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Eriendson

Bolívia: História, Revolução e Aventura

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Antes de qualquer comentário inicial sobre a viagem, quero aqui registrar meu agradecimento aos mochileiros que aqui fazem parte do site, pois foram com esses relatos que aprendi a seguir os caminhos do bom viajante.

 

 

Por que a Bolívia? :D

No meio de dezembro resolvi viajar e queria escolher um destino americano do sul, que eu pudesse desfrutar na época carnavalesca. Daí fui olhar o que havia nos países que ainda não tinha conhecido. Namorei o Paraguai, mas achei muitas limitações (talvez seja muita ignorância de minha parte), e fui ver a Bolívia, e fui olhando, olhando, e escolhi, “esse é o país”. Comecei adentrar imensamente nas informações dos amigos mochileiros desse site, e comecei a montar o que seria a minha aventura. Viajaria sozinho, portanto deveria cuidar de todos os detalhes. Em dezembro mesmo comprei via Site da Gol as passagens de Recife a Santa Cruz, com conexão em Guarulhos. :D:D:D

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(Pode parecer repetitiva algumas informações, mas sabemos que sempre nascerão e surgirão viajantes novos, e essas informações não serão nada velhas.) ::putz::::putz::

 

Dia 07 Fevereiro 2015 – Sábado – Meu aniversário :P

Embarquei sozinho rumo à Bolívia, saindo de Recife as 5h35 da manhã - e fazendo conexão rápida em São Paulo/ Guarulhos – chegando ao Aeroporto de Viru Viru/ Santa Cruz de La Sierra de 12h10 da tarde.

Tinha um voo comprado pelo BOA - http://www.boa.bo/brasil/inicio - para partir do Viru Viru para La Paz às 17h. Comprei a passagem aérea para La Paz querendo embarcar no final da tarde pois fiquei receoso de ter problemas de atraso de voos ou filas de imigração enormes. Pois já passei por isso no Peru em 2013. ::vapapu::

 

Ao chegar no Viru Viru, passei pela imigração e logo após pela Aduana, onde a revista de maletas e malas é bem rigorosa. Tive que abrir a minha e o inspetor lá passou aquela mão dele enorme nas minhas roupas procurando uma bomba, ou algo parecido. Se eu soubesse que ele passaria a mão por baixo teria colocado minhas cuecas sujas pra ele ficar com a mão lembrando-se de mim depois. Mas brincadeiras à parte, vamos seguir. Uma dica que eu destaco: Leve uma caneta consigo, pois você precisará preencher os formulários de imigração. :arrow:::quilpish::

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O Aeroporto de Viru Viru é um aeroporto organizado de dois andares. Com poucos lugares para comer. Fiz um câmbio pra ter algum valor em mãos. E troquei R$ 250,00 por 500 Bolivares (câmbio muito ruim). Fui atrás do chip da Tigô (empresa de telefonia celular boliviana), mas para minha surpresa, meu celular não pegaria o chip pois ele precisaria ser cortado antes. Daí nem comprei e fiquei usando o Wi FI do aeroporto até dar a hora do próximo embarque. Fiz uma refeição leve numa lanchonete chamada My Way (tipo subway) e paguei com Cartão de crédito, que havia desbloqueado antes de viajar.

Nota Importante: Santa Cruz de La Sierra possui dois aeroportos importantes: O VIRU VIRU e o TROMPILLO.

 

 

Por volta das 14h fiz meu checkin na BOA (Boliviana de Aviacíon), e despejei minha mala gigante, e fiquei mais livre com minha mochila de costas. No horário marcado fui para a área de embarque do Viru Viru que fica no primeiro andar, e sem maiores acontecimentos relevantes adentrei o avião. Seria uma viagem de 1 hora, onde ainda foi servido um lanchinho com suco (coisa que a GOL não fez) e ainda pedi um café bem quente. Uns 10 minutos antes de chegar em La Paz, fique de olho na sua janela, pois o avião sobrevoa os Andes lhe dando uma visão linda do lugar. Logo depois vem uma centena de milhares de casas sem acabamento exterior, que descobri pelo mochileiros.com que é uma forma de pagar um menor imposto residencial, e chego no Aeroporto de El Alto – La Paz. Ainda dei uma andada no aeroporto com meu sensor de curiosidade ligado em busca de coisas novas.

 

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Peguei uma “flota” (que são minivans que fazem transporte coletivo). De cara descobri que o trânsito da Capital boliviana é um inferno. Havia já conhecido um trânsito caótico no mundo, que é o de Lima/Peru. Sai do aeroporto 18h25 e cheguei no hotel às 20h (Hostal Maya Inn – Rua Sanargana). O trânsito realmente é parado, com mil buzinas e um motorista fechando o outro.

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Desci em frente à Igreja de São Francisco, onde havia muita gente, uma música alta, aquele clima de show mesmo. Subi uma ladeira, que não desejo pra mochileiro nenhum, e meu corpo começou a dar os sinais do pavoroso Soroche. Falta de ar e dor na cabeça. Fiz o Checkin no hotel e fui pro quarto, depois desci para uma refeição rápida (pão com frango e abacate e suco, e mate de coca) e fui arrumar os roteiros. Descobri a primeira falha que cometi na viagem: Esqueci o adaptador, pois no Brasil é de 3 pinos e na Bolívia de dois (como era antes na República Federativa do PT.) ::Cold::::Cold::

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Não cantei parabéns, nem apaguei velinhas, mas meu aniversário foi sensacional. ::hahaha::

Fui dormir!

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Dia 08 de Fevereiro 2015 – Domingo - La Paz

 

Antes de descrever a rotina do dia aos viajantes e amigos do site, quero deixar aqui algo que vale a pena não passar em branco: A Bolívia tem seus desprestígios em relação à riqueza do país, pois historicamente FOI ROUBADA, a Espanha sugou Potosi (que falarei nos dias seguintes) e destruiu o país. Mas o que quero ressaltar é a ignorância de uma quantidade de brasileiros que acham que a Bolívia que é um país que só tem cocaína, pobreza, costureiro, e as FARCS (Creia. Eu ouvi isso de um familiar meu!). E isso passa longe do senso de verdade. Brasil não tem moral nenhuma pra falar do país dos outros. Tem o Rio de Janeiro com seu tráfico, tem a pobreza violenta de parte do Nordeste, Norte e porções de Minas Gerais, e possui umas das maiores criminalidades da América. Moro em Recife e todo dia penso em violência. É isso! Tava preso o desabafo! ::carai::::carai::

 

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Acordei e fui “me desayunar”. O hotel oferecia incluso o café da manhã. Logo depois fui atrás do bendito adaptador pra ligar meu notebook, e subi a famosa Calle Lhampu, onde há o famoso mercado de las Brujas. Vi algumas tendas vendendo seus fetos de lhama, e outras coisas misteriosas. Outras tendinhas armadas no meio da rua mesmo vendendo frutas, e aquelas senhoras bem vestidas com trajes típicos. E lá pelas bandas da Lhampu achei o adaptador. ::lol4::

 

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Fui atrás de uma agência, das indicadas pelo site aqui, para fechar o Downhill (que será amanhã) e o Chacaltaya + Valle de La Luna. Depois de algumas pesquisas, achei a agência ADOLFO ANDINO – Calle Sagarnafa, 384.

Fechei o Downhill com Bike Hidráulica por B$ 355,00

E o Valle de La Luna + Chaca por B$ 90,00 (sem incluir os B$ da entrada do parque.

Fiz câmbio na própria Sagarnaga a R$ 2,32 (eu não tive a mesma sorte que os colegas anteriores). ::vapapu::

 

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Fiz a tentativa de ir no Museu da Coca, mas estava fechado, pois é domingo.

Dei uma passada na frente da Igreja de San Francisco, e segui para meu tour urbano sentido Plaza Murillo, sede do governo. Durante o trajeto vou acompanhando tudo, e observando ao máximo o que o boliviano tem. Notei que mijar na rua é normal. Normal mesmo! Não estou falando no canto da parede em um lugar deserto, imagina parar na avenida paulista num poste e mijar ali mesmo. As pessoas tomam aquele suco ADES na caixa mesmo, vi várias vezes isso. As marcas PIL e Tigô monopolizam a cidade com seu anúncios. ::toma::

 

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A Plaza Murillo é um cartão-postal a céu aberto. Um lugar muito “hermoso” onde tem uma população de 8 milhões de pombos, e as pessoas compram algo parecido com milho quebrado e colocam no ombro, braço, cabeça daí os pombos pousam “em você” e você tira fotos bem divertidas. ::otemo::

 

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Depois, mesmo começando a sentir cansaço físico por conta da altitude Lapaziana (3600 metros de altura) fui para o Mirador Kili Kili (fui de “flota” – uma van bem comum nas cidades bolivianas, pagando B$ 1,50), ao chegar lá fiquei feliz ao saber que não paga, é como se fosse uma praça num ponto específico da cidade onde se vê a cidade em 360 graus. Uma visão que eu indicaria para quem quer ter outro olhar (sem trocadilho) da cidade. De lá você realmente nota que as casas não tem acabamento externo mesmo. Mas não diminuiu a beleza da cidade assim mesmo. ::Cold:::roll:

 

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Depois olhando o que poderia conhecer ao redor fui no Mercado Camacho, é como se fosse um mercado Central (parecido com o de Fortaleza – pra quem conhece) onde há academia de musculação, loja de carnes e outras especiarias. E no lado de fora do mercado há uma feira gigante (quase maior que a de Caruaru/ PE). Nessa feira, ao passo que se vai andando, tem vários setores. Começa com tendas de jogos, tiro ao alvo, sinuca, pebolim(deveria ter umas 100 mesas de jogos). Fui tentar a sorte dando uns tiros, e achava que o prêmio era o que eu derrubasse. Tive 4 tiros, acertei 3 e ganhei uma pipoca. Uma pipoca de uns 100 gramas. Foi frustrante pra minha carreira de atirador de elite. Depois muitos tipos de artesanatos e comidas de todos os tipos e gostos na rua mesmo. Algumas até pensei em provar, mas fui fiel às dicas de não comer coisas de rua. Voltei ao hotel já que queria ver a luta das Cholas que seria por volta das 16h, e precisava descansar, o corpo tava pedindo. Descobri na recepção do hotel que com B$ 90,00, e a condução viria me buscar/trazer e incluía a entrada, um lanche meia-boca e duas idas ao banheiro (que só usei uma). ::ahhhh::

 

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No horário agendado a Van chega e o guia muito simpático me conduziu ao ônibus onde já havia algumas pessoas que iriam também (somente eu de “brasiliano”) e toda a viagem foi explicada em inglês e espanhol. Algumas coisas que não entendia no espanhol, eu raciocinava na explicação do inglês. E consegui muito bem entender a história das cholas (é “chola” e não “tchola” – Aviso aos maldosos), soltou algumas piadas locais, e pediu pra todo mundo criar seu apelido de lutador. O meu foi “perro peligroso” (cachorro perigoso). Mas não serviu pra nada o apelido, era só pra ele queimar o tempo mesmo. Mas ele contou que cholas com aquele chapéu para o lado direito são as mulheres casadas, e as com lado esquerdo, o contrário. Uma das cholas que lutaria naquela tarde estava no ônibus conosco, até porque esse evento é organizado por elas – e tem uma função social, ou ao menos tinha, de conscientizar sobre a violência à mulher. :|

 

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Chegamos no parque das Cholas, que é como se fosse uma quadra esportiva. Os turistas sentam mais próximo do ringue (porque pagam mais caro, lógico) e os habitantes locais ficam na arquibancada. Eu como tento não ser limitado, subi na arquibancada também e tirei ótimas fotos, filmei em uns ângulos legais, e valeu a pena. O show na verdade é teatral, não há nada violento. É até muito engraçado e superou minhas expectativas. Os atores saem do ringue, brincam muito com o público. Uma chola veio até mim e pediu pra eu beijar o rosto dela, quando eu fui ela me beijou na boca na frente de todos os expectadores. Mas quem ta na Bolívia é pra se divertir mesmo. Depois tiramos fotos com as cholas (estou repetindo muito essa palavra, vou levar corte na nota da redação) e voltamos à La Paz.

 

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Quando achava que ia fechar o dia, resolvi tomar uma cerveja Paceña nnum restaurante mexicano próximo para poder escrever essas linhas. E estou aqui!!

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Um brinde à vida!

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Dia 09 de Fevereiro 2015 – Segunda – Eriendson 2 X 1 Downhill

Nota: O Downhill é um passeio de 60 km, não é cansativo, pois é 85% descida. E fica na região de Coroico.

 

A ansiedade me acordou antes do despertador. Conforme combinado fui para agência às 7h15, onde o dono da Agência me levou até outra agência (é normal eles fazerem isso), e lá fiz meu desayuno (incluso no precinho do pacote).O pacote inclui o café da manhã, fotos da aventura e uma camisa com os dizeres SOBREVIVI AO DOWNHILL (que parece mais um troféu). ::mmm:

 

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Conheci 5 brasileiros que estavam já percorrendo a Bolívia há algum tempo. As bicicletas seguem em cima das vans.A Van partiu e seguimos rumo à Carretera mais peligrosa de los Andes. Após percorremos uma boa parte da estrada, as vans (pois havia vários grupo) encostam num ponto da estrada e onde se começa as instruções de como usar equipamento, como deve ser feita a trilha, etc. Os guias pedalam conosco e vão nos dando sinais de ir para à direita, esquerda, buraco ou parar.

 

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A primeira parte da trilha é feita num asfalto perfeito, onde no caminho há paisagens são sensacionais. Após descer a parte asfaltada, paramos na entrada de um túnel. E seguimos a segunda parte do Downhill e também a mais perigosa (eu que o diga)- Estrada de asfalto. Mal começamos a descer, havia uma descida enorme em linha reta, eu não tive dúvidas e acelerei bastante, só que sem saber que no final a curva era fechada. Comecei a frear mais forte, mas não foi suficiente. A bicicleta ficou e eu voei para fora da estrada. A sorte que a vegetação ainda estava bem inclinada e não havia um precipício propriamente dito. Bati com o peito no chão de forma tão intensa que uma das lentes de meu óculos escuro foi parar lá no Titicaca. Fui socorrido, verificaram se não havia ossos quebrados. Há um regra no Downhill – quem cai deve ficar dentro do veículo uns 10 minutos. Eu fiquei uma hora, o corpo esfriou e a dor chegou. Fui medicado, primeiros socorros, mas a mão esquerda doía bastante, e queria só ir embora dali. :roll:::essa::

 

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Passado muitos minutos, a frustração chegou e aquela sensação de não merecer aquela camisa foi me tomando forma e resolvi voltar. Mesmo com mão esquerda sem força, não ia deixar aquela estrada que eu imagina há 2 meses me vencer. O instrutor quis me convencer do contrário, mas voltei. Quando a bicicleta tremulava doía o corpo todo, mas dor maior seria a dor da derrota, e segui até o fim onde conclui a trilha. O caminho de asfalto é somente descida, há pequenos pontos de pista plana, e você passa por trechos de rio, poucas lamas, e suja bastante. É algo que dá pra fazer tranquilamente sendo cauteloso. No final paramos num restaurante onde recebemos toalhas para tomar banho, comida, e piscina pra quem quer relaxar. Após isso seguimos 3 horas de estrada de volta à La Paz. :arrow:::otemo::

 

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Me machuquei bastante, mas faria tudo novamente de maneira menos imperita. Mas no final posso dizer ao Downhill: “Usted es la culpable, de todas mis angustias, y todos mis quebrantos.” Eu venci o Downhill. ::prestessao::

 

Nota: Hay um pagamento de 25 bols para adentrar a área da estrada da morte. Deixe separado!

 

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Dia 10 de Fevereiro 2015 – Martes – Repouso na Sagárnaga

 

Como havia citado, paguei pelo passeio Chacaltaya y Valle de La Luna, entretanto as dores do acidente eram maiores, e não pude realizar o passeio. No horário marcado fui à agência tentar recuperar meus 90 bols, mas não houve acordo e meu dinheiro foi para economia boliviana de Evo Morales. Falando nele, o nome dele é muito lembrado por toda a cidade, há paredes “pichadas” exaltando o nome dele, e há cartões postais com sua foto e algumas publicidades governamentais.

 

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Estrutura Étnica: Há na Bolívia os côlhas e cambas. Os cambas são os bolivianos hispânicos (brancos ou morenos) e os côlhas são os bolivianos de origem indígena. Aquelas senhoras (tchôlas) que você vê com os cabelos em trança são sempre côlhas. Estes tem os costumes mais fortes, a comida mais típica, e são mais reservados.. Em geral, são mais pobres e discriminados que os cambas, que se consideram superiores. Muito parecido com a relação Nordeste X Sudeste no Brasil, só que com um século de atraso. Eles DIFICILMENTE se misturam. De uns poucos anos para cá, com a ascensão de Evo Morales, que é côlha, é que a Bolívia começou a lutar mais ferrenhamente contra o racismo.

 

La Paz – Cores e costumes, por Eduardo Galeano:

“Os turistas adoram fotografar os indígenas do altiplano vestidos com suas roupas típicas. Ignoram, por certo, que a atual vestimenta indígena foi imposta por Carlos II em fins do século XVIII. Os trajes femininos que os espanhóis obrigaram as índias a usar eram cópias dos vestidos regionais das lavradoras estremenhas, andaluzas e bascas, e outro tanto ocorre com o penteado das índias, repartido ao meio, imposto pelo vice-rei Toledo. O mesmo não ocorre com o consumo de coca, que não nasceu com os espanhóis: já existia no tempo dos incas. A coca, no entanto, era distribuída com parcimônia; o governo incaico a monopolizava e só permitia seu uso para fins rituais ou para o duro trabalho nas minas. Os espanhóis estimularam intensamente o consumo da coca.” As Veias abertas da América Latina

 

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Depois de me dar uma pausa até umas 13h, resolvi sair para almoçar e fazer um passeio e saber como é a vida em La Paz. Tinha que comprar a passagem para Isla Del Sol (para ir no dia posterior) e também comprar a passagem para o Uyuni, e não sabia onde comprar, nem quanto seria. Mas por isso estou fazendo meus relatos aqui, pois os futuros viajantes sofrerão menos. Peguei umas dicas com a recepcionista, e repasso aqui:

 

 

Para ir à Copacabana – Empresa Vicuña Travel (paguei 40 pesos e eles me buscaram no hotel)

Nota: Para ir à Isla Del SoL, você precisa ir para Copacabana e de lá pega um barco rumo à ISla de Sol (mas quando eu chegar lá eu detalho).

Para ir ao Uyuni – Há as empresas TRANS OMAR, PANAMERICANA, PANA SUR e a TODO TURISMO. As 3 primeiras ficam dentro do Terminal de Buses e o ingresso custa entre 120 bols semi leito e 180 bols (leito) e têm saída até 19h. E há a TODO TURISMO, que fica fora do Terminal de Buses – é uma empresa turística toda organizada no primeiro andar de um prédio comercial (Ed. Paola) no começo da Rua Uruguai. E comprei na TODO minha passagem pro Uyuni com embarque dia 12 del febrero, às 19h, valor 240 Bols – pois inclui alimentação, manta, e guia, além de ser melhor que as anteriores.E paguei com cartão de crédito.

 

Dica: Antes de embarcar para um país ligue para sua operadora de cartão e libere as compras pro país que você irá. Nunca se sabe se você irá precisar. As surpresas da vida devem ser sempre positivas e não o contrário.

 

 

Depois de tomar uns remédios fui pra rua, almocei na sacada de um prédio que fica próximo à Igreja São Francisco, onde há uma visão completa de La Paz, num restaurante chamado Ichuri. Fui ao Museo da Coca, onde o ingresso custa 15 bols, e lá masquei tanta coca que parecia uma vaca ruminando enquanto conhecia a história da coca. O Museo é composto de 19 painéis onde se conta a história da coca na humanidade. Vale a pena ver. Ao chegar você é perguntado qual seu país, e você recebe um livreto com a tradução no seu idioma.

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Muito interessante o Museo, principalmente quem tem a curiosidade de saber coisas novas e jogar óleo nas ideias enferrujadas.

Sobre a coca: Vi que é um vegetal com propriedades sensacionais, foi já usada como anestésico em cirurgias de cérebro, foi amada e odiada pela igreja (dependendo de quanto a Igreja Católica iria faturar), que a coca-cola continha a coca nas primeiras produções.

“Cinco mil anos de consumo tradicional ou aculico da coca sem danos para o organismo humano, demonstram que o problema surgiu quando o ocidente (invasor branco) tocou na folha de coca e converteu-a em cocaína” Livro: A Lenda da coca, J. Hurtado.

Segui adelante e fui olhando as ruas, o povo, a forma das coisas em si. Entrei no mercado Lanza e depois fui no Terminal de Buses como falei. O Terminal é muito organizado e fui orientado a andar com a mochila pra frente nessa localidade, daí repasso a dica.

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Pra finalizar o dia e voltar pras minhas dores musculares no meu quarto destaco que não existe supermercado na capital, muito menos shoppings nos modelos brasileiros. O sino da igreja de S Francisco badala em vários horários, incluindo 3h da manhã – não me pergunte o motivo.

 

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Desculpe os erros gramaticais, sintaxes ou coisas do tipo. Estou escrevendo no ônibus turístico indo para Copacabana, e ele balança muito. Hasta luego.

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Dia 11 de Fevereiro – Quarta-feira – Copacabana y Isla Del sol

 

Chove em Nuestra Señora de La Paz.

 

O ônibus chega às 7h20, conforme combinado, rumo à Copacabana.

 

Deixo minha mala grande no hotel, e viajo só de mochila. O ônibus corta a capital e não deixo de registrar aqui a beleza desses painéis pela cidade. Geralmente há uma mensagem de superação, de conquistas, de bravura dos povos antigos, e também uma exaltação à própria cultura. Em Cusco também se vê coisas semelhantes.

 

Mas continuando rumo à Copacabana, o ônibus seguiu por uma estrada e chovia bastante. Fizemos somente uma parada num posto de gasolina, para comprarmos suprimentos, E indico muito fazer isso. Comprei um pacote de biscoito Oreo, uma caixa com 1,5 litros de um suco de maça, e um pacote de waffers. E seguimos estrada abajo. Um boliviano que sentou ao meu lado foi conversando comigo e disse que era guia e que estava com um casal para conhecer Copacabana, e meu dicas boas sobre horários de barcos que faziam percurso ISLA-COPACABANA. Coisa que ninguém nesse site informou: Há barcos que saem da Isla às 8h, 10h 13h e final da tarde. Fui trocando figurinhas com ele, e botando meu espanhol pra funcionar. Antes de chegar à Copacabana, o ônibus pára num lugar chamado Tiquina à beira do Titicaca, onde o ônibus será atravessado via balsa, e os passageiros pagam 2 bols para atravessar num barco à parte, e depois da travessia todos voltam ao ônibus e a viagem segue.

 

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Por volta das 12h o ônibus chegou em Copacabana, e na mesma agência que vim (Vicuña Travel) comprei o ticket de retorno à La Paz pro dia seguinte às 13h.

 

Fui atrás de um banheiro (baño público) e achei um bem próximo da agência por 1 boliviano. Aí falei com a senhora lá que lhe dava o papel e recebia o dinheiro: “Senhora, me dê o dobro de papel porque a coisa aqui é séria (texto traduzido)”. Ela me cobrou o dobro, só pra dobrar o papel higiênico, e me entregou um balde pra depois eu botar água no vaso sanitário. Kkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Lógico que eu gravei esse momento colocando água no banheiro, mas não ia colocar aqui. Segui para conhecer Copacabana, já que ainda faltava 1h15 minutos pro barco sair. Fui até a famosa igreja de Copacabana onde os carros ficam estacionados à frente cheio de flores aguardando o benzimento do padre. Eu como bom curioso, perguntei ao dono do carro, como se eu não soubesse de nada, o que seria aquele ritual. Ele me disse que é uma tradição da cidade que quando se compra um carro se leva pra abençoar, e há que fazer todos os anos, mesmo que o carro seja velho. Segui umas ruas com meu olhar catador de coisas novas, e ainda registrei umas crianças que saiam do colégio e ficavam grudadas à TV, e umas cholas vendendo artesanato e almoçando na calçada. Pedi uma foto à elas, e só consegui depois de comprar um par de meias e um de luvas.

Depois desci a ladeira para esperar num pequeno porto a saída do barco direto pra Isla Del Sol. Havia grupos chilenos, japoneses, e outras nacionalidades não identificadas aguardando também.

 

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Após 1h30 chegamos à Isla. Lugar realmente é bonito, e impressionante. Digno de lua de mel, renovar o amor ou gerar um novo.

 

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Duas dicas boas: Ao adentrar esse barco rumo à Isla você pode ir em cima do barco, ou dentro. A primeira opção parece ser a mais aventureira e que te gera mais adrenalina. Deve até gerar. Mas por uns 10 minutos somente! Pois o sol depois vai apertar ou como ocorreu hoje, a chuva caiu e as pessoas desceram todas molhadas e ficaram em pé o caminho inteiro. Parecia até a Isla Del Lhuvia. Mas depois o Deus-sol se mostrou presente no horizonte.

 

2ªa Dica: Procure saber onde será seu Hotel, que seja logo nos primeiros 100 degraus, porque eu sofri para chegar até o meu, que ficava no cume.

 

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Depois de muita enrolar aqui nesse meu depoimento, chego à Isla, subi uma escadaria gigante e depois uma estrada para depois de 1 hora achar o bendito HOSTAL DEL SOL, o hotel é lindo, a vista é maravilhosa, mas a subida é negócio pra louco.

Quando chego, descobri que nem recepção havia, e não tinha ninguém pra me receber, olhei um quarto aberto e se não chegasse alguém em 10 minutos eu iria entrar naquele e ficar ali mesmo. Mas chegou. E após ser alojado e descansar 25 minutos, resolvi ir até o mirante e deslumbrar o lugar. Enquanto subia conheci uma chinesa que também estava sozinha ali na Isla, e passamos 3 horas juntos nos comunicamos num espanhol-inglês, do tipo: “Do you tiene?”, “El café com leche is strong”. Mas o importante é comunicação. E fiz a trilha toda com ela e até jantamos juntos.

 

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Mais tarde fui atrás de uma wifi, e peguei uma estrada muito escura, e eu iluminava o caminho com meu celular, achei um hotel escrito WIFI. Entrei, não tinha ninguém, fui catando na parede se havia senha de Wifi. Apareceu uma moça do nada e fui conversando com ela, que a Isla era “hermosa”, que a Bolívia era surpreendente, e perguntei o nome dela e gerando empatia e pedi a senha. Ela mesma digitou no meu celular, sentou na mesa e ainda ficou conversando comigo sobre a educação que há na Isla e tal. E eu adoro bater papo com pessoas que tenham algo a somar. Após fiz minha conexão via celular e contei a parentes e amigos que estava vivo. Depois o dia se encerra, e até amanhã que quero ver o nascer do sol na Isla.

 

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Hasta mañana, chicos e chicas.

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Dia 12 de Fevereiro – Quinta-feira – Saindo da Isla – Passando por Copacabana – Chegando em La Paz – E seguindo para o Uyuni

 

Conforme combinei comigo mesmo, acordei às 5h50 para assistir o sol nascer. Estava chovendo muito e o vento logicamente vinha mais gelado. Às 7h20 fui chamado para o desayuno, o fiz e fui atrás de Wifi (pagando 15 bols, claro). Respondi alguns emails, informei aos parentes que as FARCS ainda não haviam me seqüestrado, e fui arrumar o quarto para seguir a viagem. Desci a escadaria por volta de 25 minutos e cheguei ao porto onde iria sair os barcos de 10h30. ::sos::::Cold::

 

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Dica: Para quem não tem tanta resistência, ou quer indicar a Isla a pessoas mais velhas, há os hotéis Jacha Inti, e Mirador El Inca. Estes ficam logo no comecinho da subida da trilha. ::otemo::

 

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Enquanto esperava os barcos e fazia outras fotos, observei que boa parte da população nativa tem muitas obturações nos dentes com ferrinhos (Não sei o termo - me perdoe os odontologistas). Enquanto esperam a hora de partir, os barqueiros ficam juntos conversando tomando coca-cola e gerando um fumódromo. A volta também à Copacabana de barco custa 20 bols, e dura exatamente 1h30 a travessia.

 

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Depois de 1h30 com dores nas costas e sentado ao lado de um “gordinho” chegamos à Copacabana. Já que meu ônibus rumo à La Paz sairia 13h30 fui comer num lugar chamado CUSCO RUM. Fica na beira rio mesmo, e os clientes podem ficar na cobertura comendo e admirando a paisagem. :shock::lol:

 

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Às 13h30 o ônibus parte rumo à La Paz.

A viagem de 4 horas foi tranqüila, sem maiores acontecimentos.Passei a maior parte do tempo lendo, e refazendo o roteiro. O ponto final do ônibus foi o Terminal de Buses, mas o motorista pára próximo ao aeroporto para quem segue para lá. Desci no Terminal e segui pra Calle Sagarnaga, fechei meu pacote de 3 dias no Salar por 795 bols e consegui parar com cartão de crédito [Tenda Bolívia Pachamana – fica próximo da Linares y Sagarnaga]. Depois peguei minha mala no Hotel Maya Inn, e fui descendo a Sagarnaga rumo à Todo Turismo. No caminho comprei um porta água de 2 litros e comprei uma toca dessas de lã. ::mmm:::mmm:

 

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Às 19h em ponto o ônibus saiu e estou eu aqui num ônibus muito bem equipado, com refeições, leito e cheio de japoneses rindo de não sei o quê. Estou sentado ao lado de um JapaBoy, e ta sendo difícil conversar com ele. Eu digito em inglês no meu celular, aí ele responde em inglês no celular dele. Não ta sendo tão fácil como foi com a chinesinha. ::Ksimno::

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Dia 13 de Fevereiro – Sexta-feira – Dia Primeiro do Salar do UYUNI :mrgreen::mrgreen:

 

A viagem de certa forma foi marcada pelos MUITOS solavancos que o ônibus dava devido à qualidade da estrada. Você parecia que estava naquelas poltronas que dão massagem, que há muito nos aeroportos brasileiros. Mesmo assim sabia que meus próximos 3 dias não seriam de conforto, me forcei a dormir assim mesmo. Dormir não é bem a palavra, eu tirei uns 30 cochilos, e exatamente às 6h10 o ônibus pára em meio a uma rua de UYuni. O inocente aqui achava que o ônibus entraria numa rodoviária e lá eu procuraria minha agência e iria ser feliz para sempre, mero engano meu. Fui informado que teria que andar 3 quadras e achar a agência. Fui seguindo, e os milhões de japoneses também seguiam para o mesmo roteiro. Ao chegar lá (calle Ferroviária) encontro uma rua deserta, com as lojas todas fechadas e descobri que a agência só abre 8h30 e o carro para o Salar por volta das 10h. Já chovia e fui atrás de um lugar abrigo-restaurante-banheiro-tomada. ::sos::::Cold::

 

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Fui para o restaurante Nonis, onde tinha uma única tomada na parede e nela conectada um adaptador gigante onde cabia uns 10 celulares, e só tinha três. Fui conectar o meu, daí uma japonesinha gordinha disse: “It’s mine”. Eu respondi mais por sinais do que palavras: “mas não posso encaixar o meu também? Há tantas vagas!” Ela deu um “não” com as super bochechas e com o dedo em riste.

Tá certo, japonesa!! Se tiver um referendo ou plebiscito a favor de fazer outra bomba atômica sabe meu voto já, né?? Sabia que adoro terremotos?? ::grr::

 

Às 9h30 fui até a agência que fechei o pacote Uyuni, e antes de partir paguei 15 bols por um banho quente mais uma toalha. Aproveitei ao máximo aquela água caliente pois o Uyuni prometia zero conforto.

Na própria agência SALAR CARMELL aluguei saco de dormir por 30 bols 2 noites, e partimos.

Éramos 7 pessoas: o guia (France), um chinês (Yang) e 4 chilenos que eram da mesma família e eu brasileiro recifense aqui.

Após cinco minutos de ter começado o passeio já estávamos no cemitério de trens. São vários vagões abandonados onde os turistas tiram fotos em cima, dentro, de lado, embaixo dos mesmos. Cuidado com as pontas de ferro, pois podem rasgar sua roupa ou pior – sua pele.

 

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História: O Cemitério de Trens de Uyuni foi o ponto final de um surto de progresso que tomou a Bolívia entre o final do século XIX e início do século XX. Nesse período, uma linha férrea foi concebida pelo presidente Aniceto Arce, que vislumbrava trens transportando as riquezas do seu país como o estanho, prata e ouro até Antofagasta, antiga saída boliviana para o Pacífico. A primeira oposição que a linha férrea sofreu foi dos índígenas Aymarás. Eles viam a ferrovia como uma ameaça à sua sobrevivência e a sabotaram continuamente. :roll:

 

Após 15 minutos dando ckicks na máquina fotográfica partimos, a estrada toda de terra, porém segura. Paramos numa feira que vendia artesanatos muito bonitos, pra não ficar registrado que sou pão duro ainda gastei 12 bols.

 

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Após isso entramos no salar do Uyuni. Minhas palavras serão pobres p descrever aquele lugar feito de sal gigante e alagado. Deve ficar uns 4 dedos alagados, daí quem não está de botas ou sandálias, tira os sapatos e vai descalço mesmo curtir o Salar. Vale a pena!!! Tiramos muitas fotos e logo depois fomos pra um ponto famoso do Salar, a praça das bandeiras, onde há de alguns países do mundo, há de alguns grupos desportivos (como o Dakar) e há a bandeira do meu estado - Pernambuco. Enquanto curtiamos a mil graus a paisagem nosso guia, César, fazia nosso almoço.

 

Nosso primeiro almoço: fígado, verduras, arroz, banana coca e água

 

Ao lado dessa praça de bandeiras há um restaurante de sal e se pode usar o banheiro por 5 pesos.

 

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Passamos 1 hora e meia no local e partimos para o alojamento, foram 4 horas de estrada!!! Ainda houve 2 paradinhas - uma de xixi no meio do nada, outra pra ajudar outro carro que havia estourado o pneu.

O caminho é cheios de Lhamas, ovelhas, montanhas e muita poeira. Chegamos 18h30 no alojamento, confesso que esperava lugar pior, mas o lugar atende as necessidades básicas de um mochileiro.

Com meia hora, fomos chamados p comer. Café, chá e rosquinhas. Nossa noite se resumiu a carregar os celulares e conversar sobre futebol, gramática espanhola e vinhos. Às 21h foi nos servido um jantar (sopa, frango, batatas, verduras e água). Depois disso fechamos a noite com mais conversas, cigarros (eu fumante passivo) e frio. Buenas Notches!

 

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Dia 14 de Fevereiro – Sábado – Dia Segundo do Salar do UYUNI

 

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Nossa equipe estava de pé às 6h para o desayuno (café, chá, pães, e doce de leite e geléia ). 30 minutos depois baixamos o acampamento e partimos.Nosso primeiro destino foi o Valle de las Rocas, uma parte do caminho todo composto de rochas gigantes, tendo como pano de fundo as montanhas cobertas de gelo. Lógico que subimos nas rochas para boas fotografias.

 

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Próximo destino foi a Laguna Canapa, um lago bem bonito com os flamingos querendo distância dos turistas. ::lol3::

 

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Depois foi a vez da Laguna Edionda, um lago também de beleza destacável. Tirei umas fotos, e fui pro carro descansar, as dores da queda do Downhill me afetavam muito ainda, e me faziam acordar à noite. E meu ritmo estava muito acelerado pras condições de altitude e os malefícios musculares que havia sofrido. ::essa::

 

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Paramos na Laguna Onda, outro paraíso natural e após entramos num deserto sem fim por horas chegamos à Laguna Colorada, na entrada há o pagamento de 150 bols. Entramos no parque ecológico e nosso guia montou nosso almoço dentro do alojamento. O almoço novamente muito bom - espaguete, verduras, e frango, coca e água e maçãs de sobremesa.

 

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Após nos alojarmos, também num bom ambiente, partimos para conhecer as águas termales.

 

Chegamos e fomos avisados que custaria 3 bols para curtir as águas, mas como não havia ninguém pra nos cobrar ficou 100% grátis. Imagina você depois de uma semana de frio desfrutar de um banho de 45 graus.

 

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Dica: leve roupa de banho e uma toalha. Dou a dica mas não levei. Estava com uma bermuda Por baixo e usei uma camisa limpa como toalha e deu tudo certo. Vou sempre me adaptando.

 

Nosso grupo é engraçado. Eu falo espanhol muito mal. Os chilenos falam comigo bem devagar, eu entendo. E repasso pro nosso amigo chines em português (porque ele vive em SAMPA faz 5 anos). Estamos uma sopa de letrinhas. Mas está muito bom!!!

 

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Fomos depois das Termas conhecer os gêiseres. Fazia muito frio e os gêiseres jorravam o vapor numa pressão que tivemos que nos afastar mais.

 

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De um evento pra outro sempre pegamos uma estrada de terra pesada, coisa de 1 h a 1h e meia. Os pneus duram 3 meses devido à qualidade das estradas. É um deserto mesmo!! Só se ver no caminho Vicunas, lhamas, Guinés, flamingos, e pedra, muitas pedras.

Chegamos à hospedagem umas 18h, nos serviram sopa com pão, depois macarronada com vinho.

 

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Eu vim todo preparado para passar o perrengue, trouxe água, biscoito, bolacha, rosário, gaiola pra pegar passarinho, etc... Brincadeiras à parte fomos surpreendido com a qualidade. As fotos seguem pra comprovar. E o nome da agência é Salar Carmel.

Amanhã partiremos e valeu cada centavo dessa aventura.

 

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Faltam 4 cidades para eu concluir a aventura, vamos comigo!!

 

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Dia 15 de Fevereiro – Domingo – Dia Terceiro do Salar do UYUNI

 

Após o desayuno, partimos, paramos na laguna colorada para ver de perto os flamingos, depois o guia no levou a uma área onde havia pinturas rupestres e perto desse lugar havia uma pastagem cheia de lhamas e claro que me atrevi a me aproximar para fotografá-las. ::hahaha::

 

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Após fomos a uma área alta igual aquelas pedras Simba nasceu do filme Rei Leão. Lá de cima se tem uma visão sensacional das belezas bolivianas.

 

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Continuamos o caminho, almoçamos na hospedagem onde dormimos a primeira noite, e ganhamos a estrada de terra para fechar esse passeio de 3 dias.

 

Além do passeio, foi muito bom agradável a experiência com os chilenos e o chinês. Com os chilenos troquei muitas idéias que cabe fazer uma enciclopédia: ditadura chilena e brasileira, Mujica, pacto andino, Condorito, documentários, Torre de Paine, Taica, tubarões de Recife, salvador Allende, Neruda presidente, etc. Marcamos de agendar outra viagem juntos até.

 

Chegamos em Uyuni. O carnaval estava nas ruas da cidade. Crianças jogavam bexigas dágua em todos que passavam, e tbm tinham armas de brinquedo que jogavam água com pressão. Eram 14h, e a agência só abriria as 16h30 e sem minha mala maior não poderia partir. Fomos, o nosso grupo Uyuni, para uma pizzaria. Tomamos umas 3 cervejas e fui comprar minha passagem destino Potosi. A agência fica numa rua cheia de ônibus parados. Passei por dentro do carnaval p conseguir, levei até banho de espuma. Paguei 30 bols, seria 4 h de viagem, e o ônibus sairia as 18h. Voltei à pizzaria e fiquei mais um pouco, às 17h20 me despedi.

dos meus novos companheiros, e fui arrastando as rodinhas por 3 ruas.

 

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Cheguei no local, antes disso fui atrás de um banheiro, não tive êxito, daí foi à moda boliviana mesmo. Entrei no ônibus que tinha WiFi mas não funcionava, e uma estudante chilena sentou ao meu lado e falava muito, mas bastante legal ela. Dei as instruções de diálogo a ela: falar devagar.

 

Ela falou sobre a questão da educação chilena que não muda desde que Pinochet mudou a constituição, das lutas e toda estrutura do movimento esquerdista no Chile.

 

Chegamos em Potosi, fui para o hotel La Casona, e fui dormir. Estava cansado.

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Dia 16 de Fevereiro – Segunda – Potosi: a Bolívia roubada.

 

Potosi, com Eduardo Galeano:

“Dizem que no apogeu da cidade de Potosí até as ferraduras dos cavalos eram de prata. De prata eram os altares das igrejas e as asas dos querubins nas procissões: em 1658, para a celebração de Corpus Christi, as ruas da cidade foram desempedradas, da matriz à igreja de Recoletos, e totalmente cobertas por barras de prata. Em Potosí, a prata ergueu templos e palácios, mosteiros e cassinos, deu motivo à tragédia e festas, derramou sangue e vinho, incendiou a cobiça e desencadeou o esbanjamento e a aventura.”

“Aquela sociedade potosina, doente de ostentação e desperdício, só legou para a Bolívia vaga memória de seu esplendor, as ruínas de suas igrejas e palácios e oito milhões de cadáveres de índios. Qualquer diamante incrustado no escudo de um fidalgo rico valia mais que a quantia que um índio pode ganhar em toda sua vida de mitayo, mas o fidalgo fugiu com os diamantes. A Bolívia, hoje um dos países mais pobres do mundo, poderia vangloriar-se – se isto não fosse pateticamente inútil – de ter nutrido a riqueza dos mais ricos países. Em nossos dias, Potosí é uma pobre cidade da pobre Bolívia: ‘a cidade que mais deu ao mundo é a que menos tem’, como me disse uma velha senhora potosina, envolta em quilométrico xale de lã de alpaca, quando conversamos à frente do pátio andaluz de sua casa de dois séculos. Essa cidade, condenada à nostalgia, atormentada pela miséria e pelo frio, ainda é uma ferida aberta do sistema colonial na América: uma acusação. O mundo teria de começar por lhe pedir desculpas.”

“Em três séculos, a montanha rica de Potosí apagou, segundo Josiah Conder, 8 milhões de vidas. Os índios eram arrancados das comunidades agrícolas e, com a mulher e os filhos, impelidos rumo à montanha. De cada dez que eram levados para os altos gelados, sete jamais voltavam.” ::toma::

 

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Após esse relato rico que não deixaria passar, acordei cedo e fui atrás de conhecer Potosi, esse lugar que de toda a viagem foi o que me deixava mais ansioso. :(

 

Mal sai na rua, Calle Chuquisaca, já comecei a a fotografar a arquitetura local. Potosi é muito parecida com Lima no estilo de construção. Segui para igreja de Potosi, um lugar limpo, bonito, bem cuidado mesmo. Pena que a Casa da Moeda estava fechada devido ao carnaval. Logo peguei uma condução, que são vans vindas do Japão pois o Japão não quer mais aqueles microônibus obsoletos e repassam ao países pobres a baixo custo. Apos pagar passagem de 1,50 bol pedi ao motorista que me deixasse no Mercado Uyuni, achava eu - o eterno inocente de las américas - que o mercado era um local onde havia várias tendas/ lojas onde eu ia apreciar o artesanato local e comprar umas coisas baratas e tal.

Depois de uns minutos, no meio de uma feira louca e preso no engarrafamento o motorista me diz em boliviano: "a feira é isso aí, cara! Te vira !" eu desci e fui entender porque aquele povo parecia um bando de louco. Não havia artesanato nenhum, só venda de roupas carnavalescas, comida de rua e gente, muita gente. Quase me descuido um cara passa com metade de um boi nas costas tirando raspão em mim. Tirei até foto do colega de trabalho dele vindo também. Postado abaixo.

 

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Fui na farmácia comprar um protetor labial porque meus lábios começavam a rachar. E de lá fui conhecer o Time do Real Potosi. Fui andando, e no caminho havia uma outra feira altamente rural. Se vendia, cabra, ovelha, lhama, porco. Lógico que o sem noção aqui foi perguntar quanto custa uma lhama. E descobri que aquele ser fotogênico dos andes custava 1000 bols. Eu perguntei por perguntar, mas a inocente mulher ainda baixou pra 900. Eu quase levo...

 

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Achei o Real Potosi, na frente tem a estátua de um jogador local, e tirei foto externa do estádio, o interessante mesmo é que na frente do estádio vende camisas do Chelsea, São Paulo, e outros europeus, mas do Potosi não tem. Olha a credibilidade!!

 

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Tomei um táxi para ir ao mirador, mas estava fechado, daí segui para o Cerro Rico, pois tinha que conhecer a montanha que fizeram a Europa sorrir. Muito triste o lugar, e fiquei triste em saber que foi naquele lugar muitas vidas foram embora e outras ainda iam também. A mineração lá continua ativa, e os mineiros continuam tendo a mesma forma de trabalho de 4 séculos atrás. Tá pensando que eles tem ginástica laboral? Palestras de postura?, DORT? ou feedback e Job Rotation? É trabalho de bicho, meu amigo!! Eu não topei pagar pra ver a galera trabalhando. Fiquei andando por conta própria, depois sentei lá num barranco e fiquei imaginando quanta merda ocorreu ali. :x:roll:

 

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Depois fui embora. Dali fui na Nueva Rodoviária, onde comprei a passagem pro Sucre, 20 bols, e fui atrás de matar minha fome gigante. À medida que ia procurando um lugar descente pra comer, estavam todos fechados. Juro que se tivesse um lugar que dissesse: "nós temos comida, 200 pesos", eu juro que eu pagava. Até porque Clube Social não alimenta nem formiga. Achei um restaurante e pedi o menu. A atendente " muito simpática " disse que só tinha comida familiar. Eu disse que queria, sabia nem o que era. Sentei, veio um senhor de uns 130 anos - Sr Miaggy -, e botou uma sopa estranha com umas batatas fritas dentro e perguntou (vou traduzir o que eu entendi): “vc quer milanesa ou fahrhdjdtndkvegfjhdvsg??” Perguntei de novo, daí piorou. Eu disse: traga a milanesa mesmo. Tomei a strange soup, deu 15 bols. Fui pro hotel! ::lol4::

 

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Deu a hora fui pra rodoviária, chegando lá daí fui no banheiro!! Fui de mansinho pra não aparecer ninguém cobrando 0,50. Quando viro à direita na entrada, putz, tinha uma catraca dentro do banheiro e ao lado uma cabine DENTRO DO BANHEIRO, só pra me cobrar, pow!!! Igual a essas cabines de pedágio!! Mando a foto caso ninguém acredite!!! As 17h30 o ônibus parte e sentou ao meu lado um boliviano e haja conversa!! O cara muito legal! Ficava me dizendo o caminho todo: esse lugar é tal, onde cria isso. Ou esse lugar é tal, eu gosto muito!!! Sim, mas e daí??? Mas vamos manter o humor, porque mochileiro só perde o humor quando cai a WiFi.

3 horas de viagem e chego em Sucre. Muito carnaval e bêbados nas ruas. Fui pro hotel. :wink:

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Eriendson!

Super bacana...não imaginava que já iria escrevendo o relato ao decorrer da viagem! E que foda esse lance do acidente ::mmm:

Daqui a uns dias é a minha..pena que, pelo visto, não terá como fugir do tempo ruim por aí!

Em tempo! Sobre supermercados..quando estive em La Paz eu encontrei um como os daqui, chamado Hipermaxi! Em Cusco também encontrei supermercado Por sinal, é super bacana passear em supermercados de outras cidades...outro universo! Lembro que encontrei em La Paz refrigerantes que eu não via mais aqui, como Mirinda, Grapette, Seven Up, etc!

Sucesso nesse finzinho de aventura!

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Eriendson!

Super bacana...não imaginava que já iria escrevendo o relato ao decorrer da viagem! E que foda esse lance do acidente ::mmm:

Daqui a uns dias é a minha..pena que, pelo visto, não terá como fugir do tempo ruim por aí!

Em tempo! Sobre supermercados..quando estive em La Paz eu encontrei um como os daqui, chamado Hipermaxi! Em Cusco também encontrei supermercado Por sinal, é super bacana passear em supermercados de outras cidades...outro universo! Lembro que encontrei em La Paz refrigerantes que eu não via mais aqui, como Mirinda, Grapette, Seven Up, etc!

Sucesso nesse finzinho de aventura!

 

 

Lorena, realmente a Bolívia vai te surpreender. Estou em Sucre preso, pois tudo está fechado na rodoviária. Não há voos para hoje. E estou no meio do carnaval. Muitas bolinhas de água. Levei bexiga de águas na cara, no corpo, joguei outras também. Depois conto toda a história.

Realmente as coisas de outros supermercados são maravilhosas.

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Fala, Eriendson!

 

Valeu pela viagem e as fotos! Parabéns!

Acompanhando o relato...

 

 

Ok, Beto.

 

Vou levar o projeto até o fim.

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Dia 17 de Fevereiro – Terça-feira – Sucre: Carnaval e Diversão

 

“Junto com Potosí, decaiu Sucre. Essa cidade do vale, de clima agradável, que antes, e sucessivamente chamou-se Charcas, La Plata e Chuquisaca, desfrutou boa parte da riqueza que manava das veias da montanha rica de Potosí.” Eduardo Galeano.

 

O dia foi mais de fotos e diversões do que as palavras podem descrever.

 

Acordei, e resolvi, a pedido de minha vó, fazer a barba. Quando sai e já ia fazer meu check out e procurar um ônibus para Cochabamba, conheci no hotel Takubamba um cruzeirense roxo de BH - Lucas. ::prestessao::

 

Desci a mala pra guardar pois iria conhecer a cidade. Lucas me disse que iria também dar uma volta na cidade e que conhecera dois brasileiros e iria encontrá-los na praça central. Percorremos a praça e minutos depois apareceu os dois mineirinhos (Lúcio e Júnior), acompanhados com uma paulista (Malú). Após as apresentações fomos conhecer a cidade, e eles atrás de câmbio em plena terça-feira de carnaval, e por sorte ainda conseguiram trocam a R$ 2,10.

 

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Começamos a conhecer a pé a cidade, tiramos fotos muito legais e compramos cervejas no caminho, e brindamos muito, às vezes faltavam motivos para o brinde, mas mesmo assim brindamos.

 

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Aos poucos fomos percebendo que a cidade em pleno carnaval virava uma praça de guerra. Bexigas são atiradas de todos os lados, camionetas passavam e os moradores jogam baldes d’água em quem passava na rua e os turistas (nós) na maioria das vezes se tornava a melhor vítima. Entramos seriamente na brincadeira e começamos a comprar sacolas com bexigas d’água a 1 peso. Compramos umas 30 no total do dia (hahahaha). Foi muita guerra nossa com os nativos, turistas de outros países, e gostávamos de acertar na cara das pessoas (maldade pura), mas foi um dia sensacional.

 

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Após toda uma tarde de brincadeiras e eu ter descoberto que estava preso em Sucre, pois a rodoviária estava fechada pois todos os motoristas estavam cheios da cachaça (borrachos), e fiquei mais 24h em Sucre. No final da tarde fomos pra Hostal Internacional (onde a maioria dos amigos novos estavam) e ficamos lá umas 2 horas trocando ideias de tudo. Após esse tempo, compramos umas cervejas para a noite e eu e Lucas seguimos para nosso Hotel (essa é parte mais “adrenalínica” do dia) fomos destroçados com uma multidão jogando bexigas de todas as direções, e uma dessas veio tão violentamente na minha cara que arrancou meus óculos, depois voltei pra procurar os óculos na rua.

 

Ao chegar ao hotel, conhecemos duas brasileiras que se juntaram ao grupo, e à noite fomos ao hotel em que a maioria dos amigos estava, e lá fizemos um macarrão bem boliviano e grudento e tivemos um ambiente brasileiro bem agradável.

 

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Dia 18 de Fevereiro – Quarta-feira – Indo para Santa Cruz: Aeroporto e Badalação

 

Acordamos cedo. Lucas ia partir com os outros dois brasileiros para Potosí, e eu havia comprado uma passagem aérea no dia anterior pela companhia Amaszonas com destino a Santa Cruz de La Sierra no valor de 49 dólares. Muito melhor que ficar 14 horas de estrada. Lucas partiu, eu arrumei as malas e segui por volta de 10h30 para o aeroporto de Sucre. :D

 

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Ao chegar lá tive algumas surpresas. A primeira é que se paga 11 bols de taxa para viajar. A segunda é que os vôos estavam muito atrasados. Encontrei Malu lá também tentando ir pra casa. E a surpresa boa é que a wi-fi do aeroporto prestava. Meu voo que sairia as 12h55 saiu 16h40 (acreditem!!). Ainda nos enrolaram dando uma coca 600 ml quente e um pão com algum creme dentro. O voo foi rápido e tranqüilo, coisa de 45 minutos. Não sei se serviram algo, pois eu dormi o vuelo todo. :evil:

 

 

Chegando em Santa Cruz, por onde havia adentrado no país, tomei um táxi (60 bols – meio que tabelado esse valor) e fui observando como Sta Cruz era diferente de tudo que havia visto na Bolívia. Santa Cruz era muito moderna, parecida com as melhores cidades brasileiras. :oops:

 

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Importante: No dia que cheguei em STA CRUZ (7 fevereiro) conheci um brother que fazia medicina na cidade, e peguei logo o contato dele para caso precisasse de umas dicas contaria com ele.

 

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Cheguei no Hotel 26 de Enero que fica bem no centro. O hotel parecia uma mistura de cemitério, com um retiro espiritual “raceado” com um asilo. Uma calmaria tomou conta de toda a minha hospedagem. Quase pensei em chamar o senhorezinhos que ali estavam para jogar um dominó ou um baralho. ::lol4::

 

Tinha combinado com o brother brasileiro que mora em Sta Cruz (Igor) que à noite a gente ia dar um rolé e ele ia me apresentar a cidade.

Mais tarde ele chega, fomos na parte central. Ele se encontrou com outro pessoal que também faz medicina por lá: Brasileiros, paraguaios e duas chilenas. Ficamos um tempo batendo papo, e depois encerramos a noite.

 

Estava chegando a hora de fechar a mala pela última vez. E meu gás também não era mais o mesmo. A próxima hospedagem que eu queria era o da minha casa.

 

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Dia 19 de Fevereiro – Quinta-feira – Adeus, Bolívia e obrigado por tudo!!!

 

#PartiuRecife

#DiaTodoEmAeroporto

 

Último detalhe histórico Sobre a Bolívia: Contam que, há um século, o ditador Mariano Melgarejo (presidente boliviano entre 1864 e 1871) obrigou o embaixador da Inglaterra a beber um barril inteiro de chocolate, como castigo por ter recusado um copo de chicha. Depois o embaixador teve de desfilar pela rua principal de La Paz, montado ao contrário num burro. E foi devolvido para Londres. Dizem que então a rainha Vitória, enfurecida, mandou trazer o mapa da América do Sul, desenhou com giz uma cruz sobre a Bolívia e decretou: “A Bolívia não existe”. Para o mundo, de fato, a Bolívia não existia e nem existiu depois: o saque da prata e, posteriormente, do estanho, não passaram de um exercício do direito natural dos países ricos. Afinal, as embalagens de lata identificaram os EUA tanto quanto o emblema da águia e a torta de maça. Mas tal embalagem não é só um símbolo pop dos EUA; embora não se saiba, é também um símbolo da silicose nas minas de Huanuni e Século XX: a lata contém estanho, e os mineiros bolivianos morrem com os pulmões apodrecidos para que o mundo possa consumir estanho barato E Meia dúzia de homens fixa seu preço mundial... Eduardo Galeano

 

Hoje é o último dia!

Foi muito bom tudo que aconteceu, de verdade! Os momentos, as pessoas, os lugares. Foram 13 dias tão bem vividos que ficarão “inesquecidos” da minha vida. E também gostei bastante da experiência de escrever com minúcias aqui todos os trechos dessa aventura, com pitadas de história. A revolução, conforme cita o título de meu relato não tive a oportunidade, pois seria em Cochabamba – local onde houve a primeira privatização da água da história humana moderna. E o povo conseguiu derrubar isso de forma ferrenha e com união.

 

Acordei às 8h. Depois de um banho e comer um sanduíche num restaurante ao lado, fui caminhar pelas ruas de Santa Cruz. As ruas são bonitas, e bastante comerciais. Fui na praça principal, olhei os artesanatos, e pouco depois resolvi ir pra casa. Chega de praça! Chega de pombo! Tenho que partir.

 

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Táxi- Aeroporto de Viru Viru – Checkin. (Resumo logo tudo numa frase!)

 

Importante: Se fala bastante de uma taxa de 25 dólares para sair da Bolívia. Isso realmente havia, porém para as passagens compradas até 2013. NÃO SE PAGA MAIS ISSO. Já está incluso nas passagens atualmente!!!!

 

Infelizmente o precursor das coisas tem que quebrar a cabeça, quebrei eu. Tinha que gastar 120 bols dentro do aeroporto. Comprei uns 6 lanches para comer durante o dia. Um artesanato para simbolizar a viagem e rumei para SP.

Em Guarulhos passei boa parte fazendo esses relatos para matar o tempo.

 

Nesse instante que você lê esse relato, já estou em Recife – A capital do calor!!

 

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E aqui encerro meu relato sobre a Bolívia! “Provêcho a todos!”

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Muito legal teu relato, Eriendson!

 

Agora decidi que antes da viagem vou ler o Veias Abertas, que está parado na minha estante há um tempão!

 

Abraço!

:D

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