Olá viajante!
Bora viajar?
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Sempre faço meus roteiros com base nos relatos e na ajuda aqui do fórum e sempre me prometo escrever o meu relato como retribuição, o que vou deixando para depois e nunca faço rssss. Dessa vez cumprindo o prometido.
Viajei de 31 de agosto a 17 de setembro de 2014 com meu namorado.
Roteiro: Santiago (3 dias). San Pedro de Atacama (4 dias). Tour Uyuni com retorno à San Pedro (4 dias). Pucon (3 dias). Puerto Varas (2 dias). E mais 2 dias de deslocamentos.
Gastos Totais: R$ 3.000,00 por pessoa que levamos já cambiados em dólar (conseguimos uma boa cotação, mas analise a cotação da época que você for, muitas vezes você perde dinheiro no recambio de real para dólar e dólar para peso, já que dólares não são aceitos em tudo no Chile e mesmo quando é, a cotação não vale a pena. EX: Paguei a primeira diária de hostel em dólar e a cotação foi baixíssima, mas como tinha acabado de chegar e havia cambiado poucos pesos no aeroporto, achei a melhor opção).
Além disso, passagens de ida e volta São Paulo – Santiago pela Gol por R$ 620,00 e Santiago – Calama pela Lan por R$ 312,00.
Dica Importante: No site da Lan, procure o ícone “Brasil” e altere para “Chile”, assim você será redirecionado para o site da Lan Chilena. Quando comprei, pelo site da Lan Brasil o mesmo trecho saía por mais de R$ 1.000,00, mais que o triplo do preço que paguei pela Lan Chile. Para comprar no site chileno, é necessário cartão de crédito internacional e optar por “sin cotas”, ou seja, sem parcelamento, além de não optar por seguro viagem. Acho que a economia significativa vale o trabalho extra.
Alimentação: estabelecemos a média de 4mil pesos por refeição, mas isso é muito relativo. Às vezes na correria comíamos apenas uma empanada, outras vezes optamos por exceder o valor e ter um jantar especial e gastávamos o triplo. Tudo é equilíbrio e no final das contas não gastamos mais que o previsto. A comida no Chile em geral não é barata, em San Pedro em especial, já que lá é um deserto e os itens custam mais caro pela própria dificuldade de acesso. Porém pesquisando encontra-se opções para todos os bolsos.
O que levar: Pelo menos nessa época do ano, foi indispensável me vestir com 3 camadas (uma segunda pele, um termo fleece e um casaco corta vento. Levei um outro casaco pesado de pluma de ganso que foi bastante útil nos dias mais frios). Calça segunda pele para os dias mais frios, comprei umas meias da quéchua mesmo por cerca de 30 reais que me salvaram muito lá. Usei uma bota impermeável que ajudou bastante. Luva, gorro e cachecol.
Óculos de sol, protetor solar (usei fator 60), colírio sem corticoide para hidratar os olhos (os meus ficaram muito ressecados no deserto, ainda mais que uso lente de contato), hidratante para pele, hidratante labial, muito soro para o nariz, levei também um outro que é um gel que meu otorrino me receitou, hidratante labial e bepantol.
Para os efeitos da altitude tomei paracetamol e remédio para enjoo e não tive nada (já havia sofrido muito nas férias passadas no Peru), mas vale consultar um médico, porque quando o assunto é remédio, o que é bom para um, para outro pode ser perigoso.
Dia 1: São Paulo – Santiago. Nosso voo saiu com mais de uma hora de atraso. Após entrarmos no avião, foi nos informado que houve um problema e permanecemos sentados por 1 hora até a decolagem. Achei o avião bastante desconfortável e o serviço bem inferior ao de outras companhias que já viajei. Além do mais, tivemos problemas na volta com filas imensas por falta de funcionários no check in e já em Guarulhos nossa mala demorou mais de uma hora, além de terem nos informado a esteira errada. Comprei mais para experimentar o voo internacional da Gol, mas apesar de nada absurdo ter ocorrido, não recomendo.
Chegando em Santiago fizemos câmbio de 100 doláres na Afex do aeroporto para bancar os gastos do primeiro dia e negociamos com um taxista para nos levar até nosso hostel. Pagamos o mesmo valor do traslado compartilhado, 7 mil pesos e fomos direto. Mas negocie, o valor inicial era de 25 mil pesos para o mesmo trajeto. Há também a opção dos traslados compartilhados, que peguei na volta do Atacama e achei o serviço muito bom também. E para economizar um pouco mais, há a opção de ônibus da Centropuerto que vai até a estação los heroes e de lá é só pegar o metrô até a região. Se estiver hospedado próximo a alguma estação é uma opção. Peguei esse ônibus no sentido oposto quando voltei do Sul, da estação los heroes para o aeroporto e foi bem tranquilo.
Ficamos hospedados no Hostal Providencia em quarto privativo e gostei muito. Achei que compensa o custo/benefício (24000 pesos por noite para o casal). Staffs MUITO prestativos e simpáticos. Fica bem localizado, próximo a estação Baquedano e de fácil acesso para ir a pé em vários pontos turísticos. Cerro Santa Lucia, Patio Bela Vista, Cerro San Cristobal, Casa do Neruda, etc. Café da manhã ok. Único ponto negativo foi o quarto próximo a Avenida, que a noite parecia que os carros estavam passando dentro do quarto, tamanho o barulho rsss.
Nesse primeiro dia fomos a pé até o Cerro Santa Lucia (entrada gratuita) e adoramos o parque. Vale ir com tempo para ir subindo com calma e depois aproveitar a vista lá do alto. Aproveitamos o caminho até lá para “bater perna” pelos arredores e comer um “tradicional” que é um cachorro quente com palta (abacate) que tem por todo lado lá. Achei bem gostoso.
Dia 2: Santiago. Após o “desayuno”, fomos de metrô até o Palácio La Moneda ver a troca de guarda, uma cerimônia muito interessante, que ocorre em dias alternados. Só conferir no site do governo chileno o calendário. A estação é de mesmo nome, La Moneda, não tem erro.
Finalizada a cerimonia, fomos até a Calle Augustinas que fica bem próxima ao Palácio fazer câmbio de todo o nosso dinheiro. Pesquisamos dentre as casas de câmbio a que oferecia melhor cotação e ainda choramos um pouquinho pelo montante que íamos trocar, rssss. Conseguimos uma cotação muito melhor do que no aeroporto, recomendo o “transtorno” de perder algum tempo nesse trabalho, compensa $$$ rssss.
Como chovia, andamos por um bom tempo em busca de comprar um guarda-chuva (não tem ambulante no Chile, gente? Hahaha). Demorou mas conseguimos encontrar um belo exemplar chinês que ameaçava virar toda hora mas serviu para quebrar o galho rssss.
Eu gosto de andar meio sem destino quando viajo, por isso ficamos bastante tempo por aquela região, vendo lojas, prédios do governo, o cotidiano das pessoas, etc. Como era uma segunda-feira os museus estavam fechados e passamos só em frente mesmo. Fomos até a catedral metropolitana e pegamos uma missa começando, bem tradicional, no estilo da própria Catedral, eu que sou católica “carola” rsss, gostei bastante e fiquei emocionada em alguns momentos.
Almoçamos em um restaurante peruano bem bacana ali na região (não me lembro o nome, mas naquela região não faltam opções do tipo). O menu do dia por 3900 pesos, com entrada, prato principal (no dia era peixe), sobremesa e bebida.
Como no final de nosso roteiro pretendíamos ir para o Sul, fomos de metrô até a Estação Los Heroes para comprar as passagens pela Turbus, que tem o seu terminal de ônibus no mesmo local. Comprar com antecedência garante um bom preço e já que viajaríamos em época de Fiestas Patrias, feriado da independência chilena, não quisemos arriscar ficar sem passagem. Compramos no semi-cama os trechos Santiago – Pucon, Pucon Puerto Varas e Puerto Varas Santiago por 42 mil pesos no total, mas varia muito de acordo com data e horário de embarque, além da antecedência. Não é possível estrangeiros comprarem pelo site, somente pessoalmente. Fomos atendidos por uma chilena muito simpática, que ficou indignada quando pedimos para dividir a conta, deu uma tremenda bronca no meu namorado por não pagar a minha parte e ainda me sugeriu arrumar um namorado chileno rsssssss. Rende boas risadas até hoje.
Retornando a Providencia, indo em direção ao Pátio Bela Vista, cruzamos um parque que não encontrei o nome, mas que era tão bonito que me fez desviar e gastar um bom tempo caminhando por lá. (Santiago tem muitos parques assim, fiquei encantada).
A noite fomos até um supermercado próximo ao hostel, na Providencia. Compramos vinhos, queijos e demais petiscos para beber no hotel. Gente, bebam vinho no Chile. Encontrei opções de variadas vinícolas de muito mais qualidade que os Concha y Toro “engana brasileiro” que bebo aqui no Brasil com preço bem melhor. Porém compensa mais comprar no Supermercado Jumbo (falo dele mais adiante).