Ir para conteúdo
View in the app

A better way to browse. Learn more.

Mochileiros.com

A full-screen app on your home screen with push notifications, badges and more.

To install this app on iOS and iPadOS
  1. Tap the Share icon in Safari
  2. Scroll the menu and tap Add to Home Screen.
  3. Tap Add in the top-right corner.
To install this app on Android
  1. Tap the 3-dot menu (⋮) in the top-right corner of the browser.
  2. Tap Add to Home screen or Install app.
  3. Confirm by tapping Install.

Olá viajante!

Bora viajar?

Uruguai-Argentina-Chile-Peru-Bolívia, 3000 reais (42 dias)

Postado
  • Membros

42 dias, gastei pouco menos de R$ 3000,00

 

Resumo da viagem:

São Paulo – saída dia 26 de janeiro

Porto Alegre – chegada dia 26 e saída dia 28 janeiro

Montevidéu – chegada dia 29 de janeiro e saída dia 04 de fevereiro

Colônia de Sacramento – chegada e saída dia 4 de fevereiro

Buenos Aires – chegada dia 4 e saída dia 19 de fevereiro

Mendoza – chegada dia 20 e saída dia 24 de fevereiro

Santiago – chegada dia 24 e saída dia 28 de fevereiro

Cuzco – chegada dia 2 e saída dia 4 de março

Campo Grande – chegada dia 7 e saída dia 9 de março

São Paulo – chegada dia 9 de março

 

Galera, fiz essa viagem entre 26 de janeiro e 9 de março de 2013. Foi a viagem mais incrível que já fiz na vida, eu não tenho palavras para descrever o quanto, portanto, se vocês estão querendo adquirir cultura, praticar seu espanhol e seu inglês e conhecer pessoas do mundo inteiro façam um mochilão. Hoje minhas redes sociais estão internacionais e viciei em pesquisar por viagens, espero que meu roteiro de viagem ajude muitas pessoas que desejam se aventurar por um caminho longo e relativamente muito barato. Como as passagens de avião para fazer dentro do Brasil estão muito baratas fiz apenas vôos para dentro do país, os outros trajetos realizei de ônibus para economizar. Confiram:

 

São Paulo – Porto Alegre – Montevidéu – Buenos Aires – Mendoza – Santiago – Arica – Tacna –Arequipa – Cuzco – La Paz – Santa Cruz de la Sierra – Quijarro – Corumbá – Campo Grande – São Paulo.

 

São Paulo

 

Minha viagem começou em São Paulo, no dia 26 de janeiro de 2013, um sábado de feriado prolongado pelo aniversário da cidade no dia 25. Na época estava morando no Butantã e precisava me deslocar até o aeroporto de Guarulhos, pesquisei minha viagem desde ai, um táxi custaria no mínimo 120 reais, mas, descobri que na estação Tatuapé do metrô sairia um micro-ônibus de 20 em 20 minutos em direção ao aeroporto, custando pouco mais de 4 reais, foi isso que fiz, com uma mochila cargueira de 80 litros nas costas e uma outra mochila com alças para as mãos cheguei ao aeroporto sem problemas. A passagem de São Paulo para Porto Alegre pela Avianca custou 189 reais com todas as taxas inclusas, comprei pelo site submarinoviagens.com.br e valeu muito a pena, para se ter uma ideia, a passagem de ônibus custaria 200 reais, hoje não vale mais a pena fazer grandes distâncias de ônibus para economizar dinheiro, hoje tudo é mais viável no nosso país.

 

Porto Alegre

 

Chegando em Porto Alegre no dia 26 de janeiro, ainda pela manhã me desloquei até o hostel que iria me hospedar por 2 dias, o Hostel Porto do Sol (30 reais a diária), muito bem localizado, bem ventilado, funcionários educadíssimos e atenciosos, no entanto, o banheiro dos homens ficava no térreo e o quarto no primeiro andar, ou seja, acordar com vontade de ir ao banheiro de madrugada era fazer uma maratona para chegar do outro lado do albergue, é claro que nesse caso eu usava o banheiro das mulheres, pois até eu voltar já teria perdido o sono kkkkkkkkkkkkk. Porto Alegre não é uma cidade turística, pode acreditar, palavra dos próprios portalegrenses. Mas tenho que dizer que pedir informação ou uma ajuda para os gaúchos é de impressionar, eles param e explicam sem nenhuma cerimônia, um povo muito simpático que está sempre disposto a te auxiliar e achei uma cidade muito barata, almoçava muito bem por 10 reais, existe condução para todos os lugares. O que fiz então foi visitar os poucos lugares interessantes da cidade como o centro histórico e algumas praças de artesanato, além das baladas é claro, já que cheguei em Porto Alegre no fim de semana e pude aproveitar bastante a noite de lá. Os pontos turísticos de Porto Alegre não são muito distintos das grandes cidades da América do Sul como mercadão, construções históricas e bairros boêmios. Preferi ir primeiro a Porto Alegre, pois não conhecia o Rio Grande do Sul e era bem viável fazer a viagem de ônibus até Montevidéu, sendo assim, economizaria uma grana, já que meu plano de viagem não caberia compra ida e volta de avião, mas se quiserem fazer por essa via compensa muito, as passagem de ida e volta de avião internacionais são mais baratas que só de ida, portanto, se forem visitar 1 ou 2 países compensa voltar pelo mesmo lugar que chegou, mas para mim não valeria a pena, já que voltaria para o Brasil pela Bolívia. A passagem de Porto Alegre a Montevidéu custou 170 reais e durou por volta de 16 horas, cheguei em Montevidéu sentindo a sensação de estar um outro país pela primeira vez entre 8 e 9 da manhã.

d.jpg.352cdb336a32654d6f35bc0861b92384.jpg

 

Montevidéu

 

Cheguei em Montevidéu dia 29 de janeiro. A rodoviária de Montevidéu é de surpreender, muito bonita e com uma casa de câmbio lá dentro. Viajei para o Uruguai sem pesos uruguaios, estava apenas com reais e meu cartão do banco, então, realizei saques nos caixas eletrônicos em todos os países que passei, mas fica a dica, é muito mais vantajoso trocar dinheiro nas casas de câmbio, no caixa eletrônico você acaba perdendo dinheiro pelas taxas que são cobradas por saque e pelo preço mais barato da moeda, mas fiz isso por segurança. Na viagem, o mais interessante é que você entrega o seu RG ou no meu caso o passaporte para a auxiliar de bordo e nem vê quando passa pela fronteira, a passagem é muito fácil e rápida, nem precisando sair do ônibus, como foi de madrugada e estava no terceiro sono não faço a menor ideia de quanto tempo durou.

Fui da rodoviária para o Hostel Ukelele (27 reais a diária) de ônibus mesmo, pedi informação na porta da rodoviária e os uruguaios são pessoas incríveis, adoram os brasileiros. O Hostel é uma mansão, o melhor lugar que já me hospedei na vida, os funcionários extremamente atenciosos, os hóspedes do mundo todo fenomenais e o hostel tem uma piscina incrível e isso é um ponto muito importante no Uruguai, quando fui estava um calor infernal. O hostel é muito bem localizado e está perto de tudo, recomendo o site http://www.booking.com/ para fazer reservas de albergues, leia todos os termos de cancelamento e uso e por mais que você faça a reserva no seu cartão de crédito, eles sempre cobram na hora da entrada no hostel e eles não descontam do seu cartão, pelo menos no meu caso não descontaram.

O mercado municipal é muito bonito, a orla é um ótimo lugar para se exercitar, em minha opinião a melhor forma de conhecer os pontos turísticos dos lugares é pesquisando na internet mesmo, no meu caso, levei meu notebook, fiquei com muita dúvida se levaria ou não, por uma questão de segurança e por espaço, já que minhas duas malas estavam estufadas, mas levei e não me arrependo nadinha, creio que para viagens curtas de uma ou duas semanas é viável usar o computador do hotel, mas em viagens longas recomendo sim, principalmente para mim, que queria conhecer a vida noturna dessas cidades, nesse caso, o notebook foi essencial. Infelizmente passei por uma situação desagradável em Montevidéu, quando estava assistindo o carnaval de rua fui furtado, me roubaram 200 reais, tiraram a carteira do meu bolso na muvuca, graças a Deus devolveram os documentos e consegui prosseguir minha viagem.

Obs: as uruguaias são muito, muito, muito bonitas e posso dizer que toda população uruguaia é assim, até os mendigos usam cachecol ou echarpe.

Atenção: Montevidéu é a cidade mais cara que estive na América do Sul, é tão cara que até os europeus que tem seus euros compravam comida no supermercado para fazer na cozinha do hostel.

Em Montevidéu fiquei uma semana e de lá fui de ônibus até a cidade de Colônia de Sacramento.

gsd.jpg.b03ee186d63ac215b616018f6977719a.jpg

fg.jpg.dfa90917261db46f0ea37a52cf0ccb0d.jpg

598da3817ddef_fronteirauruguaiargentinabarco.jpg.f59b5ba2ee368a49fd72d16cda61bf2c.jpg

 

Colônia de Sacramento

 

Dia 4 de fevereiro cheguei em Colônia de Sacramento (3 a 4 horas de viagem), não me recordo do valor da passagem até Colônia, aliás, isso será um problema da minha descrição de viagem daqui para frente, mas creio que não passou dos 40 reais (acho importante colocar os preços em reais para os mochileiros de primeira viagem).

A cidade de Colônia é bem pequenininha, dá para caminhar por ela e isso não vai demorar mais que 2 horas, contando com paradas e visitas aos museus, lá você compra um ingresso que te dá direito a visitar todos os 7 ou 8 museus da cidade. Trata-se de uma cidade portuária que faz fronteira com a Argentina, mas é claro que tem o oceano dividindo as cidades de Colônia e Buenos Aires, por isso, é necessário pegar um barco até o outro lado. Fui pela empresa Seacot, creio que paguei pouco menos de 100 reais no trajeto mais rápido, de 1 hora.

bdgf.jpg.dc3c14a7f88b09e21a139fc14d9646c9.jpg

 

Buenos Aires

 

Cheguei em Buenos Aires dia 4 de fevereiro a noite. A primeira vista a cidade de Buenos Aires é linda e a segunda, terceira e quarta vista também. Sou de São Paulo, amo minha cidade, mas tenho que reconhecer que em matéria de beleza Buenos Aires é incrível.

Fui até o Hostel Milhouse (creio que 25 reais a diária) de ônibus e minha primeira surpresa, ao entrar me deparei com o motorista e uma trambolho de metal, perguntava ao motorista como pagava a passagem e ele falava tão rápido que não conseguia entender nada, mas, como Deus é poderoso e como tem brasileiro em todos os lugares, tinha um brasileiro no primeiro banco do ônibus que me explicou que na Argentina só se paga ônibus com moedas, então, ele me deu as moedas para seguir viagem. A maioria dos portenhos é gentil, mas quando querem ser grossos eles são campeões, então, não conte com a ajuda deles com um sorriso no rosto sempre, mas encontrei muitas pessoas sensacionais naquele país, tenho alguns que levarei para sempre. Infelizmente sofri muito preconceito por parte dos funcionários do primeiro do Hostel, o Milhouse, comentários por eu ser brasileiro e infelizmente por ser negro, então, mudei de hostel. Saí do centro de Buenos Aires para ir a um bairro boêmio (minha cara kkk) San Telmo, adorei, bairro incrível, mas não vou ficar recomendando lugares, pois isso, é extremamente relativo aos seus gostos pessoais. Fiquei hospedado a partir do dia 8 de fevereiro no Hostel Aires Porteño, lugar muito bom, sendo que a maioria das camas é de solteiro, já que, particularmente acho um incômodo dormir em beliche. Esse é o lugar que mais fiz amigos, mas que infelizmente irá fechar, uma pena!

Lugares imperdíveis em Buenos Aires são os bairros de Recoleta, San Telmo, Caminito, Puerto Madero e não percam os museus da cidade, principalmente um que não é muito conhecido pelos turistas, o da Eva Peron, além do cemitério, parques e o estádio do River e Boca. A vida noturna de Buenos Aires é abundante, mas, para quem é de São Paulo irá perceber que não tem cidade melhor para noite que a capital paulista, mas as argentinas gostam muito dos brasileiros (rsrs), um ponto mais que positivo, se é que vocês me entendem. Ok, acabei ficando 2 semanas em Buenos Aires e não me arrependo, foi muito divertido, inesquecível. Saí de Buenos Aires dia 19, de ônibus como sempre, mas não me lembro mesmo quanto foi a passagem até Mendoza, mas creio que foi um pouco caro, entre 100 e 150 reais, mas posso estar redondamente enganado.

nhgrng.jpg.c478e3afd36fb133b09fe57c96821f26.jpg

hjnh.jpg.de788fc0c2431db4ab3306e32ae55e05.jpg

598da380775bd_argentinacheboca.jpg.8bbd88079b01bda0b35f16f88817a9f7.jpg

598da38070fbf_argentinacaminito.jpg.1f4795bef3381dc21cec769d6d9c38dd.jpg

 

Mendoza

 

Cheguei em Mendoza dia 20 de fevereiro pela manhã numa viagem que durou entre 16 a 18 horas, era uma terça-feira, reparem que optei por viajar sempre no período da noite para aproveitar mais os dias, mas sou bom para dormir, as pessoas que não conseguem dormir em qualquer lugar podem fazer um opção diferente. A cidade de Mendoza fica a beira da Cordilheira dos Andes, a cidade é linda e muito se engana pensar que se trata de uma cidade pequena, na verdade, achei grande demais, lá tem de tudo, desde linhas de ônibus até taxi para o período da noite, já que os lugares não são tão perto assim. Tive sorte da rodoviária não ser muito longe do Hostel, mas tive que andar uns 20 minutos até lá, mas cheguei sem muitos problemas no Hostel Lagares (20 reais a diária). A princípio iria ficar 2 dias na cidade, mas acabei ficando 4, isso porque a cidade é encantadora, as pessoas ao contrário de Buenos Aires são todas muito gentis e as mulheres são muito bonitas. Quando se pesquisa sobre Mendoza encontra-se passeios como vinícolas, passeios equestres, desculpe a sinceridade, mas são passeios de velho, então só fui para Mendoza porque era caminho para Santiago no Chile, mas quando cheguei no Hostel e vi os passeios radicais falei “agora eu vou realizar meus sonhos”. Nesses 4 dias fiz rafting pelas corredeiras, canopy, que é uma espécie de tirolesa mas sentado, saltei de bungee jump e fiz um passeio que dessa vez vou recomendar, se chama Alta Montaña, nesse passeio você é levado a conhecer as montanhas mais altas das Américas, como o Aconcágua, indo até a fronteira com o Chile, lá faz 0 grau mas a visão é incrível. Sai de Mendoza dia 24, sempre viajei no período da noite, mas o caminho de Mendoza a Santiago já faz parte do turismo. É muito conhecido o caminho em caracol logo depois da fronteira do lado chileno e as montanhas cobertas de neve do lado argentino, mas, esse último, já é realizado no passeio de Alta Montaña, que recomendei anteriormente.

A fronteira da Argentina com o Chile foi a primeira que tive que sair do ônibus para fazer os trâmites legais e foi bem demorado, creio que umas 2 horas, por isso, acabei chegando em Santiago apenas no final da tarde, durando cerca de 9 horas a viagem, mas não me recordo do valor.

jymy.jpg.ecff3d56237c423f83b97bb0981b30f5.jpg

ijumtmj.jpg.703ecc3f18a44ef5ca2df230ac29f539.jpg

mendoza1.jpg.ec7a19042aeee5113d0be97928ff5b4d.jpg

mendoza.jpg.4f3f093838181c50d6a91dff08d2c28f.jpg

598da381bcbdf_mendozacanopy.jpg.2e213085d708c24ec1655e91585f5843.jpg

598da381b4a21_mendoza(2).jpg.aa26ad86e6c69ca3b106346a47984936.jpg

 

Santiago

 

Cheguei em Santiago por volta das 17 horas do dia 24 de fevereiro, a cidade de Santiago é muito organizada, tem metrô pela cidade inteira (ônibus urbano pra que?que inveja, exemplo pra São Paulo), cheguei no Hostel Casa Mosaico Backpacker e foi esse hostel o mais barato de todos que me hospedei durante toda viagem, onde paguei menos de 18 reais a diária e vocês verão a diferença de preços quando chegar em Santiago, lá é tudo muito barato, você consegue almoçar num belo restaurante por 8 ou 9 reais. Eu gostei muito desse hostel, um café-da-manhã muito bom, muitos brasileiros no hostel e uma localização privilegiada, mas o ruim foi que os quartos não tinham ventilador, mas conversei com o dono e ele me garantiu que iria providenciá-los em breve. Confesso que não achei a cidade muito atraente para os turistas, os moradores da cidade e os amigos chilenos que fiz na Argentina e os reencontrei em Santiago me falaram que o melhor da região não era Santiago e sim Viña del Mar e Val Paraiso, mas tinha que chegar em São Paulo no máximo dia 10 de março e ainda tinha um longo caminho pela frente, então resolvi ficar na cidade apenas por 4 dias, mas aproveitei bem a noite de lá.

Atenção: a partir daqui para usar o banheiro público tem que pagar!

Por favor conheçam o museu Chascona do Pablo Neruda, mas ainda tem o Mercado Central, Plaza de Armas, Cerro Santa Lucia (muito bonito, mas prefiro o Pico do Jaraguá) e Cerro San Cristobal.

598da38176a9b_fronteiraargentinachile.jpg.56bf2a041a36a5553c88d8d3f5884ca9.jpg

ytrhj.jpg.e7a24e12eba3e6a20bf89f9702078e01.jpg

vbgfb.jpg.4acf57c7875b22b291c906a8e4a78092.jpg

chile.jpg.1c3ae468e64cc504e3cf9c94296e09c9.jpg

598da380890e7_chilemercado.jpg.7967836f7bdb12a2ec2dfc9cd7ab3651.jpg

598da3807db29_chilecerrosancristobal.jpg.18f91e5f20723b087a3d2ac2674b8aee.jpg

598da380830e3_chiledesertodoatacama.jpg.51db1e4a0d54af0ce2755e5328782dab.jpg

 

Arica, Tacna e Arequipa

 

Saí de Santiago no dia 28 de fevereiro para uma viagem muito longa até o extremo norte chileno, pois dali, meu destino era a cidade de Cuzco, mais precisamente o tour sulamericano mais sonhado pelos mochileiros, Machu Picchu. Creio que paguei mais de 100 reais de Santiago a Arica, uma viagem desgastante de 30 horas passando pelo deserto do Atacama por horas e horas. Arica é apenas um lugar fronteiriço para se chegar ao Peru e o que irei postar é muito importante para os mochileiros de primeira viagem, ao chegar na rodoviária peça informações de onde pega táxi até Tacna, primeira cidade peruana, creio que foi uns 15 reais, bem baratinho pela distância que ele percorre, o táxi vai lotado com outros passageiros e o taxista ajuda na passagem da fronteira, é tudo muito rápido, acredito que o trajeto e a passagem da fronteira demore 1 hora e meia no máximo. Quando cheguei em Tacna já era muito tarde, quase meia noite e pela primeira vez passei um perrengue terrível, não tinha mais ônibus para Arequipa, já que não tem ônibus direto para Cuzco, então, fui procurar um hotel para passar a noite e é claro que não tinha mais vagas em nenhum deles, então, voltei para a rodoviária e dormi lá mesmo, nos bancos da rodoviária até as 5 da manhã do dia 1 de março. Naquele momento já estava muito tempo sem tomar banho, então aproveitei para usar a ducha da rodoviária (que era podre) e para comer, aliás, preparem-se para engordar no Peru, a comida é maravilhosa e muito barata. Outro problema que tive que enfrentar, não conseguia sacar nos caixas e estava quase sem dinheiro, mesmo assim consegui comprar uma passagem para Arequipa. Saí de Tacna as 5 da manhã do dia 1º de março e cheguei em Arequipa por volta da 1 hora da tarde, fui até uma lan house e entrei no site do Banco do Brasil e descobri que o meu banco só permitia realizar saques de até 30 dólares, a partir de então fiquei aliviado e consegui fazer minhas operações bancárias. De Arequipa fui para Cuzco, viajei as 4 da tarde e cheguei 3 da manhã em Cuzco, sou muito resistente ao frio, mas dessa vez eu subestimei meus limites, quis fazer a viagem de blusa, mas de bermuda, passei um frio terrível e lamentavelmente a janela estava toda úmida, além de estar com frio estava molhado.

Obs: Esqueçam de comprar passagens via internet, principalmente no Peru e na Bolivia as empresas de ônibus nem website tem, então, você só saberá o valor e os horários das viagens direto nas agências.

 

Cuzco

 

Cheguei em Cuzco dia 2 de março as 3 da manhã, peguei um táxi super baratinho até o Hostel Casa Azul (25 reais a diária), aliás, a cidade é bem barata, a única coisa cara na cidade são os passeios turísticos. Cuidado com os taxistas, quando eles não sabem o endereço te mandam para um lugar qualquer e te deixam lá, além disso, a vida noturna da cidade é bem escassa e o que tem lembra muito um puteiro, então, fiquei nos passeios o tempo todo.

No primeiro dia conheci a cidade de Cuzco, já que não é possível comprar os passeios mais importantes nas agências no mesmo dia, sendo assim, fui dar um passeio pela cidade e é encantadora, linda, limpa, iluminada, um conjunto arquitetônico belíssimo, sem palavras. No dia 3 de março fui iniciar meu passeio para Machu Picchu (cerca de 100 dólares o pacote), a van sempre te pega na praça principal, nesse dia, iniciei a viagem as 8 da manhã, o caminho é longo e perigoso, como vocês podem ver na foto dois palmos para o lado a van cai num precipício. Cheguei a Hidroelétrica as 2 da tarde, de lá você tem duas opções, ou vai de trem ou vai andando pelos trilhos, que é bem perigoso, principalmente quando o grupo que está com você pega o caminho errado e passa por túneis que não era para passar, mas economizei uma boa grana. A caminhada é perigosa, mas a vista que você tem das montanhas é gratificante, sendo assim, são mais de 4 horas de caminhada, chegando na micro cidade de Águas Calientes as 7 da noite, lá, os funcionários do hotel já estão te esperando (a hospedagem já estava inclusa no pacote) e assim você passa a noite naquela cidade. No outro dia antes de amanhecer já começa a caminhada até o topo da montanha, é desgastante, porque tem muita escada, mas em 2 horas se chega com certeza. Lá no alto o guia te espera e você começa a ouvir uma história incrível dos incas e se deliciar numa vista maravilhosa de um dos lugares mais lindos do mundo.

A volta para cidade de Cuzco dá para fazer no mesmo dia chegando as 9 da noite no hostel, de lá não tinha mais tempo, já era dia 4 e como as estradas bolivianas são terríveis decidi ir embora sem conhecer o Valle Sagrado e peguei o ônibus as 10 da noite chegando em La Paz no dia seguinte.

thrtgt.jpg.8463cb21be5b328e131347dc46f81cbd.jpg

cuzco.jpg.31f930ae414746c3f20df75ee1cf6591.jpg

nnfnh.jpg.7cb9a113fe01ec0267338e889ed91b0f.jpg

598da3818ecf9_machupicchutremnocaminho.jpg.76c4780bd73dfec8902794111675d3ad.jpg

598da381847c1_machupicchupontetrem.jpg.23424640bfda48259e962a8a70ed50f1.jpg

yhjhgn.jpg.b4672c762ad2fae310a55bf0dde4bb5d.jpg

598da21580d0f_nnfh.jpg.1cd475f523a18ea0e3aaf59ab32a71c9.jpg

598da381a8d62_machupicchu.jpg.21d713a60dc85a77109ee936b1e06fa5.jpg

 

 

 

La Paz, Santa Cruz de La Sierra, Quijarro, Corumbá

 

Cheguei em La Paz ao meio dia do dia 5 de março, o problema da Bolívia é que eles vendem as coisas para você mais caro pois sabem que é turista e as pessoas de lá, vamos dizer assim, não tem uma higiene muito apurada e a comida é horrível, eles adoram pollo a horno, nem queiram saber a nojeira que é, me dá até ânsia de vômito. De lá comprei uma passagem para Santa Cruz de la Sierra que saia de La Paz as 4 da tarde, com a intenção de pegar o trem da morte até Quijarro, divisa com Corumbá no Mato Grosso do Sul, mas como a Bolívia é um país que os policiais param o ônibus o tempo todo para conseguir propina e as estradas são fechadas por deslizamentos e os próprios motoristas têm de sair dos carros para tirar a terra que caiu na estrada, só cheguei a Santa Cruz as 3 e 45 da tarde e o trem que ficava do lado da rodoviária saia as 4, foram 23 horas de viagem, sendo que estava prevista para ser 16, mas eu precisava tomar um banho e comer, estava morrendo de fome, então, decidi pegar um ônibus até Quijarro que saia as 18 horas. Cheguei em Quijarro na mesma hora que o trem chegaria e acabei pagando bem mais barato, quase metade do preço, mas não tive a emoção de andar no conhecido trem. A fronteira da Bolívia com o Brasil é extremamente demorada, passei horas na fila do lado boliviano, até que uma família que fiz amizade conseguiu passar na frente (que feio! rsrs) e me levou junto como se fosse da família, então, do lado brasileiro acontece uma situação muito desagradável, os bolivianos e os peruanos são discriminados ao chegarem no Brasil e passam por uma burocracia terrível para atravessar a fronteira e nós brasileiros e os europeus passamos na frente da fila. De lá peguei um táxi até a rodoviária de Corumbá, e logo que eu cheguei já estava saindo um ônibus para Campo Grande, viagem que duraria 6 horas,

 

Campo Grande e São Paulo

 

Cheguei no hostel em Campo Grande dia 7 de março no início da noite, fui andando do ponto que o ônibus me deixou até o hotel, não me recordo do nome desse hotel, mas tive problemas para confirmar minha reserva, que nesse caso, não fiz no site booking.com, mas consegui fechar com o que tinha acordado, que foi 25 reais a diária. No dia 8 de março fiz um city tour de ônibus pela cidade e no dia 9 de março peguei meu vôo pela manhã para São Paulo (164 reais, com todas as taxas incluídas, comprei uma semana antes pela decolar.com). E assim terminou essa grande aventura, tem alguns detalhes que não tenho como contar por serem experiências pessoais, mas estive perto da morte, me machuquei feio, fiz muias loucuras e tudo isso valeu muito a pena.

Editado por Visitante

  • Respostas 21
  • Visualizações 11k
  • Criado
  • Última resposta

Usuários Mais Ativos no Tópico

Posted Images

Featured Replies

Postado
  • Membros

sobre a comida "horrível" da bolívia, acho que vc nao deu sorte, pq a gastronomia lá é rica e a comida, na maioria das vezes, maravilhosa. em la paz, por exemplo, além de restaurantes bons de comida boliviana, vc encontra culinária francesa, marroquina, oriental, brasileira, italiana, além de fast food e churrascaria.

 

você olhou esse tópico aqui: bolivia-restaurantes-t65080.html? tem dicas incríveis sobra restaurantes na bolivia. acontece que a maioria das pessoas pesquisa hotel, passeio e esquece de pesquisar onde comer.

 

quanto aos policiais parando os onibus, já fui ao país várias vezes e em nenhuma delas tive problema. alías, jamias me pediram qualquer propina na bolivia, e olha que eu já precisei fazer B.O. lá.

 

apenas uma vez, fazendo cochabamba - la paz que a policia parou meu onibus, mas era pra fiscalizar, como acontece aqui no brasil as vezes, eles fiscalizaram o bagageiro e liberaram o onibus, sem que ninguem pedisse ou pagasse qualquer propina.

 

A Bolivia é um país lindo e que merece ser visitado.

Postado
  • Autor
  • Membros

Bom, eu não fui para Bolívia para comer comida brasileira, munto menos oriental, marroquina e nem mcdonalds, se vc vai para um país vc tem q conhecer a culinária local. Quando as pessoas visitam os países elas ficam em hotéis e passeios e não conhecem como vive o povo do país, é diferente passar pelos lugares turísticos ao invés de conhecer a cultura do local, acho que vc não leu todo o relato e nem os comentários, pois escrevi que irei ano que vem para a Bolívia conhecer os pontos turísticos do país, já que apenas conheci como vive a população. A Bolívia tem muita abundância em recursos naturais e agricultura, mas percorrendo pelos arredores de La Paz a situação é de chorar, vi mães dando banho nos seus filhos na calha do esgoto nas ruas, nos banheiros públicos, que inclusive são pagos, não existia torneiras, então, havia um galão dágua onde as pessoas lavavam as mãos naquela mesma água já enegrecida, numa das paradas que os policiais fizeram eles pegaram um pobre homem boliviano e deram tapas no seu rosto e depois o liberaram, os restaurantes populares, aqueles que a população boliviana come de verdade, eles limpam os pratos na mesma água parada de uma bacia imunda. Meu caro Aletucs é diferente conhecer o Cristo Redentor e conhecer os morros, é diferente visitar a avenida paulista e visitar o Jardim Ângela, eu sinto muito, mas eu não posso passar por um lugar maravilhoso e esquecer que milhares ao meu redor estão passando dificuldades por não ter acesso a recursos básicos de saneamento e saúde. Bom, mas se vc viu outra La Paz queria te parabenizar, porque saí de lá dando graças a Deus por ter nascido na periferia de São Paulo, porque nada se compara ao caos que eu vi naquele lugar, a pobreza extrema que eu presenciei foi absolutamente impactante e revoltante, ai veio na minha cabeça de quem era a culpa, dos países imperialistas, das dívidas infinitas, enfim, eu sai da Bolívia com uma tristeza horrenda....

Sobre a propina: viajei num ônibus onde só havia dois estrangeiros, eu e uma inglesa, numa das paradas dentre as várias que ocorreram um policial pegou os documentos da inglesa e pediu o carimbo de entrada no país, por algum motivo ela não tinha, então ele disse a inglesa, são 140 dólares, a inglesa tentou argumentar com o policial, mas no fim ela pagou a propina pedida. E o outro caso aconteceu comigo, estava saindo da rodoviária de La Paz e um policial entrou no ônibus pedindo os documentos, eu mostrei meu passaporte, então, ele me pediu carteirinha de vacinação, eu mostrei, mas eu não tinha o comprovante internacional, eu a perdi em algum lugar da viagem, o policial me disse com essas palavras "me propina" (propina em espanhol é apenas pagamento) e eu me neguei, como falo um espanhol razoável disse que só teria que mostrar minha carteira de vacinação internacional na fronteira, depois de muita discussão ele me deixou em paz e liberou o ônibus para seguir viagem. Esse é um relato real vivido por mim durante minha passagem por lá.

Postado
  • Membros

Acredito que quando vc voltar, poderá ter outra experiencia. desculpe se passei uma impressão errada, mas eu nao fico só na zona sul quando vou a la paz. dei exemplo de vários outros restaurantes, começando pela própria culinária local, somente para expor que há sim boas opções.

 

Comi em la paz em um restaurante que só tinha eu e as pessoas que tinham ido comigo e digo, foi um dos melhores cordeiros da minha vida, e era frequentado pela população local.

 

Onibus que só tinha eu e minha esposa de turistas, cancei de pegar na bolivia e no peru tbm. em la paz só ando de minubus, ou seja, transporte popular. andei por el alto, e sei que a bolivia é um país de extremos. Na mesma la paz rica da zona sul, há uma la paz pobre das encostas e, ao seu arredor, há milhares de pessoas em situação bem precária.

 

Já comi comida muito boa em comedor popular, lavando o prato na mesma bacia, como vc falou.

 

Friso mais uma vez, me desculpe se fui contundente em defender a bolivia, mas é que lendo seu relato senti que algum desavisado que esteja pensando em ir pro país desista por achar que lá é essa terra de ninguem que muitos propagam e que não reflete a realidade, ao menos não aquela que eu vi.

 

Eu vi uma bolivia pobre mas de maioria digna. um lugar lindo e agradável onde é possivel vc desfrutar um pouco da vida simples dos comedores populares e tbm uma farta gastronomia típica e requintada, com várias opções internacionais.

 

Agora, seja comida típica, seja o que for, o que não dá pra se dizer é aquela historinha de que na bolivia só tem pollo, que a comida de lá é horrivel, e esse blablabla todo de turista desinformado.

 

Na última vez que estive em la paz, no começo desse ano, encontrei um bando de brasileiro falando que tava comendo mau, que a comida era ruim, ai indiquei a eles uns dois ou três lugares, e depois quando nos encontramos de novo eles comentaram como haviam comido bem e a bom preço. as opções existem, não é porque as pessoas nao encontram elas que o lugar é um lixo ou a comida é horrivel.

 

propina:

 

Agora, nas muitas passagens que tive por diferentes cidades, nunca fui extorquido pela policia, como muitos falam, nem vi isso acontecer. as vezes eu dei sorte, ou vc deu azar, só morando lá pra saber.

 

Meu tio que mora em santa cruz há mais de 15 anos, me diz sempre que muitas vezes policia e funcionarios publicos pedem propina pra agilizar as coisas ou facilitar, mas isso é infelizmente uma realidade que nós também vivemos aqui no brasil.

 

Vamos e convenhamos, a inglesa do seu onibus deu bobeira né? no brasil, se a pessoa estiver sem documento de entrada, é motivo pra ser notificado a deixar o país em tres dias. é claro que aqui se a pessoa for pega irregular por um policial corrupto também será extorquida. vc mora em sao paulo, sabe bem como a nossa policia não é muito melhor que a deles pra extrangeiros. é um problema epidemico da américa do sul, não apenas da bolivia, acontece que lá nós é que somos os extrangeiros. basta reparar como eles são tratados aqui no brasil quando entram pela fronteira.

Postado
  • Autor
  • Membros

Ok Aletucs, agora eu entendi o que vc quis dizer, realmente a Bolívia é um país para ser visitado e tem muitas boas opções, mas eu não poderia ocultar meus relatos sobre o país, aqui é um fórum onde as pessoas estão querendo ler as verdadeiras experiências que passamos em nossas viagens, por piores que sejam, temos a obrigação de contar e alertar os futuros viajantes das belezas e dos possíveis riscos, eu não consigo apenas falar do lado bom dos países, se nesses lugares há coisas ruins elas devem ser relatadas e usadas até como precaução. Não acredito que seja um blablabla dizer que a comida em geral é horrível, porque eu achei bons restaurantes por lá, mas não é tão fácil encontrá-los, pra se ter uma ideia quando estava em Buenos Aires meus amigos brasileiros que os conheci lá só comiam no Mcdonalds e Subway pq não tinha feijão, vc imagina eles na Bolívia, eu como qualquer coisa e muito bem, sou totalmente adaptável a comidas diferentes e exóticas, mas nem todo mundo é assim. Enquanto ao pollo, é o prato mais requisitado e vendido na Bolívia, eles adoram pollo a horno e os vendedores aumentam os preços de qualquer produto descaradamente quando vc aparece, isso é fato e deve ser dito!

Me desculpe se fui um pouco grosseiro em meu comentário, eu não tinha entendido os seus motivos, não quis faltar com respeito, me desculpe de verdade.

Então pessoal, visitem a Bolívia, pesquisem os bons lugares e vão precavidos com os possíveis transtornos que acontecem em qualquer viagem.

  • 2 semanas depois...
Postado
  • Membros

Prezado Marcos

Agradeço novamente a atenção. Morro de vontade de ir a Bolívia, mas acho que vou de avião. Neste fim de ano, irei de carro até Santiago apenas, passando por Mendoza. Ano passado fui até Buenos Aires e Montevideo de carro, e foi super tranquilo, apesar dos guardas argentinos ( :x ). Obrigado pelas dicas. Parabéns pela sua viagem.

Zé Luís

  • 2 semanas depois...
  • 10 meses depois...
Postado
  • Membros

Foi tranquilo manter essa média de R$ 70,00 por dia ?

 

Qual foi o segredo da economia ? hahaha ::hahaha::

 

Geralmente vejo a galera gastando R$ 110,00 na Média ? o.O

 

Agradeço desde já pelas informações ! ::otemo::

Postado
  • Autor
  • Membros
Foi tranquilo manter essa média de R$ 70,00 por dia ?

 

Qual foi o segredo da economia ? hahaha ::hahaha::

 

Geralmente vejo a galera gastando R$ 110,00 na Média ? o.O

 

Agradeço desde já pelas informações ! ::otemo::

 

Não tenho como te explicar, faço minhas economias por necessidade, sempre pechincho muito e fico em lugares baratos com quarto compartilhado, além de viajar a noite e assim dá pra economizar algumas diárias. Abração

Postado
  • Autor
  • Membros

Eu sempre como fora, não tenho paciência pra cozinhar, o único país que cozinhava no hostel era no Uruguai, lá é tudo muito caro, o que se gasta em 3 dias no Uruguai equivale a 1 semana na Argentina. Mas, veja bem, sempre almoçava em lugares populares, pagando no máximo 10 reais por refeição, no Chile e no Peru você almoça por 6, 7 reais, já na Bolívia eu preferia não almoçar rsrs. O café-da-manhã normalmente o hostel já dá e a janta é o mesmo esquema do almoço. Abraço

Participe da conversa

Você pode postar agora e se cadastrar mais tarde. Se você tem uma conta, faça o login para postar com sua conta.

Visitante
Responder

Account

Navigation

Pesquisar

Pesquisar

Configure browser push notifications

Chrome (Android)
  1. Tap the lock icon next to the address bar.
  2. Tap Permissions → Notifications.
  3. Adjust your preference.
Chrome (Desktop)
  1. Click the padlock icon in the address bar.
  2. Select Site settings.
  3. Find Notifications and adjust your preference.