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A Serra do Ouro Branco

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A Serra do Ouro Branco tem uma área aproximada de 1.614 hectares e está localizada no município de Ouro Branco, Minas Gerais. É uma elevação abrupta, formada por um paredão com cerca de 20 km de extensão a sudeste, que delimita um planalto cuja altitude varia entre 1.250 e 1.568 m e encostas íngremes a nordeste. Os solos, em sua grande maioria, são arenosos, oriundos de rochas quartzíticas e uma pequena porção, a nordeste, é constituída de solos argilosos, provenientes da formação mineral tipo Itabirito.

É considerada o marco inicial sul da Cadeia do espinhaço, que compreende um grupo de serras com altitudes variáveis, ao longo de 1.100 km de extensão, até a Bahia. Essa cadeia abriga um dos mais ricos ecossistemas do mundo, os Campos rupestres.

A vegetação de Campos Rupestres é caracterizada por um mosaico de formações vegetacionais que se desenvolvem em solo arenoso e pedregoso de origem quartzítica. Esse mosaico é constituído de cinco formações: Grupos Graminóides, Afloramentos Rochosos, Matas de Galerias e Capões, Campos Brejosos e Campos de Velózias (Canela-de-Ema). Essa diversidade de ambientais condiciona uma flora rica, diversificada e endêmica (ocorrência restrita).

É uma importante área de recarga das bacias do rio Paraopeba e rio Doce. Apresenta uma grande quantidade de nascentes e cursos d’água, que, em sua maioria, formam o Lago Soledade. Além disso, fornece toda a água que é consumida pela cidade de Ouro Branco.

Por ser um cenário que oculta corredeiras, cachoeiras e esplêndidos mirantes naturais e cachoeiras, a serra de Ouro Branco recebe milhares de turistas anualmente, que se dirigem ao local para acampar ou praticar esportes como rapel e trilhas.A Serra do Ouro Branco é também, uma importante área de recarga das bacias do rio Paraopeba e rio Doce.

 Para os amantes da natureza, conhecer as beleza naturais existentes na sera de Ouro Branco é fundamental, pois além da serra ser marco inicial sul da Cadeia do espinhaço, que compreende um grupo de serras com altitudes variáveis, ao longo de 1.100 km de extensão, até a Bahia. Essa cadeia abriga também, um dos mais ricos ecossistemas do mundo, os Campos Rupestres.

 A vegetação presente em toda área que compoem a serra de Ouro Branco, é caracterizada por um mosaico de formações vegetacionais que se desenvolvem em solo arenoso e pedregoso de origem quartzítica. Esse mosaico é constituído de cinco formações: Grupos Graminóides, Afloramentos Rochosos, Matas de Galerias e Capões, Campos Brejosos e Campos de Velózias (Canela-de-Ema). Essa diversidade de ambientais condiciona uma flora rica, diversificada e endêmica (ocorrência restrita).

 Do alto da serra, os turistas e visitantes podem avistar não só a cidade de Ouro Branco, como também, Conselheiro Lafaiete e Congonhas, além é claro, da Barragem do Soledade. Ainda na serra, seguindo em direção a Ouro Preto, está o distrito de Itatiaia. O arraial contém importantes construções remanescentes do séc. XVIII, sobressaindo por entre as montanhas. No distrito está localizada a igreja de Santo Antônio do Itatiaia, tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional.

 Ao fundo a serra de Ouro Branco emoldura os contornos do lago soledade. Um lugar tranqüilo, ideal para caminhadas, pesca ou mesmo para pura contemplação. Não é muito recomendado para esportes aquáticos, pois muitas árvores se encontram no fundo do lago, ameaçando a segurança dos visitantes.

 Todos os anos, no mês de agosto, acontece à tradicional Festa da Serra em Ouro Branco, um grande evento que conta com a participação de toda população de Ouro Branco e região, que, movidos pela fé, se dirigem pé da serra para participar da procissão de Nossa Senhora das Graças, realizada próximo a uma capela instalada no alto da serra de Ouro Branco.

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Estive em Ouro Branco, subi a serra e acampei lá por dois dias. Alguém mais já esteve lá ? O lugar é lindo e a subida não exige muita técnica, apesar de ser bastante cansativa. Porém percebo que pouco se fala de lá. Em uma busca pelo google, associando-se com a palavra turismo, não se acha quase nada. Vamos divulgar mais essa opção em MG para os praticantes de trekking, camping, ou até mesmo para aqueles que querem apenas conhecer o local, já que existe uma estrada que leva até uma capela no alto da serra.

 

Vídeo da Serra do Ouro Branco:

 

 

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Quando ? Tem fotos ? As minhas eu perdi todas. Conta um pouco como foi ? Abraço !

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tb ja estive la..inclusive fiz uma travessia de 4 dias na ocasiao com mais duas amigas. Saimos de Ouro Branco e fomos dar em Ouro Preto, via Serra do Trovao e do Itacolomi. Foi legal, mas voltamos cheios de carrapatos..

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Realmente pouco se fala da Serra e de Ouro Branco também. Morei em Ouro Branco quase a vida inteira, 1985 até 2010 e acredito ser por causa da proximidade com Ouro Preto (20 e poucos km) que transfere a atenção para lá.

 

Vale muito a pena conhecer a serra sim.

 

Abraços,

 

karis

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      São Thomé das Letras fica em Minas Gerais, a cerca de 340km do Rio de Janeiro. Fomos num grupo de três pessoas, de carro, seguindo o Waze/GPS. Saímos depois das 23h de quarta, no dia 6/9, e chegamos lá quando estava quase amanhecendo, fazendo menos de 1h de parada no trajeto. Tiveram dois pedágios de um pouco mais de R$14 no caminho.
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      Depois fomos à famosa Ladeira do Amendoim, onde o carro desce pra cima.rs Isso mesmo! Devido a ilusão de ótica, você desliga o carro, coloca em ponto morto e ele sobe a ladeira. Incrível. Com GPS chegamos lá com facilidade. É uma ladeira com chão de terra, a menos de 2km do Centro.
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      Depois fomos ao Poço das Esmeraldas, que é belíssimo. Também vale muito a pena.

      E depois seguimos para a Cachoeira da Lua, que estava bem movimentada, com uma galera sentada em cangas no gramadinho. Tem um camping e um bar em frente. Pareceu bem legal. A cachoeira faz um poção fundo que o pessoal até pula da parte de cima da queda.

      Voltando para o Centro, demos uma parada na cachaçaria que tem em frente a Cachoeira Eubiose, tem degustação e muita variedade, além do preço mais em conta.
      Em seguida, fomos até o mirante da cidade, que fica em um dos lugares mais altos do Parque Antônio Rosa, que dá a vista mais completa de São Thomé, inclusive o Cruzeiro e a Pirâmide. Vale a pena ir lá no final da tarde e ficar para o pôr do sol. Lindo! O trajeto não é difícil e é rápido. Fomos de carro até a subida da trilha que leva ao mirante.

      Depois do pôr do sol voltamos ao camping para tomar banho e ir depois fomos ao Centro visitar as lojas de artesanato e beber. Que cidadezinha maravilhosa! E a cachaça... aiai. Comemos no Thomé Café, que fica próximo a igreja do Centro. Tem hambúrgueres maravilhosos, que recomendo muito. Na manhã seguinte voltamos para casa.  


       

      Mais relatos no Instagram @viajagora e na minha página do facebook: Sobre Lugares e Destinos (@sobrelugaresedestinos)
    • Por daziz
      No fim de 2015, fui convidada pelos amigos para passar o fim de ano em Serra do Alves. Nunca tinha ouvido falar desse lugar, mas logo topei o convite ao ouvir a descrição dos meus amigos: "Um lugarzinho lindo, gostoso e cheio de cachoeiras!". Por ser um lugar pouco conhecido, resolvi fazer este relato, para apresentá-los a esse lugar que com certeza faz jus à descrição.
       
      O Lugar:
      Serra dos Alves é um vilarejo localizado próximo à Senhora do Carmo, distrito de Itabira, Minas Gerais. É de fato uma pequena comunidade de poucos habitantes, organizada em volta da Capela de São José. Mas nem por isso deixa de ser um lugarejo muito charmoso, com suas ruas de terra batida e casinhas coloridas. Além disso, o vilarejo é rodeado pelo visual incrível da Serra dos Alves e dos cânions, o que te deixa embasbacado, não importa o lado que você olhe.
       

       

       

       

       
      Como Chegar:
      Serra dos Alves fica a cerca de 100 Km de Belo Horizonte. Para chegar até lá saindo de BH, deve-se seguir pela BR-381, em direção ao Espírito Santo, até o trevo de Ipoema. Ao passar por Ipoema, deve-se seguir as placas que indicam a estrada de terra que leva à Serra dos Alves. São cerca de 16 km de estrada de terra.
      Fique ligado que essa estrada de terra é bem sinuosa, com alguns morros. Além disso, em dias de chuva o acesso pode ficar comprometido. No dia que voltamos, caiu um temporal, que impossibilitou a passagem de carros em uma parte da estrada. Por sorte alguns locais nos indicaram um atalho, que nos permitiu fugir da parte mais enlamaçada. Mas já foi suficiente para passar um perrenguinho.
       
      Hospedagem:
      Como estávamos em um grupo grande, optamos por alugar uma casa. Aqui está o link da casa que ficamos: https://www.facebook.com/casadaserradosalves/?fref=ts
      Recomendo bastante essa casa, é linda, muito bem cuidada e tem uma vista incrível.
      Pude observar que há outras casas para aluguel na vila. E também há uma pousada: http://www.pousadaportaldaserra.com/
       
      O Que Fazer:
      Como não ficamos muitos dias, não tivemos tempo de conhecer todas as atrações do lugar. Algumas cachoeiras possuem acesso mais difícil, mas existem algumas de fácil acesso. Acredito ser possível contratar um guia local.
      No caminho para Serra Dos Alves, passamos sobre uma ponte, em que várias pessoas se banhavam no rio. O local nos informou que próximo a essa ponte há a Cachoeira da Coca Cola.
      Mais próximo ao povoado, fomos na Cachoeira dos Marques. O acesso até a cachoeira é bem tranquilo e há placas pelo caminho. A trilha margeia o rio, então há vários pontos para banho no meio do caminho. Depois de cerca de 30 minutos de caminhada, chegamos a cachoeira que é realmente linda.
       

       
      No dia seguinte fomos à Cachoeira do Bongue, que fica um pouco mais distante. Dentro da cidade, na rua detrás da Igreja, há uma placa indicando o caminho. Deve-se seguir de carro até um quebra-costela. Nesse ponto, há uma descida curta, porém bem íngreme, para chegar na cachoeira.
      No último dia fizemos apenas um passeio rápido a um poço que fica próximo à cidade, onde as pessoas costumam se banhar.
       

       
      Dicas:
      No Povoado há um buteco, um restaurante e uma mercearia, que não vende muitos produtos. Por isso é importante levar certas coisas de casa.
      Lá praticamente não há sinal de celular, acredito que só em alguns pontos mais altos. Ótimo para esquecer da vida.
      Não há nenhum estabelecimento bancário e nem posto de saúde.
      Última dica: Preserve este paraíso!
       

    • Por Rafa Meireles
      Olá viajantes
      Visitei a famosa Monte Verde no início de agosto, fora da alta temporada (que é entre junho e julho) mas que ainda proporciona temperaturas agradáveis. Para quem não sabe, Monte Verde é um pequeno distrito pertencente ao municipio de Camanducaia, no sul de Minas Gerais, e foi criado em 1950. Localizado em meio as montanhas, o distrito é famoso por sua arquitetura europeia e também por suas baixas temperaturas - se fosse uma cidade, seria a mais alta do estado e a segunda do país, atrás apenas de Campos do Jordão - o que a faz ser popularmente conhecida como a Suíça Mineira. 
      A fama de Monte Verde começou à cerca de 6-7 anos, se tornando um paraíso para turistas que procuram fazer compras (sim, há muitas lojinhas) ou simplesmente relaxar nos inúmeros hoteis fazenda e chalés situado nas montanhas. Com pouco mais de 4 mil habitantes, esse número praticamente dobra nos finais de semana da alta temporada, o que apenas realça o poder turístico do distrito. 


      Moro em Campinas e a minha viagem foi bate e volta ( para economizar haha). Como não tenho carro (não sei dirigir )  optei por viajar com a Andréia Excursões, uma agência localizada na região da Vila Padre Anchieta (Campinas) que sempre realiza excursões bacanas pelo Brasil. A passagem saiu por 85 reais ida e volta cada um, um valor considerável, mas que valeu a pena pela tranquilidade. Já tinha realizado uma viagem nesse mesmo estilo anterioremente com essa agência para Campos do Jordão e que foi bem legal. Dessa vez tive um pequeno problema de comunicação com a agência, pois a mesma havia divulgado no site que a viagem seria no domingo e na verdade era no sábado  e mesmo conversando pelo Whats com o pessoal da agência, em nenhum momento eles corrigiram ainformação e só foram me avisar dois dias antes  Por sorte, consegui adiar meus compromissos e ir no sábado, UFFA. Apesar disso, indico a agência. 
       
      Como chegar: Camanducaia fica localizada bem as margens da Rodovia Fernão Dias, então é de fácil acesso tanto para quem vem de BH ou do interior de Minas, quanto para quem vem do estado de São Paulo - vindo de Campinas,, é so pegar a Rodovia Dom Pedro e depois a Fernão Dias. Levamos cerca de 3 horas para chegar, contando com uma parada em Extrema. Chegando em Camanducaia, é só atravessar o centro da cidade, seguir as placas que indicam Monte Verde até sair na avenida Trancredo de Almeida Neves e depois na rodovia Agostinho Patrus. Depois é só seguir por essa rodovia até seu ponto final, que é no famoso portal de Monte Verde. Do centro de Camanducaia até o distrito são aproximadamente 45 minutos por essa rodovia que é asfaltada, mas tem pista simples e é repleta de curvas, então é bom sempre ficar atento. Pelo caminho, o visitante encontra, além de inúmeras paisagens verdes, várias lojinhas que vendem doces e queijos 
       
      Valores: em Monte Verde tudo é caro, mas muito caro , principalmente se comparado com outros destinos famosos da região, como Poços de Caldas e Campos do Jordão (e olha que Campos não é nem um pouco barata). Dificilmente você irá encontrar hotéis na alta temporada por menos de 500 reais a diária. Como a região é muito procurada, as opções de hospedagens baratas se esgotam rápido, então é sempre bom reservar seu hotel com certa antecedência ( e há hotéis dos mais variados estilos na região). 


       
      Atrações: (vou deixar os pontos de interesse em negrito para facilitar)
      Sinceramente, não tem tanta coisa assim para fazer em Monte Verde (dentro daquilo que me chama a atenção) - consegui conhecer e fazer tudo que eu queria em apenas um dia, sendo assim, economizei com hospedagem . A principal atração, sem dúvidas, é a Avenida Monte Verde, uma grande via que corta o distrito e onde se localizam aquelas casinhas de arquitetura europeia  e onde funciona todo o comércio, restaurantes, agências de turismo e inúmeras galerias comerciais. A avenida é muito bem cuidada e repleta de bancos para descanço, floreiras e até um pequenoi lago. É sem dúvidas o lugar para ver e ser visto em Monte Verde. 
      Entre as galerias comerciais da avenida, a mais famosa é o Shopping Celeiro, mais conhecido como Shopping dos Esquilos, pois no fundo desse centro comercial há um pqueno bosque com vários esquilos - eu infelizmente não consegui achar nenhum . O esquilo é o símbolo de Monte Verde, por isso é comum achar referências a ele por todo o lugar. 
      Nas inúmeras agências de turismo, os passeios são quase iguais em sua maioria e incluem passeios de gipe para visitar os mirantes da região (passeio imperdível e que infelizmente não fiz, mas fica para a próxima), trilhas pela mata e visita a algumas cachoeiras e fábricas de chocolate - aliás, os valores são bem salgadinhos). Eu acabei optando pelo tradicional passeio de trenzinho haha. Para quem tiver o interesse, eles partem da praça que fica ao lado do Banco Bradesco ( a unica agência bancária do distrito), custam R$20,00 por pessoa, tem 1.30 h de duração e percorre os seguintes pontos turísticos:  
      Fábrica de Chocolates Sabor Chocolate: uma pequena fábrica que oferece degustação e que tem uma bonita e irresistível loja 
      Igreja Matriz de São Francisco de Assis: essa pequena igrejinha fica localizada no centro da área urbana do distrito, onde moram seus habitantes, já que a avenida Monte Verde é apenas comercial. 
      Moinho d'água:

      Mansão branca: humilde residência avaliada em 3 milhões de dólares !!!! Bate até uma tristeza haha.  Nela moram os donos de um dos mais tradicionais hotéis da região 

      Bosque Gato de Botas:
      Cemitério Municipal: é tão pequeno que quase não é possível acha-lo em meio a vegetação haha
       
      Outras atrações turísticas do distrito são: o famoso Portal, onde ficam algumas miniaturas dos famosos esquilos e de um avião, e também a simpática praça que fica depois dele e que tem uma pequena locomotiva no meio.

       
      Chegando do passeio de trenzinho, nossa missão foi encontrar um lugar bom e barato para almoçar 
       
      Alimentação: o que mais tem no distrito são restaurantes e chocolaterias. Infelizmente não encontrei nenhum estabelecimento que aceitasse Vale Alimentação  e os preços também não estavam nem um pouco convidativos. Os pratos variam entre R$50,00 e R$80,00 na maioria dos restaurantes. Os pratos mais baratinhos, de R$30,00 não eram muito apetitivos. Os queijos custavam cerca de R$20,00 -25,00 um pedaço padrão. Já os chocolates caseiros variam entre R$10,00 e R$20,00 cada 100 gramas  e o chocolate quente R$10,00 o copo pequeno.
      Optei pelo restaurante Empório Monte Verde, que fica dentro da Galeria Vila Germânica (Av. Monte Verde, 1057). O cardápio era bem variado (contava até com rodizío de fondue) e o melhor, tinha música ao vivo  (e de boa qualidade) com um repertório cheio de Tribalistas, Cyndi Lauper, Raul Seixas, Amy, U2 e muito mais  . Escolhi um prato de frango a parmeggiana para duas pessoas (minha mãe estava comigo) que acompanhava frita e que saiu por R$79,00. O prato é realmente gigantesco e estava bem saboroso. 
      De sobremesa, fomos no Gressoney, uma famosa chocolateria que tem algumas unidades pela rua principal do distrito. Minha mãe pegou um fondue pequeno por R$23,00 e eu um petit gateau por R$21,00 




      Mamãe e eu <3 



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