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Morte de Gabriel Buchmann serve de alerta

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:arrow: FONTE: Webventure

http://www.webventure.com.br/montanhismo/conteudo/noticias/index/id/26444

 

Morte de Gabriel Buchmann serve de alerta para cuidados que se deve tomar em uma montanha

 

A morte do brasileiro Gabriel Buchmann, no Monte Mulanje, no Malauí (saiba mais), abre uma discussão para perigos reais que se pode encontrar em qualquer montanha, principalmente no Brasil, onde há regiões muito freqüentadas que possuem clima e altitude semelhantes ao local que o brasileiro estava.

 

A causa apontada da morte de Gabriel foi hipotermia, que é a diminuição da temperatura corporal. Porém, isso pode não ser a única causa. “Pode ser que os legistas tenham feito um diagnóstico de exclusão. Eles não encontram mais nada e acharam que o individuo pode ter chegado a exaustão, parou, esfriou e morreu”, disse o Dr. Clemar Corrêa, especialista em neurocirurgia e medicina esportiva, e uma das maiores autoridades em medicina de provas de aventura no Brasil.

 

Segundo o médico, “qualquer pessoa que morrer em uma montanha, vai ter sinais de congelamento. Nesse altura não há edema cerebral de altitude, nem edema pulmonar de altitude, pois isso só acontece acima dos 7.000m de altitude”. O ponto culminante do Sapitwa, onde o brasileiro foi encontrado, tem 3.002m.

 

Amigos do brasileiro também questionam as causas da morte, e descrevem Gabriel como uma pessoa precavida, que sempre saia de casa com os equipamentos necessários. “A dificuldade não é a escalada, e sim, estar em um ambiente natural sem abrigo, sem roupa adequada, barraca, calçado. O homem é muito fraco para as forças da natureza. Tem que se resguardar ao máximo. Cabe a cada um se avaliar”, afirma o montanhista brasileiro Rodrigo Raineri. “Em alguns casos, um dos sintomas de hipotermia é a pessoa sentir calor e tirar peças de roupa”, comenta.

 

Raineri, que já chegou ao cume do Monte Everest, montanha mais alta do mundo com 8.845m, alerta para os perigos em qualquer ambiente natural. “Não podemos subestimar as forças da natureza. Por mais que se faça um planejamento, esteja organizado, pode-se ter problemas”, diz o montanhista. “Se não tem muita experiência, tem que colocar um limite mais baixo. Claro que sempre tentamos empurrar o limite, mas temos que saber a hora de voltar”, analisa.

 

Montanhas brasileiras - O Brasil possui diversos locais com altitudes próximas ao Monte Mulanje, onde o brasileiro foi encontrado morto. Um dos principais locais é o Parque Nacional do Itatiaia, onde se localizam a Pedra da Mina (2.798m) e o Pico das Agulhas Negras (2.792m). A Serra da Mantiqueira, que também compreende essa região, tem mais de 2.500m. “Já aconteceu de muita gente morrer na Mantiqueira por causa de frio. Mesmo no Itatiaia, pessoas botaram fogo no parque, pois haviam se perdido e fizeram fogueira para se esquentar”, relembra Rodrigo.

 

“O ambiente, mesmo que pareça seguro, é agressivo. O Sol mata de hipetermia e desidratação; o frio mata de hipotermia. Temos que ser humildes, pois a natureza é implacável”, diz Raineri.

 

Localizado na Serra do Imeri, Amazonas, o Pico da Neblina é o ponto culminante do Brasil, com 2.993m.

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Alguem sabe qto de experiencia esse maluco tinha? Me parece q isso ate poderia de maneira fortuita acontecer a qquer um de nos, mas tenho a sensacao q o cara vacilou. Opinioes?

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Alguem sabe qto de experiencia esse maluco tinha? Me parece q isso ate poderia de maneira fortuita acontecer a qquer um de nos, mas tenho a sensacao q o cara vacilou. Opinioes?

 

Me parece que ele tinha "alguma" experiência em trips, assim como qualquer pessoa sem pretenção de ser escalador mais que curte a coisa. Ele não tinha experiência em escalada tecnica, mas já havia subido algumas montanhas, nada de grande dificuldade. A montanha era fácil e não tinha grande altitude mas o lance foi que ele se perdeu e morreu de frio de noite, como ele só pretendia fazer um ataque e retornar não deveria estar com roupas, barraca nem nada. Pra acabar de fuder com tudo dispensou o guia, é aquela coisa, o ser humano paga o preço por suas atitudes, nem vou criticar, nem vou bombardear o defunto, mas falta em alguns "aventureiros" humildade. Eu NÃO dispenso guia em muitas situações, mas tem gente que se garante....

 

Na chapada por exemplo já vi muitos e muitos se fuderem, se perderem e depois ficarem como bebês chorões perdidos no mato. Eu não suporto a sensação de andar hora após hora, sem saber se estou certo ou errado, mas pra muitos essa é a aventura.

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vc só pode ir leve como se fosse prum ataque se conhecer muito bem o local.

 

eu não gosto de guias, mas costumo ser neurótico com algumas coisas: levo sempre comida pra um ou dois dias a mais do planejado, isqueiros e fósforos embalados em filme plástico (sempre 3 isqueiros e 2 caixas de fósforos, cada um em um lugar diferente), uma lanterna pequena sempre no bolso, canivetes muitos, dois sacos de lixo de 100 litros cada: dá pra fazer vbivaque, dá pra substituir uma capa de chuva rasgada, esquentar os pés e etc.

já me perdi, mas não me desesperei. mas eu tenho quase 40 anos e me lembro de entrar no mato desde uns 8 ou 9 anos.

 

a inadequação do equipo (principalmente o de emergência) e o planejamento mal feito são os maiores causadores de tragédias em trilhas. hoje em dia, com a miniaturização dos equipos e tb a sua leveza, é cada vez menor o número de desculpas pra não se levar algo. sem isolante, eu tenho um equipo que ocupa menos de 3 litros de volume e posso levar até em pochetes: saco de dormir, rede e toldo.... há 20 anos seria impossível isso.

 

a outra coisa que falta a humildade, não como o leo citou, mas a outra humildade que falta pra dedéu em um zilhão de trilheiro: a de voltar e desistir da coisa. o povo calcula errado horário pra dedéu, e não pensa que tem o caminho de volta. isso é problema até no everest, que é famoso pelos problemas climáticos, imagina o que não ocorre por aí sem maiores consequências, mas que as pessoas ficam a um passo de uma desgraça.

 

lá no PP o dílson, dono da fazenda pela qual vc passa pra chegar ao pico paraná, coleciona histórias de hipotermia (felizmente sem morte) e de resgates feitos. não que o povo se perca (aquilo é uma avenida, difícil se perder) mas calculam muito mal o horário. elke pergunta se tão levando o que precisa, o povo diz que sim depois ligampro celular pedindo ajuda: sobem sem levar um agasalho, por exemplo. ou estão exausta demais pra tomar atitudes racionais: planejaram errado o desempenho.

 

o Beck, na revista dele (aventura jah, nº 1, p. 77) num quadrinho sobre arrumar mochilas coloca:

 

"E se vc pretende dar um mero passeio de um dia, além da máquina fotográfica, lanche, toalha e roupa de banho, não se esqueça de enfiar na sua mochilinha 10 itens esesnciais: roupa extra ou abrigo de chuva, um lanche de emergência, um plástico no qual se enrolar, canivete, isqueiro, cantil, lanterna, mapa, bússola, estojo de primeiro socorros, e apito - na verdade, onze... e mais pilhas extras para lanterna. Claro que você pretendia estar de volta antes da noite, mas nas montanhas muita coisa errada pode acontecer; e é preciso estar prepaparado para o pior."

 

quem leva o plástico pra se enrolar e as roupas extras, o lanchinho extra? 99% não faz isso. se vc se enrola num saco plástico, já diminui a chance de hipotermia em temperaturas como essas. se tiver com um coverto de emergência então, diminui mais ainda. dois cobertores de emergência grudados com silver tape fazem um ótimo saco de dormir de emergência. te salva a vida.

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Ogum, não penso diferente de você em relação a humildade. Estou preparando um relato que contempla estas duas questões que você falou: humildade pra poder desistir, voltar atrás, abortar enfim uma trip que você está vendo que vai dar merda e a questão da "sobrecarga" em função de uma segurança maior. Eu posso fazer uma trilha de 30 minutos, mas eu vou prevenido sempre. Sempre!

Em relação ao guia, leia-se alguém que comprovadamente saiba o caminho de verdade, também não curto pagar pau pra um gua qualquer, ficar dependente, etc. Mas não abro mão numa trilha que não conheço.

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leo, tem trilhas e trilhas.

 

algumas são de navegação difícil, eu tô a 2 anos me preparandopra fazer petrô-terê sem guias, pela primeira vez. mas cá entre n´so, tem gente que não tem essa paciência. quando fui fazer o PP a primeira vez, tinha levantado tanta info, que fiz grande parte da trilha de noite. cometí um único erro, mas que muita gente comete tb de dia. eu tinha estudado tanto a coisa que parecia que andava num local conhecido.

 

claro, há graus e graus de orientação. o hendrik reclama que se perde com mapa, búyssola e gps, consegue sempre ir pro lado errado. eu, do meu lado, já me apelidaram de pombo.

 

agora, que esse rapaz deve ter se exaurido e aí sim ter tomado as decisões erradas que calharam na morte, isso pra mim é certeza.

 

tem trilhas e trilahs, equipos e equipos, preparo físico e preparo físico. quando a pessoa está exausta ela faz merda. é fato. isso é oq ue explica 90% de casos de problemas em barracas: barracas mais complicadas sofrem quando o trilheiro vai montar, exausto de tanto andar. éo momento onde se rasgam barraca sou se criam condições pra isso.

 

tb é a hor ados acidentes com os fogareiros: fogareiros mais complexos requerem mais atenção, e o cara tá exausto e com fome....

 

exaustão leva a erros, e nesse caso os erros levaram à morte, mais ou menos o que aconteceu quando um moleque se perdeu lá na região do PP. foi o único caso de morte registrado por lá. mas foi uma sucessão de erros que levou o moleque a morrer. a 3 metros duma trilha...

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acabei de ver no fantastico q o cara ja tinha ido pro everest e pro kilimanjaru. Morreu com roupas e parece q tinha nocao. O lance foi q baixou a neblina e ele se perdeu. Aparentemente eh bem turistico e nao tem muito segredo no caminho. Ele deve ter sido displicente em nao marcar o caminho de volta, ja q qdo chegou no cume o tempo estava totalmente aberto. Se perdeu e morreu de frio.

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acabei de ver no fantastico q o cara ja tinha ido pro everest e pro kilimanjaru. Morreu com roupas e parece q tinha nocao. O lance foi q baixou a neblina e ele se perdeu. Aparentemente eh bem turistico e nao tem muito segredo no caminho. Ele deve ter sido displicente em nao marcar o caminho de volta, ja q qdo chegou no cume o tempo estava totalmente aberto. Se perdeu e morreu de frio.

 

pelo jeito nem levou uma bussolazinha.... vc vê de que direção ta vindo pra saber por onde voltar... nem precisa ter correção de declinação, é pra te orientar sem mapa.

 

é, foi displicente mesmo....

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acabei de ver no fantastico q o cara ja tinha ido pro everest e pro kilimanjaru. Morreu com roupas e parece q tinha nocao. O lance foi q baixou a neblina e ele se perdeu. Aparentemente eh bem turistico e nao tem muito segredo no caminho. Ele deve ter sido displicente em nao marcar o caminho de volta, ja q qdo chegou no cume o tempo estava totalmente aberto. Se perdeu e morreu de frio.

 

Putz, eu só consigo sentir dó, poderia ter sido eu, não nesta situação de se perder só, mas uma queda, um mal súbito ou sei lá o que. :cry:

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Pra acabar de fuder com tudo dispensou o guia, é aquela coisa, o ser humano paga o preço por suas atitudes, nem vou criticar, nem vou bombardear o defunto, mas falta em alguns "aventureiros" humildade. Eu NÃO dispenso guia em muitas situações, mas tem gente que se garante....

 

Na chapada por exemplo já vi muitos e muitos se fuderem, se perderem e depois ficarem como bebês chorões perdidos no mato. Eu não suporto a sensação de andar hora após hora, sem saber se estou certo ou errado, mas pra muitos essa é a aventura.

 

Também sigo esse pensamento... se não conheço pago pra alguém que conheça... E na Chapada paguei por duas vezes: Vale do Pati e Pico das Almas...

Depois vi que muita gente faz sem guia, mas eu prefiro não correr o risco pra economizar uns trocados (trocados na frente do perrengue que pode passar).

Acho que o guia também pode tornar a coisa muito mais interessante, falando da história e lendas locais, falando da formação geológica etc... Por isso tb procuro bons guias, cabra só pra mostrar o caminho só em último caso.

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Pessoal,

 

Realmente o que ocorreu é uma fatalidade.

 

O Ogum está 300 % certo em levar equipamentos adicionais em trilhas bate-volta. Como aconteceu, o tempo pode virar e aí já sabemos os possíveis resultados. Levar um equipamento de segurança não acrescenta quase nada no peso e pode fazer uma grande diferença.

 

São inúmeras os riscos que estamos expostos quando entramos em uma trilha, o pior é que algumas pessoas não têm muita noção disso. Quantas vezes encontramos trilheiros "Rambos" que colocam a própria vida e de seus amigos em risco ? Todos conhecemos.

 

Têm gente arrogante de tudo quando é jeito, na última trilha que fiz um amigo tinha o tesão de sair da trilha e abrir o mato no peito tentando achar atalhos, quando mal olhava para o chão e galhos em que colocava a mão. Quando falei com ele para tomar mais cuidado, pois poderia ter uma cobra ou aranha em algum lugar ele disse que eu não precisava ficar preocupado, que ele tinha algo de "iluminado" e que Deus iria protegê-lo quando dentro da natureza. kkkkkkkkkkkk Depois dessa comprei um mp3 player e ando sempre com o "Active Log" do GPS ligado já que vou ficar sozinho na trilha mesmo.

 

Outro ponto que acho importante é sempre conhecer algumas técnicas de sobrevivência e primeiros socorros. Não precisa ser especialista, mas sigo a linha de que conhecimento é sempre bom. Saber fazer um fogo, abrigo ou curativo são coisas simples e que podem salvar a sua vida.

 

Existem muitos materiais gratuitos e comerciais sobre sobrevivência, são muito bons e vale a pena uma lida.

 

Michelschon , posso postar o link de alguns aqui ? Não tenho nenhum vínculo com essas entidades.

 

Abs.

 

Márcio.

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