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Guatemala & Belize e Costa Rica & Panamá (23 dias)


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Acabei de voltar de meu mochilão pela América Central e superou todas minhas expectativas, confesso que fui pra lá com muitas dúvidas com relação a segurança, gripe suína ou a época de chuvas por lá, mas em nenhum momento me senti em perigo lá, não voltei gripado e fez muito sol lá, além dos ótimos lugares que visitei. Acho que é um lugar ainda para ser descoberto pela maioria dos brasileiros, pois não encontrei ninguém do Brasil por lá e eu mesmo nunca tinha ouvido falar da maioria dos lugares que visitei antes de começar pesquisar sobre viajar na América Central.

 

Como o tempo era curto pra tantos lugares, optei por voar até a Guatemala e voltar pelo Panamá (pela Copa) e fazer um vôo entre Belize e San Jose (pela Taca), pois assim não precisaria usar o Tica Bus que me custaria pelo menos mais dois dias num ônibus. A dica de se verificar o site da Copa regularmente é válida, pois os preços lá realmente variam bastante e não adianta comprar com antecedência, tem que comprar quando estiver barato no site.

 

Dinheiro: Levei metade em dólar e metade no Visa Travel Money. Em todos os países que fui o dólar é aceito em qualquer lugar, mas você pode perder uma graninha dependendo da taxa do câmbio que eles usam. Na Guatemala, valia mais a pena trocar os dólares em um banco mesmo (a taxa era 8 quetzal / dólar no banco mas no comércio eram uns 7,3 ou 7,5Q / US$). Na Costa Rica, a taxa que converteram no meu Travel Money era bem pior que a do comércio. No Belize, acho que o cambio era fixo em 2 Belizean dólares e no Panamá, a Balboa vale a mesma coisa que o US$.

 

Chegando na cidade de Guatemala, logo arranjei uma van pra me levar pra Antigua (leva cerca de uma hora e custa US$ 10). É uma cidade pequena e histórica, com muitos mochileiros e com gente lá estudando espanhol, servindo de base para outros passeios na região. Fiquei no Black Cat Hostel http://blackcatantigua.blogspot.com. Mas o que eu queria mesmo fazer lá era conhecer o vulcão Pacaya e ter a oportunidade de ver lava a meio metro de distância. O passeio dura meio dia com saídas de manhã e à tarde e custa uns US$ 10, acabei indo duas vezes porque na primeira vez que fui tinha pouca lava, mas na segunda vez tinha um monte e o repeteco certamente valeu a pena, porque ver a lava de perto foi sensacional.

 

De Antigua, segui de van (US$20 e dura umas seis horas) para a cidade de Lanquin, onde fica o ótimo hostel El Refugio, a beira de um rio. De lá você pode reservar o passeio (uns US$ 20) para Semuc Champey, que dura o dia todo e inclui um passeio em cavernas, salto no rio de uma ponte, bóia-cross e as piscinas naturais. O passeio todo é muito bom, mas o ponto alto mesmo são as piscinas naturais azul turquesa do lugar que são belíssimas; depois dos mergulhos, vale encarar a trilha até o “mirador” de onde temos uma bela vista das piscinas.

 

Mais uma viagem (mais US$ 20 e quatro horas apertado na van) e você pode chegar a Flores, cidadezinha que fica numa ilha dentro de um lago, ao lado da cidade de Santa Helena. Fiquei no hostel Los Amigos http://www.amigoshostel.com e de lá peguei a van (1 hora e US$ 5) para o Parque Nacional de Tikal (150 Quetzal ou quase US$ 20 de entrada) para ver as ruínas Maias. Tanto em Flores como em Tikal estava fazendo um baita calor pois o lugar era bem abafado, por isso eles recomendam ir bem cedo para fazer o passeio no parque pela manhã, assim às 6 da manhã eu já estava na porta do parque esperando ele abrir (acho que aquele lance de ver o nascer do sol não rola mais) e fiz a visita guiada com o cara explicando sobre as pirâmides, reis maias e o fim do mundo em 2012.

 

Próxima parada: Belize. Mais uma viagem na van (umas quatro horas e US$ 20) com parada na fronteira. Os brasileiros precisam de visto, você preenche um formulário na hora, é bem tranqüilo, exceto que você precisa pagar US$ 50 e levar uma foto 3x4. A van me deixou no cais de onde sai o water taxi para a ilha de Caye Caulker, que é o lugar mais barato e onde os mochileiros vão. Depois de 45 minutos, você chega na pequena ilha, que foi recortada na parte norte por um furacão uns anos atrás. Lá eu fiquei primeiro em um lugar que era um lixo chamado Bella’s, depois fui pro Tina’s Backpacker http://www.tinashostelbelize.com que já era bem melhor.

O melhor de lá é aproveitar a água transparente e a segunda maior barreira de corais do mundo para fazer uns mergulhos ou snorkeling. Fiz meu mergulho num lugar chamado Hol Chan Marine Park com a Frenchies http://www.frenchiesdivingbelize.com (dois tanques por US$ 90, tudo incluso) e foi absurdamente excelente, totalmente diferente dos mergulhos que eu tinha feito no meu batismo na Ilha Grande um mês antes. A visibilidade é incrível e tinha uma grande variedade de peixes e corais; mesmo pra quem não mergulha, vale a pena ir Caye Caulker, pois mesmo o snorkeling é fantástico. Fiquei tão empolgado que resolvi fazer o mergulho no Deep Blue Hole (45 mts) e tinha até reservado e pago (US$ 180 com três tanques com a Big Fish), mas quando acordei cedo no dia seguinte para ir lá, eles cancelaram porque o mar estava muito agitado e me reembolsaram o dinheiro. Resolvi acreditar que isso era um sinal que eu não deveria ir mergulhar tão fundo sem experiência.. Depois acabei fazendo um snorkeling lá por perto e um dos pontos era o Shark and Ray Alley, onde pude ver um monte de raias mas nenhum tubarão. Uma boa opção são passeios para snorkeling com a Raggamuffin Tours, que são bastante populares entre os mochileiros.

 

Depois de Caye Caulker, peguei o water taxi de volta a Belize City e depois de um caro táxi até o aeroporto (US$ 25), entrei no avião rumo a San Jose. Como fiquei perguntando ao pessoal que conheci viajando e não ouvi nada de muito interessante sobre a capital da Costa Rica, resolvi passar direto por lá e logo fui visitar uma praia do lado do Pacífico: Manuel Antonio. O ônibus era meio velho, mas mais confortável que as apertadas vans da Guatemala e a viagem de cerca de 3 horas e meia me custou uns 5 dólares. O lugar é ao lado de outra cidade chamada Quepos e atrai bastante turistas americanos, pois lá há muitos hotéis, acho que é por isso que o Parque Manoel Antonio é o mais visitado do país, pois muitos desses turistas entram no parque para visitar as praias do lugar. Com relação a animais, eu não vi muito mais do que alguns macacos por lá. Fiquei no Manoel Antonio Backpackers http://www.backpackersmanuelantonio.com que era bacana.

 

Para chegar a Puerto Viejo de Talamanca, atravessei o país inteiro, pegando o ônibus de volta a San Jose pela manhã e logo em seguida outro ônibus (mais uns US$7 e quatro horas) para essa cidadezinha no litoral sul do lado caribenho. Essa cidade atrai o pessoal que vai surfar, mas não me empolgou muito.

 

A minha próxima parada eram as ilhas de Bocas Del Toro no Panamá e para chegar era preciso pegar um ônibus (US$3 e 1 hora e meia de viagem) até a fronteira em Sixaola. Lá você precisa atravessar a fronteira a pé, mas para entrar no Panamá há uma esdrúxula exigência de se mostrar uma prova de que você deixará o país. Eu não tive problemas pois eu tinha impresso a minha passagem de volta ao Brasil, mas a maioria das pessoas acaba tendo de comprar uma passagem “fictícia” de Changuinola até San José por US$ 11! (muitos também precisam pagar US$ 5 por um selo de turista, mas brasileiros não precisam). Mais bizarro foi um americano que teve a idéia de forjar na hora em seu IPhone uma carta de um barco que deixaria o Panamá rumo ao Caribe e dizendo que ele seria um dos passageiros. A carta era assinada pelo capitão Jack Sparrow e a moça da fronteira aceitou!

Da fronteira peguei uma van (US$5 por 1 hora e meia) até a cidade de Almirante, de onde peguei o barco (US$4 só ida) até a Isla Colón em Bocas Del Toro. Fiquei no Gran Cajuna http://www.grankahunabocas.com que apesar do quarto meio apertado era bem bacana. Colón é a principal ilha e onde ficam a maioria dos albergues e bares e de lá você pode ir nos pequenos barcos até as praias na própria ilha ou em Bastimentos. Fiz um passeio (US$ 20) que incluía a ida a uma baia onde se podia ver golfinhos, dois lugares para se fazer snorkeling e uma bela praia em Bastimentos. A noite em Bocas Del Toro também é bem agitada, sempre com uma boa opção se tomar umas.

 

Tive que voltar para Almirante para poder pegar o ônibus noturno que sai de lá às 7 da noite e chega às 4 da manhã na cidade do Panamá. Ele custa US$ 23 e é famoso pelo ar condicionado gelado, portanto não esqueça de levar o agasalho. Da rodoviária fui direto para o Luna’s Castle http://www.lunascastlehostel.com no Casco Viejo, a parte antiga da cidade do Panamá. Aproveitei o dia para visitar essa parte antiga da cidade e depois peguei um taxi para visitar o Canal do Panamá e conhecer seu funcionamento.

No dia seguinte, acordei cedinho e às 5 da manhã o jipe veio nos buscar. O tal do jipe era bem melhor do que eu esperava, era uma SUV Prado da Toyota e a estrada também não pareceu ser tão ruim, a maior parte dela está com bastante cascalho, mas em alguns trechos acho que só mesmo um carro 4 x 4 para passar. O trajeto do albergue até o local onde sai o barco custa US$ 25 (só ida) e leva três horas, mas acaba levando umas cinco pelas paradas para comprar água e outros atrasos. A partir do ponto onde o jipe te deixa, já é um dos índios Kula Yala que te leva para uma das ilhas (US$ 15 ida e volta) nos pequenos barcos. As opções de ilhas são as que aparecem no site do albergue e eu tinha escolhido a Frank’s Island (que uma israelense tinha me indicado) mas como estava cheio, acabei indo para a Robinson Island. A ilha é pequena e o tal do Robinson (que é uma figura, esse índio fala espanhol e inglês e conversa sobre tudo) cuida de metade dela e o Ina, primo dele, cuida do outra metade. O esquema é bem simples mesmo, sem banheiro nem chuveiro (um banheiro já está em construção), mas vale a pena pois todas ilhas parecem mesmo um cartão postal. Você paga US$ 20 por dia e os índios te dão três simples mas boas refeições e ainda te levam para algum passeio para outra ilha.

Voltando a cidade do Panamá, fiquei em um outro albergue o Anita’s Inn, que apesar de não ser agitado e cool como o Luna’s é bem mais confortável e espaçoso. Ainda deu tempo para jantar num bom restaurante chamado Trapiche que fica bem perto de lá e ir num barzinho na Calle Uruguay para fechar a viagem.

 

As fotos estão no meu album do Picasa:

http://picasaweb.google.com/marcoshara

 

Marcos

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  • 4 semanas depois...
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Nossa, adorei seu roteiro, e seu post foi decisivo pra mim na hora de escolher os paises a visitar. Quero fazer esta parte guatemala-belize, e gostaria de pegar mais alguma dicas com voce. Como por exemplo onde e como pegar estas vans, horarios que saem e de onde e etc...

 

Voce poderia me adicionar no msn pra me passar umas tips? [email protected]

 

Super obrigada!!

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Ola,

basicamente você pode reservar as vans diretamente nos hostels no dia anterior que eles te buscam na porta no dia seguinte, geralmente de manhã cedo e depois te deixam na porta do hostel que vc pedir..

de qq forma, já te adicionei..

Até mais..

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  • 2 meses depois...
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Fala Marcos Tudo Bem!

Seguinte vou fazer uma viagem para a América Central no fim do ano e gostaria de algumas dicas para montar o roteiro, se puder ajudar eu agradeço!

 

O roteiro que vou fazer é meio que o inverso do seu, chegando no Panamá e voltando da Guatemala.

Comprei uma passagem da Copa com a seguinte rota:

 

São Paulo - Panamá City 29/12

San José - Guatemala 08/01

Guatemala - São Paulo 16/01

 

Bom so tenho 19 dias então quais seriam os lugares imperdiveis?

 

Chego no Panamá dia 29/12, será que consigo conhecer Cidade do Panamá, San Blás, Boca del Toro e chegar em San José de onibus até o dia 03/01 ou 04/01?

 

Depois disso tenho até o dia 08/01 pra fica na Costa Rica, o que vale mais a pena visitar no país? Quantos dias preciso pra conhecer as praias ali Pacífico e Caribe? Será que vale a pena ficar mais uns dias no Panamá e reduzir os dias na Costa Rica?

 

Por fim dia 08/01 chego a Guatemala, gostaria de visitar Flores, Tikal e se der tempo ir até Belize por uns 2 ou 3 dias, quais as dicas para esta ponta da viagem? Será q da pra fazer os passeios em Belize nesse tempo (2/3 dias).

 

Se puder me adicionar no MSN pra conversarmos melhor agradeço, [email protected]

 

Um Grande Abraço

Luiz Fernando Mion

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Ola Luiz,

Eu pessoalmente gostei bem mais das praias no Panama (Bocas e San Blas) do que as que eu visitei na Costa Rica, então eu reduziria o tempo lá, porque vai ficar bem apertado pra chegar em San Jose nesse tempo.. por exemplo, acho que talvez vc só vai conseguir reservar a ida pra san blas só pro dia 31 e poderia voltar de lá dia 2 e pode pegar o onibus noturno e chegar em bocas dia 3..

na parte da guatemala, eu recomendaria ir ver o vulcão Pacaya e Semuc Champey.. mas Belize tb é otimo, principalmente pra mergulho.. 2 ou 3 dias em Belize está bom, mas vc tem apenas 8 dias e eu fiz em 12, então vai ser bem corrido.. ainda mais que eu não precisei voltar de belize pra guatemala, pois voei direto de belize pra san jose..

abraço

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Fala Marcos, obrigado pelas respostas cara! Vc poderia me passar uma ideia das distâncias entre as cidades para eu programar o roteiro?

 

Panamá City - San Blas

Panamá City - Bocas

Bocas - San José

Guatemala City - Flores

Flores - Tikal

Tikal - Belize City

 

O passeio para San Blás, vc pegou um jipe em Panama City, ai foi até aonde (como é o nome da cidade), de lá pega o barco com os indios para ir pras ilhas certo? Levou quantos dias no total da Cidade do Panamá - San Blás - Cidade do Panamá?

 

Sabe se tem como ir direto de San Blás pra Bocas ou tem que voltar pra Cidade do Panamá pegar o onibus?

 

Vc chegou a ver para alugar carro la? Será que vale a pena, pois vamos fazer a viagem em 4 pessoas, será que rola alguar o carro em uma cidade e devolver em outra, ou até outro país quem sabe?

 

Um Grande Abraço

Luiz Fernando Mion

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  • Membros

Fala,

O tempo entre cada lugar eu acho que ja tinha escrito no primeiro post, mas para ter uma ideia das distancias, aqui tem as telas do google maps que eu tinha montado:

20091102182618.jpg

20091102182650.jpg

Mas a maior parte das viagens vc vai perceber que não vai ter muitas opções, vai ser sair cedo na única saída do dia..

 

Da onde sai o barco pras ilhas de San Blas não é uma cidade, é simplesmente o lugar onde os indios vão te buscar.. pra chegar lá, tem que pegar esses jeeps, e o pessoal que controla esse jeeps aproveita e mete a faca, pois devem ter algum esqueminha com os hostels.. eu sai do hostel as 5 e meia da manhã e cheguei na ilha umas 10 e meia, dormi lá dois dias e sai de lá as 8 e meia da manhã e meio dia estava de volta no hostel.. com certeza, tem que voltar pra cidade do panama pra ir pra Bocas

Não vi nada sobre alugar carro, mas duvido que tenha esse esquema de pegar carro em um lugar e devolver em outro.. a maioria das cidades são bem simples, sem contar que umas são ilhas.. mas não custa nada dar uma pesquisada..

Abraço,

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  • 2 semanas depois...

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