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Olá viajante!

Bora viajar?

Na terra da Rainha, e dos Reis do iê-iê-iê (um passeio por Manchester, Liverpool e Londres)

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Amigos, apesar de existirem vários relatos de viagem ao Reino Unido, resolvi retribuir às várias dicas que obtive aqui no site, com algumas informações que considero interessantes para quem pretende fazer uma viagem semelhante a que fiz em dezembro último à Manchester, Liverpool e Londres, e que gostem de Beatles também. Aproveito para sugerir alguns apps para quem pretende utilizar smartphone na sua viagem, e ainda acrescentei algumas dicas básicas que servem para qualquer tipo de viagem ao exterior. Espero que o relato seja útil a todos que o lerem.

 

Prá começar, um agradecimento e duas recomendações: o agradecimento é para a "mochileira" Marina, pelas dicas que muito gentilmente me passou, e que me ajudaram muito ao longo de toda viagem, e por isto será citada algumas vezes ao longo do meu relato. Já a primeira recomendação é tentar ler e se informar o máximo que puder sobre o destino escolhido. Felizmente, hoje podemos contar com sites como o Mochileiros, e também com outros tantos especializados em turismo, assim como blogs de brasileiros que moram ou viveram fora daqui e que podem dar dicas bem legais sobre qualquer destino que você pretenda seguir. A segunda, é conhecer tudo com uma relativa calma e não tentar visitar correndo todos os lugares que você gostaria de ir, para acabar não conhecendo efetivamente as atrações e nem aproveitando tanto assim a viagem. Uma sugestão que dou, é que após ter tomado conhecimento dos principais pontos de visitação do interesse de cada um, que se faça uma lista das consideradas prioritárias, e depois as localize em um mapa tipo "google maps", para se ter uma ideia de distância e tempo entre elas. Depois, você pode "classificar" as atrações por cores, e aí definir o que vai ser visitado e/ou priorizado a cada dia, de acordo com as cores estabelecidas. Por exemplo, as atrações marcadas em azul são aquelas prioritárias e imperdíveis, enquanto as marcadas em verde, serão aquelas que só serão visitadas se sobrar um tempo. Gaste um pouco de tempo neste planejamento antes de viajar, por que isto vai te ajudar muito a ganhar tempo quando estiver em solo britânico.

 

Dou uma paradinha neste ponto prá comentar sobre um grande facilitador que utilizei nesta viagem: um smartphone (mas que se aplica ao tablet também). Uma das coisas que sempre privilegiei nas minhas viagens foi o fato de poder me desligar do mundo e me "concentrar" no destino escolhido. Com isto, mesmo após o advento dos celulares e notebooks, sempre evitei levá-los em minha companhia, para não receber notícias do trabalho, encomendas de compras de última hora e nem me preocupar com coisas que estavam a no mínimo 10 horas de viagem e que pela distância, só poderiam ser resolvidas após o meu retorno ao Brasil. No entanto, com a enorme quantidade de aplicativos para viagem que existem hoje para smartphones e tablets, resolvi procurar e testar previamente alguns para identificar os que poderiam ser mais úteis durante a viagem. O bom, é que mesmo que você não esteja disposto a gastar centavo algum, você conseguirá baixar vários, por que existe um monte de aplicativos "free". Basta você entrar na "store" do seu aparelho e digitar "london" no “buscar”, por exemplo, que você verá uma infinidade deles. Dê preferência para aqueles que trabalham "offline", ou seja, aqueles que funcionam mesmo sem um chip de uma operadora local e nem precisam que o aparelho esteja conectado a uma rede wi-fi. Para não ser surpreendido com o não funcionamento do app, teste algumas funcionalidades do aplicativo ainda no Brasil, para não perder tempo de tentar entender o app, justamente quando estiver em plena Baker Street procurando pela estação de metrô mais próxima...rs.

 

O primeiro app que indico é o citymaps2go. Nele você pode baixar os mapas das cidades que pretende visitar e marcar os pontos de seu interesse, assim como sugeri no caso do “google maps”. Depois de marcados, ele calcula a distância de onde você está dele naquele instante e o tempo que vai gastar até chegar ao destino desejado. Além disto, ele indica os restaurantes, hotéis, estações de trem, aeroportos, cafeterias e trabalha como um GPS. Ao invés de sair com um mapa da cidade na mão, eu saía apenas o smartphone que me guiava pela cidade, já que os mapas baixados, funcionam offline. Como ele indica a direção em que você está caminhando, você não perde tempo andando para a direção errada de que se deseja. No meu caso, encontrei os mapas tanto de Londres, como os de Manchester e Liverpool.

 

Copiei todas as informações que obtive sobre os meus destinos em um arquivo em word, com endereços, sites, preços de entradas, horários de funcionamento, etc., dos lugares que gostaria de conhecer e salvei este arquivo no meu smartphone também. Para abri-lo, usei o aplicativo "documents", disponível na store e também gratuito. Ele lê e escreve arquivos em word e pdf, e é uma “mão na roda”. Com ele instalado, eu pesquisava com rapidez a informação que precisava, sem fazer muita bagunça e sem carregar um calhamaço de papel no bolso ou na mochila. Quem planeja uma viagem, sabe como as vezes é complicado manusear ou consultar as anotações bem no meio da rua e achar um nome ou endereço que você sabe que anotou, mas não sabe aonde. No “documents” você digita uma palavra chave e ele procura prá você aonde ela se encontra, tal como se faz normalmente em um arquivo do Office. Como nem sempre tudo dá certo numa viagem, sugiro levar por precaução, uma cópia impressa deste arquivo de informações na mala. Vai que um dia o seu aparelho pifa, ou seu carregador de bateria não funciona, ou a bateria acaba, né???? rs.

 

E já que é para aproveitar os recursos do seu aparelho, digitalize também os principais documentos da sua viagem (passaportes, passagens, vouchers, ingressos emitidos pela internet, etc) e guarde na memória do seu telefone, ou em algum arquivo na nuvem ou em algum e-mail seu. Em caso de perda do original de algum deles, será mais fácil recuperar as informações que você precisar.

 

Fotografe a sua mala despachada, guarde estas fotos na memória do seu aparelho, e anote as principais características da sua bagagem, como por exemplo, o nome do fabricante e as dimensões das malas. Em caso de extravio, ao fazer uma ocorrência junto à companhia aérea, estas informações serão importantíssimas. Palavra de quem já passou pela situação!!! Coloque o seu nome e endereço em vários locais da sua bagagem, inclusive internamente. Como as malas são jogadas de um lado pro outro nos aeroportos e nos aviões, perder a identificação externa é uma coisa mais comum do que se imagina!

 

Já que falei em bagagem extraviada, uma outra sugestão: leve na mala de mão, pelo menos uma “muda” de roupa “sobressalente”. Embora as companhias aéreas ressarçam os passageiros pelas despesas com compra de roupa em situação de malas extraviadas, dependendo do horário ou o local de sua chegada, nem sempre é possível a compra imediata de roupas de reposição. E cá entre nós: começar uma viagem, utilizando a mesma roupa que viajou o dia anterior, é uma tristeza, né?... rs. Se for viajar com mais de uma mala e/ou acompanhado com a família, por exemplo, distribua a roupa de todos nas diversas malas que esteja levando. Assim, no caso de extravio de uma mala, a que se “salvou” terá roupas para todos, até que a outra mala perdida seja encontrada ou novas roupas sejam adquiridas.

 

Outra dica muito útil prá quem vai ao Reino Unido é levar um bom guarda chuva/sombrinha resistente ao vento. Parece ser comum que a chuva lá sempre caia acompanhada de um vento forte, que além de aumentar a sensação de frio, te obriga a "torear" o vento com o seu guarda chuva. Portanto, nada de levar “aquele” comprado na mão de um coreano, por que ele não vai resistir...rs. Comprei um ótimo em uma viagem que fiz à Itália que aguentou o “vai e vem” do vento, e prá quem não tem um assim, sugiro comprar um em uma das várias lojas especializadas em Londres.

 

Todo mundo sabe que a moeda britânica é a libra esterlina, mas sempre fica aquela dúvida, se para o caso de uma estadia de poucos dias, se é possível se virar usando os euros que já se tem no bolso. Sinceramente, só vi aceitar euros na Feira de Portobello Road, que é um comércio bem informal. Como Londres é lotada de turistas, outros tantos lugares e feiras devem aceitar também, mas não conte com um câmbio favorável e nem que receberá um troco exato. A libra esterlina baseia-se no sistema decimal e cada libra tem cem pence. As notas são emitidas nos valores de 50, 20, 10 e 5 libras, e as moedas nos valores de 2, 1, 0,50, 0,20, 0,10, 0,05, 0,02 e 0,01 de libra. Prá complicar a vida do turista, os valores normalmente estão identificados apenas por extenso e não pelo valor numérico da moeda. Ou seja, ao invés de você receber uma moeda escrita com 2£, por exemplo, você receberá uma moeda onde está escrito "two pounds". Pode parecer besteira mas na hora em que você está em uma fila prá pagar seja lá o que for (tipo, a do metrô ou supermercado) com um monte de moedas na mão e com um monte de gente esperando atrás, a identificação dos valores parece que fica muito mais demorada do que se imagina, principalmente por que os britânicos, assim como a maioria dos europeus, não estão acostumados a esperar que as pessoas contem as moedinhas que se tem nos bolsos...rs. É bem visível a irritação deles quando alguém demora prá pagar em qualquer tipo de caixa, inclusive do próprio operador do caixa. Portanto, só entre na fila quando tiver já o valor exato na mão, ou então pague sempre com uma nota de maior valor do que a compra (lógico, né?? rs), para transferir a responsabilidade de identificar as moedinhas para a pessoa do caixa...rs. Claro que com o uso diário das moedas, você acaba se familiarizando com elas e identificando pelo tamanho o valor de cada uma, mas até que isto aconteça, é bem provável que o seu bolso já esteja lotado delas !!! rs

 

Este primeiro post, foi apenas de “dicas gerais”, mas prometo que no próximo, eu começo a escrever sobre as cidades....rs

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Casweb, que relato completo e gostoso de se ler. Parabéns!

Vou para Liverpool fazer um intercâmbio de 30 dias e pretendo pegar um ou dois finais de semana para ir à Londres. Muitas de suas dicas estarão no meu roteiro.

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Obrigado Ana. É muito bom saber que o meu relato esteja te ajudando a montar o seu roteiro de viagem.Com certeza você vai gostar muito de Liverpool e ter depois muitas novas dicas para repassar para o pessoal daqui do Mochileiros. Apesar da cidade ser famosa principalmente pelos Beatles, li muito pouca coisa de lá contada por brasileiros. Ótimo intercâmbio e uma boa viagem prá você !

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Brasileiro adorar viajar para fazer compras, mas fazer isto no Reino Unido, a um custo baixo é difícil. O pior, é que todas as grandes marcas estão lá fazendo vontade aos mais consumistas. As ruas Oxford e Regent Street são os principais pontos de compra de Londres, mas não se esqueçam das dicas anteriores de Portobello Road, Camdem Town, Baker Street, Covent Garden, entre outras.

 

De todos estes lugares entretanto, a Oxford Street (http://www.oxfordstreet.co.uk) é a mais conhecida rua de comércio da capital britânica, e nela você encontrará o que há de novidade no mundo da moda em lojas como a Selfridges, H&M, Muji, Accessorize, Uniqlo, Disney Store, Gap, Zara, Benetton e as megastores Marks & Spencer e John Lewis. Ou seja, um leque enorme de opções e para todos os gostos. A rua é facilmente acessada através de várias estações do metrô. Uma das mais concorridas lojas da Oxford Street, é a Primark (http://www.primark.com) que também pode ser encontrada em Manchester. A loja está sempre cheia, devido aos preços baixos e a grande variedade de produtos, mas muitos deles (diria a maioria) são de gosto e qualidade duvidosos. Se você tiver “bala na agulha”, prefira ir à Selfridges & Co. (http://www.selfridges.com), uma das melhores lojas de departamento da Inglaterra e recentemente votada como a melhor do mundo.

 

Uma outra loja de departamento muito famosa, é a Harrod’s (http://www.harrods.com), que se tornou uma lenda do luxo e do consumo e que está localizada na Brompton Road. A Harrod’s ficou tão famosa que acabou virando ponto turístico, e mesmo que não seja para fazer compras, muitas pessoas vão até lá apenas para passear e conhecer os produtos luxuosos expostos em suas prateleiras. A mega loja oferece o que há de melhor e mais recente em termos de moda masculina, feminina e infantil, com uma ampla variedade de produtos. O preço no entanto, está normalmente fora do alcance do consumidor comum, mas com um pouco de tempo e paciência, é possível encontrar produtos de ótima qualidade por um valor acessível.

 

Para quem está a procura de produtos farmacêuticos e cosméticos, as opções são as redes Boots, NVS e Superdrug, encontradas e vistas por todo lugar. A Boots dispõe ainda de uma seção de lanches rápidos e é uma boa opção de comida barata.

 

Se a intenção for procurar por produtos em supermercados, para pequenas compras, ou lanches do corre-corre, ou para se comer no hotel, existem as redes ASDA, Sainsbury`s e Tesco. Nelas é possível comprar também comidas prontas baratas, principalmente para aqueles que acharem que os preços nos restaurantes está acima do orçamento. Reza a lenda, que próximo do horário de fechamento das lojas, as refeições preparadas pelos próprios supermercados são vendidas por um preço mais barato, por ser proibida a comercialização de comidas com data de fabricação do dia anterior. Sendo assim, antes das 8 da noite, horário em que o comércio fecha, vários produtos são colocados em “promoção”.

 

Tanto as lojas dos supermercados, como as das farmácias, podem ser encontradas nas estações de metrô de maior tamanho e movimento, ou estrategicamente próximas a elas, com lojas normalmente pequenas, diferentemente do que acontece aqui no Brasil e Estados Unidos, onde é mais comum as marcas mais conhecidas ocuparem grandes espaços.

 

Para lembranças baratas, além dos produtos comercializados nas diversas feiras de Londres, existem a Poundland; onde tudo custa até uma libra, e encontrada também em Liverpool, a Cool Britania, que é o paraíso dos produtos tendo o Reino Unido como tema e a Fancy that the London, que fica quase em frente ao Museu Britânico.

 

Para quem é fã de comic books, existe a Forbidden Planet, com uma quantidade enorme de bonecos, revistas, jogos, DVDs, livros e roupas tendo como tema os heróis Marvel, mangás, Star Wars, entre outros.

 

Se a dúvida é onde comer, lembre-se que Londres é uma cidade internacional, e que recebe turistas do mundo todo. Dizer que lá só se encontra o tradicional fish and chips é a mesma coisa de dizer que aqui só se come feijoada...rs.. Além das opções de restaurantes que passei ao longo do meu relato, algumas com os seus respectivos sites para vocês terem ideia de preços, existe uma infinidade de outros lugares para ir se alimentar, com opções para todos os bolsos e gostos, inclusive de comida brasileira para matar a saudade de casa. Na hora que a fome apertar no meio da tarde, existem bons cafés instalados dentro dos museus, embora geralmente mais caros, mas nas ruas, você também encontrará fast foods conhecidos por aqui, como McDonald’s, Burger King, Pizza Hutt, Subway e os menos famosos prá nós brasileiros, mas espalhados por todo o Reino Unido, "Pret a Manger" e o "EAT". Costa Coffee e Starbucks encontrados praticamente em cada esquina, são ótimas opções também, inclusive para quem pretende fugir do café da manhã ao estilo inglês.

 

Na minha pesquisa por diversos blogs de brasileiros que estiveram em Londres, encontrei referencias aos restaurantes italianos Zizzi e Azzurro, e vi muitos da rede Bella Italia. Outros restaurantes citados foram JD Wetherspoon, Incognico, Belgo, Fish!, Crown Carvers, Geales, Golden Union, Yo Sushi!, Poppies, Wahaca, Bangers & Bros, Kahn’s, Jamie Italian, Farmers & Fine Foods, etc e etc. No entanto, acho que procurar por qualquer um deles, por melhor que sejam, só vale a pena para aqueles com tempo de sobra para fazer isto. Londres, assim como todo o Reino Unido, tem ótimos lugares para se comer, e o que é bom prá um, pode não ser bom para outro. O ideal é ter em mãos um daqueles aplicativos que citei ao longo do meu relato, com a localização do restaurante/fast food mais próximo de você na hora em que bater “aquela” fome...rs. Um app que pode auxiliar nisto e que não citei anteriormente é o “Paladar” do “Estadão”, com várias opções de lugares de onde ir, inclusive separadas por especialidade do restaurante e distância de onde você está do local, contando inclusive, com uma calculadora de gorjetas. Mesmo com tantas opções, não se esqueçam também de experimentar as refeições disponíveis nas diversas feiras de Londres, muitas delas, preparadas com alimentos orgânicos.

 

E com este tópico, encerro o meu relato. Espero que ele seja útil para muitos, assim como foram os de outros mochileiros que me ajudaram a montar o meu roteiro e que para não cometer injustiças, não citarei um a um aqui. Para todos eles, um muito obrigado. E para aqueles que estiverem indo para o Reino Unido, uma ótima viagem!

 

Se tiverem alguma dúvida sobre qualquer lugar citado por mim, me escrevam !

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