vc encontre Internet ate proximo a Cusco, mas na cidade tem bastante e muito barato. assim como roupas de frio p usar na cidade.

Vc deve trocar dolares ( Pouco, pois em Cusco tem maquinas IBM q vc pode sacar do seu cartao ou da sua conta, em U$ ou moeda local) com as pessoas q vendem na imigracao de Inapari ( Cambistas) por incrivel que parece, e mais barato q nas casas de cambio

Espero ter ajudado nas dicas e estou as ordens...

 

Tenha uma viagem abencoada e maravilhosa.

 

Boni

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Oi Boni parebéns pela sua aventura, fiz um trecho semelhante a esse mais foi de onibus, gosto muito de motos e até ja tive uma por 1 ano, mais sabe como e a pressão da familia e ja estou algum tempo só de carro, quem sabe ano que vem eu compre uma, bem tenho dois relatos aqui mochileiros um deles podia ser a sua proxima aventura, da uma olhada no relato "sai de manaus e conheci toda a venezuela" conta minha aventura de conhecer a venezuela e ir até o mar do caribe de carro numa viagem que no total foi de 10 000kms acredito que pra vcs ia ser uma bela aventura vir pela transamazonica de moto e seguir até o caribe, as belezas da venezuela são inesqueciveis e tem muita gente fazendo esse trecho de moto ok, o meu relato ao peru e "sai de manaus e conheci o Peru", o seu estado esta nas minhas proximas rotas ano que vem passo por ai, um abraço

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Caro Oseas,

Obrigado pelo contato e pelas dicas. Na verdade esta sua sugestao é realmente muito interessante, pois fiz esta viagem de moto em 1997 pela Transamazonica até o caribe e depois fizemos grande parte da rodovia Panamericana desde a Venezuela até o Chile em 90 dias. Tem a um pouco da História da viagem no livro, "Uma aventura ás tres Américas" de Wilton Almeida, o qual fez parte da viagem conosco, realmente foi uma das melhores aventuras que ja fiz.

Estaremos sempre as ordens por aqui...

 

Abraços,

 

Boni

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Boni, meu nome é Caroline e eu sou repórter do programa Profissão Repórter, da Tv Globo de São Paulo. Fiquei muito interessada com o relato de sua viagem, gostaria de entrar em contato com você por telefone. Se puder me passa um e-mail com um contato seu.

Meu endereço de e-mail é [email protected]

Muito obrigada,

 

Caroline

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