Ir para conteúdo
  • Cadastre-se
Eriendson

Bolívia: História, Revolução e Aventura

Posts Recomendados

Antes de qualquer comentário inicial sobre a viagem, quero aqui registrar meu agradecimento aos mochileiros que aqui fazem parte do site, pois foram com esses relatos que aprendi a seguir os caminhos do bom viajante.

 

 

Por que a Bolívia? :D

No meio de dezembro resolvi viajar e queria escolher um destino americano do sul, que eu pudesse desfrutar na época carnavalesca. Daí fui olhar o que havia nos países que ainda não tinha conhecido. Namorei o Paraguai, mas achei muitas limitações (talvez seja muita ignorância de minha parte), e fui ver a Bolívia, e fui olhando, olhando, e escolhi, “esse é o país”. Comecei adentrar imensamente nas informações dos amigos mochileiros desse site, e comecei a montar o que seria a minha aventura. Viajaria sozinho, portanto deveria cuidar de todos os detalhes. Em dezembro mesmo comprei via Site da Gol as passagens de Recife a Santa Cruz, com conexão em Guarulhos. :D:D:D

bolivia.jpg.19b865f106aea96cb52b81bd5be42c0d.jpg

 

(Pode parecer repetitiva algumas informações, mas sabemos que sempre nascerão e surgirão viajantes novos, e essas informações não serão nada velhas.) ::putz::::putz::

 

Dia 07 Fevereiro 2015 – Sábado – Meu aniversário :P

Embarquei sozinho rumo à Bolívia, saindo de Recife as 5h35 da manhã - e fazendo conexão rápida em São Paulo/ Guarulhos – chegando ao Aeroporto de Viru Viru/ Santa Cruz de La Sierra de 12h10 da tarde.

Tinha um voo comprado pelo BOA - http://www.boa.bo/brasil/inicio - para partir do Viru Viru para La Paz às 17h. Comprei a passagem aérea para La Paz querendo embarcar no final da tarde pois fiquei receoso de ter problemas de atraso de voos ou filas de imigração enormes. Pois já passei por isso no Peru em 2013. ::vapapu::

 

Ao chegar no Viru Viru, passei pela imigração e logo após pela Aduana, onde a revista de maletas e malas é bem rigorosa. Tive que abrir a minha e o inspetor lá passou aquela mão dele enorme nas minhas roupas procurando uma bomba, ou algo parecido. Se eu soubesse que ele passaria a mão por baixo teria colocado minhas cuecas sujas pra ele ficar com a mão lembrando-se de mim depois. Mas brincadeiras à parte, vamos seguir. Uma dica que eu destaco: Leve uma caneta consigo, pois você precisará preencher os formulários de imigração. :arrow:::quilpish::

IMG_20150207_145201215_HDR.jpg.f407a0a8820e7d0fce3900f241d5c675.jpg

 

O Aeroporto de Viru Viru é um aeroporto organizado de dois andares. Com poucos lugares para comer. Fiz um câmbio pra ter algum valor em mãos. E troquei R$ 250,00 por 500 Bolivares (câmbio muito ruim). Fui atrás do chip da Tigô (empresa de telefonia celular boliviana), mas para minha surpresa, meu celular não pegaria o chip pois ele precisaria ser cortado antes. Daí nem comprei e fiquei usando o Wi FI do aeroporto até dar a hora do próximo embarque. Fiz uma refeição leve numa lanchonete chamada My Way (tipo subway) e paguei com Cartão de crédito, que havia desbloqueado antes de viajar.

Nota Importante: Santa Cruz de La Sierra possui dois aeroportos importantes: O VIRU VIRU e o TROMPILLO.

 

 

Por volta das 14h fiz meu checkin na BOA (Boliviana de Aviacíon), e despejei minha mala gigante, e fiquei mais livre com minha mochila de costas. No horário marcado fui para a área de embarque do Viru Viru que fica no primeiro andar, e sem maiores acontecimentos relevantes adentrei o avião. Seria uma viagem de 1 hora, onde ainda foi servido um lanchinho com suco (coisa que a GOL não fez) e ainda pedi um café bem quente. Uns 10 minutos antes de chegar em La Paz, fique de olho na sua janela, pois o avião sobrevoa os Andes lhe dando uma visão linda do lugar. Logo depois vem uma centena de milhares de casas sem acabamento exterior, que descobri pelo mochileiros.com que é uma forma de pagar um menor imposto residencial, e chego no Aeroporto de El Alto – La Paz. Ainda dei uma andada no aeroporto com meu sensor de curiosidade ligado em busca de coisas novas.

 

IMG_20150207_190249499.jpg.4a081bf42bab83d5448024262cd2b49d.jpg

Peguei uma “flota” (que são minivans que fazem transporte coletivo). De cara descobri que o trânsito da Capital boliviana é um inferno. Havia já conhecido um trânsito caótico no mundo, que é o de Lima/Peru. Sai do aeroporto 18h25 e cheguei no hotel às 20h (Hostal Maya Inn – Rua Sanargana). O trânsito realmente é parado, com mil buzinas e um motorista fechando o outro.

IMG_20150207_184415027_HDR.jpg.ce1713b790b58b9921e108f2c1f7c51b.jpg

 

Desci em frente à Igreja de São Francisco, onde havia muita gente, uma música alta, aquele clima de show mesmo. Subi uma ladeira, que não desejo pra mochileiro nenhum, e meu corpo começou a dar os sinais do pavoroso Soroche. Falta de ar e dor na cabeça. Fiz o Checkin no hotel e fui pro quarto, depois desci para uma refeição rápida (pão com frango e abacate e suco, e mate de coca) e fui arrumar os roteiros. Descobri a primeira falha que cometi na viagem: Esqueci o adaptador, pois no Brasil é de 3 pinos e na Bolívia de dois (como era antes na República Federativa do PT.) ::Cold::::Cold::

IMG_20150207_185559524.jpg.cea7276db0a1204ff71b354305d65a1d.jpg

Não cantei parabéns, nem apaguei velinhas, mas meu aniversário foi sensacional. ::hahaha::

Fui dormir!

IMG_20150207_182651186_HDR.jpg.6d8aa5ecd1f27de83d85134e14749249.jpg

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Dia 08 de Fevereiro 2015 – Domingo - La Paz

 

Antes de descrever a rotina do dia aos viajantes e amigos do site, quero deixar aqui algo que vale a pena não passar em branco: A Bolívia tem seus desprestígios em relação à riqueza do país, pois historicamente FOI ROUBADA, a Espanha sugou Potosi (que falarei nos dias seguintes) e destruiu o país. Mas o que quero ressaltar é a ignorância de uma quantidade de brasileiros que acham que a Bolívia que é um país que só tem cocaína, pobreza, costureiro, e as FARCS (Creia. Eu ouvi isso de um familiar meu!). E isso passa longe do senso de verdade. Brasil não tem moral nenhuma pra falar do país dos outros. Tem o Rio de Janeiro com seu tráfico, tem a pobreza violenta de parte do Nordeste, Norte e porções de Minas Gerais, e possui umas das maiores criminalidades da América. Moro em Recife e todo dia penso em violência. É isso! Tava preso o desabafo! ::carai::::carai::

 

IMG_20150208_094538554_HDR.jpg.effc10e1d5d72d157222cdae2d82ad71.jpg

 

 

Acordei e fui “me desayunar”. O hotel oferecia incluso o café da manhã. Logo depois fui atrás do bendito adaptador pra ligar meu notebook, e subi a famosa Calle Lhampu, onde há o famoso mercado de las Brujas. Vi algumas tendas vendendo seus fetos de lhama, e outras coisas misteriosas. Outras tendinhas armadas no meio da rua mesmo vendendo frutas, e aquelas senhoras bem vestidas com trajes típicos. E lá pelas bandas da Lhampu achei o adaptador. ::lol4::

 

IMG_20150208_090204942.jpg.405ae6c60db7a9dcf2578b1ccd024050.jpg

 

IMG_20150208_090304500_HDR.jpg.bb0e616119c3103b39b0a7ca2f080b7e.jpg

 

 

Fui atrás de uma agência, das indicadas pelo site aqui, para fechar o Downhill (que será amanhã) e o Chacaltaya + Valle de La Luna. Depois de algumas pesquisas, achei a agência ADOLFO ANDINO – Calle Sagarnafa, 384.

Fechei o Downhill com Bike Hidráulica por B$ 355,00

E o Valle de La Luna + Chaca por B$ 90,00 (sem incluir os B$ da entrada do parque.

Fiz câmbio na própria Sagarnaga a R$ 2,32 (eu não tive a mesma sorte que os colegas anteriores). ::vapapu::

 

IMG_20150208_110632674_HDR.jpg.e194db37ec8b3fb096ebd0c8c5b4395b.jpg

 

Fiz a tentativa de ir no Museu da Coca, mas estava fechado, pois é domingo.

Dei uma passada na frente da Igreja de San Francisco, e segui para meu tour urbano sentido Plaza Murillo, sede do governo. Durante o trajeto vou acompanhando tudo, e observando ao máximo o que o boliviano tem. Notei que mijar na rua é normal. Normal mesmo! Não estou falando no canto da parede em um lugar deserto, imagina parar na avenida paulista num poste e mijar ali mesmo. As pessoas tomam aquele suco ADES na caixa mesmo, vi várias vezes isso. As marcas PIL e Tigô monopolizam a cidade com seu anúncios. ::toma::

 

IMG_20150208_100151928_HDR.jpg.4e55344a8cafa51238cc9468e481cb6d.jpg

 

A Plaza Murillo é um cartão-postal a céu aberto. Um lugar muito “hermoso” onde tem uma população de 8 milhões de pombos, e as pessoas compram algo parecido com milho quebrado e colocam no ombro, braço, cabeça daí os pombos pousam “em você” e você tira fotos bem divertidas. ::otemo::

 

IMG_20150208_114212109.jpg.0074462363449cd74daf8ee5b7da52a3.jpg

 

IMG_20150208_114416776.jpg.b8e619495e901af6bf2fc1fc76c7f6b5.jpg

 

 

Depois, mesmo começando a sentir cansaço físico por conta da altitude Lapaziana (3600 metros de altura) fui para o Mirador Kili Kili (fui de “flota” – uma van bem comum nas cidades bolivianas, pagando B$ 1,50), ao chegar lá fiquei feliz ao saber que não paga, é como se fosse uma praça num ponto específico da cidade onde se vê a cidade em 360 graus. Uma visão que eu indicaria para quem quer ter outro olhar (sem trocadilho) da cidade. De lá você realmente nota que as casas não tem acabamento externo mesmo. Mas não diminuiu a beleza da cidade assim mesmo. ::Cold:::roll:

 

IMG_20150208_120637373_HDR.jpg.3361b790b09e79d396b482b89eb30a43.jpg

 

IMG_20150208_121119650.jpg.0e9505ca9c08ba5dace1d6e2498159d7.jpg

 

IMG_20150208_121203131.jpg.cf9e753b5c6e4f36a9e016fa9ffa121b.jpg

 

Depois olhando o que poderia conhecer ao redor fui no Mercado Camacho, é como se fosse um mercado Central (parecido com o de Fortaleza – pra quem conhece) onde há academia de musculação, loja de carnes e outras especiarias. E no lado de fora do mercado há uma feira gigante (quase maior que a de Caruaru/ PE). Nessa feira, ao passo que se vai andando, tem vários setores. Começa com tendas de jogos, tiro ao alvo, sinuca, pebolim(deveria ter umas 100 mesas de jogos). Fui tentar a sorte dando uns tiros, e achava que o prêmio era o que eu derrubasse. Tive 4 tiros, acertei 3 e ganhei uma pipoca. Uma pipoca de uns 100 gramas. Foi frustrante pra minha carreira de atirador de elite. Depois muitos tipos de artesanatos e comidas de todos os tipos e gostos na rua mesmo. Algumas até pensei em provar, mas fui fiel às dicas de não comer coisas de rua. Voltei ao hotel já que queria ver a luta das Cholas que seria por volta das 16h, e precisava descansar, o corpo tava pedindo. Descobri na recepção do hotel que com B$ 90,00, e a condução viria me buscar/trazer e incluía a entrada, um lanche meia-boca e duas idas ao banheiro (que só usei uma). ::ahhhh::

 

IMG_20150208_124942709_HDR.jpg.8cce68642dcee0fe15aa23aa017f108e.jpg

 

IMG_20150208_130237048.jpg.bca0b5e4dfc7b0f5131496681285755c.jpg

 

IMG_20150208_132641634.jpg.6f9da1b159de088feb421e3bb6e324c2.jpg

 

No horário agendado a Van chega e o guia muito simpático me conduziu ao ônibus onde já havia algumas pessoas que iriam também (somente eu de “brasiliano”) e toda a viagem foi explicada em inglês e espanhol. Algumas coisas que não entendia no espanhol, eu raciocinava na explicação do inglês. E consegui muito bem entender a história das cholas (é “chola” e não “tchola” – Aviso aos maldosos), soltou algumas piadas locais, e pediu pra todo mundo criar seu apelido de lutador. O meu foi “perro peligroso” (cachorro perigoso). Mas não serviu pra nada o apelido, era só pra ele queimar o tempo mesmo. Mas ele contou que cholas com aquele chapéu para o lado direito são as mulheres casadas, e as com lado esquerdo, o contrário. Uma das cholas que lutaria naquela tarde estava no ônibus conosco, até porque esse evento é organizado por elas – e tem uma função social, ou ao menos tinha, de conscientizar sobre a violência à mulher. :|

 

IMG_20150208_164059878.jpg.e8e2c3fc6ca606d9e7039489c1b16a0f.jpg

 

IMG_20150208_164941209.jpg.e0eb59610313da49936f50276c1573a9.jpg

 

IMG_20150208_165137489.jpg.caa325f7c25a54cf641bcad8b38c2d68.jpg

 

IMG_20150208_165555831.jpg.c8b05b7679f7dac4a2602bc38914383b.jpg

 

IMG_20150208_165841974.jpg.80c038e2ccacfa6df33d735386a995e5.jpg

 

Chegamos no parque das Cholas, que é como se fosse uma quadra esportiva. Os turistas sentam mais próximo do ringue (porque pagam mais caro, lógico) e os habitantes locais ficam na arquibancada. Eu como tento não ser limitado, subi na arquibancada também e tirei ótimas fotos, filmei em uns ângulos legais, e valeu a pena. O show na verdade é teatral, não há nada violento. É até muito engraçado e superou minhas expectativas. Os atores saem do ringue, brincam muito com o público. Uma chola veio até mim e pediu pra eu beijar o rosto dela, quando eu fui ela me beijou na boca na frente de todos os expectadores. Mas quem ta na Bolívia é pra se divertir mesmo. Depois tiramos fotos com as cholas (estou repetindo muito essa palavra, vou levar corte na nota da redação) e voltamos à La Paz.

 

IMG_20150208_171800236.jpg.1932417f62e5ab0428a31780585809f0.jpg

 

IMG_20150208_171940177.jpg.9d6951c427e82d6e80366c50961fb414.jpg

 

IMG_20150208_180758056.jpg.a98e45566f45c59dc541ff65df59abf4.jpg

 

IMG_20150208_182622124.jpg.c950814683dad9b4c69db52025bb9f41.jpg

 

IMG_20150208_190152572.jpg.2e6b84644b2619388186299035487d86.jpg

 

IMG_20150208_190805363.jpg.18e9c93c576c2b900a81704860bc9dd9.jpg

 

Quando achava que ia fechar o dia, resolvi tomar uma cerveja Paceña nnum restaurante mexicano próximo para poder escrever essas linhas. E estou aqui!!

10964851_679030032214456_301389961_o.jpg.093381d0fde02fd5ddf78c8d25ac4c97.jpg

 

Um brinde à vida!

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Dia 09 de Fevereiro 2015 – Segunda – Eriendson 2 X 1 Downhill

Nota: O Downhill é um passeio de 60 km, não é cansativo, pois é 85% descida. E fica na região de Coroico.

 

A ansiedade me acordou antes do despertador. Conforme combinado fui para agência às 7h15, onde o dono da Agência me levou até outra agência (é normal eles fazerem isso), e lá fiz meu desayuno (incluso no precinho do pacote).O pacote inclui o café da manhã, fotos da aventura e uma camisa com os dizeres SOBREVIVI AO DOWNHILL (que parece mais um troféu). ::mmm:

 

IMG-20150209-WA0033.jpeg.57ae0426721d309a9e9316e1ad405baa.jpeg

 

 

Conheci 5 brasileiros que estavam já percorrendo a Bolívia há algum tempo. As bicicletas seguem em cima das vans.A Van partiu e seguimos rumo à Carretera mais peligrosa de los Andes. Após percorremos uma boa parte da estrada, as vans (pois havia vários grupo) encostam num ponto da estrada e onde se começa as instruções de como usar equipamento, como deve ser feita a trilha, etc. Os guias pedalam conosco e vão nos dando sinais de ir para à direita, esquerda, buraco ou parar.

 

IMG_20150209_094602428.jpg.f8bacabfc14a8a7f8512d62ad38b16d1.jpg

 

IMG_20150209_093715552_HDR.jpg.deece3e90143f80181c0d7bb688bae2c.jpg

 

IMG_20150209_100220379.jpg.21c2abb0008c47439aa0c991eb1c07d3.jpg

 

IMG_20150209_101256541.jpg.bc6991dcb1d34e4af4cc243f17a1efce.jpg

 

A primeira parte da trilha é feita num asfalto perfeito, onde no caminho há paisagens são sensacionais. Após descer a parte asfaltada, paramos na entrada de um túnel. E seguimos a segunda parte do Downhill e também a mais perigosa (eu que o diga)- Estrada de asfalto. Mal começamos a descer, havia uma descida enorme em linha reta, eu não tive dúvidas e acelerei bastante, só que sem saber que no final a curva era fechada. Comecei a frear mais forte, mas não foi suficiente. A bicicleta ficou e eu voei para fora da estrada. A sorte que a vegetação ainda estava bem inclinada e não havia um precipício propriamente dito. Bati com o peito no chão de forma tão intensa que uma das lentes de meu óculos escuro foi parar lá no Titicaca. Fui socorrido, verificaram se não havia ossos quebrados. Há um regra no Downhill – quem cai deve ficar dentro do veículo uns 10 minutos. Eu fiquei uma hora, o corpo esfriou e a dor chegou. Fui medicado, primeiros socorros, mas a mão esquerda doía bastante, e queria só ir embora dali. :roll:::essa::

 

IMG_20150209_101732684_HDR.jpg.43d10f71fa2a21b04321019d7dc7db68.jpg

 

IMG_20150209_110622932.jpg.2700e897c2af527303d3d8561422e232.jpg

 

IMG_20150209_113602180.jpg.b0f4f5338341db1aac882d1d96a6f637.jpg

 

IMG_20150209_122924367.jpg.ed06dd5e2578730ed68d77c0db9f45a0.jpg

 

Passado muitos minutos, a frustração chegou e aquela sensação de não merecer aquela camisa foi me tomando forma e resolvi voltar. Mesmo com mão esquerda sem força, não ia deixar aquela estrada que eu imagina há 2 meses me vencer. O instrutor quis me convencer do contrário, mas voltei. Quando a bicicleta tremulava doía o corpo todo, mas dor maior seria a dor da derrota, e segui até o fim onde conclui a trilha. O caminho de asfalto é somente descida, há pequenos pontos de pista plana, e você passa por trechos de rio, poucas lamas, e suja bastante. É algo que dá pra fazer tranquilamente sendo cauteloso. No final paramos num restaurante onde recebemos toalhas para tomar banho, comida, e piscina pra quem quer relaxar. Após isso seguimos 3 horas de estrada de volta à La Paz. :arrow:::otemo::

 

IMG_20150209_123744154.jpg.32b14e754892f7b03568b8bf011f5c37.jpg

 

IMG_20150209_131214769.jpg.e0fbdaeaa729dc5863a36066133589ef.jpg

 

Me machuquei bastante, mas faria tudo novamente de maneira menos imperita. Mas no final posso dizer ao Downhill: “Usted es la culpable, de todas mis angustias, y todos mis quebrantos.” Eu venci o Downhill. ::prestessao::

 

Nota: Hay um pagamento de 25 bols para adentrar a área da estrada da morte. Deixe separado!

 

IMG_20150209_133442852.jpg.5ec1d109dcdce728f4e5176256faa0ca.jpg

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Dia 10 de Fevereiro 2015 – Martes – Repouso na Sagárnaga

 

Como havia citado, paguei pelo passeio Chacaltaya y Valle de La Luna, entretanto as dores do acidente eram maiores, e não pude realizar o passeio. No horário marcado fui à agência tentar recuperar meus 90 bols, mas não houve acordo e meu dinheiro foi para economia boliviana de Evo Morales. Falando nele, o nome dele é muito lembrado por toda a cidade, há paredes “pichadas” exaltando o nome dele, e há cartões postais com sua foto e algumas publicidades governamentais.

 

598dc40b989c5_Terca(1).jpg.dfae3c57c420870675ca2309b23b2dce.jpg

 

Estrutura Étnica: Há na Bolívia os côlhas e cambas. Os cambas são os bolivianos hispânicos (brancos ou morenos) e os côlhas são os bolivianos de origem indígena. Aquelas senhoras (tchôlas) que você vê com os cabelos em trança são sempre côlhas. Estes tem os costumes mais fortes, a comida mais típica, e são mais reservados.. Em geral, são mais pobres e discriminados que os cambas, que se consideram superiores. Muito parecido com a relação Nordeste X Sudeste no Brasil, só que com um século de atraso. Eles DIFICILMENTE se misturam. De uns poucos anos para cá, com a ascensão de Evo Morales, que é côlha, é que a Bolívia começou a lutar mais ferrenhamente contra o racismo.

 

La Paz – Cores e costumes, por Eduardo Galeano:

“Os turistas adoram fotografar os indígenas do altiplano vestidos com suas roupas típicas. Ignoram, por certo, que a atual vestimenta indígena foi imposta por Carlos II em fins do século XVIII. Os trajes femininos que os espanhóis obrigaram as índias a usar eram cópias dos vestidos regionais das lavradoras estremenhas, andaluzas e bascas, e outro tanto ocorre com o penteado das índias, repartido ao meio, imposto pelo vice-rei Toledo. O mesmo não ocorre com o consumo de coca, que não nasceu com os espanhóis: já existia no tempo dos incas. A coca, no entanto, era distribuída com parcimônia; o governo incaico a monopolizava e só permitia seu uso para fins rituais ou para o duro trabalho nas minas. Os espanhóis estimularam intensamente o consumo da coca.” As Veias abertas da América Latina

 

598dc416a7e09_Terca(6).jpg.e6fa19bf380506ccc7d7d84e409b34ad.jpg

 

Depois de me dar uma pausa até umas 13h, resolvi sair para almoçar e fazer um passeio e saber como é a vida em La Paz. Tinha que comprar a passagem para Isla Del Sol (para ir no dia posterior) e também comprar a passagem para o Uyuni, e não sabia onde comprar, nem quanto seria. Mas por isso estou fazendo meus relatos aqui, pois os futuros viajantes sofrerão menos. Peguei umas dicas com a recepcionista, e repasso aqui:

 

 

Para ir à Copacabana – Empresa Vicuña Travel (paguei 40 pesos e eles me buscaram no hotel)

Nota: Para ir à Isla Del SoL, você precisa ir para Copacabana e de lá pega um barco rumo à ISla de Sol (mas quando eu chegar lá eu detalho).

Para ir ao Uyuni – Há as empresas TRANS OMAR, PANAMERICANA, PANA SUR e a TODO TURISMO. As 3 primeiras ficam dentro do Terminal de Buses e o ingresso custa entre 120 bols semi leito e 180 bols (leito) e têm saída até 19h. E há a TODO TURISMO, que fica fora do Terminal de Buses – é uma empresa turística toda organizada no primeiro andar de um prédio comercial (Ed. Paola) no começo da Rua Uruguai. E comprei na TODO minha passagem pro Uyuni com embarque dia 12 del febrero, às 19h, valor 240 Bols – pois inclui alimentação, manta, e guia, além de ser melhor que as anteriores.E paguei com cartão de crédito.

 

Dica: Antes de embarcar para um país ligue para sua operadora de cartão e libere as compras pro país que você irá. Nunca se sabe se você irá precisar. As surpresas da vida devem ser sempre positivas e não o contrário.

 

 

Depois de tomar uns remédios fui pra rua, almocei na sacada de um prédio que fica próximo à Igreja São Francisco, onde há uma visão completa de La Paz, num restaurante chamado Ichuri. Fui ao Museo da Coca, onde o ingresso custa 15 bols, e lá masquei tanta coca que parecia uma vaca ruminando enquanto conhecia a história da coca. O Museo é composto de 19 painéis onde se conta a história da coca na humanidade. Vale a pena ver. Ao chegar você é perguntado qual seu país, e você recebe um livreto com a tradução no seu idioma.

598dc41686de3_Terca(2).jpg.fc180eb57618601973eae47939278f31.jpg

 

598dc4168db11_Terca(3).jpg.bdd66cdee93b44ef929af21114f9e949.jpg

 

598dc416934e2_Terca(5).jpg.95558a0f7c98bd2a857e48397c7deca2.jpg

 

Muito interessante o Museo, principalmente quem tem a curiosidade de saber coisas novas e jogar óleo nas ideias enferrujadas.

Sobre a coca: Vi que é um vegetal com propriedades sensacionais, foi já usada como anestésico em cirurgias de cérebro, foi amada e odiada pela igreja (dependendo de quanto a Igreja Católica iria faturar), que a coca-cola continha a coca nas primeiras produções.

“Cinco mil anos de consumo tradicional ou aculico da coca sem danos para o organismo humano, demonstram que o problema surgiu quando o ocidente (invasor branco) tocou na folha de coca e converteu-a em cocaína” Livro: A Lenda da coca, J. Hurtado.

Segui adelante e fui olhando as ruas, o povo, a forma das coisas em si. Entrei no mercado Lanza e depois fui no Terminal de Buses como falei. O Terminal é muito organizado e fui orientado a andar com a mochila pra frente nessa localidade, daí repasso a dica.

598dc41699e82_Terca(4).jpg.e7747e75be9ec32d75ef10fab2fa8068.jpg

 

Pra finalizar o dia e voltar pras minhas dores musculares no meu quarto destaco que não existe supermercado na capital, muito menos shoppings nos modelos brasileiros. O sino da igreja de S Francisco badala em vários horários, incluindo 3h da manhã – não me pergunte o motivo.

 

598dc416af4a4_Terca(8).jpg.f0a75bbeefce28d402db6b7de20880c2.jpg

 

 

Desculpe os erros gramaticais, sintaxes ou coisas do tipo. Estou escrevendo no ônibus turístico indo para Copacabana, e ele balança muito. Hasta luego.

598dc416a0dc6_Terca(5).jpg.62ac6fe8868134d99d74b03e55dc0eec.jpg

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Dia 11 de Fevereiro – Quarta-feira – Copacabana y Isla Del sol

 

Chove em Nuestra Señora de La Paz.

 

O ônibus chega às 7h20, conforme combinado, rumo à Copacabana.

 

Deixo minha mala grande no hotel, e viajo só de mochila. O ônibus corta a capital e não deixo de registrar aqui a beleza desses painéis pela cidade. Geralmente há uma mensagem de superação, de conquistas, de bravura dos povos antigos, e também uma exaltação à própria cultura. Em Cusco também se vê coisas semelhantes.

 

Mas continuando rumo à Copacabana, o ônibus seguiu por uma estrada e chovia bastante. Fizemos somente uma parada num posto de gasolina, para comprarmos suprimentos, E indico muito fazer isso. Comprei um pacote de biscoito Oreo, uma caixa com 1,5 litros de um suco de maça, e um pacote de waffers. E seguimos estrada abajo. Um boliviano que sentou ao meu lado foi conversando comigo e disse que era guia e que estava com um casal para conhecer Copacabana, e meu dicas boas sobre horários de barcos que faziam percurso ISLA-COPACABANA. Coisa que ninguém nesse site informou: Há barcos que saem da Isla às 8h, 10h 13h e final da tarde. Fui trocando figurinhas com ele, e botando meu espanhol pra funcionar. Antes de chegar à Copacabana, o ônibus pára num lugar chamado Tiquina à beira do Titicaca, onde o ônibus será atravessado via balsa, e os passageiros pagam 2 bols para atravessar num barco à parte, e depois da travessia todos voltam ao ônibus e a viagem segue.

 

IMG_20150211_104438919_HDR.jpg.401af857664f6bce610e2e72d10bddc6.jpg

 

IMG_20150211_105713469_HDR.jpg.d3c2409169c6f575bc8af98d228d556e.jpg

 

Por volta das 12h o ônibus chegou em Copacabana, e na mesma agência que vim (Vicuña Travel) comprei o ticket de retorno à La Paz pro dia seguinte às 13h.

 

Fui atrás de um banheiro (baño público) e achei um bem próximo da agência por 1 boliviano. Aí falei com a senhora lá que lhe dava o papel e recebia o dinheiro: “Senhora, me dê o dobro de papel porque a coisa aqui é séria (texto traduzido)”. Ela me cobrou o dobro, só pra dobrar o papel higiênico, e me entregou um balde pra depois eu botar água no vaso sanitário. Kkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Lógico que eu gravei esse momento colocando água no banheiro, mas não ia colocar aqui. Segui para conhecer Copacabana, já que ainda faltava 1h15 minutos pro barco sair. Fui até a famosa igreja de Copacabana onde os carros ficam estacionados à frente cheio de flores aguardando o benzimento do padre. Eu como bom curioso, perguntei ao dono do carro, como se eu não soubesse de nada, o que seria aquele ritual. Ele me disse que é uma tradição da cidade que quando se compra um carro se leva pra abençoar, e há que fazer todos os anos, mesmo que o carro seja velho. Segui umas ruas com meu olhar catador de coisas novas, e ainda registrei umas crianças que saiam do colégio e ficavam grudadas à TV, e umas cholas vendendo artesanato e almoçando na calçada. Pedi uma foto à elas, e só consegui depois de comprar um par de meias e um de luvas.

Depois desci a ladeira para esperar num pequeno porto a saída do barco direto pra Isla Del Sol. Havia grupos chilenos, japoneses, e outras nacionalidades não identificadas aguardando também.

 

IMG_20150211_123631170_HDR.jpg.48d06f72e1e2dd46edd7d0850ecc5afe.jpg

 

IMG_20150211_124515275_HDR.jpg.4901e59616be54a2c774299a0b4d903f.jpg

 

IMG_20150211_125701839.jpg.ad75386641b96856dc98a782c4ae01bb.jpg

 

IMG_20150211_130851817_HDR.jpg.afe5b5e00c8d2fa9acfc8817812bc67a.jpg

 

 

Após 1h30 chegamos à Isla. Lugar realmente é bonito, e impressionante. Digno de lua de mel, renovar o amor ou gerar um novo.

 

IMG_20150211_150839673_HDR.jpg.bc032b5fce213b7fa64f0ff646e32012.jpg

 

Duas dicas boas: Ao adentrar esse barco rumo à Isla você pode ir em cima do barco, ou dentro. A primeira opção parece ser a mais aventureira e que te gera mais adrenalina. Deve até gerar. Mas por uns 10 minutos somente! Pois o sol depois vai apertar ou como ocorreu hoje, a chuva caiu e as pessoas desceram todas molhadas e ficaram em pé o caminho inteiro. Parecia até a Isla Del Lhuvia. Mas depois o Deus-sol se mostrou presente no horizonte.

 

2ªa Dica: Procure saber onde será seu Hotel, que seja logo nos primeiros 100 degraus, porque eu sofri para chegar até o meu, que ficava no cume.

 

IMG_20150211_151612746.jpg.f5bd755eeefedb21a96caa8103895c71.jpg

 

Depois de muita enrolar aqui nesse meu depoimento, chego à Isla, subi uma escadaria gigante e depois uma estrada para depois de 1 hora achar o bendito HOSTAL DEL SOL, o hotel é lindo, a vista é maravilhosa, mas a subida é negócio pra louco.

Quando chego, descobri que nem recepção havia, e não tinha ninguém pra me receber, olhei um quarto aberto e se não chegasse alguém em 10 minutos eu iria entrar naquele e ficar ali mesmo. Mas chegou. E após ser alojado e descansar 25 minutos, resolvi ir até o mirante e deslumbrar o lugar. Enquanto subia conheci uma chinesa que também estava sozinha ali na Isla, e passamos 3 horas juntos nos comunicamos num espanhol-inglês, do tipo: “Do you tiene?”, “El café com leche is strong”. Mas o importante é comunicação. E fiz a trilha toda com ela e até jantamos juntos.

 

IMG_20150211_151837649.jpg.ae81e4b29738eda8c2317c5d007d909c.jpg

 

IMG_20150211_161241735_HDR.jpg.1455c78228f4a6ae73707869e09ca66c.jpg

 

IMG_20150211_174809752.jpg.3d6a225aee230a2eb471691cd1649372.jpg

 

Mais tarde fui atrás de uma wifi, e peguei uma estrada muito escura, e eu iluminava o caminho com meu celular, achei um hotel escrito WIFI. Entrei, não tinha ninguém, fui catando na parede se havia senha de Wifi. Apareceu uma moça do nada e fui conversando com ela, que a Isla era “hermosa”, que a Bolívia era surpreendente, e perguntei o nome dela e gerando empatia e pedi a senha. Ela mesma digitou no meu celular, sentou na mesa e ainda ficou conversando comigo sobre a educação que há na Isla e tal. E eu adoro bater papo com pessoas que tenham algo a somar. Após fiz minha conexão via celular e contei a parentes e amigos que estava vivo. Depois o dia se encerra, e até amanhã que quero ver o nascer do sol na Isla.

 

IMG_20150211_180633914.jpg.87b41c246cde6ab226f8ec9502295128.jpg

 

Hasta mañana, chicos e chicas.

IMG_20150211_110820654_HDR.jpg.df990a013668415a21741ae7e59fe25e.jpg

IMG_20150211_133308299.jpg.054f78e93abeb76f2f065ef86b9e2fd6.jpg

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Dia 12 de Fevereiro – Quinta-feira – Saindo da Isla – Passando por Copacabana – Chegando em La Paz – E seguindo para o Uyuni

 

Conforme combinei comigo mesmo, acordei às 5h50 para assistir o sol nascer. Estava chovendo muito e o vento logicamente vinha mais gelado. Às 7h20 fui chamado para o desayuno, o fiz e fui atrás de Wifi (pagando 15 bols, claro). Respondi alguns emails, informei aos parentes que as FARCS ainda não haviam me seqüestrado, e fui arrumar o quarto para seguir a viagem. Desci a escadaria por volta de 25 minutos e cheguei ao porto onde iria sair os barcos de 10h30. ::sos::::Cold::

 

598dc433f3bca_NascerdosolnaIsla.jpg.c29ededb35aaf26ff95caf6ff001f104.jpg

 

598dc43406586_Lhamatristeporqueeuparti.jpg.1e826d96c4b348a754d696fffafa0d80.jpg

 

Dica: Para quem não tem tanta resistência, ou quer indicar a Isla a pessoas mais velhas, há os hotéis Jacha Inti, e Mirador El Inca. Estes ficam logo no comecinho da subida da trilha. ::otemo::

 

598dc4340d1ae_DescidadaEscadariaIsla.jpg.e9032f31ef915bbaa8595b8b26b88858.jpg

 

598dc43412e1a_HorriodasadadosbarcosdaIsla.jpg.c64ba1f57f4d430884ff184b7ec0228b.jpg

 

Enquanto esperava os barcos e fazia outras fotos, observei que boa parte da população nativa tem muitas obturações nos dentes com ferrinhos (Não sei o termo - me perdoe os odontologistas). Enquanto esperam a hora de partir, os barqueiros ficam juntos conversando tomando coca-cola e gerando um fumódromo. A volta também à Copacabana de barco custa 20 bols, e dura exatamente 1h30 a travessia.

 

598dc434197fc_Barqueirosfumam.jpg.8c0378cd0e79267a9e75ef40be64bffd.jpg

 

Depois de 1h30 com dores nas costas e sentado ao lado de um “gordinho” chegamos à Copacabana. Já que meu ônibus rumo à La Paz sairia 13h30 fui comer num lugar chamado CUSCO RUM. Fica na beira rio mesmo, e os clientes podem ficar na cobertura comendo e admirando a paisagem. :shock::lol:

 

598dc43420993_cuscorum.jpg.307b32aa17fbc95cbd95e8a02c68a3eb.jpg

 

Às 13h30 o ônibus parte rumo à La Paz.

A viagem de 4 horas foi tranqüila, sem maiores acontecimentos.Passei a maior parte do tempo lendo, e refazendo o roteiro. O ponto final do ônibus foi o Terminal de Buses, mas o motorista pára próximo ao aeroporto para quem segue para lá. Desci no Terminal e segui pra Calle Sagarnaga, fechei meu pacote de 3 dias no Salar por 795 bols e consegui parar com cartão de crédito [Tenda Bolívia Pachamana – fica próximo da Linares y Sagarnaga]. Depois peguei minha mala no Hotel Maya Inn, e fui descendo a Sagarnaga rumo à Todo Turismo. No caminho comprei um porta água de 2 litros e comprei uma toca dessas de lã. ::mmm:::mmm:

 

598dc43427958_cheguevera.jpg.c8de2df45eb3c60af7ae1239ae22d8b9.jpg

 

Às 19h em ponto o ônibus saiu e estou eu aqui num ônibus muito bem equipado, com refeições, leito e cheio de japoneses rindo de não sei o quê. Estou sentado ao lado de um JapaBoy, e ta sendo difícil conversar com ele. Eu digito em inglês no meu celular, aí ele responde em inglês no celular dele. Não ta sendo tão fácil como foi com a chinesinha. ::Ksimno::

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Dia 13 de Fevereiro – Sexta-feira – Dia Primeiro do Salar do UYUNI :mrgreen::mrgreen:

 

A viagem de certa forma foi marcada pelos MUITOS solavancos que o ônibus dava devido à qualidade da estrada. Você parecia que estava naquelas poltronas que dão massagem, que há muito nos aeroportos brasileiros. Mesmo assim sabia que meus próximos 3 dias não seriam de conforto, me forcei a dormir assim mesmo. Dormir não é bem a palavra, eu tirei uns 30 cochilos, e exatamente às 6h10 o ônibus pára em meio a uma rua de UYuni. O inocente aqui achava que o ônibus entraria numa rodoviária e lá eu procuraria minha agência e iria ser feliz para sempre, mero engano meu. Fui informado que teria que andar 3 quadras e achar a agência. Fui seguindo, e os milhões de japoneses também seguiam para o mesmo roteiro. Ao chegar lá (calle Ferroviária) encontro uma rua deserta, com as lojas todas fechadas e descobri que a agência só abre 8h30 e o carro para o Salar por volta das 10h. Já chovia e fui atrás de um lugar abrigo-restaurante-banheiro-tomada. ::sos::::Cold::

 

598dc4342fc9f_RuasUyunisempessoas.jpg.a0cd2394609dfe8ae130be46b04f7d8e.jpg

 

Fui para o restaurante Nonis, onde tinha uma única tomada na parede e nela conectada um adaptador gigante onde cabia uns 10 celulares, e só tinha três. Fui conectar o meu, daí uma japonesinha gordinha disse: “It’s mine”. Eu respondi mais por sinais do que palavras: “mas não posso encaixar o meu também? Há tantas vagas!” Ela deu um “não” com as super bochechas e com o dedo em riste.

Tá certo, japonesa!! Se tiver um referendo ou plebiscito a favor de fazer outra bomba atômica sabe meu voto já, né?? Sabia que adoro terremotos?? ::grr::

 

Às 9h30 fui até a agência que fechei o pacote Uyuni, e antes de partir paguei 15 bols por um banho quente mais uma toalha. Aproveitei ao máximo aquela água caliente pois o Uyuni prometia zero conforto.

Na própria agência SALAR CARMELL aluguei saco de dormir por 30 bols 2 noites, e partimos.

Éramos 7 pessoas: o guia (France), um chinês (Yang) e 4 chilenos que eram da mesma família e eu brasileiro recifense aqui.

Após cinco minutos de ter começado o passeio já estávamos no cemitério de trens. São vários vagões abandonados onde os turistas tiram fotos em cima, dentro, de lado, embaixo dos mesmos. Cuidado com as pontas de ferro, pois podem rasgar sua roupa ou pior – sua pele.

 

598dc4343740d_CemiteriodeTrens.jpg.56621f40bfc4787a9f0ac7d24381ee20.jpg

 

598dc4343d4d0_CemiteriodeTrensII.jpg.767ee07af0cd0e83c984124c084cbb49.jpg

 

 

História: O Cemitério de Trens de Uyuni foi o ponto final de um surto de progresso que tomou a Bolívia entre o final do século XIX e início do século XX. Nesse período, uma linha férrea foi concebida pelo presidente Aniceto Arce, que vislumbrava trens transportando as riquezas do seu país como o estanho, prata e ouro até Antofagasta, antiga saída boliviana para o Pacífico. A primeira oposição que a linha férrea sofreu foi dos índígenas Aymarás. Eles viam a ferrovia como uma ameaça à sua sobrevivência e a sabotaram continuamente. :roll:

 

Após 15 minutos dando ckicks na máquina fotográfica partimos, a estrada toda de terra, porém segura. Paramos numa feira que vendia artesanatos muito bonitos, pra não ficar registrado que sou pão duro ainda gastei 12 bols.

 

598dc43458cee_FeiraUyuni.jpg.4a433035d5a39faf8bad0b45acb6e233.jpg

 

Após isso entramos no salar do Uyuni. Minhas palavras serão pobres p descrever aquele lugar feito de sal gigante e alagado. Deve ficar uns 4 dedos alagados, daí quem não está de botas ou sandálias, tira os sapatos e vai descalço mesmo curtir o Salar. Vale a pena!!! Tiramos muitas fotos e logo depois fomos pra um ponto famoso do Salar, a praça das bandeiras, onde há de alguns países do mundo, há de alguns grupos desportivos (como o Dakar) e há a bandeira do meu estado - Pernambuco. Enquanto curtiamos a mil graus a paisagem nosso guia, César, fazia nosso almoço.

 

Nosso primeiro almoço: fígado, verduras, arroz, banana coca e água

 

Ao lado dessa praça de bandeiras há um restaurante de sal e se pode usar o banheiro por 5 pesos.

 

598dc43465cca_SalarUyuniII.jpg.9a06fbb1d6f99076b7e02f21e4e6cd17.jpg

 

598dc4346c8a6_SalarUyuniPulo.jpg.06f3169c14b49ddb689eaea316de2e7c.jpg

 

598dc4347234a_salareupulando.jpg.d5af7ed3c45594f7da72ecc4c3576b7d.jpg

 

598dc4347923e_SalarUyuniBandeiras.jpg.1dcb3b70b6fc4241f7ded985a3136878.jpg

 

598dc43480494_SalarUyuniPernambuco.jpg.0801a002c3522b552cf17beee252d7c9.jpg

 

Passamos 1 hora e meia no local e partimos para o alojamento, foram 4 horas de estrada!!! Ainda houve 2 paradinhas - uma de xixi no meio do nada, outra pra ajudar outro carro que havia estourado o pneu.

O caminho é cheios de Lhamas, ovelhas, montanhas e muita poeira. Chegamos 18h30 no alojamento, confesso que esperava lugar pior, mas o lugar atende as necessidades básicas de um mochileiro.

Com meia hora, fomos chamados p comer. Café, chá e rosquinhas. Nossa noite se resumiu a carregar os celulares e conversar sobre futebol, gramática espanhola e vinhos. Às 21h foi nos servido um jantar (sopa, frango, batatas, verduras e água). Depois disso fechamos a noite com mais conversas, cigarros (eu fumante passivo) e frio. Buenas Notches!

 

598dc43486eb7_SalarUyuni.jpg.3f060645f432bf4801d2e9ab236260a2.jpg

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Dia 14 de Fevereiro – Sábado – Dia Segundo do Salar do UYUNI

 

alojamento.jpg.e434c900333b83b8b65735a0e85c6b4c.jpg

 

Nossa equipe estava de pé às 6h para o desayuno (café, chá, pães, e doce de leite e geléia ). 30 minutos depois baixamos o acampamento e partimos.Nosso primeiro destino foi o Valle de las Rocas, uma parte do caminho todo composto de rochas gigantes, tendo como pano de fundo as montanhas cobertas de gelo. Lógico que subimos nas rochas para boas fotografias.

 

598dc4348f3da_ValedasRocas.jpg.49d0349c332ebf3621fadad1d90fd141.jpg

 

Próximo destino foi a Laguna Canapa, um lago bem bonito com os flamingos querendo distância dos turistas. ::lol3::

 

598dc43496598_FlamingosnaLaguna.jpg.f430d051e24399ca60493097d0b2873b.jpg

 

Depois foi a vez da Laguna Edionda, um lago também de beleza destacável. Tirei umas fotos, e fui pro carro descansar, as dores da queda do Downhill me afetavam muito ainda, e me faziam acordar à noite. E meu ritmo estava muito acelerado pras condições de altitude e os malefícios musculares que havia sofrido. ::essa::

 

598dc4349ba12_LagunaEdionda.jpg.649af4056619400a45e522078c8ee616.jpg

 

Paramos na Laguna Onda, outro paraíso natural e após entramos num deserto sem fim por horas chegamos à Laguna Colorada, na entrada há o pagamento de 150 bols. Entramos no parque ecológico e nosso guia montou nosso almoço dentro do alojamento. O almoço novamente muito bom - espaguete, verduras, e frango, coca e água e maçãs de sobremesa.

 

598dc435853b4_almoo.jpg.85a641102629dad17c8d29c4aeb44bc7.jpg

 

Após nos alojarmos, também num bom ambiente, partimos para conhecer as águas termales.

 

Chegamos e fomos avisados que custaria 3 bols para curtir as águas, mas como não havia ninguém pra nos cobrar ficou 100% grátis. Imagina você depois de uma semana de frio desfrutar de um banho de 45 graus.

 

Termales.jpg.78e7b4e313d46c91c11b5e2bd69fec4c.jpg

 

598dc43577d8d_aguastermales-galeratoda.jpg.677320ded9c967ce518582d2ab0a9171.jpg

 

598dc4357e192_amigosdoequador.jpg.e948c4d21dd4e2dc88be1cdcd5d7f3c6.jpg

 

Dica: leve roupa de banho e uma toalha. Dou a dica mas não levei. Estava com uma bermuda Por baixo e usei uma camisa limpa como toalha e deu tudo certo. Vou sempre me adaptando.

 

Nosso grupo é engraçado. Eu falo espanhol muito mal. Os chilenos falam comigo bem devagar, eu entendo. E repasso pro nosso amigo chines em português (porque ele vive em SAMPA faz 5 anos). Estamos uma sopa de letrinhas. Mas está muito bom!!!

 

IMG_20150214_163150113.jpg.00b47cccce2547e2d7caa15f2bcf0aa8.jpg

 

Fomos depois das Termas conhecer os gêiseres. Fazia muito frio e os gêiseres jorravam o vapor numa pressão que tivemos que nos afastar mais.

 

Geiseres.jpg.c596e7f1a504a45d89f7561e34bddfd4.jpg

 

De um evento pra outro sempre pegamos uma estrada de terra pesada, coisa de 1 h a 1h e meia. Os pneus duram 3 meses devido à qualidade das estradas. É um deserto mesmo!! Só se ver no caminho Vicunas, lhamas, Guinés, flamingos, e pedra, muitas pedras.

Chegamos à hospedagem umas 18h, nos serviram sopa com pão, depois macarronada com vinho.

 

IMG_20150214_093320931.jpg.875f298929e80aadb5347ced7ef320fe.jpg

 

Eu vim todo preparado para passar o perrengue, trouxe água, biscoito, bolacha, rosário, gaiola pra pegar passarinho, etc... Brincadeiras à parte fomos surpreendido com a qualidade. As fotos seguem pra comprovar. E o nome da agência é Salar Carmel.

Amanhã partiremos e valeu cada centavo dessa aventura.

 

pedras.jpg.7d406336f7d49f0999555a40f8045ecf.jpg

 

Faltam 4 cidades para eu concluir a aventura, vamos comigo!!

 

IMG_20150214_181636247.jpg.9529c581fb814ae17d9786679cd4a44d.jpg

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Crie uma conta ou entre para comentar

Você precisar ser um membro para fazer um comentário

Criar uma conta

Crie uma nova conta em nossa comunidade. É fácil!

Crie uma nova conta

Entrar

Já tem uma conta? Faça o login.

Entrar Agora

  • Conteúdo Similar

    • Por Nicollas Rangel
      Eu já tinha postado aqui um texto sobre como a Bolivia mudou a minha vida, então resolvi relatar o roteiro, os custos e algumas dicas. Entaaao:
      Janeiro/2018 - saída 12/01 e chegada 02/02
      Roteiro: Campo Grande > Corumbá > Puerto Quijarro > Sta Cruz > Sucre > Potosí > Uyuni > La Paz >  Copacabana/Isla del Sol > La Paz > Cochabamba > Sta. Cruz > Puerto Quijarro > Corumbá > Campo Grande.
      Cotação: R$ 1 = BOB 2 
      Custo total dentro da Bolívia = USD 600/R$ 1800,00 - pouco dinheiro, mas fiz tudo o que planejei (custos totais por categoria no final do relato)
      Vou relatando por partes, porque é muita coisa (tentando colocar o máximo de dicas) haha e vou colocando os custos mais importantes e os que lembro, pois não me recordo dos minimos detalhes rsrs
      Meu primeiro mochilão e iniciei minha viagem em rumo à Campo Grande. Sou do interior de Minas, e toda a minha viagem de ida e volta fui rodando de onibus, sem nenhum trecho por avião (o que em um certo trecho me arrependi kkkkkk), todos os custos de transporte incluem onibus e vans.
      CAMPO GRANDE - CORUMBÁ
      Cheguei em Campo Grande no dia 13/01 em torno de 13h e já fui comprar minha passagem das 23h para Corumbá. Eu preferi pegar nesse ho´rario pelo fato de ir menos pessoas do que no de 00h, mas no final não faz diferença alguma kkkkkk os dois vão mais vazios.
      Uma dica que dou para ficar na rodoviária de CP é levar comida, meu Deussssss tudo lá é ridiculamente caro e em volta não tem nada (quando digo nada é realmente nada, porque fica na avenida de entrada da cidade, uma avenida linda mas muito extensa e meio deserta de pessoas, pois só se passa carros nessa avenida) só encontrei um restaurante que custava R$ 12,00 o prato feito. É bom até, da pra satisfazer bem, quando estiver saindo da rodoviraria pelo corredor da entrada, é só perguntar os mototaxistas onde é o restaurante mais próximo, ou já vai ter uma moça lá que vai te abordar te perguntando se está com fome kkkkkkkkkkkkkk. O bom da rodoviária é que tem WIFI e guarda volumes, além de banho de graça. Eu dormiria lá (o que por pouco não aconteceu) hahaha 🤭
      Aqui conheci um rapaz da minha idade (18 anos) que estava acabando de voltar de um mochilão de lá e que me deu seu roteiro impresso, fiquei grato demaaaaaaaaaais. Eu literalmente abordei ele por estar com a mochila tipica nas costas (primeira viagem sozinho, então mesmo que já estva em CP ainda tava inseguro, porque tudo era novo incluindo as sensações, masssss logo acostuma e já se deixa levar rsrsrs) ele me deu muita informação essencial pra passar meu medo e duvidas, ele foi importante demaaaaaaaaaaaaais rsrs. Detalhe: basicamente não vi outros mochileiros como pensei que veria.  Perto do horário do onibus conheci um casal de bolivianos mais velhos já (pelos 40 anos) e que iriam pelo mesmo caminho que o meu, ali já viraram quase meus pais e cuidaram demais de mim, principalmente no Espanhol, sabia bem básico pois eu tinha estudado uns 50% pelo Duolingo kkkkkk (ajuda demais)
      CORUMBÁ - PUERTO QUIJARRO
      Aqui começou a saga rsrsrs Chegando em Corumbá conheci a Livia, outra boliviana que também era de Santa Cruz. Loucaaaaaa e o máximo de pessoa. Estava fazendo mochilão pelo Brasil, também era mais velha, em torno dos 45, com aquela mochila imeeeeeensa nas costas kkkkkk então juntamos nós três e fomos juntos direto pr fronteira. Eu super extasiado por me forçar a falar espanhol por conta dos 3 😂😂.
      Pra chegar a fronteira desde a rodoviária de Corumbá por meio de ônibus, é só sair e atravessar a rua, tem um ponto bem em frente à rodoviraria, ele deve passar de 20 em 20 minutos: via Cristo Redentor. Depois disso, ele vai parar no terminal onde ficam todos os outros onibus, é só descer e esperar o via Fronteira chegar. Depois disso demora alguns minutos e já está na receita federal. Eu cheguei na Receita Federal no domingo 14/01 e também era horario de verão, então tinha uma diferença de hora quando atravessei a fornteira, 2 horas de diferença, sendo que quando não é epoca de horário de verão é apenas 1 hora de diferença. Dei saida do Brasil bem rápido só com a identidade e já fomos nós tres para a Anduana Boliviana. Aí sim, demorou kkkkk fiquei TRES HORAS na fila em pé com chuviscos kkkkkkkk acabei perdendo o trem da morte :ccc . 
      Não me recordo muito bem a hora que abre a receita federal brasileira, se não me engano creio que as 8h ou 9h. Na parte boliviana abre às 7h ❤️ 
      Guardar os dois papeis que se recebe, o do brasil e da bolivia, um é verde e o outro branco, é super importante. Sem eles vocÊ não sai ou não entra dos países e também precisa pra mostrar na entrada da Reserva Nacional Eduardo de Avaroa. Ninguem me pediu a Carteira Internacional de Vacina, mesmo sendo obrigatório a vacina de febre amarela para entrar na Bolivia, porém por precaução, é melhor providenciar. Todos foram bem camaradas comigo, só os agentes brasileiros que são extremamente rudes com os bolivianos, até eu fiquei ofendido pra caramba. Os agentes bolivianos não tratam ninguém de maneira diferente. Do lado da Aduana tem muitas "tiendas" hahaha lá tinha um cambio e troquei meu dinheiro e comprei um chip da Bolivia da operadora TIGO por uns BOB 12 eu acho, muitoooooooooooooo boooooooooom , bate de 100 vezes nas do Brasil cara kkkkk, coloquei BOB 25 de créditos e continuei com eles por uma semana toda usando internet, sem nenhum problema, super fácil e simples ( fica a dica se alguém vai viajar sozinho por lá e não quer depender de WIFI pra acalmar a familia aqui, o que só existe nos hostels e nas rodoviárias rsrs).
      Saindo da fronteira graças a Deussssss, já se entra em Puerto Quijarro e já ve como é a cultura boliviana. Eu ficava em extase kkkkkkkkkkk meses e meses planejando e pesquisando tudo, e depois chegar e viver de fato aquilo é emocionante, eu me empolgava cm tudooooo, com as pessoas, os carros velhos, a comida (pollo pollo pollo) kkkkk almoçamos, batemos muito papo com muita risada (principalmente com os pernilongos fomos para a Rodoviária e compramos a passagem das 19h por BOB 70.
      Gastos do dia:
      BOB 70 - onibus p/ Santa Cruz
      BOB 5 - carregar celular / BOB 7 - banho
      BOB 25 - créditos TIGO/BOB 12 - chip TIGO 
      TOTAL: +- BOB 120/R$ 60,00
      SANTA CRUZ DE LA SIERRA
      Chegamos em Santa Cruz lá pelas 5h e fiquei na rodoviaria esperando ela abrir (até hj não entendi o porquê daquilo fechar, uma cidade daquele tamanho kkkk) nos separamos com tristeza, perdi o contato do casal :c e fiquei na casa da Livia na ida e na volta :)))) 
      Quando vi os micros e o fuzuê de Santa Cruz fiquei loucooooo kkkk muito louca aquela cidade kkkkk aqui gastei muito com Transporte, porque a casa da Livia era bem proxima da Plazza 24 de Septiembre (bem no centro) e a rodoviária é bem longe. Eu peguei Micro pra carambaaaaaaa uns 4 ou 5, sendo que peguei um errado e fui parar num bairro tão longe que as ruas nem eram asfaltadas 😂 😂 me desesperei kkkkk mas deu tudo certo no final. Encontrei um Restaurante Cubano andando na rua atoa e a comida era maravilhosaaaaaa, pena que não tinha nada de fora mostrando que era um restaurante, então não tem como por o nome aqui :c paguei BOB 35 no prato + salada e suco, o que é caro para o valor das comidas bolivianas, mas eu ainda não tinha muita noção dos preços então ok haha
      Gostei de Santa Cruz, é linda do seu modo de ser, mas não carrega muita história e nem muita cultura, já que é a cidade mais 'modernizada da bolivia', então de todas foi a que menos gostei. Por isso tanto na ida quanto na volta, eu não me hospedei. Acabei curtindo o dia todo (da ida e da volta) com a Livia, passeamos muito, fui fazer compras com ela, conhecer as lojas, as comidas, bebidas e tudo mais kkkk ela foi essencial pra que eu aprendesse mais o idioma, pois ela sabia o básico de português e tirava minhas duvidas haha.
      Comprei a passagem pra Sucre por BOB 100 e mais uns biscoitos e água (sempre carregue água, ninguem lá toma agua da torneira, nem as proprias pessoas que morar lá.)
      Outra questão é que as pessoas lá falaram que Santa Cruz é muito perigosa, com umas historias bem sinistras kkkkk me disseram pra nunca sentar na janela do micro com o celular na mão e muito menos com ele na rua, pois quando ele para, alguem enfia a mão na janela e te rouba ele num piscar de olhos. Achei bem louco, mas né, fiquei atento haha. Eu fiquei um pouco sismado com tantas pessoas falarem que era perigoso, mas sinceramente, não vi nada demais. O país TODO, é muito seguro, não existe assalto, nem nada do tipo. O máximo é um furto se estiver dando bobeira, mas isso existe no mundo inteiro. Creio que para O PADRÃO DELES Sta Cruz é perigosa, mas para nós brasileiros, não. Já que estamos muito acostumados com violencia e assaltos, então somos muito atenciosos com nossas coisas e sabemos reconhecer situações de perigo, o que é natural e espontâneo. Por isso em momento algum da viagem, me senti inseguro, aliás, me senti mais seguro lá que em qualquer parte que ja fui no Brasil rsrsrsrs
      CUSTOS:
      BOB 100 - passagem Sucre - 19h
      BOB 35 - almoço 
      BOB 10 - micros (BOB 2 a passagem de micro)
      BOB 15 - lanches e água
      TOTAL: +- 160 BOB/R$ 80,00
      SANTA CRUZ x SUCRE
      Essa rodovira merece atenção cara rsrs eu sabia que era ruim e perigosa por ler sobre, mas não sabia que era tantooo kkkk eu tomei DOIS remédios para dormir já imaginando o q viria, mas sem exageros, eu não dormia profundamente. Cochilava e a cada curva (que são várias, pois sai de Sta Cruz de 400 metros para Sucre de 2800 metros acima do nivel do mar, vai subindo em torno das montanhas) eu acabava acordando, olhava da janela e via o despenhadeiro e o contorno das montanhas pela luz do céu. Era aterrorizante olhar pra aquele abismo cara, eu simplesmente não ficava relaxado, e ficava putassoooooooooooooooo por que todos os outros dormiam igual criança e eu com o olho na nuca 😂 😂  foi a pior viagem da vida cara kkkkk. Uma alternativa é pegar um avião de Sta Cruz para Sucre, mas sai bem caro se comparado ao valor dos onibus. Porém tem outra opçãp bem viável, pode se comprar uma passagem para Cochabamba (que fica no centro da Bolivia) e de lá para Sucre, só vai demorar um pouco mais, mas em compensação, vai dormir bem e não vai passar medo, além de poder sair mais barato também. O onibus chacoalhava muito, pois parte da estrada era de terra. No final acabei perdendo meus tenis, pois chegando em Sucre fui calçar eles e simplesmente não estavam debaixo do meu assento!! Ai eu irei o desespero em pessoa, pois só levei um par de tenis e um de chinelo kkkkkkkkkk todos ficaram rindo da minha cara, acabei ficando um pouco bravo e me ajudaram a procurar hahaha. Hoje, dou razão pra eles, pois a cena deve ser sido hilária kkkkkkkkkk eu louco gritando "donde están mis zapatos? Mis zapatos!!" 😂 😂 😂 😂
      SUCRE
      Euforia passada, cheguei em Sucre às 7h, num frio de uns 11°C em pleno verão, gelando até meu cérebro hahahaha paguei uns BOB 1,50 (não me lembro ao certo, pois to confundindo todos os valores dos micros) até a Plazza 22 de Mayo. Sucre é lindaaaaaaaaaaaaaaaaaaa, a cidade mais linda da bolivia, só não mais cultural que Potosí e La Paz, mas mesmo assim maravilhosa. Toda branca, muito branco, super limpa, tranquila, com gente alegre, frio, comida boa... eu viveria lá cara. Parece que eu tava na Europa, na moral kkkkkk fiquei 3 dias hospedado la. Fiquei no Hostal Clavel Blanco, calle Loa (rua paralela à Plazza 25 de Mayo) que era extremamente próximo de tudo!!!!!! Recomendo demais o lugar, lá conheci a Rosa da Holanda e a Manon da França, minhas colegas de quarto,  dali ficamos tão amigos que viajamos o resto do país juntos ❤️❤️ misturando ingles com espanhol + mímica, mas com boas risadas deu tudo certo hahaha. Paguei BOB 55 o quarto com 10 camas misto + desayuno = café da manhã rsrs. Fora que a proprietária era um amor, mas não me lembro bem o nome dela, acho que era Angela. Conheci a Laura que era da Argentina, também ficamos super amigos e nos reencontramos em La Paz ❤️ 
      Aproveitei muitooo Sucre. Fui no Mercado Campesino, no Mercado Central, comprei blusas de frio (pois havia levado somente uma, e perdi em Campo Grande rsrsrs, subi no terraço de uma igreja com uma vista maravilhosa de Sucre, conheci gente demais, cada uma de um canto do mundo, me perdi vaaaaaaaaarias vzes pelas ruas de Sucre, pois são muito iguais, sendo a arquitetura colonial em todas e tudo branco hahahaha, mas amava me perder kkkkk ficava na praça central, observando a vida passar, o q mais amavaaaaaaa!! Tomei um negocio de Oreo que era maravilhoso, não me recordo o lugar mas sei que era na mesma rua do hostel, um pouco mais para baixo. Comi um prato com a Rosa em lugar que acabamos encontrando por conta da carne assada que nos chamou haha. Acabei ficando mais no centro, então não fui à Recoleta, o que me arrependi depois. Sucre é uma cidade que guardo comigo cara, queria muito ter ficado mais tempo, a cidade é extremamente tranquila, super jovem, sério tem muitos universitarios, então é uma cidade super viva e gostosa de passear.
       
       


    • Por HermesRicardo
      Sempre tive o sonho de subir na moto e sair por aí sem destino. Conhecendo novos lugares, paisagens, sensações e pessoas. Vou completar 40 anos bem vividos no próximo mês e decidi que precisava me preparar de maneira extraordinária a minha entrada nos “enta”. No meu trabalho, um amigo falou que iria de São Paulo ao Chuí (RS) acompanhado por sua esposa. Ele iria em uma Citycom 300i. Neste momento veio à tona o meu antigo sonho. Não tive dúvida, agendei uns dias de férias do meu trabalho e comecei a pensar no roteiro. Em paralelo, fui equipando com alguns acessórios básicos a minha XRE300 2015, que estava na época, com 18 mil km rodados. Alforje lateral, almofadas de agua no banco, pastilhas de freio e pneus novos, troca de óleo e verifiquei a tensão da corrente...até pensei em trocar a corrente mas resolvi economizar neste item. Para me acompanhar nesta jornada, convidei o meu filho Jonatan, que tem 23 anos e mora em Cambuí, sul de Minas Gerais. Ele topou na hora e isso me deu ainda mais motivação!
      Faltando uma semana para iniciar a minha sonhada aventura, começou a greve de caminhoneiros em todo o Brasil e não tinha gasolina nos postos.  Nem se pagasse uma fortuna por ela! Simplesmente eu estava com tudo pronto, mas com o tanque seco. Anunciaram o fim da greve em uma segunda (28/05) e meus planos de partida era para a próxima quinta (31/05). A greve acabou (graças a Deus), mas até que a vida voltasse ao normal era outra história. Começaram a fazer filas quilométricas nos postos para conseguir um pouco de combustível. Respirei fundo e esperei as coisas se acalmarem. Até que na quarta-feira (30/05) consegui encher o tanque da moto e as filas aqui do Rio de Janeiro já diminuíam. Me enchi de ânimo, coragem e espirito de aventura para o início da minha sabática preparação para o novo ciclo de vida.
      Para não deixar este diário muito grande e cansativo, relatei sem muitos detalhes o dia a dia deste roteiro. Espero que gostem e que inspire outros “seres inquietos” a buscar uma grande aventura. Divirtam-se!
      1° Dia, 31/05/2018 – Rio de Janeiro – Saí de casa por volta das 11:30h, passei no posto para calibrar os pneus e segui para Cambuí, sul de Minas Gerais onde eu iria visitar os meus pais e também encontrar com o meu filho, que bravamente enfrentou este desafio comigo. Ainda na via Dutra, percebi que tinha feito um ótimo investimento nas almofadas de agua, o banco estava superconfortável. Não tive problemas para abastecer neste trajeto apesar de ver que ainda faltava combustível em alguns postos. Aí foram 450Km até a casa dos meus pais. Curti a noite com eles, jantamos e vi na televisão que ainda havia muita confusão nos postos no Norte de Minas. Mesmo sabendo que lá fazia parte do meu trajeto, resolvi não desistir da missão. Fui dormir cheio de energia para ver o que tinha pela frente!
      2° Dia, 01/06/2018 – Cambuí, MG – Acordei cedo, calibrei os pneus da moto (29 traseiro, 22 dianteiro), encontrei com o Jonatan, equipamos a moto com toda a bagagem e saímos por volta das 11h. Seguimos pela Rodovia Fernão Dias com destino a Belo Horizonte (BH). No caminho comecei a ver que a situação da falta de combustível ainda afetava bastante Minas Gerais. Próximo a 3 Corações, vi que precisava abastecer. No posto à beira da estrada tinha uma fila enorme e ainda havia previsão do combustível acabar sem atender a todos que ali estavam. Resolvi seguir em frente com o combustível que eu tinha no tanque... até que alguns quilômetros adiante vi um posto com apenas 5 carros na minha frente...que alegria! Enchi o tanque e a frentista (muito simpática) se surpreendeu ao saber que estávamos seguindo para a CHAPADA DIAMANTINA, de moto, durante a crise de falta de combustível. Ela sem nenhuma resistência encheu uma garrafa pet (2 litros) com gasolina para qualquer emergência. Vibramos por ter vencido o primeiro desafio e ainda havíamos conseguido gasolina extra para caso ficássemos sem combustível no meio da estrada. Seguimos em frente, sempre procurando abastecer nos postos que não tinha muita fila, geralmente os que não tinham bandeira ou que estavam distantes das cidades. Passamos por BH e seguimos para Sete Lagoas. À frente, um pôr do sol que deixava o horizonte avermelhado. Por volta das 19h, chegamos a SETE LAGOAS e nos hospedamos em um hotel onde fomos recepcionados por um Mineiro muito engraçado. Demos umas boas risadas com ele. Depois do banho, demos uma volta na cidade para jantar e descobrir o que tinha por lá. Comemos um sanduiche de pernil com bacon em uma feira próximo à uma das Lagoas da cidade. Estava sensacional! Depois fomos dormir sob ameaça da greve dos caminhoneiros ser retomada. Não deixamos que isso nos abalasse. Será? (rs)
      3° DIA, 02/06/2018 – Sete Lagoas, MG – Saímos por volta das 08h, com destino ao Norte de Minas Gerais. A paisagem mudou muito do que estávamos acostumados e a distância entre as cidades eram enormes. Aqui a preocupação em ficar sem combustível era eminente e nos deixou bastante apreensivos ao perceber que a moto havia entrado na reserva e não tinha nenhum sinal de cidade, posto ou pessoas. Apenas um intenso trafego de caminhões gigantescos. Até que, enfim, encontramos um posto e tinha gasolina. Aleluia! Abastecemos e seguimos! Chegando em Montes Claros percebemos o tamanho do nosso desafio! Sem gasolina na cidade! Apenas um posto com centenas de pessoas com galões, dezenas de motos e muitos carros! Como queríamos chegar em Janaúba e estava com meio tanque, resolvemos enfrentar aquela fila que além de desorganizada, sempre surgia algumas calorosas discussões. Fiquei bastante nervoso porque já estávamos a 2 horas na fila e tínhamos andando poucos metros. Não teve jeito, para sair de lá, precisei comprar no mercado negro daquele posto IPIRANGA, 2 galões de 5 litros para seguir em frente. Não sou favorável a este comportamento, mas não encontrei outra saída naquele momento. Só assim conseguimos chegar em Janaúba no início da noite. Logo que chegamos já vi que teríamos que ter paciência para abastecer novamente. Decidimos não nos preocupar naquela noite e fomos procurar um hotel. Fomos dormir cedo para acordar mais cedo ainda e ir para as intermináveis filas dos postos da cidade.
      4° Dia, 03/06/2018 – Janaúba, MG – Acordamos às 05:30h fizemos o check-out no hotel e fomos para o posto! O que era aquilo?! Não acreditei ao ver aquela fila de moto. Aproximadamente 300 motos já estavam lá pra esperar o posto abrir às 8 horas. Por sorte, um outro motociclista nos levou a um outro posto que abriria às 10h. Viram o nosso esforço e com o apoio de outras pessoas que estavam na fila, conseguimos abastecer e seguir viagem. Partimos com destino à Bahia, que alegria! Quando finalmente passamos da divisa de MG com a BA o sufoco do combustível acabou. Tinha gasolina sem fila em todos os postos. Seguimos viagem vendo a paisagem mudar para o que eu imaginava como sertão da Bahia. Uma geografia muito bonita, mas no fundo eu imaginava o quanto deveria ser difícil viver em um local tão seco. Passamos por enormes parques geradores de energia eólica, vimos uma mistura de caatinga com serrado e muita estrada pela frente. Até que enfim fomos chegando no parque da chapada diamantina embaixo de uma chuva fina e gelada. Já era noite quando avistamos uma montanha iluminada e em seguida uma placa dizia “MUCUGÊ a 1KM”. Fomos para a pousada felizes da vida pelo feito que havíamos tido até ali. Estávamos muito cansados, mas saímos para comemorar com pizza e vinho!
      5° Dia, 04/06/2018 – Mucugê, BA – A recepcionista da pousada e a dona da pizzaria haviam nos falado que não poderíamos deixar de ir na cachoeira do Buracão. Esta cachoeira estava a uns 80km voltando pela estrada que havíamos chegado. Acordamos cedo e partimos em baixo de chuva para ver a tal cachoeira. Ao chegar no centro de guias turísticos do local fomos informados que a cachoeira estava interditada devido à chuva que já estava castigando a região a 5 dias. Ficamos decepcionados e voltamos para Mucugê com a sensação de ter rodado 160km em vão. Decidimos naquele momento que iríamos para Lençóis a procura do sol e das belas cachoeiras. Seguimos para Lençóis, mas antes passamos no MUSEU DO GARIMPO para aprender um pouco sobre a cultura local. Valeu a pena porque fomos muito bem recebidos com uma aula sobre a fase do garimpo na região. Dalí continuamos a viagem até que vimos uma estrada de terra com destino a IGATU. Resolvemos ir conhecer. Caramba... uma estradinha de terra com muitas ladeiras e com um visual “inacreditável”. Fomos chegando na cidade onde tudo era de pedras, ruas, muros, casas, bares, bancos. Parecia que estávamos voltando no tempo. Perguntei a um guia local um lugar bacana para almoçar. Ele nos indicou um restaurante de comida caseira. A comida estava ótima. Depois do almoço e de uma cerveja gelada, deixamos a moto e caminhamos até uma cachoeira apreciando as casas e as paisagens. Claro, tirando muitas fotos. Chegamos na cachoeira e o sol deu o ar de sua graça. SHOW!!! Tiramos a roupa e deixamos secando, já que tínhamos tomado muita chuva na parte da manhã. Depois do banho de cachoeira e da roupa seca, pegamos a moto e seguimos para Lençóis por mais uns 100km. Quando chegamos, já estava escuro e pegamos a primeira pousada que paramos pra perguntar o preço da diária. Em seguida foi o padrão, banho e sair para jantar! Fomos surpreendidos pela bela cidadezinha com ruas de pedras. Jantamos em um restaurante chamado “Quilombolas”. Tudo perfeito! Depois das caipirinhas de umbu, fomos descansar.
      6° Dia, 05/06/2018 – Lençois, BA – Depois do café da manhã, procuramos um guia que nos levou pra conhecer algumas cachoeiras da região. Cachoeira da Primavera e a Cachoeirinha são demais e foi ótimo pra massagear as costas nas quedas d’agua. Na parte da tarde, pegamos a moto e fomos até a cachoeira do Poço do diabo. Ficamos lá apreciando por um tempo aquela imensidão de agua e pedras. Já eram 16h quando saímos da cachoeira com destino ao morro do Pai Inácio. Chegamos na encosta do morro, deixamos a moto, pagamos 6 reais por pessoa e começamos a subir as escadas e pedras até o topo. Paisagem dos cânions de tirar o fôlego. Mas o ponto alto foi o pôr do sol acompanhado de um arco íris quase que pintado à mão! Emocionante!! Ficamos ali, eu e meu filho, vendo o sol ir embora, deixando um vermelho cor de fogo em cima das montanhas. Descemos porque já estava ficando frio e estávamos de camiseta e bermuda a uns 30km da Pousada. Foi mais um dia extraordinário.
      7° Dia, 06/06/2018 – Lençóis, BA – Hora de sair da Chapada, mas com vontade de voltar em outro momento. Percebi que a corrente da moto já estava desgastada (aquela mesma que ignorei na revisão) e decidi que precisava de um mecânico. Seguimos para Itaberaba e paramos na oficina do Tony. Ele trocou a corrente e o kit de relação + a troca de óleo e filtro. A moto ficou novinha. Dalí continuamos firmes na estrada com destino a Itabuna, no sul da Bahia. Chegamos muito cansados à Itabuna. Aqui eu não imaginava que a cidade era tão grande. Demorou um pouco para encontrar um Hotel, mas conseguimos.
      8° Dia, 07/06/2018 – Itabuna, BA – Próximo destino Arraial d’Ajuda. Seguimos pela BR101, até que vi no mapa uma opção por estrada de terra até Cabrália e resolvemos encarar. Que doideira, entramos na plantação de eucalipto que não acabava nunnnca....andamos muito nesta estrada de terra. Já eram 12h quando chegamos em Cabrália. Ver o mar foi umas das sensações mais plenas que tivemos neste roteiro. Paramos na praia de Coroa Vermelha, pé na areia, peixe frito, cerveja gelada e praia de agua quente. Tudo que queríamos! Depois de algumas horas, partimos para Arraial através da balsa de Porto Seguro. Lá, curtimos um pouco da noite fora de temporada antes de ir pra pousada descansar para o dia seguinte. Foi bem legal.
      9° Dia, 08/06/2018 – Arraial d’ajuda, BA – O objetivo do dia era ir à TRANCOSO e chegamos lá por volta das 10:30h. Fomos para praça do Quadrado onde é impossível não querer morar em uma daquelas casinhas que circundam a praça quadrada, que na verdade é um retângulo. Tiramos algumas fotos e como ainda era cedo, decidimos naquele momento que iriamos dormir em CARAIVA, passando pela PRAIA DO ESPELHO. Partimos por uma estrada de terra que estava toda esburacada e em alguns pontos, com muita lama, devido à chuva que estava castigando a região. Tive quase certeza que iríamos beijar o chão em algum momento. Mas inacreditavelmente: não beijamos! Chegamos à praia do Espelho sem nenhum arranhão. Que praia espetacular! Tomamos um banho de mar enquanto observávamos tartarugas que nadavam livremente perto de nós. Já era próximo das 15h quando partimos para CARAIVA, rodando mais 25Km por estrada de terra, lama e areia! Chegamos em segurança também. Deixamos a XRE300 em um estacionamento na beira do rio e atravessamos em um barco rustico até a outra margem onde estava a bela vila de Caraiva. Lugar roots, com ruas de areia, transporte através de carroças. Estas também transportavam alguns mantimentos para as casas e pousadas mais afastadas da margem do Rio. Logo que conseguimos uma pousada, deixamos as coisas no quarto e fomos ver o pôr do sol no encontro do rio com o mar. Foi alucinante!! A noite ficou por conta do forró, que é marca registrada do local. O pessoal dançava muito bem! Depois de algumas cervejas fomos dormir para iniciar o retorno para casa, que seria no dia seguinte.
      10° Dia, 09/06/2018 – Caraiva, BA – A missão agora era retornar para casa e eu particularmente já estava bem cansado de tanta aventura. Saímos de lá por volta das 10:30h e de cara, tinham 48Km de estrada de terra, embaixo de uma forte chuva, antes de chegar na BR101. Foi tensa aquela estrada. Passamos um ponto de alagamento em um local inóspito com água batendo no meio da moto. Que adrenalina! Depois de 2 horas para sair desta estrada, chegamos na rodovia e seguimos com destino ao Rio de Janeiro. Neste dia tomamos chuva o dia inteiro. Já eram umas 17h quando chegamos na cidade de São Mateus, norte do Espirito Santo (ES), onde nos hospedamos. Um banho quente e descanso era tudo que estava precisando naquele momento. Meu filho também já demonstrava muito cansaço.
      11° Dia, 10/06/2018 – São Mateus, ES – Nesta noite não consegui dormir quase nada por conta de alguma coisa que havia comido no dia anterior... Tive uma noite de rei ;-). Mas como ainda tinha muita estrada pela frente, tomamos o café da manhã e partimos. Este trajeto, para mim, foi um dos mais cansativos devido ao “mal-estar” que me acompanhou o dia todo. Próximo à região de Serra (ES) tive que parar para tirar um cochilo na sombra de uma arvore. Meu filho cuidadosamente e com muita paciência fez a guarda enquanto eu me recuperava! Me recuperei um pouco e seguimos viagem, passando por Guarapari e avançamos com destino ao Rio de Janeiro. Chegamos por volta das 16h em Campos dos Goytacazes. Como eu estava muito debilitado, resolvemos procurar um hotel. Acredito que fizemos uma boa escolha em não arriscar seguir viagem naquele estado que me encontrava.
      12° Dia, 11/06/2018 – Campos dos Goytacazes, RJ – Depois do merecido descanso, acordei muito bem e o Jonatan também estava bem animado em saber que estávamos muito próximo de casa. Pegamos a estrada e viemos cantando por um longo trecho. Ainda não havíamos concluído a jornada, mas a sensação de gratidão já estava contagiante naquele momento. Logo que avistei a ponte Rio-Niterói, os meus olhos marejaram de alegria. No pedágio da linha amarela os motoristas deveriam estar me achando um doido. Segunda feira de manhã e eu cantando e desta vez, era muito alto, pra todos ouvirem! Cheguei em casa no mesmo horário que eu havia partido, 11:30h da manhã. Meu filho abriu o portão, coloquei a moto para dentro, desci da moto, olhei pro céu e agradeci muito a Deus pela oportunidade de ter vivenciado junto com o meu filho tantas aventuras, perrengues, risadas e emoções.
      No total foram 4.350KM, passando por 4 estados em 12 dias de viagem. Foram tantas estradas, tantas pessoas que conhecemos, tantos quebra-molas que pulamos, estrada de terra, chuva, frio, calor, risadas, conversas, cansaço, sustos e surpresas, que fizeram desta viagem algo marcante para mim e para o meu filho. A sensação de gratidão por ter conseguido atingir o objetivo, por estar vivo e por ter uma casa para retornar, são elementos básicos e essenciais para estes dois seres humanos que estavam perdidos em meio a tantas preocupações, atividades e compromissos. Desejo que estejamos sempre motivados em realizar sonhos, mas principalmente que tenhamos sabedoria para desfrutar as coisas simples! Obrigado ao Jonatan pela excelente companhia e parabeniza-lo pela coragem deste desafio. Te amo filho!
      Hermes, Minas/Rio de Janeiro



    • Por fernandos
      Passeio na Orla do Guaíba. Guaíba.RS.Jun.2018. Passando por Nova Milano Destino da vez Guaíba, Berço da Revolução Farroupilha. Saímos de Caxias, passadas 11 horas, difícil acordar cedo com esse frio que anda fazendo aqui no Sul. No caminho passamos pela cidade de Farroupilha, e demos uma paradinha rápida na localidade de Nova Milano, que fica bem a beira da estrada do lado direito, quem passa o Centro de Compras de Farroupilha. No local existe um monumento que chama a atenção do viajante, uma grande estatua  de ferro, parecendo um pássaro estilizado ou algo assim. É onde fica oParque da Imigração Italiana, de Nova Milano, um parque bonito, com pracinha para as crianças, várias bandeiras, esse monumento e uma Gôndola Veneziana, presente do governo da Itália, em comemoração aos 100 anos da imigração, feitos em 1975. Ainda demos uma passada no centrinho da localidade, onde há uma bela igreja, e havia uma feirinha de produtores rurais.    Seguindo o baile descemos a RS 122, rumo a GPA (Grande Porto Alegre). Umas 2 horas de viagem e chegamos em torno das 13 horas e 30 min. em Guaíba. E fomos direito a Orla, o lugar que surpreende pela organização e pela beleza. A vista do Lago Guaíba desse local é linda, a aguá reflete o céu azul, e o calçadão convida ao passeio. Demos uma caminhada admirando a bela paisagem, a  vista do Catamarã partindo rumo a Porto Alegre é bem legal. No entorno existem diversos restaurantes para todos os gostos e bolsos, que servem de frutos do mar, a Ala Minutas. Escolhemos um para almoçar, já que já eram quase 2 horas da tarde. E voltamos a apreciar a linda vista, o lugar não da vontade de ir embora, ainda mais um belo dia de sol, numa tarde fria do inverno gaúcho. Um cenário perfeito para quem gosta tomar um chimas, ou tirar fotografias, e decidimos ficar por ali mesmo nos deleitando com a paisagem,  na saída ainda passamos pela Escadaria: de onde se pode ter uma vista mais completa do Lago, mas a quantidade de degraus desanimou a subida. E assim conhecemos mais esse belo recanto do Rio Grande.    Que segundo pesquisas possui como atrativos: O Catamarã: que nada mais é que o barco que faz a travessia Guaíba-Porto Alegre; A Jardineira: ônibus especial modelo Jardineira, o passeio turístico conta com guia local. O ponto de partida e chegada é na Hidroviária de Guaíba (nesse dia que fomos não enxergamos); Casa de Gomes Jardim: Construída em fins do século XVIII, era sede da Estância de Gomes Jardim no período da Revolução Farroupilha. Erma de Gomes Jardim– Encontram-se os restos mortais do líder Farroupilha; Ruínas do Matadouro São Geraldo: Construção de 1927, foi um dos mais importantes do Rio Grande do Sul. Rua São Geraldo, Guaíba; Cipreste  Farroupilha: Árvore símbolo da cidade. Na sua sombra líderes da Revolução Farroupilha planejaram a tomada de Porto Alegre em 1835. Rua Gomes Jardim; Erma de Gomes Jardim: Encontram-se os restos mortais do líder Farroupilha;Vitrine Cultural: A Vitrine Cultural é um espaço desenvolvido através de uma parceria da Prefeitura Municipal de Guaíba e da Fundação Toyota do Brasil que tem por objetivo conservar, divulgar e promover os atrativos culturais e históricos do município e da região; Museu Carlos Nobre: Construção de 1908 – ao longo do tempo foi residência, hotel, biblioteca, prefeitura e hoje encontramos objetos, fotografias, documentos pessoais do comunicador e humorista conhecido internacionalmente. (Terça a Sexta – 8h30min às 12h – 13h30min às 17h30min/ Sábado, Domingo e Feriado – 13h30min às 17h30min)(Fonte:pesquisandocidades.blogspot.com).

      Mais Fotos:
          Rota:

          Postado há 1 hour ago por Sant' Anna  
      Blog:https://rotasetrips.blogspot.com/
    • Por Debora O
      Olá, meu nome é Débora, tenho 32 anos, sou servidora pública. Fiz a viagem para Bolívia e Peru com meu namorado, Pedro, 30 anos, advogado. Nós moramos em Campo Grande/MS.
      Tínhamos o sonho de conhecer Machu Picchu, e queríamos experimentar o jeito mais tradicional (mochileiro). Confesso que eu esperava encontrar muito mais mochileiros nesse trecho, mas eles foram ficando mais frequentes somente após La Paz.
      Quisemos aproveitar o recesso forense (que são 3 semanas de folga no fim do ano), pois a viagem seria longa. Então saímos de Campo Grande/MS no dia 19/12/17, de ônibus, sentido Corumbá/MS, às 23h (passagem R$ 140). Chegamos em Corumbá às 5:30, tomamos um café na rodoviária e tomamos um táxi até a Polícia Federal brasileira para sair do Brasil e entrar na Bolívia. Esse táxi é caro, custou R$ 50 (uns 15 min de trajeto). Chegamos na Polícia Federal pelas 7h, sendo que ela abriu às 9h. Estava muito quente, Corumbá/MS tem temperaturas altíssimas (quase 40ºC), então trocados a calça pelo shorts. Na fila havia umas 300 pessoas. Desses, uns 20 no máximo eram mochileiros, o restante todos bolivianos. Só tinha 2 pessoas atendendo, então ficamos lá até umas 11h. Passada a fronteira brasileira, você vai a pé uns 100m e para no posto da polícia federal boliviana. Demorou no máximo 1h e então estávamos com nosso permisso para entrar na Bolívia.
      No Brasil havíamos tomado a vacina da febre amarela e estávamos com nossa carteira internacional de vacinação, mas, na viagem toda, que durou 16 dias, ninguém pediu. Nesse procedimento de saída, usamos somente o RG. Nossos RG’s tinham mais de 10 anos, também não teve problema. Eu levei meu passaporte, mas foi ótimo não ter usado neste dia porque, como contarei depois, na volta estávamos querendo chegar em casa o mais rápido possível e, chegamos na fronteira Bolívia/Brasil à noite, atravessamos de táxi sem passar pela aduana e tomamos o ônibus Corumbá/Campo Grande às 23:30 (algo assim). Depois nos informamos se havia problema nesta situação ocorrida e algum policial federal disse que não. Mas se eu tivesse carimbado o passaporte na ida sem o carimbo da volta, aí provavelmente eu teria mais problemas. Antes de ir ouvimos pessoas dizendo que era muito difícil fazer tudo no mesmo dia (passar pelas aduanas e tomar o trem). Mas dessa vez deu.
      Após passarmos pela aduana brasileira e boliviana tomamos um táxi para a estação do trem, que vai de Porto Quijarro a Santa Cruz de la Sierra (o antigo trem da morte). Este táxi custou somente uns 20 bolivianos (10 reais), num trajeto que durou uns 10min. Ali a pobreza da cidade já choca. Havíamos assistido à série Narcos e eu brinquei que me sentia na série.
      Chegamos na estação do trem por volta de meio dia e não havia sequer 1 passageiro lá, só os funcionários (eu imaginava que, por ser fim de ano, estaria agitadíssima). Estávamos nós dois, e mais 2 mineiros que viajavam juntos.
      O trem funciona assim: um dia sai o mais luxuoso (ferrobus – 35 dólares/140 reais), e no outro o intermediário (oriental? - 10 dólares/35 reais). Neste dia (20/12) era o dia do ferrobus às 18h. Compramos passagens numa boa, deixamos as mochilas aí com os funcionários e fomos almoçar perto. É uma região muito muito muito pobre. Almoçamos perto da estação por 12 bolivianos (6reais – arroz, feijão e carne).
      Era 14h, já estávamos sujos e, como o trem era somente 18h, fomos a um hostel quase em frente a estação para tentar tomar um banho e descansar um pouco. Cobraram acho que 50 reais pelo quarto duplo. O chuveiro estava caótico, foi difícil tomar banho (20 gotas), mas ok. Compramos água pela redondeza e fomos 17h para a estação. Havia umas 20 pessoas lá. Chegou o trem, era bonito, poltrona confortável (reclinava bastante e era bem larga), mas saiu com atraso de quase 1h. O trem só tinha 2 vagões e estava quase vazio. Tocava Talia no DVD (de uns 15 anos atrás). Todos os ônibus que pegamos daí em diante tinham essa poltrona massa (bem larga, reclina bastante), é o que eles chamam de ônibus 3 filas (2 poltronas de um lado e 1 do outro). E, da mesma forma, todos atrasam para sair (de 30min a 1h), eu ficava superestressada e reclamava bastante com eles. A viagem de trem foi agradável. Serviram um jantar por 20 bls (10 reais) com um frango delicioso (o frango deles é pequeno, tipo um galeto, de pele amarela, tipo frango caipira, é bem macio, nós adoramos), arroz e macarrão. Comemos porque não sabíamos quando comeríamos de novo, foi bom. À noite pessoas vão entrando no trem e fazem barulho, falam alto e ouvem música sem fone.
      O trem saiu “18h” de Porto Quijarro e chegou umas 10h (21/12) em Santa Cruz de la Sierra (15h de viagem). A estação onde chega o trem já é dentro da rodoviária. Então usamos el banho (banheiro) e já compramos a passagem de ônibus para La Paz, para as 14h. A viagem duraria 20h e já seria a terceira noite viajando, eu estava meio tensa. Tomamos um táxi para o centro de Santa Cruz (foi barato – 20bls), paramos num café, comemos, andamos pela praça, fomos ao mercado comprar água e comida, almoçamos no mesmo café (tipo um PF), pegamos um burguer king para levar e voltamos para a rodoviária. Tomamos o ônibus rumo a La Paz. Nesta viagem eu passei mal à tarde, tive enjoo (acho que almocei meio rápido e sem fome). Tomei remédio, coca, dormi e melhorei à noite. A Coca deles é muito boa, mais forte que a nossa, tomamos muitas na viagem.
      No meio da noite o ônibus parou num lugar muito feio para banheiro e lanche. Coisa muito simples, chão batido e molhado, comidas estranhas sendo assadas etc. Não compramos nada, fomos ao banheiro e partiu. O ônibus foi MUITO devagar e a viagem durou mesmo umas 20h ou mais.
      Chegando em La Paz (na parte alta), há muito congestionamento e demorou muito também. Aí já estava muito frio lá fora, mas dentro do ônibus fica super abafado (não ligam o ar), os vidros suam, é um horror (isso serve para todos as viagens lá rsrs). Chegando em La Paz eu senti sensação de sufocamento, falta de ar. Parecia que era o calor que estava me sufocando, até comecei a pedir que abrissem as janelas, mas era a altitude. Quase passei mal. A cidade, no primeiro momento, nos choca. É um buracão, com muitas casinhas sem reboco (ar de favela), de cara achamos feia. Chegamos na rodoviária de La Paz, trocamos dinheiro (toda rodoviária troca. Na época estava 100 dólares para 700 bolivianos, em regra. Levamos todo nosso dinheiro em dólar. Eu levei uns 400 reais também. O Pedro uns 200) e tomamos um táxi para o Hostel Copacabana, que haviam nos indicado, que fica próximo ao mercado das bruxas. Ficamos lá mesmo, era 150 bls o quarto de casal (75 reais – 38 para cada), com desajuno (café da manhã) e banho (banheiro) privativo. Banho é ducha.
      Aí tomamos um banho e fomos almoçar. A região é turística, há a rua Sagarnaga, que tem restaurantes, agências e hotéis há 2 quadras do hostel. O mercado das bruxas é uma rua cheia de vendinhas que vendem a mesma coisa (roupas e acessórios de frio, lembrancinhas, comprei tocas, luvas, cachecóis e presentinhos – tudo baratão).
      Almoçamos em um restaurante cubano na famosa rua Sagarnaga (30bls um PF de arroz, feijão, frango e banana – tava bom, feijão com tempero diferente, talvez cominho) e voltamos descansar. Em La Paz (4.300m de altitude) você sobe uma quadra de ladeira e parece que coração e pulmões vão pifar. rsrs Então você vai caminhando e descansando, sempre. Ali perto tem a igreja de São Francisco, que é bonita, e reúne muita gente todo dia em frente. No ano novo assistimos à missa lá.
      Gostamos de sentar e tomar uma cerveja e, embora a região ali seja muito turística, não há barzinhos lá, só restaurantes. Tomamos cerveja num pub inglês (The Lion King, algo assim). A cerveja é cara (chega a 32 bls), e a comida na Bolívia é muito barata (geralmente você come por 25-30bls). Ao lado do restaurante cubano (Sabor Cubano?) há uma pizzaria muito boa (Italian Pizza?), comemos lá várias vezes. Uma noite fomos ao Sol Y Luna (um restaurante/pub), o atendimento é bom, comemos o tradicional prato boliviano pique a lo macho, que leva carne, batata, cebola, pimentão, ovos, linguiça, e é bem apimentado. Nos primeiros dias eu tive azia, havia levado sachets de ENO e me ajudaram bem.
      Em La Paz, mesmo sendo verão, estava beeeeem frio (mais frio que La Pa só Cusco). A chuvinha frequente e mansa nunca foi problema na viagem (há muita gente que não recomenda a viagem em dezembro). O quarto do hostel era bem frio, eles têm cobertas boas/pesadas, mas eu passei um tanto de frio lá, em geral. Fomos com um mochilão cada, levamos mais ou menos isso: uma calça no corpo e uma na mochila, 6 camisetas, 2 casacos, boot no pé; tênis e chinelo na mochila, 1 shorts, só. Protetor solar e repelente são importantes, além de medicamentos para digestão, dor de cabeça, antiinflamatório. (Em Cusco lavamos as roupas, foi baratão, tipo 15 reais para cada).
      Em La Paz começamos a dormir mal por conta da altitude, é deitar e o nariz trancar. Compramos Vick boliviano, passávamos no nariz e boa. Tomamos chá de coca umas 3x na viagem e foi bom. Também tomamos um remédio contra altitude vendido em qualquer farmácia lá (mas não direto, imagino que tomamos somente uns 3 comprimidos na viagem toda).
      Outro detalhe marcante é que na Bolívia há muitos cachorros nas ruas; cachorros lindos, grandes, peludos, raças que não são muito comuns no Brasil; e eles não têm doenças de pele (acredito que por ser frio lá). No Peru reduz um pouco, mas também há. Na viagem devemos ter visto uns 500 cachorros ou mais. São umas graças, nos seguem. Ficam em frente aos comércios, casas; até os comerciantes têm cachorros ali. É muito comum.
      Nesta primeira tarde em La Paz fizemos essas coisinhas e fomos a uma agência ver um passeio para o outro dia. Todos falam superbem do passeio de bike; mas era o dia todo e estávamos cansados de 3 dias de viagem, abandonamos a ideia. Depois soube que era só descida. Mas, mesmo assim, não me arrependi de não ter feito. Optamos pelo Monte Chacaltaya e Vale de la Luna (sempre oferecem juntos). Não me lembro se foi 90bls para cada, acho que sim. Compramos em qualquer agência. Passam no hostel pegar, fomos de van, primeiro ao monte, subimos a 5.600 metros. O trecho de ida, que leva uns 40min, é bonito, vemos lagos e lhamas. Lá é muito frio; nesta época neva (tivemos essa sorte; nevou enquanto estávamos lá). Então podemos subir ao pico, que fica a uns 300m da base, acho. Mas é muito difícil, pelo ar rarefeito. Eu dava 10 passos e já precisava sentar. Sugeri ao Pedro de ficarmos só na metade, por sorte ele topou. rsrs Tiramos fotos lindas com a GoPro, apreciamos a paisagem e descemos. Na base há uma estação de esqui abandonada. Curtimos mais um pouco e a van voltou. Talvez 1h30 no Monte Chacaltaya. Aí a van volta para a cidade, atravessa ela toda e vai para o outro lado, para o Vale de la Luna. É um lugar lindo/impressionante, de formações vulcânicas, que antigamente ficava embaixo do mar. Você passeia por ali uns 40 min, tira muitas fotos e está pronto para vazar. Detalhes: no caminho eu cochilei, porque após o Monte Chacaltaya senti bastante estafa. E, ao contrário do frio do monte, o vale é quente e seco (impressionante). Então você deve ir com roupas frescas por baixo e casacos muito quentes por cima, e vai tirando feito uma cebola. rsrs Neste dia me queimei de sol. No caminho entre um e outro começamos a ver umas partes mais bonitas de La Paz. Adoramos o passeio. Na volta a van deixa todos na Igreja de São Francisco. Almoçamos na Italian Pizza e já fomos ver o roteiro do próximo dia, seria 24/12 (véspera de natal). Ao lado do nosso hostel havia um hotel chique com agência, então fomos ali mesmo e uma moça bacana nos vendeu a ida para Copacabana, de ônibus. Acho que foi 40bls para cada. (Detalhe: La Paz no natal e réveillon eles enchem as ruas de vendinhas e ficam trabalhando, tadinhos; senhores de idade, crianças, todos na rua). O ônibus saiu da rua Sagarnaga às 8 e fomos sentido Copacabana, passar o nosso natal. São aproximadamente 4h no total. Saindo de La Paz a paisagem já começa a ficar extraordinária. Vistas MARAVILHOSAS do Lago Titicaca; sem brincadeira, uma das coisas mais lindas que já vi na vida, deslumbrante. Você chega a um vilarejo para tomar uma balsa. Todos descem, o ônibus vai na balsa e as pessoas num barquinho beeeeem simples. A água do lago é azul marinho, mas transparente que você vê as pedras no fundo. Incrível, deslumbrante, perfeito. Então mais uns 40min de busão até Copa.
      Aí você desce do ônibus e tem umas 30 pessoas oferecendo pousada. Caímos nessa e fomos parar num hostel horripilante. Após dar o sim eu entrei em depressão. rsrs Fiquei com muito medo de falar pro Pedro que havia me arrependido, mas ele topou, avisamos que não gostamos do quarto e vazamos. Nem 30min no local. Ufa. Então precisávamos de outro hostel, almoçar, trocar dinheiro e buscar meu melhor casaco que esqueci no ônibus (socorro!).
      Uma das maiores lições que tirei dessa viagem foi: quando você já está cansado ainda vai demorar umas 3 horas, no mínimo, para você deitar na sua cama. Affe! Que trabalheira.
      Casaco recuperado, encontramos outro hostel muito simples (Hostel Sofia) e descansamos. Copacabana é muito simples. A orla é feia, um caos (ao contrário do que imaginávamos). Optamos por não ir à Isla del Sol (passeio quase obrigatório), para descansar e passar um natal tranquilo em Copa. A Igreja de lá é linda (tentamos ir à missa). Então compramos uma cerveja nas conveniências e ficamos andando por ali, conhecendo a cidade e vendo onde íamos cear. Há poucas opções. Encontramos somente uns 2 lugares legais, mas acabamos adorando o que escolhemos.
      Na Bolívia na noite de Natal comem um prato típico chamado Picana, que é um caldo ralo, com carne e um milho grande por cima. Não apeteceu. Então comemos qualquer outra coisa, bebemos e voltamos para o hostel que fechava às 23h (ninguém avisou, descobrimos na rua por sorte). Esse milho grande que eles têm lá é bem gostoso; comemos algumas vezes, sem medo de ser feliz. Outro prato típico de lá é o lomo saltado (que é carne grelhada com cebola e tomate). O Pedro comeu alpaca no Peru (a aparência é de cordeiro). Outros pratos típicos do Peru são cuy (porquinho da índia – não provamos por pena) e o famoso ceviche (provei e não gostei muito – de truta, nada de mais). Em Copa é tradicional comer truta (trucha), pescada do lago Titicaca. É gostosa como um salmão, mas comemos uma vez só; é meio pequena geralmente no prato. Ah, na Bolívia é tradicional comer saltenha também; nós já conhecíamos porque o MS faz fronteira com a Bolívia e em Corumbá tem muito. Tanto Bolívia quanto Peru possuem muitas variedades de batata (boas); prepare-se para comer muita batata; mas dá uma enjoada.
      Nessa noite o Pedro achou que ia morrer, não conseguia respirar. Passamos uns momentos de pânico e depois ficou tudo bem. rsrs
      No outro dia tomamos um ônibus sentido Cusco, com parada em Puno. Saiu de Copa pelas 13h, passa pela fronteira Bolívia/Peru (enroladinha), para em Puno e espera umas 4h e depois vai para Cusco a noite toda. Puno não estava no nosso roteiro, mas muita gente depois falou bem.
      Chegamos em Cusco de madrugada, tomamos um táxi e fomos a um hostel que haviam me indicado. Estava cheio, indicaram um ao lado, cheio também, então o taxista (espertão) indicou um lugar para ficarmos, a 4 quadras da praça das armas. Acabou sendo bom (Ccoscco House, algo assim). Era uma grande construção e uma das moradas era esse hostel, o lugar era feio, mas o hostel era ok. Com desajuno era uns 70 soles, acho. No Peru eles comem um pão muito fofo. Parece pão sírio, mas melhor.
      O café da manhã deles é: pão, manteiga, geléia e café preto (o café é muito estranho, um extrato que você mistura com água quente).
      Prepare-se para comer MUITO carboidrato e pouca proteína. Como a Bolívia é muito pobre e o Peru razoavelmente também, ovos, frios, carne são luxo. A moeda da Bolívia (bolivianos) vale a metade do real, aproximadamente. E a do Peru (soles) vale o mesmo do real, aproximadamente. Logo, o que antes era a metade do preço para nós, agora era preço cheio; logo, no Peru, você começa a gastar mais.
      Tivemos um choque também porque é raro aceitarem cartão na Bolívia. No Peru aceitavam um pouco mais, mas ainda nesse quesito o Brasil está muito bem, porque lá, em geral, é raro você usar o cartão. Nem passagem de ônibus geralmente você pode pagar com cartão. Logo, ande com dinheiro sempre.
      Cusco é maravilhosa, linda, charmosa. E muito fria, cruzes. Andamos pela cidade, conhecemos (principalmente ali ao redor da plaza de las armas) e já compramos o próximo passeio rumo ao supra-sumo “Machu Picchu” (S2). Em Cusco você já compra a entrada de MP, que custa, se não me engano, 50 dólares. O trem que leva de Ollantaytambo a Águas Calientes (cidade abaixo de Machu Picchu) geralmente custa 130 dólares. Naquele dia estava em promoção (75 dólares), mas acabou rápido. Então a única opção que nos sobrou foi: ir de van de Cusco até a hidrelétrica (aprox. 5h de van – demorou 6); aí você chega à hidrelétrica, almoça e encara 11km de caminhada até Águas Calientes, pelo trilho de outro trem. Esse é o jeito raiz. (Há um jeito mais raiz ainda de uma caminhada que dura 3 dias. Affe)
      Resumo: saímos de Cusco às 8h, pegamos muita chuva no trajeto de van (o que atrasa), chegamos à hidrelétrica pelas 14h, almoçamos e encaramos a caminhada. Nossa ida caminhando demorou 4h e me rendeu bolhas enormes nos pés. No restaurante do almoço compramos capas de chuva (5bls) porque garoava. Mas ali não é frio, graças a Deus. O percurso da caminhada é bonito e plano (quanto mais perto de AC, mais bonito). E ali a altitude é tranquila (2.600m). Centenas de pessoas vão caminhando. Se quiséssemos ir de trem da hidrelétrica até AC era 31 dólares o trecho (achamos caro). E a pergunta que todo mundo faz: e se o trem vier e me atropelar? Não acontece. Quando o trem vem todos vão para o lado e ele passa tranquilamente. Havíamos deixado parte da mochila em Cusco (no hostel guardam), mas ainda fomos com mochilas grandes.
      Detalhe: em Cusco você compra um pacote que inclui a entrada de MP, a van, o almoço na hidrelétrica, a hospedagem em AC com jantar e a van de volta. Isso sai por uns 100 dólares, se não me engano.
      Mas nós optamos por ir num dia, visitar MP no outro, dormir mais uma noite, e voltar no terceiro dia. Acho que saiu uns 20 dólares a mais, se não me engano. No fim foi uma ótima escolha, senão teríamos que conhecer MP correndo e voltar caminhando na mesma manhã. (Tivemos problema na hospedagem em AC porque a dona da pensão dizia que só havíamos pagado uma noite, quando na verdade havíamos pagado por duas noites. Foi complicado, ela causou algumas vezes – batia na nossa porta à noite, fiquei aterrorizada –, mas nós tínhamos um recibo e batemos o pé que havíamos pagado por tudo e ela que se virasse com o agente de Cusco – Chino – que era um cara bem enrolado. Quase perdeu meu permisso.)
      Chegamos a Águas Calientes pelas 19:30. Exaustos. A única coisa que queria era ir pro hostel. Mas, Débora, você está muito ingênua. Nos orientaram a chegar a AC e procurar a praça central. Lá fomos. Espera daqui, espera dali, um frio do cão se instalando, e você deve aguardar até seu guia chegar gritando seu nome. Cara, é aventura mesmo. Aproveitamos para tomar umas cusqueñas na praça enquanto isso. A guia chegou, nos levou para jantar e explicou que quem quisesse subir a MP de ônibus deveria comprar já, porque fechava 21:40. Então lá fomos nós. Bolhas nos pés, cansaço, peso, frio, mas ok. Já fomos decididos a não subir a MP à pé. Este ônibus, que sobe e desce várias vezes durante o dia custa 26 dólares o trecho. (É caro. Mas subir à pé é para os fortes. E, conforme um amigo disse, consertar o joelho depois sai mais caro ainda rsrs)
      De ônibus você leva meia hora; à pé talvez 1h30m (depende do ritmo). Mas não é caminho, é escada, só escada. É a própria escada usada pelos incas que habitaram MP. Quando você vai entrar no parque em MP você vê os pedestres chegando. É emocionante. Estão acabados, suados, vermelhos, exaustos, mas com cara de felicidade. Pedro e eu não aguentaríamos.
      Outro detalhe: Machu Picchu tem duas visitações durante o dia – ao comprar eles colocam você ou no turno da manhã ou no da tarde. O nosso foi da manhã. Então você precisa entrar em MP com um guia às 6:15. A fila do ônibus começa na rua às 4. O pessoal do micro-ônibus começa a checar os ingressos às 5. O ônibus começa a partir às 5:30. Resultado: nesta noite dormimos da meia noite às 3:20; e eu dormi de cabelo molhado, num frio de rachar (no dia mais importante, óbvio, ele não estava legal). Conseguimos ir no segundo ônibus. Neste dia foi punk pro Pedro; ele só conseguiu acordar de fato ao entrar em MP. É punk mesmo (para mim também foi). Quando entramos no ônibus, o Pedro tirou um cochilo e eu me emocionei. Não acreditava que havíamos conseguido chegar até ali, que enfim eu ia realizar o sonho de conhecer aquele lugar. Foi demais.
      Entramos em MP e a primeira volta você faz com um guia, que dura umas 2h. MP é impressionante de linda. As montanhas são muitas e altíssimas, e os vales são muito profundos. A paisagem chegando em MP já é muito peculiar e específica.
      Nesta primeira volta nós tiramos algumas fotos, mas eu quis prestar atenção mais no guia; pois poderíamos retornar em uma segunda volta e tirar mais fotos. Mas acabamos nos arrependendo, porque não queríamos dar uma segunda volta. rsrs Cansa.
      Eu imaginava que eu ia gostar de passar o dia todo em MP. Mas pelas 11 já estava suficiente e até eu quis ir embora. rsrs Levamos água e lanches, porque lá é precário. Dentro do parque não há banheiros ou estrutura de lanchonete, só antes de entrar no parque, e mesmo assim dizem ser caro pra caramba (o lanche). O banheiro é ótimo lá fora.
      Em MP estava frio de manhã (na tomada do ônibus etc), mas durante o dia ficou até que calor (daria para ficar de camiseta). Ah, a paisagem fica meio nublada (não são aqueles dias limpos do inverno), mas achamos que isso não interferiu na beleza do lugar e na experiência. Neste dia (apesar de somente visitarmos o parque) andamos uns 5km. No dia anterior uns 15km e no próximo também. Ou seja, nesta viagem anda-se muito.
      Voltamos a Águas Calientes, almoçamos e descansamos. Em AC você já pode usar mais cartão, há um café expresso aqui e ali (porque antes não havia); mas quiseram nos cobrar (e cobraram) 20% de taxa para usar o cartão. Absurdo. AC é um vilarejo bem charmoso e ali comprei uns colarzinhos de prata para levar de lembrança (colar e pingente saem uns 60 reais cada).
      Dormimos cedo neste dia porque estávamos exaustos e no outro dia haveria a caminhada de volta. Acordamos 8h, arrumamos a bagagem e vazamos. A caminhada de volta foi bem mais tranquila que a de ida. (Talvez porque já estivéssemos preparados psicologicamente) Fizemos em 2h, porque queriamos acabar logo com aquele sofrimento rsrs. No caminho encontramos um casal conhecido de Campo Grande/MS. É mole? Chegamos na hidrelétrica pelas 11, almoçamos no mesmo restaurante e aguardamos a van para voltar, que só sai umas 15h. Enquanto esperávamos a van fui picada por muitos pernilongos, foi bem ruim, picavam por cima da roupa (meu repelente havia deixado em Cusco). Na região da hidrelétrica é floresta amazônica no Peru, então é meio quente e úmido durante o dia.
      Tomamos a van e voltamos a Cusco, chegando à noite. No outro dia queríamos tomar o ônibus rumo a La Paz. Cedo arrumamos as coisas e saímos rumo à rodoviária de Cusco. Só havia ônibus para La Paz às 20h. Então deixamos a mochila na empresa do ônibus e voltamos ao centro, almoçamos, andamos, conhecemos uns mercadinhos, ficamos na praça, entramos num Starbucks usar a internet e tomar um café e voltamos tomar o ônibus (não acharam a mochila do Pedro – pensamos que haviam trocado, mas após 5min de tensão achamos). Em Cusco há nos mercadinhos uns produtos bons, importados, como não temos no Brasil. Mas, em geral, os mercadinhos são simples (tanto na Bolívia quanto no Peru). Outro detalhe é que em Cusco, na praça central (das armas), há umas crianças vestidas tradicionalmente carregando filhotes de alpacas para os turistas tirarem fotos. Somos contra essas coisas, mas como passamos muito tempo na praça nesse dia, quando assustei estavam elas perto de nós e colocaram a alpaca no meu colo. Tiramos umas fotos com elas (ficaram lindas) e demos umas moedas. A pobrezinha da alpaca só tinha 1 semana, chupou nosso dedo, morremos de dó. De Cusco a La Paz você passa pela aduana boliviana (umas 3h na fila sob o sol escaldante - sofrido). Chegamos em La Paz para passar o revéillon (31/12) e, para nossa surpresa, não havia ônibus para Santa Cruz no dia 1º, só no dia 2 às 13h e só no dia para comprar a passagem. Ficamos meio tristes porque não estava no roteiro perder um dia em La Paz na volta. E, além de tudo, era um dia em que praticamente nada abre, portanto nem poderíamos fazer um passeio ou algo assim. Mas ok.
      Fomos à missa na noite de 31/12 na Igreja de São Francisco e depois fomos na nossa pizzaria favorita passar o revéillon (italian pizza). Mas bateu a deprê porque só havia umas duas mesas ocupadas lá (nosso réveillon ia ser uma derrota rsrs). Então pelas 21h uns amigos do Pedro que estavam na cidade nos chamaram para ir no Hostel Lóki para passar a virada, pois lá haveria uma festa aberta a não hospedados no Lóki. Fomos. Estava SUPER legal. Uns 400 estrangeiros, música boa, bebida, animação, foi muito legal. Salvou nossa noite.
      No dia 1º saímos dar uma andada pela cidade e conhecemos uma parte mais bonita. Na avenida da igreja São Francisco, abaixo, há bastante docerias, gelaterias, fast foods, valeu a pena ter conhecido, porque ficamos um pouco assustados com a pobreza da região em que nos hospedamos (mercado das bruxas).
      No outro dia o Pedro foi bem cedo à rodoviária garantir as passagens do ônibus de Santa Cruz, que sairia às 13h. Chegamos cedo a Santa Cruz (no outro dia de manhã), tomamos café e já tomamos o ônibus para Porto Quijarro (fomos de trem e voltamos de ônibus, que é bem mais rápido). O trem dura 15h, o ônibus umas 6h. Um amigo teve azar nesta volta e o ônibus quebrou etc. Nós tivemos sorte, foi rápido e no fim da viagem a paisagem é bonita (já é pantanal). Mas não há lanchonetes no caminho (levem lanche/água). Chegamos a Porto Quijarro umas 20h, tomamos um táxi para Corumbá/MS e ao chegar na rodoviária compramos passagem para Campo Grande/MS às 23h acho. Neste ponto que disse que, se tivéssemos que passar pela aduana para sair da Bolívia e entrar no Brasil teríamos que dormir ali e esperar o outro dia. Como eu estava com muita pressa de chegar em casa, assumimos o risco para talvez termos que resolver isso depois, mas acabou não tendo problemas. Chegamos em CG às 6h da manhã, enfim em casa, após 16 dias.
      No fim das contas acho que gastamos cada um uns R$ 2.500,00 nesta viagem de 16 dias, contando tudo. Todos os preços e nomes de lugares são referentes a dez/2017.
      Todos os transportes atrasam. Eu dava uma causada.
      Valeu a pena? Muito. Foi inesquecível. Durante a viagem não tivemos a real noção do quanto foi legal (gostamos ‘médio’), mas hoje nos lembramos de tudo com muito carinho e saudade.
      Voltaríamos? Provavelmente não. Uma vez na vida está ótimo. Mas ficou a vontade de conhecer o salar Uyuni e o deserto do Atacama, para uma próxima oportunidade.
      Para os amigos indicaríamos ir de avião conhecer La Paz, Copacabana, Puno (que acabamos não conhecendo), Cusco, Águas Calientes/Machu Picchu. Como fomos pelo meio terrestre, não sentimos tanto a altitude; não sabemos como é quando se vai de avião. Também não conhecemos Sucre, que é a capital política da Bolívia e dizem ser legal.
      Indicamos que alguns passeios sejam cortados do roteiro sempre que o viajante estiver muito cansado. É bom avaliar as prioridades, caso contrário, fica estressante demais.
      Esperamos que este relato de viagem seja útil e/ou inspire alguém. =)
    • Por rodrigovix
      Índice do Relato (clique na página para ir direto ao capítulo)
      Capítulo 1: Preparativos [Pag. 1] 
      Capítulo 2: Do sonho até lá. [Pag. 5]
      Capítulo 3: Bangkok, tempestade e a corrida contra o tempo. [Pag. 5]
      Capítulo 4: Roby, o motorista mais gente boa de Bali. [Pag. 7]
      Capítulo 5: Templos e praias de Bali, a ilha mágica. [Pag. 7]
      Capítulo 6: Os templos de Ubud, o coração cultural da ilha. [Pag. 8]
      Capítulo 7:
      Capítulo 8:
      Capítulo 9:
      Capítulo 10:
      (continua...)
      Quer conferir algumas fotos da viagem e ainda ser informado quando tiver capítulo novo?
      Então segue lá no instagram @queridopassaporte
      Faaala, meu povo!
      Cá estou eu novamente retribuindo tudo o que esse fórum sempre me proporciona. É com prazer que dou início a mais um relato buscando compartilhar o máximo possível de informações e de experiência de viagem com a comunidade mochileira.
      Há três anos, fiz meu primeiro mochilão, percorrendo o clássico roteiro da América do Sul (Bolívia, Chile e Peru), e postei o relato aqui no fórum. Confesso que não tinha noção da proporção que esse relato viria a tomar, e de como ele me apresentou tanta gente do bem e inspirou tantas outras histórias bonitas por aí.
      Para quem ainda não viu, vou deixar o link aqui, ó: 
       
      Agradecimentos
      Eu não poderia dar sequência sem antes agradecer a todo mundo que me ajudou com as informações que me permitiram fazer o roteiro do jeito que eu sempre quis. São muitos nomes:
      Meu parceiro @Tanaguchi que, com seus dois incríveis relatos pelo Sudeste Asiático (veja aqui e aqui), em muito me ajudou nesse planejamento. Aliás, ele também me ajudou com o relato pela América do Sul. Vai seguindo tuas viagens que eu vou te acompanhando, jovem! Hahaha
      Outro grande agradecimento vai pra minha parceirona @Maryana Teles, dona do Vida Mochileira (clica aqui pra conferir o Blog dela, aproveita pra segui-la no Instagram, no YouTube e participar do grupo no Facebook). A Mary sempre foi uma pessoa alto-astral, generosa, autêntica, e que me ajudou muito com as postagens dela sobre a Tailândia. E também me deu aquela força na divulgação do @queridopassaporte durante minha viagem haha. Valeu, Mary! #tamojunto sempre.
      Foi a Mary que me indicou outro cara que também tenho que agradecer, meu xará Rodrigo Siqueira, do TravelerBR, principalmente por indicar o melhor barqueiro de Koh Phi Phi (mais detalhes nos capítulos finais do relato haha). Rodrigo também é referência em mergulho de cilindro por lá, e o barco da empresa dele tá sempre lotado de brasileiros. Não deixe de conferir o site e o instagram dele. 
      E, por fim, agradecer a dois estrangeiros camaradas: o Jackson Groves, do Journey Era, e a Justine, do Travel Lush. Seja pelas matérias nos blogs ou respondendo os meus directs, me ajudaram muito com informações principalmente a respeito de Nusa Penida, em Bali, pois quase não se achava site brasileiro com informação detalhada sobre esse lugar na época em que eu estava pesquisando.
      Ufa! É isso. Claro que mais pessoas me ajudaram, direta ou indiretamente, mas fica aqui meu agradecimento de forma geral.
       
      A viagem
      Essa viagem seria feita originalmente em novembro de 2016. Mas meu namorado e fiel parceiro de boletos, aventuras e repete-essa-foto-até-ficar-do-jeito-que-eu-quero Antenor recebeu uma proposta de emprego e mudou de empresa e, com isso, lá se foram as férias planejadas. Tivemos que esperar o ano seguinte, mas o sacrifício valeu a pena. Daí vocês já imaginam a expectativa que foi quando finalmente embarcamos nessa viagem no final de 2017, né? Spoiler: foi a viagem dos SONHOS!
       
      O Roteiro
       

      O roteiro mudou muitas vezes desde quando comecei a pesquisar essa viagem, há dois anos. No começo, ficava ali por Tailândia, Myanmar, Laos, Camboja, Vietnã… Mas aí depois veio Bali... Aí depois veio Singapura… Aí depois veio Filipinas... A TENTAÇÃO NÃO TINHA FIM! Era uma descoberta atrás da outra. Não havia tempo pra tudo, infelizmente.
      Fechamos, então, Indonésia (Bali), Singapura e Tailândia. Talvez não fosse o roteiro mais prático, mas também nada difícil de ser feito, principalmente considerando os voos low-cost dessa região e a época propícia em que estávamos viajando (mais detalhes logo abaixo na parte “Quando ir?”).
      O roteiro ficou assim:
      11/10/17: Vitória (VIX) x São Paulo (GRU) 
      12/10/17: São Paulo (GRU) x Addis Ababa (ADD)
      13/10/17: Addis Ababa (ADD) x Bangkok (BKK)
      14/10/17: Bangkok (DMK) x Bali (DPS)
      Indonésia (Bali)
      15/10/17: Uluwatu
      16/10/17: Ubud
      17/10/17: Ubud
      18/10/17: Ubud x Nusa Lembongan
      19/10/17: Nusa Penida
      20/10/17: Nusa Penida
      21/10/17: Nusa Penida
      22/10/17: Nusa Penida x Kuta
      23/10/17: Bali (DPS) x Singapura (SIN)
      Singapura
      24/10/17: Singapura
      25/10/17: Singapura
      26/10/17: Singapura
      27/10/17: Singapura (SIN) x Bangkok (DMK)
      Tailândia
      28/10/17: Bangkok
      29/10/17: Bangkok
      30/10/17: Bangkok
      31/10/17: Bangkok (DMK) x Chiang Mai (CNX)
      01/11/17: Chiang Mai
      02/11/17: Chiang Mai
      03/11/17: Chiang Mai
      04/11/17: Chiang Mai
      05/11/17: Chiang Mai x Bangkok, Bangkok (DMK) x Krabi (KBV)
      06/11/17: Railay Beach
      07/11/17: Railay Beach
      08/11/17: Railay Beach x Koh Phi Phi
      09/11/17: Koh Phi Phi
      10/11/17: Koh Phi Phi
      11/11/17: Koh Phi Phi
      12/11/17: Koh Phi Phi
      13/11/17: Koh Phi Phi x Krabi, Krabi (KBV) x Bangkok (DMK)
      14/11/17: Bangkok
      15/11/17: Bangkok (BKK) x Addis Ababa (ADD) x São Paulo (GRU) x Vitória (VIX)
       
      Quando ir?
      Essa pergunta é muito importante. Planejar uma viagem ao Sudeste Asiático sem levar em consideração a época do ano é bem arriscado. As estações se resumem basicamente em Seca e Molhada. Quando eu digo seca, é quente pra burro. E quando eu digo molhada, é daquelas chuvas torrenciais cinematográficas (as famosas monções).
      Bom, eu poderia gastar alguns parágrafos aqui descrevendo as probabilidades climáticas de cada mês em cada um dos três países que eu visitei, mas, como eu sou um cara muito gente boa, montei uma tabelinha mais lúdica pra facilitar a pesquisa.
      Lembrando que essas informações são PROBABILIDADES. Sabemos bem como o clima pode nos surpreender. Você pode ir num mês cuja probabilidade é de chuva e pegar um belo dia de sol, como pode ir numa época típica de sol e pegar dias de chuva. Não é uma ciência exata.
      Indonésia (Bali)

      De maio a outubro é a “estação seca”, bons meses pra se visitar Bali. Abril e novembro também são boas opções, mas ainda são meses de transição entre as estações. Se puder evitar dezembro, janeiro e fevereiro, evite, pois tende a chover mais. Mas nada que vá atrapalhar sua experiência de viagem caso esses sejam os únicos meses disponíveis.
       
      Singapura

      Singapura já possui um clima mais equilibrado, com chuvas bem distribuídas ao longo do ano. Costuma-se ter mais dias de chuva em novembro, dezembro e janeiro. O mês com menos chuva é fevereiro. Mas não é nada que seja uma diferença absurda. Apenas tenha em mente que qualquer dia pode chover, mas que isso não vai estragar o seu passeio.
       
      Tailândia

      Tailândia é o país que mais respondemos “depende” quando a pergunta é “quando ir?”. Isso porque cada parte do país (região central, como Bangkok; região norte, como Chiang Mai; região da costa oeste, banhada pelo Mar de Andamão, como Phuket, Krabi e Koh Phi Phi; e região da costa leste, banhada pelo Golfo da Tailândia, como Koh Sami e Koh Tao) possuem calendários climáticos específicos. De uma forma geral, costuma-se dizer que os melhores meses são janeiro e fevereiro (dezembro, também, dependendo das praias que você queira ir), e os piores meses são de maio a outubro.
       
      O que levar?
      O Sudeste Asiático é quente, muito quente. Mesmo em época de chuva, são raros os momentos em que você precisará de roupa de frio. Em 99% do tempo você vai desejar ser invisível pra poder andar sem roupa e entrar nos estabelecimentos só pra ficar no ar condicionado. Pra não dizer que não levei roupa de “frio”, eu levei uma camisa segunda pele só porque no meu roteiro estava previsto uma visita a uma região bem alta no norte da Tailândia, e lá costuma fazer um “friozinho”. Morreria se não tivesse levado? Não, daria pra aguentar. Mas vai de cada um.
      Meu vestuário foi, na maior parte da viagem, camiseta, bermuda e chinelo. Levei um tênis pra usar nos locais em que se exige sapatos fechados, e também para andar em Singapura, que é uma cidade mais “arrumadinha” e eu ia bater muita perna. Calça eu levei só para os voos internacionais e para entrar em estabelecimentos que pediam esse tipo de vestuário. Na região das praias, era sunga, bermuda e chinelo o tempo todo. Resumindo: FÉRIAS, em maiúsculo.

       
      Equipamentos
      Eu sou um apaixonado por fotografia. Gosto de estudar, praticar e considero quase uma segunda profissão. Mas uma das perguntas que mais recebo é “adorei suas fotos, qual é sua máquina?” hahaha. Poxa vida. Não vou ser hipócrita em dizer que equipamento não faz diferença, porque ajuda. Mas a maior parte do resultado das fotos vem do olhar, do estudo de luz e sombra, composição, pós-edição, etc. Fora os perrengues que a gente passa pra conseguir uma foto. Mas sempre vale a pena.
      De toda forma, deixo aqui a lista dos equipamentos que levei. Foi uma mochila só com eles. Algumas das fotos foram feitas com o próprio celular (na época da viagem, um Samsung Galaxy S7).
      Câmera Nikon Dx D5300
      Lente Nikkor 18-55mm f/3.5-5.6
      Lente Nikkor 35mm f/1.8
      Lente Sigma 10-20mm f/4-5.6
      Tripé 60-170cm
      GoPro HERO5 Black
      GoPro Dome 6’’
      Spray repelente de água
      Bastão GoPro 3 Way
      Bastão Flutuador GoPro
      Carregador triplo + 2 baterias extras GoPro
      Maleta de acessórios GoPro
      Filtro de linha com 6 tomadas e 2 entradas USB
      Adaptador de tomadas
      Quem sabe na próxima eu já arrumei um drone? haha
       
      Precisa de visto?
      Para todos os casos dos três países visitados (e basicamente para a maioria dos países), é necessário passaporte com pelo menos 6 meses de validade restante e apresentação do Certificado Internacional de Vacina contra a Febre Amarela. 
      Abaixo, alguns dos requisitos que eu obtive dos sites da Embaixada do Brasil em cada país.
      Indonésia
      O visto de turismo não é necessário para visitas de até 30 dias. Já o visto de negócios é exigido, e pode ser obtido na chegada ao país, válido por 30 dias e prorrogado por mais 30 dias.
      Singapura
      Singapura não exige visto para entrada de brasileiros no país, caso permaneçam até 30 dias. Nesse caso, é concedido um “visitor pass”.
      Tailândia
      Não é necessário visto para os brasileiros ingressando na Tailândia para turismo ou negócios, com permanência limitada a 90 dias.
      Atenção! O porte e o tráfico de drogas são severamente punidos pelas legislações desses países, até com pena de morte. Mesmo o porte de quantidades mínimas pode ser punido com muitos anos de prisão.
       
      Documentos
      Sempre levo uma pastinha dessas transparentes e maleáveis com todos os principais papéis que preciso carregar, tais como:
      Cartões de embarque:
      Estão sempre salvos no e-mail e no celular, mas não custa nada ter um back-up impresso guardado com você. Sou do time #menospapel, mas, estando do outro lado do mundo, precaução extra nunca é demais.
      Comprovantes, ingressos, reservas, etc:
      Todas as reservas, compras e ingressos que eu tenha comprado previamente (o que se faço caso não me represente nenhum aumento de custo, ou caso seja necessário, pois prefiro comprar e reservar tudo na hora).
      Certificado do Seguro Viagem:
      Nunca, eu hipótese alguma, viagem sem um Seguro Viagem. É como andar de carro sem seguro. Um risco constante de adoecer ou precisar de assistência médica e ter que gastar centenas ou milhares de dólares do próprio bolso. Acreditem, eu precisei usar nas últimas duas viagens internacionais que fiz. Então, faça sua cotação, sua pesquisa, entre em contato com a operadora do seu cartão de crédito, ou o seu banco, qualquer coisa, mas não viagem sem.
      Cartão Internacional de Vacina (ANVISA):
      É importante ter o seu Cartão Internacional de Vacina para comprovar que foi vacinado contra a Febre Amarela. Se em países como a Bolívia, onde é obrigatório, eles quase nunca te pedem, na Tailândia, por exemplo, é obrigatório apresentar antes mesmo de sair do aeroporto. Não esqueça o seu. Para fazer o seu Cartão Internacional, basta entrar no site da ANVISA, fazer o cadastro prévio, depois ir até uma agência deles, levar seu cartão de vacina em que comprova que foi vacinado contra a febre amarela e pronto, eles emitem o seu Cartão Internacional.
      Nota fiscal dos equipamentos fotográficos:
      Eu sempre procuro levar, ainda que meus equipamentos sejam considerados de “uso turístico” e não precisam ser declarados. Entretanto, nunca se sabe quando você será confrontado por um agente policial questionando a procedência daqueles itens. Então, por precaução, eu levo. Mas nunca me pediram.
      Todo e qualquer papel que você receber durante a viagem:
      Vá guardando tudo o que você receber, principalmente em aeroportos, hotéis, agências, etc. Nunca se sabe quando você irá precisar daquele comprovante. É muito comum ter que apresentá-los nos trâmites de entrada e saída de alguns países.
       
      Como levar o dinheiro?
      Há muitos que optam por levar o cartão para saques nos ATMs, ou então só usar o cartão de crédito, por uma questão de segurança. Eu levo tudo em dinheiro (dólares, geralmente) e deixo as notas num money belt, aquelas doleiras em forma de cinto que a gente usa por dentro da roupa. É ali também que eu guardo o meu passaporte, sempre comigo. Não tiro o money belt para nada. Os únicos momentos que tirava era quando ia entrar no mar, mas ou eu estava num barco privado e minhas coisas ficavam em segurança, ou então eu deixava tudo no cofre do hotel e só saia com o dinheiro necessário para o dia. Nesses países é bem raro ser assaltado, mas o furto é algo comum. Então fique sempre muito atento aos seus pertences para não dar o azar de ser furtado.
      Obviamente, também levo um cartão de crédito para emergências. Mas nunca o deixo junto de onde guardo o dinheiro, justamente para não correr o risco de perder tudo de uma vez só. O mesmo vale para as chaves reservas dos cadeados, se este for o seu caso (eu uso mais o cadeado de código). Sempre guarde a chave reserva num lugar separado.
       
      Finalizando...
      Bom, acho que é isso. No próximo capítulo eu darei início à saga do voo internacional, falo das passagens, de como e por quanto comprei, questões de fuso horário, jet lag, etc.
      Então, até breve!
       
      Próximo capítulo: Do sonho até lá.
×