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Olá viajante!

Bora viajar?

Santiago, Viña, Valpo, Atacama, Pucón, Pt. Varas e Frutillar

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Em abril fiz meu primeiro mochilão DE VERDADE. Tá, tudo bem que ainda não sou adepta da tão sonhada mochila, mas um dia chego lá!

 

Passei 18 dias viajando pelo Chile com meu namorado e já de cara adianto que adoramos o país. Como de costume, fizemos todas as reservas de hotéis/hostels pelo booking, hostelworld e hostelbookers, e não tivemos nenhum problema. Passamos por Santiago, San Pedro de Atacama, Pucón, Puerto Varas e Frutillar (com direito à volta ao lago Llanquihue).

Compramos a passagem com dois meses de antecedência pela Tam/Lan e fizemos Rio – Santiago, Santiago-Calama, Calama-Santiago e Puerto Montt – Rio de avião. Os outros trechos foram feitos de ônibus.

Em relação ao câmbio, ficamos em um grande dilema sobre qual moeda levar. Acompanhei sites de casas de câmbio um pouco antes de viajar. Iria levar real, pois por incrível que pareça, o câmbio estava mais favorável, porém umas três semanas antes de viajar o real teve uma queda enorme nas casas de Santiago e o dólar aqui estava entre R$2,04 e R$2,08, ou seja, troquei tudo pra dólar e foi a melhor coisa que fiz! O real por lá estava super desvalorizado! Também utilizamos o cartão de crédito para gastos extras.

Site que pode ser utilizado como pesquisa de para câmbio: http://www.cambiosantiago.cl/

 

Mais uma vez, volto a esse fórum para compartilhar e retribuir todas as dicas e informações que peguei aqui.

OBS: os preços descritos são para UMA pessoa.

 

Dia 07/04 – DOMINGO

 

Embarcamos às 18:20 em um voo da Lan para Santiago. O voo foi tranquilo e o atendimento foi excelente. O conforto que ficou um pouco a desejar. Nunca havia viajado de Lan, e antes de ir várias pessoas me falaram que os aviões eram mais confortáveis (dentro do possível, né?), mas acho que dei um azar do cacete, pois nunca vi avião tão apertado! Juro! E olha que não tenho nem 1,60m de altura! Vi várias outras pessoas incomodadas também. E esse fato não se repetiu em outros voos. Tudo bem que é óbvio que os outros aviões também não eram tão espaçosos, mas o da ida se superou mesmo! Vai entender... Chegamos às 23 horas em Santiago e fomos procurar o balcão da Transvip para pegar um transfer. Estava fechado (?), então acabamos pegando o Taxi Oficial, que nos custou 17000 pesos até o Centro, onde ficava nosso hotel. Vale ressaltar que eles NÃO aceitam dólares, como foi me informado por e-mail. Tivemos que usar o cartão.

Ficamos hospedados no Santiago Centro Rent Apart Hotel e fizemos a reserva pelo booking.

Apart hotel bem localizado e aconchegante, totalmente equipado, no centro, próximo a estação de metrô Bellas Artes, praticamente em cima de um supermercado Líder Express, próximo ao Cerro Santa Lucia, a restaurantes e etc. Os responsáveis pelo apart foram extremamente gentis e deixavam coisas para tomarmos café da manhã toda tarde, então quando chegamos já havia coisinhas na geladeira para comermos. O Apart contava com piscina e academia, mas nem usamos!

 

08/04 – SEGUNDA

 

Acordamos cedo e fomos trocar dinheiro. Existem inúmeras casas de câmbio na Rua Augustina. O lance é ter paciência para procurar o melhor câmbio. Fizemos o câmbio do dólar a 475 pesos. Logo em seguida pegamos o metrô até o Terminal Alameda para já deixar as passagens para Valparaíso/Viña del Mal, Pucon e Puerto Varas compradas. Para chegar ao terminal basta pegar o metrô para Universidade de Santiago e pegar a saída Sul. O metrô é bem fácil e tranquilo de usar. Vale a pena comprar a Tarjeta Bip do metrô e carregá-la nas maquinas eletrônicas dispostas por todo metrô. Não é necessário comprar mais de uma tarjeta, pois uma serve para mais de uma pessoa. O preço do metrô varia de acordo com o horário do dia. Mais informações sobre linhas de metrô, preços, horários de funcionamento e Tarjeta Bip nos seguintes sites: http://www.transantiago.cl/TARJETABIP/ e http://www.metro.cl/ .

Compramos as passagens para Valparaíso e Vinã de Mal pela Turbus por 3500 pesos (ônibus clássico), e para Pucón, também pela mesma empresa por 7900 pesos (semi-cama). Não achamos a passagem para Puerto Varas na empresa Jac e nos aconselharam a comprar quando estivéssemos em Pucón.

Voltamos para o Centro para começar o roteiro turístico a pé pela cidade. Fomos ao Palacio La Moneda, que não estava aberto a visitações. Depois entramos no Centro Cultural La Moneda, que não tinha nenhuma exposição interessante. Atravessamos algumas ruas e fomos até o Bairro Paris-Londres. Que é todo bonitinho, cheio de cafeterias e onde fica a Iglesia San Francisco, que se não me engano é a mais antiga da cidade, porém também se encontrava fechada. Andamos até o Paseo Ahumada, que é uma rua só de pedestres e paramos para almoçar no Burger King. Ok, não é a melhor refeição para começar a viagem, mas estávamos morrendo de fome e paramos no primeiro lugar que vimos. Andamos até a Plaza de Armas, que estava lotaaada de gente! Entramos na Catedral Metropolitana, onde a arquitetura interna segue a mesma linha da Catedral de Buenos Aires, do Rio, e por aí vai. Pra quem admira, vale a visita!

 

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Pegamos o metrô sentido Santa Lucia e fomos conhecer o Cerro Santa Lucia. Lugar lindo, todo arborizado, com várias pessoas deitadas na grama lendo livros, namorando ou lanchando. Pegamos um tempo bom e deu pra ver tranquilamente as cordilheiras com um pouquiiiinho de neve no cume. Aproveitei para provar a famosa bebida típica deles: Mote com Huesillos. É bem doce e bem gelada, mas fiquei com receio de comer as sementinhas do fundo. Rs

Passamos no Líder Express e compramos as coisas para jantarmos no apart. O mercado vende vários pratos prontos congelados e até mesmo saladas prontas, e na hora do almoço vende comida que você paga por peso. Como não somos de ferro, compramos alguns vinhos também.

 

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Esse foi um dos posts mais úteis que li quando preparei minha viagem ao Chile, mas — sem culpar de forma alguma a autora — uma das dicas encontradas aqui acabou se relevando a maior furada da minha viagem e suscitando a maior frustração da mesma: uma péssima experiência na subida ao vulcão Villarrica. Abaixo, o texto que fiz, contanto da experiência, para servir de alerta a outros mochileiros:

 

DA ESCOLHA DA AGÊNCIA

 

Cheguei a Pucón numa segunda-feira de janeiro, decidido a subir o vulcão na quarta, depois de um dia de descanso. Circulei pela rua principal, vendo as discrepâncias de preço entre as agências, estabelecendo uma média mental de 40.000 pesos pelo passeio, levando notas de algumas agências recomendadas de sites de mochileiros e outras a se evitar.

 

Em relação à Andesmar, eu havia lido uma resenha incrivelmente elogiosa, feita há dois anos, por um casal de brasileiros. Falavam de equipamentos novos e do bom atendimento dos guias. Quando entrei lá, fui bem atendido por um vendedor baixote (E.), que me garantiu que eu teria (1) direito a um seguro em caso de acidentes; e (2) uma equipe de seis guias (três guias + três auxiliares) para um grupo pequeno, com uma relação de no máximo um guia+auxiliar para cada seis pessoas.

 

O preço, disse-me ele, era de 45.000 pesos/pessoa. 43.000 se pagos em espécie. Eu e minha namorada fechamos o negócio e nos pediram que fosse lá no dia seguinte, ver do seguro e testar equipamentos.

 

 

DA (FALTA DE) PREPARAÇÃO PARA A SUBIDA

 

No dia seguinte, terça, fomos lá. E., o vendedor, se limitou a pegar nossos nomes para pôr numa planilha. Quando lhe perguntei do seguro ou lhe fiz notar que os nomes acima dos nossos na planilha tinham informações sobre tamanho de calçado e medida de roupas das outras pessoas, ele disse que não nos preocupássemos, que chegássemos lá às 6h30 em ponto e haveria tempo para se ver tudo.

 

No outro dia, estávamos lá pelas 6h15, ansiosos. Ainda mais que a agência com a qual deixamos de ir (por 41.000 pesos) fizera sua reunião de encontro na noite anterior, e tínhamos conhecidos indo com eles. Esses, portanto, já estavam cientes dos desafios e das dicas oferecidas pelos profissionais, enquanto nós não sabíamos nada para além dos relatos de mochileiros.

 

6h40. Um dos guias chegou, viu a agência fechada e saiu telefonando e mandando mensagens. Dali a alguns minutos, o motorista que trouxe a van na qual partiríamos chegou e abriu a loja. Tão logo entramos, os guias começaram a ir ao almoxarifado e voltar de lá com mochilas etiquetadas com nomes de pessoas do grupo. Quando avisei a eles que nem eu nem minha namorada tínhamos provado nada anteriormente, ele se limitou a pedir nossos números de calçado, ir lá dentro e trazer sapatos para nós. O de minha namorada não lhe serviu. Ela chegou a entrar no ônibus com eles; depois, sentindo-se insegura, teve de pedir para trocar, e foi preciso fazer mais três trocas — chegando-se ao ponto de o guia ter ido pedir emprestado sapatos em outra agência. Quanto aos meus, o primeiro par que me deram era composto de modelos diferentes, um dos quais tinha um cadarço improvisado com cordão, que não fixava o pé dentro do sapato. Não posso dizer que o par que o substituiu era bom, mas serviu melhor. Também tivemos de trocar o corta-ventos, o meu porque estava apertado, o dela porque o zíper estava emperrado. Mais tarde, já no vulcão, quando era tarde demais, descobriríamos que uma das luvas dela não apertava.

 

Quando perguntei do seguro, um dos guias disse que estava imprimindo as folhas para que assinássemos, mas cadê que elas apareceram?) O que víamos eram os demais do grupo já no ônibus, e nós dois estressados por ter de provar o equipamento às pressas — maldito E.! —, sentindo-nos como responsáveis por qualquer atraso. Fomos para o ônibus com uma péssima sensação — e já sabendo que a história do seguro cheirava cada vez mais a balela (e olha que a menção ao seguro está no site deles!). Antes tivéssemos desistido!

 

 

DA SUBIDA E DAS FRUSTRAÇÕES

 

Nem na agência, nem durante a viagem foram passadas instruções de escalada. Isso foi feito, na verdade, depois de todos terem subido o teleférico (9.000 pesos a mais/pessoa) que serve de atalho à primeira parte do caminho, já pisando na neve. E a lição durou menos de cinco minutos, feita às pressas. Nessa hora, notei que havia apenas três guias para o grupo inteiro, que tinha, agora, não me lembro exatamente, mas algo entre 18-21 pessoas.

 

Vendo a luva frouxa de minha namorada, dei meu par a ela e entramos na fila indiana, com um guia na frente, cavando pegadas, um no final e um margeando o grupo. Na primeira parte da subida, minha namorada, sentindo os sapatos folgados, ficou para trás, para um guia tentar ajustá-los. Mandaram que eu seguisse em fila indiana. Antes da primeira pausa (foram 3), soube que ela preferiu desistir. A causa mesmo foi que ela estava se sentindo nervosa com a falta de explicações e com o ritmo a toque de caixa. Mas o que chegou a mim, na comunicação por rádio dos guias, é que ela passara mal, mas que queria que eu continuasse. Aquilo me deixou abalado. Ela ainda teve tempo de me acenar e incentivar que eu fosse. Eu, sem saber o que fazer (não sabia sequer como descer na neve), continuei andando, pois fui informado, na aulinha rápida, para não parar nunca. Só na primeira pausa pedi para falar com ela, por rádio. O guia disse-me que não seria mais possível, porque ela já tinha sido levada de volta para Pucón pelos patrulheiros do Parque. Perguntei como eu poderia saber se ela estava bem ou contatá-la, mas segundo ele não havia jeito.

 

Continuei subindo, mas já desmotivado. Estava sozinho ali, com guias que só queriam chegar rápido ao topo, não nos levar ao topo. Faltando muito pouco, na última hora de caminhada, já sentindo muito o cansaço, preferi desistir. Quer dizer, eu nem sabia se queria desistir. Quando saí da fila e me sentei na neve, enquanto um guia de outro grupo passou por mim e disse: “Vamos, falta pouco!”, o meu guia de fim de fila dizia: “Você chegou longe, está de parabéns! Agora você precisa decidir se vai continuar ou não, porque o pessoal lá embaixo está esperando!”.

 

Na dúvida, optei por baixar.

 

Com efeito, com um número pequeno de guias, tive de descer com alguém de outra companhia — mas imagino que isso seja prática até que comum.

 

 

MOMENTOS FINAIS

 

Chegando à base, encontro minha namorada, que esteve o tempo inteiro lá, ao contrário do que o guia me dissera. Juntou-se a nós outra menina, frustrada, por ter querido continuar quando o guia mandou que ela descesse. Os três fomos em busca da van, a ver se ela nos levava para a cidade, para não termos de ficar mais ali em vão. Mas cadê o carro? Não encontramos! Perguntamos e não o achamos. Nesse ínterim, descobri que a menina que estava conosco pagara apenas 38.000 pesos pelo mesmo pacote — uma diferença que, em real, dá cerca de R$ 20 reais. “Mas isso é uma empresa ou uma barraca de feira?”, lembro-me de ter pensado.

 

Mofamos os três na base pelo menos por mais uma hora (as duas garotas, que já estavam ali quando cheguei, mofaram muito mais do que eu), até o grupo todo baixar. Então descobrimos que havia uma van diferente para nos levar embora. Quando eu notei que devíamos ter sabido disso antes e que ela deveria estar bem visível e pronta para levar os desistentes do cume, eles se limitaram a dizer que ela esteve o tempo todo ali. Isso é algo que não posso garantir, mas duvido.

 

Chegamos, enfim, ao centro de Pucón, ansiosos por nos livrar dos laços com aquela empresa. No albergue, encontramos amigos que foram com outra empresa, aquela que seria nossa opção B, e seu relato do apoio humano para a empreitada (que é muito difícil), a começar da reunião tida no dia anterior, foi de dar inveja e travar a garganta de tanto arrependimento.

 

Para os que querem subir o Villarrica, fica a dica: fujam dessa birosca que é a Andesmar.

  • 1 mês depois...
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Esse foi um dos posts mais úteis que li quando preparei minha viagem ao Chile, mas — sem culpar de forma alguma a autora — uma das dicas encontradas aqui acabou se relevando a maior furada da minha viagem e suscitando a maior frustração da mesma: uma péssima experiência na subida ao vulcão Villarrica. Abaixo, o texto que fiz, contanto da experiência, para servir de alerta a outros mochileiros:

 

DA ESCOLHA DA AGÊNCIA

 

Cheguei a Pucón numa segunda-feira de janeiro, decidido a subir o vulcão na quarta, depois de um dia de descanso. Circulei pela rua principal, vendo as discrepâncias de preço entre as agências, estabelecendo uma média mental de 40.000 pesos pelo passeio, levando notas de algumas agências recomendadas de sites de mochileiros e outras a se evitar.

 

Em relação à Andesmar, eu havia lido uma resenha incrivelmente elogiosa, feita há dois anos, por um casal de brasileiros. Falavam de equipamentos novos e do bom atendimento dos guias. Quando entrei lá, fui bem atendido por um vendedor baixote (E.), que me garantiu que eu teria (1) direito a um seguro em caso de acidentes; e (2) uma equipe de seis guias (três guias + três auxiliares) para um grupo pequeno, com uma relação de no máximo um guia+auxiliar para cada seis pessoas.

 

O preço, disse-me ele, era de 45.000 pesos/pessoa. 43.000 se pagos em espécie. Eu e minha namorada fechamos o negócio e nos pediram que fosse lá no dia seguinte, ver do seguro e testar equipamentos.

 

 

DA (FALTA DE) PREPARAÇÃO PARA A SUBIDA

 

No dia seguinte, terça, fomos lá. E., o vendedor, se limitou a pegar nossos nomes para pôr numa planilha. Quando lhe perguntei do seguro ou lhe fiz notar que os nomes acima dos nossos na planilha tinham informações sobre tamanho de calçado e medida de roupas das outras pessoas, ele disse que não nos preocupássemos, que chegássemos lá às 6h30 em ponto e haveria tempo para se ver tudo.

 

No outro dia, estávamos lá pelas 6h15, ansiosos. Ainda mais que a agência com a qual deixamos de ir (por 41.000 pesos) fizera sua reunião de encontro na noite anterior, e tínhamos conhecidos indo com eles. Esses, portanto, já estavam cientes dos desafios e das dicas oferecidas pelos profissionais, enquanto nós não sabíamos nada para além dos relatos de mochileiros.

 

6h40. Um dos guias chegou, viu a agência fechada e saiu telefonando e mandando mensagens. Dali a alguns minutos, o motorista que trouxe a van na qual partiríamos chegou e abriu a loja. Tão logo entramos, os guias começaram a ir ao almoxarifado e voltar de lá com mochilas etiquetadas com nomes de pessoas do grupo. Quando avisei a eles que nem eu nem minha namorada tínhamos provado nada anteriormente, ele se limitou a pedir nossos números de calçado, ir lá dentro e trazer sapatos para nós. O de minha namorada não lhe serviu. Ela chegou a entrar no ônibus com eles; depois, sentindo-se insegura, teve de pedir para trocar, e foi preciso fazer mais três trocas — chegando-se ao ponto de o guia ter ido pedir emprestado sapatos em outra agência. Quanto aos meus, o primeiro par que me deram era composto de modelos diferentes, um dos quais tinha um cadarço improvisado com cordão, que não fixava o pé dentro do sapato. Não posso dizer que o par que o substituiu era bom, mas serviu melhor. Também tivemos de trocar o corta-ventos, o meu porque estava apertado, o dela porque o zíper estava emperrado. Mais tarde, já no vulcão, quando era tarde demais, descobriríamos que uma das luvas dela não apertava.

 

Quando perguntei do seguro, um dos guias disse que estava imprimindo as folhas para que assinássemos, mas cadê que elas apareceram?) O que víamos eram os demais do grupo já no ônibus, e nós dois estressados por ter de provar o equipamento às pressas — maldito E.! —, sentindo-nos como responsáveis por qualquer atraso. Fomos para o ônibus com uma péssima sensação — e já sabendo que a história do seguro cheirava cada vez mais a balela (e olha que a menção ao seguro está no site deles!). Antes tivéssemos desistido!

 

 

DA SUBIDA E DAS FRUSTRAÇÕES

 

Nem na agência, nem durante a viagem foram passadas instruções de escalada. Isso foi feito, na verdade, depois de todos terem subido o teleférico (9.000 pesos a mais/pessoa) que serve de atalho à primeira parte do caminho, já pisando na neve. E a lição durou menos de cinco minutos, feita às pressas. Nessa hora, notei que havia apenas três guias para o grupo inteiro, que tinha, agora, não me lembro exatamente, mas algo entre 18-21 pessoas.

 

Vendo a luva frouxa de minha namorada, dei meu par a ela e entramos na fila indiana, com um guia na frente, cavando pegadas, um no final e um margeando o grupo. Na primeira parte da subida, minha namorada, sentindo os sapatos folgados, ficou para trás, para um guia tentar ajustá-los. Mandaram que eu seguisse em fila indiana. Antes da primeira pausa (foram 3), soube que ela preferiu desistir. A causa mesmo foi que ela estava se sentindo nervosa com a falta de explicações e com o ritmo a toque de caixa. Mas o que chegou a mim, na comunicação por rádio dos guias, é que ela passara mal, mas que queria que eu continuasse. Aquilo me deixou abalado. Ela ainda teve tempo de me acenar e incentivar que eu fosse. Eu, sem saber o que fazer (não sabia sequer como descer na neve), continuei andando, pois fui informado, na aulinha rápida, para não parar nunca. Só na primeira pausa pedi para falar com ela, por rádio. O guia disse-me que não seria mais possível, porque ela já tinha sido levada de volta para Pucón pelos patrulheiros do Parque. Perguntei como eu poderia saber se ela estava bem ou contatá-la, mas segundo ele não havia jeito.

 

Continuei subindo, mas já desmotivado. Estava sozinho ali, com guias que só queriam chegar rápido ao topo, não nos levar ao topo. Faltando muito pouco, na última hora de caminhada, já sentindo muito o cansaço, preferi desistir. Quer dizer, eu nem sabia se queria desistir. Quando saí da fila e me sentei na neve, enquanto um guia de outro grupo passou por mim e disse: “Vamos, falta pouco!”, o meu guia de fim de fila dizia: “Você chegou longe, está de parabéns! Agora você precisa decidir se vai continuar ou não, porque o pessoal lá embaixo está esperando!”.

 

Na dúvida, optei por baixar.

 

Com efeito, com um número pequeno de guias, tive de descer com alguém de outra companhia — mas imagino que isso seja prática até que comum.

 

 

MOMENTOS FINAIS

 

Chegando à base, encontro minha namorada, que esteve o tempo inteiro lá, ao contrário do que o guia me dissera. Juntou-se a nós outra menina, frustrada, por ter querido continuar quando o guia mandou que ela descesse. Os três fomos em busca da van, a ver se ela nos levava para a cidade, para não termos de ficar mais ali em vão. Mas cadê o carro? Não encontramos! Perguntamos e não o achamos. Nesse ínterim, descobri que a menina que estava conosco pagara apenas 38.000 pesos pelo mesmo pacote — uma diferença que, em real, dá cerca de R$ 20 reais. “Mas isso é uma empresa ou uma barraca de feira?”, lembro-me de ter pensado.

 

Mofamos os três na base pelo menos por mais uma hora (as duas garotas, que já estavam ali quando cheguei, mofaram muito mais do que eu), até o grupo todo baixar. Então descobrimos que havia uma van diferente para nos levar embora. Quando eu notei que devíamos ter sabido disso antes e que ela deveria estar bem visível e pronta para levar os desistentes do cume, eles se limitaram a dizer que ela esteve o tempo todo ali. Isso é algo que não posso garantir, mas duvido.

 

Chegamos, enfim, ao centro de Pucón, ansiosos por nos livrar dos laços com aquela empresa. No albergue, encontramos amigos que foram com outra empresa, aquela que seria nossa opção B, e seu relato do apoio humano para a empreitada (que é muito difícil), a começar da reunião tida no dia anterior, foi de dar inveja e travar a garganta de tanto arrependimento.

 

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Nossa, estou realmente chocada com o seu relato!

Não tive problema algum com empresa. Claro que, utilizei dos seus serviços há dois anos atrás, então muita coisa pode (e deve) ter mudado. É realmente bom você compartilhar isso para que outros fiquem atentos e façam uma minuciosa pesquisa na hora de escolher a empresa para subir o Villarrica, já que é uma atividade que exige muita atenção com o público envolvido.

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