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Olá viajante!

Bora viajar?

Um Mochilão para vida toda:Peru (Lima/Cusco/MP/Puno) Bolívia (Copa/La Paz/Uyuni/Salar) e Chile (SPA)

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Bom dia a todos!

 

Antes de iniciar meu depoimento sobre o meu mochilão com meu marido sobre os lugares acima, gostaria de avisá-los que não sou das mais organizadas com questão de valores e nomes de agências/cia de ônibus, além de algumas informações mais específicas... e sei que para alguns aqui, no momento de coletar/elaborar roteiro, estes detalhes são de extrema importância, mas... não deu "friendos"!

 

Bueno, eu e o Paulo (meu marido) resolvemos fazer este roteiro apenas 2 e meio antes, então certas preparações foram feitas um pouco na correria, especialmente relativo à parte financeira... não conseguimos levar tudo em espécie como queríamos, e com certeza faria diferença nos gastos da nossa viagem (quando negociamos algo em dinheiro/à vista, é muito mais fácil conseguirmos descontos...).

 

Bom seguem alguns dados/infos antes da viagem:

 

Compramos nossas passagens pela TAM/LAN, no começo de janeiro, com seguintes trechos:

SP-Lima (dia 03/03 - TAM), Lima-Cusco (dia 06/03 - LAN), Calama-Santiago (23/03 - LAN) e Santiago-SP (24/03 - LAN).

O valor total, com taxas de embarque deu R$ 2.200,00 (arredondando), o que consideramos ótimo, considerando ser as melhores empresas aéreas para viajar dentro da América Latina.

Já os outros trechos da viagem, resolvemos deixar para comprarmos dentro das próprias cidades/países (considerando a temporada baixa e o poder de barganha), além disto, se precisássemos mudar algo no roteiro, teríamos um pouco de flexibilidade.

 

Com relação à hospedagem, ficamos com receio de andar com mochilas/peso, e a grande parte não exigia uma pré-reserva, por isso, decidimos antecipar as reservas aqui no Brasil mesmo. Sendo escolhidos os seguintes lugares:

Lima (03-06/03) Loki - quarto matrimonial c banheiro;

Cusco (06-08/03 e 09-11/03) Loki - quarto matrimonial normal nos 2 primeiros dias e na volta de MP, o matrimonial deluxe (mais caro), e os 2 com banheiro;*

Puno (11-12/03) Hotel Punoypampa;

Copacabana (12-13/03) Hotel Estelar del Titicaca;

La Paz (14-17/03) Hostel Provenzal - quarto matrimonial com banheiro;

Uyuni (parte do dia 17-18/03) - Hostal Magia del Uyuni;**

SPA (20-23/03) - Hostal Campo-Base - quarto matrimonial com banheiro;***

Santiago (23-24/03) - Ibis Providencia.***

 

*Notar que não reservamos nada para Águas Calientes (ou MP), porque acreditávamos - seguindo informações coletadas aqui - que compraríamos um pacote com preço legal para MP, com hospedagem incluída;

 

**Nossa ideia era chegar de trem em Uyuni na segunda (e seria de madrugada, segundo informações no site da empresa ferroviária) e a hospedagem (dias 18-20/03) do salar seria mediante fechamento do passeio do salar em Uyuni, que seria resolvido no dia 18/03, pela manhã;

 

***Foram os únicos que tivemos que fazer a pré-reserva pelo cartão de crédito, mas não nos arrependemos, especialmente em Santiago, pois a oferta de bons lugares com preço razoável não era grande.

 

Para a questão de roupas, mochilas, remédios... ou seja, o que levar, como ir etc, fizemos uma boa pesquisa na net e consideramos também nossas necessidades e gostos (e economia de peso e dinheiro...rs), compramos as seguintes coisas - muitos úteis, valeram o investimento feito:

 

Carla

Mochila cargueira Speedo, 40 L (299,90 promoção na Speedo Morumbi)

Bota impermeável Timberland (189,90 promoção na Kanui)

Segundas peles da Decathlon - blusa/calça (cada peça 59,90, total 119,80)

Calça trekking, de tactel, que vira bermuda da Decathlon (119,90)

Calça Moletom Nike para dormir (59,90 promoção na Decathlon)

Luvas de fleece, rosa (9,90 promoção na Decathlon)

 

Paulo

Mochila cargueira com mochila de ataque Curtlo, 70 L (440 promoção no Submarino)

Segundas peles da Decathlon - blusa/calça (cada peça 59,90, total 119,80)

Calça trekking, que vira bermuda, tecido tipo brim (Decathlon 100,00)

 

Uso geral

Travesseiro inflavável (9,90 na Americanas)

Toalha de secagem rápida, Speedo (52,00 na promoção da Speedo Morumbi)

Adaptador Universal (20,00 na Tok Stok)

Remédios (bom, o gasto foi bemmm alto, além dos remédios que costumo usar/só posso usar/uso contínuo, pra resumo comprei remédio pra problemas gerais e básicos, só esqueci do remédio para caso de diarréia, daí tem a lei de Muphy...rs)

Higiene e cuidados pessoais (algumas coisas eu já tinha, como papel higiênico - rs - protetor solar... eu sou bem mulherzinha... mas comprei lenços umedecidos, bepantol baby - devido aos lugares secos e frios que iríamos passar, band-aid, esparadrapo etc).

 

As outras roupas nós tínhamos ou pegamos emprestadas (caso dos casacos impermeáveis e esportivos), já que graças a Deus eu adoro roupas básicas e práticas e tenho amigos e familiares que costumam viajar bastante para lugares frios e nos auxiliaram nesta hora.

 

Caso tenham mais dúvidas com relação aos itens que devem levar (sei que existem vários tópicos no Mochileiros a respeito) e tantas outras na web, podem perguntar, que responderei com mais detalhes, ok?

 

Só uma dica que gostaria de frisar aqui é: leve o menos coisas possíveis, não esqueça que não vai a um desfile de moda e nem passar uma semana em NY/Campos de Jordão e Afins, ou seja, a "vibe" da viagem é diferente. Procure selecionar peças práticas, que pesem pouco, sequem rápido, fáceis de lavar, combinar etc e que esquentem. Além disto, você podem comprar/adquirir roupas/decor durante a viagem e imagine carregar todo este peso, sem contar que é super fácil perder, ser furtado, roubado... se for gastar espaço na mala, não economize em remédios, cuidados com saúde e higiene, além da máquina fotográfica (levamos a Nikon P510), papel/caneta e se possível, um smartphone (Paulo levou o dele), ipod (levei o meu), iphone ou ipad, que podem ser muito úteis com wifi.

 

Ahh, e eu e o Paulo adquirimos também um seguro saúde/viagem pela Mondial, foi 125,00 por pessoa.

 

Bom... e comecemos a viagem:

 

03/03

Santos-SP-Lima

 

Lembro que estar super ansiosa (eu sempre fico antes de viajar), ainda mais que eu andava tensa com questões de saúde, por causa do soroche, problemas alimentícios etc... (eu sofro por antecipação, típico de pessoas extremamente ansiosas...rs).

 

Tivemos que acordar bem cedo, pegamos o transfer das 4h10 da madrugada em Santos e antes das 6h já estávamos em GRU (sem trânsito, tudo é possível). Nosso vôo estava marcado para 8h e pouco e assim que chegamos já fizemos o check-in, despachamos as malas (ops, mochilas, ficando apenas com nossas "mochilas de mão" contendo mais um conjunto de roupas, chinelos havaianas, remédio de uso contínuo, pijamas e equipamentos eletrônicos e de valor (óculos, etc).

 

1h antes, fomos no portão indicado, e uma funcionária da TAM não sabia onde ficava Lima (hein?!), mas outra disse para entrarmos e embarcamos, só que não achávamos o portão - andamos bastante -, quando perguntamos a outros funcionários que nos disseram que era do outro lado do aeroporto... e já estava em cima da hora para terminar o embarque e tivemos que sair correndo... para melhorar a situação minha bota desamarrou e estava morrendo de calor...o Paulo foi na frente, caso tivesse que pedir para esperar...

Bom chegamos no portão e estava lotado de pessoas aguardando para embarcar (pulos de alegria ou não?), quando uma voz anuncia que o vôo x da TAM com destino a Lima atrasaria em 1h e o portão de embarque mudaria (Oi? Eu corri que nem uma louca e o vôo está atrasado? Não creio!).

 

De fato o vôo atrasou apenas 1h e foi bem tranquilo, com a exceção do ar condicionado que fez o avião antecipar o uso de um dos 2 casacos que eu levei. Ademais, não há o que reclamar,já que chegamos antes do previsto e ainda pude assistir uns 2 filmes (adoro viajar em aviões grandes! Uma tela só pra mim e posso escolher o que assistir, daí o tempo passa mais rápido).

 

Já em Lima, no aeroporto internacional, o que irritou foi a parte da imigração, que nunca vi demorar tanto na minha vida... de resto, foi super fácil, até a negociação com o taxista para nos levar até Loki (Miraflores). Chorei tanto e dei uma "mentida", que acabamos pagando 40 soles pela corrida (e sei que foi uma pechincha).

 

Sinceramente, eu esperava mais do Loki, achei muito zoneada a recepção, suja (eu não sou fã de carpetes) e as pessoas que estavam por lá não pareciam ser mochileiros (que depois esta teoria acabou sendo confirmada). Tivemos que no primeiro dia ficar num quarto compartilhado pra 4 pessoas, mas graças a Deus entre as 2 camas havia o banheiro, o que auxiliava manter um pouco da privacidade. Aliás, quando eu fiz a reserva, eles avisaram-me da possibilidade de não haver matrimonial disponível pro dia 03/03, o que acabou acontecendo. Depois convidaram-nos a participar de um churras que estava acontecendo na "cobertura" do prédio e apesar de sermos casados, temos o espírito jovem, e gostamos de nos enturmar, mas não sei o que ocorreu que não curtimos o ambiente... quando eu vi as mãos e unhas do rapaz que manipulava as carnes, achei que a melhor escolha era comer no barzinho do hostel.

 

E o barzinho era bem legal. A trilha sonora era sempre boa, tinham bastante opções de snacks e comidas rápidas, além de bebidas em geral. Optamos por um arroz chifa, sendo que 1 prato individual era gigante e foi dividido entre a gente e experimentamos o famoso Inka Cola. Conclusão: adoramos o arroz e foi mega barato e o refri... lembrava um pouco gosto de remédio...rs

 

Um pouco antes do entardecer, saímos em direção a praia e 3/4 quadras depois, visitamos a Praça do Amor (muito bonita por sinal) e andamos em direção ao Lacomar para ver o famoso por-do-sol. Realmente foi bem bonito... o único inconveniente é que, logo depois do sol ir embora, o calor todo que sentia (estava de saia jeans, camisetinha e havaianas) acabou e deu lugar a um vento bemmm friozinho...rs

 

De lá, pegamos um taxi (normalmente sempre muito bem negociado o valor) e fomos ver o show das Águas. Sem dúvida, este lugar foi uma ótima surpresa. Renderam lindas fotos, muitas risadas, especialmente das crianças em uma das fontes... que surpreendia-as... e outra que passamos embaixo de suas águas. Realmente é sensacional!

 

Voltamos ao Loki, de taxi (sim, é longe), imaginando o que aquela viagem renderia... já que estava apenas começando!

 

E amanhã tem mais...beijos a todos!

::kiss::

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Ótimo relato Carla!

 

Estou de olho na continuação.. Estive no Peru a uns anos e é realmente um país sensacional.. Agora estou me programando para ir a BOL em junho =)

 

Abs.

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09/03

Machu Picchu - Águas Calientes - Ollay - Cusco

 

Chegou o GRANDE dia! Assim que acordei (por volta das 5h15), tomei um bom banho e coloquei um roupa hiper confortável, passei o protetor solar e recordei-me de um dos meus dias na época das aulas de espanhol (há mais de 10 anos atrás). A minha professora fez uma enquente com os alunos sobre qual lugar da América Latina gostaríamos de conhecer e todos falavam Argentina e/ou Chile. Já eu não. Eu queria ir pro Peru, conhecer MP. A professora achou tão interessante a resposta, tão madura e exótica (!!!) ::lol3:: . Eu refleti e respondi que seria interessante tentar entender/ conhecer sobre uma das civilizações mais extraordinárias que já existiram na Terra, os Incas. 8)

 

Bom, tomamos o café, compramos um sanduíche nas lojinhas em frente aos busos e pegamos o ônibus por volta de 5h40. Estava escuro ainda e a única coisa que podemos ver foi a placa de MP. Em menos de 20 minutos chegamos a portaria e já estava claro.

 

Para variar, eu estava mega ansiosa e o nosso guia não aparecia, aumentando a minha agonia. No local, etnias das mais diversas e de idades também. Línguas já conhecidas e compreensíveis e outras, que nunca havíamos escutado. Tinha gente que tinha acabado de chegar da subida de Àguas para MP, tinha gente que saindo do hotel fodástico de usd 1000 de diária, tinha gente chegando das trilhas de inúmeros dias e tinha gente, como a gente, chegando de busão. Porém todos tinham algo em comum: conhecer Machu Picchu. ::love::

 

O guia realmente não cumpriu com o trato e chegou por volta das 6h30/40 no local, eu estava muito p da vida ::grr:: , afinal para que acordar tão cedo e ficar na portaria admirando as pessoas entrar e eu não?! Às 7h ele e um outro rapaz combinaram que dividiram a "turma" em 2 (tinham outras pessoas com o mesmo guia), sendo que uns teriam o tour em inglês e os outros em espanhol. Optamos pelo espanhol, que estava menos atrasado...

 

Quando finalmente embarcamos, não acreditei: SIM, eu tava em Machu Picchu! Subimos e descemos escadas, tiramos muitas fotos! Aliás, eu tirei, sou a maníaca das fotos... florzinhas, passarinhos, tudo o que eu curtisse entrava pro meu álbum... rs Procuramos prestar atenção nas explicações do guia, mas sinceramente esperava mais das explicações. Fiz muitas perguntas e sei que algumas respostas são apenas teorias entre diversas que existem, mas o cara parecia ser meio evasivo. Aliás, tinha um espanhol que sabia bem mais do que ele...rs ::tchann::

 

A gente foi em muitos lugares até que o guia se despediu próximo a pedra sagrada. Daí ficamos por conta própria e era interessante, pois apesar de ter saído como muitas dúvidas, não importava já que a energia do lugar é única. Além disso, tivemos MUITA, mas muita sorte mesmo porque fez um dia lindo, daqueles de céu de brigadeiro. Não tinha névoa, neblina, não tinha "tanta" gente... estava bem calor (mas e daí, né?). Vimos as lhamas... tinha uma com seu filhote que pousavam pra fotos (fofas!). Eu vasculhei de cabo a rabo o lugar... não quero dar maiores detalhes porque aqui tem que ser surpresa, assim como foi quando descobriram a existência desse local! rs ::ahhhh::

 

Porém posso afirmar que os caras eram excelentes engenheiros e arquitetos, além de tudo mais que já sabemos. Fico bem agradecida a Deus pelos meus descendentes, os espanhóis (sou neta e passaporte espanhol) nunca terem encontrado o local, já que com certeza não existiria mais pedra sobre pedra. :?

 

E vocês sabem o que mais achei bonito naquele lugar? A natureza. São tantas montanhas pontudas que escondem o local, parece mesmo um segredo, não é à toa que era um lugar super sagrado dos incas. Eu sei que aquele dia nunca sairá da minha cabeça e tenho planos de voltar, e daí subirei a Wayna Picchu. Inclusive, de vez em quando, sonho que estou lá... não é louco? ::hein:

 

Voltando a MP, chegou um momento que estávamos bem cansados, pois o sol estava fritando nossos miolos e um sanduíche era quase nada pra fome que estávamos sentindo. Pegamos a minha mantinha da TAM, estendi no chão, tiramos as botas e deitamos ali, como estivéssemos em casa...rs ::hãã2::

 

Chegou a hora de voltar, pensamos. Queríamos carimbar o passaporte, fazer um "pipis" e tomar algo, já que as comidinhas na lanchonete eram muito caras! Não era exagero, e sim um absurdo. ::bruuu::

 

Nos despedimos de MP, com gostinho de quero mais, até a chuva é algo inerente na mágica do local...rs Pegamos o buso e retornamos pra Águas às 14h.

 

Putz, quando chegamos em Águas, lembramos que nosso trem só sairia às 19h... o que ficaríamos fazendo? A hospedagem estava fora de cogitação... pensamos então em anteciparmos o trem. Que nada... a Inca Rail não permite fazer câmbios... teríamos que esperar... chegamos a conclusão de irmos às famosas águas termais, onde a Shirley McLaine gravou seu filme, Minhas Vidas. ::hahaha::

 

Eu sinceramente não curti AC. Achei o lugar parecendo uma favelinha. ::bad:: Construções desordenadas, com muito tijolo e pouco acabamento são exatamente o que nesses lugares... e é vergonhoso pra um lugar que é intitulado como vila de Machu Picchu (aí se os incas vissem isso!). ::putz::

 

As águas termais também não pareciam ser os lugares mais limpinhos... mas e daí? Entrou na chuva é pra se molhar, né mesmo?! Eu só não fiquei mergulhando...rs Aliás, tem um velho (desculpem o termo, mas...) que fica cobrando a entrada que é super tarado... quem foi para lá e tiver o prazer de conhece-lo, entenderá. :oops::evil:

 

Depois da sessão SPA, almoçamos lá pelas 17h (não tínhamos horário para nada!), num restaurante com uma comida muito boa (menu turístico por 15 soles, comi truta - amo -!), retornamos a estação para pegamos nosso trem.

 

Em menos de 2h chegamos em Ollay e lá já tinha gente nos esperando (tks God!). O motorista até que foi na "manha" (dizem que os caras dirigem que nem malucos) e menos de 2h também já estávamos no Loki.

 

Tomamos um belo banho e nos jogamos sem piedade naquela cama (e que cama...=)) porque dia seguinte tinha mais. Ueba! ::love::

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Bom dia Aureliano!

 

Obrigada =)

 

Pode deixar que todos os dias tô postando... Peru é apaixonante! Eu acho que volto sim... vai demorar um pouco, pq tenho outros planos (o mundo é muitooo gde, né?) mas tive uma identificação... muito louca!

 

Logo começo a escrever sobre a Bolívia e as tensões que concretizaram tb...rs. Tem que estar bem preparado!

 

Beijos e boa sorte ::otemo::

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10/03

Cusco

 

Apesar do cansaço do outro dia, tivemos que acordar cedo no domingo para fazer o tour entre Moray e Salinas de Maras. O importante é que tínhamos dormido num boa cama, com direito a uma ducha daquelas... :P

 

Nem tomamos café (entre acordar mais cedo e dormir mais, advinha o que eu prefiro? :roll: ), e saímos correndo para encontrar o pessoal da agência.

 

Antes de chegarmos a Moray, o ônibus parou numas casinhas em Chinchero para aprendermos um pouco sobre a confecção de peças em lá de lhama, alpaca e ovelha. Tinham várias cholas incluídas na demonstração, com roupas bem coloridas e cada uma apresentava o que fazia. Tinha uma moça em especial que explicava o processo em inglês (nesse momento eu fiquei atônita pois a chola sabia mais inglês que muitos amigos meus que freqüentaram universidades!!! como somos pré-conceituosos! ::bruuu:: ) e foi super interessante para todo o grupo. Nesse local, lembro-me de ter vistos as peças mais bem feitas, além de ter ficado bem admirada que o povo morador do local era bem receptivo (serviram chá de coca assim que chegamos e o banheiro deles era novinho...). ::otemo::

 

Logo depois seguimos para Moray, onde tem aqueles inúmeros círculos, que começam na parte mais alta da montanha e chegam até parte mais baixa e assemelham-se a pista de pouso de óvnis (como se eu já tivesse conhecido alguma pista de pouso de extraterrestres...rs ::dãã2::ãã2::'> ). A altitude lá é bem alta (não lembro o quanto) e se você pretende descer até o último círculo, prepare seus pulmões porque a subida é fodástica e o tempo é curto :lol: . Mas o lugar é bem bonito, tem uma energia bem bacana, além de que tivemos muita sorte já que o guia deu muitas informações (Moray foi um local de experimentos de agricultura, agronomia... cada andar tinha um produto x e sua produção era para uma média de 10 anos) e ainda ficou tocando flauta indígena fazendo a trilha sonora do local.

 

De lá fomos as "salineras" de Maras e antes de adentrar o local, para-se num ponto bem alto da estrada para sacar fotos com as salinas de fundo (muito lindo! ::love:: ). As salineras são bem antigas e existem inúmeras... mas é possível andar próximas a uma boa parte delas. Quando fomos, como estávamos no verão, elas ainda estavam com cor de barro, mas conforme vai aproximando-se o inverno, secam e o branco toma conta do local. Sem dúvida, essa paisagem é bem diferente de tudo o que já conheci na vida :D . Creio que deva ser bem parecido com aqueles locais no Marrocos onde tingem os tecidos (e que só conheço através de fotos/vídeos).

 

O caminho de volta a Cusco é muito bonito, é possível ver picos nevados ao fundo, além de muitos campos floridos (normalmente com tons de amarelo) mesmo não estando na primavera.

 

Retornamos por volta de 15h ao centro da cidade e resolvemos nos perder entres as "calles" cheias de histórias de Cusco. Cogitamos ver quais eram as outras entradas de museus/ outros que tínhamos disponíveis pelo boleto turístico, mas era domingo, muitos não estavam abertos e poder respirar as últimas horas naquele local histórico era bem mais interessante. ::hahaha::

 

A arquitetura dos prédios da época colonial é um show a parte, apesar de muitos estarem precisando de restauro. Fomos conhecer a pedra de 12 ângulos, além do famoso bairro de San Blás (recheado de pousadas e hotéis boutique), além das feirinhas e praças da cidade. Aproveitamos e comemos no MC Donald's que fica em frente a Plaza de Armas e depois desfrutamos de um chocolate quente no Starbucks (também nos arredores da praça) enquanto olhávamos os carros passando na rua. (bem típico...rs ::lol3:: )

 

Fizemos nossas últimas compras e ainda aproveitamos os horários da missas para entramos em algumas igrejas em que o ouro era usualmente colocado em seus altares. Retornamos ao hostel, aproveitamos para arrumarmos as malas já que dia seguinte seguiríamos a Puno, utilizando do famoso buso turístico que faz a rota de uma cidade a outra.

 

Aproveitei e dei a última admirada pelas luzes da cidade, pela janela imensa do quarto, pensando que a aventura ainda estava começando... ::love::

 

Considerações sobre Cusco:

O primeiro dia é ótimo para descansar. Aproveite o fator soroche e não faça abusos: alimentação e bebidas alcoólicas. Ahh, beba muitaaa água;

Reserva o máximo de dias para conhecer Cusco e arredores. MP realmente é maravilhoso, não despeça atenção aos outros sítios arqueológicos, museus, casarões e tudo mais que for histórico. O local é rico em informações e sem dúvida, é uma das cidades mais importantes da América Latina; ::cool:::'>

Negocie bastante com os artesões e cuidado com golpes (costumam vender "prata" na rua por preços muito irrisórios, desconfie!). Tanto os peruanos, como os bolivianos são ótimos falsificadores ::bad:: ;

Roupa de frio aqui não é frescura, nem casacos e sapatos impermeáveis. Chove bastante e o tempo muda em questão de minutos ::Cold:: ;

Assim também é em MP, o tempo é super maluco. Procure ir com roupas leves e de calor, mas não deixe de andar com um bom casaco e capa de chuva, além do protetor (queima muito... aliás, quanto mais alto, maior incidência solar. Cuidado!);

Pesquise bastante os valores dos tours, passeios, etc. Os valores mudam exorbitantemente entre as agências. No nosso caso, aproveitamos e fechamos tudo em uma única, garantindo bons descontos ::otemo:: ;

Se você for em época de baixa temporada (assim como nós - verão/começo do outono e fim da primavera), não se estresse em comprar MP e todo resto pela net. A oferta de agências é muito grande, além de valores, ingressos, transporte e tudo mais. Porém se for na alta temporada, especialmente na época do Inti Raymi, eu não me importaria de pagar mais caro, porém com segurança de não ficar de fora;

O hostel Loki de Cusco tem o inconveniente de ficar no alto de uma rua (isso faz muito diferença na altitude) e ter um bar que a música não para, mas está localizado num casarão belo, de mais de 400 anos e lá você terá a oportunidade de conhecer gente do mundo inteiro. Porém se não quiser agito, o que não falta na cidade são lugares para se hospedar, com preços e qualidades diversas;

Tire muitas fotos, depois daqui não haverá nada semelhante em termos arquitetônicos;

Cuidado com comidas e bebidas vendidas na rua;

Já sobre as baladas, infelizmente, não tenho muito a acrescentar. Toda vez que viajo com meu marido (estamos casados há menos de 1 ano) combinamos verbalmente de ir em alguma balada (considerando sempre qual é o melhor lugar para sair), e dessa vez combinamos que sairíamos em Cusco. Nem preciso dizer que não tínhamos pique para noite, não é? Mas se você é solteiro e curte a "nite", quase todas as pesquisas que fiz, falavam sobre ser o lugar mais intenso para desfrutar... entenderam, né?! rs ::lol4:: ;

Como eu quase não comi em Cusco (por causa do soroche), não tenho informações sobre restaurantes e nem valores. Mas Lima é o melhor lugar para conhecer a gastronomia peruana;

Ahhh... eu amei Cusco e quero voltar. Mas eu tenho bastante sensibilidade (pra quem acredita). Achei a energia de Machu algo de outro mundo ::love:: (quero voltar mesmo!), mas apesar da beleza de Cusco, achei a cidade um pouco triste, talvez pelo extermínio inca feito pelos espanhóis.

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11/03

Cusco - Paradas Diversas - Puno

 

Para variar, nos atrasamos. Na hora de pagarmos a conta do hostel, havia um grupo de israelenses que ficava atrapalhando o funcionário do Loki que estava acertando nossas contas. Para piorar a situação, a máquina de débito/crédito não estava funcionando e a gente não tinha soles suficientes. Infelizmente, tivemos que pagar em dólares e a taxa de conversão não era das melhores. :(

 

Sorte mesmo, nós tivemos com o taxista. O cara foi bem ágil no caminho até o ônibus para Puno e em menos de 15 minutos estávamos no local (ele chegou a colocar o carro na frente do buso, não deixando o motorista sair...!!!) :mrgreen:

 

A Empresa que pagamos para fazer o trajeto turístico, eu realmente não recordo do nome, mas o busão era verde limão (Rá! ::lol3:: ), bem confortável, o guia falava inglês e espanhol e nos serviram refris e chá durante o percurso. É importante frisar que em todas as paradas (com exceção da parada no ponto mais alto da viagem 4.335 de altitude é no meio da estrada, ou seja, é de graça!)

 

A primeira parada foi em Andahuaylillas, que segundo as palavras do guia é considerada a Capela Sistina da América Latina. Nessa igreja, assim como as de Cusco, está proibido tirar fotos. A igreja é toda pintada por dentro, além de ter muitas imagens e o altar toda coberta de ouro. Ela também é bem antiga, por volta de 450 anos e tem um Cristo com características andinas, provavelmente para atrair os incas.

 

Em seguida paramos em Raqchi, povoado com ruínas que era um templo inca do Deus maior, Wiraqocha. O lugar é belíssimo, com paredões que restaram dessas construções em meio a natureza. Além de "casinhas" no estilo MP ao redor.

 

Como já estava próximo ao almoço, fizemos nosso pitstop num restaurante com comidas típicas. O lugar é bem bonito, tinha umas quedas d'água bem próximas, com umas lhamitas pastando e pousando para fotos... :lol: , além de apresentação de música andina (acabei até comprando um CD, os caras eram muito bons! ::cool:::'> ) rs

 

Não passou muito tempo até que chegamos a ponto mais alto do caminho, na divisa entre Cusco e Puno (4335 de altitude), em La Raya onde o frio era considerável...rs ::Cold:: . De fundo é possível vários picos nevados, além ter muitos peruanos vendendo artesanato.

 

A última visita foi feita em Pukara, uma vila que possui um museu com objetos pré-incas bem antigos, além de uma igreja com ovelhinhas sendo pastadas do lado. Lá também é onde fabricam aqueles tourinhos que os peruanos costumam colocar em cima das casas, para dar força e proteção ao lar.

 

Rodamos mais um pouco, algumas horas e passamos por Juliaca (parecia uma grande favela a parte pela qual passamos ::bruuu:: ) e depois já chegamos em Puno, que também não é lá aquelas coisas (mas já tínhamos sido alertados, então não havia grandes expectativas!) :roll:

 

A parte mais bonita e interessante da cidade (além das ilhas de Uros e Taquiles) é o centro da cidade, além de ter sido o lugar em que o hotel Punoypampa estava localizado.

 

O hotel era bem legal ::otemo:: , apesar de um preço alto para uma viagem mochileira (usd 60), mas não queríamos passar perrengue antes de chegar a Bolívia, talvez seja por isso que tenhamos optado por ele. Além disto, a cama era bem gostosa, king size, enfim tinha tudo o que um hotel 3 estrelas necessita de pré-requisito. Ah, eles também tinha wifi e computadores com acesso a net liberados e na diária havia café da manhã no estilo colonial (hum!) 8) .

 

Aproveitamos que chegamos por volta de 17h, tiramos foto na Plaza de Armas (todo lugar da América Latina tem uma...), em frente a igreja matriz (muito bonita por sinal) e conhecemos o comércio (pesquisamos restaurantes e levamos nossas roupas, pela primeira vez na lavanderia ::lol3:: ).

 

Jantamos num lugar (não lembro o nome...) o menu turístico por 18 soles (sopa+prato de fundo+bebida+sobremesa). A comida estava boa e lá também tinha wifi. Aproveitei e experimentei o tal do chicha morada e, pasmem, adorei... ::love:: tinha receio porque milho eu só curto a espiga e pipoca. Parecia um suco leve de uva...rs ::hahaha::

 

Retornamos ao hotel e fechamos o ônibus para Copacabana, além do passeio para conhecer a Ilhas de Uros no dia seguinte com a funcionária do hotel, mas não lembro os valores... ::toma::

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12/04

Puno - Copacabana]

 

Tomamos nosso café (e que café da manhã, o melhor de toda viagem ::love:: ) e saímos para o passeio das Ilhas de Uros.

 

No caís do Titicaca há vários barcos que fazem o mesmo tipo de passeio, às vezes incluindo Taquile e outras ilhas no currículo. Não quisemos ir a Taquile por dois motivos: primeiro que não era perto e tomaria nosso dia inteiro; segundo porque conheceríamos a Ilha do Sol em Copa, e por fotos/relatos consideramos ser mais interessante que a ilha peruana.

 

Realmente, Puno não é nada bonita e se não fosse as ilhas de totora, eu não a teria incluído no roteiro. Logicamente que é bem legal saber que você está próximo a lago mais alto do mundo (que ficou na mente ser mais um mar, do que um lago... mega estranho um lago tão grande, com ilhas...rs ::lol3:: ). Mas é só isso mesmo.

 

Em nosso barco, todos os turistas falavam apenas o inglês, com nossa exceção. Mas não houve problema algum, já que o guia também sabia a língua. E em pouco tempo, chegamos numa das ilhas.

 

Todos os depoimentos que li antes de fazer a viagem falavam como era teatral a recepção e a "demonstração" da vida daquele povo que mora em cima do junco flutuante. E é mesmo... por alguns momentos, me segurei para não dar risada ::lol3:: . Por outro lado, como é interessante em pensar que algum momento pessoas realmente viveram sobre aquelas palhas em cima de um lago muito frio. E o mais legal é que eles não perderam sua identidade, mesmo atuando... ::lol4:: rs É super interessante e diferente, talvez por nunca ter visto nada assim na vida. ::otemo::

 

Na nossa ilha só tinham mulheres e segundo elas, os homens estavam caçando ::hahaha:: (oi?!). Aproveitei e conheci as cabaninhas (onde de fato tinha uma cama), vimos os artesanatos (muita coisa feito com palha, claro) e daí elas nos convidaram (mediante a 10 soles) para andar num mini barco "viking" feito de totora.

Todos foram, é claro. E aconteceu algo muito engraçado... as cholas estavam mega atrapalhadas com o "remo" e parecia que qualquer momento nós iríamos ficar ilhados naquele barquinho (rs)... mas havia um senhor japonês no grupo, super falante e todo piadista que resolveu ajuda-las... ele ficava falando num inglês bem tosco "Estas meninas (cholas) não sabem remar ::quilpish:: , eu com 70 anos vou ter que ajuda-las, porque sou mais forte!" ::tchann:: rs

 

Depois fomos em outra ilha que tinha até um restaurante. E de lá retornamos ao caís, já que nossa viagem a Copa estava marcada às 14h30.

 

Almoçamos nosso último menu peruano, no restaurante do hotel, La Casona: truta a la plancha ( ::love:: hummm), pure de quinoa e queijo ::love:: , legumes diversos , além de um ceviche maravilhoso ::love:: ... adorei a comida do local, apesar do precito mais elevado.

 

Depois ficamos enrolando um pouco no hotel, até que lembramos que deveríamos buscar nossas roupas na lavanderia. Um taxista super bacana nos ajudou cobrar a dona da lavanderia que provavelmente atrasaria na entrega e, dessa forma, perderíamos o buso.

 

Apesar de atrapalhados, conseguimos chegar a tempo (éramos os últimos a entrar...rs) e seguimos viagem.

 

Ao longo da viagem, por ironia do destino, fizemos amizade com dois portugueses que sentaram na nossa frente: o Zé e o Chico. Super engraçados, falantes e que sabiam tudo, mas tudo mesmo do nosso país. O Zé mora aqui há 3 anos, trabalha no multinacional no Rio de Janeiro. O Chico vive em Moçambique e disse muito bem da África.

 

Após 2h30, chegamos próximos a fronteira e um senhor entrou no ônibus, dando algumas informações de como deveríamos proceder na fronteira. Primeiro teríamos trocar um pouco de dinheiro (caso não tivessem pesos bolivianos), tinha um banheiro à disposição nesse local: depois passaríamos pela polícia/imigração peruana confirmando a entrada no país e fazendo a saída e depois seguiríamos a polícia/imigração boliviana para carimbar a entrada no país.

 

Como a maioria sabe, o câmbio em fronteiras, aeroportos e próximos a lugares turísticos sempre são os piores com relação a conversão. E lá não era diferente. Combinei com Paulo que trocaríamos o suficiente para passar por ali (e que tínhamos em soles)... mas o Paulo considerou pouco e resolveu pegar usd 50 do porto-dólares e ele escolheu o pior lugar para fazer isso, na frente de um policial peruano da imigração. No mesmo o cara chamou-me pedindo o passaporte, só que não estava comigo, estava com o Paulo. O "policía" exigiu que nós entrássemos na sala dele, com passaporte e tudo mais (mochilas/porta-dólares), pediu que sentasse e ficasse numa "sala de espera", enquanto o Paulo foi para uma sala menor com ele (esse momento foi tenso!). Ele fez o Paulo tirar tudo da mochila, além de querer revistar o Paulo... começou a mexer nos meus remédios de uso contínuo (antidepressivo e paracetamol), até que não me agüentei e fiquei na porta (quando eu vi ele revirando a mochila, o Paulo quase tirando a roupa e que também tinha fechado a cortina da salinha). Resolvi interceder dizendo que tinha depressão (faço tratamento pra síndrome do pânico) e que precisava tomar todos os dias. Ainda o encarei, perguntando qual era o problema, já que os passaportes estavam na mão do Paulo e estávamos totalmente legais no país. Ele pediu para que o Paulo vesti-se e pediu desculpas. Depois argumentou que fazia uma triagem para ver se não havia ninguém com drogas (tinha uma pá de gente com cara de maconheira e nós, os verdadeiros nerds) ::mmm: . Nem olhei para trás e saí super p da vida com estes idiotas e com o Paulo por ter pego em dinheiro na frente desses caras ::toma:: .

 

Sinceramente, não sei se a minha reação naquele momento foi a melhor. Mas o que eu poderia ter feito? Não tinha nada a perder, né? Já havia escutado tantas coisas a respeito da imigração nesses países, desde furtos até pedidos de suborno inimagináveis ::ahhhh:: . Aquilo poderia ter acabado com a minha viagem... ::essa:: na hora passaram tantas coisas na minha cabeça, como dizer que tínhamos familiares trabalhando na polícia federal brasileira (e temos nosso cunhado), pessoas muito próximas trabalhando como cônsul, que éramos parentes da Dilma (grandes merda... mais vai que?!)... foi super tenso, mas graças a Deus (por isso que não tem como não acreditar Nele) tudo não passou de susto ::mmm: .

 

Bom, seguimos os outros procedimentos (saída Peru, entrada Bolívia) e voltamos ao ônibus pois logo estaríamos em Copa. Passaram alguns minutos e o cara que tinha nos passado as informações no bus, retorna para dizer que era dono de um hotel e que estava fazendo um promoção, usd 6 por pessoa, com direito a banheiro com água quente, TV no quarto e café da manhã. Mas já tínhamos reservado o Estelar, nem demos muita atenção.

 

Só que acabamos engatando mais papos com os portugueses que também estavam na dúvida de onde se hospedariam. Nesse momento, o homem disse que tínhamos acabado de chegar e parou simplesmente na frente (!!! ::lol4:: ) do hotel dele. Como a companhia dos portugueses estava bem divertida, resolvemos ver se os 6 dólares eram viáveis no tal do hotel... só que a cidade inteira estava sem luz, não tinha como avaliar muito... :? daí refletimos que estávamos com muitas coisas, que não tinha taxi, não sabíamos onde era o hotel que reservamos e, além de tudo, entre 60 e 6 dólares num lugar sem luz, o que vocês acham que é melhor? rs :lol:

 

De repente a luz voltou, só que já havíamos subido com as coisas (por escada pois não tinha elevador) e vimos como o lugar era uma espelunca :x . Os funcionários eram super mal-educados e era bem sujo. Nesse tempo, vimos os portugueses conversando com uma moça super simpática falando português... intervir e perguntei se era brasileira e de qual lugar. Ela toda feliz respondeu que estava agradecida por achar que ela era brasileira, pois seu sotaque era bem forte. Ela era uma espanhola que namorava um brasileiro há muitos anos e que havia morado no Brasil. Estava de volta e estava viajando com sua sogra e seu primo, brasileiros.

 

Para resumir, fizemos amizade com esse povo todo: além dos portugueses, a espanhola (Letícia) e seus familiares (Angélica e Paulo Guilherme). Entre muita conversa e risadas, resolvemos todos sairmos para jantar, compramos os passeios para Ilha do Sol e buso para La Paz (já que todos faríamos o mesmo trajeto). A Letícia é super econômica saiu perguntando e todos os lugares a respeito dos passeios, câmbio e restaurante e seus pratos. O passeio e buso foram resolvidos rapidamente, até porque todos cobram os mesmos preços. Já os restaurantes tinham variação de valores... quando num local havia um cara com uma cara muita estranha dizendo que as pizzas estavam por 40 bolivianos... todos toparam. Entramos, vimos o menu e pedimos pizzas e cervejas. Na hora de "cerramos la cuenta" os valores eram completamente diferentes daqueles informados pelo nosso amigo "emaconhado" :twisted: . Pedimos o menu de volta, quando o idiota traz um outro cardápio com outros valores... ::vapapu:: daí a discussão começou porque apareceu a "dona e cozinheira" do local. Por diversas vezes ela ficou dizendo que o valor era 70 e não 40 e que não daria "regalos", pois aquele era seu trabalho... ::vapapu:: acabamos pagando o restante, mas falamos um monte... e combinamos de fazer uma denúncia a polícia turística a respeito dos "ladrões", coisa que nunca acabou acontecendo.

 

Retornamos ao hotel, e daí nos demos conta que o Estelar (aquele que havíamos reservado) era do outro lado da rua (!!!) ::putz:: . Na hora de tomar banho, o bost... do chuveiro não esquentava. Por estarmos muito cansados, resolvemos que dia seguinte tomaríamos banho :shock: .

 

Ahhh, o nome do "excelente hotel"? El Mirador... ::bad::::bad::::bad::

 

E os momentos pura tensão e emoção estavam apenas começando.

 

Resumo sobre Puno:

Acho que vale a pena passar pela cidade e conhecer as Ilhas de Uros ::love:: . É um passeio bem legal e diferente ::cool:::'> ;

Recomendo o hotel onde nos hospedamos, apesar do valor elevado pra um mochilão. O Restaurante deles tb é ótimo e eles dão desconto se estiver hospedado lá :mrgreen: ;

Se puder, coma algo peruano. Afinal, você nunca sabe quando poderá retornar, não é mesmo? :P

 

Resumo sobre o trajeto/fronteira:

Jamais mexa em dinheiro na frente de polícias de fronteiras, além das pessoas de uma forma em geral. Cuide muito bem do seu passaporte (aliás, leve seu passaporte ao invés do RG, pode ter certeza que será bem mais aceito e você ainda pode usar seu cartão de crédito sem medo!) :) ;

Se for parado por políciais na fronteria, tente ficar tranquilo. E seja firme em suas afirmações. Cuidado com o que você leva em suas mochilas, isso pode trazer problemas maiores para você :twisted: ;

Doleira, porta-dólares, seja qual for o nome, sempre use! ::otemo:: ;

Troque menos dinheiro possível (a taxa é péssima! ::bad:: ).

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Olá Carla..

 

Obtrigada pelo relato, vou pra MP em setembro, li em alguns lugares que a entrada para MP é contada e como irei fazer meio correndo me aconselharam a comprar antes. Você comprou na hora? Tentou comprar a entrada de Huayna Picchu e não conseguiu???

 

Obrigada...

 

e Continue o relato que está muito bom!!! ::otemo::

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Olá Carla..

 

Obtrigada pelo relato, vou pra MP em setembro, li em alguns lugares que a entrada para MP é contada e como irei fazer meio correndo me aconselharam a comprar antes. Você comprou na hora? Tentou comprar a entrada de Huayna Picchu e não conseguiu???

 

Obrigada...

 

e Continue o relato que está muito bom!!! ::otemo::

 

Oi Juju!

 

Eu comprei em Cusco mesmo na Agência em que fechei todos os meus passeios de Cusco/Região (até o bus para Puno). Pesquisamos um pouco, no fim valeu a pena pq conseguimos barganhar com o carinha e saiu quase o mesmo que tivessemos comprado por conta própria.

Então, já me falaram que nunca chega as 2500 pessoas no parque, mas como você vai ainda é alta temporada, vai que acontece alguma coisa, não é mesmo? :roll:

O Wayna não comprei por opção mesmo, eu queria poder conhecer o parque de cabo a rabo e considerei que seria melhor estar descansada do que subir a montanha. 8)

O meu marido ainda ficou meio em dúvida, mas chegamos a conclusão que queríamos ficar embaixo (porque dizem ser muitooo cansativo e não pode ter medo de altura, hein?!rs) :wink:

Aliás, o Tiago (brasileiro que conhecemos lá) subiu a montanha... e sabe, lógico que era legal ter aquela visão lá de cima, mas eu vi as fotos, e realmente não me arrependi de não ter subido. Quem sabe da próxima vez, eu subo...rs :P

Mas sobre o Wayna, ouvi muita gente dizendo que era complicado conseguir de uma hora para outra :? ... e só acrescenta usd 10 a mais no ingresso.

Obrigada pelo elogio e boa viagem! ::otemo::

MP é um dos lugares mais belos que estive na minha vida! ::love::

 

Beijos ::kiss::

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13/03

Copacabana - La Paz

 

Ao acordamos, vimos que nosso chuveiro realmente não esquentava ::hein: e pedimos para os portugueses, se podíamos usar o chuveiro deles (que esquentava um pouquinho). Tomamos um café bem rápido e deixamos nossas mochilas no quartinho sujo do Mirador. Seguimos para o pier para pegar o barco.

 

Nossa... e como demorou para chegar na Isla de Sol... pegamos muito frio ::Cold:: e isso porque todos ficamos na parte de baixo do barco, bem acomodados em banquinhos estofados. Acredito que quase 2h depois, aportamos na parte Sul da ilha.

 

O moço do barco, disse que deveríamos estar de volta às 14h para irmos a parte norte da ilha. E que nessa parte, teríamos a oportunidade de almoçar.

 

A parte Sul é onde fica o comércio e por onde começaríamos nosso passeio. Tínhamos combinado de ir até as ruínas incas e depois retornarmos pra conhecer um suposto museu que tinha lá.

 

Daí começou aquilo que todos mencionam na ilha: a cobrança de taxas ::bruuu:: ... quanto mais anda e sobe, mais cholas e "cholos" aparecem no caminho te cobrando ingresso para adentrar a ilha...rs

 

Realmente a ilha é super bonita :P , você vê hortas, misturadas aos animais, como ovelhas e burros, entre casinhas simples e cholas fazendo o papel de pastoreio. A cor da água é muito azul e eu esquecia que lá era um lago, pois sempre me lembrava o mar. Além disso, tem umas "prainhas" com areia e pessoas acampando.

 

Eu, como não tenho o melhor preparo físico e sofri muito com a falta de ar na altitude :oops: , sempre ficava pra trás. Em determinado momento, eu decidi parar e fiquei na companhia da Angélica, enquanto o Paulo, quis seguir passeio com os meninos e a Letícia.

 

Eu e a Angélica ficamos admirando a natureza de onde ficamos sentadas e foi ótimo. Não me arrependo de não ter ido conhecer as ruínas. Acredito que na vida devamos respeitar nossos limites ::otemo:: ... eu estava bem, tranquila, feliz com aquele lago que mais parecia o oceano.

 

Passou-se algumas horas, eles apareceram de volta, com a exceção do Paulo. O pessoal tinha me dito que ele havia ficado um pouco para trás para tirar mais fotos e que deveria estar vindo. Acontece que esperamos alguns minutos e nada do Paulo aparecer... daí começou a tensão ::essa:: .

 

Como eu e a Angélica havíamos ficado de costas enquanto conversávamos esperando por todos, poderia ser que o Paulo tivesse voltado e ninguém tivesse visto, o que não seria difícil pois ele é bem desligado. Pois bem que quando já estávamos bem próximos de pier, uma grande agonia surgiu e eu comecei a chorar :cry: pois sabia que o Paulo não estava lá e que algo tinha acontecido. E que em 5 minutos foi confirmado, já que não havia nenhum sinal de Paulo e dali 20 minutos, sairíamos dali. Foi então, que o Chico e o Zé decidiram fazer o caminho inverso pra ver se localizavam-o, mas o cara do barco, já estava apertando a gente (depois ele veio dizer que tínhamos que aportar a 1h30, os bolivianos sofrem de alzheimer ou algum mal que a coca trás na cabeças deles :evil: , pois são homens sem palavras... você verá!) e disse que 14h era o máximo, senão ficaríamos todos lá.

 

A Angélica, o Paulo Guilherme e a Letícia tentavam me acalmar sem sucesso ::Ksimno:: , pois eu chorava copiosamente :cry: ... era o desespero em pessoa. E a situação piorou quando os meninos retornaram sozinhos... daí comecei a implorar para os "locais" encontrarem meu marido e que fosse preciso eu pagaria (falei a palavra mágica, PAGAR! :? ). A Letícia conversava com o cara, enquanto o Paulo G. comprava água pra mim e a Angélica me abraçava e pedia para que eu fizesse uma oração ::Ksimno:: .

 

A Letícia veio informar que crianças andavam sozinhas pela ilha e que não havia problema. Que eles estavam a busca do Paulo e que era bem capaz de ele ter seguido a caminhada até lado norte (que demora em média 3h, mas optamos por não fazer inicialmente, por causa do cansaço). Quando deu 14h, com muito custo convenceram-me a subir no barco que o Paulo seria encontrado em breve (eu já pensando o que falaria para minha sogra sobre a morte dele :| ... ou do desaparecimento... etc).

 

Enfim, quando estávamos quase chegando na ilha e todo mundo me segurando para não me jogar na água e voltar nadando pro Sul, é que o barqueiro disse o Paulo estava no telefone :shock: .

 

Imaginem só a minha reação... a Angélica olhou no fundo dos meus olhos e disse: não briga com ele agora, depois ::vapapu:: .

 

Ele estava com a voz assustada e já veio me pedindo desculpas e eu bem firme perguntei o que tinha acontecido ::grr:: ... ele disse que havia se perdido! Bueno, logo chegamos a ilha e pra relaxar comi uma truta e tomei Pacenha (até então estava evitando bebida... mas naquela hora pensei, foda-se! ::tchann:: ). Alguns minutos depois ele chegou, e todos zuaram-o absurdamente ::prestessao:: . Ele estava bravo pois os bolivianos queriam dinheiro (óbvio) pelo transporte, ligação, etc etc... tinham pedido não sei exatamente quanto, mas era muito ::essa:: !!! Ele deu R$ 100 e eles aceitaram. Depois veio me dizer que achava que era para estar às 14h30 no pier...eu fiquei brava ::vapapu:: , ele brincou dizendo que na verdade tinha conhecido umas dinamarquesas...rs... enfim, depois nos resolvemos.

 

Retornamos a Copa, que por sinal também é uma cidade feinha... mas a sua "orla" é menos feia do que a de Puno, apesar de ser menor e com menos estrutura. Aproveitamos que ainda tínhamos tempo e fomos conhecer a linda igreja de Nossa Senhora de Copacabana ::otemo:: .

 

E posso afirmar que foi uma das igrejas mais lindas que eu já vi na vida ::love:: ... ela toda branca por fora, porta toda talhada na madeira, fazendo alusão ao povo que morava no local (incas, entre outros), tem um pátio bem grande... azulejos lindos... por dentro é super bonita, tem a técnica do "pan de oro" e estava super bem conservada.

 

Retornamos correndo e pegamos o buso das 18h rumo a La Paz (não lembro valor da passagem e nem da cia do bus :? ).

 

Como já dito anteriormente o caminho de Copa-La Paz/ La Paz-Copa há um trecho que tem atravessar o lago. Isso quer dizer, você saí do busão, ele atravessa em cima de uma balsa junto às malas/mochilas (parecendo coisa de filme, bem rudimentar) e você pega um barquinho que tem que pagar (normal).

 

Até o ônibus atravessar na balsa, ok. Mas a parte do barco foi muito tenso :o . Tinha mó galera entrando, tivemos que sentar na parte mais baixa, com a cabeça abaixada (como a gente fosse clandestino! :| ) e na maior escuridão... quando eu vejo uma senhora gritando que havia ocorrido um acidente uma semana antes... um barco tinha afundado... a capacidade máxima eram 10 pessoas...e tinham 20. Depois olhei (não dava para enxergar direito) para ver se tinham coletes... nem... comecei a gritar dizendo que eu iria no próximo... ::vapapu:: que já tinha meu pacote emoção já tinha saturado ::grr:: ... sabe o que os caras fizeram? Ligaram o motor e saíram... eu rezei muito e fiquei muito put... da vida ::essa:: .

 

Graças a Deus não aconteceu nada, mas cada vez mais, todos nós (nossos novos amigos, Paulo e eu) estávamos pegando birra dos bolivianos ::quilpish:: . Ser sacana e sem princípios parecia ser pré-requisito para pertencer ao país :evil: .

 

Depois de 2h, mais ou menos, chegamos a La Paz. E a vista da cidade, primeiro passando por El Alto é péssima: um grande favelão :( ... a única parte agradável era o centro da cidade (então, pelo menos), onde ficava o Hostel Provençal, lugar em que nos hospedamos. Chegamos, logo fomos atendidos e depois de um bom banho, dormimos.

 

O momento emoções estava apenas começando... (o negócio vai ficando tenso!) rs

 

Considerações sobre Copacabacana:

Apesar dos pesares, vale a pena conhece-la. Mas eu não ficaria uma noite na Ilha não e, muito menos, iria acampar. Lá é muito frio ::Cold::::Cold::::Cold:: (altitude) e a estrutura é - 0;

Aproveite e saboreie uma truta... em La Paz e outros lugares, só dá Pollo ::bruuu:: !;

Paceña é excelente, só não é melhor que a Cusquenha ::lol4:: ;

Converse muito com os bolivianos, tente ficar amigos deles... procure não ser arrogante ::cool:::'> . A maioria (que é muita gente) é sem educação, revoltada e não se importa em tirar a qualquer custo dinheiro dos turistas. Isso é cultural... pense que os caras moram no país mais pobre da América do Sul e tamanhas catástrofes, inclusive terem sido colônia espanhola só dificultou mais seus avanços. Além disso, a miséria lá é bem grande, então eles exploram o turismo como conseguem. Não estou afirmando que é para abaixar a cabeça... seja esperto, mostre que brasileiro também tem muitos problemas... que apesar da economia ser milhões de vezes melhor, temos que encostar a barriga no tanque... e esfola-la (tem exceções, é claro,nem todo boliviano é assim :) ;

Antes de entrar em qualquer restaurante peça o cardápio e só sente se tiver preços ::cool:::'> ::cool:::'> ::cool:::'> ;

Cuidado com comidas, bebidas, especialmente água. Os caras fazem qualquer coisa para ganhar dinheiro ::ahhhh:: ... não quer ter uma vida de rei numa viagem dessas, né? Banheiro, além de ter pagar... dão medo ::lol4:: !;

Faça amigos... não tenha preconceitos. Quando eu mais precisei, pessoas que eu conhecia a menos de um dia foram solicitas e compreensivas... ::Ksimno::

Negocie, negocie e negocie... o tipo de comércio, olho pra sua cara e faço o preço, continua... então, barganhe! ::otemo::

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14/03

La Paz

 

Acordamos mais tarde, aproveitamos para conhecer mais o hostel (a parte de cima é onde servem o café e tem uma TV com sofás e dvds para quem quiser assistir, além de um jardim de inverno...). O café da manhã era bem simples e pareciam que as poucas coisas que tinham para comer e eram bem contadas. :roll:

 

Eu e o Paulo nos encontramos com o resto do pessoal que estava em um hotel (eles não tinham encontrado vaga pro dia anterior e era bem tarde pra ficarmos procurando). Começamos a pesquisar valores para Chalcataia, Estrada da Morte e outras opções de passeios. Acabamos fechando todos juntos (com exceção dos portugueses que à noite iriam para Uyuni) a estrada da morte que saiu 350 bol e um city tour, com Valle de la Luna incluído por 80 bol (sendo que era um tour só para nós 7, os portugueses fizeram conosco) e o cara ainda aceitou cartão de crédito (não cobrou adicional!) ::otemo:: .

 

Saímos na hora do almoço numa van e nosso guia Rodrigo, foi mostrando um pouco da cidade, dizendo uma monte de informações sobre La Paz e a Bolívia etc etc. Engraçado que muitas vezes ele apontou as deficiências do país que não era poucas... enquanto víamos pichados muros o orgulho a Evo e Che Guevara, talvez os bolivianos não fossem alienados como eu pensava. :o

 

A nossa primeira parada foi no Valle de La Luna e a diferença de temperatura entre lá e o local de onde saímos era gritante ::ahhhh:: ... passamos também pela parte mais rica da cidade, que é bem próxima ao Valle. Vimos casas bonitas, prédios arrumados, parecia que tínhamos saído da Bolívia ::lol3:: (rs) O Valle de la Luna é bem legal, vi muitos comentários de pessoas "metendo o pau" no lugar, pois comparando com o do Atacama não chega aos pés... de qualquer forma, valeu a pena a experiência. :D

 

No retorno paramos num lugar onde tinham vários "quiosquezinhos" para experimentar o tal de la lucha (acho que esse era o nome) um sanduíche preparados pelas cholas limpinhas da cidade ::lol4:: . Nesse sanduíche vinha pernil, tomate e um pedacinho de torresmo e era bom... ::cool:::'>

 

Depois seguimos para ir no mirante... dá pra ver a cidade toda. Não sei se estávamos em La Paz ainda, se era El Alto... parecia um favelão ::lol3:: (rs). Mas tiramos bastante fotos e conseguimos ver vários pontos da cidade que tínhamos parado anteriormente.

 

Em seguida foi a vez da Plaça de Armas de La Paz. Em termos históricos, é a parte mais bonita ::otemo:: . Lá em volta, ficam a catedral, o palácio da polícia e o palácio do presidencial (é onde o Evo fica governando o país ::bruuu:: ...). Aliás, nós passamos também pela casa dele... era bem grande a casa e achamos ela feia.... ::bruuu::

 

Passamos também pelo estádio nacional, por uma praça que era uma cópia do Tiwanacu, uma outra praça que tinha um relógio inglês, presente dos britânicos já que o bolivianos são super atrasados ::hein: , pela 25 de Março deles...

 

Tivemos outra parada em uma viela que encontram-se vários museus e pelo que entendi, La Paz nasceu naquele lugar. Aquele lugar também era super bonitinho e charmoso ::love:: , mas também durante à noite essa ruazinha fica fechada, explicando o motivo pelo qual eles conseguem manter o local arrumado.

 

No final, todos pedimos pro Rodrigo nos deixar na rodoviária pois precisávamos pesquisar valores/companhias para Oruro e de lá, pegarmos o trem (já que o ônibus direto era mega perigoso, mais pra frente explico :roll: ). O que descobrirmos, com muito custo, que havia poucas e boas empresas, porém com com muitos horários e que teríamos que comprar no dia. Aliás, a funcionária da empresa que escolhemos para viajar pra Oruro era bem mal-educada e antipática ::quilpish:: . O preço para o semi-leito era 60 bolivianos e o nome da empresa eu não me recordo. Nesse dia, (logo depois) também compramos o trem de Oruro para Uyuni, para embarcamos no domingo (17/03) às 19h. O trem era o Wara Wara e pagamos pelo melhor vagão, por volta de 95 bolivianos :wink: .

 

Nesse momento nos despedimos dos portugueses, já que eles iriam de buso pra Uyuni e nós resolvemos passear no Mercado de Bruxas (que era bemmm próximo do nosso hostel).

 

O mercado é bem bizarro ::hãã:: , porque além do artesanato, dos itens para bruxaria que as cholas vendem (entre estes os famosos fetos de lhama... horríveis ::bad:: ), é possível encontrar lojas para esportes/equipamentos para montanha falsificados e originais.

 

Foi nessas andanças pelo mercado que acabamos comprando casacos da "North Face" de penas de ganso (mega quentes e super bem feitos ::cool:::'> ::cool:::'> ::cool:::'> ) por volta de 270 bolivianos, casacos impermeáveis (de verdade! :lol: ) por menos de 200 bolivianos (também North Face) e sacos de dormir que saíram por volta de R$ 20 reais (!!!). O único pois dos sacos é que eles são imensos, mas ajudaram muito em Uyuni...

 

Mesmo cansados e no dia seguinte teríamos a estrada da morte, fomos até o Burguer King e comemos 2 sanduíches gastando módicos R$ 15,00... (precisávamos de um lugar que aceitasse cartão, pois não tínhamos mais bolivianos ::putz:: ).

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