Aeroporto novo em Natal, rapidamente preparado para a Copa. Meados do ano fui checar e... finalmente havia promoção para Natal! É coisa rara, ao menos partindo do Rio de Janeiro. Compramos para setembro e, ao longo dos meses, a TAM mudou um dos voos. Ou melhor, cancelou o da ida, que saia de noite e chagava lá no começo da madrugada. A alternativa foi um voo de madrugada na ida e outro na volta. Em resumo, chegamos a Natal (ou melhor, São Gonçalo do Amarante; sequer passamos por Natal dessa vez) às 3 da manhã de sábado e partimos de volta às 3 da manhã de segunda-feira.
A ideia para essa nova ida a Natal era partir para Pipa. A dúvida era se partiríamos logo, direto do aeroporto, ou se pernoitávamos em Natal, ou em qualquer canto pelo caminho. Optamos por irmos direto para Pipa mesmo. Chegamos lá pouco antes das 5 da manhã. Já clareava. Chegamos, dormimos um pouco e, às 8:30, já tomávamos café na pousada e pegávamos as dicas com a simpaticíssima Daphne, dona do lugar.
Nossa pousada foi a Pousada Pomar da Pipa, lugar extremamente aconchegante, com um atendimento cativante de tão prestativo e amável. Não é lugar para quem busca luxo, é para quem busca aconchego. Ainda assim, o quarto é muito bacana, bem decorado e com bom espaço. Frigobar com preços muito honestos. Inclusive com CAP, a cerveja local de Pipa! Fica a uma rápida caminhada até a rua principal (a volta é meio subida, mas não é problema para quem anda). O café da manhã é simples e saboroso, contando ainda com deliciosas tapiocas. Não é comum eu citar e elogiar hospedagem nos meus relatos pelo Brasil, mas gostei demais dessa pousada.
A dica que recebemos era de que poderíamos observar golfinhos até umas 11 da manhã. Então rapidamente partimos para caminhar pela praia. A ideia era seguir andando até a Baía dos Golfinhos. E lá fomos.
Descendo para a rua principal
Lugar bacana em Pipa
Visual da praia
Campanha contra nossa tradicional falta de educação
Descemos na Praia central, a Praia da Pipa. Driblamos as ofertas de barcos e seguimos caminhando para a esquerda. Lindas praias, linda cor de água, lindo visual. Pipa nos conquistou com facilidade. Paramos um pouco na praia do Curral, depois estacionamos na Baía dos Golfinhos.
Caminhando pela praia, pela Baía dos Golfinhos
Eu achava que só veríamos golfinhos lá ao longe, pouco identificáveis. Mais ou menos como vimos baleias na praia do Santinho, em Floripa uma vez. Mas que nada, eles estavam lá se divertindo bem perto da praia! Muito legal! Entrei na água e, de vez em quando, eles surgiam a uma distância pequena. Veja bem, não era “logo ali” a ponto de você encostar neles, era coisa de 10 metros de distância. Por outro lado, se você -- leigo, tal qual nós -- não souber antecipadamente que era golfinho, pode confundir com tubarão (!) por conta da barbatana.
Depois de curtir um tempo, decidimos seguir andando até a Praia do Madeiro, outra praia famosa da região. Outra praia espetacular da região. Lembro desse nome desde a outra vez em que estivemos em Natal e um amigo deu a dica. Estacionamos por lá, onde curtimos o restante da manhã. A vida é bela em Pipa.
Praia do Madeiro, vista do alto
No começo da tarde, decidimos retornar ao centro para conhecer e curtir a Praia do Amor. Optamos por ir andando. Subimos e fomos andando pela estrada. Achávamos que rolava algum visual, mas não rola. Teria sido melhor voltar pela praia mesmo, ainda que (acho eu) tenha sido mais curto pelo alto.
Praia do Amor
Precisando, vc encontra por lá
Curtimos um tempo na Praia do Amor, outra ótima praia da região. Ainda dei uma corrida até a Pedra do Moleque, que divide a Praia do Amor com a Praia das Minas. Era hora de maré cheia, mas isso em nada atrapalha a curtição da praia.
Pedra do Moleque
Praia das Minas
Depois de um tempo por lá, voltamos para a pousada e pegamos o carro em direção a Tibau do Sul. Pipa também está no município de Tibau do Sul, na realidade. Nós fomos em direção à foz do rio, a chamada Lagoa de Guaraíra. No meio do caminho paramos numa área de sensacionais mirantes, do alto das falésias que ficam na Praia de Cacimbinhas. Praia lá embaixo, dunas lá atrás. Espetáculo.
Do alto das Cacimbinhas
Encerramos nosso dia curtindo um belíssimo por do sol na Lagoa de Guaraíra. Fechamento perfeito para um dia memorável.
Ó, vida
De volta à pousada, tomamos um merecido banho e saímos para jantar. Procuramos um restaurante de comida nordestina e, estranho, não é lá muito fácil. Pipa anda cosmopolita demais, com restaurantes de comidas de tudo quanto é parte do mundo -- falta a local! Felizmente encontramos o Tal do Escondidinho, onde saboreamos deliciosos escondidinhos. Depois ainda ficamos batendo perna pelo centrinho, encontramos amigos que estavam hospedados por lá também e ficamos de papo até tarde. Acabamos dormindo depois da meia-noite.
No domingo nós queríamos fazer o passeio de buggy para o sul, até Baía Formosa. Falamos com a Daphne no dia anterior e ela agitou um bugueiro para nós. Partimos de manhã. Fomos com outro casal, muito legal, de São Paulo, que curtia férias no litoral nordestino. Foi mais um dia espetacular para guardar na memória.
Paramos no famoso Chapadão, com vista estupenda da Praia do Amor e da Praia das Minas. Era hora de maré baixa, bem diferente de quando estivemos na Praia do Amor no dia anterior.
Chapadão
Passamos por Sibaúma e seguimos para Barra do Cunhaú, um lugar onde o rio se encontra com o mar. Lugar de beleza extraordinária, com uma água de cor belíssima. O rio é largo, precisa de balsa para cruzar para o outro lado. Enquanto a balsa não chegava, aproveitei para curtir um pouco a água do rio. Que é salgada naquele ponto.
Barra do Cunhaú, na ida
Cruzamos o rio e partimos viagem pela praia, seguindo até Baía Formosa. Eram os últimos momentos antes de a maré encher e praticamente fechar o acesso dos buggies pela praia. Nosso buggy deve ter sido o último a fazer a travessia, não vimos outro atrás.
De buggy pela praia
A belíssima Baía Formosa foi palco de alguma novela recente, tinha placas espalhadas na região indicando isso. Uma dessas placas ficava perto do mirante, estragando um pouco aquele visual espetacular. Curtimos um tempo ali e seguimos viagem em direção a Sagi.
Baía Formosa
E segue "estrada" pela praia!
Em algum ponto pelo caminho, nosso bugueiro nos perguntou se queríamos ir na Lagoa da Coca-Cola, cujo nome oficial é Lagoa de Araraquara. Eu queria muito, e felizmente a galera topou. A Lagoa é área de proteção privada e paga-se 5 reais para entrar. O bugueiro falou que depois da estiagem que assolou a região poucos anos atrás deixou a lagoa com muito menos água do que sempre houve. O que sei é que a Lagoa é um barato! Curtimos um bom tempo por lá. A galera chegava, olhava e partir. E nós ficávamos.
Lagoa de nome auto-explicativo!
Outra coisa que é espetacular também é o lugar de acesso à Lagoa.
Ó, vida II
Ainda seguimos viagem até Sagi, que já é quase na divisa com a Paraíba. Havia a opção de almoçarmos lá ou de retornarmos e almoçarmos no camarão da fazenda.
Sagi, lá embaixo
Preferimos voltar. Viemos curtindo de volta diversos caminhos. Pela praia, por dentro, por fazendas, etc. E ainda paramos novamente para um mergulho em Barra do Cunhaú, enquanto esperávamos a balsa chegar. Depois de um merecido almoço no camarão da fazenda (eu não sou muito de camarão, mas a galera elogiou), retornamos a Pipa e encerramos o passeio.
Barra do Cunhaú, de volta
Cruzando a piscina, ou melhor, o rio
Nosso bugueiro foi o Carlinhos Laricão. Muito bom, recomendo. O preço pelo passeio de dia inteiro foi de 450 pratas para os 4, ou seja, 225 para o casal. Bem mais caro do que pagamos dois anos atrás em Natal, mas na média do que pesquisamos em Pipa.
Nossa ideia era ver o por do sol do alto de um morro, mas esse era área particular e era fechado aos domingos. Descemos para a praia, então. Encontramos uma pontinha com bom visual e curtimos mais um fim de dia espetacular, para guardar na memória.
Ó, vida III
Ainda relaxamos um pouco na pousada antes de sairmos para jantar. Jantamos, passeamos, curtimos os últimos momentos no lugar. Pouco depois das 22hs, partimos de volta para o aeroporto. No caminho para Goianinha, um treminhão cruzou a nossa frente. Nunca tinha visto um. Velocidade de trem mesmo.
Chegamos ao aeroporto cedo, um pouco antes da meia-noite. Nosso voo era somente às 3 da manhã. Dia seguinte já era dia de trabalho novamente.
E assim – com muita disposição! -- conhecemos mais um cantinho do Brasil. Com muita dó de ter de voltar pra casa.
Considerações gerais:
- Pipa tem uma atmosfera realmente bacana. Tem espaço para todos. Bicho grilo, chique, arrumadinho, largado, surfista, praieiro, etc. Muitos estrangeiros, mas majoritariamente hispânicos. Muitas opções interessantes de restaurantes. Espero sinceramente que um dia tornem aquela rua principal como rua de pedestres somente.
- Mas não é somente pela atmosfera que o lugar é bacana. As praias são lindas.
- Como chegar em Pipa desde o aeroporto:
Uma coisa que li em diversos cantos é que "o acesso por Macaíba não está pronto" e que vc precisa ir até Natal para então seguir para Pipa.
*Não é bem assim*. Existe sim um acesso via Macaíba, e asfaltado. Está no padrão Brasil (asfalto ruim, com crateras, e sinalização próxima do inexistente), mas está lá. Talvez o tal acesso que ainda não está pronto seja um acesso padrão Fifa, ou coisa parecida. Mas, para quem tem GPS (precisa ter!), é uma boa poupança de km (e tempo) em relação a ter de ir até Natal.
Fui de madrugada, com calma e levei pouco menos de 2 horas.
Ah, a estrada entre Goianinha e Pipa tb está em condições padrão Brasil.
Tem que ter disposição!
Aeroporto novo em Natal, rapidamente preparado para a Copa. Meados do ano fui checar e... finalmente havia promoção para Natal! É coisa rara, ao menos partindo do Rio de Janeiro. Compramos para setembro e, ao longo dos meses, a TAM mudou um dos voos. Ou melhor, cancelou o da ida, que saia de noite e chagava lá no começo da madrugada. A alternativa foi um voo de madrugada na ida e outro na volta. Em resumo, chegamos a Natal (ou melhor, São Gonçalo do Amarante; sequer passamos por Natal dessa vez) às 3 da manhã de sábado e partimos de volta às 3 da manhã de segunda-feira.
A ideia para essa nova ida a Natal era partir para Pipa. A dúvida era se partiríamos logo, direto do aeroporto, ou se pernoitávamos em Natal, ou em qualquer canto pelo caminho. Optamos por irmos direto para Pipa mesmo. Chegamos lá pouco antes das 5 da manhã. Já clareava. Chegamos, dormimos um pouco e, às 8:30, já tomávamos café na pousada e pegávamos as dicas com a simpaticíssima Daphne, dona do lugar.
Nossa pousada foi a Pousada Pomar da Pipa, lugar extremamente aconchegante, com um atendimento cativante de tão prestativo e amável. Não é lugar para quem busca luxo, é para quem busca aconchego. Ainda assim, o quarto é muito bacana, bem decorado e com bom espaço. Frigobar com preços muito honestos. Inclusive com CAP, a cerveja local de Pipa! Fica a uma rápida caminhada até a rua principal (a volta é meio subida, mas não é problema para quem anda). O café da manhã é simples e saboroso, contando ainda com deliciosas tapiocas. Não é comum eu citar e elogiar hospedagem nos meus relatos pelo Brasil, mas gostei demais dessa pousada.
A dica que recebemos era de que poderíamos observar golfinhos até umas 11 da manhã. Então rapidamente partimos para caminhar pela praia. A ideia era seguir andando até a Baía dos Golfinhos. E lá fomos.
Descendo para a rua principal
Lugar bacana em Pipa
Visual da praia
Campanha contra nossa tradicional falta de educação
Descemos na Praia central, a Praia da Pipa. Driblamos as ofertas de barcos e seguimos caminhando para a esquerda. Lindas praias, linda cor de água, lindo visual. Pipa nos conquistou com facilidade. Paramos um pouco na praia do Curral, depois estacionamos na Baía dos Golfinhos.
Caminhando pela praia, pela Baía dos Golfinhos
Eu achava que só veríamos golfinhos lá ao longe, pouco identificáveis. Mais ou menos como vimos baleias na praia do Santinho, em Floripa uma vez. Mas que nada, eles estavam lá se divertindo bem perto da praia! Muito legal! Entrei na água e, de vez em quando, eles surgiam a uma distância pequena. Veja bem, não era “logo ali” a ponto de você encostar neles, era coisa de 10 metros de distância. Por outro lado, se você -- leigo, tal qual nós -- não souber antecipadamente que era golfinho, pode confundir com tubarão (!) por conta da barbatana.
Depois de curtir um tempo, decidimos seguir andando até a Praia do Madeiro, outra praia famosa da região. Outra praia espetacular da região. Lembro desse nome desde a outra vez em que estivemos em Natal e um amigo deu a dica. Estacionamos por lá, onde curtimos o restante da manhã. A vida é bela em Pipa.
Praia do Madeiro, vista do alto
No começo da tarde, decidimos retornar ao centro para conhecer e curtir a Praia do Amor. Optamos por ir andando. Subimos e fomos andando pela estrada. Achávamos que rolava algum visual, mas não rola. Teria sido melhor voltar pela praia mesmo, ainda que (acho eu) tenha sido mais curto pelo alto.
Praia do Amor
Precisando, vc encontra por lá
Curtimos um tempo na Praia do Amor, outra ótima praia da região. Ainda dei uma corrida até a Pedra do Moleque, que divide a Praia do Amor com a Praia das Minas. Era hora de maré cheia, mas isso em nada atrapalha a curtição da praia.
Pedra do Moleque
Praia das Minas
Depois de um tempo por lá, voltamos para a pousada e pegamos o carro em direção a Tibau do Sul. Pipa também está no município de Tibau do Sul, na realidade. Nós fomos em direção à foz do rio, a chamada Lagoa de Guaraíra. No meio do caminho paramos numa área de sensacionais mirantes, do alto das falésias que ficam na Praia de Cacimbinhas. Praia lá embaixo, dunas lá atrás. Espetáculo.
Do alto das Cacimbinhas
Encerramos nosso dia curtindo um belíssimo por do sol na Lagoa de Guaraíra. Fechamento perfeito para um dia memorável.
Ó, vida
De volta à pousada, tomamos um merecido banho e saímos para jantar. Procuramos um restaurante de comida nordestina e, estranho, não é lá muito fácil. Pipa anda cosmopolita demais, com restaurantes de comidas de tudo quanto é parte do mundo -- falta a local! Felizmente encontramos o Tal do Escondidinho, onde saboreamos deliciosos escondidinhos. Depois ainda ficamos batendo perna pelo centrinho, encontramos amigos que estavam hospedados por lá também e ficamos de papo até tarde. Acabamos dormindo depois da meia-noite.
No domingo nós queríamos fazer o passeio de buggy para o sul, até Baía Formosa. Falamos com a Daphne no dia anterior e ela agitou um bugueiro para nós. Partimos de manhã. Fomos com outro casal, muito legal, de São Paulo, que curtia férias no litoral nordestino. Foi mais um dia espetacular para guardar na memória.
Paramos no famoso Chapadão, com vista estupenda da Praia do Amor e da Praia das Minas. Era hora de maré baixa, bem diferente de quando estivemos na Praia do Amor no dia anterior.
Chapadão
Passamos por Sibaúma e seguimos para Barra do Cunhaú, um lugar onde o rio se encontra com o mar. Lugar de beleza extraordinária, com uma água de cor belíssima. O rio é largo, precisa de balsa para cruzar para o outro lado. Enquanto a balsa não chegava, aproveitei para curtir um pouco a água do rio. Que é salgada naquele ponto.
Barra do Cunhaú, na ida
Cruzamos o rio e partimos viagem pela praia, seguindo até Baía Formosa. Eram os últimos momentos antes de a maré encher e praticamente fechar o acesso dos buggies pela praia. Nosso buggy deve ter sido o último a fazer a travessia, não vimos outro atrás.
De buggy pela praia
A belíssima Baía Formosa foi palco de alguma novela recente, tinha placas espalhadas na região indicando isso. Uma dessas placas ficava perto do mirante, estragando um pouco aquele visual espetacular. Curtimos um tempo ali e seguimos viagem em direção a Sagi.
Baía Formosa
E segue "estrada" pela praia!
Em algum ponto pelo caminho, nosso bugueiro nos perguntou se queríamos ir na Lagoa da Coca-Cola, cujo nome oficial é Lagoa de Araraquara. Eu queria muito, e felizmente a galera topou. A Lagoa é área de proteção privada e paga-se 5 reais para entrar. O bugueiro falou que depois da estiagem que assolou a região poucos anos atrás deixou a lagoa com muito menos água do que sempre houve. O que sei é que a Lagoa é um barato! Curtimos um bom tempo por lá. A galera chegava, olhava e partir. E nós ficávamos.
Lagoa de nome auto-explicativo!
Outra coisa que é espetacular também é o lugar de acesso à Lagoa.
Ó, vida II
Ainda seguimos viagem até Sagi, que já é quase na divisa com a Paraíba. Havia a opção de almoçarmos lá ou de retornarmos e almoçarmos no camarão da fazenda.
Sagi, lá embaixo
Preferimos voltar. Viemos curtindo de volta diversos caminhos. Pela praia, por dentro, por fazendas, etc. E ainda paramos novamente para um mergulho em Barra do Cunhaú, enquanto esperávamos a balsa chegar. Depois de um merecido almoço no camarão da fazenda (eu não sou muito de camarão, mas a galera elogiou), retornamos a Pipa e encerramos o passeio.
Barra do Cunhaú, de volta
Cruzando a piscina, ou melhor, o rio
Nosso bugueiro foi o Carlinhos Laricão. Muito bom, recomendo. O preço pelo passeio de dia inteiro foi de 450 pratas para os 4, ou seja, 225 para o casal. Bem mais caro do que pagamos dois anos atrás em Natal, mas na média do que pesquisamos em Pipa.
Nossa ideia era ver o por do sol do alto de um morro, mas esse era área particular e era fechado aos domingos. Descemos para a praia, então. Encontramos uma pontinha com bom visual e curtimos mais um fim de dia espetacular, para guardar na memória.
Ó, vida III
Ainda relaxamos um pouco na pousada antes de sairmos para jantar. Jantamos, passeamos, curtimos os últimos momentos no lugar. Pouco depois das 22hs, partimos de volta para o aeroporto. No caminho para Goianinha, um treminhão cruzou a nossa frente. Nunca tinha visto um. Velocidade de trem mesmo.
Chegamos ao aeroporto cedo, um pouco antes da meia-noite. Nosso voo era somente às 3 da manhã. Dia seguinte já era dia de trabalho novamente.
E assim – com muita disposição! -- conhecemos mais um cantinho do Brasil. Com muita dó de ter de voltar pra casa.
Considerações gerais:
- Pipa tem uma atmosfera realmente bacana. Tem espaço para todos. Bicho grilo, chique, arrumadinho, largado, surfista, praieiro, etc. Muitos estrangeiros, mas majoritariamente hispânicos. Muitas opções interessantes de restaurantes. Espero sinceramente que um dia tornem aquela rua principal como rua de pedestres somente.
- Mas não é somente pela atmosfera que o lugar é bacana. As praias são lindas.
- Como chegar em Pipa desde o aeroporto:
Uma coisa que li em diversos cantos é que "o acesso por Macaíba não está pronto" e que vc precisa ir até Natal para então seguir para Pipa.
*Não é bem assim*. Existe sim um acesso via Macaíba, e asfaltado. Está no padrão Brasil (asfalto ruim, com crateras, e sinalização próxima do inexistente), mas está lá. Talvez o tal acesso que ainda não está pronto seja um acesso padrão Fifa, ou coisa parecida. Mas, para quem tem GPS (precisa ter!), é uma boa poupança de km (e tempo) em relação a ter de ir até Natal.
Fui de madrugada, com calma e levei pouco menos de 2 horas.
Ah, a estrada entre Goianinha e Pipa tb está em condições padrão Brasil.