...estavamos programando esse rolê para 21/7 (Eu, Diego e Mari), mais adiamos o evento devido a má organização que estavamos tendo com transporte, companhias, horários e tal, e também por Diego ter-se lesionado numa atividade. Até então eram confirmados nós 3, mais como foi adiado para o fim de semana seguinte, 28/7/2013 a Mari não pode ir.
Convocados pra essa nova aventutra foram: Eu, Roberta Moraes, Tati Xavier, Diego Lopes e Léo Almeida (que nos guiou). A semana correu numa brusca queda de temperatura, a mais forte dos últmos 15 anos até então, com chuvas e as mínimas atingindo seus 4°c à 6°c, espantando quaquer esperança de subir um pico com essas previsões. Pelo menos eu pensei assim, e mesmo na incerteza de melhoras do tempo, confirmei que eu iria.
Para a alegria de todos, na véspera do evento já fazia um lindo sábado de sol com o céu limpinho. A previsão de um site mencionava nevoeiro pela manhã e tempo aberto a tarde e sem chuva (e assim foi). Apenas o frio da matina fez com que eu saisse de casa com duas calças, duas blusas, luvas e touca.
Todos no horário e local combinado, seguimos nosso rumo pra duas horas depois chegarmos em Extrema e pegarmos a estradinha de terra que leva ao início da trilha das flores. Essa estradinha, noooossa é muito íngrime e exige bastante do carro, principalmente se o mesmo for 1.0 e com cinco pessoas, imagine à pé. Há uma trilha que se inicia no pé da montanha que evita o zigue zague, porém é puxada, e deve render umas 4h de pernada até o início da trilha lá em cima.
Uns 30 miutos depois de tanto subir, subir e subir, chegamos na rampa de vôo livre (asa delta), pra fazer a primeira pausa e ter uma das mais belas vistas que se tem durante o percurso: um gigantesco tapete de nuvens à perder de vista sumindo no horizonte e dando pequenos espaços aos cumes de montanhas que emergiam do lindo branco que cobria a cidade de Joanópolis. Primeira experiência para todos os presentes.
Depois de um tempo curtindo o visual, o vento gelado que batia na rampa fez a gente sair dali logo, fomos em busca de um lugar pra deixar o carro e não demorou pra entrarmos numa pousada e questionar sobre a possibilidade de estacionar ali, nada difícil tendo a bagatela de 20 mangos. A recepção do caseiro foi um misto de simpatia, com arrogância, tentativa de extorção, sei lá.
entenda:
as meninas foram ao banheiro e deram o cordial bom dia. Ele não respondeu, só questionou:
vocês são de onde?
-zona leste de Sampa.
ele no modo automático, já soltou: EU ODEIO A ZONA LESTE.
Não se recepciona possíveis clientes assim, né? mais tudo bem, depois entre conversas ele nos convidou a conhecer os aposentos pra numa outra oportunidade pernoitarmos ali, inicialmente por R$150,00 a diária, mais vendo que não teria sucesso, logo
o preço já estava nos seus R$60,00, e como estavamos pra um bate-volta, decidimos partir pra trilha, bem próximo dali. Ele espontâneo, fechou a pousada e decidiu ir com a gente e levou a esposa. Tudo bem né, afinal não somos donos da trilha, mais a intenção era só os convidados.
Eram várias idéias estranhas que ele tinha como assunto.
• Primeiro veio com um assunto que cobrava $40 por pessoa pra fazer essa trilha, depois entrou em contradição, dizendo que nunca tinha feito essa trilha, e eu pude comprovar que isso era verdade rapidinho.
• Segundo, em vários momentos da caminhada perguntava se tinhamos assistido o filme: A TRILHA, é sobre um casal que matas alguns turista numa trilha (acho que ele estava tentando ser engraçado, mais não conseguiu).
• Terceiro: Na pedra dos cabritos, fizemos nossa merecida e demorada pausa, enquanto ele procurava a continuação da trilha nos acelerando pra seguir até o pico. O rolê sendo nosso, nós que ditamos o tempo de curtição do grupo, certo?
Melhor relatar as coisas boas...
...antes de ir pra qualquer passeio, gosto de pesquisar sobre o lugar e dessa vez não foi diferente. Extrema fica no limite sul de aminas Gerais, na divisa com São Paulo e tendo acesso pela Fernão Dias (BR-381), com seus 2 pedágios de R$ 1,40 cada e uma média de 2h da capital paulistana. O ponto mais alto do pico fica à 1780 metros de altura e com 3 meios pra chegar até lá, e nós pegamos o caminho mais fácil (trilha das flores). Em 40 min já estavamos no primeiro mirante chamado de Pico das cabras, pra fazer nova sequência de fotos em uma pausa breve, e logo seguimos para o próximo mirante, que é a Pedra das flores, com uma ampla visão que se tem pra Joanópolis. A estimativa foi de umas 3h , incluindo as paradas para fotos, descanço e tal.
A terceira e última parte da trilha, seguiu que quase tranquila, se não fosse uma parada que eu e Léo fizemos pra esperar os demais. Bem onde paramos, avistei uma espécie de tecido pendurado em meio as árvores, em média altura e fora da trilha. O léo disse: é um balão, então o curioso aqui foi dar uma olhada enquanto os outros não vinham (pra quê?). Quando fui chegando perto, ví que era uma barraca meio desarmada e com um volume dentro, e cheio de moscas (abri a barraca), dai o susto foi grande, eu gelei. Esse volume era um cobertor e tinha o tamanho e o formato exato de um corpo, e foi essa a sensação que eu tive: TER ENCONTRADO UM MORTO. Gelei, gelei e gelei muito, chamei o pessoal por que não tive coragem pra desenrolar o volume. Todos concordaram e tiveram a mesma impressão sobre a cena que tinhamos a nossa frente, mais tudo não passou de um mero equivoco. Teria sido muito complicado se isso acontecesse, e com certeza eu entraria em estado de choque. Saiba por que:
Meu pai tinha um cachorro Rotwailler que de pé ficava quase do meu tamanho. Uma única vez esse cachorro escapou de onde ficava preso durante a madrugada e corria todo o corredor, as vezes caçando rato e quando achava algum rato (noooossa), ele destroçava todo.
Numa dessas madrugas, ele subiu na laje por uma escada de concreto que tinha um portãozinho de madeira na parte superior, e quando foi descer, a corrente dele enganchou, ele caiu ficou (ninguém viu ou ouviu), penduradao e morreu enforcado. Pela manhã, fui pegar o carro na garagem pra ir trabalhar e me deparei com a cena daquele gigante brincalhão pendurado. Fiquei paralisado em estado de choque, sem saber o que pensar, várias possibilidades passaram pela cabeça e de repente eu consegui gritar: pai o Bettoven morreu, pai, pai o Bettovem morreu. E meu pai saiu pela porta já com cara de desesperado, e quando viu, o choro foi inevitável, a ligação dos dois era muito forte.
Pra mim foi horrível essa cena, agora imagine acho um ser humano morto na mata. É ruim até de pensar, seria traumatizante.
Depois de muita tensão, seguimos o itinerário sem maiores novidades até o topo do pico, onde atingimos nosso objetivo e desfrutamos nossa dadiva durante algumas horas. Tinha uma galera fazendo rapel, outro pessoal descansando e nós iniciando a curtição regada de muitas histórias, risadas e a idéia de ficarmos até o por do sol, pois fechariamos com chave extra gold esse dia perfeito que Deus deu. Foi de uma satisfação tão grande, estar ali a quase 2.000 metros de altura, comtemplando toda a serra da Mantiqueira em uma visão de 360 graus entre cidades vizinhas. De um lado represas de formas sinuosas e um grande coletivo de montanhas sumindo na horizontalidade pra encher os olhos de quem as focaliza, e do outro lado uma pequena cidadizinha (Extrema), que tem a rodivia rasgando rumo ao norte e a fábrica da grande Bauduco chamando a atenção de quem olha a oeste.
Não ficamos mais por estarmos em cinco pessoas e apenas duas lanternas as meninas ficaram com receio de voltar no escuro. Ainda mais depois que o Diego disse que não sabia quanto tempo duraria a carga da laterna, deixando "elas" ainda mais com certeza de querer sair dali ainda no claro. Afinal, as duas horas ininterruptas que gastamos na volta, seria complicada no breu da mata.
Embarcamos no carro, e as 18:30h já começamos a descida da estrada assistindo o a tonalidade laranja que o sol deixava sobre as montanhas (muito lindo), nos fazendo imaginar como seria estar vendo tudo aquilo no topo do pico. Acampar por ali deve ser divino, pegar o nascer e o por do sol.
A volta pra Sampa foi bem descontraida, e tudo que foi vivido no dia virou motivo de piada na viagem. Aguardemos as próximas.
obs.:
As vezes acontece, de eu pensar que já fiz o rolê mais dahora da minha vida devido a um monte de fatores, mais aí me surpreendo com pessoas de companhias maravilhosas, uma trilha fantástica e um dia abençoado por belezas naturais com presença divina. Passo a acreditar que o melhor rolê sempre será o próximo.
Ah como foi dahora...
...estavamos programando esse rolê para 21/7 (Eu, Diego e Mari), mais adiamos o evento devido a má organização que estavamos tendo com transporte, companhias, horários e tal, e também por Diego ter-se lesionado numa atividade. Até então eram confirmados nós 3, mais como foi adiado para o fim de semana seguinte, 28/7/2013 a Mari não pode ir.
Convocados pra essa nova aventutra foram: Eu, Roberta Moraes, Tati Xavier, Diego Lopes e Léo Almeida (que nos guiou). A semana correu numa brusca queda de temperatura, a mais forte dos últmos 15 anos até então, com chuvas e as mínimas atingindo seus 4°c à 6°c, espantando quaquer esperança de subir um pico com essas previsões. Pelo menos eu pensei assim, e mesmo na incerteza de melhoras do tempo, confirmei que eu iria.
Para a alegria de todos, na véspera do evento já fazia um lindo sábado de sol com o céu limpinho. A previsão de um site mencionava nevoeiro pela manhã e tempo aberto a tarde e sem chuva (e assim foi). Apenas o frio da matina fez com que eu saisse de casa com duas calças, duas blusas, luvas e touca.
Todos no horário e local combinado, seguimos nosso rumo pra duas horas depois chegarmos em Extrema e pegarmos a estradinha de terra que leva ao início da trilha das flores. Essa estradinha, noooossa é muito íngrime e exige bastante do carro, principalmente se o mesmo for 1.0 e com cinco pessoas, imagine à pé. Há uma trilha que se inicia no pé da montanha que evita o zigue zague, porém é puxada, e deve render umas 4h de pernada até o início da trilha lá em cima.
Uns 30 miutos depois de tanto subir, subir e subir, chegamos na rampa de vôo livre (asa delta), pra fazer a primeira pausa e ter uma das mais belas vistas que se tem durante o percurso: um gigantesco tapete de nuvens à perder de vista sumindo no horizonte e dando pequenos espaços aos cumes de montanhas que emergiam do lindo branco que cobria a cidade de Joanópolis. Primeira experiência para todos os presentes.
Depois de um tempo curtindo o visual, o vento gelado que batia na rampa fez a gente sair dali logo, fomos em busca de um lugar pra deixar o carro e não demorou pra entrarmos numa pousada e questionar sobre a possibilidade de estacionar ali, nada difícil tendo a bagatela de 20 mangos. A recepção do caseiro foi um misto de simpatia, com arrogância, tentativa de extorção, sei lá.
entenda:
as meninas foram ao banheiro e deram o cordial bom dia. Ele não respondeu, só questionou:
vocês são de onde?
-zona leste de Sampa.
ele no modo automático, já soltou: EU ODEIO A ZONA LESTE.
Não se recepciona possíveis clientes assim, né? mais tudo bem, depois entre conversas ele nos convidou a conhecer os aposentos pra numa outra oportunidade pernoitarmos ali, inicialmente por R$150,00 a diária, mais vendo que não teria sucesso, logo
o preço já estava nos seus R$60,00, e como estavamos pra um bate-volta, decidimos partir pra trilha, bem próximo dali. Ele espontâneo, fechou a pousada e decidiu ir com a gente e levou a esposa. Tudo bem né, afinal não somos donos da trilha, mais a intenção era só os convidados.
Eram várias idéias estranhas que ele tinha como assunto.
• Primeiro veio com um assunto que cobrava $40 por pessoa pra fazer essa trilha, depois entrou em contradição, dizendo que nunca tinha feito essa trilha, e eu pude comprovar que isso era verdade rapidinho.
• Segundo, em vários momentos da caminhada perguntava se tinhamos assistido o filme: A TRILHA, é sobre um casal que matas alguns turista numa trilha (acho que ele estava tentando ser engraçado, mais não conseguiu).
• Terceiro: Na pedra dos cabritos, fizemos nossa merecida e demorada pausa, enquanto ele procurava a continuação da trilha nos acelerando pra seguir até o pico. O rolê sendo nosso, nós que ditamos o tempo de curtição do grupo, certo?
Melhor relatar as coisas boas...
...antes de ir pra qualquer passeio, gosto de pesquisar sobre o lugar e dessa vez não foi diferente. Extrema fica no limite sul de aminas Gerais, na divisa com São Paulo e tendo acesso pela Fernão Dias (BR-381), com seus 2 pedágios de R$ 1,40 cada e uma média de 2h da capital paulistana. O ponto mais alto do pico fica à 1780 metros de altura e com 3 meios pra chegar até lá, e nós pegamos o caminho mais fácil (trilha das flores). Em 40 min já estavamos no primeiro mirante chamado de Pico das cabras, pra fazer nova sequência de fotos em uma pausa breve, e logo seguimos para o próximo mirante, que é a Pedra das flores, com uma ampla visão que se tem pra Joanópolis. A estimativa foi de umas 3h , incluindo as paradas para fotos, descanço e tal.
A terceira e última parte da trilha, seguiu que quase tranquila, se não fosse uma parada que eu e Léo fizemos pra esperar os demais. Bem onde paramos, avistei uma espécie de tecido pendurado em meio as árvores, em média altura e fora da trilha. O léo disse: é um balão, então o curioso aqui foi dar uma olhada enquanto os outros não vinham (pra quê?). Quando fui chegando perto, ví que era uma barraca meio desarmada e com um volume dentro, e cheio de moscas (abri a barraca), dai o susto foi grande, eu gelei. Esse volume era um cobertor e tinha o tamanho e o formato exato de um corpo, e foi essa a sensação que eu tive: TER ENCONTRADO UM MORTO. Gelei, gelei e gelei muito, chamei o pessoal por que não tive coragem pra desenrolar o volume. Todos concordaram e tiveram a mesma impressão sobre a cena que tinhamos a nossa frente, mais tudo não passou de um mero equivoco. Teria sido muito complicado se isso acontecesse, e com certeza eu entraria em estado de choque. Saiba por que:
Meu pai tinha um cachorro Rotwailler que de pé ficava quase do meu tamanho. Uma única vez esse cachorro escapou de onde ficava preso durante a madrugada e corria todo o corredor, as vezes caçando rato e quando achava algum rato (noooossa), ele destroçava todo.
Numa dessas madrugas, ele subiu na laje por uma escada de concreto que tinha um portãozinho de madeira na parte superior, e quando foi descer, a corrente dele enganchou, ele caiu ficou (ninguém viu ou ouviu), penduradao e morreu enforcado. Pela manhã, fui pegar o carro na garagem pra ir trabalhar e me deparei com a cena daquele gigante brincalhão pendurado. Fiquei paralisado em estado de choque, sem saber o que pensar, várias possibilidades passaram pela cabeça e de repente eu consegui gritar: pai o Bettoven morreu, pai, pai o Bettovem morreu. E meu pai saiu pela porta já com cara de desesperado, e quando viu, o choro foi inevitável, a ligação dos dois era muito forte.
Pra mim foi horrível essa cena, agora imagine acho um ser humano morto na mata. É ruim até de pensar, seria traumatizante.
Depois de muita tensão, seguimos o itinerário sem maiores novidades até o topo do pico, onde atingimos nosso objetivo e desfrutamos nossa dadiva durante algumas horas. Tinha uma galera fazendo rapel, outro pessoal descansando e nós iniciando a curtição regada de muitas histórias, risadas e a idéia de ficarmos até o por do sol, pois fechariamos com chave extra gold esse dia perfeito que Deus deu. Foi de uma satisfação tão grande, estar ali a quase 2.000 metros de altura, comtemplando toda a serra da Mantiqueira em uma visão de 360 graus entre cidades vizinhas. De um lado represas de formas sinuosas e um grande coletivo de montanhas sumindo na horizontalidade pra encher os olhos de quem as focaliza, e do outro lado uma pequena cidadizinha (Extrema), que tem a rodivia rasgando rumo ao norte e a fábrica da grande Bauduco chamando a atenção de quem olha a oeste.
Não ficamos mais por estarmos em cinco pessoas e apenas duas lanternas as meninas ficaram com receio de voltar no escuro. Ainda mais depois que o Diego disse que não sabia quanto tempo duraria a carga da laterna, deixando "elas" ainda mais com certeza de querer sair dali ainda no claro. Afinal, as duas horas ininterruptas que gastamos na volta, seria complicada no breu da mata.
Embarcamos no carro, e as 18:30h já começamos a descida da estrada assistindo o a tonalidade laranja que o sol deixava sobre as montanhas (muito lindo), nos fazendo imaginar como seria estar vendo tudo aquilo no topo do pico. Acampar por ali deve ser divino, pegar o nascer e o por do sol.
A volta pra Sampa foi bem descontraida, e tudo que foi vivido no dia virou motivo de piada na viagem. Aguardemos as próximas.
obs.:
As vezes acontece, de eu pensar que já fiz o rolê mais dahora da minha vida devido a um monte de fatores, mais aí me surpreendo com pessoas de companhias maravilhosas, uma trilha fantástica e um dia abençoado por belezas naturais com presença divina. Passo a acreditar que o melhor rolê sempre será o próximo.
Abraços
Editado por Visitante