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Arquivo Perguntas e respostas repetidas - Israel

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Por Gabriel

Todo ano, em Israel, há um dia no qual é tocada uma sirene no país inteiro para relembrar o Holocausto. O coração da gente gela, todo mundo pára e lembramos em que país a gente vive.

Tel Aviv é o que há. Ruazinhas mal planejadas ainda na década de 20, arborizadas e cheias de carros estacionados por todos os cantos. Arquitetura Bauhaus dos anos 30, espigões de aço e de vidro dos anos 90 e 00, predinhos caindo aos pedaços dos anos 50. Jovens de lambreta, de bicicleta, de patins, a pé, com ou sem seus cachorros. Religiosos, hippies anacrônicos, estudantes, casais de gays de mãos dadas… a única coisa que não anda por Tel Aviv é o trânsito. A única coisa que não se encontra em Tel Aviv é estacionamento. Têm rodinha de pedreiros chineses rachando um rango na Yarkon, de frente ao mar, quase em Yafo. Tem rodinha de aposentados marroquinos jogando conversa fora e falando mal do governo. Rodinha de religiosos devotos do Rabi Nachmad de Uman, cantando ‘Festa no Apê’ com letra reescrita em hebraico exaltando o tal Rabi no meio da faixa de pedestre durante o sinal fechado.

Em Tel Aviv tem muita, mas muita mulher bonita. Descendentes de poloneses, alemães, iraquianos, iranianos, marroquinos, romenos, etíopes, argelinos, iemenitas, búlgaros, russos, turcos… e a mistura disso tudo com qualquer outra coisa também. Minha esposa consegue ser descendente de romeno, polonês, marroquino e de argelinos – e tem cara de brasileira.

Em Tel Aviv também tem praia. São mais ou menos limpas, com a água mais ou menos suja, muito fria no inverno, e morna no verão. Praias entupidas nos finais de semana. Cheias de arsim e farofeiros. Mas sempre divertidas para quem gosta de musica oriental (estilo árabe) em volume bem alto e gente falando gritando. E frescobol que, aliás, os israelenses acham que inventaram. Durante a semana e/ou inverno as praias ficam cheias de gente da cidade fazendo esporte, bebendo um chope ou praticando a arte milenar de levar fora das mulheres.

Como são praias de enseada, em geral a faixa de areia é menor do que encontramos no Brasil, o que facilita na hora de fechar com muros e cercas. As praias dos religiosos têm que ser assim: homens de um lado, mulheres do outro. Nas outras praias, a maioria das mulheres usa um biquíni que, no Brasil, iria ser considerado não só ultra-conservador como também terminaria aproveitado como modelo de fralda descartável. Graças a Deus esse desastre está saindo de moda. Fio dental são poucas, mas geralmente bem selecionadas. Topless, só em Eilat. Mas aí são cinco horas de carro numa estrada meio perigosa para ver peito…

Culturalmente tem de tudo. Uma barraquinha de falafel a cada 50 metros, um sushi-bar a cada 100 e suco natural de qualquer coisa que se possa fazer um suco, em todo canto. Restaurantes cheff a 200 dólares por pessoa e prato feito a 20 shekalim também tem. Restaurante de houmus populares ao lado de coffee shops sofisticados e modernos. Show de orquestra de música iraquiana tocando ud, show de metal-rock russo, ou barzinho de musica pop. Enfim, a única coisa que até hoje eu não consegui achar em Tel-Aviv foi estacionamento mesmo – e é por isso que vou de bicicleta para os estudos e para o trabalho, sendo quase atropelado 14 vezes por dia, que israelense costuma dirigir mal pacas. O trânsito num raio de uns 20 km ao redor de Tel Aviv é simplesmente impraticável.

Moro em Ramat-Gan, uma cidade vizinha de Tel Aviv e que, infelizmente, não é Tel Aviv. Em Tel Aviv simplesmente não há apartamentos para alugar. Você entra num site de buscas e, ao encontrar um apartamento, se demorar mais de quinze minutos para fechar o negócio, perde a chance. Além, é claro, dos preços estratosféricos.

No meu bairro, a maioria das famílias são religiosas. Os jovens estão sempre na pracinha, quando vou passear com minha cachorra. É que quando entra o Shabat – no pôr-do-sol da sexta-feira –, os religiosos não podem mais andar de carro ou qualquer outro veículo automotivo. Devem ficar meio sem ter o que fazer, que essa região é chata à beça. E daí que por isso ficam a fazer coisa nenhuma juntos, na pracinha onde a Preta gosta de correr atrás de gatos vadios e passarinhos. O que me vem na cabeça sempre que eu escuto a algazarra deles é como adolescente é igual no mundo todo, independente de credo, raça ou geografia. A única diferença é que, naquela pracinha, as meninas vestem saia até os tornozelos e os rapazes usam kipá. Religiosos, sim, mas não ortodoxos, que aqui é Ramat-Gan, não Bnei Barak ou Mea Shearim, em Jerusalém.

O país cresceu assustadoramente desde os anos 90. Gigantes mundiais se instalaram por aqui, empresas locais cresceram com a internet e ficaram maiores que as fronteiras de Israel. Esse novo capitalismo fez bem para a nação, e mal para os kibutzim e para o welfare state que reinava aqui até o governo Nataniahu. Depois da segunda intifada que coincidiu com o estouro da bolha inicial da internet e da Nasdaq, a economia freou. Nataniahu cortou as assistências do governo, a desigualdade social aumentou e a qualidade de vida diminuiu. E só nos últimos anos a coisa começou a se recuperar.

Bem, se recuperar quanto? Digamos que nem durante a guerra do Líbano a bolsa de valores balançou. Vem batendo recordes já faz mais de dois anos. O investimento internacional vem aos borbotões e o nível do crédito de Israel é o melhor de todos os tempos. Esse que vos escreve aproveita a onda para estudar e trabalhar. Não sei se em outras épocas ou outros lugares seria possível manter assim o estilo de vida enquanto se estuda. E tudo isso leva ao tal do trânsito que não consegue transitar. São centenas de milhares de carros entrando e saindo da região central de Israel por dia. A maioria novos, a maioria leasing, a maioria com o logotipo de alguma empresa de alta tecnologia, seguros ou construção. Eu sigo com a minha bicicleta, achando ruim apenas que eu não tenho buzina para poder retribuir a gentileza que esse povo todo me presta nas ruas de Ramat-Gan.

É definitivamente um país com tendências democráticas. Posso falar e escrever o que eu quiser. Inclusive com a certeza absoluta que vai chover gente discordando, não importa o que for dito.

No entanto, casamento no civil não existe: só no religioso. É o abocanhamento da teocracia que ainda influi no país e no estilo de vida. Ben Gurion achou que em pouco tempo os ortodoxos simplesmente desapareceriam, e por isso concedeu a eles tantas regalias. Errou. Como errou em não deixar os Beatles tocarem aqui por achar que iam estragar a juventude israelense. É, segundo a carta de independência de 1948, um país judaico democrático. Uma total anormalidade em toda história das ciências políticas, e uma contradição em termos. E nesta dualidade anda a nação já faz 60 anos.

Estar em um país judaico é bem mais que ouvir propaganda de ‘queima de estoque de Pessach!’ ou ‘Promoção de Chanuká’ ao invés de páscoa ou natal. É não encontrar qualquer transporte público no shabat. É, em várias regiões do país, ter que penar para encontrar comida não kosher (o que significa que preparar uma boa feijoada por aqui era bem complicado até algum tempo atrás, já que a coisa é difícil, mas já foi bem pior). É ver partidos políticos de peso tomando decisões baseadas na vontade de grupos religiosos que se respaldam em premissas religiosas e trechos bíblicos. É estudo da Torá obrigatório nas escolas e até fanáticos que às vezes matam primeiro-ministros.

Mas é também uma muralha de cultura, é estudar história na escola e não ter que se perguntar o que isso tem que ver comigo: a história é literalmente a dos seus antepassados. É andar de bicicleta no meio de uma auto-estrada no Yom Kipur, já que não andam carros em nenhuma rua ou estrada neste dia. É encontrar um restaurante que sirva exatamente a comida que você comia na casa da vó quando era criança. É ouvir as crianças nos jardins de infância cantando as músicas das festas que, vindo de um país católico, você achava que só você e seus colegas conheciam.

‘Judaico Democrático’ é ainda, dentro da dualidade, democrático. Falar mal de qualquer coisa, em especial do governo, é uma espécie de padrão de cidadania. É uma democracia de país muito pequeno, em que todo mundo conhece todo mundo. A principal rede de televisão é também dona de boa porcentagem do jornal de maior circulação e têm em sua linha de repórteres gente que trabalha para o jornal da concorrência. E todos foram, são ou serão colegas de trabalho um do outro na mesma empresa. Além disso, há pelo menos 3 canais de TV do governo. Dois deles só pela TV a cabo. Dentre os canais abertos, canal 1, do governo, canal 2, canal 10 e um canal em russo. E ainda todos os canais em árabe que (dificilmente) se pode sintonizar do Egito, Jordânia, Síria e Líbano. Isso significa que quase qualquer família de classe remediada para cima tem TV a cabo, que viver de 3 canais abertos (fora o canal em russo) não é mole. E ‘microdemocracia’ é envolvida aí também, pois são apenas dois fornecedores de serviços de TV a cabo e satélite. E um deles é de parcial propriedade da estatal (e até pouco tempo monopólio) de telefones fixos em Israel.

Confusão? Não é nem o começo para um país que desenvolveu tanta tecnologia de telecomunicações, internet e eletrônica para o mundo inteiro.

Cada jornal ergue uma bandeira. Um é direitista, outro populista e outro esquerdista. Fora os novos, menores e gratuitos, que a gente ainda não sabe para que time torcem. Todos são controlados por algumas poucas famílias. Quase todas essas famílias donas de outras empresas e conglomerados. E o diacho é que a imprensa aqui ainda consegue ser muitíssimo melhor do que a maioria da imprensa que eu conheço por aí. Neutra? Nem um pouco. Mas tem suas visões absolutamente claras, e fica fácil entender por qual filtro o jornal enxerga a realidade. É um país obcecado por atualidades. A cada hora cheia todas as rádios transmitem um pequeno noticiário de uns 3 a 5 minutos. É quase impossível não saber o que está acontecendo.

Quando há um atentado, 5 minutos depois a história toda já está digerida, e só não é reportada em sua totalidade porque a Justiça não permite a divulgação de nomes das vítimas até que os parentes próximos sejam avisados oficialmente. Quando uma tragédia dessas acontece, no mesmo dia, na edição principal dos noticiários a história das vítimas é contada, incluindo foto dados relevantes e irrelevantes. Cada um passa a conhecer os mortos, os feridos, as famílias. É, como se diria em português, levar para o lado pessoal. Mesmo. Nos últimos tempos a imprensa decidiu (conscientemente?) fazer o mesmo com as vítimas do trânsito. Aqui morrem por ano uma média de 500 pessoas em acidentes. É bem mais do que morrem em conflitos armados.

Uma das coisas mais impressionantes a respeito de Israel é como pode um país tão pequeno ter cantos tão diametralmente opostos distantes de poucas centenas de quilômetros. Jerusalém é diferente de Tel-Aviv até no cheiro. Em Tel-Aviv se encontra de tudo, até falafel orgânico eu já vi. Em Jerusalém não se encontra nada. A não ser que você tenha um excelente guia ou GPS no carro. Quando você sabe onde está, não têm idéia de como chegar onde quer. Quando sabe onde fica o destino, não consegue descobrir onde está. Quando sabe o caminho, este estará invariavelmente em obras e o motorista terá que dar uma volta tão grande que acaba se perdendo – de novo. Pelo menos pode-se, no caminho (de sabe-se lá onde para qualquer lugar) aproveitar a vista, que de quase todos os pontos é maravilhosa. São montes e vales cobertos por cedros aqui e acolá, pedras e pedregulhos, casas e edifícios todos, por lei, de pedras da mesma cor.

A cidade velha é história à parte. Literalmente. Lá, ao contrário do resto da cidade em que não se encontra absolutamente nada, se encontra praticamente de tudo – menos, é claro, o destino onde se quer chegar. Encontra-se de tudo mas, é claro, Made in China. Se quiser o original tem que procurar em outro lugar. Não na cidade velha. Lá, surpresa, velharia. Uns 3, 4.000 anos de história. Cada canto se descobre que aconteceu alguma coisa interessante. Bem, em 4.000 anos de história, não duvido que dê tempo de acontecer tanto em cada canto.

Já em Beer-Sheva não acontece nada. Nunca. E se esse texto fosse um guia turístico e não um folhetim de curiosidades estrangeiras, eu seria imediatamente apedrejado em praça pública por escrever tão pouco sobre Jerusalém e sequer tocar no assunto Beer-Sheva. Só que Jerusalém eu conheço muito pouco, e sinceramente, de tanto que Jerusalém já foi cantada em prosa e verso por melhores e maiores e mais aptos que eu, me sinto mais a vontade de escrever sobre um lugar em que qualquer absurdo que eu escrever, é passível de assim ter acontecido. E em Beer-Sheva realmente não acontece nada, mas qualquer coisa poderia acontecer. E quanto mais absurdo, mais provável.

E bem, Beer-Sheva não é nem norte do Neguev, nem sul. Fica lá, no meio, no meio de uns montes baixinhos, carecas e amarelados. E Beer-Sheva consegue ser tão feia quanto o vale onde está incrustada. Vivi lá por alguns anos por conta da universidade, que é fantástica. Quando não chove, e isso é quase o ano todo, a cidade fica toda coberta por uma camada de poeira, o que dá o tom meio amarelado a tudo que fica sobre aquele solo.

O Neguev, região sul de Israel é assim: o norte do Neguev é lindo. Todo artificialmente irrigado, cheio de campos. Na época das colheitas, quando o trigo é colocado em fardos pelos campos, dá a impressão de que estamos no meio de um passeio por uma plantação de cubos. As cidades pequenas, moshavim, kibutzim são lindos. As cidades grandes são feias e pobres. As estradas são boas e os motoristas seguem sendo uma porcaria. Já o sul do Neguev é deserto. Deserto montanhoso. É maravilhoso. São crateras como a de Mitzpe Ramon, facilmente confundível com um cânion de Marte. E Eilat, até para quem não mergulha é uma coisa impressionante. Depois de dirigir horas por um cenário de outro planeta, chega-se no cume de uma montanha, e de repente, quando se começa a descer, lá embaixo, entre montanhas gigantescas da Jordânia, se vê um mar de um azul que não é Marte, é Netuno.

No sul do Brasil, a preocupação de quem vê a previsão do tempo, são as massas de ar frio que vem da Argentina e trazem chuva e frio. Em Beer-Sheva, a preocupação é um negócio chamado Hamsin (em árabe) ou Sharav (em hebraico). É quando uma massa de ar vem direto do Sahara para dentro de casa. E traz consigo umidade quase zero, uma quantidade gigantesca de poeira e um calor de forno de padaria. O céu fica amarelo e tudo que é metálico dá choque. E a vontade de viver desaparece. Hamsin quando vem, cobre o país inteiro (o que não é tão difícil, dadas as dimensões). Mas em Beer-Sheva ele é bem pior. Certa vez, o céu ficou completamente vermelho. No meio do dia.

Foi um dos fenômenos meteorológicos mais estranhos que eu já presenciei. Hamsim às vezes termina com chuva. As massas úmidas e frias encontram ar quente e precipitam. As gotículas vão juntando partículas de poeira e chegam ao chão como lama. Isso mesmo. Chuva de lama. Das coisas mais nojentas que eu já conheci.

Contei como é quando não chove. Quando chove vira um pudim de lama. (Toda aquela poeira se junta com a água que escorre deficientemente e vira aquela coisa suja que cobre a cidade inteira). É uma cidade que cresceu tanto com a vinda dos imigrantes russos em 90 (da mesma maneira que aconteceu na imigração do Marrocos nos anos 50) que meio que inchou para todos os lados. Perto dos predinhos feios e caídos dos anos 50, surgiram edifícios estilosos, de arquitetura duvidável, por toda parte. E ao contrário de outras metrópoles, não há trânsito. Como é típico de Beer-Sheva, é por um erro de planejamento. As avenidas foram planejadas para terem enormes canteiros, gramados e árvores entre as pistas. Só esqueceram que não há água em Beer-Sheva. E assim as avenidas tomaram o lugar desses espaços.

Certa vez, estava comendo uma porcaria de um hambúrguer perto de casa numa lanchonete chinfrim. Fiquei escutando a conversa de uns estudantes que comiam a mesma porcaria que eu. Entrou um vendedor ambulante carregando nos ombros um monte de sacos de produtos made in Sei-lá-Onde. Os estudantes que me pareciam aborrecidos de qualquer maneira gostaram da novidade e imediatamente começaram a se interessar pela mercadoria. Um orgão eletrônico chamou atenção ‘Conecta na eletricidade?’, ‘toca quantos instrumentos?’ e assim por diante. Até que alguém perguntou: ‘O senhor é de onde?’. Ele respondeu o nome de uma vila palestina na região do Shomron. Um dos rapazes sorriu e eu não acreditei no que ele respondeu: ‘Puxa! Eu servi no exército por la!’. ‘É mesmo?’ ‘É! Sério! Você conhece a família Sharif no fim da rua principal?’ e o palestino responde: ‘Claro! Rahni é grande amigo meu.’ ‘Puxa! Mande um abraço para ele.’

Era tão surrealista que depois que tudo acabou e eles dois só faltavam se abraçar e trocar telefones, fiquei pensando em como faz falta um gravador às vezes.

Crédito Pedro Dória weblog

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Sim, o preço é por pessoa... não para o casal.

lembro que qdo cheguei a Nazareth fui direto para o Sisters of Nazareth (se nao me engano era uma porta pequena, quase não achei) rs rs... mas estava lotado.

Engraçado como fica caro viajar como casal em Israel, porque na maioria dos países da Ásia viajar em duas pessoas geralmente é o modo mais barato (mais barato que duas camas num hostel)... que não é o caso de Nazareth.

Aliás, achei as coisas muito caras por ali... e confesso que fiquei extremamente decepcionado com o Mar da Galileia na região de Tiberias... um descaso imenso, muita sujeira, muita coisa abandonada ao redor do lago. UMA PENA, pois o cenário logo fora da cidade é muito bonito.

  • 2 meses depois...
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Olha, com base na minha experiência e em coisas que li, eu diria que vai depender um pouco da sua sorte. Claro, se você visitar (ou voltar) um país árabe antes da entrada em Israel, a segurança será redobrada e talvez você corra o risco de sofrer uma revista mais detalhada.

 

Creio que o fato de ser homem e viajar sozinho também o coloque num status de atenção maior. Estar a turismo não ajuda nem atrapalha, já que muita gente vai a Israel a turismo. É legal você saber, de antemão, que cidades pretende visitar, como pretende se deslocar, onde vai se hospedar, etc.

 

Resumindo: dentro da normalidade, você pode até ter alguns aborrecimentos (atraso, demora, revista), mas não creio que perderá a viagem. No entanto, se visitas a outros países não forem essenciais dentro de seus objetivos, talvez seja o caso de deixá-los para uma próxima oportunidade.

Postado
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Grande Fabio,

 

Bem... se o seu pastor foi enquadrado no nível 5, eu provavelmente fui enquadrado no nível 5+ Possível terrorista. rs rs

Como já disse em outro forum, passei lá longas 7 horas... tudo porque tenho cara de árabe, um passaporte verde brasileiro todo carimbado em vários países árabes, tinha uma hatta na mochila e pedi para carimbarem num papel separado... enfim, a história é longa, mas tenho certeza de que não precisas ter nenhum receio e cancelar a viagem para a Jordania ou Egito por causa disso.

 

Chegar via aeroporto em Tel Aviv será tranquilo... eles provavelmente perguntarão o motivo da visita e onde vai ficar, não muito mais do que isso.

Não precisa de outra resposta a não ser turismo! Seja sempre sincero.

Não tenha receio de não poder voltar para Israel por ter visitado o Egito ou a Jordânia (veja que eu estive no Líbano e Síria que são "inimigos reais" de Israel e eles me deixaram entrar)!

 

Na verdade eu entrei duas vezes. A primeira, vindo da Jordânia (depois de ter visitado os Emirados Árabes, Líbano, Síria, Marrocos e Indonésia, todos países muçulmanos) que foi a entrada mais chata, pois fui muuuuito pressionado (qqr hora te conto a história completa) e a segunda quando estava voltando do Egito para a Jordânia e cruzei a fronteira entre Taba e Eilat. Na segunda vez eu entrei sem maior demora, esperei por uns quinze minutos só...

Por isso eu digo: vc entrará em Israel pela primeira vez sem o carimbo de nenhum país muçulmano... será tranquilo, a segunda vez pode ser mais trabalhosa porque vc foi ao Sinai, mas não será motivo de grande preocupação pq vc já esteve em Israel antes e pode mostrar que pegará o vôo de volta em TA ::otemo::

 

Fica tranquilo e aproveita para visitar todos os lugares que tiver vontade e tempo para ir!

Eu diria que o único risco real de ser barrado na fronteira é se houver um grande conflito na época e eles fecharem... aí sim! Mas isso é caso extremo, eu fui para Israel enquanto a guerra ainda estava muito quente e mesmo assim consegui. Use da paciência e da sinceridade que tudo dá certo!

 

Amados, boa tarde. ::otemo::

 

Meu pastor acabou de chegar de lá, exatamente semana passada (quinta-feira) e passou por algumas situações devido ao visto que ele tinha há 2 anos no Egito, quando foi a Israel em seguida, nesta mesma viagem. Na entrada ele não teve problema nenhum, mas quando ele teve que ir para Alemanha, no embarque, eles colocaram ele no nível 5 de segurança (segundo ele há uma escala de 1 - 5). Ele teve que passar por uma revista total, retiraram toda a sua roupa e correu o risco de não embarcar. Tudo por causa do visto há 2 anos do Egito.

 

Ele me alertou ou me dispertou para isso. Eu não estava preocupado e nem passou pela minha cabeça quanto a este problema. Então, vocês que moram aí, ou que já foram, gostaria que me respondessem retirando essas questões. Pois ele disse que haverá uma revista "rigorosa" na entrada e que irão me perguntar qual meu intiuito de estar visitando o país. Estarei indo sozinho e a minha única resposta seria o turismo, pois estarei de férias. Não tenho nenhuma resposta além desta.

 

Ele também me alertou quanto a ir em outros lugares, ou seja, eu entrar em Israel, sair de Israel e tentar entrar novamente em Israel. No meu planejamento, de Jerusalém estarei indo para Amã, de Amã para Petra, de Petra para Eilat, de Eilat para Dahab e de Dahab para Eilat e enfim, voltar para Jerusalém e Jerusalém - Tel Aviv para ir embora... Existe algum problema quanto a isto?

 

O meu receio é que depois que eu entrar e sair de Israel, eu não entre novamente. Quais as preocupações e cuidados que tenho que ter para que isso não aconteça? Pois outros dizem para não se preocupar, que é tudo tranquilo e seguro, mas outros não dizem isso... rsrsrs É muito confuso! ::essa::

 

Abraços,

Fábio

Postado
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Oi Weiss, como estamos???

 

Obrigado pelas dicas. Mas cara, eu fiquei preocupado sim, ainda mais porque eu vou sozinho aí já pensa em bobagens. O máximo que eu iria fazer era cancelar a minha ida na Jordânia e no Egito, mas como eu não devo nada a ninguém, faça tudo certinho, vou pela fé e vai dar tudo certo! ::otemo::

 

Uma pergunta... Eu posso ir direto para Dahab por Petra sem precisar parar em Eilat ou alguma outra cidade? A intenção é sair de Jeursalém, ir para Amman, de Ammna para Petra/Wadi Rum, de Petra para Dahab (Ir no Sinal e tal...), de Dahab para Eilat, etc... Até voltar a TA, passando de novo por Jesuralém. Segue +/- meu roteiro:

 

0 - BRA

1 -TA

2 - HAIFA

3 - Outras cidades do Sul

4 - Jerusalém (2 dias)

5 - Amman

6 - Petra/Waid Rum

7 - Dahab / Sinai

8 - Eilat

9- Norte Israel e ir subindo por outras cidades até Jerusalém

10 - Jerusalém (1 semana)

11 - TA

12 - Turim

13 - Paris

15 - BRA

 

Já to te alugando de novo rsrs

 

[[]]'s

Fábio

Postado
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Fabio,

 

Como dito pelo colegas, a entrada pelo aeroporto não deve ser um grande problema, só sugiro ter em mãos passagem de ida e volta e acima de tudo paciência, muita paciência, mas fique tranquilo que questão lá não chega ser imigração ilegal e sim problemas de terrorismo.

 

Para quando for sair do país, chegue 3 horas antes pois a revista no aeroporto é bem detalhada, ou seja, esteja preparado para revistar toda as malas.

 

Pergunta:Você ficará 10 dias em Jerusalem? já planejou o que fazer? pois eu acredito que seja bastante tempo, a não ser que queira visitar outros lugares a partir de lá.

 

SDS

 

LoucoSP

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Louco, rsrsrs ::dãã2::ãã2::'>

 

Quanto a entrar em Israel já estou tranquilo. Vou fazer o sugerido por cada um de vocês e com paciência. E quem não deve, não teme.

 

Quanto a sua pergunta... Eu quero aproveitar todo o país, por isso que vou tirar uns 38 dias de férias. Sei que é bem pequeno e por isso já é uma vantagem. Embora eu sei que há muitos detalhes em relação as cidades que eu vou querer conhecer. Jesuralém é uma cidade com muitos ministérios, é a menina dos olhos de Deus, cidade profética onde muitas coisas ainda vão acontecer, e por isso quero gastar o maior tempo lá.

 

Eu ainda não sei exatamente o que fazer. Mudei radicamente meu planejamento dessas férias. Eu ia para Itália, mas Deus mudou toda a minha direção. Eu vou sozinho e por isso estou colhendo informações de quem já foi para não ficar tão perdido assim. Aí eu vou traçar o meu roteiro apenas para orientação e montar o meu trajeto das cidades e depois, em cada cidade, pesquisar o que se tem para fazer lá.

 

Além de Israel, vou para Amã, Petra e Dahab (Egito - depois que eu li o que o amado Mike escreveu, fiquei maravilhado... Sem falar que eu quero subir o Sinai, então juntou tudo). Era por isso que tinha meu receio, ao entrar em Israel depois que eu sair para ir a Amã, Petra e Sinai, sacou?

 

Um abraço.

Fábio ::hahaha::

  • 3 semanas depois...
Postado
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em construção Dicas como ir e vir pontos turísticos, Hospegagem custos meios de tansportes.

 

Beer Sheva, cidade mencionada na Bíblia como uma dos mais importantes centros dos antigos patriarcas e é hoje o centro urbano mais importante do sul do país.

 

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Beer sheva e, hoje, um dos pricipais centros de compras de Israel. E conhecida como a capital do deserto. Possui 7 Shoppings centers, 2 deles a ceu aberto. Alem disso, e uma cidade universitaria, repleta de jovens e com boa vida noturna, com bares e restaurantes, Entre eles, destaco o Arabica, com comida boa, ambiente moderno (mesas na varanda), servico medio e preco razoavel.

A partir do aeroporto de Tel Aviv e possivel ir de trem para Beer Sheva. Tb existem varios horarios de onibus, saindo da estacao central.

  • 1 mês depois...
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Gente,

 

Pretendo visitar egito e israel e queria tirar algumas dúvidas. Estou indo com minha esposa.

 

Quero comprar passagem de ida para um país e retorno do outro (Exemplo: ida SP/CAIRO e retorno TEL AVIV/SP). Assim eu teria que me deslocar do egito para israel por conta própria (ou vice versa) e não estou conseguindo definir como.

 

Existe algum vôo entre cairo e tel aviv? Como fazer esse percurso de outra maneira? É seguro? Indo por terra, há trem/ônibus fácil de se pegar? Quanto tempo leva? Eu vou apenas com o inglês básico e por isso tenho medo de ser enrolado/extorquido na fronteira, como já li alguns relatos.

Postado
  • Membros

Completando... São 14 dias de férias.

 

Vale a pena ficar uns dias em dahab e eilat, no meio do caminho?

Postado
  • Membros

Ola!

 

Existem voos do Cairo para TA e vice versa com a Egypt Air... o ônibus é muito fácil de pegar sim, vc sairá cedo de TA e chegará pelas 10 da noite no Cairo.

Procure saber com outros mochileiros sobre os preço praticados... o ideal é mesmo pegar um bus até Eilat, de lá vc pega outro bus urbano até a fronteira... atravessa, e do outro lado pega o bus para o Cairo.

Dahab, na minha opinião, vale mto mais a pena que Eilat... por ser mais barata, mais tranquila e mais bonita. É uma boa parada para descansar da viagem!!!

 

Um abraço!

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