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Mahpa

Nova York, Atlanta e Chicago - 9 dias

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Início de março de 2013 e eu estava dando aquela conferida diária nos e-mail, facebook e afins. Eis que de repente aparece piscando na minha frente, em letras garrafais, quase que conversando diretamente comigo a mensagem "Passagens para os EUA por R$ 760,00 reais (ida e volta)". Pensei comigo que provavelmente só teria saída de Manaus ou do Nordeste, pois eram mais próximos do destino. Qual não foi a minha surpresa ao verificar que tinha por este valor saindo de Londrina. E o melhor de tudo, tinha para o período das minhas férias em maio.

 

Imediatamente liguei para a patroa e depois de muita resenha, consegui convencê-la de que seria uma boa oportunidade de conhecer os "states" por um preço razoável. E mais inacreditável do que a promoção em si foi ela ter concordado com a viagem. E depois de analisados vários pontos, ficou decidido que eu iria sozinho (pasmem, rs). Depois de respirar fundo e fazer várias outras pesquisas sobre o destino para só então bater o martelo (na verdade não demorou tanto assim), finalizei a compra. Com as taxas, o preço final ficou em R$ 1.005,63 saindo de Londrina, o que é uma verdadeira pechincha em se tratando de voos para os Estados Unidos. O único senão é que o voo seguiria com destino final para Atlanta, sendo que meu objetivo final seria Nova Iorque. Mesmo assim, ainda foi um grande achado, só restando encontrar passagens com preços justos para Nova Iorque. Em relação a isso, não tem muito o que pesquisar por lá, pois os preços são muitos parecidos entre as companhias. Acabei fechando com a Delta por R$ 444,81 com as taxas. Detalhe neste voo doméstico é que tenho que pagar uma tarifa de US$ 25,00 para despachar uma mala dentro do limite de peso. Na ida não terei problemas, pois estarei apenas com uma mochila, mas na volta provavelmente terei que desembolsar algum por conta das comprinhas (nada mais natural). Portanto, considerando as duas compras, mais a taxa de despacho que devo pagar, as passagens ficarão em R$ 1.500,00 aproximadamente, o que dá uma economia de mais ou menos mil reais entre uma passagem convencional direta em pesquisa recente.

 

Para não ficar tão corrido e conseguir fazer a mudança do voo internacional para o doméstico sem atropelos, resolvi pernoitar uma noite na ida e uma na volta em Atlanta. Assim, descanso um pouco e ainda posso aproveitar para conhecer algumas coisas em Atlanta. Terei ainda um intervalo de 12 horas na volta na cidade de Chicago, ocasião em que devo aproveitar para fazer um city tour de umas cinco ou seis horas, só para conhecer o básico. Portanto serão três cidades nessa empreitada.

 

Para os pernoites em Atlanta, optei por fazer lances no site Priceline para as regiões próximas ao Aeroporto, pois assim ganharia tempo nos deslocamentos. Consegui duas diárias (uma na ida e outra na volta) por US$ 50,00 cada no Hotel Atlanta Airport Marriot, o que considerei valores muito bons em se considerando o padrão do hotel e aos valores que pagamos aqui no Brasil.

 

O próximo passo e o mais complicado e angustiante (por conta dos preços nas alturas), foi pesquisar hotel em Nova Iorque. Depois de muito pesquisar, ler experiência e conversar com amigos que estão ou que já foram para Nova Iorque, acabei fechando a hospedagem no hotel Sleep In Island City, localizado no Queens, para cinco dias pelo valor R$ 1.662,62 (quando reservei pertencia a outra rede de hotéis). Sei que não fica em Manhattan e terei que enfrentar metrô diariamente, mas foi o que consegui fazer para sobrar uns trocados para as compras. Como estou indo sozinho, vou acabar pagando o valor para duas pessoas, o que acabou empatando o valor das passagens. Ainda assim, o valor total de aproximadamente R$ 3.400,00 (somando passagens, hotéis e tarifas) acabou ficando quase que pela metade dos valores cobrados por várias agências de viagem que pesquisei para o mesmo número de dias.

 

Durante todo o processo de pesquisas e reservas, que levou exatamente 20 dias até finalizar tudo, tive que providenciar o meu visto de turista, mas isto eu deixo para comentar em outro post.

 

Portanto, minha saída de Londrina será no dia 20 de maio, chegando em Atlanta no dia 21, onde pernoito e aproveito para fazer alguns passeios. Em Atlanta estou pretendo visitar o Parque Olímpico, a Coca-Cola e o Aquário, todos estes muito próximos. Se der tempo, visito mais alguma coisa. Dia 22 sigo para Nova Iorque, onde pretendo não ficar quase nada no hotel. Já no primeiro dia estou programando de ir para a Times Square e a Broadway (só para ver o movimento e não para ir em alguma peça). Nos outros dias vou mesclar os passeios obrigatórios com algumas compras (reservei o dia 23 inteiro para ir até o Jersey Gardens). Como sou fanático por esportes, não podia deixar de assistir a pelo menos um dos grandes esportes americanos. Então já reservei meu ingresso para um jogo de baseball dos Mets no dia 24 (o Yankees não joga nessa semana) por US$ 31,25, com direito a sanduíche, refrigerante e batata frita. E agora estou torcendo como nunca para o Knicks chegar na final da conferência na NBA, pois assim terei chances de ver um jogo no Madison Square Garden (pelas pesquisas, consigo ingressos por volta de US$ 150,00). Ficarei em NYC até o dia 27, feriado do Memorial Day (em homenagem aos soldados americanos), quando retorno a Atlanta. Em virtude do feriado, estou programando ir num Festival de Jazz que tem todos os anos neste dia na cidade de Atlanta. Fico até o dia seguinte, quando embarco de volta para o Brasil às 07:00 (acho que nem vou dormir para não perder a hora). Ficarei em Chicago por volta de 12 horas até voltar em definitivo para o Brasil. Assim, se tudo der certo, pretendo fazer um tour de algumas horas na cidade.

 

Este é o roteiro básico de uma viagem já há algum tempo ansiada mas desta vez nada planejada. Vamos ver como será.

 

Em breve retorno para contar a saga do Visto Americano em São Paulo e mês que vem tento começar o relato da viagem.

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Início da viagem - 20/05/2013

 

 

Vamos começar a falar sobre como foi a viagem.

 

Eu não iria falar sobre o voo, mas como deu problema para variar, então vamos lá.

 

Como falei no planejamento, comprei passagens para Atlanta numa promoção e o trecho para Nova Iorque em separado. No fim das contas, considerando todos os gastos, incluindo duas noites de hotel em Atlanta, o custo ida e volta ficou em aproximadamente 1.650 reais. Quase metade do preço do que normalmente se paga saindo direto de Londrina. E ainda levei de "bônus" Atlanta e um dia em Chicago.

 

Mas em compensação tem vários check-ins. E aí é que estava o problema. A ida de Londrina para Curitiba foi ok e como seria só uma escala, sem problema. E lá foi o avião para manutenção. A folga de cinco horas que eu tinha em São Paulo já estava diminuindo. Ficamos duas horas esperando, mas cheguei a tempo de fazer o check-in em São Paulo, pois para o trecho internacional não havia conseguido fazer no site.

 

O voo para Chicago foi tranquilo. Só a poltrona que quase não reclinava. Quem é muito alto sofre.

Ao chegar fui correndo para a imigração, pois tinha pouco mais de duas horas e meia para fazer o check-in. Mas foi tranquilo. A moça fez algumas poucas perguntas e me liberou. Nem perguntou nada sobre hotel, passagem de volta ou mesmo quanto dinheiro eu tinha.

 

Em Chicago novo atraso. Tivemos que aguardar um voo de conexão que ficou preso por conta da chuva em outra cidade. Uma hora e meia de espera e partimos. Aí correu tudo bem. Agora vamos ser sinceros, o Brasil vai passar vergonha na Copa e Olimpíadas com essas rodoviárias que chamamos de aeroportos (com todo o respeito às rodoviárias).

 

Como cheguei em Atlanta por volta de meio dia, resolvi mudar os planos e ir direto fazer o tour pela cidade pois só poderia entrar depois das três no hotel. Mesmo cansado resolvi encarar. E aqui começa meu roteiro propriamente dito.

 

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Atlanta - 21/05/2013

 

No aeroporto mesmo comprei um ticket de um dia para o metrô no valor de dez dólares nas máquinas do Marta. É bem simples e intuitivo. E a estação fica dentro do próprio aeroporto, no terminal doméstico. Não precisa nem falar que o aeroporto é gigantesco e com uma estrutura fantástica.

 

No trajeto, que é feito na superfície, podemos ver os subúrbios de Atlanta, que não tem uma aparência muito amigável. Na verdade em Atlanta você se sente em um clipe de rap. Muita gente com roupa tipo "de gangue" e cheio de tatuagens (nada contra, pois tenho as minhas também). Se fosse no Brasil pensaríamos que estávamos dentro de uma cadeia. Mas apesar da aparência não teve nenhum contratempo. Só a volta para o hotel perto das onze horas da noite é que foi meio tenso, mas mais pelo nosso costume com a nossa violência.

 

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Voltando ao passeio, desci próximo ao complexo que reúne o Centro de Eventos, o Phillips Arena (NBA) e o Georgia Dome (NFL). Estava tudo deserto com o calor de 30 graus e fiquei algum tempo por ali tirando fotos. O estádio de futebol americano é gigante. Pena que não consegui fazer a visita ao interior pois é só às segundas e quintas.

 

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Caminhei até o Centenial Park onde finalmente vi um pouco de movimentação. Várias pessoas e crianças se refrescavam nos jatos de água que saíam dos arcos olímpicos. Apesar de bonito não tem nada de excepcional no parque.

 

Fui almoçar em um restaurante bem americano especializado em waffles. Pensa numa bagunça. Pedi uma salada com frango pra não cair de cara no fast food deles. Saiu barato, 10 dólares já com a gorjeta, que é sagrada.

 

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Em seguida fui ao aquário que é interessante, mas bem parecido com o de Lisboa. Os diferenciais ficam por conta das belugas, dos tubarões baleia e do show com os golfinhos. Apesar do musical enjoativo a lá Disney os bichinhos dão show mesmo. Vale o ingresso.

 

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Depois fui visitar a Coca Cola. Tem uma apresentação meio fake bem americana, mas distrai um pouco até chegar na parte interessante que é a prova dos refrigerantes da Coca pelo mundo. Tem diversos sabores muito bons, alguns mais ou menos e uns poucos muito ruins, como um italiano. O mais complicado é acompanhar o inglês dos guias. Passeio mais ou menos que serviu pra passar o tempo.

 

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Depois disso voltei ao aeroporto para pegar o shuttle até o hotel. É gratuito, mas é esperado que se dê alguns dólares de gorjeta ao motorista em cada viagem. A grande vantagem é que funciona 24hs a cada 15 ou 30 minutos, de acordo com o horário.

 

Fiquei no Atlanta Airport Marriot e estava apreensivo pois reservei por 50 dólares pelo Priceline. Surpresa agradabilíssima. O hotel faz jus às quatro estrelas informadas.

 

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Outra boa surpresa foi que minhas compras da Amazon estavam lá me esperando. Depois cometi o erro de voltar ao centro para ver o movimento. Acredito que o local da noitada é outro, pois estava tão deserto quanto de dia. Dei uma volta rápida e fui jantar um hamburguer com batatas e refrigerante na Hooters. A conta ficou em 17 dólares. Não demorei muito por lá e fui embora.

 

Resumo de Atlanta com base no que pesquisei na internet e no que conferi pessoalmente:

- Ótima rede hoteleira próxima ao aeroporto com sistema de transporte gratuito entre eles.

- Sistema de metrô com bom preço e que atende bem a partir do aeroporto.

- Não tem tantos atrativos turísticos que compensem uma viagem só pra ela. Vale a visita para quem ficará algumas horas ou uma noite para troca de avião.

- Dá uma impressão de não ser tão segura, mas não posso afirmar por conta do pouco tempo.

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Nova Iorque - 22/05/2013

 

Depois de descansar do dia anterior fui para mais uma maratona no aeroporto e adivinhem. Novo atraso, mas agora de uma hora e meia por causa do tempo em Nova Iorque.

 

O voo foi tranquilo. Chegando ao La Guardia (esse sim com cara de Guarulhos, mas maior) já comprei meu Metrocard de uma semana por 30 dólares. As máquinas são bem intuitivas. E paguei com cartão de crédito.

 

Peguei o ônibus Q33 que me deixou na estação do metrô Jackson Roosevelt Av., onde peguei o metrô expresso da linha F e logo em seguida estava a uma quadra do meu hotel. Demorou cerca de meia hora da saída do aeroporto até a chegada no hotel.

 

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A região do Hotel Sleep In Island City não é bonita, mas o hotel é novo, com um bom quarto limpo e pela metade do preço de Manhattan. Isso sem falar na vista do terraço ou de algum quarto mais alto e voltado para Manhattan.

 

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Depois de me alojar já era hora de passear. Então peguei o metrô rumo à Times Square. Em cerca de 10 minutos estava a duas quadras de lá. No trajeto o que menos se ouvia era alguém falando inglês. Se já tinha achado Londres cosmopolita, Nova Iorque é ainda mais.

 

A primeira visão daquele mar de gente e neon é impressionante. Muita coisa pra ver e fotografar. Além disso é interessante ver a Babel que vira aquele local.

 

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Como estava sem destino nessa noite fiquei rodando pelas ruas ao redor e me deslumbrando com aquele primeiro momento na Big Apple. Fui tentar comer no Shake Shak mas a fila enorme me levou a optar pelo velho Mac.

 

Retornei ao hotel por volta das onze. Metrô com bastante gente, ao contrário de Atlanta. A caminhada de uma quadra até o hotel foi sem sustos, acompanhado de um grupo de alemães do hotel vizinho.

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Jersey Gardens Outlet- 23/05/2013

 

Acordei cedo com chamada da esposa no Skype. O wireless do hotel é bom e gratuito. Ela sabia que era dia de outlet e já estava encomendando mais comprinhas.

 

Desci para tomar o café da manhã, o que também foi um diferencial do hotel, pois normalmente nos EUA não está incluso. Não é padrão brasileiro mas tem opções o suficiente para começar o dia bem alimentado. Tem bagels, café, sucos, frutas, iogurte, cereais e donuts.

 

Peguei o metrô e rapidinho estava na mesma estação de ontem. E em duas quadras cheguei no Port Autorithy Terminal Bus (nome mais chique para rodoviária). O portão para o ônibus 111, que vai para o Jersey Gardens Mall, é o 222 (fácil memorizar: 111 no 222). Basta seguir as placas.

 

Para comprar os tickets vá até qualquer máquina e toque na tela para selecionar o idioma espanhol ou inglês. Selecione o tipo de viagem (normalmente "round", ida e volta). Depois digite 111. Em seguida clique em "by destination" e escolha Jersey Gardens. Finalmente selecione o método de pagamento. Fiz no cartão de crédito e foi tudo bem. 13 doletas ida e volta.

 

Como o rush era no sentido contrário o trajeto de meia hora foi tranquilo. Ao chegar no Mall a primeira coisa a fazer é ir até a concierge para pegar o livreto de descontos, que na maioria das lojas acumula com os descontos já oferecidos. Fica no térreo bem na entrada ao descer do ônibus. Precisa apresentar o passaporte. O mall é bem parecido com um shopping daqui mas sem o luxo e com os descontos.

 

Tem muita coisa que vale a pena mesmo. Não vou nem citar pois não caberia no post. A diferença para o Brasil é absurda na maioria dos casos. Cheguei dez da manhã, quando abre e fiquei até às nove da noite quando fecha. Andei por tudo antes de começar a comprar, senão já enchia a mala na primeira loja. Enchi minha mochila de 30 litros e ainda comprei uma sacbag de rodinhas por 30 dólares que ficou cheia. Até esqueci de almoçar, rsrsrs. Fui comer quase quatro horas da tarde no Outback do mall. Outra vantagem deste outlet é que para roupas e calçados não precisa quebrar a cabeça com o imposto, pois não tem. Assim um Mizuno Profhecy 2 que no Brasil está 999 reais aqui no Jersey Gardens fica por algo em torno de 450 reais dependendo da cotação do dólar no cartão. Mas tem outras opções de sobra.

 

Uma outra vantagem deste outlet em relação a Woodburry é que choveu o dia todo e nem percebi. Se fosse lá complicaria tudo.

 

Terminada as compras o retorno foi igualmente tranquilo mesmo arrastando a sacbag por duas quadras na lotada Times Square. Mas eu não era o único. Tem bagageiro no ônibus. O problema foi descer as escadas do metrô com uma mala pesada. Felizmente a estação próxima ao hotel tem escada rolante.

 

Dica para não passar vergonha (também):

Se tentar passar com a mala na roleta do metrô ela provavelmente vai travar, você não conseguirá entrar e terá que esperar 18 minutos pra passar o Metrocard de novo. Então deixe a mala do lado da saída de emergência, entre com o Metrocard, abra o portão de saída e pegue a mala. Senão terá que ir na bilheteria pedir para abrir o portão e correr o risco de levar um sermão mau humorado da atendente.

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Museu de História Natural, MET e METS - 24/05/2013

 

Acordei um pouco mais tarde pois estava cansado e o dia amanheceu bem chuvoso. Tinha planejado zanzar pela cidade e subir no Top of the Rock. Mas optei por ir no MET e no Museu de História Natural, visitas que eu faria domingo.

 

São dois museus bem completos, bonitos e organizados, mas como já tinha ido nos similares de Londres e Paris não foi tanta novidade, mas foi um excelente passeio.

 

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Ambos tem tarifas sugeridas, mas você paga quanto quiser. Não quis ser tão "mão de vaca", rs, e paguei 3 dólares em cada, mas podia pagar um dólar que ninguém falaria nada. A verdade é que exceto na entrada, antes da bilheteria, onde as bolsas são vistoriadas, ninguém conferiu se eu realmente tinha comprado o bilhete. Mas por via das dúvidas sempre compre um mesmo que por 1 dólar. Tem umas máquinas que vendem o bilhetes sem precisar pegar fila, mas só no preço sugerido.

 

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Entre um e outro ainda aproveitei para caminhar pelo Central Park e dar uma passada no Castelo Belvedere. O parque é imenso e mesmo num trajeto curto, atravessando-o em linha reta entre os dois museus é muito fácil se perder no labirinto de estradinhas. Tem que acompanhar os mapas que tem no caminho e ainda assim é complicado.

 

A vista do Castelo e do parque são muito bonitas, mas a chuva e o frio me impediram de ficar mais tempo aproveitando e tirando fotos.

 

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Uma das coisas que percebi neste dia é como que as pessoas saem para fazer turismo sem se ater à previsão do tempo. Fiquei chateado pela chuva ter atrapalhado meu passeio, mas eu já sabia dessa possibilidade e do frio que faria e me preparei para isso, me agasalhando suficientemente. Fiquei com muita pena das crianças que saíram com pais desprevenidos, pois em poucas horas a temperatura caiu de 18 para 10 graus (sensação térmica de 6 por conta da chuva e do vento). Por isso os museus estavam lotados na entrada, pois todo mundo foi lá se aquecer e se esconder.

 

Voltei para o hotel em torno das seis horas pois comprei ingressos para o jogo de baseball entre New York Mets e Atlanta Braves. Da estação 21st Queen-Bridge, que é a mais próximo do hotel, até a estação Mets-Willet Points, que fica entre o Citi Field (estádio do Mets) e Flushing Meadows (onde é realizado o aberto de tênis dos EUA) foram cerca de 25 minutos, com uma baldeação. Você sai praticamente dentro do estádio. Como já havia comprado o ingresso antecipadamente, simplesmente fui a um guichê e passei o mesmo cartão de crédito utilizado na compra para retirar o ingresso e os vouchers de alimentação (opcional que comprei por 34 dólares, em local coberto para fugir da chuva e espantar um pouco o frio de 4 graus.).

 

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A entrada é muito bem organizada e com um visual muito bonito. Cheguei nas arquibancada bem na hora do hino e já pude perceber o quão patriotas são por lá. E isso ficou ainda mais evidente quando, durante o jogo, foram feitas diversas homenagens a heróis de guerra, policiais, bombeiros e socorristas. Eles valorizam que cuida da segurança e da saúde da população.

 

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Fiquei no segundo piso ao fundo do campo, mas a visão era tão boa quanto qualquer outro local. Na verdade, muita gente nem fica sentada nas cadeiras. Eles compram comidas e bebidas e assistem o jogo em pé nos corredores, onde são distribuídas várias mesas para o pessoal se alimentar. A visão é ótima de qualquer local. Eu entendo bem as regras e gosto do jogo, mas não é um esporte que atrai muita gente. No entanto, a festa que eles fazem nos intervalos e a interação com a torcida é um verdadeiro show à parte. Muito legal as brincadeiras feitas no telão (de altíssima qualidade, diga-se de passagem). Gostaria de ter ido a um jogo da NBA, mas o Knicks foi eliminado na véspera da minha viagem, ou da NFL, mas ainda não era temporada de futebol americano, mas a experiência já foi extremamente gratificante. Quem tiver a oportunidade de ir a algum evento esportivo nos Estados Unidos deve ir pois os caras são especialistas na arte do entretenimento. Vale a pena mesmo.

 

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E ao final do jogo ainda teve um espetáculo de fogos de artifício dignos de uma final de copa do mundo. Foram 15 minutos de muito rock'n roll, luzes e fogos (infelizmente acabou a bateria do celular e não consegui gravar). Eles sabem como organizar um evento.

 

O jogo terminou perto das onze horas e o retorno para o hotel foi tranquilo novamente.

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Depois de muito tempo apareço aqui novamente para terminar este relato. Ocorre que eu tinha tudo anotado da viagem e tive um problema no computador, o que fez perder as anotações. Acabei desanimando de escrever. Mas como acho que devo terminar o que comecei, mesmo que com tanto atraso, venho aqui continuar o relato até seu final.

 

Empire States, Flatiron, 5ª Avenida e arredores - 25/05/2013

 

Reservei este dia para andar sem destino e conhecer mais alguns pontos interessantes de Manhattan. Infelizmente tive um problema com as anotações que fiz destes últimos dias, então terei que puxar as informações da memória mesmo. Portanto posso ficar devendo alguns dados.

 

Saí do hotel e peguei o metro em direção à estação 34 St. Herold Square, de onde comecei minhas andanças passando pela Macys, onde acabei não entrando, Madison Square Garden, que estava em reforma, e pelo não menos famoso Empire States. É gigantesco e fica difícil olhar para o seu topo embaixo dele. As melhores vistas são à distância. Como eu já havia decidido que entre o Empire States e o Top of The Rock eu iria subir somente no segundo (para ter uma melhor visão do primeiro), nem fiquei muito tempo por ali, ainda mais que o tempo continuava chuvoso e ventando. Além disso, olhei de tudo quanto é lado e não consegui visualizar o King Kong, então continuei andando, rs.

 

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Dali segui caminhando pelas ruas e avenidas fazendo um zigue e zague em direção ao Flatiron Building. No caminho dei uma passadinha na lojinha do New York Police Departament para comprar alguns souvenires. Tinha uns blusões muito bonitos mas eles não podiam vender para turistas (não sei o motivo).

 

Estava tendo uma feira no local, bem em frente ao Flatiron com várias opções de alimentação. Como eu pensava em experimentar o famoso hamburguer do Shake Shak, fui até o parque em frente, onde fica um dos quiosques, mas desisti ao ver a fila quilométrica. Deveria ser realmente muito bom, mas o tempo não estava ajudando a enfrentar uma fila dessas. Pelo menos fica como mais um motivo para voltar.

 

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Continuei caminhando até o Union Square Park onde também havia outra feira, esta bem maior e com diversas coisas para comprar além de produtos alimentícios. Bem interessante para passar o tempo. Fiz uma refeição por ali mesmo. Como começou a garoa um pouco, resolvi pegar um ônibus e subir para perto do Rockefeller Center, para ver se conseguiria subir ao Top of the Rock.

 

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Então de dentro do busão fui apreciando a 5ª avenida passando pelas famosas lojas, inacessíveis aos pobres mortais, rsrsrs. Como o tempo definitivamente não ajudava, desisti de subir ao mirante e fiquei andando pelas redondezas, passando pelo Radio City, pelo Rockfeller Center e pelas lojas da Apple e FAO Schwarz, dentre outras atrações. Por falar em FAO Schwarz, paraíso das crianças, foi onde finalmente encontrei o King Kong, mesmo que em miniatura, rsrsrsrs.

 

E como o vento estava muito forte (é incrível como os prédios canalizam o vento pelos corredores de ruas e avenidas), resolvi voltar para o hotel e descansar antes do último dia completo de viagem.

 

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Top of the Rock, Staten Island, Brooklyn Bridge e passeio final - 26/05/2013

 

Felizmente o dia amanheceu totalmente ensolarado, perfeito para o último passeio em Manhattan. Como seria muito corrido, pois ainda faltavam muitos locais para ver, saí bem cedo do hotel e fui direto para a estação 57 St, bem ao lado do Central Park.

 

Fui andando em direção ao mosaico Imagine, no Strawberry Fields, em homenagem a John Lennon, próximo ao local onde foi assassinado. Domingo é dia de parque. Muita gente se exercitando, passeando com a família, cachorros, andando de carruagem, entre várias outras atividades. Dá pra ficar um domingo inteiro por lá.

 

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Enquanto andava pelas ruas da região, topei "quase" sem querer com uma Century 21. Aí já viu, foi entrar, perder umas duas horas lá dentro e ter que comprar outra mala para viagem. Preços realmente excelentes e uma loja bem organizada. O endereço desta é 1972, Broadway, a duas quadras do Central Park. Como era quase meio dia e ainda tinha muito o que fazer, resolvi não voltar ao hotel para guardar a mala e fui passear com ela mesmo, rsrsrs. Impressionante como consegui atravessar Manhattan de norte a sul sem enroscar a mala em lugar nenhum. Nada como primeiro mundo. Só em algumas estações de metrô que tive que descer algumas escadas, mas nada que desse problema. Abaixo a foto da decoração de uma dessas estações.

 

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O próximo local a ser visitado foi o Top of the Rock. Demora em torno de meia hora para passar por todos os trâmites e finalmente chegar ao topo do edifício. Mas a espera compensa e muito. A vista do Central Park de um lado e do Empire States e o Centro Financeiro de outro é realmente impressionante. As fotos não representam nem de perto o que se vivencia lá em cima.

 

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Continuando o passeio com minha mala de estimação, desci para uma última passadinha na Times Square e peguei um ônibus para Battery Park, onde pegaria o ferry para Staten Island, passando ao lado da Estátua da Liberdade. Poderia ter ido de metrô, mas nesse caso não aproveitaria em nada a vista da cidade. E como acabei ficando sem tempo de ver muita coisa que tinha planejado, por causa da chuva, o passeio de ônibus foi muito bom para ter uma pequena ideia destes locais. O contraste entre os "bairros" é bem interessante à medida que você vai descendo a ilha. Só lembre-se que se você estiver nos últimos bancos do ônibus com uma mala de rodinhas, tome o máximo de cuidado para não ficar tirando fotos e ela resolver dar uma "voltinha" pelo busão. Pode ser constrangedor resgatá-la. Não que eu saiba que isso tenha acontecido com alguém, kkkk.

 

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A estação do ferry fica bem ao lado do ponto final do ônibus e não esperei mais do que 15 minutos para o embarque. É tanta gente aguardando que você acha que vai ser a maior dificuldade encontrar um lugar, pois como é de graça, nem fila tem para entrar. Mas os ferrys são muito grandes e tem espaço para todo mundo. Só que se quiser ficar na janela do lado que vai ter vista para a estátua, é bom dar uma corridinha e reservar seu lugar. Na hora das fotos é bem concorrido. Detalhe que tanto na ida quanto na volta minha mala teve que ser devidamente "farejada" antes do embarque. Com toda a neura dos americanos com atentados, já sentia que todas as câmeras da cidade estavam voltadas para mim por onde eu fosse. Afinal de contas, quem andaria o dia todo por Manhattan puxando uma mala (apesar que é bem comum ver pessoas com malas nas ruas, seja chegando ou indo embora de Nova Iorque). É um passeio interessante e que leva uma hora (meia para ir e meia para voltar). Se não quiser perder tempo, é só desembarcar e embarcar de novo no mesmo ferry (não pode esperar dentro dele).

 

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Como se pode perceber, o ferry não passa assim tão perto da estátua, mas se você não considera um passeio essencial, como foi o meu caso, então já é mais do que suficiente. E a vista do sul de Manhattan é bem interessante.

 

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Depois, já no final da tarde, fui caminhando até a Brooklyn Bridge para atravessá-la. Eu segui margeando o rio, mas o ideal é pegar a segunda rua à direita saindo do ferry, que é a Broad St. e que depois vira a Nassau St., pois aí você sai direto no acesso para pedestres. Margeando o rio, como fiz, você tem que subir um bom trecho até o início da ponte.

 

A travessia é bem tranquila e a paisagem é de tirar o fôlego, ainda mais no comecinho da noite, onde se tem um skyline perfeito. As fotos abaixo falam por si só. E se vocês acham que eu era o único com uma mala atravessando a ponte, se enganam. Uma turista francesa ficou extremamente feliz ao me ver, pois percebeu que ela também não era a única que resolveu fazer umas compras a mais no meio do passeio. Só não entendi nada do que ela falou, rs.

 

Depois de gastar um bom tempo apreciando a vista de tirar o fôlego, fiz uma refeição rápida e voltei para o hotel, pois tinha que arrumar as malas para a viagem de volta no dia seguinte. Já estava com aquele sentimento de quero mais. Se tudo der certo, em breve...

 

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Olá Glaucia.

 

Vou falar pela experiência que eu tive. Como narrei, cheguei no dia 22 de maio. No dia da chegada o clima estava muito bom, com sol e sem vento. Devia estar em torno de 23 graus e à noite não esfriou muito, dando uma refrescada com o vento. Por isso nestas fotos tinha pessoas de bermuda e camiseta.

 

No dia seguinte choveu mas não esfriou tanto. Um moleton foi suficiente neste dia até à noite.

 

Já no dia 24, amanheceu nublado mas sem tanto frio, em torno de 18 graus. Durante o dia a chuva apertou acompanhada de vento, e a temperatura caiu para 10 graus. O frio de 4 graus chegou por volta das 11 da noite ao final do jogo de baseball que fui. Este foi o único dia que fez muito frio.

 

Dia 25 ainda choveu um pouquinho, mas rapidamente fui me livrando das "camadas". E o dia 26 foi com muito sol e calor.

 

Portanto, como pode perceber, você pode esperar um pouco de tudo. Vai depender da sorte ou azar de pegar uma dessas frentes frias. A orientação é sempre se vestir por camadas, tirando ou colocando blusas à medida que varia a temperatura.

 

Além disso, acompanhe a previsão do tempo no weather que eles são precisos em até uma semana.

 

Oi Mahpa!

Estou acompanhando o seu relato e aproveitando para anotar algumas dicas.

Mas agora surgiu uma dúvida: você fala sobre frio de 4 graus em alguns dias, mas vi pelas fotos que as pessoas estavam de camiseta e bermuda na Times Square ... (???)

Como pretendo viajar no mês de maio, ou seja, mesma época em que você esteve por lá, que tipo de clima devo esperar?

Abç.

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