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Olá viajante!

Bora viajar?

Chile e Bolivia: Santiago, Atacama, Uyuni, Pucon e Puerto Varas em 18 dias (setembro/2014)

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Sempre faço meus roteiros com base nos relatos e na ajuda aqui do fórum e sempre me prometo escrever o meu relato como retribuição, o que vou deixando para depois e nunca faço rssss. Dessa vez cumprindo o prometido.

Viajei de 31 de agosto a 17 de setembro de 2014 com meu namorado.

 

Roteiro: Santiago (3 dias). San Pedro de Atacama (4 dias). Tour Uyuni com retorno à San Pedro (4 dias). Pucon (3 dias). Puerto Varas (2 dias). E mais 2 dias de deslocamentos.

 

Gastos Totais: R$ 3.000,00 por pessoa que levamos já cambiados em dólar (conseguimos uma boa cotação, mas analise a cotação da época que você for, muitas vezes você perde dinheiro no recambio de real para dólar e dólar para peso, já que dólares não são aceitos em tudo no Chile e mesmo quando é, a cotação não vale a pena. EX: Paguei a primeira diária de hostel em dólar e a cotação foi baixíssima, mas como tinha acabado de chegar e havia cambiado poucos pesos no aeroporto, achei a melhor opção).

 

Além disso, passagens de ida e volta São Paulo – Santiago pela Gol por R$ 620,00 e Santiago – Calama pela Lan por R$ 312,00.

Dica Importante: No site da Lan, procure o ícone “Brasil” e altere para “Chile”, assim você será redirecionado para o site da Lan Chilena. Quando comprei, pelo site da Lan Brasil o mesmo trecho saía por mais de R$ 1.000,00, mais que o triplo do preço que paguei pela Lan Chile. Para comprar no site chileno, é necessário cartão de crédito internacional e optar por “sin cotas”, ou seja, sem parcelamento, além de não optar por seguro viagem. Acho que a economia significativa vale o trabalho extra.

 

Alimentação: estabelecemos a média de 4mil pesos por refeição, mas isso é muito relativo. Às vezes na correria comíamos apenas uma empanada, outras vezes optamos por exceder o valor e ter um jantar especial e gastávamos o triplo. Tudo é equilíbrio e no final das contas não gastamos mais que o previsto. A comida no Chile em geral não é barata, em San Pedro em especial, já que lá é um deserto e os itens custam mais caro pela própria dificuldade de acesso. Porém pesquisando encontra-se opções para todos os bolsos.

 

O que levar: Pelo menos nessa época do ano, foi indispensável me vestir com 3 camadas (uma segunda pele, um termo fleece e um casaco corta vento. Levei um outro casaco pesado de pluma de ganso que foi bastante útil nos dias mais frios). Calça segunda pele para os dias mais frios, comprei umas meias da quéchua mesmo por cerca de 30 reais que me salvaram muito lá. Usei uma bota impermeável que ajudou bastante. Luva, gorro e cachecol.

Óculos de sol, protetor solar (usei fator 60), colírio sem corticoide para hidratar os olhos (os meus ficaram muito ressecados no deserto, ainda mais que uso lente de contato), hidratante para pele, hidratante labial, muito soro para o nariz, levei também um outro que é um gel que meu otorrino me receitou, hidratante labial e bepantol.

Para os efeitos da altitude tomei paracetamol e remédio para enjoo e não tive nada (já havia sofrido muito nas férias passadas no Peru), mas vale consultar um médico, porque quando o assunto é remédio, o que é bom para um, para outro pode ser perigoso.

 

Dia 1: São Paulo – Santiago. Nosso voo saiu com mais de uma hora de atraso. Após entrarmos no avião, foi nos informado que houve um problema e permanecemos sentados por 1 hora até a decolagem. Achei o avião bastante desconfortável e o serviço bem inferior ao de outras companhias que já viajei. Além do mais, tivemos problemas na volta com filas imensas por falta de funcionários no check in e já em Guarulhos nossa mala demorou mais de uma hora, além de terem nos informado a esteira errada. Comprei mais para experimentar o voo internacional da Gol, mas apesar de nada absurdo ter ocorrido, não recomendo.

 

Chegando em Santiago fizemos câmbio de 100 doláres na Afex do aeroporto para bancar os gastos do primeiro dia e negociamos com um taxista para nos levar até nosso hostel. Pagamos o mesmo valor do traslado compartilhado, 7 mil pesos e fomos direto. Mas negocie, o valor inicial era de 25 mil pesos para o mesmo trajeto. Há também a opção dos traslados compartilhados, que peguei na volta do Atacama e achei o serviço muito bom também. E para economizar um pouco mais, há a opção de ônibus da Centropuerto que vai até a estação los heroes e de lá é só pegar o metrô até a região. Se estiver hospedado próximo a alguma estação é uma opção. Peguei esse ônibus no sentido oposto quando voltei do Sul, da estação los heroes para o aeroporto e foi bem tranquilo.

 

Ficamos hospedados no Hostal Providencia em quarto privativo e gostei muito. Achei que compensa o custo/benefício (24000 pesos por noite para o casal). Staffs MUITO prestativos e simpáticos. Fica bem localizado, próximo a estação Baquedano e de fácil acesso para ir a pé em vários pontos turísticos. Cerro Santa Lucia, Patio Bela Vista, Cerro San Cristobal, Casa do Neruda, etc. Café da manhã ok. Único ponto negativo foi o quarto próximo a Avenida, que a noite parecia que os carros estavam passando dentro do quarto, tamanho o barulho rsss.

 

Nesse primeiro dia fomos a pé até o Cerro Santa Lucia (entrada gratuita) e adoramos o parque. Vale ir com tempo para ir subindo com calma e depois aproveitar a vista lá do alto. Aproveitamos o caminho até lá para “bater perna” pelos arredores e comer um “tradicional” que é um cachorro quente com palta (abacate) que tem por todo lado lá. Achei bem gostoso.

 

Dia 2: Santiago. Após o “desayuno”, fomos de metrô até o Palácio La Moneda ver a troca de guarda, uma cerimônia muito interessante, que ocorre em dias alternados. Só conferir no site do governo chileno o calendário. A estação é de mesmo nome, La Moneda, não tem erro.

 

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Finalizada a cerimonia, fomos até a Calle Augustinas que fica bem próxima ao Palácio fazer câmbio de todo o nosso dinheiro. Pesquisamos dentre as casas de câmbio a que oferecia melhor cotação e ainda choramos um pouquinho pelo montante que íamos trocar, rssss. Conseguimos uma cotação muito melhor do que no aeroporto, recomendo o “transtorno” de perder algum tempo nesse trabalho, compensa $$$ rssss.

 

Como chovia, andamos por um bom tempo em busca de comprar um guarda-chuva (não tem ambulante no Chile, gente? Hahaha). Demorou mas conseguimos encontrar um belo exemplar chinês que ameaçava virar toda hora mas serviu para quebrar o galho rssss.

 

Eu gosto de andar meio sem destino quando viajo, por isso ficamos bastante tempo por aquela região, vendo lojas, prédios do governo, o cotidiano das pessoas, etc. Como era uma segunda-feira os museus estavam fechados e passamos só em frente mesmo. Fomos até a catedral metropolitana e pegamos uma missa começando, bem tradicional, no estilo da própria Catedral, eu que sou católica “carola” rsss, gostei bastante e fiquei emocionada em alguns momentos.

Almoçamos em um restaurante peruano bem bacana ali na região (não me lembro o nome, mas naquela região não faltam opções do tipo). O menu do dia por 3900 pesos, com entrada, prato principal (no dia era peixe), sobremesa e bebida.

 

Como no final de nosso roteiro pretendíamos ir para o Sul, fomos de metrô até a Estação Los Heroes para comprar as passagens pela Turbus, que tem o seu terminal de ônibus no mesmo local. Comprar com antecedência garante um bom preço e já que viajaríamos em época de Fiestas Patrias, feriado da independência chilena, não quisemos arriscar ficar sem passagem. Compramos no semi-cama os trechos Santiago – Pucon, Pucon Puerto Varas e Puerto Varas Santiago por 42 mil pesos no total, mas varia muito de acordo com data e horário de embarque, além da antecedência. Não é possível estrangeiros comprarem pelo site, somente pessoalmente. Fomos atendidos por uma chilena muito simpática, que ficou indignada quando pedimos para dividir a conta, deu uma tremenda bronca no meu namorado por não pagar a minha parte e ainda me sugeriu arrumar um namorado chileno rsssssss. Rende boas risadas até hoje.

 

Retornando a Providencia, indo em direção ao Pátio Bela Vista, cruzamos um parque que não encontrei o nome, mas que era tão bonito que me fez desviar e gastar um bom tempo caminhando por lá. (Santiago tem muitos parques assim, fiquei encantada).

 

A noite fomos até um supermercado próximo ao hostel, na Providencia. Compramos vinhos, queijos e demais petiscos para beber no hotel. Gente, bebam vinho no Chile. Encontrei opções de variadas vinícolas de muito mais qualidade que os Concha y Toro “engana brasileiro” que bebo aqui no Brasil com preço bem melhor. Porém compensa mais comprar no Supermercado Jumbo (falo dele mais adiante).

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Ta show!

 

Sonho em chegar a cratera do Villa Rica! talvez no próximo ano!!

 

acompanhando! ::otemo::

 

Fiquei com o Villarrica na cabeça, Thiago. Vou ter que voltar mais pra frente pra resolver isso. :)

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Dia 16. Puerto Varas – Lago Llanquihue. Pegamos nosso ônibus rumo à Puerto Varas às 6h00 da manhã. O trajeto até lá dura cerca de 4 a 5 horas. O ônibus foi parando em milhares de cidades, deixando e pegando passageiros. O caminho como tudo naquela região era muito bonito, embora tenha chovido em boa parte do trajeto. O ônibus parecia um mercadão de peixe, as pessoas falando, comendo, rindo. Uma loucura.

 

Atrás de nós um “abogado” chileno discutindo a guarda de uma criança fervorosamente no celular. Gritava e se repetia loucamente no melhor estilo programa da Márcia, pois segundo ele “la madre hay que tener su hija”, “la constituicion no permite”, “lo padre es perigloso”. E eu que só queria ver distância de um fórum e de processos durante as férias senti vontade de pular do primeiro precipício rssss. Enfim, não era eu que gostava de sair dos tours fechados e estar em meio ao cotidiano das pessoas normais, da cultura local? Toma essa, Priscila. Rssss.

 

Chegamos por volta de meio-dia na Rodoviária de Puerto Varas. Seguimos para o Hostel Margouya Patagônia 2 que fica há cerca de 5 minutos da rodoviária. Percebemos que a cidade é cheia de ladeiras enormes, uma Ouro Preto bem maior. Por sorte nosso caminho até o hostel era uma descida de ladeira e não sofremos tanto para chegarmos até lá com a bagagem.

 

Ficamos em quarto privado com banheiro compartilhado por 18000 pesos para o casal. O hostel é no prédio de um casarão antigo em estilo europeu filme de terror, todo de madeira, janelas e portas enormes e grossas. Senti uma energia meio pesadona rsss. Uma arquitetura muito bonita no final das contas, bem limpo. Os staffs eram muito bacanas também.

 

De posse de um mapa da cidade, deixamos as coisas e seguimos para procurar um lugar para almoçar. Os preços da alimentação em Puerto varas já não eram tão camaradas quanto em Pucon, mas com a fome que eu estava, não fiz muita questão de pesquisar e entramos no Donde El Gordito, restaurante de um Sr. Chileno bem simpático, cheio de penduricalhos para todo lado e coleção de tudo que se pode imaginar pelas paredes. Meu namorado achou de péssimo gosto, eu achei bem aconchegante. Já chegamos tomamos bronca porque “todo brasileño que visita Gordito pide Pisco Sour” e nós queríamos suco de framboesa rsss. Uma figura. Pedi um salmão acompanhado de batatas e meu namorado carne com arroz e legumes. Pagamos cerca de 8 mil pesos por pessoa. Gostei, mas nada de excepcional.

Saímos para conhecer a cidade a pé. Estávamos um pouco cansados e não quis sair de Puerto Varas naquela tarde. Poderíamos ter ido à Frutillar ou à Puerto Mont, mas preferi ficar por ali mesmo.

 

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Puerto Varas, assim como Frutillar, Puerto Octay etc, tem o Lago Llanquihue como cartão postal. Uma imensidão de água, sendo que é o segundo maior lago do Chile, cerca de 86000 hectares de superfície.

Ficamos ali no deck próximo ao centro da cidade apreciando aquela belezura toda. Apesar de a cidade ter um certo movimento, ali, há poucos metros era bem tranquilo. Essa parte da cidade é muito bonita. Dali se avista o Vulcão Osorno do outro lado do lago. O dia estava bem típico daquela região, nublado ao meio dia, frio, nebuloso. 17 horas já estava escurecendo.

 

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Fomos até a Touristour obter informações sobre passeios. Foi nos oferecido para o dia seguinte trekkings, ciclismo de volta ao lago, etc. Eu já não tinha mais ânimo para isso rsss. Optamos por um passeio que compreendia a visita aos Saltos del Petrohue, navegação nos Lago de Todos los Santos e visita a Peulla, tudo por 34000 pesos por pessoa.

 

Nosso planejamento inicial era alugar um carro e dar a volta no Lago Llanquihue até o Vulcão Osorno, mas já estava na estrada há mais de 15 dias e sem muito ânimo para burocracia, achei melhor encarar o grupo de turistas feliz e poder descansar, até hoje não sei se foi uma boa idéia rsss. Mas faltou conhecer o Vulcão Osorno. Fiquei com isso meio mal resolvido na minha cabeça, acho que mais um dia em Puerto Varas seria o ideal em nosso roteiro.

 

Fomos até a Iglesia del Sagrado Corazon, uma tremenda ladeira até lá. É toda em estilo alemão, de madeira, linda mesmo. Com aquele ar de coisa mal assombrada também. Acho que tenho medo de construções de madeira rssss. A igreja é linda e fiquei me coçando para visitar, mas era segunda e estava fechada. Fica para a próxima.

 

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Passamos no supermercado na volta e compramos pisco, vinhos e alfajors para levar de presente, além de vinhos e queijos para o jantar daquela noite e snacks para o dia seguinte.

Faz muito frio. Muito mesmo à noite. Mais uma vez, um beijo para o cara que inventou a calefação rssss.

 

Dia 17. Puerto Varas – Saltos del Petrohué, Lago de Todos los Santos e Peulla. Às 5h45 da madruga já estávamos em frente ao cassino da cidade, que fica uns 10 minutos ladeira abaixo de nosso hostel para pegar o ônibus turístico que nos levaria. Depois de o guia por muitas vezes dizer que não estávamos na lista, apesar de termos a passagem da agencia rsss, resolveu achar nosso nome sei lá onde e nos mandar entrar.

 

O ônibus era composto basicamente de brasileiros idosos e eu me senti participando de um bingo no clube do vovô rssss. Após algum tempo contornando o Lago llanquihue, passamos por Ensenada (outra cidade), até que atingimos a entrada do Parque Nacional Vicente Perez Rosales, onde ficam os Saltos del Petrohué.

Os Saltos são quedas d’agua do Rio Petrohué em formações rochosas de origem vulcânica. As águas tem um tom esmeralda muito forte, uma coloração muito linda mesmo. E olha que estivemos lá de manhã e com o dia nublado, dizem que no final da tarde, com o reflexo do sol, as cores ficam incrivelmente ressaltadas.

 

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O parque tem uma estrutura ótima, cheio de pontes e passarelas de madeira por entre os Saltos e a vegetação, que fazem uma combinação bem interessante. O vulcão Osorno sempre ao fundo completando a paisagem. Tudo muito bonito. O lugar transmite paz, tranquilidade. Foi um dos meus preferidos nessa visita a Puerto Varas. Há também a opção de chegar bem próximo aos Saltos em um passeio de barco que não fizemos.

 

Queria ter mais tempo para aproveitar com calma, mas, excursão, sabe como é, aquela correria, mal entramos já estavam nos acelerando para ir embora.

De lá seguimos até o Lago de Todos los Santos e no porto embarcamos no catamarã para iniciar a navegação rumo à Peulla. O lago é realmente muito bonito, tanto que é conhecido também como Lago Esmeralda, pela tonalidade incrível de suas águas.

 

Como estava muito, MUITO frio e ventando intensamente, acabamos ficando mais na parte fechada do barco e vendo tudo pelo vidro, mas ainda assim foi impressionante. A visão do vulcão Osorno e do vulcão Cabulco a partir das águas do lago, a vegetação muito verde e abundante à beira do lago. Mas como é uma navegação demorada (cerca de 2 horas) chega uma hora que cansa, fica monótono e por mais lindo que seja eu só queria que chegasse logo rsss.

Para completar o tédio havia um grupo de umas 6 senhoras ditas da alta sociedade carioca que falavam muito alto e nos impuseram ouvir todo tipo de futilidade à respeito da vida glamourosa que diziam levar. Eu queria me afogar no lago só para ter um pouco de silencio. Rssss. Ué, não quis ir de excursão para ter tranquilidade, Priscila? Agora aguenta...

 

Durante a navegação passamos por Isla Margarita, que fica bem mais perto do que Peulla e pelo pouco que deu para ver, pareceu bem interessante. Para quem tiver tempo, acredito que valha a visita

 

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Chegamos em Peulla e a vista da chegada é estonteante. Amei aquilo! Esqueci todo o cansaço do trajeto e me senti renovada com aquela paisagem que parecia uma tela pintada. Paz de espirito e alma renovada, desembarcamos.

Peulla é um vilarejo que fica do lado oposto à Puerto Varas no Lago de Todos los Santos, bem próximo da argentina (cerca de 40 km da fronteira) e tinha a imensa população de 123 pessoas na data em que lá estivemos. Lá fica o Hotel Natura onde a maior parte da população trabalha e o restante trabalha nos passeios turísticos (há passeios de 4x4, etc) ou na agricultura.

 

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Nosso grupo seria dividido ali. Alguns seguiriam direto para a Argentina, outros ficariam hospedados em Peulla e nós retornaríamos à Puerto Varas no final do dia.

Almoçamos no Hotel Natura (única opção) e simplesmente amei. O restaurante tem uma vista panorâmica da paisagem que até desconcentra da comida, que por sinal também é muito boa. Comemos um risoto de camarão maravilhoso, cerca de 11 mil pesos por pessoa.

 

Optamos por não fazer nenhum passeio com grupo pelo povoado. Saímos andando sem rumo, aproveitando a vegetação e as paisagens. Peulla é linda e vale demais a visita. Passamos por cachoeiras e quedas d’agua, trilhas bem demarcadinhas, tudo muito preservado.

 

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As 15h30 embarcamos para fazer o trajeto de retorno e o entardecer no lago é muito bonito e a coloração da agua é bem diferente da manhã. Com menos frio, conseguimos aproveitar um pouco a parte externa do barco. Adorei o trajeto de volta. Tudo muito lindo.

 

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Depois de desembarcar, pegamos o ônibus que nos aguardava rumo à Puerto Varas. Chegamos por volta de 19h00 no centro da cidade. Passamos no supermercado, compramos algumas coisas e seguimos para o hostel, já que iriamos embora nessa noite para Santiago.

 

Já em clima de fim de viagem, chateados e querendo ficar rsss, seguimos para a Rodoviária e pegamos nosso ônibus às 21h00 rumo à Santiago.

 

Dia 18. Santiago – São Paulo. Chegamos na estação Los Heroes por volta de 9h00 da manhã. Totalmente destruída e sem joelho por passar a noite toda com a perna encolhida no semi cama fajuto da Turbus (mais uma vez, escolham uma categoria melhor). Deixamos a bagagem em um guarda volumes que há ali e seguimos para o metrô. Fomos até o Bella Vista, queríamos tomar um café da manhã decente.

 

Esse foi o único dia ruim da viagem rsss. Sabe quando tudo começa dar errado e você tem medo até de respirar e morrer engasgado? Pois é... hahaha.

Fomos até o Pátio Bella Vista e sentamos no Starbucks. Eu estava com uma mochila pequena e a minha bolsa a tiracolo. A mochila coloquei no chão, no meu pé e distraída, tomando um café. Adeus mochila.

 

Ao meu lafo havia um revisteiro, um “gatuno” muito do bem vestido e com cara de bom rapaz, abaixado ali olhando as revistas, aproveitou da minha distração e em um piscar de olhos pegou minha mochila e saiu correndo pela calçada. Aí foi aquela cena de filme. Eu correndo atrás, meu namorado me fazendo voltar, correndo ele atrás do cara por quarteirões e quarteirões. Até que em um golpe de mestre o cara entra em um taxi e desaparece em meio ao transito caótico. Adeus mochila.

Passado o susto, cercada de seguranças do Pátio e de um gerente bobo do Starbucks me culpando por ser distraída, perguntando se eu queria que chamasse os carabineiros, me certifiquei que nada de essencial estava na mochila, minhas câmeras, documentos, cartões, óculos escuros e dinheiro estavam todos na bolsa de mão. O ladrão na verdade descobriu que não valeu a pena a empreitada. Na mochila havia apenas os souvenirs que havia comprado para dar de presente, gorrinhos típicos, alfajors, etc etc, minha nécessaire de remédios, meias e calcinhas sujas. A única coisa que senti falta mesmo foi de meus óculos de grau, que tive que chegar correndo no Brasil para fazer novos.

 

Gente, desde antes de ir para o Chile ouvi dizer que Santiago era muito perigosa, cheia de furtos e etc. Me cobri de todos os cuidados, tanto que andava com um cadeado de mala fechando os zipers da minha bolsa, sempre super atenta, preocupada. Mas todo mundo tem um momento de distração e estamos no mundo, né. Acontece aqui em São Paulo, acontece em Santiago e em qualquer lugar. Não vou me sentir vitima injustiçada e nem dizer que a viagem foi ruim por isso porque não é verdade. O Chile é um país incrível, vale cada segundo da visita e com certeza pretendo voltar. Esse tipo de problema qualquer lugar do mundo tem e todos estamos sujeitos. Conheço quem tenha sido furtado na Suíça. A experiência positiva lá foi muito maior do que esse pequeno aborrecimento. De qualquer forma, vale ficar atento no metrô, em restaurantes, na rua. Existem quadrilhas que circulam naquela região de Providencia e Bella Vista em busca de pegar um momento de distração das pessoas, sempre bem vestidos, senhoras idosas, mães com crianças. Todos os tipos. Vale se precaver.

 

Passado o susto, resolvemos seguir para o aeroporto e almoçar por lá. Perdi um pouco do ânimo de ficar ali, acho que é normal no momento. Voltamos à estação Los Heroes, pegamos nossa bagagem e resolvemos ir de ônibus até o aeroporto.

Compramos a passagem da Tur-bus por um valor muito pequeno, não me recordo, mas algo como 2000 pesos por pessoa. Achei o serviço muito bom, o trajeto tranquilo e seguro. Para quem está na estação Los Heroes, acho que é a melhor opção.

 

A partir daí, chegamos no aeroporto, almoçamos, e aguardamos o embarque. A viagem chegou ao fim com a sensação de ter presenciado uma das paisagens mais incríveis da minha vida. Não tem como não lembrar de Atacama e Uyuni sem abrir um sorrisão enorme. E quanto ao Sul, me encantei com a receptividade daquele povo lindo, com as paisagens branquinhas de neve e o mundaréu de água. Chile, me aguarde, voltarei.

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Oi Priscila!

Trabalhei com o Camilinho na IBM e eu via as fotos no insta na época que vcs viajaram e curtia tooooooodas hahaha

Pedi dicas pra ele e ele me passou esse link, eu super agradeço sua descrição detalhada da viagem! Me ajudou muito na criação do roteiro, claro que ainda to trabalhando nele e meu namorado vai fazer algumas adaptações conforme o que mais queremos! Mas já me ajudou bastante a anotar lugares que considero imperdíveis! Ah, eu também uso lentes de contato e gostei da sua observação quanto ao colírio, ele ja anda cmg o tempo todo mas estou considerando seriamente operar antes da viagem! hahaha

 

Queria eu ter memória pra relatar minhas viagens assim rs eu já me esforço bastante pra dar todas as avaliações no tripadvisor porque já ajuda bastante quem vai encarar a viagem e quer algumas dicas!

 

Agradeço e espero tirar fotos tão lindas e curtir tanto quanto vcs!

 

Vou em março de 2015! :)

Beijos e parabéns pelo post!

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Oi Priscila!

Trabalhei com o Camilinho na IBM e eu via as fotos no insta na época que vcs viajaram e curtia tooooooodas hahaha

Pedi dicas pra ele e ele me passou esse link, eu super agradeço sua descrição detalhada da viagem! Me ajudou muito na criação do roteiro, claro que ainda to trabalhando nele e meu namorado vai fazer algumas adaptações conforme o que mais queremos! Mas já me ajudou bastante a anotar lugares que considero imperdíveis! Ah, eu também uso lentes de contato e gostei da sua observação quanto ao colírio, ele ja anda cmg o tempo todo mas estou considerando seriamente operar antes da viagem! hahaha

 

Queria eu ter memória pra relatar minhas viagens assim rs eu já me esforço bastante pra dar todas as avaliações no tripadvisor porque já ajuda bastante quem vai encarar a viagem e quer algumas dicas!

 

Agradeço e espero tirar fotos tão lindas e curtir tanto quanto vcs!

 

Vou em março de 2015! :)

Beijos e parabéns pelo post!

 

Legal, Giovana! Que bom que foi útil para você. A intenção era justamente essa, todo ano uso e abuso desse fórum e dos blogs por aí para planejar as férias. Fiz um esforcinho para dar minha contribuição também (80% foi escrito na espera zzzzzz dos aeroportos na própria viagem hahahahaha).

 

Mesmo que fizer a cirurgia, leve o colírio, até quem não usa lente fica com o olho todo zuado. E muito, muito soro e tudo que você encontrar para hidratar o nariz, o meu mesmo com toda a parafernália só parou de sangrar uma semana depois que voltei para o Brasil Rssss.

 

Boa viagem e aproveite muito cada segundo naquele lugar incrível.

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